Ninguém Nasce Herói

Ninguém Nasce Herói Eric Novello




Resenhas - //////


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Queria Estar Lendo 13/07/2017

Resenha: Ninguém Nasce Herói
Em um cenário civilizado que mistura o caos da intolerância com a opressão de um governo tirano, Ninguém Nasce Herói é uma obra assustadoramente realista. Lançamento da Editora Seguinte, estreia do autor Eric Novello no selo da Cia das Letras, esse é um livro necessário na estante de todos os leitores.

Chuvisco vive em um Brasil governado pela intolerância. Através de um golpe, um governante extremamente tradicionalista assumiu o comando do país e instituiu leis rígidas e tolerância zero. O preconceito é uma palavra não mais combatida, mas espalhada através da polícia e das guardas especiais. Existe repressão, militarização e um controle ideológico sobre o que vem a público. É um cenário assustador e muito, mas muito real.

O que mais me ganhou nessa obra foi a maneira com que o autor conduziu toda a trama. Temos a visão de Chuvisco, nosso protagonista, e através dela conhecemos um Brasil dominado pela opressão. Um país onde a diversidade agora é tratada como problemática, um lugar onde as diferenças não têm mais espaço. Pessoas de cor, de religiões diferentes do cristianismo, de sexualidades que diferem da heterossexualidade, todas essas mínimas diversidades são tratadas como lixo. Livros são proibidos, ideias são censuradas. Mesmo com um Pacto recém-assinado, vê-se o pouco caso do governo em tratar todos como iguais; igualdade não existe mais. O que os personagens encontram nas ruas é o medo do mais puro, a ideia de que por causa da cor de pele, do seu jeito de agir, das suas escolhas, isso pode significar repressão da mais violenta.

"Numa época em que preconceitos antes velados são gritados com orgulho, não me espanta que tenha sido ele o eleito."

Chuvisco é um personagem cativante. Ele é revolucionário, mas contido por causa do medo. É o garoto que distribui livros em praça pública porque quer dar a chance das pessoas conhecerem o que foi censurado por um governo tirano. É o personagem disposto a se arriscar, mas não arriscar a vida dos amigos em uma incursão corajosa como essa - e o interessante da obra é como a juventude é retratada. Temos ideais revolucionários e esperançosos representados das mais diversas maneiras através de Chuvisco e seus amigos. São pessoas das mais diversas etnias, orientações sexuais e vivências que se uniram e se entenderam em tempos de horror.

"Do jeito que o país vai, um livro de terror é um amigo mais sincero que um de auto ajuda."

Outro fato interessante reside nos surtos de imaginação que nosso protagonista tem. Chuvisco sofre de catarse criativa, que é uma espécie de explosão de imaginação que mistura fantasia e realidade e o confunde sobre o que é real e o que é falso. Esses surtos estão muito ligados às suas emoções, e vemos os mais abrangentes deles chegarem em momentos em que Chuvisco vivencia a maior tempestade de sentimentos. É genial como a narrativa mistura a fantasia com a realidade e torna tudo muito crível, mesmo que você saiba que tudo faz parte da mente do Chuvisco.

"Viver numa realidade que se desfragmenta faz você encarar o mundo de modo diferente."

Além dele, temos personagens coadjuvantes maravilhosos e bem construídos. Amanda, Gabi, Pedro e Cael são os principais e mais presentes. Cada um com suas lutas, com seus medos e bravuras. Mesmo secundários, eles têm espaço para contar suas histórias, mostrar suas personalidades e ganhar vida conforme a trama avança. A amizade é o ponto principal da história, o alicerce para a força e a coragem do protagonista - e também dos seus amigos. É um ponto muito bem trabalhado e desenvolvido, o tipo de amizade que salta das páginas e te conquista logo de cara.

A representatividade também é tão maravilhosa e bem feita que ah! Temos muitos personagens negros, gordos, de várias orientações sexuais, tudo isso muito natural e como deve ser. Ao mesmo tempo em que a sociedade e o governo oprimem o diferente, a narrativa te entrega como não existe nada de diferente em nenhum deles. Como cada pessoa é parte do mundo, do cotidiano.

"Bastaria alguém e força de vontade. Bastaria dizer chega. O problema é que o 'basta' abre as portas para o desconhecido. E, hoje, o desconhecido causa medo."

O mais impactante de Ninguém Nasce Herói, pelo menos para mim, foi o desenvolvimento das lutas internas de cada personagem. Até onde vai a coragem, a vontade de gritar seus direitos e lutar por eles. Até quando alguém consegue aguentar a violência e a opressão até alcançar o ponto máximo e explodir? Mesmo com um grupo rebelde crescendo nas ruas, intitulado de Santa Muerte, são esses jovens a ditar uma possível revolução, afinal, e revoluções começam silenciosas para se tornarem um estouro incontrolável. O terreno para isso é bem trabalhado na história, e cada receio, hesitação e recuo dos personagens é crível para o cenário em que eles vivem.

"A verdade é que ninguém nasce herói. Mas isso não nos impede de salvar o mundo de vez em quando."

Afinal de contas, estamos falando de um país governado pelo medo. De um cenário onde as ruas não são seguras, onde falar pode colocar sua vida em risco. Onde ser diferente é um crime, com milícias especializadas perseguindo quem ousar destruir a "ordem" instaurada pelo governo do Escolhido.

A Editora Seguinte cedeu a prova do livro para a Eduarda, mas ele não chegou a tempo de ela ler. Com sorte, estive presente na Flipop e consegui adquirir o livro com exclusividade lá! Ele ainda está em pré-venda, mas já garanto que a edição ficou um arraso. Diagramação bem simples, mas bem feita, e uma capa de encher os olhos.

Ninguém Nasce Herói é uma história sobre coragem e juventude, sobre dar um passo à frente contra a opressão e lutar pela liberdade, pelo direito de ser quem você é. É uma história real e atual e importante para todo mundo; ler a tirania pode abrir seus olhos para as pequenas coisas escondidas no nosso mundo, pequenas opressões que avistamos no dia a dia.
Estante X 15/07/2017minha estante
distopia? Parece ser


Sofi 03/09/2017minha estante
pode dar uma olhada na resenha que fiz no meu blog?
https://meianoiteestrelada.blogspot.com.br/




Francisco 30/06/2017

No contexto de um Brasil fundamentalista, a história de Eric Novello dá a esperança que todos precisam para continuar vivos
A partir de hoje, depois de um golpe articulado pelas classes conservadoras brasileira, o novo presidente do país será o deputado Silas Malafaia.

A espinha gelou, não foi? Mas calma, apesar da gente estar vivendo em uma época delicada em nosso país, os fundamentalistas não tomaram o poder, pelo menos não ainda.

Porém, Eric Novello criou um futuro que nós esperamos muito que seja distópico, onde os fundamentalistas tomaram o poder e instauraram uma ditadura. Nessa história, conhecemos Chuvisco e seus amigos, jovens que procuram fazer sua parte para lutar frente a essa ditadura, iniciando de maneira simples: Entregando livros ao redor da Praça Roosevelt em São Paulo.

Porém, aos poucos eles vão percebendo que precisam ter mais do que apenas uma participação em todo esse processo, devem se tornar protagonistas da resistência se quiserem ver o Brasil livre dessa ditadura. Eles terão que ser tornar heróis para salvar a pátria verde e amarela. Nem que seja de vez em quando. Assim é "Ninguém Nasce Herói".

Mas como seria esse país fundamentalista?

Primeiro é importante considerar de onde veio a ideia de Novello. De acordo com o autor, em uma carta que veio acompanhada com a prova de livro, a história surgiu a partir dos momentos intensos que estávamos vivendo nesses últimos dois anos, um clima de ódio que tem se instaurado. Basta ver, comentários em páginas de portais de noticias no facebook, onde pessoas em prol de "manifestar sua opinião", colocam para fora todo o ódio sentido por determinada minoria.

Enfim, esse ódio congregou para que um fundamentalista assumisse o poder, e logo criasse um estado de repressão com todos aqueles que não estavam de acordo com as ideias do ditador. A cada inicio de capitulo, Novello faz uma reflexão, que mais parece com a nossa realidade, e não com a ficção criada por ele. É como se o Brasil estivesse entrando em uma distopia, assim como a história de "Submissão" escrita pelo francês Michel Houellebecq

O Brasil começou a se tornar um país fundamentalista muito antes do Escolhido se candidatar a presidente. Quando ele era apenas um deputado bagunçando a Comissão de Direitos Humanos: "Uma hora esse cara desaparece". Quando ele assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, todo mundo falou: "Exposto dessa maneira, logo ele é investigado e desaparece". (...) E assim, servindo aos propósitos daqueles que financiavam, ele se tornou presidente" (p. 336 - Prova do livro, passível de mudança).


Nesse estado fundamentalista, livros foram proibidos, grupos de extermínios, como a Guarda Branca, foram criados e o ódio se perpetuou, a tal ponto que crimes contra as minorias eram logo esquecidos.

E nesse Brasil, Chuvisco e seus amigos tentavam fazer a diferença. Esse grupo é uma espécie de "Friends" revolucionários. Divertidos, alegres, diversos. Não existe outra definição para eles. É possível ver personagem gay, bissexual, heterossexual, trans, negra e também religiosa. Eles se completavam, eram mais que amigos, eles se tratavam como irmãos em uma grande família.

Ao longo do livro a situação começa a se complicar, especialmente quando Chuvisco subindo pela Augusta em um dia qualquer, se depara com uma cena que chocaria qualquer pessoa (ou não). Uma pessoa estava apanhando muito dos milicianos da Guarda Branca. Ele, vendo aquela situação cruel e apesar de ser bem safo, sofre danos, e vai parar no hospital todo quebrado. Vale ressaltar, que No momento que ele tenta defender o jovem que estava apanhando ele teve um surto, no qual ele se achava um super-herói. O seu analista denominou isso de "Catarse Criativa". Isso porque, toda vez que Chuvisco se sente vulnerável, ele tem essas alucinações.

A partir da saída de Chuvisco do Hospital, vemos ele e seus amigos cada vez mais próximos. Alguns se pegam, outros trocam farpas, saem juntos, enfim, é um "grupão de amigos da porra". E se desentendimentos acontecem, e vai acontecer, eles dão sempre um jeito de conversarem, colocando tudo em pratos limpos e a amizade se fortalece.

Em meio a tanto ódio, o Governo do "Escolhido" (palavra propriamente escolhida) criou um pacto de convivência, para que as "minorias" calem a boca por uns tempos, porém, existe muita desconfiança sobre essa regra. Primeiro porque a Guarda Branca continua atacando e segundo que fundamentalistas tem objetivos bem traçados no sentido de querer acabar com as minorias. Porém, nesse processo, os grupos sociais marginalizados começaram a se agrupar, pronts para fazer um grande protesto. Aí, Ninguém sabe o que pode acontecer.

Eric Novello conseguiu trazer muito bem elementos de nossa realidade para essa história, de criar um clima que deixa em dúvida o que é real e ficção. Até porque muitos relatos apresentados conseguimos rapidamente buscar em nossas referências sobre determinadas situações. Claro, por vezes exacerbada, tipico de uma distopia, porém sem deixar o seu aspecto de verosimilhança.

Além disso, o autor conseguiu, por meio do grupo de amigos dá um tom um pouco menos cruel a história, criando situações de extrema empatia com vários personagens. Alias, confesso a vocês que vi um pouco de Pedro em mim (sem a parte da beleza, hehehe), mas a sua forma decidida e de articular as situações e sempre colocar os amigos em primeiro plano (no meu caso, namorado também). Enfim, é difícil você sair dessa história sem se apegar com um dos amigos de Chuvisco (ou o próprio).

Passando da página 200, quando os alicerces da história já foram criados é difícil você não querer ler numa tacada só. Os acontecimentos vão se tornando cada vez mais grandiosos até o grande clímax da história. Alias, uma coisa que eu gostei bastante aqui, foi o final, no qual o autor poderia facilmente ter terminado antes e feito outros livros. Mas graças a alguém superior, ele não entrou na síndrome da trilogia e encerrou na medida, onde 2/3 do copo é bonito, e 1/3 é dolorido. O que seria óbvio já que estamos falando de uma ditadura fundamentalista.

Jovens e adultos esse livro é especialmente para vocês, para as reflexões sobre o Brasil, sobre os caminhos que estamos seguindo e o cuidados que devemos ter para não instaurar uma outra ditadura em nosso país.

Ninguém Nasce Herói deixa uma semente em nossos corações sobre como combater o ódio. as escolhas? Quem irá fazer somos nós. Aí vai de cada um, se juntar a "estupidez humana" ou a "resistência" de um país que está a um passo de seguir esse caminho. Fundamentalista e retrogrado.



site: https://sobreosolhosdaalma.blogspot.com.br/2017/06/resenha-ninguem-nasce-heroi-eric-novello.html
Sofi 03/09/2017minha estante
Comecei meu blog agora, se importa de dar uma olhada e postar seu opiniao?
https://meianoiteestrelada.blogspot.com.br/




gabiberries 28/08/2017

Literatura brasileira jovem e de qualidade
Esse é um livro que se passa em um futuro distópico, mas é incrivelmente atual. Tanto nas questões de racismo, preconceito, justiceiros que se põem acima da lei e etc, quanto nas referências à cultura pop e ao próprio estilo de vida dos personagens, que curtem ficar em casa assistindo série e fazem vídeos pra internet.
Os personagens são um show de diversidade, é realmente prendem a atenção. Tenho ansiedade então me identifiquei muito com o protagonista, e acredito que os momentos confusos do livro (tipo ele está alucinando? imaginando? vivendo?) são propositais, pois há uma confusão muito forte dentro dele e, como ele é o narrador, nada mais justo que ficarmos confusos junto com ele. Uma passagem em que ele sente pânico no chuveiro me deixou emocionada de tanto que me identifiquei.
Eu gostei do ritmo como as coisas acontecem. Não é super rápido, que fica irreal, nem super lento, que fica chato. É bastante realista, consigo ler o que se passa pela cabeça do Chuvisco e me identificar com sua linha de pensamento.
Recomendo muito este livro pois é um tipo de literatura brasileira que não é tão comum ainda, mas merece espaço para crescer. Parabéns ao autor :)!
Sofi 03/09/2017minha estante
oi, adorei sua resenha, e tambem achei o livro incrível.Voce se importa de dar uma olhada na postagem que fiz sobre ele no meu blog?
desde ja agradeço https://meianoiteestrelada.blogspot.com.br/




Leticia 06/09/2017

Ninguém Nasce Herói - Eric Novello
Sobre o livro

O Brasil é um pais fundamentalista, comandado por um presidente conhecido como O Escolhido. Ele promete transformar o pais em um lugar “melhor” para a família brasileira. Mas o que realmente está acontecendo é que o pais está vivendo um clima de ditadura, pois até alguns livros foram tirados de circulação por conter conteúdo "imoral" de acordo com o presidente.

Mas o problema maior está na perseguição que diversas minorias estão vivendo. A Guarda Branca, uma milícia urbana, que é motivada pelo discurso retrogrado do governo, persegue e espanca gays, negros, trans, ateus e qualquer pessoa que não concorde com os conceitos religiosos do Escolhido.

Sair na rua pode ser algo perigoso e ir contra o governo é assinar o atestado de óbito. Mas mesmo com todo esse clima de tensão, Chuvisco e seus amigos, jovens começando a vida adulta e tentando achar seus lugares no meio dessa confusão em que o pais está vivendo, decidem distribuir, como forma de protesto, em praças da cidade, livros que foram censurados. Mesmo após o Pacto de Conveniência ser decretado no país, a liberdade de expressão pode ser somente uma farsa.

Um dia, ao voltar de uma festa pela manhã, Chuvisco vê membros da Guarda Branca espancando um garoto. Imediatamente, ele tenta ajudá-lo, porém também sai muito machucado. Depois do ocorrido, Junior, some sem deixar rastros, e agora Chuvisco não vai sossegar enquanto não encontrá-lo.

Entre busca por noticias, atos de protesto e a tentativa de de viver tranquilamente em um Brasil completamente em caos, Chuvisco e seus amigos vão descobrir que terão que ir além da distribuição de livros para lutar por um país melhor e mais justo.

Minha opinião

Acompanhamos a narrativa pela visão de Chuvisco. É nesse personagem que o autor inseriu uma espécie de esquizofrenia, durante a história há vários episódios do que o protagonista chama de Catarse Criativa. Esses momentos são inseridos em acontecimentos-chave da história, em que Chuvisco encontra-se vulnerável e/ou precisa encontrar forças para enfrentar algum problema, então ele imagina-se como um super-herói. Essa mistura de real e imaginário pode ser um pouco confusa no início da leitura, mas flui naturalmente depois que passamos a compreender o modo que essas crises funcionam.

O autor inseriu dois recursos que ajudam a compreender o que se passa na cabeça de Chuvisco, os e-mails que ele enviou para seu ex-psicanalista, dr. Charles, e alguns dos vídeos do canal que ele tem no YouTube, o Tempestade Criativa. Apesar de toda a história ser um pouco lenta, sem acontecimentos cheios de ação, a escrita do Eric é simples e fluida. Eu li o livro super rápido.

Além de Chuvisco, os personagens secundários foram muito bem desenvolvimentos, todos têm uma luta pessoal para contar. Um grupo muito unido, que encara a sexualidade de uma maneira bem aberta, formado por pessoas bem diferentes umas das outras. Acompanhamos o dia a dia dos amigos e a dedicação deles para ajudar e melhorar o país com os recursos que estão disponíveis a eles. Foi nesse núcleo da história que Eric tentou dar um tom mais tranquilo enquanto abordada um assunto tão pesado como a política.

Mesmo com a intenção do autor em escrever um livro para o público mais adolescente, trazendo personagens jovens, que estão em uma época da vida de incertezas e decisões, tentando descobrir seu papel em um país em guerra, Eric não conseguiu deixar o livro muito leve, porque quando falamos em política e em religião, o assunto naturalmente fica mais pesado. Acredito que foi o que aconteceu com o livro, pois mesmo com cenas mais descontraídas, o "problema" do Brasil estava sempre no ar em clima de tensão.

Em um país onde as notícias chegam em segundos, alimentam o ódio e são rapidamente esquecidas, Eric faz uma crítica que ultrapassa problemas políticos, alcançando também àquelas pessoas que lutam por seus ideais com agressividade, influenciadas por conceitos conservadores, que não pertencem a realidade do mundo no qual vivemos.

Esse livro pode não ser cheio de ação ou de acontecimentos chocantes, mas aborda um assunto muito atual e mostra uma realidade que pode não estar tão distante assim. Uma história que choca pela semelhança com uma época em que nossos pais e avós viveram e que assusta por "profetizar" um futuro que pode não estar a nosso favor.

Ninguém nasce herói é um livro surpreendente, que confirma a teoria de que independente de quem esteja no poder, suas ideias sempre terão adeptos. E isso pode ser muito perigoso. Por isso, leia e distribua este livro na rua!

site: http://www.lelendolido.com.br/2017/07/resenha-97-ninguem-nasce-heroi-eric.html
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Gisele @abducaoliteraria 07/09/2017

Precisamos falar sobre Ninguém Nasce Herói
Num Brasil futurístico, o país vive uma ditadura fundamentalista, governada por um fanático religioso denominado como O Escolhido, que rege com o discurso de elevar os valores da família tradicional. A liderança do Escolhido incitou o ódio de grupos extremistas, que procuram fazer justiça com as próprias mãos àqueles que ameaçam à conduta imposta pelo presidente.

Com isso, quem sofre são as classes de minorias sociais, que não perdem só a liberdade de expressão, mas também o direito de viver.

Nessa história, acompanhamos o cotidiano de um grupo de amigos que, aos trancos e barrancos, se refugiam uns nos outros para tomar fôlego diante de uma realidade caótica, encontrando forças para resistir, lutar, e por que não, se divertir. Afinal, "viver bem é a melhor vingança".

Chuvisco, a quem somos agraciados pelo seu ponto de vista, é um tradutor que vive na cidade de São Paulo, e ao seu modo, junto com alguns outros amigos, tenta fazer a diferença através de pequenos atos de manifestação e ousadia, distribuindo livros que foram banidos pelo governo em espaço público, para incentivar a leitura, e talvez, despertar em outras pessoas o sentimento de fazer a diferença também. Esse ato na hora me lembrou da famosa frase de Castro Alves, "Bendito aquele que semeia livros e faz o povo pensar".

Uma das coisas mais interessantes da história foi o desenvolvimento dos personagens. A diversidade dos protagonistas e a forma como ela foi abordada foi plausível. Nada forçado, mas sim natural, como as coisas realmente são.

O meu favorito foi o Pedro, acho que porque me identifiquei bastante com ele em diversos momentos.

Por outro lado, não poderíamos ter acompanhado melhor a história do que através do ponto de vista de Chuvisco, que é um personagem extremamente interessante. Ele tem um transtorno que é denominado como catarse criativa, que diante de uma situação difícil, cria uma realidade paralela, uma dimensão as vezes pior e mais cruel, fazendo com que a realidade não pareça tão ruim assim.

Não é uma característica exclusivamente negativa. Quando necessário, é através das catarses que Chuvisco se fortalece, veste sua armadura e encontra coragem para enfrentar os seus inimigos.

Os surtos de Chuviscos absolutamente constantes na história dão uma característica diferente pra ela, você vê os acontecimentos aos olhos de Chuviscos, cheios de imaginação - hora assustadoras, com gigantes de aço que chegam para te esmagar, hora lindas e delicadas, com borboletas coloridas e cintilantes. Porém, ele precisa ser forte para lutar contra os surtos e não perder a noção do que é ou não real. Os momentos de maior tensão que Chuvisco mescla a realidade com as catarses são espetaculares, um jeito extremamente peculiar de se ver e interpretar as coisas. Particularmente, foram minhas partes favoritas do livro.

Voltando a falar dos outros personagens, eu me apeguei tanto a eles que me vi desejando fazer parte daquele grupinho de amigos, abraça-los, incentivá-los com mensagens de esperança, lutar ao lado deles e prometer que tudo ficaria bem.

A história nos mostra o cotidiano difícil de pessoas comuns como nós enfrentam. Sempre lutando, acrescentando pequenas vitórias, adquirindo ainda menos de esperança, mas o suficiente para tomar fôlego e continuar. São essas lutas e vitórias que fazem deles heróis do dia a dia.

"A verdade é que ninguém nasce herói. Mas isso não nos impede de salvar o mundo de vez em quando".

Em alguns momentos, o livro foi assustador. É incrível a relação de alguns acontecimentos terríveis com a realidade em que a gente vive. A princípio, parece que estamos vivenciando uma grande regressão, mas os temas e as dificuldade são absolutamente atuais. E infelizmente, no decorrer da história, você nota que ela não se trata de um futuro tão distópico assim.

Esta é a primeira história que leio do Eric Novello. Eu me empolguei bastante com a premissa, obviamente por causa da situação que vivemos no nosso país. Mas eu não imaginava nada do que estava por vir e a avalanche de sentimentos que ela me trouxe me pegou totalmente desprevenida. É uma história com uma carga emocional gigante. Fiquei com a garganta apertada em diversos momentos, olhos encharcados, e no final, depois de me segurar muito, não deu outra, me acabei em lágrimas.

Ninguém nasce herói apresenta nuances sobre amizade, empatia e esperança. A minha opinião é que todo mundo deveria ler esse livro. Ele te toca lá no fundo, te passa mensagens sutis e também brutas, mas que são fundamentais.

Me encantei com a escrita do autor. Quase acabei com um bloquinho de marcador fazendo um montão de marcações. Quando cheguei até a última página, depois dos agradecimentos (viu, Eric?), eu queria mais! Até então conhecia o trabalho do Eric Novello apenas através de suas traduções, mas agora, necessito conhecer mais histórias dele.

Um adendo muito importante sobre a capa desse livro. E L A É S E N S A C I O N A L! Além de ser linda, retrata a ideia do livro de forma brilhante. Amei e amei!

site: https://abducaoliteraria.wordpress.com
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Franklin 08/08/2017

Num Brasil onde minorias sofrem agressões sancionadas, Chuvisco enfrenta como pode as injustiças perpetuadas por uma sociedade incapaz de aceitar aqueles que são diferentes.

Ninguém Nasce Herói se passa em um cenário fictício, mas que é desconfortavelmente próximo da realidade. Repressão policial e milícias urbanas guiadas por preconceito e fervor religioso são lugar comum, fruto da subida ao poder de um presidente fundamentalista.

Trata-se, para todos os efeitos, de uma distopia. Entretanto, Novello não cai na armadilha comum das histórias do tipo: a de focar apenas na opressão, a um ponto quase inverossímil. Há um balanço de normalidade com despotismo que deixa tudo vivo e marcante. Interpondo momentos de tensão com a rotina de um grupo de amigos que acima de tudo busca manter um mínimo de normalidade num ambiente de violência arbitrária, o texto desenvolve com facilidade os personagens em relacionamentos de credibilidade considerável. De personalidades bem definidas e anseios compatíveis com a realidade em que vivem, Chuvisco, Cael, Amanda, Gabi, Pedro, Dudu, Júnior, entre outros, são indivíduos com uma luta em comum com a qual é fácil de encontrar identificação. O autor anuncia que o grupo é próximo, e prova a afirmação mostrando a relação deles durante todo o livro com uma naturalidade honesta.

Apesar de alguns trechos com metáforas em excesso, a prosa possui uma qualidade que é tão contida quanto abrangente. Os capítulos não entram em detalhes sobre o governo fundamentalista, mas existem pistas o suficiente para que o leitor possa extrapolar os andamentos que levaram a tal quadro. Ao deixar de se aprofundar nos pormenores governamentais, o autor alcança um efeito particular: em alguns momentos, não parece que os personagens vivem numa realidade diferente da nossa. E isso é parte do ponto que é apresentado – o de que é fácil esquecer que cada absurdo político pode ser um novo degrau para o extremismo, onde nossos direitos desaparecem pouco a pouco bem na frente dos nossos olhos.

Os elementos mais proeminentes do texto são a busca e a preservação da liberdade dentro de um cenário esterilizado e intolerante. Este esforço se dá de diversas maneiras, seja pela distribuição de livros, passeatas, ou até mesmo a produção de origamis, espalhados pela cidade como uma forma de despertar a beleza sufocada. Além dos capítulos bem pautados com balanço entre agressividade e candura, eventuais referências também são feitas com bom-gosto, sem gratuidade.

Outro fator relevante nessa dicotomia entre brutalidade e delicadeza é o estado mental de Chuvisco durante o livro. O protagonista precisa lidar com as Catarses Criativas, uma condição que o leva a ter surtos com visões que funcionam como uma ampliação de sua realidade, que possuem características agradáveis, assustadoras, ou, não raro, ambas ao mesmo tempo. A intensidade das circunstâncias força Chuvisco a passar por transformações tanto psicológicas como físicas. O uso integrado dessas alucinações leva o leitor a, junto de Chuvisco, ficar incerto do que é real, pois o horror da realidade às vezes ultrapassa até a linguagem do imaginário. As questões psicológicas são parte integral do personagem, nunca funcionando como uma muleta narrativa. Tensas, divertidas e envolventes, as Catarses acentuam a experiência de forma orgânica do começo ao fim, e leitores de mentes criativas podem absorver com facilidade a ideia de expansão da realidade, mesmo que não ao nível quase literal de Chuvisco.

Devido a essa condição, Chuvisco busca manter um alto grau de controle sobre vários fatores – as catarses, seu pacifismo diante da necessidade de lutar, os limites de sua intimidade com os amigos, sua sexualidade. O desenrolar da narrativa o joga em situações onde ele é obrigado a rever conceitos e posições, e Novello leva o leitor por uma jornada que é, acima de tudo, pessoal. Os momentos de amor são sinceros e nunca fica a sensação de que estão ocorrendo para estabelecer uma possível desgraça posterior. Por conta disso, quando a angústia ocorre, ela acerta com muito mais força.

Ninguém Nasce Herói é um livro que serve como uma história de prevenção, mas que nunca deixa de mostrar aquilo pelo que vale a pena lutar.

site: http://arquivoinevitavel.com
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Kari 17/09/2017

A história gira em torno de Chuvisco, um jovem que vive em um Brasil futurístico, onde o governo é liderado pelo Escolhido, um indivíduo que governa o país de forma repressora. Para ele, os indivíduos aceitos são tradicionais e qualquer um que não se encaixa nesse padrão não é bem visto. Na verdade, é até caçado, por milícias, como a Guarda Branca. A Guarda Branca é uma milícia que percorre as ruas atrás de gays, ateus, negros e qualquer um que não se encaixe na definição de aceito pelo governante. Ou seja, o país é um local aterrorizante, onde ser diferente significa ser caçado, levado ao ostracismo ou pior.

“As propagandas nas paredes anunciam os supostos benefícios da nova onda de privatizações do governo. HOSPITAIS E ESCOLAS DE MAIS QUALIDADE PARA TODOS, dizem as letras amarelas. Só não dizem que “todos” seria esse.”

Chuvisco é um jovem que junto com alguns amigos realiza alguns protestos, principalmente relacionados à distribuição de livros considerados proibidos pelo governo. Como é um grupo relativamente jovem, os amigos estão embalados nos problemas da juventude: amores, desamores, desencontros e encontros, além de estarem começando a moldar a própria identidade.

“Conforme a situação do país degringolava, nos tornamos mais afetuosos, uma forma de equilibrar a balança da cultura de ódio. É inegável que no Brasil o culto à ignorância nos levou a um fanatismo comparável apenas ao dos radicais islâmicos. O ódio, contudo, se fortaleceu inclusive nos países ditos desenvolvidos. Nos Estados Unidos, o número de atentados em escolas aumentou e chacinas da população negra foram televisionadas sem que qualquer policial fosse condenado. Na Europa, surgiram histórias sobre paramilitares contratados pelos governos para afundar barcos de refugiados de guerra, colocando a culpa em atravessadores e piratas, e de empresas que lucravam incitando a instabilidade e a guerra.”

Um dia, Chuvisco se depara com uma cena que infelizmente é cotidiana: a Guarda Branca está espancando um jovem. E o rapaz decide que é hora de fazer mais do que distribuir livros e intervém. É nesse momento que Chuvisco começa a avaliar as próprias ações e a necessidade de fazer e ser mais.

O interessante do livro é que ele se aplica perfeitamente ao mundo de hoje. A cada dia observamos mais e mais injustiças acontecerem, chacinas movidas pelo preconceito e a impunidade rolando solta.

Sem dúvida, “Ninguém nasce herói” é um livro forte que discute em uma linguagem simples, inúmeros problemas sociais. Os personagens são jovens, mas também são questionadores e repletos de vontade de mudar o mundo.

“Será que existe um tradutor especializado em sentimentos? Um que tire das sintaxes outro tipo de ligação, que consiga interpretar palavras além de seus significados? Alguém capaz de realinhar pensamentos que, de outra forma, pareceriam desconexos?”

site: http://www.livrosechocolatequente.com.br/
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"Ana Paula" 09/07/2017

Já não deveria, mas me surpreendo mais uma vez com um livro nacional. Ninguém nasce Herói é um livro muito bem escrito e dolorosamente quase real.
Imaginem que o Brasil sofreu um golpe (mais um!!!) e, a partir de hoje, nosso presidente é um fundamentalista religioso denominado O Escolhido.

"É esse o ponto ao qual chegamos, o de comemorar não sermos mortos pela polícia, distribuir livros sem acabar presos, não ter ninguém pulando em nosso pescoço e nos condenando a danação eterna por pensar diferente."

Não é preciso dizer mais que isso, pois temos representantes políticos que pregam exatamente o que O Escolhido faz com o Brasil nesse futuro escrito pelo autor Eric Novello.
Ser gay é pecado cabível de morte. Distribuir livros é rebeldia, ser diferente não é permitido. Ninguém pode discordar do que é religioso. Ninguém pode se opor ao Escolhido.

Partindo dessa premissa angustiante, vamos conhecer Chuvisco e seus amigos: Pedro, Amanda, Cael e Gabi. Chuvisco é um rapaz diferente por si só, sua imaginação é fértil e ele luta para não ter surtos que misturam realidade com fantasia, o que ele chama de catarse criativa.
Chuvisco e seus amigos fazem pouco, mas fazem algo para tentar abrir os olhos das pessoas. Somente distribuir livros não é mais suficiente para a turma e eles descobrirão que enfrentar o Escolhido pode trazer a desejada liberdade de volta a suas vidas, mas a que custo?

"É uma bolha, nosso mundo perfeito. Pessoas diferentes e iguais ao mesmo tempo. Que falam de filmes, músicas, relacionamentos e a falta deles, de sonhos loucos, política, viagens e profissões. Que discordam e não se matam por isso. Um talento que a muitos parece perdido."

Quando ouvi o autor, Eric Novello no encontro de blogueiros da editora, meus olhos brilharam por essa história. Fiquei bem curiosa para conhecer esses personagens e o enredo. Assim que recebi a prova antecipada, comecei minha leitura, mas não vou falar que foi uma leitura fácil, pois não foi.
As fantasias geradas pela catarse criativa de Chuvisco se misturou por diversas vezes e tive que voltar algumas partes para me situar. A narrativa em primeira pessoa deixou tudo mais complexo. Chuvisco que nos conta essa história pelo seu ponto de vista, o que foi muito bom em alguns capítulos, já em outros, me deixou bem maluca! rsrsrsrsrs

A catarse criativa de Chuvisco se mistura com a realidade e nos deixa curiosos para conhecer mais sobre ele e como ele consegue controlar essas fantasias. Também nos faz rir com suas "viagens" momentâneas.
Os amigos de Chuvisco são seus alicerces e não poderia ser diferente: cada um a sua maneira, torna o enredo único e conquista o leitor do início ao fim da leitura.
Depois que conhecemos os princípios fundamentais que o enredo foi construído, a leitura avança numa facilidade inacreditável. A trama começa a se encaixar e os personagens vão dando mais a cara a tapa, sem contar que a Guarda Branca, uma milícia urbana incentivada pelo governo que ataca/mata minorias, está atrás do grupo e do que ele representa. O leitor vai sentindo o coração acelerar e se põe no lugar dos personagens: Lutar ou morrer?

"Se não se apegar aos carinhos dos amigos, à certeza de que pequenos gestos fazem a diferença, à esperança de que não tem ninguém te seguindo, um dia a tinta vai descascar e revelar a sede de sangue dos homens que te caçam numa rua deserta não para roubar sua carteira, mas para te matar. Que te caçam porque você ousou não ser invisível."

Confesso que mesmo com a catarse criativa de Chuvisco me deixando doidinha, gostei demais de conhecer essa história. Eric Novello nos conta que a ideia para o livro surgiu a partir dos momentos intensos que estávamos vivendo nesses últimos anos, um clima de ódio que tem se instaurado no país e no mundo.
Eric conseguiu conciliar a nossa realidade com a sua fantasia, deixando-nos a tentar diferenciar o que é real e o que é ficção. Sua narrativa é gostosa e descritiva no ponto certo. Os diálogos são inteligentes e cheios de pormenores que não nos passam despercebidos. O apelo para a verdadeira amizade, para o amor de todas as formas está ali, é só deixarmos senti-los.
O palco para a história de Chuvisco é São Paulo e me senti lá, com eles, pois alguns dos lugares citados, eu já visitei!

Do mais, só posso indicar! Vou receber a versão finalizada da editora, mas já adianto que o livro vai estar incrível! Mostro para vocês meu exemplar na Caixinha do Correio de Agosto ta?
A Editora Seguinte sempre arrasa nas edições e nas capas. Essa capa, por exemplo, está maravilhosa! Condizente com o enredo em todos os sentidos - Vocês só vão entender as borboletas, tartarugas e o super-herói quando lerem!

"A verdade é que ninguém nasce herói.
Mas isso não nos impede de salvar o mundo de vez em quando."


site: http://livrosdeelite.blogspot.com.br/2017/07/resenha-ninguem-nasce-heroi-eric-novello.html#.WWKnSoQrLDc
Sofi 03/09/2017minha estante
adorei seu blog, se importa de dar uma olhada no meu?
https://meianoiteestrelada.blogspot.com.br/




Dryh 13/08/2017

Adorei!
Numa sociedade sã, a loucura é a única liberdade. – página 115

Chuvisco faz o que pode para manter a chama da esperança acesa num Brasil dominado pelo fundamentalismo religioso. Junto com seus amigos, ele distribui livros censurados pela cidade de São Paulo, sempre tendo rotas de fuga caso algo de ruim aconteça. Ele queria fazer mais, mas o medo tanto da realidade quanto de ser tomado pelas suas catarses criativas (fugas da realidade) o impediam. Até o momento em que testemunha e é vítima de violência, e passa a procurar tanto o garoto que defendera quanto outra maneira de mudar o país onde vive. A partir daí, Chuvisco não cansa de surpreender.

Uma das coisas que mais me chamaram a atenção neste livro foi o fato de ser uma história abordasse uma ditadura religiosa, e eu nunca tinha lido uma distopia que seguisse para esse “lado”, então estava muito curiosa para ver como o autor abordaria esse assunto. Eric Novello me surpreendeu não só nesse quesito, como também no quesito personagens e narração. Gente, que livro!

Me irrita pensar que eu seja somente um sonhador [...] talvez eu possa fazer algo além de distribuir livros. – página 132

Eu ficava pasma toda vez que lia e não via a hora passando, e quando fui chegando nas últimas cinquenta páginas, foi batendo aquela vontade de terminar, e, ao mesmo tempo, de deixar o livro de lado porque não queria que acabasse. Eu adorei os personagens, em especial Chuvisco, Júnior e Pedro, meu trio apaixonante! E o melhor de tudo é que Ninguém nasce herói é narrado pelo próprio Chuvisco, então sempre quando ele dá suas escapadas da realidade, leva o leitor junto. E quase me matava do coração em algumas delas...haha’

O autor conseguiu acertar a dose de romance, ação e drama que colocou na obra, além de ter explicado muito bem o que levou o país a chegar na situação em que estava no livro, sem ser detalhista ao extremo, e deixando o leitor ligar uns pontos aqui e ali. Sem contar que eu fiquei mega feliz quando terminei de ler e pude, enfim, entender a capa...hehe’

Gostei muito deste livro, tanto que quase nem sei o que falar aqui, fiquei martelando a cabeça e nenhuma ideia. Acho que Ninguém nasce herói é um daqueles livros em que a gente só sabe o que vai sentir, e o que esperar da história, quando a lê, e o mesmo digo sobre a escrita do autor. É uma escrita sem igual, um pouco difícil de encontrar; aborda temas um pouco tensos sem ficar pesada, é divertida, irônica, consegue prender o leitor e nos fazer mergulhar na história e torcer pelos personagens. E, confesso, temer o final...hehe’ não é uma história previsível ou parecida com qualquer coisa que eu já tenha lido, então tiro o chapéu para o autor. Só senti falta de um maior aprofundamento em relação a um “grupo” chamado Santa Muerte, mas, de resto, tudo foi incrível!

Também não poupo elogios para a editora Seguinte, que fez um trabalho lindo na diagramação do livro (já contei que entendi a capa?!haha’), e que me mandou o livro autografado

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
Sofi 03/09/2017minha estante
adorei seu blog, consegui muitas indicações de livros com ele, voce se importa de dar uma olhada no meu?T o começando agora e minha primeira resenha foi desse livro
https://meianoiteestrelada.blogspot.com.br/ eu ia adorar saber sua opiniao :)




Mi Cherubim 06/07/2017

Ninguém nasce herói é um livro que deveria ser adotado nos colégios!
Hoje, dia 05 de julho de 2017, é uma quarta-feira e cá estou com um frio da pleura às 21h resenhando. Mas tem um ótimo motivo. Eu realmente precisava compartilhar esse livro com vocês.

Eu AMO o Eric Novello. Como pessoa e como escritor. Então fiquei muito contente quando recebi um e-mail da Diana da Editora Seguinte avisando que em breve eu receberia a prova do novo livro dele chamado “Ninguém nasce herói”.

Sempre quando pego um livro novo sinto aquele medinho de não gostar ou de não entender o que o autor quis dizer. Sim, às vezes tenho pra mim, que alguns livros não foram feitos para minha pessoinha. Eu não sou versada em política. Quando as pessoas começam a discutir sempre chega ao ápice de se agredirem seja verbalmente ou fisicamente. Não que não devemos falar, pelo contrário. É importantíssimo que seja discutido, ouvido as partes, filtrado o que é melhor para todos e não para uma minoria (os mais abastados).

Então imagine quando li a sinopse (gente eu geralmente não leio a sinopse. Vejo a capa, o autor – se eu gosto dele então... nem vejo mais nada – e só se algo me chamar atenção que leio, sim sou dessas) e vi que tinha muito sobre política. E este livro traduz um espaço de tempo que tivemos, que temos e que teremos(?) no Brasil ou porque não dizer no mundo?
tempo meio distópico, de algo que poderia vir a acontecer. É um assunto muito pertinente aos jovens e adultos. A política, a religião, as crenças, as diferenças e até mesmo as nossas escolhas.

Ninguém nasce herói deveria ser uma leitura obrigatória em todos os colégios no Brasil, para mostrar o que se pode acontecer e até mesmo ajudar aqueles que estão passando por alguns momentos parecidos com as personagens.

Bem, quem são as personagens, Milena?

Temos uma Milena, mas isso não vem ao caso ela não é a personagem principal... tem um momento importante, mas só rs Vamos conhecer quem nos acompanhará pela história:

LEIA O RESTANTE NO BLOG

site: http://memoriesoftheangel.blogspot.com.br/2017/07/eric-novello-ninguen-nasce-heroi.html
Sofi 03/09/2017minha estante
se importa de dar uma olhada no meu blog?to começando agora minha 1 resenha foi sobre Ninguem nasce heroi
https://meianoiteestrelada.blogspot.com.br/




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