O Beijo Traiçoeiro

O Beijo Traiçoeiro Erin Beaty




Resenhas - //////


27 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Silvana 17/11/2017

Sage Fowler mora com seus tios há quatro anos, desde que seu pai faleceu. Desde então ela vem sendo a tutora de seus primos. Mas agora que completou dezesseis anos ela tem que arrumar uma ocupação, ou se casar, que é o primeiro interesse de todas as jovens de sua idade, mas que passa longe dos planos de Sage. Porém seu tio sendo um nobre faz questão de que Sage consiga um bom casamento e paga uma quantia considerável para que Darnessa Rodelle, a principal casamenteira da região faça uma avaliação em Sage. Porém Sage se sai muito mal na entrevista e perde suas chances de conseguir um bom casamento. Mas nem tudo está perdido porque Darnessa diz que vem observando Sage há muito tempo e que ela será ideal para ser sua aprendiz. A função de Sage basicamente será de colher informações sobre os jovens que Darnessa irá unir em Concordium, um evento que só acontece a cada cinco anos, e é onde as alianças entre os nobres são consolidadas.

Alexander Quinn acaba de ser promovido a capitão do exército de Crescera, e como é filho do general ele tem que trabalhar muito mais do que os outros para conseguir provar seu valor. Em sua companhia estão os dois filhos do rei, seus primos Robert Devlin, o príncipe herdeiro e Ash Carter, o bastardo do rei. E logo em sua primeira missão ele é um tanto apressado e acaba matando todos os adversários sem conseguir nenhuma informação. E apesar da missão ter sido bem sucedida, fica aquela sensação de derrota, até porque logo depois seu pai designa Quinn para escoltar a comitiva de Darnessa para Concordium. Aos olhos de todos Quinn recebeu uma missão simbólica, até meio punitiva. Mas o verdadeiro objetivo dessa escolta é investigar se um certo duque se uniu a um reino vizinho e planeja um golpe contra o rei. E como escolta de um monte de damas, a missão será bem discreta.

Como sempre, Quinn coloca alguém infiltrado para levantar informações que sejam uteis a eles. A pessoa encarregada será chamada pelo codinome Rato. Rato se apresenta como cocheiro e logo se familiariza com todas as damas e conhece uma que se destaca das outras por ser bem diferente e por anotar informações sobre todos em um livro. A dama em questão é Sage, que está viajando como Lady Sagerra Broadmoor para passar despercebida. E por perguntar demais Quinn acha que Sage pode ser um espiã do duque. Mas quando ele descobre a verdade sobre Sage, ele ainda continua achando que Sage tem tudo para ser uma ótima espiã, só que a seu serviço. Sage aceita o trabalho. Mas o que ela não poderia imaginar é que enquanto usa de toda sua esperteza para ajudar ao rei, ela acabaria perdidamente apaixonada.

O livro prometia uma mistura de Jane Austen com espionagem. E cumpriu o que prometeu, só que em uma linguagem mais moderna que nos romances da diva. A narrativa em terceira pessoa, ora acompanha a protagonista Sage, e ora vamos acompanhar o grupo dos soldados. E em alguns capítulos podemos ver o que acontece com os vilões da história, o duque e seus aliados. O livro é basicamente uma mistura de romance com muita ação. O que deixou a narrativa bem ágil. O começo é mais lento, mas depois que eles começam a viajar as coisas ficam mais rápidas e temos mais ação. Eu li o livro bem rapidinho. Eu estava com as expectativas lá em cima e apesar de não ter gostado de algumas coisas na história, achei que a leitura valeu muito a pena e vou querer ler a continuação.

Uma coisa que não gostei foi que a Sage é descrita como uma pessoa muito esperta, mas ela foi enganada durante quase todo o livro. E olha que era uma coisa fácil de perceber se ela tivesse prestado atenção. Outra coisa foi que, é claro que não concordo com qualquer tipo de negociação envolvendo um casamento, a decisão só cabe a quem vai se casar, mas a autora descreve as meninas da história, a Sage não, de uma maneira bem pejorativa só porque elas estão felizes com os tais casamentos arranjados. A maneira da autora mostrar que Sage era mais esperta que as outras foi elas serem favorável aos casamentos e Sage contra. Achei isso uó. Casa quem quer, e quem não quer fica solteira, mas não vamos começar a medir a inteligencia das pessoas por isso. E para finalizar minhas queixas não posso deixar de falar de uma coisa que acontece quase no final do livro que foi totalmente desnecessário. Não teve nada a ver e na minha opinião foi só para chatear o leitor.

Mas fora esses pontos que levantei, eu gostei bastante da história. Eu gosto muito de livros de espionagem e esse ainda calhou de ter um romance para esquentar as coisas. Sage é uma protagonista agradavel, apesar de não ser tudo o que eu pensei que fosse. Já o protagonista masculino, que vou chamar de Rato porque esse é um dos enigmas da história, descobrir a verdadeira identidade do par romântico da protagonista, me conquistou, mas a forma como ficou o esconde esconde de sua identidade, não deu para me apaixonar completamente. Não vou falar sobre os personagens masculinos porque se não vou dar bandeira e entregar o ouro, mas queria que alguns deles tivesse tido mais destaque. Mas pode ser que isso aconteça no próximo livro. Quanto a edição eu inicialmente não tinha gostado dessa capa, mas depois que li a história, achei que tem tudo a ver. Enfim, mesmo com todas essas ressalvas, eu recomendo o livro e como disse, vou querer ler o próximo.

site: http://blogprefacio.blogspot.com.br/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
comentários(0)comente



Jeh Diário dos Livros 15/11/2017

Surpreendente!
Sage não é uma garota como as outras. Tendo uma língua afiada e sendo mais esperta que outras pessoas Sage acaba sendo diferente das damas de sua época. Atualmente ela vive com seu tio depois de seu pai falecer por uma doença. Sage sente falta da vida livre que tinha com seu pai e o jeito que eles viviam, mas se esforça para ser uma boa garota pois seu tio mesmo sendo frio, é a única pessoa que acolheu ela.
Ela atualmente dá aulas para seus primos e sonha em poder logo poder sair daquela casa e poder ir para a cidade e tentar ser professora, mas quando seu tio informa que tem outros planos para ela, o mundo de Sage desmorona.

" Mas seu pai estava morto. Seu pai estava morto, o que a deixava presa ao destino de que ele sempre havia prometido protegê-la."

Mesmo sendo contra as decisões do seu tio de casá-la com um jovem qualquer da sociedade, Sage se esforça ao máximo para tentar assimilar sua nova realidade, mesmo sendo contra as formas de casamento, Sage resolve ceder e ir a casamenteira de Lady Darnessa é a maior casamenteira dos tempos, ela entrevista as jovens e escolhe com quem elas devem se casar. E esse ano haverá o Concordium que é o maior evento de casamentos do país, e seu tio resolve levar Sage para ser entrevistada por Lady Darnessa. E como Sage é diferente das outras, logo Darnessa percebe que ela não está apta para se casar.
Mesmo Sage se esforçando e mentindo na entrevista, falando o que a casamenteira quer ouvir, tudo acaba saído um desastre quando nossa personagem não consegue mais se controlar e diz a sua própria opinião. Logo Lady Darnessa a dispensa dizendo que ela não está apta para nada.

"A sabedoria não vem só dos livros. Na verdade, quase não vem deles."

Demora é um país onde existe um reino e várias cidades governadas por duques e nobres cheio de si, e é caro temos os plebeus os servindo, porém, ás vários grupos entrando em guerra e cada estratégia é uma carta que está na mesa pelo poder. O chefe D’ Amirian é um dos maiores governantes após o próprio o rei, ele hoje comanda várias terras e tem muitas riquezas, porem o general Quinn que é o general do rei de Crescera, desconfia com D’ Amirian esteja se aliando com Kimisaros, que são seus inimigos e decide mandar seus melhores homens para fazer a segurança das damas que se apresentarão ao Concordium para espionarem o inimigo.
Entre os soldados estão seu filho Alex Quinn, o capitão do grupo de soldados, Ash Carter filho bastardo do rei e o próprio príncipe Robert. Ambos resolvem viajar e montar estratégias para ficar à frente do possível inimigo, mas para isso eles vão precisar de um espião.

"Matar tira algo de você que não há como recuperar. "

Nesse meio tempo, Sage resolve se desculpar com a casamenteira e descobre que ela precisa de uma aprendiz para ajuda-la a observar as damas e seus futuros pretendentes para fazer um bom casamento. Sage resolve aceitar o emprego e logo passa a fingir ser uma dama em meio as outras para colher informações e quando um grupo de soldados as encontram para escoltá-las para o concordium, Sage acaba conhecendo Ash Carter, um simples soldado que logo se familiariza com ela por seu jeito diferente, e com isso eles acabam se conhecendo melhor e logo Ash e o Capitão Quinn percebem que Sage pode a pessoa que vai ajuda-los a descobrir o que o inimigo está tramando. Só que Sage e Ash terão que lutar contra um sentimento que insiste em aparecer.

"— Representamos vários papéis ao longo da vida… isso não faz com que todos sejam mentira. "

O Beijo Traiçoeiro foi um livro que desde que saiu o anuncio me interessou, pois é um livro de época, cheio de guerras e também romance. A história é narrada principalmente por Sage, Capitão Quinn e Ash Carter, e ao longo da trama vamos entendendo o que está acontecendo em ambos os lados. Confesso que no início achei a leitura um tanto confusa, pois a autora não da muito detalhes sobre as cidades, como estão divididas e porque a guerra está para começar. Mesmo tendo um mapa para situar, ainda sim é um pouco confuso. E a autora vai soltando aos poucos as informações e até você entender um pouco da localidade já se passou um bocado de história.
Sage também foi uma personagem difícil de se gostar no início, uma garota com língua afiada que é mais esperta que as outras de sua época e que quer se aventurar por ai com costumes diferentes das damas, mas não foi isso no geral que me incomodou, mas foi a autora forçar um pouco Sage se melhor que as outras para destacar sua inteligência, fazendo as outras personagens serem superficiais.
Temos também de personagens interessantes, o capitão Quinn que é muito esperto também e faz um ótimo trabalho com seu grupo de soldados, e o jeito que eles trabalham em grupo foi muito bem explorado fazendo a trama ficar interessante e fazer o leitor tentar acompanhar o raciocínio deles. Temos também Ash Carter o personagem que aparece ao longo da história e teve um papel bem interessante no livro todo.
Temos Darnessa que é a casamenteira, que no inicio achei que seria uma mulher esnobe pelo seu cargo e tudo mais, mas que se mostrou uma personagem astuta e de olhos bem abertos durante a história.
A trama do meio para o final fez com que me apaixonasse pela história, pois além de sair das páginas paradas, teve ação, mortes, segredos revelados e romance.
O que mais gostei do livro é que assim como Sage, eu cai feito boba com alguns segredos que a autora revelou no meio da trama, ela foi deixando migalhas na história, mas confesso que não consegui juntá-las e quando percebi foi uma surpresa e tanto. E isso foi o ponto positivo do livro para mim e fez com que a leitura fluísse até o fim.
Tendo alguns pontos complicados, mas tendo maiores pontos a favor, O Beijo Traiçoeiro foi uma ótima leitura e estou ansiosa para ler o próximo livro que deve sair ano que vem. Para quem gosta de livros de época com uma pegada de romance e guerras está ai uma ótima leitura e cheia de segredos bem elaborados.


site: http://diarioelivros.blogspot.com.br/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro.html
comentários(0)comente



Vanessa Vieira 15/11/2017

O Beijo Traiçoeiro - Erin Beaty
O livro O Beijo Traiçoeiro, da americana Erin Beaty, nos traz uma deliciosa história de espionagem em um universo muito semelhante ao retratado nos livros de Jane Austen e de outras autoras desta época. Com um enredo bem escrito e envolvente e personagens fortes e sem papas na língua, o livro se mostrou uma leitura envolvente, fluída e até mesmo emocionante.

Sage Fowler está muito longe de ser considerada uma dama, graças ao seu comportamento rebelde e sua língua ferina e parece não se importar nem um pouco com isso. Depois de ser rotulada como uma moça imprópria para se casar, ela se torna aprendiz de casamenteira e acaba recebendo uma missão importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza para Concordium, rumo a um evento da capital do reino, onde são consolidadas alianças entre famílias de grandes posses. Com a intenção de formar pares adequados, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus possíveis pretendentes, inclusive sobre os oficiais de alta patente que estão encarregados por zelar pela proteção de todo o grupo durante a tal jornada.

A escolta militar acaba por notar o início de uma conspiração e então Sage é recrutada por um belo soldado com o intuito de conseguir informações. Entretanto, quanto mais ela mergulha no mundo da espionagem, mais acaba se envolvendo em uma complexa teia de disfarces, identidades secretas e intrigas. E, em meio ao caos que se instaura sobre o destino do reino, ela se vê absorta em um romance tão envolvente e de tirar o fôlego quanto o perigo que a espera...

O Beijo Traiçoeiro se mostrou uma grata surpresa e um livro com um enredo original e estupendo. Em determinados momentos, me pareceu que Agatha Christie e Jane Austen tivessem se unido para escreverem uma obra romântica e dotada de suspense, tamanha a genialidade da escrita da trama. Os personagens são obstinados, determinados e fortes e tais qualidades tornaram a história de Erin Beaty ainda mais atrativa e brilhante. Narrado em terceira pessoa de forma fluída e levemente irônica, O Beijo Traiçoeiro se mostrou uma leitura maravilhosa e incrivelmente peculiar.

Sage é uma jovem sem papas na língua e que sabe exatamente o que quer. Ela é contrária a toda e qualquer ideia de casamento e é justamente essa sua obstinação que a colocou no caminho da casamenteira Darnessa Rodelle. Ela é uma personagem inteligente, perspicaz e de uma mente bastante engenhosa - características essas que logo lhe moldaram em uma espiã para a escolta militar. Além de ser apaixonada pelos livros, Sage também abomina cebola e consegue interpretar as pessoas como ninguém. Quando o soldado Ash Carter cruza o seu caminho, logo uma empatia acontece entre o casal e a aproximação entre eles vai se estreitando a cada dia que passa.

Ash Carter é um soldado bonito, carismático e intrigante. Ele tem forte senso de justiça e se esforça ao máximo para proteger o seu doce irmãozinho Charlie, bem como Sage. Além de ter nobres valores, ele faz de tudo para provar o seu valor e se mostra um leal e corajoso membro da escolta militar. O seu romance com Sage é bem enérgico e repleto de aventuras e reviravoltas, o que tornou a história de amor entre eles charmosa e eletrizante.

Em síntese, O Beijo Traiçoeiro é um livro apaixonante, misterioso e com uma originalidade descomunal. Me encantei com o enredo e com os seus personagens - sobretudo com Sage e com a sua forma aguçada de colocar os pingos nos "is" - e cheguei até mesmo a me emocionar com uma cena dolorosa que se passa na trama. A capa é muito bonita e enigmática e faz jus ao conteúdo do livro -além de ter sido confeccionada em uma material emborrachado, que lhe confere um certo efeito aveludado - e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo, com certeza!

site: http://www.newsnessa.com/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
comentários(0)comente



Anne 14/11/2017

Muito bom!!!
O Beijo Traiçoeiro é o primeiro volume de uma duologia chamada Traitor's. O segundo livro já tem capa e a previsão de lançamento é para maio de 2018. Por enquanto ainda não tem previsão para sair aqui no Brasil, mas não se preocupem, porque apesar de ser continuação, O Beijo Traiçoeiro não chega a acabar em cliffhanger.

Narrado em terceira pessoa, o livro vai seguir a jornada de Sage Fowler, uma adolescente que perdeu a mãe e o pai muito cedo, e foi criada por um tio. Tio esse que agora que ela completou dezesseis anos, quer que ela se case a contragosto da menina. Depois que uma renomada casamenteira avalia Sage como inapta ao casamento, por causa da sua facilidade de percepção e inteligência ela recebe um convite para se tornar aprendiz de casamenteira, o qual ela aceita.

"O principal trabalho da alta casamenteira era selecionar as melhores da região para a conferência realizada uma vez a cada cinco anos, mas ela não desejaria entrar nem se fosse bonita ou rica o suficiente para ser considerada. Não tinha a menor vontade de ser guiada pelo país até Tennegol e praticamente leiloada como uma cabeça de gado premiada."

A partir daí começa uma aventura singular, onde Sage tem que acompanhar várias moças protegidas por uma escolta militar até o Concordium - um evento especial onde uniões entre nobres são feitas com o objetivo de unir política e bens. Como aprendiz de casamenteira, Sage tem que anotar tudo que descobrir sobre as moças e os rapazes, afim de juntar bons pares.

Mas a história do livro é muito mas que isso e rapidamente me peguei super entretida numa história recheada de aventura, disfarces, identidades secretas e uma pitada de romance. Nessa viagem, Sage encontra na escolta um rapaz que poderá ajudá-la a coletar informações sobre os militares, mas o que não fazia ideia era que acabaria se apaixonando por um deles.

O início da leitura é um pouco devagar, pois mergulhamos em uma narrativa cheia de descrições de personagens, lugares, nomes, que aos poucos vão fazendo sentido e a partir daí a leitura flui. Aqui muita coisa descrita é real e palpável, principalmente as cenas de ação entre os exércitos. Nada foi poupado de ser escrito, pois o objetivo da autora me pareceu ser a de escrever uma história crível, apesar de fantástica. Além disso, o romance se desenvolveu de forma gradual, o que ganhou pontos, pois apesar de instaloves serem comumente inseridos em livros jovem adultos, eu não gosto.

Também temos uma personagem jovem que foi além do que se era esperado de uma mulher em sua época. Ainda que o livro seja uma fantasia, podemos comparar seu tempo à nossa idade média, onde as mulheres eram vistas como objetos, um meio para um fim. Sage é uma personagem forte, cativante e com língua afiada, o que pode lhe trazer vários problemas, mas que não leva desaforo para casa e nem abaixa a cabeça.

O Beijo Traiçoeiro tem tudo na medida certa para se tornar um livro incrível. Romance, drama, ação, aventura, mistério - tudo foi narrado de forma leve e bem escrita, ainda que tenha faltado descrições mais detalhadas sobre os povos mencionados. A história teve dois plot twists que me fizeram suspirar e chorar, entender e gostar da história. Então eu super recomendo a leitura, porque com certeza é um livro inesquecível.

"Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira."

site: http://www.literaturaestrangeira.com.br/2017/11/resenha-1-o-beijo-traicoeiro-por-erin.html
comentários(0)comente



Queria Estar Lendo 14/11/2017

Resenha: O Beijo Traiçoeiro
O Beijo Traiçoeiro foi um dos lançamentos do mês de Outubro da Editora Seguinte. Cedido em cortesia para essa resenha, o livro fala sobre espionagem e traições políticas em um cenário inspirado nos clássicos de Jane Austen.

O arco principal da história acompanha a jovem Sage. Em uma releitura bastante óbvia e familiar do início de Mulan, nós contemplamos o esforço da família dela em levá-la à casamenteira da cidade para que a mulher arranje um marido à garota - e claro que a Sage estraga tudo agindo de maneira que nenhuma dama deveria agir. Eis que a casamenteira surge com uma proposta: Sage é perspicaz e afiada para detalhes e, em troca de prestígio e de um emprego, vai disfarçada como pretendente para acompanhar a casamenteira no evento que une jovens nobres, de modo a espionar tudo o que vem acontecendo por trás dos panos. Do outro lado da história, seguimos a guerra através de Alexander Quinn, um soldado do reino em que Sage vive. Alexander comanda uma companhia para proteger essas jovens damas, ao mesmo tempo em que investiga um possível cerco militar que se ergue nas fronteiras com um reino inimigo.

"Odiava se sentir como a soma de suas posses, e não como uma pessoa."

Mais uma vez, toda uma história se torna problemática por causa de como a narrativa trata a protagonista e desenvolve sua história. Dadas algumas resenhas gringas, eu já sabia o que esperar - e ainda assim todo o arco da Sage me foi de extremo mau gosto, especialmente no momento atual da literatura jovem. Você tem uma história onde pode quebrar padrões e desenvolver um grande arco de empoderamento feminino, e o que você faz? Isso mesmo, trata todas as outras personagens femininas como descartáveis aos olhos da protagonista só porque elas não concordam ou agem de acordo com a aura rebelde da personagem principal.

A narrativa trata Sage como a única mulher realmente digna de alguma atenção por parte dos leitores. Dentro da história, Sage é diferente das outras garotas, ela foge de arquétipos esperados dentro da sociedade ambientada - aquela aristocrática bem típica de romances históricos - mas em nenhum momento isso soa como positivo porque, aos olhos da Sage e, consequentemente, a mensagem passada aos leitores, é como se todas as outras mulheres fossem frívolas, mesquinhas e intragáveis. O livro anuncia isso clara e abertamente sempre que a Sage interage com uma das noivas, ou mesmo com a casamenteira - a personagem mais "respeitada" pela protagonista. De acordo com a Sage, você se sentir bem com a ideia de casar, você gostar de vestidos e maquiagens e de se portar de acordo com as regras é ruim. Existe uma coisa chamada: você pode querer o que bem desejar pra sua vida sem desmerecer a escolha das outras mulheres. O livro não soube usar isso.

Eu fiquei bastante irritada com a maneira com as poucas personagens femininas foram desenvolvidas. Sage, como já dito, é um poço de ego e julgamento mesquinho. Para quem se diz tão à frente de seu tempo, ela com certeza age como uma criança birrenta na maior parte das cenas. A casamenteira foi minha favorita só porque estava ali para sacudir os ombros da Sage e mandar uns belos "escuta aqui, garota, acorda que o mundo não gira em torno de ti.". Aí tinha o arco das pretendentes; tão relevante que eu não consigo lembrar do nome de uma das noivas que estava ali só para encher o saco da Sage e fazer toda a história de "ai olha como eu sofro por ser diferente das garotas sem graça e submissas à sociedade".

A autora tinha tanto potencial para trabalhar essa história, tantos caminhos para seguir e mostrar as diferenças entre as garotas sem criar uma desgraça de rivalidade sem sentido. Eu tô bem cansada de ler histórias que, para "empoderar" uma personagem feminina, inferiorizam as outras que "fogem" o esteriótipo de "mulher forte". Estamos em 2017, gente. Chega de escrever mulheres se odiando, pelo amor da Eva Green!

A parte política e estratégica se desenvolveu muito bem, para a salvação da minha leitura. Como a gente teve uma gama de personagens masculinos muito maior, claro que os arcos deles foram mais interessantes e bem construídos; Deus me livre escrever mulheres e fugir de esteriótipos, né nom? Vamos seguir a fórmula de filmes de patricinhas dos anos 90, com certeza vai dar certo. Enfim.

"- Enquanto os ferreiros dobram o ferro à vontade deles, casamenteiras dobram as pessoas às vontades delas."

Alexander Quinn é o capitão do regimento responsável pela proteção das garotas, e toda a questão da guerra e das tramoias políticas fica por conta dele. Outros nomes como Ash Carter, o misterioso Rato e o soldado Casseck são de vital importância para que a história ganhe rumo; o livro até tentou desenvolver um mistério envolvendo alguns personagens, mas estava tão óbvio que eu fiquei me perguntando se era realmente a intenção da autora tornar tudo tão "na cara" ou se foi preguiça de desenvolver uns caminhos mais difíceis de decifrar. Foi como The Kiss of Deception, só que nesse caso eu já sabia quem era quem desde o começo e só fiquei entediada por isso perdurar nas 200 páginas que se seguiram.

Toda a questão do cerco e das legiões inimigas deu uma tensão interessante à trama. Por ser um livro grande, de ritmo lento, ele usa todo o espaço necessário para fazer a ameaça ao reino e aos personagens crescer de maneira verossímil, tornando o medo pelo que vem pela frente bastante real. As investigações da Sage e dos outros personagens acabavam colidindo devagar, encaixando-se num quebra-cabeça que culminou em revelações interessantes sobre os andares do conflito próximo deles. O final foi bem fechado - deixou algumas pontas soltas para a continuação, mas é satisfatório para quem queria ver um closer na história principal (eu, no caso).

"Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira."

Quanto ao arco individual dos personagens masculinos, fora aquele mistério, eu gostei bastante do que li. Quinn passa por uns dilemas interessantes no decorrer do livro, uma vez que é o comandante da legião e responsável por tudo que vier a acontecer com os soldados e as garotas - e até mesmo com o irmãozinho, Charlie, que serve de pajem e escudeiro do próprio Quinn. Os personagens masculinos são carismáticos, têm seus momentos egocêntricos, mas, diferente do arco feminino (você me fez gostar mais do arco dos personagens masculinos, livro, olha como isso é errado!), equilibram isso com simpatia e receio. São personagens reais, convencem fácil.

O romance toma pouco espaço da trama - e pode servir de incentivo para quem não quer esse tipo de livro. Não é uma coisa essencial, mas se desenvolve dentro da proposta de ambos os arcos e acaba rendendo momentos fofinhos quando têm que acontecer. A construção de mundo foi um pouco confusa de início. Com o tempo, pelo menos a parte da divisão territorial depois da guerra de conquista ficou mais clara, e o motivo para a nova ameaça também.

A edição do livro é maravilhosa, um trabalho impecável como todos os outros da Seguinte. A capa foi redesenhada aqui para o Brasil e combina bastante com a história.

O Beijo Traiçoeiro acabou sendo uma leitura um pouco traiçoeira também. Mesclou traições e espionagem muito bem, mas deixou a desejar quando prometeu uma protagonista forte e entregou uma imensa falta de sororidade.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro.html
Érika Rufo 14/11/2017minha estante
Foi uma grande decepção pra mim... Esperava bem mais do livro!


Queria Estar Lendo 14/11/2017minha estante
Sim Érika! Eu já tava com um pé meio atrás por causa de umas reviews do Goodreads, mas mantive o benefício da dúvida e quebrei a cara .-.




Portal JuLund 11/11/2017

O Beijo Traiçoeiro, Editora Seguinte
Esse é livro que meio que virou um caso de amor e ódio para mim, sobre eu gostar ou não dele, se mais amor ou mais ódio, vai ter que ler a resenha toda para saber (:D). O Beijo traiçoeiro, de Erin Beaty é a minha cortesia da Editora Seguinte para o portal.
A autora liberou uma propaganda desse livro a comparando muito a Jane Austin e, até onde me informei, direcionando para Orgulho e Preconceito, que eu amo, então já pode imaginar que comecei a leitura com exectativas muito altas.
Sage é uma garota decidida a não se casar por conveniência. Vivendo num mundo em que todos os casamentos respeitáveis são escolhidos por casamenteiras e sendo que ela foi criada pelo pai, cujo casamento fora por amor, fez com que se decidisse desde cedo a escolher o próprio marido, caso decida se casar.
Órfã desde os 13 anos, aos 16 o tio a obriga a ver a casamenteira a fim de arranjar um casamento de respeito, diferente da situação de seus pais. Porém tudo dá errado e ela se torna aprendiz de casamenteira, profissão que nunca desejou, mas irá lhe garantir liberdade de seu tio.
Depois disso, Sage é enviada junto com várias moças ao Concórdium, um evento onde a casamenteira irá decidir o par de cada menina. Ela vai disfarçada como uma das noivas, mas seu objetivo é estudar as candidatas e, porque não, os principais soldados de sua escolta, a fim de decidirem que combina com quem.
Enquanto as moças se ocupam em se preocupar com futuros maridos e Sage segue investigando, os Soldados liderados pelo Capitão Quinn as escoltam enquanto espionam os locais por onde passam até que Sage chama a atenção. O Rato, um soldado disfarçado de cocheiro, se aproxima dela e percebe que ela escreve algo secreto em um livro e decide ficar ao lado dela, tanto para descobrir se ela é uma espiã e, se não for, extrair dela informações sobre o que acontece lá dentro.

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/resenha-o-beijo-traicoeiro-editora-seguinte
comentários(0)comente



Fernanda 06/11/2017

resenha
link no blog

http://www.segredosemlivros.com/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html

site: http://www.segredosemlivros.com/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
comentários(0)comente



Tuanny 04/11/2017

Melhor virada de história. Melhores livros de 2017
Mais um livro incrível desse 2017. Pronto falei! hahaha.
Então agora vamos por partes. Logo quando esse livro foi lançado eu tive apaixonites pela capa, e só! Li a sinopse quando o livro chegou aqui em casa e eu iria ler (todo mundo já sabe), e tive a impressão que não gostaria do livro. Comecei a ler e tive certeza disso, até a história virar de cabeça pra baixo, dai eu me apaixonei!
Em pratos limpos, o livro conta a história de Sage, uma menina que vive nos tempos de casamentos arranjados e decide que ela não vai casar, mas de jeito nenhum. E por isso acaba virando uma casamenteira, alguém que ela não suportava. Mal previa que isso iria dar destino a sua história. Junto a isso começa uma nova história falando sobre soldados. (Aqui eu tive certeza que o livro não poderia piorar! )

Sage então recebe uma missão: acompanhar as damas a caminho de Concordium, onde aconteceria o evento que firmaria os futuros casamentos. No caminho Sage adianta sua tarefa e anota no seu caderninho tudo que descobre sobre as damas, os parceiros e até dos soldados. Desde o caminho até Corcodium, Sage percebe uma coisa diferente no ar, os soldados estão sempre tensos, preocupados e ela começa a prestar atenção em todos os detalhes, isso já deixa ela bem esperta para os próximos capítulos. Sage acaba participando em vários momentos na espionagem a favor dos soldados, em toda essa história acaba que Sage cria laços de amizade com algum soldados e acaba também se apaixona ndo(quem diria!), e então eu comi o livro, como se come pizza. kkkkk
Sage começa a ajudar os soldados por várias razões e principalmente porque está apaixonada. Sem spoiler sobre esse romance, mas quem quiser pula direto para o capitulo 51 do livro. (Melhor capitulo do livro).

Porém quanto mais ela se envolve, Sage descobre mentiras, informações importantes, começa a chamar atenção de todos (já que ela era invisível) e por fim identidade secreta de pessoas que ela nem imaginaria. Sage aceita então, depois de estar completamente envolvida na teia da espionagem, o último desafio para salvar todos (esse é o segundo melhor capitulo - vão ler o livro todo). E por alguns deslizes cometidos, ou não, todos pensam que Sage está morta, com isso leva o capitão a cometer vários erros e mudar todos os planos. Sage está viva, vive os melhores momentos de ação que jamais imaginaria na vida (e isso me tirou o fôlego), e ainda vive um romance de arrepiar os cabelos (aqui eu já estava sem fôlego). Acaba entendendo que uma casamenteira vai muito além de juntar duas pessoas, envolve politica, dinheiro e muita inteligência.
Por fim, tudo que nos resta agora é saber se existe um segundo volume depois dos novecentos e vinte dias. Ou se tudo vai da nossa imaginação.

O livro me surpreendeu muito, foi difícil ler as cem primeiras páginas, porque as trezentas depois foram estupidamente rápidas. Misturou tudo que eu não achei que fosse ter, com uma personagem extremamente forte e cheia de ideais.
comentários(0)comente



Nati Amend @livrosdanati 24/10/2017

#resenhalivrosdanati | O Beijo Traiçoeiro | Erin Beaty | @editoraseguinteoficial | (SEM SPOILERS)
Sage Fowler não é como as outras garotas da sua idade. Ela vive em Crescera com seus tios, trabalha como tutora e definitivamente não pensa em se casar. Em uma época na qual meninas têm uniões arranjadas e precisam se portar como damas, Sage só quer conhecer novos lugares.

Considerada inapta para o matrimônio, ela aceita uma nova oportunidade como assistente da casamenteira, para espionar noivas e pretendentes, e ajudar a formar os casais ideais. Disfarçada com uma das donzelas, Sage então viaja com a comitiva de noivas em direção ao Concordium.

Só que devido à complicada situação política do reino, é preciso uma escolta militar para proteger as damas durante essa travessia. Para tanto, a unidade do Capitão Alexander Quinn é convocada para a missão. Mas o que nem todos sabem, é que o verdadeiro propósito do exército nessa viagem é desvendar uma possível conspiração contra o Rei e tentar impedir uma guerra.

É neste emaranhado de mentiras e camuflagens, que Sage conhece Ash Carter, um soldado infiltrado. Por causa dessa amizade e graças à inteligência e temperamento rebelde da protagonista, ela acaba então sendo recrutada novamente como espiã, só que dessa vez, para ajudar o exército.

"Ele a achava ligeiramente intrigante. Mas também impertinente. Estorninho era o nome perfeito para ela."

Sem poder revelar um ao outro os seus verdadeiros papéis, os personagens se envolvem em uma rede de intrigas e investigações táticas, que são a pólvora para um romance explosivo! O enredo é de tirar o fôlego e me cativou pela originalidade, escrita leve e reviravoltas da estória.

“O Beijo Traiçoeiro” é o livro de estreia da autora e faz parte de uma trilogia. Mesmo tendo alguns pontos que poderiam ter sido melhor explorados, no geral é uma leitura deliciosamente agradável e, sem dúvida, surpreendente! Fiquei muito ansiosa para ler os próximos livros e já posso garantir que esse conquistou um grande espaço em meu coração.
Ryan 28/10/2017minha estante
Adorei! E estou curioso!!!




Rafaela Regis 23/10/2017

O Beijo Traiçoeiro - Erin Beaty
O Beijo Traiçoeiro da autora Erin Beaty foi um dos livros que me chamou a atenção assim que foi lançando, pois a sua sinopse é maravilhosa!! Quem não quer conhecer a história de uma jovem de língua afiada que vai contra o que se era esperado e acaba se envolvendo em uma grande rede de conspiração. Eu quero! o/

Sage Fowler é uma garota de dezesseis anos que num belo dia descobre que seu tio quer que ela se case! Claro que ela se revolta, pois seu sonho era ser tutora e sem falar que ela está um pouco longe de ser considerada uma dama, fato esse que ela não dá a mínima!

Mas o destino sorrir para ela e e a faz cair nas graças da casamenteira para que se torne sua aprendiz e a ajude a arranjar casamentos para as jovens damas da nobreza! A tonando assim uma avaliadora das garotas e de seus pretendentes para saber se formaram um bom casal, anotando tudo em seu caderno que fica recheado de notas sobre todas as pessoas que podem ajudar em seu encargo que é ajudar a casar as nobres damas.

O Beijo traiçoeiro é o primeiro volume da série Traitor's da autora Erin Beaty, e devo dizer que ela começou muito bem obrigada, pois livro tem de tudo um pouco e cada pouquinho importa muio! Claro que teve umas coisinhas que foram desnecessárias, mas nada que atrapalhe a leitura não.

Sage é uma jovem de temperamento forte e que quando coloca algo na cabeça para tirar é muito difícil, mas ela não contava que o destino ia ser tão oportuno para ela, pois além de sair da casa dos seus tios, ela ainda começa a trabalhar e ganhar seu próprio sustento.

Os personagens (que são muitos), são bem construídos, mas claro que por ter muitos às vezes escapa uma coisinha ou duas de cada um. Um deles devo dizer que foi uma decepção, pois eu esperava muito mais dele, em compensação tem outros três que suprem muito bem essas faltas!

Não comece a ler esse livro se você está a fim de um romance simples e previsível, não aqui o romance não é bem o carro chefe, no entanto não dá para sentir falta dele porque muitos acontecimentos ocorrem e preenche a lacuna com outros elementos tão bons quanto!

A parte da espionagem no começo da leitura é interessante, mas se você assim como eu pega as coisas no ar, vai matar logo de cara o pano de fundo que a autora armou na história e o decorrer dela é que deixa o livro espetacular, porque nada ocorre como você espera.

E é claro que acontecem muitas coisas que não deveriam ter acontecido, mas que se não tivessem ocorrido, lá na frente, e até mesmo no final, não seria tão bem construído como foi. Sabe quando qualquer detalhe no final das contas tem um motivo para ter ocorrido, bem aqui ele tem que acontecer mesmo para a história poder chegar ao clímax e nois deixar ansiosos pelo que nos aguarda ao virar da página.

Um livro interessante e instigador que faz o leitor ficar grudado até a última página, claro que em certas partes ocorrem um pouquinho de enrolação, mas qual livro não tem isso hoje em dia! Envolvente e dramático na medida certa! E quem venha o segundo volume para que possamos conhecer ainda mais um pouquinho desse universo que a Erin criou. Recomendo!

site: https://dlivros.blogspot.com.br/2017/10/o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
comentários(0)comente



Gabi l Vai um spoiler aí? 12/10/2017

http://vaiumspoilerai.blogspot.com.br/2017/10/resenha-o-beijo-traicoeiro.html
Preciso confessar que quando comecei 'O beijo traiçoeiro' estava esperando poucas coisas dele, mas o livro me surpreendeu de maneira muito positiva por ser tão mesmo tempo simples, curioso, fofo e envolvente.

Sage Flowler é uma órfã, filha de um passarinheiro que passou a infância toda subindo em árvores e fazendo coisas que a maioria das meninas não fazem. Ela foi criada pelo tio que a adotou quando seu pai morreu, sendo tutora de seus primos mais novos, já que Sage é muito inteligente e ama ensinar as pessoas.

O problema é que ela não quer casar e por já estar na idade, seu tio contrata a melhor casamenteira da cidade para arranjar alguém que queria a garota sem família, pobre e magra demais. Com sua língua afiada e seu jeito provocador, Sage acaba virando aprendiz da casamenteira, onde ela irá usar sua inteligência e sua perspicácia para encontrar maridos perfeitos para as noivas perfeitas.

Do outro lado da moeda há Alex Quinn, filho de soldado, irmão de soldado e que tem no exército a sua família. Ele é incrivelmente inteligente e subiu de patente por sua coragem. Por conta de um rumor de uma conspiração, Alex e seus companheiros são enviados disfarçados como soldados de baixa patente para serem guardas de um grupo de noivas liderados pela casamenteira mais famosa da cidade.

É assim que Alex e Sage se conhecem. Ela acha que ele é Ash Carter, um cocheiro e ele acha que ela é uma das damas que irão se casar. Cada um com seu disfarce, por suas razões, mas conseguem encontrar um no outro a ajuda necessária para conseguirem seus objetivos. Desse envolvimento irá gerar um amor que nenhum dos dois estava esperando, mas... O que acontecerá quando ambos descobrirem as verdadeiras identidades?




Sage precisa de Alex para conseguir informações dos outros soldados e futuros pretendentes e Alex precisa de Sage para descobrir mais sobre a possível conspiração contra a coroa que jurou proteger. Por conta dessa necessidades, os dois viram amigos e começam a conhecer e entender mais um ao outro.


Sage é uma personagem muito fofa. Não queria gostar, mas acabei gostando dela. Ela é super corajosa, não fica fazendo doce, não mede as palavras, é muito inteligente e corre atrás dos seus objetivos.

Alex foi outro personagem que gostei muito, ele combina muito com Sage, o jeito dele é como se fosse igual ao dela. Ele acaba descobrindo o disfarce dela primeiro, então é forçado a continuar com seu disfarce, mas ao mesmo tempo ele tinha vontade de contar a ela, porque já começa a desenvolver sentimentos por ela.
A autora fez uma coisa que foi ao mesmo tempo legal e não: enquanto Alex está sob um disfarce, ela faz ele parecer outro personagem, então no início, eu achei que não era ele, mas depois vamos confirmando que é. Eu gostei porque foi criativo, mas não gostei, porque no início ficou confuso.


O amor entre eles é legal. Não tem aquele negócio de "não gosto-gosto", com uma frustração horrível. Eles são claros, principalmente Alex, com o que querem e isso acho que foi por conta da personalidade dos dois.

Conhecemos váaarios personagens secundários. As noivas, os amigos de Alex, a família dos dois. Durante o livro conhecemos não só bastante os personagens principais, mas também os secundários e, como se trata de uma série, acho que é uma prévia para os próximos.

O livro tem ação, tem suspense, tem aquele frio na barriga gostoso, cenas de romance sem carregamento, nada muito sexual e nem nada. O final deixou um gostinho de quero mais e eu recomendo muito.
Anne 23/10/2017minha estante
Cuidado com spoiler


Nina @vicioseliteratura 07/11/2017minha estante
QUE SUPER SPOILER NESSA RESENHA! A parte mais legal é ler o livro e ficar as cegas com a história. =/




spoiler visualizar
Mih 30/10/2017minha estante
Também fiquei de ressaca...que livro...É uma trilogia. O Segundo lança em Maio do Ano que vem lá fora...tomara que aqui não demore pra lançar...




ELB 05/10/2017

Uma mistura de Jane Austen com espionagem
Sage Fowler não é nada como as moças de sua idade. Ela não deseja se casar, não tem bons modos de acordo com o padrão da sociedade, fala mais do que deveria, é insolente e muito inteligente. Teve uma infância cheia de aventuras com seu pai, correu, brincou, fez tudo que não seria adequado a uma dama. Até que seu pai foi assolado pela febre e a deixou órfã, e ela nem chegou a conhecer a mãe, que morreu também.

Então, foi morar com seu tio, um nobre da cidade de Broadmoor e, ao chegar na idade em que deveria se casar, ela foi avaliada pela casamenteira da cidade e falhou completamente em se apresentar como uma perfeita moça nobre respeitável de família.

O mundo de Sage, é governado por um rei e é dividido em cidades, cada uma com suas famílias nobres, detentoras de bens, propriedades e comércio, e os plebeus, que servem aos nobres. Os casamentos são muito importantes para a sociedade, pois é quando famílias formam alianças por interesses em comum, e também quando a roda política é movimentada, servindo aos interesses das classes mais altas.

Sage não é nobre, sua mãe fugiu de casa para casar com seu pai, por amor e sem nenhum trabalho de uma casamenteira. Seu pai era um passarinheiro, e assim ela viveu muito nas matas e em contato com a natureza, ganhando muitas cicatrizes que sua tia fala "não ser coisa de uma moça". Gosta muito de ler, estudar, pesquisar e, por isso, começou a dar aulas para os seus primos.

Agora, com dezesseis anos, seu tio precisa tomar uma decisão sobre seu futuro. O esforço de tentar arrumar um pretendente vai por água abaixo após o encontro com a alta casamenteira, quando ela não conseguiu controlar a língua afiada e falou o que pensava sobre as tais "qualidades" desejáveis em uma dama para o casamento. Então, com a opção de se casar fora de perspectiva no momento, ela decide arrumar um emprego para se sustentar.

Mesmo o encontro com a alta casamenteira de Crescera, Srta. Rodelle, sendo um fiasco, a própria viu em Sage as características que buscava em uma jovem para tornar sua aprendiz. Sua alta capacidade de percepção, aliada à inteligência e sua habilidade de manipulação seria muito útil para coletar informações sobre os nobres da sociedade. Informações essas que são imprescindíveis para o trabalho de uma casamenteira, que busca unir pessoas compatíveis, com interesses em comum e cuja união renderia bons frutos. Já era bem sabido que eram os casamentos que faziam girar a política e a economia em Crescera.

Assim, Sage acompanharia Rodelle na viagem para o Concordium, o evento anual em que as jovens representante das principais cidades viajavam para a capital para participar de bailes e festas com o objetivo de conseguir os melhores noivados do reino. E era de suma importância que essas meninas, filhas de nobres extremamente importantes, conseguissem bons casamentos para manter a paz e o bom comércio em Crescera.

O papel de Sage era acompanhar essas jovens, como se fosse uma nobre também, angariar informações sobre todos que conhecesse e auxiliar Rodelle a formar bons casamentos baseados nas características de cada uma. Só que ela seria pega no meio de uma situação política complicada e sua língua afiada a colocaria em mais enrascadas do que poderia imaginar.

Quinn é um capitão do exército de Crescera, cuja unidade foi designada como responsável pela escolta da comitiva das damas para o Concordium. Ele é filho do general do exército de Crescera e recebeu de seu pai a delicada missão de espionar certas famílias para confirmar se estão conspirando com o exército inimigo contra o rei.

Décadas atrás, Crescera esteve em guerra contra Kimissara, uma terra ao sul, mas essa paz nunca se solidificou. Há sempre pequenos conflitos e o general suspeita que possa se tornar algo mais sério, pois famílias nobres de Crescera poderiam estar ajudando os Kimissaros.

A unidade de Quinn é relativamente pequena, porém composta de soldados muito eficientes. O filho do rei, o príncipe Robert também está na unidade e deseja provar o seu valor. Ash Carter é o espião, capaz de se infiltrar em qualquer lugar para angariar informações. Ele é filho bastardo do rei, fato que não é muito conhecido e ele prefere manter assim para facilitar seu trabalho.

Ao conhecer Sage todos estranham seu comportamento, que é completamente diferente das outras damas. Ela não se mistura, não conversa sobre as mesmas coisas e parece até uma plebeia. Logo, decidem usá-la quando percebem que ela é boa observadora e, assim, Ash se aproxima dela e uma amizade se forma.

A conspiração vai muito mais a fundo do que todos imaginavam, medidas drásticas precisam ser tomadas e, nessa história, nada é o que parece. Prepare-se para se surpreender muito com O Beijo Traiçoeiro!

"Prefiro cometer um erro sozinha a entregar meu destino nas mãos de outra pessoa."

***

Uma mistura de Jane Austen com espionagem é o que promete a divulgação desse livro. E, na minha opinião, isso foi entregue com sucesso. Podemos ver claramente uma sociedade onde há uma clara separação entre nobres e plebeus, bem parecida com sociedades medievais, quando as moças tinham casamentos arranjados pela família com objetivos políticos e comerciais. E a espionagem bem sutil ao modo da época, em que as características proeminentes de cada nobre era coletado com objetivos variados.

Eu li esse livro sem ter visto nenhuma opinião antes e me surpreendi bastante. Tem muitos elementos presentes em outros livros, mas a maneira de Erin Beaty de contar a história tornou um livro diferenciado e que me atraiu muito.

Mas, não há como negar, que tem muitas coisas que poderiam ser melhoradas. Por ser o livro de estreia da autora, eu até entendo.

O início foi um pouco lento, demorei alguns capítulos para me conectar à história. O que me leva a outro ponto, o da narrativa: ora era mais rápida, ora muito lenta, o que confunde o leitor em certos momentos. A descrição do mundo e das pessoas poderia ser melhorada com uma revisão detalhada. Fiquei perdida no início com tanta informação, nomes e lugares sem saber direito o que era e até tudo de encaixar demorou um pouquinho. A descrição dos personagens também foi bastante vaga, alguns sendo descritos como "de pele escura" ou de "pele clara", apenas.

Sage foi uma personagem que me atraiu de cara, com sua língua afiada e mordaz e seu temperamento explosivo, mas também com sua extrema capacidade de manipular uma situação a seu favor. Ela me lembrou muitooo minha personagem feminina favorita da literatura, Alexia Tarabotti ❤️

"— Nem sempre gostamos do que é bom para nós — ela disse. — Especialmente no começo."

Os outros personagens não foram tão bem introduzidos quanto Sage e só depois da metade do livro que fui perceber que era proposital, pois a autora faz um joguinho para confundir o leitor. Tinha horas que eu nem sabia ao certo quem estava narrando, mas depois achei o máximo essa brincadeira, que tornou as coisas muitoooo interessantes no final do livro rs.

Quinn é aquele soldado honrado, com extremo senso de dever e proteção de seus amigos, mas também com a função de tomar decisões difíceis. Ash é o espião destemido, que confunde o tempo todo e tem um tom mais divertido e aventureiro. Não tem como não gostar xD

Depois que li e fui ver as opiniões no Goodreads, vi que rolou bastante polêmica em torno desse livro. Em parte concordo com algumas opiniões e, na maior parte, acho exagero e extrema polemização sem necessidade. Concordo com a parte em que criticam bastante a autora por descrever os inimigos de Crescera (Kimissaros) como tendo "pele escura", mas não pelo fato de se caracterizar racismo puro e simplesmente. Na minha opinião, a autora deveria ter descrito melhor esse povo, dado mais informações, mais características para evitar esses comentários que apontaram racismo. Veja bem, eles são tratados como o povo inimigo de Crescera, que esteve em guerra com eles décadas antes. Não como um povo inferior, nem nada do tipo, apenas o povo inimigo mesmo, com outras habilidades, outros costumes. Assim como em dezenas de livros de fantasias que já li que tiveram povos de pele escura.

O outro motivo de discussão foi a "falta de união feminina" pelo fato da Sage não se misturar com as outras moças por considerá-las inferiores, pois só falavam e pensavam em coisas fúteis. Então, essa história é ficção, narrada em um mundo fantástico, que é baseado na sociedade medieval. Naquela época, isso existia mesmo, a maioria das mulheres nobres só pensavam em coisas fúteis, casamentos, roupas e etc, e aquelas que se destacavam por sua inteligência ou falta de interesse nesses assuntos consideravam essas outras mulheres inferiores. Já li MUITOS livros com personagens assim, inclusive um dos meus favoritos que é da série O Protetorado da Sombrinha (falei da Alexia ali em cima, rs) e também muitos outros livros de época.

Eu sou super a favor do movimento feminista, acho que é preciso lutar por igualdade, sororidade (união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.), empatia entre as mulheres, mas, nesse caso, não concordo, pois faz parte do contexto da história. Se fosse uma história no mundo atual, aí era outra coisa.

Enfim, gostei muito do livro, indico muito! É divertido, empolgante, extremamente surpreendente e vai te deixar doido pela continuação. A impressão que temos ao final é que a história de Sage está apenas começando e ela ainda vai se meter em muita confusão por aí. Esperarei ansiosa pelo livro 2!

"Representamos vários papéis ao longo da vida… isso não faz com que todos sejam mentira."

site: http://www.everylittlebook.com.br/2017/10/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
comentários(0)comente



Nicoly Mafra - @nickmafra 05/10/2017

#ResenhaNickMafra: O Beijo Traiçoeiro | @erinbeaty| @editoraseguinte | Nota: 5.
Sage Fowler é uma jovem órfã que tem sido criada na casa dos seus tios desde os 12 anos. Agora, 4 anos depois, a garota está ansiosa para deixar a casa do seu tio e encontrar um emprego como aprendiz. Porém, seu tio possui outro plano: encontrar um marido para a sobrinha.

O tio de Sage sabe que a garota não é uma dama exemplar; a garota possui opiniões fortes e um temperamento nada fácil, então ele decide contratar uma famosa casamenteira da região para encontrar um marido para a sobrinha.

Mesmo contra a sua vontade, Sage aceita ser entrevistada pela casamenteira, mas o resultado da entrevista é bem inesperado: Sage, que estava indo para a entrevista para conseguir um marido, acaba conseguindo um emprego!

A tarefa de Sage é simples: acompanhar o grupo de garotas que estão indo para o Concordium - evento onde as melhores solteiras do reino viajam para a capital com o objetivo de realizar uniões matrimoniais com grandes famílias -, disfarçada como uma das noivas, para colher informações para a casamenteira; porém, quando um dos soldado que está auxiliando na escolta das moças começa a se aproximar de Sage, a garota se encontra envolvida em uma situação muito perigosa que poderá mudar sua vida para sempre.
__

Descrito como uma mistura de Jane Austen e espionagem, O Beijo Traiçoeiro ganhou meu coração logo nas primeiras páginas. Com um enredo incrível, personagens cativantes e uma escrita muito gostosa e viciante, este livro foi uma grande surpresa - um dos queridinhos do ano -, e me deixou com um gostinho de quero mais.

O livro possui todas as características que eu gosto em um bom romance: uma protagonista forte e determinada, um romance que se desenvolve de maneira lenta e apaixonante durante o enredo, intrigas políticas, batalhas, cenas de quebrar o coração e muitas reviravoltas. AMO!

Estou MUITO curiosa para saber o que acontecerá no próximo volume da trilogia e já estou morrendo de saudades dos personagens criados pela Erin Beaty. Se você, assim como eu, gosta de um romance com muita aventura, reviravoltas e personagens cativantes, recomendo muito essa leitura!

site: www.instagram.com/nickmafra
comentários(0)comente



Ane. 28/09/2017

Sabe quando você está passando por aquela ressaca literária que parece que nenhum livro será capaz de te salvar da fossa? Pois bem, essa blogueira que vos escreve passou por uma dessas recentemente. Por mais que eu tentasse, nenhuma história conseguia prender a minha atenção por mais de duas páginas. Mas quando eu menos esperava, eis que surgiu a luz no fim do túnel, ou melhor dizendo, - o livro certo.

O Beijo Traiçoeiro possui em sua narrativa elementos que eu particularmente adoro. Intrigas e conspirações políticas, boas doses de ação e um romance gracinha para aquecer meu coração. Logo nos primeiros capítulos eu sabia que ia encontrar tudo isso aqui, porém o que mais me cativou durante a leitura foi o modo com a autora construiu os personagens.

Para quem está em busca de uma leitura fluida recheada de bons momentos de ação e romance, O Beijo Traiçoeiro é sem dúvidas uma ótima opção. Confesso já estou morrendo de curiosidade para ler o próximo livro da trilogia. Afinal, a dúvida que não quer calar é; em qual confusão Sage e seu belo oficial vão se meter dessa vez?

Resenha completa no blog:

site: http://mydearlibrary.com
comentários(0)comente



27 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2