O Beijo Traiçoeiro

O Beijo Traiçoeiro Erin Beaty




Resenhas - //////


10 encontrados | exibindo 1 a 10


Nina 19/09/2017

Fantástico!
Esse livro chegou em minhas mãos com um apelo irresistível: a promessa de ser uma mistura de Jane Austen com espionagem, romance de época apimentado com um suspense. Como não amar? E assim que chegou a prova do livro me joguei na história de cabeça.

O Beijo Traiçoeiro se passa no tempo passado em um país chamado Demora, que está em uma disputa territorial com o vizinho Kimisara, e que tem o costume de ter todos os casamentos decididos por uma casamenteira, um cargo de grande prestígio social. Essa casamenteira tem a função de escolher os casais e todo casamento que acontece fora dos desígnios dela é considerado ilegítimo. Na hora de juntar os casais, era necessário considerar as famílias, os dotes, as influências e também as personalidades dos pretendentes. Além dos casamentos normais, a cada cinco anos o país tinha o Concordium, uma conferência em que as damas da sociedade se reuniam para ter seus futuros maridos escolhidos pela casamenteira. Essas damas saíam em comitiva até Tennegol, a capital do país, onde ao final de alguns dias de celebração, o casamento era celebrado.

Sage Fowler perdeu os pais muito cedo e foi criada na casa dos tios, onde trabalha na instrução dos primos. Aos 16 anos, seus tios acreditam que já é hora de encontrarem um casamento para ela, mas seu comportamento rebelde e a sua origem faz com que a garota não seja considerada uma dama. Mesmo assim, seus tios decidem procurar lady Darnessa Rodelle, a casamenteira mais famosa da região e, depois de uma entrevista desastrosa, ela resolve contratar Sage como sua assistente. Coincidentemente, aquele seria o ano do Concordium, e a garota se vê obrigada a se passar por uma dama com o objetivo de valorizar as jovens que participavam do evento. Ou seja, ao serem comparadas com ela, todas as meninas pareceriam muito mais do que realmente são. Parece cruel, né? Mas para Sage este é apenas uma degrau que ela precisa vencer em busca de um emprego que lhe garantisse a liberdade, e por isso ela não se importa em se submeter a mais essa humilhação.

?Eu pensava dessa forma no começo, mas uma boa casamenteira dá às pessoas que de que elas precisam. A maioria das pessoas foca no que quer. E nem sempre fazemos isso. Alguns homens só precisam sentir que estão no controle. - Sage fez uma careta. - É desafiador e gratificante criar uma relação que desenvolva amor, mas não acho que eu consiga fazer isso para sempre.?

Acontece que a comitiva das noivas iria passar pela província de Tasmet, que já havia pertencido à Kimisara e que fora anexada recentemente pelo demoranos. Desconfiando de traição por parte do chefe da tal província, o general Quinn decide mandar seus melhores homens para fazer a segurança das damas e espionarem o inimigo. Entre eles estão seu filho Alex Quinn, o sobrinho Ash Carter e o próprio príncipe Robert. Eles viajam disfarçados e, conforme percebem uma conspiração se formando, eles decidem recrutar Sage para ajudá-los na espionagem, uma vez que ela tem trânsito livre tanto entre as damas quanto entre os criados. Não demora para que a atração entre Sage e Ash se torne evidente, mas os dois têm mais segredos do que podem admitir e isso pode colocar não só o romance deles quanto toda a nação em risco.

Fantástico! Eu amei esse livro, e não consigo ver como não amar um enredo desses. Tem romance de época, tem personagens fortes, uma narrativa leve e fluída e um plot twist arrasador (fazia tempo em que uma reviravolta não me surpreendia tanto). A história é recheada de aventura, espionagens, estratégias de guerra e romances, tudo misturado de uma maneira eletrizante e a autora conseguiu ligar tudo isso sem deixar pontas soltas no final. Ou seja, mesmo sendo o primeiro de uma série, a história termina com um final satisfatório.

?Representamos vários papéis ao longo da vida? isso não faz com que sejam mentira.?

Sage é aquele tipo de personagem feminino que amo ver nos livros. Uma mulher forte, decidida e que se recusa a caber nos estereótipos. Mesmo o livro tendo vários momentos em que a mulher foi representada de maneira inferior, ela sabe se impor e buscar o que quer. Inteligente e muito perspicaz, ela surpreende ao encontrar soluções inusitadas para o problemas e perceber coisas que seriam insignificantes para qualquer um.

A única ressalva que tenha a fazer é que no início o livro tem um ritmo alucinante, é tudo muito rápido e mal dá tempo de acompanhar os acontecimentos, parece que a autora queria colocar logo Sage no meio do furacão. Se por um lado isso deu dinamismo à história, por outro ficamos com poucas informações sobre a convivência dela com sua família, e isso faz falta no decorrer da história. Mas depois que Sage e Ash se aproximam, o narrativa entra em um ritmo bom e você não consegue mais largar o livro.

Recomendo muito!!!!
comentários(0)comente



Lu 19/09/2017

Uma grata surpresa
Olhando rápido, a capa e a sinopse de "O Beijo Traiçoeiro" pode sugerir que é algo mais ou menos parecido com um livro da Julia Quinn, talvez puxado para os livros mais voltados para ação da Meg Cabot. Pelo menos, era essa a ideia que eu tinha, quando saí com ele em uma sacolinha da Bienal deste ano.

Mas não é bem assim. O livro da Erin Beaty está mais próximo dos ótimos "A Rainha de Tearling", da Erika Johansson, ou mesmo de "Estudos sobre veneno", da Maria V. Snyder, ou seja, um romance com algumas pitadas de intrigas políticas e palacianas, mas sem puxar tanto para o drama, como os romances da Marina Fioratto ou da Patricia Bracewell. Pessoalmente, gosto mais dessa moda de reis e rainhas, do que de anjos misteriosos e mocinhas chorosas.

Enfim, a narrativa da autora é boa, sem se deter muito a detalhes, mas eu diria que o livro começa um tantinho acelerado demais. A impressão que eu tive foi que a Erin parecia estar com muita pressa de juntar Sage à comitiva da casamenteira. Por isso, o relacionamento da protagonista com sua família passa um pouco batido, assim como com as demais noivas. Eu até compreendo que, em determinadas épocas e tipos de sociedade, a questão de status social seja realmente determinante, mas, tirando uma ou outra personagem, as demais ficaram como pano de fundo, mesmo.

Quando Sage finalmente conhece Ash, as coisas desaceleram um pouco, e começam a se desenvolver um ritmo melhor. E é a partir daí que o livro ganha força. A dupla protagonista tem uma boa química, e a rede intrincada de mentiras, meia-verdades e segredos é fascinante de acompanhar, assim como o paralelo entre estratégias de militares e de casamentos é muito bom. As páginas parecem voar. Faz um longo tempo que eu não me sinto assim.

Os personagens secundários são bons, mas nada extraordinário. Eu até gostaria que a autora tivesse tirado um tempinho para desenvolver Cass um pouco melhor. Quem sabe nos próximos livros, já que este deve ser o primeiro de uma trilogia?

Apesar das minhas críticas, eu me diverti bastante com o livro, como o histórico de leitura que eu fiz mostra. O livro tem lá suas falhas, mas nada que tenha muito comprometedor. Nada que tenha me feito pensar "Será que eu quero mesmo continuar a ler isso?". Ele tem bons diálogos, boas cenas de ação e de drama.

É um bom livro, e a nota de 4 estrelas me parece justa.

Recomendo.



Joice (Jojo) 19/09/2017minha estante
Legal! Mais um para a listinha!


Lu 20/09/2017minha estante
Own! Brigada pela confiança, Jo!




Leonardo 18/09/2017

"O Beijo Traiçoeiro" me surpreendeu em alguns pontos e me divertiu em outros. A narrativa de Erin Beaty é simples, envolvente e super rápida. Ela descreve muito bem os personagens, os lugares e a trama. É como se estivéssemos na pele de cada um dos homens do exército, de Sage... Ah, Sagerra! Que protagonista maravilhosa, amei cada minuto ao lado dela apesar de ficar um pouco chateado com uma situação específica em que ela se contradiz com relação aos seus sentimentos.

O mais legal nesse livro é como a história se desenvolve. Quando você vê, ops, último capítulo. Estou ansioso pela continuação.


djanete 19/09/2017minha estante
Quero ler rs




Camila Márcia 18/09/2017

Cheio de aventuras e muitos segredos...
The Traitor's Kiss no Brasil recebeu o título de O Beijo Traiçoeiro o que foi bem legal terem mantido uma tradução literal do título original, pois tem muito a ver com o conteúdo. O livro foi escrito pela norte-americana Erin Beaty.

Esse livro é uma das grandes apostas da Editora Seguinte para esse segundo semestre de 2017 e é perceptível - após a leitura - os motivos para a aposta, já que o livro segue uma receita impecável para o sucesso: é bem escrito, tem uma narrativa fluída, enredo intrigante e personagens marcantes.

Em O Beijo Traiçoeiro vamos acompanhar Sage Fowler ruma jovem em idade de casar, mas não tem a mínima inclinação para o casamento, pois seu temperamento rebelde, sua ansiedade por conhecimentos e sua personalidade forte não a tornam uma dama, além disso é uma plebeia e para completar é órfã, vivendo de favores na casa de seus tios e sendo tutora de seus primos.

No entanto, seus tios querem "se livrar da cruz" e da responsabilidade de cuidarem de Sage então contratam uma das melhores casamenteiras, Darnessa, para que encontre um marido aceitável para a jovem. Obviamente, tal acordo entre seus tios e a casamenteira se torna um ponto de desavença para Sage e um problema, contudo a jovem se vê envolvida em um acordo com a Casamenteira e passa a trabalhar para ela, assim como manda a tradição em Demora, várias jovens de família rica partem para o Concordium com a casamenteira em busca de firmarem acordos de casamento.

É nesse meio tempo que um grupo de guardas passa a escoltá-las e Sage se vê envolvida com um desses guardas: Ash Carter, pois está querendo informações sobre possíveis noivos para as jovens sob a responsabilidade da Casamenteira. Mas o trajeto não é tão simples, pois a nação está passando por desavenças e várias conspirações para destruir o rei. É a escolta militar que tentam bolar um plano para descobrirem mais a cerca desse complô. Claro que Sage, sem perceber, acaba se envolvendo e muito com toda essa confusão.

Então temos um enredo todo envolto em aventura, espionagem, estratégias de ocupação, espadas, romance e muitos desentendimentos no meio dessa história, mas a forma como tudo isso está junto e misturado se tornou envolvente e eletrizante, para falar a verdade, a escritora, Erin Beaty, soube ligar todos os fios que expôs em sua narrativa e ainda surpreendeu com algumas revelações, mas tirando essa "surpresa" todo o resto foi meio genérico - mais do mesmo, algo previsível e clichê. Essa minha afirmação pode estar soando um pouco depreciativa, mas não é, pois gostei muito do que li, contudo, tenho algumas ressalvas em relação ao que senti lendo O Beijo Traiçoeiro.

Minha opinião particular sobre O Beijo Traiçoeiro mesmo tendo que gostado bastante do livro e lido bem mais rápido do que pensei que leria, senti e tive algumas impressões que me inquietaram não em relação a esse livro em particular, mas uma boa quantidade de livros publicados nestes últimos tempos.

Ultimamente, a maior parte dos romances (sobretudo os jovens) está caracterizando muito um padrão feminino: a personagem rebelde que vai contra as regras sociais e chama atenção por isso. Isso é incrível porque nos faz querer ser diferentes e quebrarmos as regras de um modelo padrão para o comportamento feminino, ou seja, vemos uma maior liberdade feminina para ser e fazer o que quiser, no entanto, se avaliarmos bem, antigamente os livros mostravam personagens femininas indefesas que necessitavam ser protegidas e precisavam casar, atualmente as mulheres são representadas de forma rebelde, como se um comportamento que foge ao padrão antigo fosse sinal de rebeldia. Não sei se isso nos leva a igualdade dos gêneros ou chama ainda mais a atenção para as diferenças. Os homens agirem com agem não é sinal de rebeldia, é considerado um comportamento normal, porque com as representações femininas não acontece o mesmo? Um comportamento mais ousado é chamado de rebeldia? Não dá, se fosse apenas um caso a parte, mas já tá demais: quase todo livro é assim.

Não queria criticar, mas apenas fazer uma observação sobre esse sentimento que tenho ao ler esses livros, pois eles continuam mostrando as diferenças dos gêneros, mesmo apresentando personagens femininas fortes, opiniosas. Não há um tratamento igualitário, entende? Contudo, reconheço que O Beijo Traiçoeiro a intenção foi boa e a história se passa em um tempo passado em que os pensamentos eram mais falocêntricos e é normal o comportamento de Sage ser visto como rebelde, mas tudo isso representado nos livros com tanta frequência e dessa maneira me incomoda um pouco.

Como mulher, e sendo feminista não quero que meu comportamento ou minhas opiniões sejam consideradas atitudes e ações de rebeldia, pelo contrário quero ser vistas com igualdade, com normalidade, sem assombro e sem distinção.

site: www.delivroemlivro.com.br
comentários(0)comente



Carlinha - Paradise Books 17/09/2017

Uma mistura de Kiss of Deception com A Trilogia do Vencedor, mas ainda mais juvenil.
"O principal trabalho da alta casamenteira era selecionar as melhores da região para a conferência realizada uma vez a cada cinco anos, mas ela não desejaria entrar nem se fosse bonita ou rica o suficiente para ser considerada. Não tinha a menor vontade de ser guiada pelo país até Tennegol e praticamente leiloada como uma cabeça de gado premiada."

No reino de Demora os casamentos entre os nobres são decididos por uma casamenteira. As noivas são preparadas para esse grande momento ao longo de toda vida, no encontro com a casamenteira precisam demonstrar todo seu requinte e a partir daí ela será selecionada para casar com um noivo que também seja conveniente política e socialmente para sua família.
Durante o Concordium, todas as noivas preparadas são levadas a capital para que os casamentos aconteçam, uma viagem que atravessa o reino e que pode ser bem perigosa diante de uma ameaça de invasão.

A jovem Sage Fowler foi criada por seus tios, mas sua independência e personalidade forte nunca fizeram dela uma noiva adequada, a casamenteira logo se deu conta disso, e de que Sage era excelente em ler a personalidade e descobrir os mistérios das pessoas, por isso acaba contratando-a como sua assistente pessoal e aprendiz. Sage vai acompanhar o grupo de noivas que seguem para o Concordium disfarçada como uma delas, sendo assim os olhos da casamenteira em todos os lugares, mas quando um soldado da guarda pessoal das noivas começa a se aproximar dela, a garota pode se ver envolvida em algo que pode mudar sua vida e de todo o reino para sempre.



A Editora Seguinte nos enviou a prova antecipada desse livro e descreveram como uma mistura de Jane Austen com espionagem, é claro que me interessei no primeiro instante! Claro que nunca versão muito mais juvenil e que na verdade apenas se passa no mesmo período em que os livros de uma das minhas autoras clássicas favoritas, o livro se passa num mundo totalmente novo criado pela autora, mas inspirado na Londres do século XVIII, assim como os costumes, vestimentas e cultura da época. Uma protagonista muito sagaz e esperta, um romance de tirar o fôlego que vai te deixar sem ar, e diversas guerras e conspirações acontecendo na trama, fizeram desse livro incrível e inovador uma das minhas leituras favoritas desse ano.

Sage é sem dúvidas umas das protagonistas mais incríveis que já encontrei, ela é forte, decidida e não aceita que lhe digam o que fazer, é dona de sua própria vida e destino indo contra todos os padrões sociais de sua época e reino. Após ter perdido seus pais, casamento não está em seus planos, principalmente por motivos políticos e quando a oportunidade de ser aprendiz da casamenteira aparece, ela vê uma grande chance de ter sua independência financeira e poder construir sua vida sem um homem para sustentá-la. Sua capacidade de percepção e as investigações que começa a realizar a levam a crer que essa viagem possui outros propósitos além dos casamentos e quando Ash, um dos guardas da escolta começa a se aproximar dela, ela vê uma grande oportunidade de conseguir mais informações sobre o que está acontecendo no reino, e vai acabar se tornando uma espiã de verdade.


Ash Carter foi um personagem enigmático mas que me cativou a cada página, assim como fez com Sage, não apenas na questão sentimental, mas também conforme nos aprofundamos da trama e descobrimos os segredos e conspirações que envolvem o reino e a ameaça de guerra eminente. O Capitão Quinn também foi um personagem incrível e meu favorito na história, por sua inteligência e forma de tratar as mulheres sempre com igualdade.


A autora trabalhou muito bem a construção da história e de seus personagens, por isso prepare-se para grandes reviravoltas e surpresas. Confesso que ela não conseguiu me enganar muito, reconheci desde o começo a linha de construção que ela estava traçando, mas achei muito bem desenvolvido e com certeza muita gente vai ser pego de surpresa por esses personagens cheios de facetas, segredos e intrigas. Um dos pontos principais que mais me agradou foram as criticas sociais ao período e ao machismo feitas pela a autora e com isso, ela criou uma protagonista maravilhosa que era sempre tratada com igualdade pelos personagens da história, ela não é deixada de lado para ser protegida, ou impedida de fazer algo por ser perigoso, muito pelo contrário, confiam em Sage por sua capacidade e inteligência, e justamente por não ser comum ao gênero é que foi tão surpreendente essa característica da história.

Se você ama protagonistas fortes e decididas, tramas e conspirações de um reino dividido, um romance que vai te deixar confusa e desesperada e muitas reviravoltas surpreendentes, recomendo que conheça O Beijo Traiçoeiro!
comentários(0)comente



Aione 12/09/2017

Prometendo uma mescla de espionagem e Jane Austen, O Beijo Traiçoeiro, de Erin Beaty, é o primeiro volume de mais uma trilogia YA que chega ao Brasil. O próximo volume tem lançamento previsto para maio de 2018 lá fora, ainda sem informações divulgadas pela editora Seguinte, responsável pela publicação nacional da obra, sobre quando a continuação chegará por aqui.

O livro traz a história de Sage Fowler, que se torna aprendiz de casamenteira e parte com uma comitiva de jovens damas da nobreza, que pretendem participar de um evento na capital do reino com o propósito de realizar uniões matrimoniais entre grandes famílias, para descobrir mais informações sobre elas e, assim, auxiliar a casamenteira na escolha de pares ideias. Contudo, Sage acaba sendo recrutada pela escolta militar para trabalhar como espiã, já que, aparentemente, há uma conspiração se formando em torno do reino. É quando ela se envolve em muito mais do que havia imaginado, inclusive em um romance – o que ela jamais desejou.

Sendo muito sincera, tive extrema dificuldade em seguir com a leitura de O Beijo Traiçoeiro. O início da leitura, além de lento, acaba sendo um tanto quanto confuso pela falta de contextualização da trama. A atmosfera a la Jane Austen prometida se deve à divisão da sociedade entre plebeus e nobreza, trajes vitorianos e a necessidade da realização de casamentos como acordos familiares. Contudo, em momento algum há a menção de quando a história se passa, se ela, de fato, acontece em meio ao século XIX, como os romances de Austen. Ainda, o livro é narrado em terceira pessoa, ora pela perspectiva de Sage, ora pela dos militares, e quando essa segunda tem início, somos bombardeados com inúmeros nomes de locais e povos diversos, sem que haja uma explicação clara sobre o que é o que. Assim, nesse ponto, eu já estava confusa e distante o suficiente da leitura para acompanhar essa contextualização e compreender o universo criado por Beaty.

Não bastasse a história seguir lentamente, a própria construção da personagem de Sage foi realizada de maneira um tanto quanto problemática, no sentido de que, para fazê-la alguém diferente e superior das demais, as outras precisaram ser rebaixadas. As ladies que Sage acompanha são retratadas como frívolas e superficiais para que Sage seja considerada sagaz e de personalidade forte. Em minha visão, a protagonista poderia muito bem se opor à ideia de seguir as regras da sociedade sem que aquelas que as seguem fossem consideradas inferiores.

Assim, por conta do início perturbado (correspondente basicamente às 100 primeiras páginas), toda minha leitura posterior foi também afetada. Não consegui me envolver com a história ou personagens, e fiz uma leitura um tanto quanto superficial, dificilmente conseguindo me prender ao que lia e aos detalhes. Entretanto, seria mentira dizer que não senti uma considerável melhora do livro da metade para o final, sobretudo por conta do romance e da estratégia que Erin Beaty utilizou para construir o conflito romântico. Fui realmente surpreendida e achei um tanto quanto inteligente sua escolha, trazendo um diferencial para a obra. Ainda, o final é recheado de adrenalina e a autora já mostra, no primeiro volume, não ter piedade do rumo dado a alguns pontos do enredo, fazendo com que ele siga como deve seguir.

O Beijo Traiçoeiro termina com os principais pontos nele desenvolvidos finalizados, mas ainda assim mantendo abertura para os próximos volumes (e, portanto, tornando necessária a leitura dos livros em ordem). Apesar de sua premissa ter chamado minha atenção e de eu ter encontrado pontos positivos enquanto o lia, o livro, no geral, não conseguiu me prender e me manteve confusa praticamente sobre ele todo quanto ao trabalho militar realizado, principalmente pelo excesso de nomes e contextos criados pela autora, não explicados de maneira clara. Talvez, se eu tivesse me situado melhor, teria me envolvido mais com a obra e, assim, meu resultado final com ela teria sido diferente.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2017/09/12/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty/
Ericlys 12/09/2017minha estante
Eu senti a mesma coisa, sobre a dificuldade de leitura. Infelizmente vou abandonar o livro. ?


Jéss 12/09/2017minha estante
Não gostou Flor? Vixi agora fiquei com meda... :/


Aione 13/09/2017minha estante
Não curti muito não, e vi várias resenhas gringas apontando as mesmas sensações (entre outras coisas)... Não li as outras resenhas cadastradas aqui, mas tá tudo 5 estrelas, então, se tiver curiosidade, investe hehehe


Jéss 13/09/2017minha estante
Pois e, eu já investi, sem ter visto resenha nem nada... rsrs pq me chamou a atenção a questão de ser ambientado em outra época e tudo o mais...
Bom, o jeito agora é esperar pra ver rsrs


cris.leal.12 15/09/2017minha estante
Sempre procuro ler suas resenhas antes de me aventurar em uma leitura. Aprendo muito com vc. Obrigada! ;)


Aione 17/09/2017minha estante
Eu que agradeço, Cris




Fernanda Yano 12/09/2017

Encantador!
Quando comecei a ler O Beijo Traiçoeiro não imaginei o quanto a obra me conquistaria. Sabe aquela história que te faz sonhar, te arrepia e você torce muito pelos personagens? Essa é exatamente assim!

A trama se passa em uma época em que os casamentos eram arranjados, conforme os interesses políticos, sociais e econômicos das famílias envolvidas. A mulher só cabia aceitar a escolha feita de acordo com sua posição.

Sage, uma mocinha um tanto diferente, forte e sem papas na língua, perdeu os pais muito cedo e com isso passa a ser tutelada por seu tio. Com uma vida bem contrária àquela pregada por seus pais, a jovem fica um pouco perdida quando o tio a comunica que ela ira passa por uma entrevista com a “casamenteira” da região. E um casamento baseado em um acordo é tudo que Sage não deseja para si.

Sem saída, ela aceita passar pela entrevista, mas como previsto, as coisas não saem como esperado, e Sage acaba sendo chamada para ser aprendiz da casamenteira. Sua função consistiria em observar, ou seja, conhecer as damas que seriam as noivas e também sondar os possíveis pretendentes, com isso unir os casais nas mais poderosas alianças.

“Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira.”

Seu primeiro trabalho é participar do Concordium – uma espécie de evento político para firmar alianças de casamento – e Sage iria acompanhar a casamenteira nessa viagem.

Durante a viagem, Sage e as futuras noivas seriam escoltadas pelo Capitão Alexander Quinn. Só que além da escolta das noivas, Quinn também teria a missão de desvendar algumas intrigas de traição que estariam acontecendo pelo poder do reino.

Só que, com o comportamento de Sage, o de observar e estando os oficiais atentos a qualquer movimento suspeito, logo a moça chama a atenção do esquadrão que pensam se tratar de uma espiã.

A partir daí, Sage não imagina a grande aventura que a espera, cheia de perigos e muita tensão, além de claro, um romance arrebatador.

"Os pensamentos de Sage giravam e caíam feito as folhas sopradas pelo vento que anunciava chuva. Toda vez que ela achava que tinha se acalmado, avistava Ash e sentia um frio na barriga.”

Eu fiquei encantada com o desenvolvimento da história! A escrita da autora é suave e muito envolvente, o que prende do início ao fim.

Os personagens foram muito bem desenvolvidos e são apaixonantes demais. Todos desempenham um papel muito importante durante a história.

A trama toma rumos que você não imagina e são surpreendentes. Eu terminei muito satisfeita e com um gostinho de quero mais! Duro vai ser esperar a continuação para o próximo ano.

A capa é perfeita para história!!! Diagramação simples e bonita!

Se você gosta de leituras no estilo Jane Austen, com um suspense no meio, não perca tempo, leia!!!
comentários(0)comente



Ju - LiteRata 05/09/2017

Aiaiaiiiii *suspiro*
Quando a Editora Seguinte ofereceu a prova de O beijo Traiçoeiro o livro foi apresentado como uma espécie de romance de época cheio de mistério, intriga e aventura, mas mesmo antes de saber tudo isso eu já estava doida pela leitura e isso só por causa da escolha da capa. Não dá para dizer aqui o que eu esperava deste livro, a não ser o fato de que ele parecia bem empolgante e eu sou eternamente grata por ter pensado assim, caso contrário ia perder a melhor leitura do ano.

Sage Fowler perdeu os pais quando ainda era muito jovem e já há alguns anos mora com os tios, visto que a família que a abriga tem conceitos muito diferentes de seus pais de como uma jovem deve viver e até mesmo quais obrigações ela deve seguir, Sage agora se sente encurralada. Seu tio, sem a consultar espera que ela se case e firma um acordo com uma casamenteira, mas em uma época em que os casamentos eram combinados e baseados em alianças políticas, isso é tudo o que ela não quer. Ainda assim, Sage aceita passar por uma entrevista e anseia até mesmo se sair bem para não decepcionar o tio, tudo teria corrido perfeitamente, não fosse a impetuosidade da protagonista que acaba com ela ofendendo a casamenteira e logo depois se tornando sua aprendiz.

Seu novo trabalho é simples e combina perfeitamente com sua personalidade e a natureza observadora, sua função é conhecer as damas que viajam para o concordium - uma espécie de evento político para se firmar alianças de casamento - e também os possíveis pretendentes, com o intuito de unir não só os melhores casais mas as mais poderosas alianças. Durante a viagem que se inicia Sage e as futuras noivas são escoltadas pelo pelotão de Alexander Quinn, um jovem e promissor capitão que além de protegê-las tem a missão de desvendar certas intrigas que parecem estar ocorrendo nos bastidores do reinado. Devido a isso se vê envolvida em um jogo muito mais perigoso do que ela imagina, permeado por mentiras e mistérios.

Inicialmente Sage é suspeita de ser uma espiã, para que esse mistério seja desvendado o capitão Quinn pede que Ash Carter, um de seus mais importantes soldados se aproxime dela. Porém, algo mais passa a acontecer entre ela e Ash quando passam a se conhecer melhor, este novo relacionamento pode colocar tudo a perder, principalmente por todas as mentiras que ele carrega.

"Representamos vários papéis durante ao longo da vida... Isso não faz com que todos sejam mentira."

Eu poderia dizer que este é um livro que foca bastante o romance e não estaria errada, mas o que mais chama atenção na leitura é como a autora sabe dosar todas as nuances de sua história. O beijo Traiçoeiro traz uma narrativa empolgante e curiosa que mantém o leitor atento ao mesmo tempo que satisfaz o gosto dos mais romanticos. Juro que em um determinado momento eu quase tive uma sincope, não posso exatamente dizer o por que mas fui surpreendida e esta surpresa colaborou ainda mais com minha curiosidade com relação ao desfecho da obra.

Sage é aquele tipo de personagem forte, que não abaixa a cabeça e sabe do que é capaz, com o bônus que não se torna chata por sua teimosia. Ela é forte e determinada e sua natureza observadora dá ao leitor a sensação de saber mais do que realmente sabe, o que colabora com as surpresas que advém no decorrer da narrativa. Já com relação ao capitão Quinn ele me pareceu um esnobe, um personagem sem ação, assim como Sage o via, porém ele é uma das grandes surpresas do livro, além de estar bastante ligado a Ash Carter, o melhor personagem que conhecemos. Ash tem um que de malandro, não de uma forma ruim, não sei bem explicar, mas ele é extremamente cativante, faceiro. Eu passei a amá-lo mais ainda depois de desvendar muitos de seus segredos.

Mas como disse antes o romance apesar de importante é apenas uma parcela de toda a história. O que melhor pode exemplificar isto que eu disse é o fato de que de certa forma O Beijo Traiçoeiro lembra um pouco a história de Mulan, em que a heroína é bem mais do que apenas uma personagem apaixonada e romântica. Há aventura, traições (como o título mesmo já diz), intrigas e batalhas que trazem um conteúdo mais firme e envolvente a obra. E devo acrescentar que a autora não tem dó de quebrar as ilusões do leitor ou nos fazer sofrer, mesmo que o ritmo da história não nos dê muito tempo para isso.

Enfim, O beijo Traiçoeiro é um romance cheio de aventura, uma história inovadora e que prende a atenção do leitor do início ao fim. Se a capa não foi capaz de chamar sua atenção espero que essa resenha seja capaz de convencê-los. Este foi um dos poucos livros que favoritei esse ano e sem sombra de dúvidas é o melhor entre eles. Meu conselho é que você compre na pré-venda, o livro será lançado dia 13 de Setembro, e garanta essa leitura o mais rápido possível.
comentários(0)comente



Eu Pratico Livroterapia 04/09/2017

O Beijo Traiçoeiro
Antes de mais nada, uma dica, o lançamento desse livro será no dia 13 de setembro, então gente...corram...comprem na pré venda para garantir a leitura logo em seguida, porque olhaaaa.....vale a pena!!!!

Depois que seus pais morreram Sage foi morar com seus tios e por consequência, se tornou professora de seus primos. Uma excelente professora aliás, já que a menina sempre adorou ler, pois seu pai sempre a incentivou.

Em um mundo onde tudo é meio "do avesso" o fato de Sage ter sido criada por seu pai já era uma coisa muito estranha, na época ambientada no livro, se o pai ficasse sozinho para criar um filho, o daria para quem o criasse, os homens não têm essa obrigação, e como a mãe de Sage morrera quando ela ainda era uma criança, pode-se entender porque foi tão estranho que seu pai não passasse adiante essa responsabilidade.

Até que ele se foi, aí sim a menina ficou sozinha, e acabou indo parar na casa da irmã de sua mãe. Revoltada, tentou fugir e nunca se deu bem com seu tio, mas foi ficando depois que ele a encontrou e cuidou dela. Até que ela chega na idade de casar (16 anos) e seu tio arranja tudo com a casamenteira do povoado onde vivem.

Sage é completamente avessa à casamentos, então é claro que se recusa a isso. O que poderá deixar seu tio muito contrariado já que os casamentos são mais importantes para a política do que a própria política, todos os casamentos são arranjados por casamenteiras de acordo com as necessidades dos dois lados...nada de amor....nadinha!

A casamenteira - Darnessa - percebe que não vai conseguir controlar a garota e acaba convidando-a a ser tornar aprendiz de casamenteira, o que, por hora, está bom já que assim ela vai sair da casa do seu tio, arrumar um emprego e viver por conta própria, com Darnessa, claro.

Aí o Concordium acontece, que é, em resumo, onde os casamentos são arranjados e celebrados, as noivas vão sem a família, somente com Darnessa e Sage, uma comitiva do exército é enviada para escoltar as mulheres, será uma viagem longa e a intrépida Sage acaba fazendo amizade com Ash Carter, um guarda que se aproxima dela, mas vejam bem, nada é o que parece e Darnessa vê uma oportunidade de casar Sage, acaba deixando que ela se aproxime de Ash. Sem conhecer os verdadeiros motivos dessa aproximação e sem sequer imaginar que está caindo na maior armadilha que o destino poderia armar para ela, Sage de repente se vê no meio de uma trama muito maior do que poderia imaginar, acaba se tornando espiã, se envolvendo nos planos dos guardas e com o jogo de poder que se desenrola nos bastidores do Concordium. Lembram que eu disse que casamentos são as alianças políticas do momento? Pois então. Não poderia deixar de haver tramoias e maquinações num jogo de poder inesperado e de tirar o fôlego.

Sage é uma personagem forte, mais uma daquelas que vai contra o que o mundo dita como regra, tem suas próprias convicções e acredita nelas, luta por elas, porém, mesmo lutando contra, é claro que um romance acontece, mas é uma coisa que eu não posso falar além porque foi tudo tão intrincado e tão amarradinho que se eu falar mais sobre isso, sua leitura vai perder a graça, só posso dizer que: adorei o casal - surpreendente e super fofo - formado aqui e amei a forma como tudo terminou, mesmo sabendo que esse não é um livro único, posso dizer que o final foi bem satisfatório, sem pontas soltas, mas se prestar atenção, tem ganchos para o próximo.

É uma leitura gostosa, fluída e divertida, com um enredo incrível e personagens bem construídos e marcantes. Uma leitura super recomendada, recheada de intrigas, reviravoltas e um romance tão fofo que não tem como não amar!


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/09/o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
comentários(0)comente



Francisco 03/09/2017

Uma casamenteira ou espiã??
Ao pescar informações sobre casamentos na história da humanidade, é fácil perceber que casar por "amor" é recente (e mesmo assim muitos casamentos não são assim). Antes os casamentos eram arranjados, principalmente com fins políticos, a fim de criar alianças e ás vezes impedir que guerras acontecessem. Para isso, os casamenteiros tinham que ter um vasto conhecimento e perspicácia, pois eles tinham nas mãos o futuro de vários povos. Nesse aspecto, a autora Erin Beaty decidiu brincar com isso em seu romance de estreia, construindo uma nação baseada em casamentos arranjados. E olha, a história deu muito certo.

ANTES

Há muito tempo atras o reino de Demora era comandado pela dinastia D´Amiran que foi responsável por anexar vários territórios a Demora. Porém, depois de anos de sofrimento e corrupção os Ancestrais de Robert Delvin assumiram o trono e como presente a um dos generais D´Amiran foi dado uma parte do reino para que ele comandasse. Porém, essa era uma sobra que a família nunca aceitara muito bem (Guardem essa informação pra vocês).




HOJE

Começamos a história conhecendo Sage Fowler, a jovem é esperta, perspicaz, e tem uma facilidade de descobrir tudo, o que é bastante peculiar. Ela seria uma jovem perfeita para um casamento arranjado. Se não fosse dois problemas. Ela era totalmente avessa a casamentos arranjados, algo que puxara de sua mãe que foi renegada pela família por ser casar com um "plebeu". E o segundo problema é que apesar de morar com seus tios que eram de boa família. Sua mãe perdera o status que tinha ao casar-se com seu pai. Ou seja, ela era filha de plebeus.

Mesmo assim, seu tio estava obstinado a manda-la para o Concordium (evento onde os casamentos eram arranjados), e para isso ele a leva para uma entrevista com a melhor casamenteria da área. A Sra. Rodelle. O problema é que a entrevista não saiu como esperado. Sage tinhosa do jeito que era acabou por ofender a sra. Rodelle que não a aceitou.

Dias depois, achando que tinha estragado tudo para a família que lhe acolheu a jovem voltou para pedir desculpas. A casamenteira aceitou, mas não queria casa-lá. Achou que ela seria esperta suficiente para ser sua aprendiz. Sage não teve como opção senão aceitar. Logo ela mostrou os seus dotes de capturar informações das pessoas. E isso chamou a atenção do capitão Quinn.

O capitão Quinn viajava com Sage, a casamenteira e as jovens, em direção ao Concordiun que iria acontecer em Tennegol. Era algo que seu pai, o general, lhe mandou fazer, pois desconfiava que uma conspiração acontecia no reino (lembram o que eu disse lá em cima). Então, ninguém melhor que seus homens para aproveitar a viagem e tentar descobrir o que estava acontecendo.




A VIAGEM

No inicio, alguns dos guardas que estavam na viagem, achavam estranho as atitudes de Sage, acreditavam que ela era uma espiã. Ao longo da história, perceberam que podiam confiar nela. Melhor. Que podiam usar a inteligência da garota para obter informações, afinal de contas, ela tinha uma habilidade que nenhuma das jovens possuía e podia transitar por áreas que os soldados não poderiam. Para isso, Quinn colocou o capitão Ash Carter para se tornar amigo dela e assim foram descobrindo que a conspiração estava muito grande, e que já tinha bastante tempo. Pior. Estavam indo para a cova dos leões. Precisavam ser espertos suficientes para sobreviver nessa situação.

A cada momento que Sage descobria algo, era mais valorizada pelos guardas que acompanhavam o grupo, não a tratavam como se ela fosse uma mulher indefesa, e viam a imensa coragem que ela tinha. A questão é que Ash Carter estava se aproximando cada vez mais dela, sem ter revelado tudo. E sabia que quando ela descobrisse (puff) a relação que eles tinham criado poderia se acabar.

A história faz uma brincadeira bem interessante sobre a profissão das casamenteiras, afinal de contas, elas tinham uma importância significativa e precisavam agir quase que como espiãs para que pudessem realizar os melhores casamentos e alianças possíveis. Ou seja, só existia um passo de distância entre essa profissão e se tornar uma verdadeira espiã para descobrir o que estava acontecendo com aquele reino.




Conforme o enredo avança, com uma fluidez digna de romances de Época, a curiosidade vai se tornando cada vez maior. E aos poucos vamos sim desconfiando da maioria dos personagens, quase como se a gente tivesse se tornado um espião com objetivo de desvendar que são os mocinhos e vilões da história. E apesar de algumas escolhas da autora serem bem providenciais, do tipo fáceis demais. Acredito que o desenrolar da história foi o que trouxe o maior encantamento. Algo que traz a classe de histórias como "A Seleção" com um pouco de mistério, a exemplo do inicio de "The Kiss of Deception".

Esse primeiro livro termina bem fechadinho, e próximo ao final da história ficamos tristes com algumas mortes (apesar de que a autora não deixa a gente chorar um pouquinho no momento em que elas acontecem). Porém, a curiosidade para saber no que mais a jovem Sage irá se meter é o que mais da vontade de continuar a história.

O segundo livro ainda não foi lançado nos Estados Unidos, mas o seu titulo será "The Traitor´s Ruins", algo como "As Ruínas do Traidor"Ao pescar informações sobre casamentos na história da humanidade, é fácil perceber que casar por "amor" é recente (e mesmo assim muitos casamentos não são assim). Antes os casamentos eram arranjados, principalmente com fins políticos, a fim de criar alianças e ás vezes impedir que guerras acontecessem. Para isso, os casamenteiros tinham que ter um vasto conhecimento e perspicácia, pois eles tinham nas mãos o futuro de vários povos. Nesse aspecto, a autora Erin Beaty decidiu brincar com isso em seu romance de estreia, construindo uma nação baseada em casamentos arranjados. E olha, a história deu muito certo.

ANTES

Há muito tempo atras o reino de Demora era comandado pela dinastia D´Amiran que foi responsável por anexar vários territórios a Demora. Porém, depois de anos de sofrimento e corrupção os Ancestrais de Robert Delvin assumiram o trono e como presente a um dos generais D´Amiran foi dado uma parte do reino para que ele comandasse. Porém, essa era uma sobra que a família nunca aceitara muito bem (Guardem essa informação pra vocês).




HOJE

Começamos a história conhecendo Sage Fowler, a jovem é esperta, perspicaz, e tem uma facilidade de descobrir tudo, o que é bastante peculiar. Ela seria uma jovem perfeita para um casamento arranjado. Se não fosse dois problemas. Ela era totalmente avessa a casamentos arranjados, algo que puxara de sua mãe que foi renegada pela família por ser casar com um "plebeu". E o segundo problema é que apesar de morar com seus tios que eram de boa família. Sua mãe perdera o status que tinha ao casar-se com seu pai. Ou seja, ela era filha de plebeus.

Mesmo assim, seu tio estava obstinado a manda-la para o Concordium (evento onde os casamentos eram arranjados), e para isso ele a leva para uma entrevista com a melhor casamenteria da área. A Sra. Rodelle. O problema é que a entrevista não saiu como esperado. Sage tinhosa do jeito que era acabou por ofender a sra. Rodelle que não a aceitou.

Dias depois, achando que tinha estragado tudo para a família que lhe acolheu a jovem voltou para pedir desculpas. A casamenteira aceitou, mas não queria casa-lá. Achou que ela seria esperta suficiente para ser sua aprendiz. Sage não teve como opção senão aceitar. Logo ela mostrou os seus dotes de capturar informações das pessoas. E isso chamou a atenção do capitão Quinn.

O capitão Quinn viajava com Sage, a casamenteira e as jovens, em direção ao Concordiun que iria acontecer em Tennegol. Era algo que seu pai, o general, lhe mandou fazer, pois desconfiava que uma conspiração acontecia no reino (lembram o que eu disse lá em cima). Então, ninguém melhor que seus homens para aproveitar a viagem e tentar descobrir o que estava acontecendo.




A VIAGEM

No inicio, alguns dos guardas que estavam na viagem, achavam estranho as atitudes de Sage, acreditavam que ela era uma espiã. Ao longo da história, perceberam que podiam confiar nela. Melhor. Que podiam usar a inteligência da garota para obter informações, afinal de contas, ela tinha uma habilidade que nenhuma das jovens possuía e podia transitar por áreas que os soldados não poderiam. Para isso, Quinn colocou o capitão Ash Carter para se tornar amigo dela e assim foram descobrindo que a conspiração estava muito grande, e que já tinha bastante tempo. Pior. Estavam indo para a cova dos leões. Precisavam ser espertos suficientes para sobreviver nessa situação.

A cada momento que Sage descobria algo, era mais valorizada pelos guardas que acompanhavam o grupo, não a tratavam como se ela fosse uma mulher indefesa, e viam a imensa coragem que ela tinha. A questão é que Ash Carter estava se aproximando cada vez mais dela, sem ter revelado tudo. E sabia que quando ela descobrisse (puff) a relação que eles tinham criado poderia se acabar.

A história faz uma brincadeira bem interessante sobre a profissão das casamenteiras, afinal de contas, elas tinham uma importância significativa e precisavam agir quase que como espiãs para que pudessem realizar os melhores casamentos e alianças possíveis. Ou seja, só existia um passo de distância entre essa profissão e se tornar uma verdadeira espiã para descobrir o que estava acontecendo com aquele reino.




Conforme o enredo avança, com uma fluidez digna de romances de Época, a curiosidade vai se tornando cada vez maior. E aos poucos vamos sim desconfiando da maioria dos personagens, quase como se a gente tivesse se tornado um espião com objetivo de desvendar que são os mocinhos e vilões da história. E apesar de algumas escolhas da autora serem bem providenciais, do tipo fáceis demais. Acredito que o desenrolar da história foi o que trouxe o maior encantamento. Algo que traz a classe de histórias como "A Seleção" com um pouco de mistério, a exemplo do inicio de "The Kiss of Deception".

Esse primeiro livro termina bem fechadinho, e próximo ao final da história ficamos tristes com algumas mortes (apesar de que a autora não deixa a gente chorar um pouquinho no momento em que elas acontecem). Porém, a curiosidade para saber no que mais a jovem Sage irá se meter é o que mais da vontade de continuar a história.

O segundo livro ainda não foi lançado nos Estados Unidos, mas o seu titulo será "The Traitor´s Ruins", algo como "As Ruínas do Traidor"

site: https://sobreosolhosdaalma.blogspot.com.br/2017/08/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
comentários(0)comente



10 encontrados | exibindo 1 a 10