O Beijo Traiçoeiro

O Beijo Traiçoeiro Erin Beaty




Resenhas - //////


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Queria Estar Lendo 14/11/2017

Resenha: O Beijo Traiçoeiro
O Beijo Traiçoeiro foi um dos lançamentos do mês de Outubro da Editora Seguinte. Cedido em cortesia para essa resenha, o livro fala sobre espionagem e traições políticas em um cenário inspirado nos clássicos de Jane Austen.

O arco principal da história acompanha a jovem Sage. Em uma releitura bastante óbvia e familiar do início de Mulan, nós contemplamos o esforço da família dela em levá-la à casamenteira da cidade para que a mulher arranje um marido à garota - e claro que a Sage estraga tudo agindo de maneira que nenhuma dama deveria agir. Eis que a casamenteira surge com uma proposta: Sage é perspicaz e afiada para detalhes e, em troca de prestígio e de um emprego, vai disfarçada como pretendente para acompanhar a casamenteira no evento que une jovens nobres, de modo a espionar tudo o que vem acontecendo por trás dos panos. Do outro lado da história, seguimos a guerra através de Alexander Quinn, um soldado do reino em que Sage vive. Alexander comanda uma companhia para proteger essas jovens damas, ao mesmo tempo em que investiga um possível cerco militar que se ergue nas fronteiras com um reino inimigo.

"Odiava se sentir como a soma de suas posses, e não como uma pessoa."

Mais uma vez, toda uma história se torna problemática por causa de como a narrativa trata a protagonista e desenvolve sua história. Dadas algumas resenhas gringas, eu já sabia o que esperar - e ainda assim todo o arco da Sage me foi de extremo mau gosto, especialmente no momento atual da literatura jovem. Você tem uma história onde pode quebrar padrões e desenvolver um grande arco de empoderamento feminino, e o que você faz? Isso mesmo, trata todas as outras personagens femininas como descartáveis aos olhos da protagonista só porque elas não concordam ou agem de acordo com a aura rebelde da personagem principal.

A narrativa trata Sage como a única mulher realmente digna de alguma atenção por parte dos leitores. Dentro da história, Sage é diferente das outras garotas, ela foge de arquétipos esperados dentro da sociedade ambientada - aquela aristocrática bem típica de romances históricos - mas em nenhum momento isso soa como positivo porque, aos olhos da Sage e, consequentemente, a mensagem passada aos leitores, é como se todas as outras mulheres fossem frívolas, mesquinhas e intragáveis. O livro anuncia isso clara e abertamente sempre que a Sage interage com uma das noivas, ou mesmo com a casamenteira - a personagem mais "respeitada" pela protagonista. De acordo com a Sage, você se sentir bem com a ideia de casar, você gostar de vestidos e maquiagens e de se portar de acordo com as regras é ruim. Existe uma coisa chamada: você pode querer o que bem desejar pra sua vida sem desmerecer a escolha das outras mulheres. O livro não soube usar isso.

Eu fiquei bastante irritada com a maneira com as poucas personagens femininas foram desenvolvidas. Sage, como já dito, é um poço de ego e julgamento mesquinho. Para quem se diz tão à frente de seu tempo, ela com certeza age como uma criança birrenta na maior parte das cenas. A casamenteira foi minha favorita só porque estava ali para sacudir os ombros da Sage e mandar uns belos "escuta aqui, garota, acorda que o mundo não gira em torno de ti.". Aí tinha o arco das pretendentes; tão relevante que eu não consigo lembrar do nome de uma das noivas que estava ali só para encher o saco da Sage e fazer toda a história de "ai olha como eu sofro por ser diferente das garotas sem graça e submissas à sociedade".

A autora tinha tanto potencial para trabalhar essa história, tantos caminhos para seguir e mostrar as diferenças entre as garotas sem criar uma desgraça de rivalidade sem sentido. Eu tô bem cansada de ler histórias que, para "empoderar" uma personagem feminina, inferiorizam as outras que "fogem" o esteriótipo de "mulher forte". Estamos em 2017, gente. Chega de escrever mulheres se odiando, pelo amor da Eva Green!

A parte política e estratégica se desenvolveu muito bem, para a salvação da minha leitura. Como a gente teve uma gama de personagens masculinos muito maior, claro que os arcos deles foram mais interessantes e bem construídos; Deus me livre escrever mulheres e fugir de esteriótipos, né nom? Vamos seguir a fórmula de filmes de patricinhas dos anos 90, com certeza vai dar certo. Enfim.

"- Enquanto os ferreiros dobram o ferro à vontade deles, casamenteiras dobram as pessoas às vontades delas."

Alexander Quinn é o capitão do regimento responsável pela proteção das garotas, e toda a questão da guerra e das tramoias políticas fica por conta dele. Outros nomes como Ash Carter, o misterioso Rato e o soldado Casseck são de vital importância para que a história ganhe rumo; o livro até tentou desenvolver um mistério envolvendo alguns personagens, mas estava tão óbvio que eu fiquei me perguntando se era realmente a intenção da autora tornar tudo tão "na cara" ou se foi preguiça de desenvolver uns caminhos mais difíceis de decifrar. Foi como The Kiss of Deception, só que nesse caso eu já sabia quem era quem desde o começo e só fiquei entediada por isso perdurar nas 200 páginas que se seguiram.

Toda a questão do cerco e das legiões inimigas deu uma tensão interessante à trama. Por ser um livro grande, de ritmo lento, ele usa todo o espaço necessário para fazer a ameaça ao reino e aos personagens crescer de maneira verossímil, tornando o medo pelo que vem pela frente bastante real. As investigações da Sage e dos outros personagens acabavam colidindo devagar, encaixando-se num quebra-cabeça que culminou em revelações interessantes sobre os andares do conflito próximo deles. O final foi bem fechado - deixou algumas pontas soltas para a continuação, mas é satisfatório para quem queria ver um closer na história principal (eu, no caso).

"Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira."

Quanto ao arco individual dos personagens masculinos, fora aquele mistério, eu gostei bastante do que li. Quinn passa por uns dilemas interessantes no decorrer do livro, uma vez que é o comandante da legião e responsável por tudo que vier a acontecer com os soldados e as garotas - e até mesmo com o irmãozinho, Charlie, que serve de pajem e escudeiro do próprio Quinn. Os personagens masculinos são carismáticos, têm seus momentos egocêntricos, mas, diferente do arco feminino (você me fez gostar mais do arco dos personagens masculinos, livro, olha como isso é errado!), equilibram isso com simpatia e receio. São personagens reais, convencem fácil.

O romance toma pouco espaço da trama - e pode servir de incentivo para quem não quer esse tipo de livro. Não é uma coisa essencial, mas se desenvolve dentro da proposta de ambos os arcos e acaba rendendo momentos fofinhos quando têm que acontecer. A construção de mundo foi um pouco confusa de início. Com o tempo, pelo menos a parte da divisão territorial depois da guerra de conquista ficou mais clara, e o motivo para a nova ameaça também.

A edição do livro é maravilhosa, um trabalho impecável como todos os outros da Seguinte. A capa foi redesenhada aqui para o Brasil e combina bastante com a história.

O Beijo Traiçoeiro acabou sendo uma leitura um pouco traiçoeira também. Mesclou traições e espionagem muito bem, mas deixou a desejar quando prometeu uma protagonista forte e entregou uma imensa falta de sororidade.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro.html
Érika Rufo 14/11/2017minha estante
Foi uma grande decepção pra mim... Esperava bem mais do livro!


Queria Estar Lendo 14/11/2017minha estante
Sim Érika! Eu já tava com um pé meio atrás por causa de umas reviews do Goodreads, mas mantive o benefício da dúvida e quebrei a cara .-.




Francisco 03/09/2017

Uma casamenteira ou espiã??
Ao pescar informações sobre casamentos na história da humanidade, é fácil perceber que casar por "amor" é recente (e mesmo assim muitos casamentos não são assim). Antes os casamentos eram arranjados, principalmente com fins políticos, a fim de criar alianças e ás vezes impedir que guerras acontecessem. Para isso, os casamenteiros tinham que ter um vasto conhecimento e perspicácia, pois eles tinham nas mãos o futuro de vários povos. Nesse aspecto, a autora Erin Beaty decidiu brincar com isso em seu romance de estreia, construindo uma nação baseada em casamentos arranjados. E olha, a história deu muito certo.

ANTES

Há muito tempo atras o reino de Demora era comandado pela dinastia D´Amiran que foi responsável por anexar vários territórios a Demora. Porém, depois de anos de sofrimento e corrupção os Ancestrais de Robert Delvin assumiram o trono e como presente a um dos generais D´Amiran foi dado uma parte do reino para que ele comandasse. Porém, essa era uma sobra que a família nunca aceitara muito bem (Guardem essa informação pra vocês).




HOJE

Começamos a história conhecendo Sage Fowler, a jovem é esperta, perspicaz, e tem uma facilidade de descobrir tudo, o que é bastante peculiar. Ela seria uma jovem perfeita para um casamento arranjado. Se não fosse dois problemas. Ela era totalmente avessa a casamentos arranjados, algo que puxara de sua mãe que foi renegada pela família por ser casar com um "plebeu". E o segundo problema é que apesar de morar com seus tios que eram de boa família. Sua mãe perdera o status que tinha ao casar-se com seu pai. Ou seja, ela era filha de plebeus.

Mesmo assim, seu tio estava obstinado a manda-la para o Concordium (evento onde os casamentos eram arranjados), e para isso ele a leva para uma entrevista com a melhor casamenteria da área. A Sra. Rodelle. O problema é que a entrevista não saiu como esperado. Sage tinhosa do jeito que era acabou por ofender a sra. Rodelle que não a aceitou.

Dias depois, achando que tinha estragado tudo para a família que lhe acolheu a jovem voltou para pedir desculpas. A casamenteira aceitou, mas não queria casa-lá. Achou que ela seria esperta suficiente para ser sua aprendiz. Sage não teve como opção senão aceitar. Logo ela mostrou os seus dotes de capturar informações das pessoas. E isso chamou a atenção do capitão Quinn.

O capitão Quinn viajava com Sage, a casamenteira e as jovens, em direção ao Concordiun que iria acontecer em Tennegol. Era algo que seu pai, o general, lhe mandou fazer, pois desconfiava que uma conspiração acontecia no reino (lembram o que eu disse lá em cima). Então, ninguém melhor que seus homens para aproveitar a viagem e tentar descobrir o que estava acontecendo.




A VIAGEM

No inicio, alguns dos guardas que estavam na viagem, achavam estranho as atitudes de Sage, acreditavam que ela era uma espiã. Ao longo da história, perceberam que podiam confiar nela. Melhor. Que podiam usar a inteligência da garota para obter informações, afinal de contas, ela tinha uma habilidade que nenhuma das jovens possuía e podia transitar por áreas que os soldados não poderiam. Para isso, Quinn colocou o capitão Ash Carter para se tornar amigo dela e assim foram descobrindo que a conspiração estava muito grande, e que já tinha bastante tempo. Pior. Estavam indo para a cova dos leões. Precisavam ser espertos suficientes para sobreviver nessa situação.

A cada momento que Sage descobria algo, era mais valorizada pelos guardas que acompanhavam o grupo, não a tratavam como se ela fosse uma mulher indefesa, e viam a imensa coragem que ela tinha. A questão é que Ash Carter estava se aproximando cada vez mais dela, sem ter revelado tudo. E sabia que quando ela descobrisse (puff) a relação que eles tinham criado poderia se acabar.

A história faz uma brincadeira bem interessante sobre a profissão das casamenteiras, afinal de contas, elas tinham uma importância significativa e precisavam agir quase que como espiãs para que pudessem realizar os melhores casamentos e alianças possíveis. Ou seja, só existia um passo de distância entre essa profissão e se tornar uma verdadeira espiã para descobrir o que estava acontecendo com aquele reino.




Conforme o enredo avança, com uma fluidez digna de romances de Época, a curiosidade vai se tornando cada vez maior. E aos poucos vamos sim desconfiando da maioria dos personagens, quase como se a gente tivesse se tornado um espião com objetivo de desvendar que são os mocinhos e vilões da história. E apesar de algumas escolhas da autora serem bem providenciais, do tipo fáceis demais. Acredito que o desenrolar da história foi o que trouxe o maior encantamento. Algo que traz a classe de histórias como "A Seleção" com um pouco de mistério, a exemplo do inicio de "The Kiss of Deception".

Esse primeiro livro termina bem fechadinho, e próximo ao final da história ficamos tristes com algumas mortes (apesar de que a autora não deixa a gente chorar um pouquinho no momento em que elas acontecem). Porém, a curiosidade para saber no que mais a jovem Sage irá se meter é o que mais da vontade de continuar a história.

O segundo livro ainda não foi lançado nos Estados Unidos, mas o seu titulo será "The Traitor´s Ruins", algo como "As Ruínas do Traidor"Ao pescar informações sobre casamentos na história da humanidade, é fácil perceber que casar por "amor" é recente (e mesmo assim muitos casamentos não são assim). Antes os casamentos eram arranjados, principalmente com fins políticos, a fim de criar alianças e ás vezes impedir que guerras acontecessem. Para isso, os casamenteiros tinham que ter um vasto conhecimento e perspicácia, pois eles tinham nas mãos o futuro de vários povos. Nesse aspecto, a autora Erin Beaty decidiu brincar com isso em seu romance de estreia, construindo uma nação baseada em casamentos arranjados. E olha, a história deu muito certo.

ANTES

Há muito tempo atras o reino de Demora era comandado pela dinastia D´Amiran que foi responsável por anexar vários territórios a Demora. Porém, depois de anos de sofrimento e corrupção os Ancestrais de Robert Delvin assumiram o trono e como presente a um dos generais D´Amiran foi dado uma parte do reino para que ele comandasse. Porém, essa era uma sobra que a família nunca aceitara muito bem (Guardem essa informação pra vocês).




HOJE

Começamos a história conhecendo Sage Fowler, a jovem é esperta, perspicaz, e tem uma facilidade de descobrir tudo, o que é bastante peculiar. Ela seria uma jovem perfeita para um casamento arranjado. Se não fosse dois problemas. Ela era totalmente avessa a casamentos arranjados, algo que puxara de sua mãe que foi renegada pela família por ser casar com um "plebeu". E o segundo problema é que apesar de morar com seus tios que eram de boa família. Sua mãe perdera o status que tinha ao casar-se com seu pai. Ou seja, ela era filha de plebeus.

Mesmo assim, seu tio estava obstinado a manda-la para o Concordium (evento onde os casamentos eram arranjados), e para isso ele a leva para uma entrevista com a melhor casamenteria da área. A Sra. Rodelle. O problema é que a entrevista não saiu como esperado. Sage tinhosa do jeito que era acabou por ofender a sra. Rodelle que não a aceitou.

Dias depois, achando que tinha estragado tudo para a família que lhe acolheu a jovem voltou para pedir desculpas. A casamenteira aceitou, mas não queria casa-lá. Achou que ela seria esperta suficiente para ser sua aprendiz. Sage não teve como opção senão aceitar. Logo ela mostrou os seus dotes de capturar informações das pessoas. E isso chamou a atenção do capitão Quinn.

O capitão Quinn viajava com Sage, a casamenteira e as jovens, em direção ao Concordiun que iria acontecer em Tennegol. Era algo que seu pai, o general, lhe mandou fazer, pois desconfiava que uma conspiração acontecia no reino (lembram o que eu disse lá em cima). Então, ninguém melhor que seus homens para aproveitar a viagem e tentar descobrir o que estava acontecendo.




A VIAGEM

No inicio, alguns dos guardas que estavam na viagem, achavam estranho as atitudes de Sage, acreditavam que ela era uma espiã. Ao longo da história, perceberam que podiam confiar nela. Melhor. Que podiam usar a inteligência da garota para obter informações, afinal de contas, ela tinha uma habilidade que nenhuma das jovens possuía e podia transitar por áreas que os soldados não poderiam. Para isso, Quinn colocou o capitão Ash Carter para se tornar amigo dela e assim foram descobrindo que a conspiração estava muito grande, e que já tinha bastante tempo. Pior. Estavam indo para a cova dos leões. Precisavam ser espertos suficientes para sobreviver nessa situação.

A cada momento que Sage descobria algo, era mais valorizada pelos guardas que acompanhavam o grupo, não a tratavam como se ela fosse uma mulher indefesa, e viam a imensa coragem que ela tinha. A questão é que Ash Carter estava se aproximando cada vez mais dela, sem ter revelado tudo. E sabia que quando ela descobrisse (puff) a relação que eles tinham criado poderia se acabar.

A história faz uma brincadeira bem interessante sobre a profissão das casamenteiras, afinal de contas, elas tinham uma importância significativa e precisavam agir quase que como espiãs para que pudessem realizar os melhores casamentos e alianças possíveis. Ou seja, só existia um passo de distância entre essa profissão e se tornar uma verdadeira espiã para descobrir o que estava acontecendo com aquele reino.




Conforme o enredo avança, com uma fluidez digna de romances de Época, a curiosidade vai se tornando cada vez maior. E aos poucos vamos sim desconfiando da maioria dos personagens, quase como se a gente tivesse se tornado um espião com objetivo de desvendar que são os mocinhos e vilões da história. E apesar de algumas escolhas da autora serem bem providenciais, do tipo fáceis demais. Acredito que o desenrolar da história foi o que trouxe o maior encantamento. Algo que traz a classe de histórias como "A Seleção" com um pouco de mistério, a exemplo do inicio de "The Kiss of Deception".

Esse primeiro livro termina bem fechadinho, e próximo ao final da história ficamos tristes com algumas mortes (apesar de que a autora não deixa a gente chorar um pouquinho no momento em que elas acontecem). Porém, a curiosidade para saber no que mais a jovem Sage irá se meter é o que mais da vontade de continuar a história.

O segundo livro ainda não foi lançado nos Estados Unidos, mas o seu titulo será "The Traitor´s Ruins", algo como "As Ruínas do Traidor"

site: https://sobreosolhosdaalma.blogspot.com.br/2017/08/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
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Gabi l Vai um spoiler aí? 12/10/2017

http://vaiumspoilerai.blogspot.com.br/2017/10/resenha-o-beijo-traicoeiro.html
Preciso confessar que quando comecei 'O beijo traiçoeiro' estava esperando poucas coisas dele, mas o livro me surpreendeu de maneira muito positiva por ser tão mesmo tempo simples, curioso, fofo e envolvente.

Sage Flowler é uma órfã, filha de um passarinheiro que passou a infância toda subindo em árvores e fazendo coisas que a maioria das meninas não fazem. Ela foi criada pelo tio que a adotou quando seu pai morreu, sendo tutora de seus primos mais novos, já que Sage é muito inteligente e ama ensinar as pessoas.

O problema é que ela não quer casar e por já estar na idade, seu tio contrata a melhor casamenteira da cidade para arranjar alguém que queria a garota sem família, pobre e magra demais. Com sua língua afiada e seu jeito provocador, Sage acaba virando aprendiz da casamenteira, onde ela irá usar sua inteligência e sua perspicácia para encontrar maridos perfeitos para as noivas perfeitas.

Do outro lado da moeda há Alex Quinn, filho de soldado, irmão de soldado e que tem no exército a sua família. Ele é incrivelmente inteligente e subiu de patente por sua coragem. Por conta de um rumor de uma conspiração, Alex e seus companheiros são enviados disfarçados como soldados de baixa patente para serem guardas de um grupo de noivas liderados pela casamenteira mais famosa da cidade.

É assim que Alex e Sage se conhecem. Ela acha que ele é Ash Carter, um cocheiro e ele acha que ela é uma das damas que irão se casar. Cada um com seu disfarce, por suas razões, mas conseguem encontrar um no outro a ajuda necessária para conseguirem seus objetivos. Desse envolvimento irá gerar um amor que nenhum dos dois estava esperando, mas... O que acontecerá quando ambos descobrirem as verdadeiras identidades?




Sage precisa de Alex para conseguir informações dos outros soldados e futuros pretendentes e Alex precisa de Sage para descobrir mais sobre a possível conspiração contra a coroa que jurou proteger. Por conta dessa necessidades, os dois viram amigos e começam a conhecer e entender mais um ao outro.


Sage é uma personagem muito fofa. Não queria gostar, mas acabei gostando dela. Ela é super corajosa, não fica fazendo doce, não mede as palavras, é muito inteligente e corre atrás dos seus objetivos.

Alex foi outro personagem que gostei muito, ele combina muito com Sage, o jeito dele é como se fosse igual ao dela. Ele acaba descobrindo o disfarce dela primeiro, então é forçado a continuar com seu disfarce, mas ao mesmo tempo ele tinha vontade de contar a ela, porque já começa a desenvolver sentimentos por ela.
A autora fez uma coisa que foi ao mesmo tempo legal e não: enquanto Alex está sob um disfarce, ela faz ele parecer outro personagem, então no início, eu achei que não era ele, mas depois vamos confirmando que é. Eu gostei porque foi criativo, mas não gostei, porque no início ficou confuso.


O amor entre eles é legal. Não tem aquele negócio de "não gosto-gosto", com uma frustração horrível. Eles são claros, principalmente Alex, com o que querem e isso acho que foi por conta da personalidade dos dois.

Conhecemos váaarios personagens secundários. As noivas, os amigos de Alex, a família dos dois. Durante o livro conhecemos não só bastante os personagens principais, mas também os secundários e, como se trata de uma série, acho que é uma prévia para os próximos.

O livro tem ação, tem suspense, tem aquele frio na barriga gostoso, cenas de romance sem carregamento, nada muito sexual e nem nada. O final deixou um gostinho de quero mais e eu recomendo muito.
Anne 23/10/2017minha estante
Cuidado com spoiler


Nina @vicioseliteratura 07/11/2017minha estante
QUE SUPER SPOILER NESSA RESENHA! A parte mais legal é ler o livro e ficar as cegas com a história. =/




Léo Oliveira 18/09/2017

"O Beijo Traiçoeiro" me surpreendeu em alguns pontos e me divertiu em outros. A narrativa de Erin Beaty é simples, envolvente e super rápida. Ela descreve muito bem os personagens, os lugares e a trama. É como se estivéssemos na pele de cada um dos homens do exército, de Sage... Ah, Sagerra! Que protagonista maravilhosa, amei cada minuto ao lado dela apesar de ficar um pouco chateado com uma situação específica em que ela se contradiz com relação aos seus sentimentos.

O mais legal nesse livro é como a história se desenvolve. Quando você vê, ops, último capítulo. Estou ansioso pela continuação.


djanete 19/09/2017minha estante
Quero ler rs




Camila Márcia 18/09/2017

Cheio de aventuras e muitos segredos...
The Traitor's Kiss no Brasil recebeu o título de O Beijo Traiçoeiro o que foi bem legal terem mantido uma tradução literal do título original, pois tem muito a ver com o conteúdo. O livro foi escrito pela norte-americana Erin Beaty.

Esse livro é uma das grandes apostas da Editora Seguinte para esse segundo semestre de 2017 e é perceptível - após a leitura - os motivos para a aposta, já que o livro segue uma receita impecável para o sucesso: é bem escrito, tem uma narrativa fluída, enredo intrigante e personagens marcantes.

Em O Beijo Traiçoeiro vamos acompanhar Sage Fowler ruma jovem em idade de casar, mas não tem a mínima inclinação para o casamento, pois seu temperamento rebelde, sua ansiedade por conhecimentos e sua personalidade forte não a tornam uma dama, além disso é uma plebeia e para completar é órfã, vivendo de favores na casa de seus tios e sendo tutora de seus primos.

No entanto, seus tios querem "se livrar da cruz" e da responsabilidade de cuidarem de Sage então contratam uma das melhores casamenteiras, Darnessa, para que encontre um marido aceitável para a jovem. Obviamente, tal acordo entre seus tios e a casamenteira se torna um ponto de desavença para Sage e um problema, contudo a jovem se vê envolvida em um acordo com a Casamenteira e passa a trabalhar para ela, assim como manda a tradição em Demora, várias jovens de família rica partem para o Concordium com a casamenteira em busca de firmarem acordos de casamento.

É nesse meio tempo que um grupo de guardas passa a escoltá-las e Sage se vê envolvida com um desses guardas: Ash Carter, pois está querendo informações sobre possíveis noivos para as jovens sob a responsabilidade da Casamenteira. Mas o trajeto não é tão simples, pois a nação está passando por desavenças e várias conspirações para destruir o rei. É a escolta militar que tentam bolar um plano para descobrirem mais a cerca desse complô. Claro que Sage, sem perceber, acaba se envolvendo e muito com toda essa confusão.

Então temos um enredo todo envolto em aventura, espionagem, estratégias de ocupação, espadas, romance e muitos desentendimentos no meio dessa história, mas a forma como tudo isso está junto e misturado se tornou envolvente e eletrizante, para falar a verdade, a escritora, Erin Beaty, soube ligar todos os fios que expôs em sua narrativa e ainda surpreendeu com algumas revelações, mas tirando essa "surpresa" todo o resto foi meio genérico - mais do mesmo, algo previsível e clichê. Essa minha afirmação pode estar soando um pouco depreciativa, mas não é, pois gostei muito do que li, contudo, tenho algumas ressalvas em relação ao que senti lendo O Beijo Traiçoeiro.

Minha opinião particular sobre O Beijo Traiçoeiro mesmo tendo que gostado bastante do livro e lido bem mais rápido do que pensei que leria, senti e tive algumas impressões que me inquietaram não em relação a esse livro em particular, mas uma boa quantidade de livros publicados nestes últimos tempos.

Ultimamente, a maior parte dos romances (sobretudo os jovens) está caracterizando muito um padrão feminino: a personagem rebelde que vai contra as regras sociais e chama atenção por isso. Isso é incrível porque nos faz querer ser diferentes e quebrarmos as regras de um modelo padrão para o comportamento feminino, ou seja, vemos uma maior liberdade feminina para ser e fazer o que quiser, no entanto, se avaliarmos bem, antigamente os livros mostravam personagens femininas indefesas que necessitavam ser protegidas e precisavam casar, atualmente as mulheres são representadas de forma rebelde, como se um comportamento que foge ao padrão antigo fosse sinal de rebeldia. Não sei se isso nos leva a igualdade dos gêneros ou chama ainda mais a atenção para as diferenças. Os homens agirem com agem não é sinal de rebeldia, é considerado um comportamento normal, porque com as representações femininas não acontece o mesmo? Um comportamento mais ousado é chamado de rebeldia? Não dá, se fosse apenas um caso a parte, mas já tá demais: quase todo livro é assim.

Não queria criticar, mas apenas fazer uma observação sobre esse sentimento que tenho ao ler esses livros, pois eles continuam mostrando as diferenças dos gêneros, mesmo apresentando personagens femininas fortes, opiniosas. Não há um tratamento igualitário, entende? Contudo, reconheço que O Beijo Traiçoeiro a intenção foi boa e a história se passa em um tempo passado em que os pensamentos eram mais falocêntricos e é normal o comportamento de Sage ser visto como rebelde, mas tudo isso representado nos livros com tanta frequência e dessa maneira me incomoda um pouco.

Como mulher, e sendo feminista não quero que meu comportamento ou minhas opiniões sejam consideradas atitudes e ações de rebeldia, pelo contrário quero ser vistas com igualdade, com normalidade, sem assombro e sem distinção.

site: www.delivroemlivro.com.br
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Nati Amend @livrosdanati 24/10/2017

#resenhalivrosdanati | O Beijo Traiçoeiro | Erin Beaty | @editoraseguinteoficial | (SEM SPOILERS)
Sage Fowler não é como as outras garotas da sua idade. Ela vive em Crescera com seus tios, trabalha como tutora e definitivamente não pensa em se casar. Em uma época na qual meninas têm uniões arranjadas e precisam se portar como damas, Sage só quer conhecer novos lugares.

Considerada inapta para o matrimônio, ela aceita uma nova oportunidade como assistente da casamenteira, para espionar noivas e pretendentes, e ajudar a formar os casais ideais. Disfarçada com uma das donzelas, Sage então viaja com a comitiva de noivas em direção ao Concordium.

Só que devido à complicada situação política do reino, é preciso uma escolta militar para proteger as damas durante essa travessia. Para tanto, a unidade do Capitão Alexander Quinn é convocada para a missão. Mas o que nem todos sabem, é que o verdadeiro propósito do exército nessa viagem é desvendar uma possível conspiração contra o Rei e tentar impedir uma guerra.

É neste emaranhado de mentiras e camuflagens, que Sage conhece Ash Carter, um soldado infiltrado. Por causa dessa amizade e graças à inteligência e temperamento rebelde da protagonista, ela acaba então sendo recrutada novamente como espiã, só que dessa vez, para ajudar o exército.

"Ele a achava ligeiramente intrigante. Mas também impertinente. Estorninho era o nome perfeito para ela."

Sem poder revelar um ao outro os seus verdadeiros papéis, os personagens se envolvem em uma rede de intrigas e investigações táticas, que são a pólvora para um romance explosivo! O enredo é de tirar o fôlego e me cativou pela originalidade, escrita leve e reviravoltas da estória.

“O Beijo Traiçoeiro” é o livro de estreia da autora e faz parte de uma trilogia. Mesmo tendo alguns pontos que poderiam ter sido melhor explorados, no geral é uma leitura deliciosamente agradável e, sem dúvida, surpreendente! Fiquei muito ansiosa para ler os próximos livros e já posso garantir que esse conquistou um grande espaço em meu coração.
Ryan 28/10/2017minha estante
Adorei! E estou curioso!!!




Aione 12/09/2017

Prometendo uma mescla de espionagem e Jane Austen, O Beijo Traiçoeiro, de Erin Beaty, é o primeiro volume de mais uma trilogia YA que chega ao Brasil. O próximo volume tem lançamento previsto para maio de 2018 lá fora, ainda sem informações divulgadas pela editora Seguinte, responsável pela publicação nacional da obra, sobre quando a continuação chegará por aqui.

O livro traz a história de Sage Fowler, que se torna aprendiz de casamenteira e parte com uma comitiva de jovens damas da nobreza, que pretendem participar de um evento na capital do reino com o propósito de realizar uniões matrimoniais entre grandes famílias, para descobrir mais informações sobre elas e, assim, auxiliar a casamenteira na escolha de pares ideias. Contudo, Sage acaba sendo recrutada pela escolta militar para trabalhar como espiã, já que, aparentemente, há uma conspiração se formando em torno do reino. É quando ela se envolve em muito mais do que havia imaginado, inclusive em um romance – o que ela jamais desejou.

Sendo muito sincera, tive extrema dificuldade em seguir com a leitura de O Beijo Traiçoeiro. O início da leitura, além de lento, acaba sendo um tanto quanto confuso pela falta de contextualização da trama. A atmosfera a la Jane Austen prometida se deve à divisão da sociedade entre plebeus e nobreza, trajes vitorianos e a necessidade da realização de casamentos como acordos familiares. Contudo, em momento algum há a menção de quando a história se passa, se ela, de fato, acontece em meio ao século XIX, como os romances de Austen. Ainda, o livro é narrado em terceira pessoa, ora pela perspectiva de Sage, ora pela dos militares, e quando essa segunda tem início, somos bombardeados com inúmeros nomes de locais e povos diversos, sem que haja uma explicação clara sobre o que é o que. Assim, nesse ponto, eu já estava confusa e distante o suficiente da leitura para acompanhar essa contextualização e compreender o universo criado por Beaty.

Não bastasse a história seguir lentamente, a própria construção da personagem de Sage foi realizada de maneira um tanto quanto problemática, no sentido de que, para fazê-la alguém diferente e superior das demais, as outras precisaram ser rebaixadas. As ladies que Sage acompanha são retratadas como frívolas e superficiais para que Sage seja considerada sagaz e de personalidade forte. Em minha visão, a protagonista poderia muito bem se opor à ideia de seguir as regras da sociedade sem que aquelas que as seguem fossem consideradas inferiores.

Assim, por conta do início perturbado (correspondente basicamente às 100 primeiras páginas), toda minha leitura posterior foi também afetada. Não consegui me envolver com a história ou personagens, e fiz uma leitura um tanto quanto superficial, dificilmente conseguindo me prender ao que lia e aos detalhes. Entretanto, seria mentira dizer que não senti uma considerável melhora do livro da metade para o final, sobretudo por conta do romance e da estratégia que Erin Beaty utilizou para construir o conflito romântico. Fui realmente surpreendida e achei um tanto quanto inteligente sua escolha, trazendo um diferencial para a obra. Ainda, o final é recheado de adrenalina e a autora já mostra, no primeiro volume, não ter piedade do rumo dado a alguns pontos do enredo, fazendo com que ele siga como deve seguir.

O Beijo Traiçoeiro termina com os principais pontos nele desenvolvidos finalizados, mas ainda assim mantendo abertura para os próximos volumes (e, portanto, tornando necessária a leitura dos livros em ordem). Apesar de sua premissa ter chamado minha atenção e de eu ter encontrado pontos positivos enquanto o lia, o livro, no geral, não conseguiu me prender e me manteve confusa praticamente sobre ele todo quanto ao trabalho militar realizado, principalmente pelo excesso de nomes e contextos criados pela autora, não explicados de maneira clara. Talvez, se eu tivesse me situado melhor, teria me envolvido mais com a obra e, assim, meu resultado final com ela teria sido diferente.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2017/09/12/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty/
Ericlys 12/09/2017minha estante
Eu senti a mesma coisa, sobre a dificuldade de leitura. Infelizmente vou abandonar o livro. ?


Jéss 12/09/2017minha estante
Não gostou Flor? Vixi agora fiquei com meda... :/


Aione 13/09/2017minha estante
Não curti muito não, e vi várias resenhas gringas apontando as mesmas sensações (entre outras coisas)... Não li as outras resenhas cadastradas aqui, mas tá tudo 5 estrelas, então, se tiver curiosidade, investe hehehe


Jéss 13/09/2017minha estante
Pois e, eu já investi, sem ter visto resenha nem nada... rsrs pq me chamou a atenção a questão de ser ambientado em outra época e tudo o mais...
Bom, o jeito agora é esperar pra ver rsrs


cris.leal.12 15/09/2017minha estante
Sempre procuro ler suas resenhas antes de me aventurar em uma leitura. Aprendo muito com vc. Obrigada! ;)


Aione 17/09/2017minha estante
Eu que agradeço, Cris




spoiler visualizar
Mih 30/10/2017minha estante
Também fiquei de ressaca...que livro...É uma trilogia. O Segundo lança em Maio do Ano que vem lá fora...tomara que aqui não demore pra lançar...




Amanda Ferreira 21/11/2017

O beijo traiçoeiro - Erin Beaty
{ Prefiro cometer um erro sozinha a entregar meu destino nas mãos de outra pessoa }

Sage Fowler é uma jovem inteligente, cheia de opinião e bastante observadora, longe de ser a dama que esperam. Ainda assim, o tio consegue um encontro com a casamenteira mais famosa do reino, a sobrinha vai ter que casar. Sage deveria ficar feliz com isso, várias garotas ficariam, porém ela não está nada contente. No entanto, tenta se esforçar para dar certo, pois sabe que o tio não fez isso para prejudicá-la, a questão é que não deseja se casar. O encontro com a tal casamenteira é desastroso, então por falta de opções melhores acaba aceitando a proposta de ser tornar aprendiz da mulher.

Sage parte para a primeira tarefa como aprendiz, acompanhando nobres damas para o Concordium - evento na capital real onde uniões entre famílias importantes são firmadas. Além disso, deve coletar informações sobre potencias pretendentes, inclusive os oficiais de alta patente designados na longa escolta até o local. Logo o trabalho é confundido com espionagem, mas o mal entendido é resolvido e suas excelentes habilidades para conseguir informações são solicitadas contra o inimigo. Em meio a disfarces, espionagem, estratégias e algumas mentiras, Sage vai surpreendentemente encontrar o amor.
⠀⠀
Primeiro preciso dizer que estou apaixonada e quero a continuação! O segundo infelizmente só em 2018, espero que por aqui também. Agora, vou explicar melhor porquê gostei tanto desse livro. Sério, eu amei tudo. Começando pelos personagens incríveis, desde os protagonistas até os secundários todos são importantes. Depois tem a trama envolvente e muito empolgante, que não foca somente no casal, mesmo o relacionamento sendo uma parte bem importante da história. Existe um equilíbrio perfeito entre ação e romance, em nenhum momento fiquei menos que completamente empolgada com a leitura. O beijo traiçoeiro é o tipo de livro maravilhoso que leio sem parar e depois fico triste por ter terminado tão rápido.

site: https://www.instagram.com/mandy_itbook/
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Fernanda 06/11/2017

resenha
link no blog

http://www.segredosemlivros.com/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html

site: http://www.segredosemlivros.com/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
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Nicoly Mafra - @nickmafra 05/10/2017

#ResenhaNickMafra: O Beijo Traiçoeiro | @erinbeaty| @editoraseguinte | Nota: 5.
Sage Fowler é uma jovem órfã que tem sido criada na casa dos seus tios desde os 12 anos. Agora, 4 anos depois, a garota está ansiosa para deixar a casa do seu tio e encontrar um emprego como aprendiz. Porém, seu tio possui outro plano: encontrar um marido para a sobrinha.

O tio de Sage sabe que a garota não é uma dama exemplar; a garota possui opiniões fortes e um temperamento nada fácil, então ele decide contratar uma famosa casamenteira da região para encontrar um marido para a sobrinha.

Mesmo contra a sua vontade, Sage aceita ser entrevistada pela casamenteira, mas o resultado da entrevista é bem inesperado: Sage, que estava indo para a entrevista para conseguir um marido, acaba conseguindo um emprego!

A tarefa de Sage é simples: acompanhar o grupo de garotas que estão indo para o Concordium - evento onde as melhores solteiras do reino viajam para a capital com o objetivo de realizar uniões matrimoniais com grandes famílias -, disfarçada como uma das noivas, para colher informações para a casamenteira; porém, quando um dos soldado que está auxiliando na escolta das moças começa a se aproximar de Sage, a garota se encontra envolvida em uma situação muito perigosa que poderá mudar sua vida para sempre.
__

Descrito como uma mistura de Jane Austen e espionagem, O Beijo Traiçoeiro ganhou meu coração logo nas primeiras páginas. Com um enredo incrível, personagens cativantes e uma escrita muito gostosa e viciante, este livro foi uma grande surpresa - um dos queridinhos do ano -, e me deixou com um gostinho de quero mais.

O livro possui todas as características que eu gosto em um bom romance: uma protagonista forte e determinada, um romance que se desenvolve de maneira lenta e apaixonante durante o enredo, intrigas políticas, batalhas, cenas de quebrar o coração e muitas reviravoltas. AMO!

Estou MUITO curiosa para saber o que acontecerá no próximo volume da trilogia e já estou morrendo de saudades dos personagens criados pela Erin Beaty. Se você, assim como eu, gosta de um romance com muita aventura, reviravoltas e personagens cativantes, recomendo muito essa leitura!

site: www.instagram.com/nickmafra
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Carlinha - Paradise Books 17/09/2017

Uma mistura de Kiss of Deception com A Trilogia do Vencedor, mas ainda mais juvenil.
"O principal trabalho da alta casamenteira era selecionar as melhores da região para a conferência realizada uma vez a cada cinco anos, mas ela não desejaria entrar nem se fosse bonita ou rica o suficiente para ser considerada. Não tinha a menor vontade de ser guiada pelo país até Tennegol e praticamente leiloada como uma cabeça de gado premiada."

No reino de Demora os casamentos entre os nobres são decididos por uma casamenteira. As noivas são preparadas para esse grande momento ao longo de toda vida, no encontro com a casamenteira precisam demonstrar todo seu requinte e a partir daí ela será selecionada para casar com um noivo que também seja conveniente política e socialmente para sua família.
Durante o Concordium, todas as noivas preparadas são levadas a capital para que os casamentos aconteçam, uma viagem que atravessa o reino e que pode ser bem perigosa diante de uma ameaça de invasão.

A jovem Sage Fowler foi criada por seus tios, mas sua independência e personalidade forte nunca fizeram dela uma noiva adequada, a casamenteira logo se deu conta disso, e de que Sage era excelente em ler a personalidade e descobrir os mistérios das pessoas, por isso acaba contratando-a como sua assistente pessoal e aprendiz. Sage vai acompanhar o grupo de noivas que seguem para o Concordium disfarçada como uma delas, sendo assim os olhos da casamenteira em todos os lugares, mas quando um soldado da guarda pessoal das noivas começa a se aproximar dela, a garota pode se ver envolvida em algo que pode mudar sua vida e de todo o reino para sempre.



A Editora Seguinte nos enviou a prova antecipada desse livro e descreveram como uma mistura de Jane Austen com espionagem, é claro que me interessei no primeiro instante! Claro que nunca versão muito mais juvenil e que na verdade apenas se passa no mesmo período em que os livros de uma das minhas autoras clássicas favoritas, o livro se passa num mundo totalmente novo criado pela autora, mas inspirado na Londres do século XVIII, assim como os costumes, vestimentas e cultura da época. Uma protagonista muito sagaz e esperta, um romance de tirar o fôlego que vai te deixar sem ar, e diversas guerras e conspirações acontecendo na trama, fizeram desse livro incrível e inovador uma das minhas leituras favoritas desse ano.

Sage é sem dúvidas umas das protagonistas mais incríveis que já encontrei, ela é forte, decidida e não aceita que lhe digam o que fazer, é dona de sua própria vida e destino indo contra todos os padrões sociais de sua época e reino. Após ter perdido seus pais, casamento não está em seus planos, principalmente por motivos políticos e quando a oportunidade de ser aprendiz da casamenteira aparece, ela vê uma grande chance de ter sua independência financeira e poder construir sua vida sem um homem para sustentá-la. Sua capacidade de percepção e as investigações que começa a realizar a levam a crer que essa viagem possui outros propósitos além dos casamentos e quando Ash, um dos guardas da escolta começa a se aproximar dela, ela vê uma grande oportunidade de conseguir mais informações sobre o que está acontecendo no reino, e vai acabar se tornando uma espiã de verdade.


Ash Carter foi um personagem enigmático mas que me cativou a cada página, assim como fez com Sage, não apenas na questão sentimental, mas também conforme nos aprofundamos da trama e descobrimos os segredos e conspirações que envolvem o reino e a ameaça de guerra eminente. O Capitão Quinn também foi um personagem incrível e meu favorito na história, por sua inteligência e forma de tratar as mulheres sempre com igualdade.


A autora trabalhou muito bem a construção da história e de seus personagens, por isso prepare-se para grandes reviravoltas e surpresas. Confesso que ela não conseguiu me enganar muito, reconheci desde o começo a linha de construção que ela estava traçando, mas achei muito bem desenvolvido e com certeza muita gente vai ser pego de surpresa por esses personagens cheios de facetas, segredos e intrigas. Um dos pontos principais que mais me agradou foram as criticas sociais ao período e ao machismo feitas pela a autora e com isso, ela criou uma protagonista maravilhosa que era sempre tratada com igualdade pelos personagens da história, ela não é deixada de lado para ser protegida, ou impedida de fazer algo por ser perigoso, muito pelo contrário, confiam em Sage por sua capacidade e inteligência, e justamente por não ser comum ao gênero é que foi tão surpreendente essa característica da história.

Se você ama protagonistas fortes e decididas, tramas e conspirações de um reino dividido, um romance que vai te deixar confusa e desesperada e muitas reviravoltas surpreendentes, recomendo que conheça O Beijo Traiçoeiro!
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Talita 24/09/2017

Fãs do gênero podem ler O Beijo Traiçoeiro sem culpa e com muita pressa
Já não é a primeira vez que falo isso aqui no blog, mas vale muito repetir o quanto sou sortuda pelas parcerias especiais que o Viciados em Leitura conquistou ao longo desses curtos e maravilhosos três anos. Nossa primeira parceira foi o Grupo Companhia das Letras e é deles o selo Seguinte, dedicado ao público mais jovem e que rendeu alguns dos meus livros favoritos desses últimos anos, e eu não vou fazer a maldade de deixar vocês sem a lista, todos estão resenhados aqui no blog e recomendo a urgente leitura dos livros: Os Bons Segredos (Sarrah Dessen), Rainha Vermelha (Victoria Aveyard), Melodia Feroz (Victoria Schwab) e Na Estrada Jellicoe (Melina Marchetta). E o que isso tem com O Beijo Traiçoeiro, motivo da resenha de hoje? Primeiramente, ele é da Seguinte. Segundamente, ele foi enviado em parceria e eu recebi a prévia antecipada (o que deixa tudo ainda mais maravilindo). E terceiramente, sim, ele já entrou na lista dos favoritos e a espera para o segundo, que só sai em 2018, não vai ser fácil!

Conheçam Sage Fowler, nossa protagonista feminina super forte e que não aceita ser colocada de lado quando a guerra chama! Sage mora com os tios desde os 12 anos, quando o seu pai morreu e sendo órfã de mãe, desde o nascimento, é o seu Tio Willian que lhe dá a fatídica notícia que conseguiu que Sage fosse entrevistada pela casamenteira de Crescera. Vamos esclarecer um ponto importante da trama aqui. Nessa realidade criada pela Erin Beaty, os casamentos são muito importantes já que eles servem para consolidar alianças políticas entre famílias ricas, fortalecendo assim o reino que esteve em guerra e está enfrentando uma nova ameaça de guerra. Assim, a profissão de uma casamenteira é de extrema importância, ao ponto de existir um evento, chamado Concordium, dedicado a casar as mais nobres das nobres.
O problema é que a Sage, tendo sido criada somente por seu pai, está longe de desejar casamentos e nobreza. Ela ama ensinar seus primos e estava pronta para buscar uma profissão para sair de casa e não ser mais um problema para a família Broadmoor, já que seus pais casaram por amor, ou seja, não casaram através de uma casamenteira. Entretanto, sabendo que seus tios já fizeram muito por ela, Sage vai ao encontro da srta. Rodelle para que esta lhe arrume um casamento. E tudo dá errado, sem papas na língua, Sage acaba falando demais e quando pensa que tudo está perdido, acaba como ajudante da casamenteira, e terá como função, observar o comportamento das damas que irão até o Concordium e ajudar a sua empregadora a formar bons pares.
E porque não começar observando os soldados que vão fazer a escolta das jovens? Pela regra, eles só podem casar depois dos 24 anos, mas uma coisa que a srta. Rodelle sempre faz é pensar a frente do seu tempo. É observando os soldados que Sage acaba sendo confundida com uma espiã e toda uma trama intrincada de espionagem começa a desenrolar no livro. A escolta das jovens futuras noivas não é uma tarefa tão fácil assim e nem todo mundo é o que diz ser, e entre tramas de traições, espionagens e mentiras, nem todas as dores vão ser físicas. O coração também entra em jogo e nessa hora eu falaria dos personagens masculinos, mas rola uma virada interessante na história, que não quero estragar e só vou deixar vocês tranquilos que não rola triângulo amoroso, de resto, tem que ler!
O Beijo Traiçoeiro é uma Fantasia Jovem Adulto que se propõe a unir Jane Austem com espionagem e intrigas de guerra e, com certeza, entrega bem mais do que isso. Tenha em mente que o livro tem 440 páginas, 91 fucking capítulos e eu li tudo isso em menos de três dias. Nada no livro acontece por acaso, nada passa em branco e literalmente tem momentos de partir os mais duros dos corações. Até o romance que a autora propõe na trama é feito de forma magistral, construído aos poucos e que encaixa perfeitamente na personalidade dos personagens, não tem como a Sage e o seu soldado se encantarem de cara, os dois têm personalidades muito reservadas e a construção lenta do envolvimento deles é perfeita!

"Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira."

Outra coisa que a autora soube desenvolver com maestria é uma trama bem densa, com assuntos bem pesados (O que foi o final? Como ela fez aquilo comigo?) e muitas intrigas com personagens muito novos. Sage tem 17 anos, assim como as outras pretendentes, e os soldados têm, aproximadamente, 21 anos e muitos ali já carregam tanto peso, tantas responsabilidades mortais nas costas, que eles parecem ter muito mais do que as suas idades, e mesmo assim, acabam cometendo erros típicos da juventude e acertos que talvez adultos não teriam coragem de fazer. É uma leitura envolvente, os fãs do gênero podem ler O Beijo Traiçoeiro sem culpa e com muita pressa, já aviso que vocês vão se apaixonar pela trama e pelos personagens e sofrer muito com a espera. Como eu disse lá no começo, a sequência na gringa só sai ano que vem, mas vale a pena! Com muita certeza, vale a pena!

site: http://www.viciadosemleitura.blog.br/2017/09/resenha-318-o-beijo-traicoeiro-erin.html
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Nina 19/09/2017

Fantástico!
Esse livro chegou em minhas mãos com um apelo irresistível: a promessa de ser uma mistura de Jane Austen com espionagem, romance de época apimentado com um suspense. Como não amar? E assim que chegou a prova do livro me joguei na história de cabeça.

O Beijo Traiçoeiro se passa no tempo passado em um país chamado Demora, que está em uma disputa territorial com o vizinho Kimisara, e que tem o costume de ter todos os casamentos decididos por uma casamenteira, um cargo de grande prestígio social. Essa casamenteira tem a função de escolher os casais e todo casamento que acontece fora dos desígnios dela é considerado ilegítimo. Na hora de juntar os casais, era necessário considerar as famílias, os dotes, as influências e também as personalidades dos pretendentes. Além dos casamentos normais, a cada cinco anos o país tinha o Concordium, uma conferência em que as damas da sociedade se reuniam para ter seus futuros maridos escolhidos pela casamenteira. Essas damas saíam em comitiva até Tennegol, a capital do país, onde ao final de alguns dias de celebração, o casamento era celebrado.

Sage Fowler perdeu os pais muito cedo e foi criada na casa dos tios, onde trabalha na instrução dos primos. Aos 16 anos, seus tios acreditam que já é hora de encontrarem um casamento para ela, mas seu comportamento rebelde e a sua origem faz com que a garota não seja considerada uma dama. Mesmo assim, seus tios decidem procurar lady Darnessa Rodelle, a casamenteira mais famosa da região e, depois de uma entrevista desastrosa, ela resolve contratar Sage como sua assistente. Coincidentemente, aquele seria o ano do Concordium, e a garota se vê obrigada a se passar por uma dama com o objetivo de valorizar as jovens que participavam do evento. Ou seja, ao serem comparadas com ela, todas as meninas pareceriam muito mais do que realmente são. Parece cruel, né? Mas para Sage este é apenas uma degrau que ela precisa vencer em busca de um emprego que lhe garantisse a liberdade, e por isso ela não se importa em se submeter a mais essa humilhação.

?Eu pensava dessa forma no começo, mas uma boa casamenteira dá às pessoas que de que elas precisam. A maioria das pessoas foca no que quer. E nem sempre fazemos isso. Alguns homens só precisam sentir que estão no controle. - Sage fez uma careta. - É desafiador e gratificante criar uma relação que desenvolva amor, mas não acho que eu consiga fazer isso para sempre.?

Acontece que a comitiva das noivas iria passar pela província de Tasmet, que já havia pertencido à Kimisara e que fora anexada recentemente pelo demoranos. Desconfiando de traição por parte do chefe da tal província, o general Quinn decide mandar seus melhores homens para fazer a segurança das damas e espionarem o inimigo. Entre eles estão seu filho Alex Quinn, o sobrinho Ash Carter e o próprio príncipe Robert. Eles viajam disfarçados e, conforme percebem uma conspiração se formando, eles decidem recrutar Sage para ajudá-los na espionagem, uma vez que ela tem trânsito livre tanto entre as damas quanto entre os criados. Não demora para que a atração entre Sage e Ash se torne evidente, mas os dois têm mais segredos do que podem admitir e isso pode colocar não só o romance deles quanto toda a nação em risco.

Fantástico! Eu amei esse livro, e não consigo ver como não amar um enredo desses. Tem romance de época, tem personagens fortes, uma narrativa leve e fluída e um plot twist arrasador (fazia tempo em que uma reviravolta não me surpreendia tanto). A história é recheada de aventura, espionagens, estratégias de guerra e romances, tudo misturado de uma maneira eletrizante e a autora conseguiu ligar tudo isso sem deixar pontas soltas no final. Ou seja, mesmo sendo o primeiro de uma série, a história termina com um final satisfatório.

?Representamos vários papéis ao longo da vida? isso não faz com que sejam mentira.?

Sage é aquele tipo de personagem feminino que amo ver nos livros. Uma mulher forte, decidida e que se recusa a caber nos estereótipos. Mesmo o livro tendo vários momentos em que a mulher foi representada de maneira inferior, ela sabe se impor e buscar o que quer. Inteligente e muito perspicaz, ela surpreende ao encontrar soluções inusitadas para o problemas e perceber coisas que seriam insignificantes para qualquer um.

A única ressalva que tenha a fazer é que no início o livro tem um ritmo alucinante, é tudo muito rápido e mal dá tempo de acompanhar os acontecimentos, parece que a autora queria colocar logo Sage no meio do furacão. Se por um lado isso deu dinamismo à história, por outro ficamos com poucas informações sobre a convivência dela com sua família, e isso faz falta no decorrer da história. Mas depois que Sage e Ash se aproximam, o narrativa entra em um ritmo bom e você não consegue mais largar o livro.

Recomendo muito!!!!
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Silvana 17/11/2017

Sage Fowler mora com seus tios há quatro anos, desde que seu pai faleceu. Desde então ela vem sendo a tutora de seus primos. Mas agora que completou dezesseis anos ela tem que arrumar uma ocupação, ou se casar, que é o primeiro interesse de todas as jovens de sua idade, mas que passa longe dos planos de Sage. Porém seu tio sendo um nobre faz questão de que Sage consiga um bom casamento e paga uma quantia considerável para que Darnessa Rodelle, a principal casamenteira da região faça uma avaliação em Sage. Porém Sage se sai muito mal na entrevista e perde suas chances de conseguir um bom casamento. Mas nem tudo está perdido porque Darnessa diz que vem observando Sage há muito tempo e que ela será ideal para ser sua aprendiz. A função de Sage basicamente será de colher informações sobre os jovens que Darnessa irá unir em Concordium, um evento que só acontece a cada cinco anos, e é onde as alianças entre os nobres são consolidadas.

Alexander Quinn acaba de ser promovido a capitão do exército de Crescera, e como é filho do general ele tem que trabalhar muito mais do que os outros para conseguir provar seu valor. Em sua companhia estão os dois filhos do rei, seus primos Robert Devlin, o príncipe herdeiro e Ash Carter, o bastardo do rei. E logo em sua primeira missão ele é um tanto apressado e acaba matando todos os adversários sem conseguir nenhuma informação. E apesar da missão ter sido bem sucedida, fica aquela sensação de derrota, até porque logo depois seu pai designa Quinn para escoltar a comitiva de Darnessa para Concordium. Aos olhos de todos Quinn recebeu uma missão simbólica, até meio punitiva. Mas o verdadeiro objetivo dessa escolta é investigar se um certo duque se uniu a um reino vizinho e planeja um golpe contra o rei. E como escolta de um monte de damas, a missão será bem discreta.

Como sempre, Quinn coloca alguém infiltrado para levantar informações que sejam uteis a eles. A pessoa encarregada será chamada pelo codinome Rato. Rato se apresenta como cocheiro e logo se familiariza com todas as damas e conhece uma que se destaca das outras por ser bem diferente e por anotar informações sobre todos em um livro. A dama em questão é Sage, que está viajando como Lady Sagerra Broadmoor para passar despercebida. E por perguntar demais Quinn acha que Sage pode ser um espiã do duque. Mas quando ele descobre a verdade sobre Sage, ele ainda continua achando que Sage tem tudo para ser uma ótima espiã, só que a seu serviço. Sage aceita o trabalho. Mas o que ela não poderia imaginar é que enquanto usa de toda sua esperteza para ajudar ao rei, ela acabaria perdidamente apaixonada.

O livro prometia uma mistura de Jane Austen com espionagem. E cumpriu o que prometeu, só que em uma linguagem mais moderna que nos romances da diva. A narrativa em terceira pessoa, ora acompanha a protagonista Sage, e ora vamos acompanhar o grupo dos soldados. E em alguns capítulos podemos ver o que acontece com os vilões da história, o duque e seus aliados. O livro é basicamente uma mistura de romance com muita ação. O que deixou a narrativa bem ágil. O começo é mais lento, mas depois que eles começam a viajar as coisas ficam mais rápidas e temos mais ação. Eu li o livro bem rapidinho. Eu estava com as expectativas lá em cima e apesar de não ter gostado de algumas coisas na história, achei que a leitura valeu muito a pena e vou querer ler a continuação.

Uma coisa que não gostei foi que a Sage é descrita como uma pessoa muito esperta, mas ela foi enganada durante quase todo o livro. E olha que era uma coisa fácil de perceber se ela tivesse prestado atenção. Outra coisa foi que, é claro que não concordo com qualquer tipo de negociação envolvendo um casamento, a decisão só cabe a quem vai se casar, mas a autora descreve as meninas da história, a Sage não, de uma maneira bem pejorativa só porque elas estão felizes com os tais casamentos arranjados. A maneira da autora mostrar que Sage era mais esperta que as outras foi elas serem favorável aos casamentos e Sage contra. Achei isso uó. Casa quem quer, e quem não quer fica solteira, mas não vamos começar a medir a inteligencia das pessoas por isso. E para finalizar minhas queixas não posso deixar de falar de uma coisa que acontece quase no final do livro que foi totalmente desnecessário. Não teve nada a ver e na minha opinião foi só para chatear o leitor.

Mas fora esses pontos que levantei, eu gostei bastante da história. Eu gosto muito de livros de espionagem e esse ainda calhou de ter um romance para esquentar as coisas. Sage é uma protagonista agradavel, apesar de não ser tudo o que eu pensei que fosse. Já o protagonista masculino, que vou chamar de Rato porque esse é um dos enigmas da história, descobrir a verdadeira identidade do par romântico da protagonista, me conquistou, mas a forma como ficou o esconde esconde de sua identidade, não deu para me apaixonar completamente. Não vou falar sobre os personagens masculinos porque se não vou dar bandeira e entregar o ouro, mas queria que alguns deles tivesse tido mais destaque. Mas pode ser que isso aconteça no próximo livro. Quanto a edição eu inicialmente não tinha gostado dessa capa, mas depois que li a história, achei que tem tudo a ver. Enfim, mesmo com todas essas ressalvas, eu recomendo o livro e como disse, vou querer ler o próximo.

site: http://blogprefacio.blogspot.com.br/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
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