O Beijo Traiçoeiro

O Beijo Traiçoeiro Erin Beaty




Resenhas - //////


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Queria Estar Lendo 14/11/2017

Resenha: O Beijo Traiçoeiro
O Beijo Traiçoeiro foi um dos lançamentos do mês de Outubro da Editora Seguinte. Cedido em cortesia para essa resenha, o livro fala sobre espionagem e traições políticas em um cenário inspirado nos clássicos de Jane Austen.

O arco principal da história acompanha a jovem Sage. Em uma releitura bastante óbvia e familiar do início de Mulan, nós contemplamos o esforço da família dela em levá-la à casamenteira da cidade para que a mulher arranje um marido à garota - e claro que a Sage estraga tudo agindo de maneira que nenhuma dama deveria agir. Eis que a casamenteira surge com uma proposta: Sage é perspicaz e afiada para detalhes e, em troca de prestígio e de um emprego, vai disfarçada como pretendente para acompanhar a casamenteira no evento que une jovens nobres, de modo a espionar tudo o que vem acontecendo por trás dos panos. Do outro lado da história, seguimos a guerra através de Alexander Quinn, um soldado do reino em que Sage vive. Alexander comanda uma companhia para proteger essas jovens damas, ao mesmo tempo em que investiga um possível cerco militar que se ergue nas fronteiras com um reino inimigo.

"Odiava se sentir como a soma de suas posses, e não como uma pessoa."

Mais uma vez, toda uma história se torna problemática por causa de como a narrativa trata a protagonista e desenvolve sua história. Dadas algumas resenhas gringas, eu já sabia o que esperar - e ainda assim todo o arco da Sage me foi de extremo mau gosto, especialmente no momento atual da literatura jovem. Você tem uma história onde pode quebrar padrões e desenvolver um grande arco de empoderamento feminino, e o que você faz? Isso mesmo, trata todas as outras personagens femininas como descartáveis aos olhos da protagonista só porque elas não concordam ou agem de acordo com a aura rebelde da personagem principal.

A narrativa trata Sage como a única mulher realmente digna de alguma atenção por parte dos leitores. Dentro da história, Sage é diferente das outras garotas, ela foge de arquétipos esperados dentro da sociedade ambientada - aquela aristocrática bem típica de romances históricos - mas em nenhum momento isso soa como positivo porque, aos olhos da Sage e, consequentemente, a mensagem passada aos leitores, é como se todas as outras mulheres fossem frívolas, mesquinhas e intragáveis. O livro anuncia isso clara e abertamente sempre que a Sage interage com uma das noivas, ou mesmo com a casamenteira - a personagem mais "respeitada" pela protagonista. De acordo com a Sage, você se sentir bem com a ideia de casar, você gostar de vestidos e maquiagens e de se portar de acordo com as regras é ruim. Existe uma coisa chamada: você pode querer o que bem desejar pra sua vida sem desmerecer a escolha das outras mulheres. O livro não soube usar isso.

Eu fiquei bastante irritada com a maneira com as poucas personagens femininas foram desenvolvidas. Sage, como já dito, é um poço de ego e julgamento mesquinho. Para quem se diz tão à frente de seu tempo, ela com certeza age como uma criança birrenta na maior parte das cenas. A casamenteira foi minha favorita só porque estava ali para sacudir os ombros da Sage e mandar uns belos "escuta aqui, garota, acorda que o mundo não gira em torno de ti.". Aí tinha o arco das pretendentes; tão relevante que eu não consigo lembrar do nome de uma das noivas que estava ali só para encher o saco da Sage e fazer toda a história de "ai olha como eu sofro por ser diferente das garotas sem graça e submissas à sociedade".

A autora tinha tanto potencial para trabalhar essa história, tantos caminhos para seguir e mostrar as diferenças entre as garotas sem criar uma desgraça de rivalidade sem sentido. Eu tô bem cansada de ler histórias que, para "empoderar" uma personagem feminina, inferiorizam as outras que "fogem" o esteriótipo de "mulher forte". Estamos em 2017, gente. Chega de escrever mulheres se odiando, pelo amor da Eva Green!

A parte política e estratégica se desenvolveu muito bem, para a salvação da minha leitura. Como a gente teve uma gama de personagens masculinos muito maior, claro que os arcos deles foram mais interessantes e bem construídos; Deus me livre escrever mulheres e fugir de esteriótipos, né nom? Vamos seguir a fórmula de filmes de patricinhas dos anos 90, com certeza vai dar certo. Enfim.

"- Enquanto os ferreiros dobram o ferro à vontade deles, casamenteiras dobram as pessoas às vontades delas."

Alexander Quinn é o capitão do regimento responsável pela proteção das garotas, e toda a questão da guerra e das tramoias políticas fica por conta dele. Outros nomes como Ash Carter, o misterioso Rato e o soldado Casseck são de vital importância para que a história ganhe rumo; o livro até tentou desenvolver um mistério envolvendo alguns personagens, mas estava tão óbvio que eu fiquei me perguntando se era realmente a intenção da autora tornar tudo tão "na cara" ou se foi preguiça de desenvolver uns caminhos mais difíceis de decifrar. Foi como The Kiss of Deception, só que nesse caso eu já sabia quem era quem desde o começo e só fiquei entediada por isso perdurar nas 200 páginas que se seguiram.

Toda a questão do cerco e das legiões inimigas deu uma tensão interessante à trama. Por ser um livro grande, de ritmo lento, ele usa todo o espaço necessário para fazer a ameaça ao reino e aos personagens crescer de maneira verossímil, tornando o medo pelo que vem pela frente bastante real. As investigações da Sage e dos outros personagens acabavam colidindo devagar, encaixando-se num quebra-cabeça que culminou em revelações interessantes sobre os andares do conflito próximo deles. O final foi bem fechado - deixou algumas pontas soltas para a continuação, mas é satisfatório para quem queria ver um closer na história principal (eu, no caso).

"Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira."

Quanto ao arco individual dos personagens masculinos, fora aquele mistério, eu gostei bastante do que li. Quinn passa por uns dilemas interessantes no decorrer do livro, uma vez que é o comandante da legião e responsável por tudo que vier a acontecer com os soldados e as garotas - e até mesmo com o irmãozinho, Charlie, que serve de pajem e escudeiro do próprio Quinn. Os personagens masculinos são carismáticos, têm seus momentos egocêntricos, mas, diferente do arco feminino (você me fez gostar mais do arco dos personagens masculinos, livro, olha como isso é errado!), equilibram isso com simpatia e receio. São personagens reais, convencem fácil.

O romance toma pouco espaço da trama - e pode servir de incentivo para quem não quer esse tipo de livro. Não é uma coisa essencial, mas se desenvolve dentro da proposta de ambos os arcos e acaba rendendo momentos fofinhos quando têm que acontecer. A construção de mundo foi um pouco confusa de início. Com o tempo, pelo menos a parte da divisão territorial depois da guerra de conquista ficou mais clara, e o motivo para a nova ameaça também.

A edição do livro é maravilhosa, um trabalho impecável como todos os outros da Seguinte. A capa foi redesenhada aqui para o Brasil e combina bastante com a história.

O Beijo Traiçoeiro acabou sendo uma leitura um pouco traiçoeira também. Mesclou traições e espionagem muito bem, mas deixou a desejar quando prometeu uma protagonista forte e entregou uma imensa falta de sororidade.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/11/resenha-o-beijo-traicoeiro.html
Érika Rufo 14/11/2017minha estante
Foi uma grande decepção pra mim... Esperava bem mais do livro!


Queria Estar Lendo 14/11/2017minha estante
Sim Érika! Eu já tava com um pé meio atrás por causa de umas reviews do Goodreads, mas mantive o benefício da dúvida e quebrei a cara .-.


Camille.Pezzino 25/11/2017minha estante
"Você tem uma história onde pode quebrar padrões e desenvolver um grande arco de empoderamento feminino, e o que você faz? Isso mesmo, trata todas as outras personagens femininas como descartáveis aos olhos da protagonista só porque elas não concordam ou agem de acordo com a aura rebelde da personagem principal."

Mas, então, eu achei proposital pra caramba isso. A Sage é enganada e se engana a narrativa inteira, foi com o ofício de casamenteira, foi com a Rodelle, foi com a Clare, foi sendo enganada a cada passo da história. Eu vi isso, na verdade, como um baita preconceito da personagem - e dos personagens masculinos que vivem nessa sociedade que rebaixa a mulher -, orgulho e várias falhas que ela precisa aprender e não aprendeu até o final do livro, tanto é que precisa de mais dois. Inclusive, ficou bem nítido, pra mim, que a narrativa em terceira era uma mostra da perspectiva dos personagens em cena e não, necessariamente a verdade.

Sei lá, pra mim, né. Me lembrou bastante, inclusive, a falta de sororidade de meninas que se dizem feministas, mas apontam o dedo para meninas que querem ser donas de casa, sendo que são escolhas delas mesmas. Me pareceu tão fiel a realidade que não vi dessa forma. Mas gostei de ver outro ponto de vista. :(


Queria Estar Lendo 28/11/2017minha estante
Oi Camille! Pois então, se a autora tivesse desenvolvido a narrativa direito e tornado isso uma crítica à falta de sororidade e à maneira com que a sociedade é 'educada' a ver rivalidade feminina como algo "normal" eu teria achado bem interessante. Seria uma ótima abordagem pra discutir o machismo inerente, aquela coisa que precisa ser desconstruída e tida como tóxica. Não foi o caso :/

A autora usou artifícios toscos e bem ínfimos pra construir essa ideia de que a Sage é "incrível por ser diferente" e toda outra personagem feminina - em sua maioria, as garotas ansiosas pelo casamento -, são "ruins". Tirando a casamenteira, a Sage convive só com uma garota em todo livro e tira conclusões bastante mesquinhas e babacas a respeito das outras garotas, e a história ainda coloca ela como 'certa' ao fazer das outras garotas o antagonismo à racionalidade e sede por saber e todas as coisas que tornariam a Sage interessante, não fossem os pontos negativos dela. Não consigo salvar um lado das personagens femininas nesse livro e isso é tão erradoooooo D:

Uma história que aborda questões de sociedade MUITO bem e desenvolveu suas personagens femininas maravilhosamente bem foi a Trilogia do Vencedor. Não sei se você conhece, mas super recomendo! Aquilo sim é reverter esteriótipos machistas e empoderar as mulheres da sua trama.


Rafaela 10/12/2017minha estante
Nossa a resenha que eu mais concordei até aqui, eu até gostei do livro, mas odiei essa necessidade de transformar TODAS as personagens em fúteis só por quererem casar, outra coisa: será que só existem personagens de língua afiada agora e metida a espertinhas, mas que na verdade não passam egoístas? Todos os YA'S que eu li esse ano (A rebelde do deserto, A Fúria e a Aurora e O beijo traiçoeiro) TODAS as protagonistas tinham essa característica, não é desfazendo, eu gosto muito desses livros , principalmente de A rebelde do deserto e da Amani (protagonista), e consigo enxergar alguns desses defeitos como uma boa construção pra personagem por exemplo a construção da própria Amani ela pode ser detestável as vezes mas que adolescente não é? O único problema pra mim é que parece que as autoras não sabem mais fazer nenhuma protagonista que destoem disso, tá quase virando um estereótipo, se não é que já não é. Existem outros tipos de personalidades que podem ser trabalhados. Esse bando de protagonista birrenta e rude tá me parecendo preguiça de fazer algo diferente.


Queria Estar Lendo 10/12/2017minha estante
Oi Rafaela! Exatamente! Achei desnecessário a maneira com que a autora abordou essa questão de 'pra empoderar minha protagonista foi futilizar todas as outras personagens femininas que aparecem' e, numa história onde ela já tem TÃO POUCAS personagens femininas com voz, fazer isso torna a leitura ainda mais decepcionante. Num momento em que empoderamento e sororidade são palavras fortes na literatura juvenil, ter uma trama que dá esse passo pra trás tão gigantesco é bem errado.
Sobre a questão das personalidades, acho que é questão de tendência mesmo. Se pegar os livros que tu citou como exemplo, todos têm essa coisa de 'personagem feminina destoando do cenário onde ela vive', em geral um cenário opressor pra voz das mulheres, então ter essa figura arisca e indomável é bem legal de se ler (MAS ai a gente vive aquele 'ou isso ou aquilo'. A Shazi e a Amani são maravilhosas, a Sage aqui foi extremamente irritante). Eu li outros títulos nessa temática que fogem bastante desse esteriótipo (tipo a Trilogia do Vencedor ou a trilogia Nevermore). Depende muito de quem escreve e como trabalha a personalidade; protagonistas ariscas e fora do padrãozinho vêm de muito tempo, vide a Rose Hathaway ou a Blue Sargente, e acho que sempre vai ter espaço pra elas - contanto que o criador ou criadora saiba o caminho certo a ser tomado. O que não foi o caso aqui :/




Francisco 03/09/2017

Uma casamenteira ou espiã??
Ao pescar informações sobre casamentos na história da humanidade, é fácil perceber que casar por "amor" é recente (e mesmo assim muitos casamentos não são assim). Antes os casamentos eram arranjados, principalmente com fins políticos, a fim de criar alianças e ás vezes impedir que guerras acontecessem. Para isso, os casamenteiros tinham que ter um vasto conhecimento e perspicácia, pois eles tinham nas mãos o futuro de vários povos. Nesse aspecto, a autora Erin Beaty decidiu brincar com isso em seu romance de estreia, construindo uma nação baseada em casamentos arranjados. E olha, a história deu muito certo.

ANTES

Há muito tempo atras o reino de Demora era comandado pela dinastia D´Amiran que foi responsável por anexar vários territórios a Demora. Porém, depois de anos de sofrimento e corrupção os Ancestrais de Robert Delvin assumiram o trono e como presente a um dos generais D´Amiran foi dado uma parte do reino para que ele comandasse. Porém, essa era uma sobra que a família nunca aceitara muito bem (Guardem essa informação pra vocês).




HOJE

Começamos a história conhecendo Sage Fowler, a jovem é esperta, perspicaz, e tem uma facilidade de descobrir tudo, o que é bastante peculiar. Ela seria uma jovem perfeita para um casamento arranjado. Se não fosse dois problemas. Ela era totalmente avessa a casamentos arranjados, algo que puxara de sua mãe que foi renegada pela família por ser casar com um "plebeu". E o segundo problema é que apesar de morar com seus tios que eram de boa família. Sua mãe perdera o status que tinha ao casar-se com seu pai. Ou seja, ela era filha de plebeus.

Mesmo assim, seu tio estava obstinado a manda-la para o Concordium (evento onde os casamentos eram arranjados), e para isso ele a leva para uma entrevista com a melhor casamenteria da área. A Sra. Rodelle. O problema é que a entrevista não saiu como esperado. Sage tinhosa do jeito que era acabou por ofender a sra. Rodelle que não a aceitou.

Dias depois, achando que tinha estragado tudo para a família que lhe acolheu a jovem voltou para pedir desculpas. A casamenteira aceitou, mas não queria casa-lá. Achou que ela seria esperta suficiente para ser sua aprendiz. Sage não teve como opção senão aceitar. Logo ela mostrou os seus dotes de capturar informações das pessoas. E isso chamou a atenção do capitão Quinn.

O capitão Quinn viajava com Sage, a casamenteira e as jovens, em direção ao Concordiun que iria acontecer em Tennegol. Era algo que seu pai, o general, lhe mandou fazer, pois desconfiava que uma conspiração acontecia no reino (lembram o que eu disse lá em cima). Então, ninguém melhor que seus homens para aproveitar a viagem e tentar descobrir o que estava acontecendo.




A VIAGEM

No inicio, alguns dos guardas que estavam na viagem, achavam estranho as atitudes de Sage, acreditavam que ela era uma espiã. Ao longo da história, perceberam que podiam confiar nela. Melhor. Que podiam usar a inteligência da garota para obter informações, afinal de contas, ela tinha uma habilidade que nenhuma das jovens possuía e podia transitar por áreas que os soldados não poderiam. Para isso, Quinn colocou o capitão Ash Carter para se tornar amigo dela e assim foram descobrindo que a conspiração estava muito grande, e que já tinha bastante tempo. Pior. Estavam indo para a cova dos leões. Precisavam ser espertos suficientes para sobreviver nessa situação.

A cada momento que Sage descobria algo, era mais valorizada pelos guardas que acompanhavam o grupo, não a tratavam como se ela fosse uma mulher indefesa, e viam a imensa coragem que ela tinha. A questão é que Ash Carter estava se aproximando cada vez mais dela, sem ter revelado tudo. E sabia que quando ela descobrisse (puff) a relação que eles tinham criado poderia se acabar.

A história faz uma brincadeira bem interessante sobre a profissão das casamenteiras, afinal de contas, elas tinham uma importância significativa e precisavam agir quase que como espiãs para que pudessem realizar os melhores casamentos e alianças possíveis. Ou seja, só existia um passo de distância entre essa profissão e se tornar uma verdadeira espiã para descobrir o que estava acontecendo com aquele reino.




Conforme o enredo avança, com uma fluidez digna de romances de Época, a curiosidade vai se tornando cada vez maior. E aos poucos vamos sim desconfiando da maioria dos personagens, quase como se a gente tivesse se tornado um espião com objetivo de desvendar que são os mocinhos e vilões da história. E apesar de algumas escolhas da autora serem bem providenciais, do tipo fáceis demais. Acredito que o desenrolar da história foi o que trouxe o maior encantamento. Algo que traz a classe de histórias como "A Seleção" com um pouco de mistério, a exemplo do inicio de "The Kiss of Deception".

Esse primeiro livro termina bem fechadinho, e próximo ao final da história ficamos tristes com algumas mortes (apesar de que a autora não deixa a gente chorar um pouquinho no momento em que elas acontecem). Porém, a curiosidade para saber no que mais a jovem Sage irá se meter é o que mais da vontade de continuar a história.

O segundo livro ainda não foi lançado nos Estados Unidos, mas o seu titulo será "The Traitor´s Ruins", algo como "As Ruínas do Traidor"Ao pescar informações sobre casamentos na história da humanidade, é fácil perceber que casar por "amor" é recente (e mesmo assim muitos casamentos não são assim). Antes os casamentos eram arranjados, principalmente com fins políticos, a fim de criar alianças e ás vezes impedir que guerras acontecessem. Para isso, os casamenteiros tinham que ter um vasto conhecimento e perspicácia, pois eles tinham nas mãos o futuro de vários povos. Nesse aspecto, a autora Erin Beaty decidiu brincar com isso em seu romance de estreia, construindo uma nação baseada em casamentos arranjados. E olha, a história deu muito certo.

ANTES

Há muito tempo atras o reino de Demora era comandado pela dinastia D´Amiran que foi responsável por anexar vários territórios a Demora. Porém, depois de anos de sofrimento e corrupção os Ancestrais de Robert Delvin assumiram o trono e como presente a um dos generais D´Amiran foi dado uma parte do reino para que ele comandasse. Porém, essa era uma sobra que a família nunca aceitara muito bem (Guardem essa informação pra vocês).




HOJE

Começamos a história conhecendo Sage Fowler, a jovem é esperta, perspicaz, e tem uma facilidade de descobrir tudo, o que é bastante peculiar. Ela seria uma jovem perfeita para um casamento arranjado. Se não fosse dois problemas. Ela era totalmente avessa a casamentos arranjados, algo que puxara de sua mãe que foi renegada pela família por ser casar com um "plebeu". E o segundo problema é que apesar de morar com seus tios que eram de boa família. Sua mãe perdera o status que tinha ao casar-se com seu pai. Ou seja, ela era filha de plebeus.

Mesmo assim, seu tio estava obstinado a manda-la para o Concordium (evento onde os casamentos eram arranjados), e para isso ele a leva para uma entrevista com a melhor casamenteria da área. A Sra. Rodelle. O problema é que a entrevista não saiu como esperado. Sage tinhosa do jeito que era acabou por ofender a sra. Rodelle que não a aceitou.

Dias depois, achando que tinha estragado tudo para a família que lhe acolheu a jovem voltou para pedir desculpas. A casamenteira aceitou, mas não queria casa-lá. Achou que ela seria esperta suficiente para ser sua aprendiz. Sage não teve como opção senão aceitar. Logo ela mostrou os seus dotes de capturar informações das pessoas. E isso chamou a atenção do capitão Quinn.

O capitão Quinn viajava com Sage, a casamenteira e as jovens, em direção ao Concordiun que iria acontecer em Tennegol. Era algo que seu pai, o general, lhe mandou fazer, pois desconfiava que uma conspiração acontecia no reino (lembram o que eu disse lá em cima). Então, ninguém melhor que seus homens para aproveitar a viagem e tentar descobrir o que estava acontecendo.




A VIAGEM

No inicio, alguns dos guardas que estavam na viagem, achavam estranho as atitudes de Sage, acreditavam que ela era uma espiã. Ao longo da história, perceberam que podiam confiar nela. Melhor. Que podiam usar a inteligência da garota para obter informações, afinal de contas, ela tinha uma habilidade que nenhuma das jovens possuía e podia transitar por áreas que os soldados não poderiam. Para isso, Quinn colocou o capitão Ash Carter para se tornar amigo dela e assim foram descobrindo que a conspiração estava muito grande, e que já tinha bastante tempo. Pior. Estavam indo para a cova dos leões. Precisavam ser espertos suficientes para sobreviver nessa situação.

A cada momento que Sage descobria algo, era mais valorizada pelos guardas que acompanhavam o grupo, não a tratavam como se ela fosse uma mulher indefesa, e viam a imensa coragem que ela tinha. A questão é que Ash Carter estava se aproximando cada vez mais dela, sem ter revelado tudo. E sabia que quando ela descobrisse (puff) a relação que eles tinham criado poderia se acabar.

A história faz uma brincadeira bem interessante sobre a profissão das casamenteiras, afinal de contas, elas tinham uma importância significativa e precisavam agir quase que como espiãs para que pudessem realizar os melhores casamentos e alianças possíveis. Ou seja, só existia um passo de distância entre essa profissão e se tornar uma verdadeira espiã para descobrir o que estava acontecendo com aquele reino.




Conforme o enredo avança, com uma fluidez digna de romances de Época, a curiosidade vai se tornando cada vez maior. E aos poucos vamos sim desconfiando da maioria dos personagens, quase como se a gente tivesse se tornado um espião com objetivo de desvendar que são os mocinhos e vilões da história. E apesar de algumas escolhas da autora serem bem providenciais, do tipo fáceis demais. Acredito que o desenrolar da história foi o que trouxe o maior encantamento. Algo que traz a classe de histórias como "A Seleção" com um pouco de mistério, a exemplo do inicio de "The Kiss of Deception".

Esse primeiro livro termina bem fechadinho, e próximo ao final da história ficamos tristes com algumas mortes (apesar de que a autora não deixa a gente chorar um pouquinho no momento em que elas acontecem). Porém, a curiosidade para saber no que mais a jovem Sage irá se meter é o que mais da vontade de continuar a história.

O segundo livro ainda não foi lançado nos Estados Unidos, mas o seu titulo será "The Traitor´s Ruins", algo como "As Ruínas do Traidor"

site: https://sobreosolhosdaalma.blogspot.com.br/2017/08/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
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Gabi l Vai um spoiler aí? 12/10/2017

http://vaiumspoilerai.blogspot.com.br/2017/10/resenha-o-beijo-traicoeiro.html
Preciso confessar que quando comecei 'O beijo traiçoeiro' estava esperando poucas coisas dele, mas o livro me surpreendeu de maneira muito positiva por ser tão mesmo tempo simples, curioso, fofo e envolvente.

Sage Flowler é uma órfã, filha de um passarinheiro que passou a infância toda subindo em árvores e fazendo coisas que a maioria das meninas não fazem. Ela foi criada pelo tio que a adotou quando seu pai morreu, sendo tutora de seus primos mais novos, já que Sage é muito inteligente e ama ensinar as pessoas.

O problema é que ela não quer casar e por já estar na idade, seu tio contrata a melhor casamenteira da cidade para arranjar alguém que queria a garota sem família, pobre e magra demais. Com sua língua afiada e seu jeito provocador, Sage acaba virando aprendiz da casamenteira, onde ela irá usar sua inteligência e sua perspicácia para encontrar maridos perfeitos para as noivas perfeitas.

Do outro lado da moeda há Alex Quinn, filho de soldado, irmão de soldado e que tem no exército a sua família. Ele é incrivelmente inteligente e subiu de patente por sua coragem. Por conta de um rumor de uma conspiração, Alex e seus companheiros são enviados disfarçados como soldados de baixa patente para serem guardas de um grupo de noivas liderados pela casamenteira mais famosa da cidade.

É assim que Alex e Sage se conhecem. Ela acha que ele é Ash Carter, um cocheiro e ele acha que ela é uma das damas que irão se casar. Cada um com seu disfarce, por suas razões, mas conseguem encontrar um no outro a ajuda necessária para conseguirem seus objetivos. Desse envolvimento irá gerar um amor que nenhum dos dois estava esperando, mas... O que acontecerá quando ambos descobrirem as verdadeiras identidades?




Sage precisa de Alex para conseguir informações dos outros soldados e futuros pretendentes e Alex precisa de Sage para descobrir mais sobre a possível conspiração contra a coroa que jurou proteger. Por conta dessa necessidades, os dois viram amigos e começam a conhecer e entender mais um ao outro.


Sage é uma personagem muito fofa. Não queria gostar, mas acabei gostando dela. Ela é super corajosa, não fica fazendo doce, não mede as palavras, é muito inteligente e corre atrás dos seus objetivos.

Alex foi outro personagem que gostei muito, ele combina muito com Sage, o jeito dele é como se fosse igual ao dela. Ele acaba descobrindo o disfarce dela primeiro, então é forçado a continuar com seu disfarce, mas ao mesmo tempo ele tinha vontade de contar a ela, porque já começa a desenvolver sentimentos por ela.
A autora fez uma coisa que foi ao mesmo tempo legal e não: enquanto Alex está sob um disfarce, ela faz ele parecer outro personagem, então no início, eu achei que não era ele, mas depois vamos confirmando que é. Eu gostei porque foi criativo, mas não gostei, porque no início ficou confuso.


O amor entre eles é legal. Não tem aquele negócio de "não gosto-gosto", com uma frustração horrível. Eles são claros, principalmente Alex, com o que querem e isso acho que foi por conta da personalidade dos dois.

Conhecemos váaarios personagens secundários. As noivas, os amigos de Alex, a família dos dois. Durante o livro conhecemos não só bastante os personagens principais, mas também os secundários e, como se trata de uma série, acho que é uma prévia para os próximos.

O livro tem ação, tem suspense, tem aquele frio na barriga gostoso, cenas de romance sem carregamento, nada muito sexual e nem nada. O final deixou um gostinho de quero mais e eu recomendo muito.
Anne - @literatura.estrangeira 23/10/2017minha estante
Cuidado com spoiler


Nina @vicioseliteratura 07/11/2017minha estante
QUE SUPER SPOILER NESSA RESENHA! A parte mais legal é ler o livro e ficar as cegas com a história. =/




Nati Amend @livrosdanati 24/10/2017

#resenhalivrosdanati | O Beijo Traiçoeiro | Erin Beaty | @editoraseguinteoficial | (SEM SPOILERS)
Sage Fowler não é como as outras garotas da sua idade. Ela vive em Crescera com seus tios, trabalha como tutora e definitivamente não pensa em se casar. Em uma época na qual meninas têm uniões arranjadas e precisam se portar como damas, Sage só quer conhecer novos lugares.

Considerada inapta para o matrimônio, ela aceita uma nova oportunidade como assistente da casamenteira, para espionar noivas e pretendentes, e ajudar a formar os casais ideais. Disfarçada com uma das donzelas, Sage então viaja com a comitiva de noivas em direção ao Concordium.

Só que devido à complicada situação política do reino, é preciso uma escolta militar para proteger as damas durante essa travessia. Para tanto, a unidade do Capitão Alexander Quinn é convocada para a missão. Mas o que nem todos sabem, é que o verdadeiro propósito do exército nessa viagem é desvendar uma possível conspiração contra o Rei e tentar impedir uma guerra.

É neste emaranhado de mentiras e camuflagens, que Sage conhece Ash Carter, um soldado infiltrado. Por causa dessa amizade e graças à inteligência e temperamento rebelde da protagonista, ela acaba então sendo recrutada novamente como espiã, só que dessa vez, para ajudar o exército.

"Ele a achava ligeiramente intrigante. Mas também impertinente. Estorninho era o nome perfeito para ela."

Sem poder revelar um ao outro os seus verdadeiros papéis, os personagens se envolvem em uma rede de intrigas e investigações táticas, que são a pólvora para um romance explosivo! O enredo é de tirar o fôlego e me cativou pela originalidade, escrita leve e reviravoltas da estória.

“O Beijo Traiçoeiro” é o livro de estreia da autora e faz parte de uma trilogia. Mesmo tendo alguns pontos que poderiam ter sido melhor explorados, no geral é uma leitura deliciosamente agradável e, sem dúvida, surpreendente! Fiquei muito ansiosa para ler os próximos livros e já posso garantir que esse conquistou um grande espaço em meu coração.
Ryan | @livrosdeverao 28/10/2017minha estante
Adorei! E estou curioso!!!




Leo Oliveira 18/09/2017

"O Beijo Traiçoeiro" me surpreendeu em alguns pontos e me divertiu em outros. A narrativa de Erin Beaty é simples, envolvente e super rápida. Ela descreve muito bem os personagens, os lugares e a trama. É como se estivéssemos na pele de cada um dos homens do exército, de Sage... Ah, Sagerra! Que protagonista maravilhosa, amei cada minuto ao lado dela apesar de ficar um pouco chateado com uma situação específica em que ela se contradiz com relação aos seus sentimentos.

O mais legal nesse livro é como a história se desenvolve. Quando você vê, ops, último capítulo. Estou ansioso pela continuação.


djanete 19/09/2017minha estante
Quero ler rs




Mayhara 13/01/2018

Que surpresa agradável!
Talvez eu tenha me surpreendido muito porque subestimei o livro, pensei que fosse mais um romance ao estilo de A Seleção, mas, não é extremamente empolgante.

Um livro repleto de situações e estratégias militares, espionagem, infiltrações e um romance fofinho (tinha que ter).

Sage é aquele tipo de heroína que você admira desde a primeira página, super decidida e inteligente que não aceita nada como lhe determinam. Na verdade, ela me lembrou muito a Lia das Crônicas de Amor e Ódio, com certeza o livro todo me lembrou de tal trilogia.

Alex também é maravilhoso. Um comandante que sempre coloca seu exercício no exército em primeiro lugar. E não deixa de ser adorável.

Só não gostei muito do final, achei que as coisas aconteceram de forma muito corrida e sem muita explicação, gostaria de mais detalhes. Fiquei sabendo que tem uma continuação, ainda assim, gostaria que o final fosse melhorzinho.

Outra coisa que me incomodou um pouco foi a capa, que é linda, mas porque cargas d'água tem um rifle com baioneta na mão do Alex?? Em momento nenhum no livro é citado este tipo de arma, as armas mais utilizadas são espadas e balestras (nada de pólvora e tiros).

Em geral, amei o livro, como li em PDF estou louca pra comprar!!

Super indico, ainda mais pra quem curtiu As Crônicas de Amor e Ódio.
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Nicoly Mafra - @nickmafra 05/10/2017

#ResenhaNickMafra: O Beijo Traiçoeiro | @erinbeaty| @editoraseguinte | Nota: 5.
Sage Fowler é uma jovem órfã que tem sido criada na casa dos seus tios desde os 12 anos. Agora, 4 anos depois, a garota está ansiosa para deixar a casa do seu tio e encontrar um emprego como aprendiz. Porém, seu tio possui outro plano: encontrar um marido para a sobrinha.

O tio de Sage sabe que a garota não é uma dama exemplar; a garota possui opiniões fortes e um temperamento nada fácil, então ele decide contratar uma famosa casamenteira da região para encontrar um marido para a sobrinha.

Mesmo contra a sua vontade, Sage aceita ser entrevistada pela casamenteira, mas o resultado da entrevista é bem inesperado: Sage, que estava indo para a entrevista para conseguir um marido, acaba conseguindo um emprego!

A tarefa de Sage é simples: acompanhar o grupo de garotas que estão indo para o Concordium - evento onde as melhores solteiras do reino viajam para a capital com o objetivo de realizar uniões matrimoniais com grandes famílias -, disfarçada como uma das noivas, para colher informações para a casamenteira; porém, quando um dos soldado que está auxiliando na escolta das moças começa a se aproximar de Sage, a garota se encontra envolvida em uma situação muito perigosa que poderá mudar sua vida para sempre.
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Descrito como uma mistura de Jane Austen e espionagem, O Beijo Traiçoeiro ganhou meu coração logo nas primeiras páginas. Com um enredo incrível, personagens cativantes e uma escrita muito gostosa e viciante, este livro foi uma grande surpresa - um dos queridinhos do ano -, e me deixou com um gostinho de quero mais.

O livro possui todas as características que eu gosto em um bom romance: uma protagonista forte e determinada, um romance que se desenvolve de maneira lenta e apaixonante durante o enredo, intrigas políticas, batalhas, cenas de quebrar o coração e muitas reviravoltas. AMO!

Estou MUITO curiosa para saber o que acontecerá no próximo volume da trilogia e já estou morrendo de saudades dos personagens criados pela Erin Beaty. Se você, assim como eu, gosta de um romance com muita aventura, reviravoltas e personagens cativantes, recomendo muito essa leitura!

site: www.instagram.com/nickmafra
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Camila Márcia 18/09/2017

Cheio de aventuras e muitos segredos...
The Traitor's Kiss no Brasil recebeu o título de O Beijo Traiçoeiro o que foi bem legal terem mantido uma tradução literal do título original, pois tem muito a ver com o conteúdo. O livro foi escrito pela norte-americana Erin Beaty.

Esse livro é uma das grandes apostas da Editora Seguinte para esse segundo semestre de 2017 e é perceptível - após a leitura - os motivos para a aposta, já que o livro segue uma receita impecável para o sucesso: é bem escrito, tem uma narrativa fluída, enredo intrigante e personagens marcantes.

Em O Beijo Traiçoeiro vamos acompanhar Sage Fowler ruma jovem em idade de casar, mas não tem a mínima inclinação para o casamento, pois seu temperamento rebelde, sua ansiedade por conhecimentos e sua personalidade forte não a tornam uma dama, além disso é uma plebeia e para completar é órfã, vivendo de favores na casa de seus tios e sendo tutora de seus primos.

No entanto, seus tios querem "se livrar da cruz" e da responsabilidade de cuidarem de Sage então contratam uma das melhores casamenteiras, Darnessa, para que encontre um marido aceitável para a jovem. Obviamente, tal acordo entre seus tios e a casamenteira se torna um ponto de desavença para Sage e um problema, contudo a jovem se vê envolvida em um acordo com a Casamenteira e passa a trabalhar para ela, assim como manda a tradição em Demora, várias jovens de família rica partem para o Concordium com a casamenteira em busca de firmarem acordos de casamento.

É nesse meio tempo que um grupo de guardas passa a escoltá-las e Sage se vê envolvida com um desses guardas: Ash Carter, pois está querendo informações sobre possíveis noivos para as jovens sob a responsabilidade da Casamenteira. Mas o trajeto não é tão simples, pois a nação está passando por desavenças e várias conspirações para destruir o rei. É a escolta militar que tentam bolar um plano para descobrirem mais a cerca desse complô. Claro que Sage, sem perceber, acaba se envolvendo e muito com toda essa confusão.

Então temos um enredo todo envolto em aventura, espionagem, estratégias de ocupação, espadas, romance e muitos desentendimentos no meio dessa história, mas a forma como tudo isso está junto e misturado se tornou envolvente e eletrizante, para falar a verdade, a escritora, Erin Beaty, soube ligar todos os fios que expôs em sua narrativa e ainda surpreendeu com algumas revelações, mas tirando essa "surpresa" todo o resto foi meio genérico - mais do mesmo, algo previsível e clichê. Essa minha afirmação pode estar soando um pouco depreciativa, mas não é, pois gostei muito do que li, contudo, tenho algumas ressalvas em relação ao que senti lendo O Beijo Traiçoeiro.

Minha opinião particular sobre O Beijo Traiçoeiro mesmo tendo que gostado bastante do livro e lido bem mais rápido do que pensei que leria, senti e tive algumas impressões que me inquietaram não em relação a esse livro em particular, mas uma boa quantidade de livros publicados nestes últimos tempos.

Ultimamente, a maior parte dos romances (sobretudo os jovens) está caracterizando muito um padrão feminino: a personagem rebelde que vai contra as regras sociais e chama atenção por isso. Isso é incrível porque nos faz querer ser diferentes e quebrarmos as regras de um modelo padrão para o comportamento feminino, ou seja, vemos uma maior liberdade feminina para ser e fazer o que quiser, no entanto, se avaliarmos bem, antigamente os livros mostravam personagens femininas indefesas que necessitavam ser protegidas e precisavam casar, atualmente as mulheres são representadas de forma rebelde, como se um comportamento que foge ao padrão antigo fosse sinal de rebeldia. Não sei se isso nos leva a igualdade dos gêneros ou chama ainda mais a atenção para as diferenças. Os homens agirem com agem não é sinal de rebeldia, é considerado um comportamento normal, porque com as representações femininas não acontece o mesmo? Um comportamento mais ousado é chamado de rebeldia? Não dá, se fosse apenas um caso a parte, mas já tá demais: quase todo livro é assim.

Não queria criticar, mas apenas fazer uma observação sobre esse sentimento que tenho ao ler esses livros, pois eles continuam mostrando as diferenças dos gêneros, mesmo apresentando personagens femininas fortes, opiniosas. Não há um tratamento igualitário, entende? Contudo, reconheço que O Beijo Traiçoeiro a intenção foi boa e a história se passa em um tempo passado em que os pensamentos eram mais falocêntricos e é normal o comportamento de Sage ser visto como rebelde, mas tudo isso representado nos livros com tanta frequência e dessa maneira me incomoda um pouco.

Como mulher, e sendo feminista não quero que meu comportamento ou minhas opiniões sejam consideradas atitudes e ações de rebeldia, pelo contrário quero ser vistas com igualdade, com normalidade, sem assombro e sem distinção.

site: www.delivroemlivro.com.br
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Aione 12/09/2017

Prometendo uma mescla de espionagem e Jane Austen, O Beijo Traiçoeiro, de Erin Beaty, é o primeiro volume de mais uma trilogia YA que chega ao Brasil. O próximo volume tem lançamento previsto para maio de 2018 lá fora, ainda sem informações divulgadas pela editora Seguinte, responsável pela publicação nacional da obra, sobre quando a continuação chegará por aqui.

O livro traz a história de Sage Fowler, que se torna aprendiz de casamenteira e parte com uma comitiva de jovens damas da nobreza, que pretendem participar de um evento na capital do reino com o propósito de realizar uniões matrimoniais entre grandes famílias, para descobrir mais informações sobre elas e, assim, auxiliar a casamenteira na escolha de pares ideias. Contudo, Sage acaba sendo recrutada pela escolta militar para trabalhar como espiã, já que, aparentemente, há uma conspiração se formando em torno do reino. É quando ela se envolve em muito mais do que havia imaginado, inclusive em um romance – o que ela jamais desejou.

Sendo muito sincera, tive extrema dificuldade em seguir com a leitura de O Beijo Traiçoeiro. O início da leitura, além de lento, acaba sendo um tanto quanto confuso pela falta de contextualização da trama. A atmosfera a la Jane Austen prometida se deve à divisão da sociedade entre plebeus e nobreza, trajes vitorianos e a necessidade da realização de casamentos como acordos familiares. Contudo, em momento algum há a menção de quando a história se passa, se ela, de fato, acontece em meio ao século XIX, como os romances de Austen. Ainda, o livro é narrado em terceira pessoa, ora pela perspectiva de Sage, ora pela dos militares, e quando essa segunda tem início, somos bombardeados com inúmeros nomes de locais e povos diversos, sem que haja uma explicação clara sobre o que é o que. Assim, nesse ponto, eu já estava confusa e distante o suficiente da leitura para acompanhar essa contextualização e compreender o universo criado por Beaty.

Não bastasse a história seguir lentamente, a própria construção da personagem de Sage foi realizada de maneira um tanto quanto problemática, no sentido de que, para fazê-la alguém diferente e superior das demais, as outras precisaram ser rebaixadas. As ladies que Sage acompanha são retratadas como frívolas e superficiais para que Sage seja considerada sagaz e de personalidade forte. Em minha visão, a protagonista poderia muito bem se opor à ideia de seguir as regras da sociedade sem que aquelas que as seguem fossem consideradas inferiores.

Assim, por conta do início perturbado (correspondente basicamente às 100 primeiras páginas), toda minha leitura posterior foi também afetada. Não consegui me envolver com a história ou personagens, e fiz uma leitura um tanto quanto superficial, dificilmente conseguindo me prender ao que lia e aos detalhes. Entretanto, seria mentira dizer que não senti uma considerável melhora do livro da metade para o final, sobretudo por conta do romance e da estratégia que Erin Beaty utilizou para construir o conflito romântico. Fui realmente surpreendida e achei um tanto quanto inteligente sua escolha, trazendo um diferencial para a obra. Ainda, o final é recheado de adrenalina e a autora já mostra, no primeiro volume, não ter piedade do rumo dado a alguns pontos do enredo, fazendo com que ele siga como deve seguir.

O Beijo Traiçoeiro termina com os principais pontos nele desenvolvidos finalizados, mas ainda assim mantendo abertura para os próximos volumes (e, portanto, tornando necessária a leitura dos livros em ordem). Apesar de sua premissa ter chamado minha atenção e de eu ter encontrado pontos positivos enquanto o lia, o livro, no geral, não conseguiu me prender e me manteve confusa praticamente sobre ele todo quanto ao trabalho militar realizado, principalmente pelo excesso de nomes e contextos criados pela autora, não explicados de maneira clara. Talvez, se eu tivesse me situado melhor, teria me envolvido mais com a obra e, assim, meu resultado final com ela teria sido diferente.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2017/09/12/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty/
Ericlys 12/09/2017minha estante
Eu senti a mesma coisa, sobre a dificuldade de leitura. Infelizmente vou abandonar o livro. ?


Jéss 12/09/2017minha estante
Não gostou Flor? Vixi agora fiquei com meda... :/


Aione 13/09/2017minha estante
Não curti muito não, e vi várias resenhas gringas apontando as mesmas sensações (entre outras coisas)... Não li as outras resenhas cadastradas aqui, mas tá tudo 5 estrelas, então, se tiver curiosidade, investe hehehe


Jéss 13/09/2017minha estante
Pois e, eu já investi, sem ter visto resenha nem nada... rsrs pq me chamou a atenção a questão de ser ambientado em outra época e tudo o mais...
Bom, o jeito agora é esperar pra ver rsrs


cris.leal.12 15/09/2017minha estante
Sempre procuro ler suas resenhas antes de me aventurar em uma leitura. Aprendo muito com vc. Obrigada! ;)


Aione 17/09/2017minha estante
Eu que agradeço, Cris




Eu Pratico Livroterapia 04/09/2017

O Beijo Traiçoeiro
Antes de mais nada, uma dica, o lançamento desse livro será no dia 13 de setembro, então gente...corram...comprem na pré venda para garantir a leitura logo em seguida, porque olhaaaa.....vale a pena!!!!

Depois que seus pais morreram Sage foi morar com seus tios e por consequência, se tornou professora de seus primos. Uma excelente professora aliás, já que a menina sempre adorou ler, pois seu pai sempre a incentivou.

Em um mundo onde tudo é meio "do avesso" o fato de Sage ter sido criada por seu pai já era uma coisa muito estranha, na época ambientada no livro, se o pai ficasse sozinho para criar um filho, o daria para quem o criasse, os homens não têm essa obrigação, e como a mãe de Sage morrera quando ela ainda era uma criança, pode-se entender porque foi tão estranho que seu pai não passasse adiante essa responsabilidade.

Até que ele se foi, aí sim a menina ficou sozinha, e acabou indo parar na casa da irmã de sua mãe. Revoltada, tentou fugir e nunca se deu bem com seu tio, mas foi ficando depois que ele a encontrou e cuidou dela. Até que ela chega na idade de casar (16 anos) e seu tio arranja tudo com a casamenteira do povoado onde vivem.

Sage é completamente avessa à casamentos, então é claro que se recusa a isso. O que poderá deixar seu tio muito contrariado já que os casamentos são mais importantes para a política do que a própria política, todos os casamentos são arranjados por casamenteiras de acordo com as necessidades dos dois lados...nada de amor....nadinha!

A casamenteira - Darnessa - percebe que não vai conseguir controlar a garota e acaba convidando-a a ser tornar aprendiz de casamenteira, o que, por hora, está bom já que assim ela vai sair da casa do seu tio, arrumar um emprego e viver por conta própria, com Darnessa, claro.

Aí o Concordium acontece, que é, em resumo, onde os casamentos são arranjados e celebrados, as noivas vão sem a família, somente com Darnessa e Sage, uma comitiva do exército é enviada para escoltar as mulheres, será uma viagem longa e a intrépida Sage acaba fazendo amizade com Ash Carter, um guarda que se aproxima dela, mas vejam bem, nada é o que parece e Darnessa vê uma oportunidade de casar Sage, acaba deixando que ela se aproxime de Ash. Sem conhecer os verdadeiros motivos dessa aproximação e sem sequer imaginar que está caindo na maior armadilha que o destino poderia armar para ela, Sage de repente se vê no meio de uma trama muito maior do que poderia imaginar, acaba se tornando espiã, se envolvendo nos planos dos guardas e com o jogo de poder que se desenrola nos bastidores do Concordium. Lembram que eu disse que casamentos são as alianças políticas do momento? Pois então. Não poderia deixar de haver tramoias e maquinações num jogo de poder inesperado e de tirar o fôlego.

Sage é uma personagem forte, mais uma daquelas que vai contra o que o mundo dita como regra, tem suas próprias convicções e acredita nelas, luta por elas, porém, mesmo lutando contra, é claro que um romance acontece, mas é uma coisa que eu não posso falar além porque foi tudo tão intrincado e tão amarradinho que se eu falar mais sobre isso, sua leitura vai perder a graça, só posso dizer que: adorei o casal - surpreendente e super fofo - formado aqui e amei a forma como tudo terminou, mesmo sabendo que esse não é um livro único, posso dizer que o final foi bem satisfatório, sem pontas soltas, mas se prestar atenção, tem ganchos para o próximo.

É uma leitura gostosa, fluída e divertida, com um enredo incrível e personagens bem construídos e marcantes. Uma leitura super recomendada, recheada de intrigas, reviravoltas e um romance tão fofo que não tem como não amar!


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/09/o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
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Atitude Literária 02/12/2017

Surpreendente, maravilhoso...
Como é gratificante ler uma obra que te surpreende, te faz viajar, ficar inquieta, com o coração acelerado, arrepiada e emoções a flor da pele. Como é maravilhoso conhecer novos autores, narrativas envolventes, enredos ricos e viciantes e terminar a leitura com aquela sensação deliciosa de quero mais. O BEIJO TRAIÇOEIRO me deixou exatamente assim, se fosse para defini-lo em uma única palavra seria... impossível, preciso de muitas outras: Imprevisível, viciante, apaixonante, surpreendente, genial. Um livro que te leva além das páginas e te faz sentir parte da história.

É importante ressaltar que a trama se passa em uma época onde os casamentos eram arranjados conforme os interesses políticos, econômicos e sociais das famílias envolvidas. Onde mulheres não possuíam voz ativa, não podiam ter opinião própria, inteligência e língua afiada, vistas apenas como esposas troféus, seres submissos e por diversas vezes objeto.

Sage tem se sentido sem saída. Após a morte de seu pai o homem mais incrível que ela já conheceu, pasoua a ser tutelada por seu tio, um homem frio, distante e que pouco demonstra qualquer tipo de afeição por ela, sua tia por outro lado tem se esforçado para fazer com que ela se torne uma dama aceitável, com todas as características necessárias para transformá-la em uma noiva perfeita para participar do Concordium – o maior evento casamenteiro, onde somente as noivas de maior estirpe são selecionadas para participarem a fim de encontrarem o marido ideal, que irá atender a todas as exigências de suas famílias, sejam elas políticas, econômicas ou apenas por poder. A verdade por trás de tanto empenho, é que Tio William deseja apagar a origem plebeia da sobrinha e tentar tirar algum proveito já que a mesma está vivendo sobre seu teto. Uma parte de Sage sabe que passar pela seleção rigorosa de Darnessa Rodelle – a casamenteira responsável pelas uniões -, seria como ser aprovada pela nobreza, porém Sage anseia por muito mais, algo que vai muito além de um casamento arranjado, ela quer liberdade, fazer as próprias escolhas e seguir seu caminho.

— (...) Era quando as pessoas estavam em seu pior que mais precisavam de amor. Ela piscou e voltou a se concentrar na casamenteira, mas o pensamento cutucou sua mente feito um espinho. “

Empoderada, inteligente, astuta, sagaz e corajosa, Sage detém qualidades lindas, mas que jamais deveriam ser vistas em damas e Darnessa logo percebe isso, a jovem jamais será vista como uma dama perfeita, sua beleza é comum, seus modos precários e sua determinação ferrenha, mas isso não significa algo inteiramente negativo, até mesmo a casamenteira com toda sua bagagem reconhece que precisa de ajuda e enxerga na jovem a oportunidade que precisa. E mesmo que a porta que se abre a sua frente não seja exatamente a que buscava, Sage opta por agarrá-la e com ela um caminho pelo qual ela jamais imaginou caminhar. É o início de uma jornada imprevisível e repleta de surpresas, onde um passo em falso pode significar a morte.

“(...) — Nada parece fora do lugar, mas tampouco se encaixa direito. Ela pode ser a bastarda de alguém, uma menina da alta nobreza que decaiu no mundo quando os pais morreram, ou outra coisa completamente diferente. ”

Sage é uma jovem a frente de seu tempo, ela sabe o que quer e não hesita na hora de lutar por isso. Por essa razão aceitou trabalhar com Darnessa e está presa em uma comitiva casamenteira a caminho do Concordium. Por ser uma jovem muito inteligente, curiosa e com um talento único para ler as pessoas, é capaz de se infiltrar e obter qualquer informação que deseje e não demora nada para que tamanho talento seja descoberto pelos soldados que estão fazendo a escolta das jovens. E é neste momento que as coisas esquentam, uma proposta arriscada é colocada sobre a mesa, um novo mundo passa a ser apresentado – traições, mentiras, intrigas, segredos, espionagem -, e Sage agora faz parte dele e terá que lutar por si e por aqueles que ama.

“— Porque prefiro cometer um erro sozinha a entregar meu destino nas mãos de outra pessoa. — Ela sorriu para ele de viés. — E acredite em mim: sou muito boa em cometer erros. ”

Eu não estava preparada para esta leitura. Caros leitores, fui surpreendida. O BEIJO TRAIÇOEIRO é muito mais que um romance e foi justamente isso o que mais me atraiu. Existe toda uma história, guerras políticas, brigas pelo poder, territórios e claro um delicioso romance. Com um enredo ousado e viciante, com personagens intrigantes e bem explorados, somos levados para a linha de frente de um combate, ou melhor, para os bastidores de uma guerra, onde os esquemas são armados, onde as investigações começam, e é preciso ser corajoso para enfrentar cada desafio, e mais guerreiro ainda para abrir o coração e se entregar a um romance que jamais deveria acontecer. Família, amizade, respeito, lealdade, força e determinação. Você está preparado para o que está por vir?

“Com um soluço, o capitão o colocou no chão e levantou, tentando pegar a espada. Seus dedos encontraram e seguraram o cabo. Ele balançou a cabeça para tirar as lágrimas dos olhos e rangeu os dentes, rosnando como um animal selvagem. ”

Caros leitores, como puderam observar AMEI a leitura de O BEIJO TRAIÇOEIRO e fico triste em não poder me aprofundar mais e debater sobre cada detalhe que chamou minha atenção. Mas irei ficar aqui na torcida para que você dê uma chance para o livro e fique tão encantado como eu. Cada personagem é especial a sua maneira, amo histórias com mocinhas fortes, com jovens que precisam aprender a ter responsabilidade e lutar bravamente pelo que acreditam, que ofereçam enredos arrepiantes, cheios de reviravoltas que emocionam e cativam. E aqui encontrei o pacote completo.

“— É por isso que não posso tirar de você o que tem — ela sussurrou. — É parte de você. Inseparável. E essa é uma das coisas que mais amo em você. ”

Erin Beaty possui uma narrativa muito particular, ela vai ganhando o leitor pouco a pouco e quando nos damos conta já estamos viciados e querendo muito mais. Sua escrita é inteligente, os diálogos bem empregados, com toques sutis de sarcasmo, regados de provocação e desafios. Amei os segredos, as intrigas, a maneira como inseriu o romance sem torna-lo o foco principal, o que roubaria a cena e tiraria a adrenalina deliciosa que foi a leitura, ou seja, o romance é aquela pitada de tempero que serve para ressaltar os sabores e tornar tudo inesquecível e marcante.

A capa não poderia ser mais perfeita, muito coerente com a história. A diagramação está simples e linda. A Editora Seguinte arrasou mais uma vez.

Há, só mais um detalhe. O Beijo Traiçoeiro é o primeiro volume de uma trilogia. Mas você não precisa ter medo de efetuar a leitura, pois o final deste é bem satisfatório e só nos deixa com aquela pulguinha de preciso mais, pois a autora já deixou a deixa do que vêm por aí. Nem preciso dizer que já quero, né?

site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2017/09/resenha-o-beijo-traicoeiro-erin-beaty.html
Lyne 02/12/2017minha estante
To louca pra ler esse livro


Lyne 02/12/2017minha estante
Quero muuuito ler esse livro


Atitude Literária 02/12/2017minha estante
Vai amar


Michele.Nunes 03/12/2017minha estante
Confesso que no início achei a leitura bem chata, mas depois me apaixonei, chorei junto com o capitão.


Atitude Literária 05/12/2017minha estante
kkkkkkk, Michele também senti o início lento, mas depois é adrenalina e emoções mil. Lindo




spoiler visualizar
Mih 30/10/2017minha estante
Também fiquei de ressaca...que livro...É uma trilogia. O Segundo lança em Maio do Ano que vem lá fora...tomara que aqui não demore pra lançar...




karine 09/12/2017

Espionagem, e não romance.
Vou dizer qual é a desse livro: espionagem, estratégia militar, guerra. Tem uma dose de romance? Tem. Mas é vicária e superficial. Não é o foco do livro. Pude ver claramente a influencia da profissão da autora em sua escritar (a Erin é militar, da Marinha). Então, sim, a história é boa, é bem pensada e estruturada. Mas só. Não espere profundidade, sentimentos a flor da pele, romance e noites sem dormir por essa história. "SENTIMENTO" não é o foco do livro. Portanto, 5 estrelas para história bem construída. Mas perde uma estrela por não ter o que eu considero principal numa leitura: a capacidade de fazer sentir.

Então, amigos, se você adentrar nessa leitura sem expectativas de sentimentos/emoções em mente, e afim de ler uma história bem construída sobre guerra, irá ter uma ótima experiência com esse livro.
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bubbybae 19/02/2018

Poderia ser melhor...
(Sinto que vou receber vários chutes com essa resenha, mas vamos lá...)

'O Beijo Traiçoeiro' foi uma decepção para mim. Talvez por ter apostado muito nas promessas de "Jane Austen com espionagem", talvez por ter lido várias resenhas boas sobre ele, fui muito empolgada ler esta obra, porém foi um baque quando comecei a leitura e parecia que ela não terminava nunca!
Estou acostumada com numerosas páginas, mas não foi isso que fez a leitura se estender, e sim a escrita de Beaty. Ela narra bem, descreve o que se passa e a gente até entende, porém achei um pouco confusa as partes que se passam nas vidas dos nossos militares e suas conversas de soldados.
Mas, o que mais me incomodou e me fez revirar os olhos inúmeras vezes com o livro, foi a protagonista Sage. Gente, não se enganem, eu AMO uma feminista fora de época, MAS, Sage Fowler está do lado errado dessa linha. É aquele tal de protagonismo, sabe? Tudo é ela, o mundo precisa estar girando ao redor do umbigo dela (às vezes sendo mais esperta com táticas militares do que os próprios soldados)... Pelo Espírito, como isso cansa! Gostaria que a autora desse mais espaço às outras personagens femininas (que eu posso contar nos dedos) e empoderamento à elas também! (Com exceção da casamenteira. Ela é uma mulher sábia e empodera à sua maneira).
Agora, quanto aos mocinhos, não tenho do que reclamar. Ash Carter (o Rato) é um misterioso soldado e fiel. Um bolinho. Capitão Quinn foi o personagem mais carismático nessa estória e ele realmente te faz entender todos os motivos pelo qual ele age de certa forma e nutri seus demônios dentro dele ao mesmo tempo que luta contra eles.
Fui me engatar com a obra apenas no final, quando acontece o confronto, uma pequena batalha e fica bem legal. Mas, ainda assim, ocorre tudo às pressas e eu fiquei bem chateada.
A edição está maravilhosa. Editora Seguinte sempre arrasa nos seus trabalhos (muito tiete, sim) e a capa é de se apaixonar. Achei bem melhor do que a capa original, contrariando alguns.
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Paraíso das Ideias 24/12/2017

Maravilhoso! Trama eletrizante

Sage
Fowler tem 16 anos ed está na época certa para casar, mas esse de longe, é o último dos seus pensamentos, sua prioridade é liberdade, sair da casa do tio onde convive com tantas lembranças que a magoam.

Depois de ficar órfã de pai e mãe, Sage foi entregada ao seu Tio William, um nobre que tomou para si a responsabilidade de criá-la, mas nem tudo são flores, e apesar de ser um homem bom, Sage ainda é um peso, e visando isso, ele resolve entregá-la para a casamenteira Srta. Rodelle, se existe alguém que pode dar um futuro par Sage esse alguém é ela.


"Prefiro cometer um erro sozinha a entregar meu destino nas mãos de outra pessoa."

Sage não esperava tanto esforço do tio, e muito menos ser aceita pela famosa que só casa jovens nobres e com nome, Sage não passa de uma plebeia que possui parentes importantes. Sua primeira reunião com a casamenteira é um desastre, a menina não nasceu para ser submissa, depois de ser renegada pela casamenteira por sua postura, Sage se sente culpada por poder influenciar na opinião da mulher sobre suas primas e assim resolve voltar para se desculpar. Mas o que ela não esperava era que a Srta Rodelle estivesse ansiosa para que ela recusasse o casamento, já que sua intenção desde o início foi tornar a menina sua aprendiz.

Quando Sage aceita, ela nem imagina o que virá pela frente!!! Ao embarcar na sua primeira viagem em direção ao Concordium, onde as noivas encontrarão seus pares, a garota não imagina a aventura que irá encontrar. Sage e as noivas ricas serão resguardadas pela guarda real, mas aquilo que parecia ser apenas uma missão de entrega, se torna bem perigoso, e Sage com sua perspicácia, acaba se tornando uma espiã dos soldados.


"A sabedoria não vem só dos livros. Na verdade, quase não vem deles."

Termino esse livro com a sensação de ter feito uma leitura incrível é incomparável! Nunca fui tão enganada por uma escritora em toda a minha vida, e isso me tornou fã dessa mulher. Quero falar muito mais dele, mas sei que se não parar aqui vou acabar entregando toda a mágica escondida por detrás do enredo.

O beijo traiçoeiro é muito mais que um romance, é um embate político entre duas nações, e o papel da nossa protagonista nesse desfecho é crucial, além de encontrar o amor, Sage prova que a mulher da história não necessariamente precisa ser o elo fraco da obra, pelo contrário, ela é forte, astuta e possui uma inteligência admirável, surpreendendo não só o leitor mas o batalhão que acompanha suas noivas!!

Erin Beaty me cativou do começo ao fim da obra, e há muito tempo não passava a madrugada brigando com o sono por uma leitura. A mulher é incrível, sua narrativa é viciante e seu enredo é sagaz, com uma trama cheia de reviravoltas a autora te confunde e te surpreende na mesma medida, e quando os segredos são revelados seu maior desejo é voltar os capítulos se perguntando o que foi que deixei passar.

Parece impossível que coisas tão cruciais tenham passado por debaixo dos nossos olhos sem ser percebido, e aí esta a maestria da autora, de ludibriar e confundir o leitor bem debaixo do próprio nariz.

"— Representamos vários papéis ao longo da vida… isso não faz com que todos sejam mentira. "

A edição da seguinte é linda, os personagens da capa não podiam representar melhor os nossos protagonistas, revisão e diagramação impecáveis. Amei cada minuto dessa leitura fascinante, agora só me resta esperar pelo segundo, que espero eu, não demore muito para chegar.

O beijo traiçoeiro é livro para mulheres que estão cansadas de mocinhas frágeis e indefesas, um livro que mistura uma ação de tirar o fôlego com uma personagem mais que admirável.

site: https://paraisodasideas.blogspot.com.br
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