Clarice na Cabeceira

Clarice na Cabeceira Clarice Lispector




Resenhas - Clarice na cabeceira


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Frankcimarks 12/09/2020

Uma pílula diária de Lispector
Gostei desse livrinho. Cada crônica tem uma apresentação de algum admirador da escritora. Minhas crônicas favoritas foram: Banho de mar, as três experiências e Brasília.

Quote:

"E nasci para escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por quê, foi esta que eu segui. Talvez porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever."
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Edu Carvalho 05/09/2020

Simplesmente Clarice!
Fica difícil escrever sobre o que Clarice escreveu ao longo de sua vida. Chega a ser profano mediante profundidade de seus textos vivos. Esse livro de crônicas simplesmente me ganhou. Conhecendo um pouco mais de Clarice, conheci um pouco mais de mim. Amei as apresentações e todo conteúdo, super recomendo sem sombra de dúvida.
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Laura 06/07/2020

Gostei muito dessa seleção, ler e reler Clarice é sempre uma experiência incrível
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Wander Saldanha 25/06/2020

Leitura densa, mas gostosa.
Leitura que exige um pouco de paciência, mas as palavras de Clarice é de encher o coração com bons sentimentos.
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Carol dos Anjos 14/05/2020

Clarice na Cabeceira por Carol dos Anjos
Como lidar com um ser que diz aquilo que é indizível? Que transforma as nuvens da rotina descamando-nos os olhos (quase sem querer), a ponto de roubar-lhe de si para si? Convidando-o a ver o bonito do jeito simples que se apresenta, que às vezes é inacabado. Assim como a vida inacabada é. Dureza e docilidade se mesclam em sua tessitura. Sim eu durmo com ela; Clarice na Cabeceira! Durmo ao lado de Clarice... Clarice, a Lispector. São 20 textos escolhidos e apresentados por ilustres figuras como Luis Fernando Veríssimo, Beth Goulart, Benjamim Moser e Maria Bethania. Não obedeço à regra sugerida pelo título levo o livro na mochila. E não importa onde ao folhear Clarice [na Cabeceira] sinto os derrames semânticos, os delírios léxicos, sinto-me a barata de Paixão Segundo GH, já tive inclusive um trauma ucraniano.
Bebety 12/08/2020minha estante
Uma leitura para deleite.




Gi 14/11/2019

Para amar Clarice.. S2
Sem dúvidas fiquei com dificuldade pra eleger uma crônica preferida nessa coletânea, mas "Brasília : o esplendor" é uma delas. Nela Brasília ganhou status de eternidade construída, de Egito brasileiro possível. Clarice é penetrante, grande olhadeira, curiosa indomável.
Leiam amigos leiam! :)
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Vinicius 02/03/2019

Clara, Clarice.
Não é possível ler Clarice Lispector, Clarice Lispector nunca é leitura mas sim experiência.
Bebety 12/08/2020minha estante
Ensinamentos para a vida.




Bruno.Pacelly 08/02/2019

O título faz jus
O título dessa coleção organizada por Teresa Montero faz jus à obra. É um livro para deixar na cabeceira e degustar-se aos poucos e sempre e muito.
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Thamires Souza 10/04/2018

"Felicidade clandestina"
"Os desastres de Sofia"
"Evolução de uma miopia".
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Roberto 13/12/2016

Clarice, minha linda! Vem, ni mim!
Clarice Lispector em estado puro, sendo ela mesma, dando-se com gratuidade, desistindo de sua animalidade, sendo um anjo e nos fazendo a caridade do prazer de penetrar na alma humana-animal.
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Janaina.Couvo 31/08/2016

Os encantos de Clarice Lispector
Ainda não tinha lido nada substancial da autora, então, resolvi ler este livro, e confesso que me apaixonei na primeira crônica! Como tudo que ela escreve é bastante reflexivo, nos leva a refletir, questionar. Ler esta seleção de crônicas, e ainda por cima sendo apresentada por pessoa de diferentes áreas, foi muito gratificante. Gostei do livro e me incentivou bastante para aprofundar mais minhas leituras sobre a produção de Clarice Lispector.
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Su 28/01/2016

Clarice na cabeceira é uma coletânea de vinte e dois contos escolhidos e comentados por leitores/escritores, atores, dramaturgos, cantores, jornalistas, entre outros.
Esse livro contem dois contos, que eu ainda não havia tido a oportunidade de ler. Falarei um pouco sobre eles.
“O relatório da coisa” é um conto sobre o tempo e também sobre um relógio Sveglia que conseguiu tirar o sono da autora.
“Você é todo magro. E nada lhe acontece. Mas é você que faz acontecerem as coisas. Me aconteça, Sveglia, me aconteça. Estou precisando de um determinado acontecimento sobre o qual não posso falar. E dá-me de volta o desejo, que é a mola da vida animal. Eu não te quero para mim. Não gosto de ser vigiada. E você é o olho único aberto sempre como olho solto no espaço. Você não me quer mal, mas também não me quer bem. Será que também eu estou ficando assim, sem sentimento de amor? Sou uma coisa? Sei que estou com pouca capacidade de amar. Minha capacidade de amar foi pisada demais, meu Deus. Só me resta um tio de desejo. Eu preciso que este se fortifique. Porque não é como você pensa, que só a morte importa. Viver, coisa que você não conhece porque é apodrecível — viver apodrecendo importa muito. Um viver seco: um viver o essencial.”
O conto “É pra lá que eu vou” nos fala um pouco sobre a extremidade do pensamento.
“Na ponta da palavra está a palavra. Quero usar a palavra "tertúlia" e não sei onde e quando. À beira da tertúlia está a família. À beira da família estou eu. À beira de eu estou mim.
É para mim que vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? Ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois — depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio. Não sei sobre o que estou falando. Estou falando do nada. Eu sou nada. Depois de morta engrandecerei e me espalharei, e alguém dirá com amor meu nome.
É para o meu pobre nome que vou.”
Das introduções escritas para os contos da Clarice, a que mais me tocou foi a de Carlos Maudez de Souza.
“Clarice era ainda muito pouco conhecida em Portugal. Atraído pelo nome da escritora e pelo título do livro, requisitei A maçã no escuro. Que obra extraordinária! Tão diferente e difícil e desafiadora. Veio-me, então, de imediato, o desejo de ler tudo o que a autora escrevera.
Não consigo precisar por que ordem fui devorando os livros de Clarice, mas sei que entre os primeiros que li, numa iniciática fase de deslumbramento, se encontrava justamente Laços de família, um dos mais belos volumes de contos da língua portuguesa.
...
Os seres são confrontados consigo mesmos no meio de circunstâncias tão insignificantes, que as consequências, por contraste, revelam um lugar espantoso: a boca de um cego ("Amor"), boca escura a abrir e a fechar, avoluma-se e devem imagem obsessiva e perturbante; e esse cão desconhecido de "O crime do professor de matemática" torna-se, no enterro, o símbolo da própria irresolução agigantada — "algo realmente impune e para sempre". Mansa e obscuramente ronda a ameaça: a todo o momento pode chegar a "crise". Contudo, o perigo de dissolução a que se veem expostas as personagens claricianas é, paradoxalmente, a mais funda energia desses seres. E não há apaziguamento possível porque não mais se poderá segurar a vida, mesmo no interior das células protetoras do núcleo familiar. A este respeito é bem expressivo o desfecho dado ao professor de matemática: "E como se não bastasse ainda, começou a descer as escarpas em direção ao seio de sua família.”

Esse livro nos mostra que Clarice Lispector mesmo depois de vários anos continua sendo a autora dos livros de cabeceira de várias pessoas. Afinal, como disse Guimarães Rosa “Clarice, eu não leio você para a literatura, mas para a vida.”.

site: http://detudoumpouquino.blogspot.com
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Dany 10/10/2015

Clarice na Cabeceira
O livro é uma reunião de vinte crônicas da Clarice que foram escolhidas por leitores, escritores e pessoas que a conheceram pessoalmente. As crônicas foram selecionadas de dois livros da escritora: A Descoberta do Mundo e Para não Esquecer.

Como a crônica é um relato mais pessoal, às vezes ela escreve sobre certas experiências, aqui tive o prazer em conhecer Clarice mais a fundo o que é incrível.
Cada um dos leitores/escritores que escolheram suas respectivas crônicas falou um pouquinho sobre ela, os que tiveram o prazer de conhecê-la pessoalmente então deixaram os relatos ainda mais interessantes. E mesmo os que não tiveram o prazer de conhecê-la em vida, relatam como foi à sensação de lê-la a primeira vez.

“Ler Clarice era como conhecer uma pessoa.” – Caetano Veloso pág.16

E eu acredito fielmente nisso.
Quando tive o prazer de assistir a primeira vez a uma entrevista dela foi uma sensação indescritível. É incrível como ela consegue responder a uma pergunta com tão poucas palavras, mas que te deixam conformada com a resposta embora você fique desejando e ansiando por mais.

Minha crônica preferida neste livro é Perfil de um ser Eleito:

“Mas sentir-se amado seria reconhecer-se a si mesmo no amor recebido, e aquele ser era amado como se fosse um outro ser.” – Clarice Lispector pág. 49
Ferreira Gullar fala sobre como a conheceu de uma forma tão simples que encanta. Sua primeira impressão ao vê-la foi: “achei-a linda e perturbadora.” E no decorrer de seu relato ele fala mais sobre os outros encontros que teve com ela. Pra mim foi o relato mais lindo.

A cada escrito seu, fico realmente convicta de que preciso ler todos os livros que ela escreveu:


“E na próxima encarnação vou ler meus livros como uma leitora comum e interessada, e não saberei que nesta encarnação fui eu que os escrevi.” – Clarice Lispector pág.91
É claro que teve cônicas das quais eu não gostei e assumo. Por exemplo, a crônica Brasília: esplendor, não gostei e por isso não conseguir ir adiante na leitura, li, li e me cansei porque não estava me agradando aquilo, por fim acabei pulando ela porque eu estava lendo apenas por ler e não ia entender nada porque não me dei o trabalho de presta atenção ao que estava lendo. Não me arrependo, até porque não queria ficar encalhada nesse livro e era justamente o que iria acontecer se não tivesse decidido não terminar de ler essa crônica.

Recomendo a leitura porque conhecer a Clarice pelos olhos de outras pessoas é encantador, é de uma forma meio trapaceiro de você a conhecer pessoalmente. Tão bom ouvir o quanto ela era espetacular e misteriosa, o quanto era admirada por ser exatamente como ela era sem tirar nem por.

Essa foi a segunda leitura que faço de obras dela – embora essa não seja exclusivamente apena dela.
Pretendo ler todos os livros dela, inclusive os infantis.

site: http://recolhendopalavras.blogspot.com.br/2015/08/resenha-clarice-na-cabeceira.html
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LeonairaMorgana 14/03/2015

Rápidas impressões sobre o Livro Clarice na cabeceira
Reune contos de vários livros de Clarice, que são previamente anunciados por autores, atores, artistas e etc.. é interessante pois os anunciadores dos contos sempre colocam seu ponto de vista explicando a razão da escolha do conto. Por fim, é sempre bom ler e reler qualquer coisa de Clarice
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