Clarice na Cabeceira

Clarice na Cabeceira Clarice Lispector




Resenhas - Clarice na cabeceira


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Ana Carol 06/08/2013

Resenha originalmente publicada no blog Palavra Sonhada
Clarice na cabeceira: crônicas é uma seleção de vinte crônicas da Clarice Lispector, cada uma escolhida e apresentada por um fã da autora. O livro foi organizado por Teresa Monteiro, doutora em Letras e autora da biografia de Clarice, Eu sou uma pergunta. É um complemento a Clarice na cabeceira: contos, também organizado por Teresa.
Cada um dos leitores convidados fez uma breve introdução à crônica selecionada, falando sobre suas experiências ao ler C.L., os motivos que o levaram a fazer essa escolha ou até mesmo momentos em que esteve com ela. Caetano Veloso, Lygia Fagundes Telles, Marília Pêra e Thalita Rebouças são alguns dos apresentadores de Clarice na cabeceira.
Este livro é uma experiência enriquecedora para os fãs da autora, já que contém relatos de outros leitores, facilitando a imersão na intensa e enigmática figura que é Clarice Lispector. Gostei muito!

site: http://palavrasonhada.blogspot.com.br/2013/08/clarice-na-cabeceira-cronicas-clarice.html
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Gabi 18/02/2012

é clarice lispector né? é bom mesmo se fosse muito ruim.
achei muito cansativo, e po mais que eu gostasse de alguns dos comentaristas, não tive paciencia pra ler o que eles diziam. Recomendo pra quem já em fã dela e já leu outros livros. FRASES DE TUMBLR/FACEBOOK NÃO CONTAM.
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Carol 29/11/2011

Conhecendo Clarice
Existem escritores que são fechados, ou pelo menos tão fechados quanto a profissão permite. Contam histórias que não se ligam diretamente às suas vidas, e eu arriscaria dizer que esses são maioria. Mas Clarice Lispector, não. Clarice é amiga de longa data do leitor. Seu intimismo chega a tal ponto que não se sabe o que é romance, o que é conto e o que é crônica. Em sua crônica Amor Imorredouro, publicado no Jornal do Brasil ainda como cronista iniciante, apenas sua quarta semana na nova profissão, ela admite que suas crônicas fogem ao gênero. “Ainda continuo um pouco sem jeito na minha nova função daquilo que não se pode chamar propriamente de crônica”, disse ela. E claro, é unânime que Clarice transcende gêneros. Mas, se por um lado suas publicações no jornal diferenciam-se expressivamente da forma, ordem cronológica e disposição dos fatos empregadas por seus colegas cronistas, por outro lado podemos considerar que crônica é um relato íntimo e pessoal sobre a vida do escritor, e aí Clarice é rainha. Se levarmos em conta tal definição, a maioria de seus contos seriam também crônicas e seus romances todos teriam tempero de crônica. Clarice é tão verdadeira que, na verdade, a crônica é apenas um caminho natural para o qual sua escrita flui.

Se basta um romance para o leitor se sentir amigo de Clarice, com a coletânea de crônicas Clarice na Cabeceira, é como se estivesse em uma longa conversa íntima com a amiga. Sua vida – e ah, como essa mulher sabia viver – se explicita conforme as páginas vão ficando para trás. Nessa coletânea, publicada pela Rocco, vinte pessoas, entre jornalistas, escritores e outros artistas, foram selecionados, por diversos motivos, para escolher sua crônica clariceana favorita. E também, antes de cada crônica, vem um apresentação escrita por aquele que a escolheu. Algumas apresentações são mais simplórias, mas algumas são muito interessantes para esta nossa missão de conhecer Clarice. Destaque para a de Lygia Fagundes Telles, muito significativa.

A contracapa do livro diz e não poderia estar mais correta: "Crônica é um relato? É uma conversa? É um resumo de um estado de espírito? Não sei, escreveu certa vez a autora. Clarice na Cabeceira é um convite para descobrirmos juntos."

(Mais em http://apesardalinguagem.wordpress.com/)
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ákilla 27/11/2011

Alguns textos ruins, de Clarice e de apresentação, mas destaque para as apresentações de Aparecida Maria Nunes, Ferreira Gullar, Lícia Manzo, Nádia Gotlib, Nilton Bonder e as crônicas por eles apresentadas.

"Deus, o que nos prometeis em troca de morrer? Pois o céu e o inferno nós já conhecemos - cada um de nós em segredo quase de sonho já viveu um pouco do próprio apocalipse. E a própria morte."
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Kamila 19/11/2011

Durante a leitura de “Clarice na Cabeceira” é bom ter em mente duas afirmações famosas sobre a escritora. Uma que foi dita por ela mesma: “escrevi livros que fizeram muitas pessoas me amar de longe”. A segunda foi falada por um outro grande escritor da literatura brasileira, João Guimarães Rosa: “Clarice, eu não leio você para a literatura, mas para a vida”. Tudo que a gente lê nesta obra, especialmente, é um verdadeiro tributo a estas duas afirmações.
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Lucas Quinamo 29/09/2011

Clarice...
Ler um conto (devo chamar de Crônica), uma crônica de Clarice é afundar no cotidiano, no cotidiano que é tão particular e ao mesmo tempo tão impessoal. Sua forma de escrever fascina, mas ao mesmo tempo é também maçante em alguns pontos, devo citar o conto Brasília, que de amordaça numa chatice sem fim, descrevendo o que Brasília é ou não, se ela seguisse o simplismo punk, ela poderia simplesmente dizer que Brasília é tudo e acabar em uma linha, ao invés de dizer tudo que Brasília é ou não é.

Bom, tirando esse conto em especial, os outros são bastante interessantes, mas o melhor é ler as introduções dos contos, escritas por amigos ou conhecidos de Clarice.

Vale a pena ler se você já tiver lido tudo que há de perfeito no mundo, caso contrário, vá correndo comprar Morro dos Ventos Uivantes, que eu digo, é melhor.
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Letícia 09/07/2011

22 contos que levo para a minha vida.
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Cíntia 12/06/2011

Um livro encantador para quem ainda não conhece as obras da Clarice, mas gosta do pouco que já leu, ou ouviu falar. Eu era apaixonada por frases da autora que lia em alguns sites que tinham sido extraídas de seus livros. Como não sabia por onde começar comprei esse livro para ver quais era suas obras que mais me despertavam interesse. Foi ótimo. Descobri que tudo que vem dela é fantástico. TEREI DE LER TODOS OS LIVROS QUE ELA PUBLICOU! Inclusive sua bibliografia! =)
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Raquel 10/01/2011

Quando vi pra vender "Clarice na cabeceira-cronicas" comprei logo. Tinha vontade de ler os livros desta escritora tão aclamada e vi que esta era a oportunidade de um primeiro contato.

No geral, eu gostei do livro. Algumas das cronicas escolhidas eu achei bem chatas e até que ela estivesse "viajando na maionese", escrevendo coisas sem sentido (a cronica sobre Brasilia é a pior delas!) mas as demais me agradaram muito. As duas primeiras já me fizeram adorar o jeito que ela escreve, bem humorado, com uma visão bem sensivel das situações/ da realidade.

Como amostra do trabalho dela, eu recomendo a leitura deste pequeno livro. Eu,com certeza, vou manter os livros dela na minha lista de leituras futuras!
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Dirce 14/06/2010

Valem a pena ler de novo
Meu marido costuma dizer que uma das vantagens de se ter vivido várias décadas é que, quando assistimos à reprise de um filme se tem a sensação de que o estamos assistindo pela primeira vez, pois já não lembramos de mais nada.
Com o livro Clarice na cabeceira a sensação que tive foi semelhante: de que estava lendo pela primeira vez, que eu estava “debutando” nos contos ali contidos, contos , que eu já havia lido, se não todos, quase todos. Mas essa sensação não foi porque eles haviam caído no meu esquecimento.O que me aconteceu foi que a releitura desses contos me permitiu novos entendimentos, novas descobertas,novos enternecimentos.
È um livro apaixonante ( e daria para não ser?) e a apresentação dos contos por leitores famosos , juntamente com a introdução do livro, são um deleite a parte.
Entretanto, há um porém: no meu entendimento, não é um livro destinado à cabeceira. Não é um livro para se ler quando se está sonolenta, e sim, quando se está bem desperta para se poder desfrutar da leitura ou releitura, como é o caso do conto Felicidade Clandestina, que eu havia lido no livro A Descoberto do Mundo com o título: Tortura e Glória, ou ainda se “descabelar” por ficar, mais uma vez, sem entender o conto O ovo e a galinha ( que triste!!!) .
É um livros , cujos contos, constam de outros livros da Clarice, mas que sempre valem a pena ler de novo, e se, a leitura for feita em voz alta, é uma experiência e tanto.
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Katita 18/02/2010

Doce
Os contos da Clarice são sempre doces, mesmo quando tristes e engraçados. Ela consegue enfeitar todos os seus contos, dando vida e carisma a seus personagens tão comuns.
O primeiro conto - Ruído de passos - que conta a estória da Senhora Cândido Raposo, que mesmo aos 81 anos ainda sofria vertigem de viver. O conto fala sobre a morte de uma maneira doce e engraçada. Fala da sexualidade de uma maneira muito sútil. Em poucas palavras ela consegue dizer e se fazer compreender em tudo o que se lê nas linhas e o que não lê, mas que estão nas entrelinhas. Gostei especialmente desse livro. Recomendo para quem gosta de viajar e de ler contos de qualidade, recheados de sentimentos a flor da pele.
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Marinélia 17/02/2010

Cada conto foi cuidadosamente escolhido para nos encantar!
A cada conto você vai se deparar com personagens encantadores que ficam passeando pelo seu imaginário. Não vou comentar cada conto porque tiraria o prazer da leitura, mas deixo abaixo um trecho de um conto que retrata um bebê que olha ao lado e não vê a mãe.

"E para o seu terror vê apenas isto: o vazio quente e claro do ar,sem mãe. O que ele pensa estoura em choro pela casa toda. Enquanto chora, vai se reconhecendo, transformando-se naquele que a mãe reconhecerá. Quase desfalece em soluços, com urgência ele tem que se transformar numa coisa que pode ser vista e ouvida senão ele ficará só, tem que se transformar em compreensível senão ninguém o compreenderá, senão ninguém irá para o seu silêncio ninguém o conhece se ele não disser e contar, farei tudo o que for necessário para que eu seja dos outros e os outros sejam meus, pularei por cima de minha felicidade real que só me traria abandono, e serei popular, faço a barganha de ser amado, é inteiramente mágico chorar para ter em troca: mãe.Até que o ruído familiar entra pela porta e o menino, mudo de interesse pelo que o poder de um menino provoca, para de chorar: mãe. Mãe é: não morrer..."



Graça Pires 26/02/2013minha estante
até agora é o meu preferido, este conto se chama Menino a bico de pena, é simplesmente PERFEITO.




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