Um Amor Incômodo

Um Amor Incômodo Elena Ferrante




Resenhas - Um Amor Incômodo


65 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5


Itamara 12/07/2020

Ferrante e o dom de incomodar
Adoro a escrita de Elena Ferrante, conheci apenas esse ano e já estou devorando tudo que ela escreveu. Com este livro, minha experiência foi diferente de A filha perdida, o qual li em um dia. Apesar deste ser bem curto também, levei alguns dias para concluir, mas não porque fosse ruim, mas por conta da história em si, dessa relação estranha entre mãe e filha, dos segredos, das lembranças. A narrativa é pesada e me fez ficar pensativa. Se essa foi a intenção de EF, comigo conseguiu. Não é o preferido , mas recomendo muito.
comentários(0)comente



Andreia 06/07/2020

Ler Elena Ferrante é maravilhoso, a história fluí fácil. Esse é sobre mãe e filha.
comentários(0)comente



Lisi 03/07/2020

Ferrante é icônica
Sempre que leio Ferrante encontro elementos similares e sempre presentes em suas narrativas, há coisas que sempre estão lá.
Mas cada uma de suas histórias e singular e inquietante.
Em Um Amor Incômodo somos levados por uma narrativa de descoberta e libertação, sempre de maneira subentendida, é preciso ler nas entrelinhas para entender a jornada da personagem principal em sua busca pelo resgate do passado familiar e a aceitação de quem ela realmente é.
comentários(0)comente



Ariana Pereira 06/06/2020

É mesmo incômodo...
Helena Ferrante joga a realidade na nossa cara de maneira cruel. Incômoda é a leitura, mas tb quando engrena a gte não consegue parar. Gostei bastante
comentários(0)comente



Erica 02/06/2020

Livro estranho... Ele é bom, mas não consigo dizer porque. Não tem personagens com os quais se identificar, não é uma boa história, a forma de contar é confusa, mas mesmo assim a leitura transcorreu muito rápido e fluida
comentários(0)comente



Giovanna 28/05/2020

Estranho? Curioso? Incômodo?!
Eu sinceramente não sei o que esperava quando me interessei pelo livro nem quando comecei a lê-lo. Em uma parte, eu me senti extremamente curiosa para descobrir quem era Amália e o que havia acontecido com ela; os relatos da infância de Delia são tensos e importantes, ao mesmo passo que são confusos e perturbadores. Essa história de ela se achar a mãe dela o tempo inteiro de fato me incomodou, mas eu não curti o modo que a narrativa se dá: com falas no meio dos pensamentos e com flashbacks no meio de diálogos/descrições ?atuais?.
comentários(0)comente



Vianna 25/05/2020

Livro sobre relação entre mãe e filha
Primeiro livro que li de Elena Ferrante e primeiro livro que a autora publicou ?

Achei a história muito boa, intrigante e forte. O tópico principal é o amor entre uma mãe e uma filha, um amor que foi soterrado pelas memórias de um passado difícil, e que protagonista vai ter que reecontrar. É um romance curto porém denso, com uma linguagem bastante fácil.

Enredo: Delia retorna á sua cidade natal (Nápoles) aos 45 anos de idade para enterrar sua mãe Amalia. A mãe foi encontrada morta em uma praia, e não usava nada alem de um sutiã. A filha suspeita que possa ter sido suicidio então começa a investigar a morte de sua mãe. Delia vai se deparar com memorias e pessoas de seu passado que podem esclarecer a morte da mãe. E aos poucos revelações assustadoras à respeito dos ultimos dias de Amalia induzem Delia a descobrir a verdade por tras do tragico acontecimento. Assim, Delia avança pelas ruas caóticas de sua infância, e segue nessa viajem de aceitação. Ela vai ter que se confrontar com seu passado, e reviver momentos marcantes de sua vida para conhecer sua própria historia e a de sua mãe.
comentários(0)comente



Ingrid.Rosa 23/05/2020

Verdadeiramente incômodo
Esse foi meu primeiro contato com a autora, e descobri depois que este foi seu primeiro livro lançado, uma feliz coincidência.
Não posso dizer que foi uma leitura fácil, apesar de rápida. A confusão pelo estilo de escrita se confundia à angústia de Délia enquanto ela lidava com o luto de perder a mãe em circunstâncias estranhas e na tentativa de refazer seus últimos passos para desvendar Amalia.
Logo de cara é notável que ambas não tinham um bom relacionamento, mas a cada página nos afundamos nos dramas da relação mãe e filha, das dificuldades da vida, da violência doméstica e do ciúme excessivo e doente que o pai sentia de Amalia e que influenciou na visão que a menina tinha da mãe, e de seu medo de encontrar em si os traços dela, nem inocente nem culpada.
comentários(0)comente



Maitê 11/05/2020

O titulo desse livro para mim resume vários tipos de amores "obrigatórios", aqueles esperados e glorificados pela sociedade, que nos obrigam a viver experiencias que não precisariam acontecer.
É um livro difícil de falar sobre sem dar spoilers. Posso dizer que a personagem principal tem a sua mãe quase como um duplo, funcionando como proteção, como algo estranho; que só entendemos no final, após uma viagem de volta as lembranças e locais do passado, uma viagem incômoda.
comentários(0)comente



Lucas.Marques 09/05/2020

Entediante
Não gostei! Nem parece a mesma Ferrante que me fez me apaixonar por ?Dias de abandono?. Chato e insosso, assim como Delia. Decepção total.
comentários(0)comente



Lua Goulart 09/05/2020

quanto mais leio Elena Ferrante mais me apaixono por suas obras. demorei pra conseguir lidar com os sentimentos que essa leitura traz, pq um livro bem escrito é assim mesmo, nos faz sentir
comentários(0)comente



Thay 09/05/2020

sobre um amor incômodo
me caiu bem essa primeira leitura da Elena Ferrante por falar de uma relação entre mãe e filha que, por muitos momentos, me lembrou aspectos daquilo que entendo ser o encontro da minha vida com a da minha própria mãe. os sentimentos de rejeição e assimilação andando juntos, próximos de criar uma realidade avulsa para alimentar ideias e sentidos construídos e vividos ao longo da vida me pareceu certeira.

e é estranho falar de vidas que se moldam porque é a morte que determina a história. a busca por uma Amália e por uma Delia que teriam permanecido exatamente da maneira que se encontravam se o afogamento não tivesse acontecido. o clímax é exatamente a primeira página do livro que descreve com exatidão a morte. o resto de qualquer ação e reação encadeada é só um pretexto para se voltar rapidamente para o começo da história, para o ponto alto, para a vida interrompida dessa mulher.

e por falar em mulher... o que é essa percepção e narração do cotidiano de uma qualquer que pega ônibus, dirige um carro, se casa, é filha, é mãe, é trabalhadora, é amante, é cigana, é velha, é criança, é carne, objeto, pretexto, mistério, ciúmes, tensão, tesão, sexo, abuso, desculpa, erro, morte? o que é descrever os pormenores do olhar e do assobio? o que é escrever se lembrando e revivendo os momentos? Delia e Amália representam muito essa vida silenciosa de palavras gritadas no volume baixo ao pé do ouvido (tanto assim o é, que o nome dessa filha só nos é apresentado na viségima terceira pagina). todos os outros personagens, em sua maioria homens, são adereços que encorparam a solidão, o medo, a angústia e a dor. não há o que relacionar se não isso. não há redenção ou perdão para nenhum deles.

assim, Delia só tentou encontrar na mãe elementos que pudessem ser de uma mulher que ela não conhecia. uma pessoa diferente daquela submissa, retraída, infeliz. seria quase que um alívio descobrir uma segunda face da mulher que se resignou a miséria. pois ela se recusava a se parecer com alguém tão ínfimo. se recusava a lembrar da mãe ao olhar para si mesma. não queria fazer parte de ninguém e não queria que ninguém fizesse parte dela. toda violência deveria apenas ser encontrada fora do íntimo, externamente. reconhecer qualquer aspecto de uma vida miserável em seu presente era conceder espaço para aquelas feridas se abrirem novamente. feridas abertas por esses homens.

e quando, finalmente, se vê diante de uma ideia que contempla a figura da mãe como alguém não tão passivo, ela começa a fazer as pazes consigo mesma e com essa mulher de quem saiu. pensar que sua mãe tivesse inscrito em linhas invisíveis sua não permissividade a alegra, a diverte, a intretem. se vê de repente em paz com a morte de Amália, mesmo que tudo ainda seja um compilado de hipóteses que nunca serao comprovadas ou rejeitadas. esse grande ponto de interrogação remexe, revira e retém respostas que ela encontra, na verdade, para si mesma. se entender com sua história e se apropriar do que a acometeu durante sua infância e adolescência da a força necessária para ressignificar o que sobrou.

se ver, afinal, na figura da mãe, na foto da identidade, traz sossego. ela desiste de encontrar perdão para pecados que não são seus no corpo e nas palavras dos pecadores. Amália morreu condenada por medos e frustrações que não sofreu. ela se afoga em tormentas que a foram atribuídas, mas não porque eram suas próprias. não é essa a mãe que Delia procurava ou percebeu ser, e, por isso, se recusa a continuar dentro desse espaço de culpa.
comentários(0)comente



Fernanda.Sypniewski 03/05/2020

Bom livro.
Segunda tentativa de leitura. Dessa vez consegui ler. Gostei da história, mas em alguns pontos um pouco enrolada.
comentários(0)comente



Ludmila 01/05/2020

Para flutuar nas palavras!
A autora faz uma narrativa envolvente evidenciando tanto o peso do sexismo enraizado em nossa estrutura social quanto o peso de palavras não ditas sobre nossas vidas.

Destaco aqui uma frase da última página do livro:
"Palavras para se perder ou se encontrar."
comentários(0)comente



Sofi 27/04/2020

Ferrante traz temas bem recorrentes em sua obra, podendo resumir todos os seus assuntos como um só: a mulher. Já trouxe resenhas de livros em que ela aborda a mãe que não gostava da maternidade, a mulher que é abandonada pelo marido, a amizade e ser uma mulher pobre. A questão da relação entre mãe e filha sempre aparece, mesmo que não seja o ponto principal, ao contrário deste caso: o livro é todo sobre a protagonista que, ao perder a mãe, se vê desorientada ao perceber que talvez esteja aliviada, ao invés de triste. ? A mãe, Amalia, foi encontrada afogada e a morte é declarada como suicídio. A filha, ao ir organizar o apartamento e as coisas da mãe, começa a descobrir fatos sobre a vida de Amalia que eram, até então, desconhecidos para ela, e vai atrás do que poderia ter acontecido no seu último dia. Ao mesmo tempo, fragmentos de memória começam a retornar à mente da protagonista, relembrando sua relação com a mãe e de sua família conturbada. ? Eu sempre gosto de tramas que trazem a maternidade por outro viés que não o socialmente aceito, abre nossos olhos para o fato de que a mulher não é só uma parideira ambulante. Dentre todos os livros individuais (fora da tetralogia), esse foi o que menos curti, achei meio descritivo demais, porém o final surpreendente elevou o conceito que eu tive da leitura! Fica a dica de leitura curtinha e com surpresas!
comentários(0)comente



65 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5