Garota em Pedaços

Garota em Pedaços Kathleen Glasgow




Resenhas - /////


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Nathalia.Blanco 18/10/2019

A história de Charlotte Davis não é a única, como já sabemos.
Uma adolescente de 17 anos que teve uma infância totalmente desestruturada e difícil. Aprendeu tudo que sabe pelo seu próprio esforço, chegou onde chegou porque conseguiu vencer as barreiras que há em uma pessoa que sofre de transtornos psicológicos.
Pode ser um assunto muito tabu ainda, mas está presente na nossa realidade e principalmente na realidade de adolescentes.

Katheleen Glasgow trouxe na história de Charlie praticamente o caminho que se segue de um transtorno que não é tratado ou que não há ciência da existência dele.
Tudo pelo que Charlie passou é um medo que vivemos todos os dias. Ela enfrentou seus medos e mostrou-se forte. Houve recaídas, sim, como poderia não haver?

Mas o que mais me chamou a atenção em tudo foi o modo como a autora fez Charlie encarar a sua situação, a sua vida. O como ela não fez de tudo que podia sua muleta para que sentisse pena de si mesma. Encarou tudo da melhor maneira possível, teve suas dificuldades, teve ajuda, mas fez por si mesma para chegar a sobriedade e a paz mental que tanto a afligia.

O livro aborda muito mais que apenas 1 transtorno mental e emocional. A história enriquecedora de Kathleen Glasgow tira do fundo do mar todas as dores que se pode ter em situações similares.
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Diane 10/10/2019

Intenso!
Charlie Davis é uma adolescente que sofre de um transtorno que a leva a se automutilar. A perda do pai e da melhor amiga, além do bullying que sofria na escola, foram fatores que contribuíram para que ela tivesse esse distúrbio. Após se cortar até quase morrer, ela é internada em uma clinica psiquiátrica, mas não passa o período necessário, já que o plano de saúde da mãe suspende seu tratamento.

Sem o apoio da mãe e sem amigos, ela se vê sozinha no mundo, então acaba mudando de cidade para tentar recomeçar a vida e superar os seus medos. Só que apesar de tanto esforço, parece que os problemas sempre acabam encontrando Charlie, e ela acaba se envolvendo com Riley, uma companhia que não ajuda muito em sua recuperação. Mas ainda assim, ela busca força pra se livrar de toda a dor que a atormenta e foca em algo que pode tirá-la do fundo do poço: o mundo das artes, através do desenho.

Que maravilha de livro, uma leitura tão intensa, tão crua e verdadeira! Torci demais pela Charlotte, que passou por tanta coisa ainda tão jovem. Ao se envolver com Riley ela tem uns tropeços, já que ela está em processo de cura, e ele está no fundo do poço. E eu não sabia se torcia pra que ela o salvasse, ou pra que ela o largasse e salvasse a si mesma. Mas vê-los se recuperando depois de passar por tanta coisa, e ver que ela mergulhou de cabeça na sua arte para se libertar e começar uma nova vida, me deixou muito feliz.

E de saber que tantos jovens passam por isso, e muitos só precisam ser ouvidos e ter um pouco de atenção para poder superar esse transtorno. Legal saber que a autora da história também passou por esse distúrbio e encontrou a sua salvação na escrita.
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Mayra 30/09/2019

Problemas, Causas & Consequências
Eu engoli a história, porque não conseguia parar de ler. Garota em Pedaços tem um enredo envolvente e personagens interessantes. Gosto de como a problemática principal (automutilação) é tratada de forma crua e intrínseca. Você sente as dores das personagens, compreende seus pensamentos. O livro traz uma discussão bastante pertinente sobre problemas psicológicos, suas causas e as consequências.
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Carolina 23/08/2019

SEM REAÇÃO
Que livro incrivel ! Todos deveriam ler. Mas tem varioos gatilhos, entao o ideal é ler em um momento da sua vida em que esteja feliz e bem. Demorei para engatar e gostar dele, mas depois o fluxo veio intenso e nao consegui mais parar. E é isso que o livro faz, ensina, é intenso e te deixa sem reação ao mesmo tempo.
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Meri Dias 14/08/2019

angelical pra caralho
é o melhor livro que já li na minha vida, a melhor esperiência que já tive, eu não consigo acreditar ainda que isso acabou, de verdade, eu fiquei triste agora
leia com uma cabeça saudável, e quando estiver bem, é importante ler, e é incrível demais, mas é pesado, cuidado gente, cuidado com o jeito como você recebe as coisas
enfim, perfeita perfeita se pudesse dar mais de cinco estrelas eu daria
Kathleen conte comigo pra tudo, e é isso cara, não tenho mais o que falar, vou ali me recuperar e já volto
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Vanessa @LarLiterario 15/05/2019

ALERTA GATILHO: Automutilação e suicídio.

"Eu me corto porque não consigo lidar com as coisas. É simples assim. Preciso de libertação, preciso me machucar mais do que o mundo pode me machucar. Só assim posso me reconfortar."

Cresceu em um lar debilitado, e após a morte de seu pai, as coisas saíram completamente de controle, a ponto da mãe de Charlotte expulsá-la de casa e a garota ir viver na rua. É onde ela conhece Evan, Mikey e Ellis e eles se tornam uma unidade que protege um ao outro quando as coisas estão prestes a ruir. Mais uma vez, tudo se descontrola, cada um vai para o seu lado, e Charlie é internada numa clínica de recuperação particular chamada Creeley, em Minneapolis.

Infelizmente, a mãe de Charlie não pode - nem quer - arcar com as despesas psiquiátricas e ela precisa deixar a clínica. Charlotte está determinada a ser melhor e superar seus medos, mas quanto mais tempo ela passa sozinha, mais ela percebe que nem tudo é preto no branco e nem todas as coisas são como parecem. Com muito esforço ela consegue um emprego, um quarto minúsculo para morar e no dia-a-dia vai se virando para conseguir manter o aluguel e se sustentar.

As coisas parecem ir bem, até Charlie conhecer um certo alguém, e junto com esse alguém vem uma avalanche de sensações novas e ao mesmo tempo antigas, e tudo que ela encontra pela frente vira neve, e essa neve acumula, acumula, acumula, até virar uma bola tão grande e cheia que ela não consegue controlar. E desaba. Mas sua força de vontade é maior que esperava e com isso consegue se levantar mais uma vez.

"Eu sou o meu pior desastre. Meu corpo é meu maior inimigo. Ele quer, ele quer, ele quer, e quando não consegue, grita e grita, e eu o castigo. Como se pode viver com medo de si mesma?"

O fato da autora já ter passado pelo que a personagem passa deixou toda a história ainda mais verdadeira. Ela soube expressar muito bem os sentimentos da Charlie e tratar isso de uma forma muito humana, já que tinha propriedade para falar do assunto.


É um livro muito responsável, em nenhum momento você vai ver romantização da automutilação, muito pelo contrário, na nota da autora ela vai te chamar pra ter uma conversa clara e objetiva. Além de te dar muitas maneiras de pedir ajuda, caso você precise ou conheça alguém que precise.

Foi muito bom ver o crescimento da Charlie e como ela conseguiu buscar ajuda, colocar os sentimentos dela pra fora sem precisar recorrer a algo que a machucava. E a maneira como a autora externa os sentimentos da Charlie é tão real quando ela começa a mostrar para o mundo as suas cicatrizes e sofre preconceito. Faz com que quem vive ou já viveu isso se identifique e quem não vive também se sinta empático. E enxergue a situação com outros olhos.

Enfim, é um livro que te dá esperança de que você pode sim se reerguer e que mesmo que você ache, nem tudo está perdido.

site: https://www.instagram.com/larliterario/
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Luisa.costa 09/05/2019

A garota em pedaços
Um livro difícil de ser lido é apresenta gatilhos. Em contra partida o livro é maravilhosamente escrito. E mosta o amadurecimento de Chalie. Comovente e com notas de angustia e esperança e descobrimento pessoal.
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carinavd 12/04/2019

Dolorido e necessário
Um livro sobre uma garota que se automutila, cheia de cicatrizes, tentando encontrar sua voz.
Sem romancear o q não é romanceável.
Mostrando relações quase abusivas e o egoísmo e a falta de atenção.
Mas também com pessoas dispostas a ajudar. A fazer aquele a mais necessário pro outro sair do buraco.
Estenda a mão, e peça ajuda. Acho q essa é a lição desse livro.
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emy 03/03/2019

Por mais livros que falem sobre auto-mutilação.
"Garota em Pedaços" é o primeiro livro que li onde o tema principal é a auto-mutilação, o que é uma pena, considerando que é um distúrbio que afeta MUITA gente, e que carrega muito taboo e que precisa urgentemente de mais conscientização.

A história da Charlie é muito triste, e a escrita da Kathleen Glasgow é crua quando ela vai falar de drogas, auto-mutilação, álcool, abuso sexual, suicídio e outros assuntos que são assuntos sérios e importantes. Eu sempre fui uma defensora de obras "cruas" porque de nada adianta você dar uma pincelada só. Você tem que ir fundo pra incomodar as pessoas, pra perturbar, e acordá-las pra realidade. E acho que Kathleen Glasgow conseguiu fazer isso, o que é ótimo.

No entanto, em questão de narrativa, e da história em si, eu não gostei muito. Não me senti conectada com nenhum dos personagens, nem mesmo com a Charlie - que é a que conta a história. Não me senti dentro do livro, só como se eu estivesse o lendo mesmo. Nas últimas cem páginas eu já estava entediada e queria acabar logo a leitura. Fica algo maçante e cansativo. E nenhum personagem teve tanto carisma ou desenvolvimento para eu me apegar, infelizmente.

Por trazer a conscientização para os problemas de auto-mutilação, e pela coragem da escritora por contar essa história (e a admiro muito por isso - ps: leiam as notas da autora no final do livro) eu dou o livro quatro estrelas. Mas pela hype que é esse livro, eu esperava mais. Em pura construção de narrativa mesmo.

site: https://www.youtube.com/watch?v=I3PpaOSjAKM
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Fabiano.Teixeira 23/02/2019

Narrado em primeira pessoa, conhecemos Charlotte Davis, ou Charlie, vemos que ela sofreu um grande trauma que a levou a se automutilar. Charlie está internada em uma clínica psiquiátrica para pessoas que se automutilam. São apresentadas várias outras personagens, algumas se cortam, algumas se queimam, mas o foco é o mesmo: autoflagelação.

O Livro traz gatilhos emocionais, aqui somos apresentando ao TCI (Transtorno de Controle de Impulso) –Automutilação – apresentado da maneira realista, como deve ser. A gente sente o sofrimento dos jovens que mutilam o próprio corpo porque esperam que a dor física seja capaz de calar os da dor emocional.
A trama é bem abrangente, passando por várias fases da vida de Charlotte.Conhecemos seu passado triste, sua estadia monótona, mas, de certa forma, segura, no hospital psiquiátrico, somos bombardeados com as possibilidades do futuro de Charlie, mesmo que nenhum pareça muito promissor.

A fragilidade emocional da personagem é angustiante. Ela se sente sozinha, detesta suas cicatrizes e se vê como alguém desprezível e sem valor. Toda esta fragilidade faz com que Charlie seja uma pessoa vulnerável e a deixa exposta a ser usada, iludida, se decepcionar, sofrer, entrar em crise e ter momentos de descontrole

O livro é forte e intenso, é aquela leitura que te faz pensar e que mexe com a gente, a descrição de como Charlotte se cortava era muito real!
O livro é doloroso, ver Charlie sofrer do começo ao fim é perturbador. Não apenas Charlie, mas também outros personagens e todas aquelas garotas internadas que sofrem e se automutilam, como o mundo, as coisas, os pensamentos e as pessoas as machucam é bem marcante.

Garota em Pedaços é uma leitura para todos, para entendermos o impacto de nossas ações em quem está próximo e para compreender as nossas próprias dores.

Porém, mais do que isso, a leitura nos mostra que sempre há uma esperança. Sempre haverá com quem contar, mesmo que se abrir para as pessoas seja a coisa mais difícil do mundo. Alguém se importa com você, mas talvez não seja quem você espera que se importe.

Nela, Kathleen nos fala o que a motivou escrever esse livro: assim como Charlotte, Kathleen se automutilava e carrega as cicatrizes até hoje. Por muito tempo ela relutou em falar sobre isso, até que, ao encontrar uma mulher igual a ela no ônibus, e despertar em falar que também tem essas cicatrizes, se sente mal pelo ocorrido e toma coragem para escrever sobre o assunto.


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Laris 11/02/2019

Pessoas em pedaços
Com lágrimas nos olhos eu só consigo pensar em toda dor que emana desse livro e como a história de todas as pessoas que estão em pedaços precisam ser ouvidas e acolhidas.

A história da Charlie, da Elis, da Louise, da Blue, da Linus, do Riley... são histórias que acontecem todos os dias e que precisamos falar sobre, para que, de alguma forma, essas pessoas entendam que podem buscar ajuda.

Um livro extremamente tocante.
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fe 24/01/2019

3 estrelas
O livro acompanha a trajetória da protagonista Charlie que perdeu a melhor amiga e como tem sido para ela lidar com isso.
O livro tem uma carga psicologica e a personagem é muito fragilizada, então nós vamos tanto conhecer o porque da identidade dela ser assim (e isso nós conhecemos até a ultima pagina), como também vemos então a evolução dela por ter que passar pelo que vai acontecer ao longo do livro.
Acontece que pra mim eu não me apaguei a nenhum personagem, nenhum me cativou, não tive carisma nem pela protagonista que narra. Tive muito empatia e até destaquei trechos da forma como ela pensa pois achei muito sensivel, mesmo assim não tive apego nenhum.
Não culpo a autora, a obra tem mesmo uma conversa importante e bem sensivel sobre como pessoas lidam com dores, talvez o jeito dessa narrativa só não conversou muito bem comigo.
Talvez um motivo que não rolou pra mim é o fato de que tudo parece muito arrastado, a trajetória que a personagem transita e as pessoas que conhecem não foram apresentados de uma forma que me fizesse torcer ou ficar triste pela perda ou pelo o que ia acontecendo.
Ainda assim vale a pena, só cuidado com a ressaca literaria!
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Vanessa Vieira 13/01/2019

Garota em Pedaços - Kathleen Glasgow
O livro Garota em Pedaços, best-seller do The New York Times e de autoria da americana Kathleen Glasgow, nos traz uma história impactante sobre uma garota que sofre de "cutting" e toda a sua angústia e ansiedade para se desanuviar de tudo isto. Com uma linguagem clara, abrangente e extremamente inquietante, acompanhamos todas as aflições e feridas emocionais de Charlotte Davis e a sua luta para superar os problemas e buscar se reinventar.

Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento em uma clínica psiquiátrica - para onde Charllote Davis foi encaminhada após se cortar até quase perder a vida - a garota troca as terras geladas do Arizona pela ensolarada Tucson, no Arizona, onde busca se curar de todos os seus medos e aflições.


Cansada de lidar com o seu sofrimento, a garota decide tomar as rédeas de sua própria vida e pela primeira vez, viver e não apenas sobreviver. Fugindo das cadeias da dor, Charlotte usa o seu dom no mundo da pintura como válvula de escape, mergulhando na arte com todas as fibras de seu ser e, assim, trilhando o seu caminho em busca da felicidade, deixando para trás todas as suas perdas e os cortes profundos que incutiu no próprio corpo.

Garota em Pedaços é um livro inquietante, forte e necessário, não somente para entender o grande número de jovens ao redor do mundo que passam pelo "cutting", como também para dissecar várias facetas do universo adolescente. A personagem principal tem toda uma bagagem emocional, passando pelo bullying vivido no colégio, como também a perda do pai e de sua melhor amiga que culminaram em seu Transtorno do Controle do Impulso, conhecido como o distúrbio que leva as pessoas a se cortarem afim de extenuarem a sua dor. Suas aflições e angústias são quase que palpáveis ao leitor, principalmente quando chegamos nas partes em que ela se automutila e a sua luta diária para se desvencilhar do "cutting". Narrado em primeira pessoa por Charlotte de forma clara, concisa e bem coloquial, o livro é um tanto indigesto, mas profundamente válido para termos uma abordagem melhor sobre este problema que afeta milhares de pessoas pela esfera terrestre - especialmente jovens.

Charlotte é uma personagem forte, que luta dia após dia contra o grande mal que se instalou em sua vida. Se livrar de um distúrbio que a acompanha por anos não é fácil e muitos dos capítulos são alternados com as suas recaídas e tentativas de se livrar do problema - o que concedeu um realismo deveras interessante para o enredo. O começo da história não é fácil de ser digerido e, a medida que vamos nos tornando mais íntimos da personagem e se aprofundando no seu mundo, suas mazelas passam a nos atingir, não de uma forma crítica, mas mostrando sua luta, perseverança e até mesmo otimismo enquanto tem os seus pés sendo sugados pela areia movediça da angústia. Acompanhar a sua evolução ao longo do enredo foi muito gratificante, principalmente quando vemos o dom da pintura florescendo cada dia mais em sua alma e colorindo uma existência outrora tão cinzenta e nebulosa.

Em síntese, Garota em Pedaços é um livro profundo, válido e extremamente necessário. Ao mesmo tempo em que o romance da estreante Kathleen Glasgow nos aflige e oprime com o cerne da automutilação, somos agraciados com o poder e com toda a beleza da cura através da arte e do amor. Vale salientar também que a história criada por Glasgow foi baseada em uma garota que ela avistava no ônibus, com os braços cheios de cicatrizes. A autora afirma que nunca chegou nessa jovem perguntando se ela precisava de ajuda mas que, por meio do seu enredo, espera estar ajudando não somente ela mas também outros adolescentes, mostrando que eles são fortes, capazes de correr em busca de seus próprios objetivos e de se sobressaírem neste mundo. A capa do livro é simples e nos traz o título da história escrito de forma borrada e permeado de riscos vermelhos e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo.


site: http://www.newsnessa.com/2019/01/resenha-garota-em-pedacos-kathleen.html
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