Escarlate

Escarlate J. Jamesson




Resenhas - Escarlate


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Marina 26/02/2017

— Eu entendo da morte. Já testemunhei as mais variadas criaturas definharem, deixarem de ser. Eu lhe garanto: você não é diferente de nenhuma delas
Recebi a proposta de ler e resenhar Escarlate, e — apesar de contrariar minha ideia de ler mais mulheres — resolvi aceitar, por se tratar de uma publicação independente, e de ser uma história sobre súcubas. Súcubas são muito pouco exploradas na literatura, a meu ver, e encontrar um livro sobre elas me deixou curiosa. Amo lendas e criaturas mitológicas, mas só vejo súcubas em jogos de RPG, sendo raramente mencionadas em outras mídias, logo, quando li a sinopse, fiquei muito curiosa pra ler.

Escarlate é narrado por um rapaz que, depois de ter sonhos estranhos com uma jovem bonita, acorda e vê um portal aberto em seu quarto. Ele entra e, do outro lado, encontra um mundo sombrio, habitado por súcubas, que são criaturas que visitam homens em sonhos para roubar sua energia, através do ato sexual. A súcuba responsável por deixar o portal aberto é Lukriya, e, já tendo desenvolvido um estranho fascínio por ela, o rapaz tenta protegê-la, não dizendo nada sobre quem ele via nos sonhos, antes de ir parar naquele mundo sombrio. Sem saber de quem ele era vítima, as súcubas decidem levá-lo como presente a Rainha das Súcubas, criatura que parece ser tão odiada quanto temida. A partir daí, bom, a partir daí você precisa ler para saber.

Escarlate é uma leitura bem rápida, possui poucas páginas e pode ser lido de uma vez, sem delongas. A narrativa é conduzida pelo próprio rapaz, (o do portal), e parece uma conversa entre você e um velho amigo. Ele faz questão de deixar claro que não é escritor, mas apenas quer contar uma história, e você se sente mesmo como se estivesse sentada num bar ou algo assim ouvindo a história de alguém. Por ser uma narrativa rápida, alguns detalhes são deixados de lado, ele não se aprofunda na lenda das súcubas, não diz nem seu próprio nome, e não faz questão de economizar nas gírias. A impressão é que você está mesmo conversando com um amigo, o que acaba sendo tanto bom quanto ruim. Bom por tornar a leitura fácil e rápida, ruim porque você termina a leitura com um monte de perguntas, mas não pode fazê-las porque seu amigo foi embora.

Vale ressaltar que Escarlate é um livro erótico, mas esse não é o principal foco do livro. O livro também não é um romance, e como o próprio narrador deixa claro, é uma história de como ele conheceu Lukriya, e apenas isso. O universo das súcubas foi pouco explorado, e uma continuação contando a história das famílias, o universo das súcubas e a relação com os vampiros (que são apenas mencionados) seria muito bem vinda. Fiquei curiosa para saber se uma súcuba poderia roubar a energia de uma mulher, e porque Lukriya diz, no livro, que íncubos são frutos da imaginação humana. Resta esperar que o autor faça uma continuação explicando os detalhes.

Em suma, Escarlate é um bom livro, a história é interessante e te entretém por algumas horas. Porém, é muito curto, o que acaba tornando a história um pouco corrida. Ficaram várias pontas soltas, e no final temos aquela sensação de faltar algumas páginas. A trama principal não me convenceu, embora tenha gostado dos personagens e do universo das súcubas. De qualquer forma, fiquei feliz pela oportunidade de conhecer uma história diferente, sobre criaturas que raramente aparecem em histórias fantásticas, e pelas horas de distração que o livro me proporcionou. Para quem procura uma leitura curtinha, sem criar grandes expectativas, Escarlate é uma boa pedida.

site: http://www.31demarco.com/2017/02/resenha-escarlate-j-jamesson.html
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