Renegades

Renegades Marissa Meyer




Resenhas - Untitled Marissa Meyer


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Lis 19/11/2017

Maravilhoso do Início ao Fim
Aqui temos uma distopia sensacional ambientada em um mundo no qual algumas pessoas apresentam poderes, estas pessoas são chamadas de Prodigies. Uma parte dos Prodigies fazem parte dos Renegades, basicamente uma instituição que preza pela segurança dos civis, são praticamente os super-heróis. O livro se inicia com uma Passeata em comemoração do Dia do Triunfo, que foi há aproximadamente 9 anos, quando os Renegades se reestabeleceram, após ganharem a batalha contra os Anarchists, comandados por Ace Anarchy. Os Anarchists são a outra parte dos Prodigies, os quais são encarados como vilões. Nova, que usa o seu codinome de "vilã" Nightmare, é a personagem principal e faz parte do grupo dos Anarchists. Ela busca vingança pela queda do reinado de Ace, seu tio.

Nova é uma personagem maravilhosa, durona, que ao demostrar fraqueza, consegue se recuperar rapidamente. Ela não dá o braço a torcer, é inteligente, sagaz e extremamente competente. Seu caminho se cruza com o Sentinel, que na verdade é a identidade secreta de Adrian Everheart, um dos Renegades.
Se eu falar mais alguma coisa com certeza darei Spoiler.

Eu nunca tinha lido um livro da Marissa Meyer, apesar de todo mundo falar muito bem da série As Crônicas Lunares, e resolvi dar uma chance a este livro sem esperar nada. E tenho que dizer que valeu a pena. E muito.
Marissa construiu um mundo que é realmente palpável, que te faz questionar se os vilões são os mocinhos e se os super-heróis são os vilões. A leitura é tão fluída, envolvente, que 500 páginas parece pouco. Você se sente angustiado, vidrado e ansioso por cada capítulo.

Fazia muito tempo que não lia um livro tão intenso e gostoso de se ler, no qual não há aquela forçação de barra, triângulo amoroso desnecessário, etc... Temos uma personagem feminina que não é perfeita, mas é ideal na medida certa. E um personagem masculino envolvente, de dupla identidade, que se mostra ao mesmo tempo forte como tênue em determinados momentos.

Leitura obrigatória para quem gosta de uma boa fantasia!

PS: QUERO O SEGUNDO LIVRO PARA ONTEM, DONA MARISSA!
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isa gusmão 05/06/2018

3.5 estrelas na verdade

DESAPONTADÍSSIMA com Marissa Meyer - acho que até por ser inevitável comparar com as Crônicas Lunares, que eu amei muito, Renegades foi uma tremenda decepção. Tenho diversos problemas com o livro que não sei nem se vou lembrar todos:

1. A construção de cidade é muito mal-feita - o mundo de Gatlon City que ela cria não é crível, não soa verdadeiro, não convence, e parece absurdamente caricato. Gatlon City não tem vida, não é fácil de imaginar e parece incoerente - há partes da cidade funcionando perfeitamente, tendo desfiles, enquanto completamente caquéticas e destruídas? As ruas são mergulhadas em lixo e em grafite enquanto as pessoas trabalham normalmente e existe um massivo prédio com tecnologia “state-of-the-art”? Não é “visualizável”, nem coerente. Muito triste quando penso em Nova Beijing, de Crônicas Lunares, uma cidade que eu adorava, visualizava, imergia em.

2. A construção e os dilemas do universo são incongruentes e conflitantes – temos super-heróis incríveis e vilões absurdos em um acordo ridículo e inimaginável, vivendo no que ela tenta fazer parecer um mundo pós-destruição-completa, porém ela não consegue criar essa ideia bem? Os super-heróis e os vilões são caricatos, com falas e cenas dignas de um filme de super-herói classe B e motivações ruins. Todo o contexto e conjuntura do universo é mal-estruturado, sem convencer, fazendo com que você tenha que estabelecer uma regra de “isso não faz sentido mas vou ter que relevar” pra continuar lendo o livro. É cansativo e meio chato.

3. As motivações dos personagens são péssimas, e por muitas vezes me peguei torcendo contra eles ou esperando que as coisas dessem errado para que eles percebessem as justificativas e motivações ridículas e forçadas. Nova tem a PIOR justificativa do mundo para ser tão “revoltada com tudo e todos” e por vezes o ódio intenso dela pelos Renegades parecia infantil, mal-fundamentado e irritante, para não falar em não convincente. Adrian também é movido por um senso moral de justiça e de tudo que há de bom que é - porém em um nível muito menor que o de Nova - um saco. Os caminhos e propósitos dos personagens não convencem, não empolgam, não motivam a continuar lendo, e ao longo do livro vão soando cada vez mais infantis e agoniantes.

4. Os personagens não são nada demais. Sério. A maioria deles é o maior nem-fede-nem-cheira da história. Nenhum me cativou e me fez ficar apegada nele - o que é difícil de acreditar, comparando com a espirituosa Iko, com Cress, Thorne, Scarlet, e tantos outros fascinantes personagens criados por ela. Em Renegades os personagem são bem médios e eu francamente não estou nem aí pra 75% deles - o que é raro, já que eu me apego por um pedaço de pão se bem escrito. ALÉM DISSO, vamos falar das decisões RIDÍCULAS E BURRAS tomadas pelos personagens. Qualé, vai me dizer que os maiores super heróis/vilões e seus aprendizes são tão otários assim? Algumas escolhas e atitudes dos personagens foram completamente “out of character” e davam a sensação de só terem acontecido para manter a história progredindo. Sem falar que da metade pro fim do livro ela simplesmente ESQUECEU de alguns personagens e deixou fios soltos até demais, mesmo pros parâmetros de um livro que é duologia. Serião, o que rolou com Ruby e Oscar depois? Não sei porque foram esquecidos lá pra página 300.

5. Que livro arrastadoooooo. Parece que 60% dele é introdução e as cenas que deveriam ser os “grandes momentos” são na verdade bem meh. E o suposto clímax não poderia ser mais anticlimático. Só pegou o ritmo bom lá pra depois da metade, e ainda assim algumas partes se arrastaram. Plus, os plot twists eram absurdamente previsíveis e faltou surpresa nesse livro.


MAS NEM SÓ DE PROBLEMAS VIVE UM LIVRO NÉ - aka também há pontos positivos:

1. MUITA diversidade - os principais super-heróis da cidade são um casal abertamente gay, que adotaram o protagonista. Muitos personagens negros, asiáticos e latinos. Personagens deficientes. Ponto pra Marissa Meyer.

2. O Council é na verdade uma perspectiva muito interessante de “como fica o mundo e os heróis depois de salvarem o mundo” e foi legal de ver.

3. Bons diálogos, como é de praxe de Marissa Meyer, e um bom número de segredos e questões pra gente pensar. Interessante.

Enfim - continuarei porque acredito no poder de Marissa pra escrever um segundo livro melhor, levando em conta TLC. Espero que esteja correta. Vale a leitura, mas sem muita hype.
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Queria Estar Lendo 09/01/2019

Resenha: Renegades
Renegades (Renegados) é o primeiro volume da nova trilogia da minha senhora e salvadora, Marissa Meyer, e vai ser lançado aqui no Brasil pela Editora Rocco. Essa mulher já roubou meu coração com os contos de fada em versão ficção científica de As Crônicas Lunares e com o devastador e cômico Sem Coração, que acompanha a vida da Rainha de Copas antes de ela se tornar a cruel monarca; agora, é a vez dos heróis.

Nessa realidade, os heróis salvaram o dia em Gatlon City e, por isso, foram recompensados. Antes, eles eram temidos. Agora, são amados. A história nos mostra dois pontos de vista: os Renegados e os Anarquistas. Com os Renegados, temos Adrian. Ele é o filho adotivo dos dois líderes do grupo de heróis, órfão de uma das maiores heroínas que o mundo já conheceu. É um rapaz extraordinário, com um poder fascinante e com essa sede de justiça e de fazer a coisa certa, mesmo que precise ir contra as leis e regras criadas pelos próprios pais para que isso aconteça.

"Enquanto a anarquia for sinônimo de caos e desespero, os anarquistas sempre serão sinônimo de vilania."

Do outro lado, temos Nova. Ela foi adotada pelo Anarquista, o vilão responsável por toda a guerra que devastou Gatlon City. Ressentida pelo fato de ter acreditado nos Renegados e tê-los visto falhar quando mais precisava, condenando sua família a uma chacina, Nova quer vingança. Ela quer encontrar os pontos fracos da organização e quer vê-los ruir - para isso, vai precisar se passar por um deles. Nova quer correr atrás da própria vingança, e não vai medir esforços para que ganhe vida.

O ponto forte de todas as histórias da Marissa é a construção de personagem. E, oh boy, como ela fez isso bem em Renegades.

É impossível, repito, absolutamente impossível escolher um lado nesse conflito. Apesar de os Anarquistas serem o caos, os Renegados não são exatamente os mocinhos. E é genial com os pontos de vista dos dois protagonistas mostram isso; não existe um certo. Não existe um errado. A guerra é bastante cinzenta porque não entrega uma escolha fácil para ninguém. Mesmo os heróis são corrompíveis. Mesmo os vilões são empáticos.

"Uma pessoa não pode ser corajosa se não tiver medo."

O ponto de vista do Adrian foi muito de cautela e justiça, enquanto o de Nova era de vingança e amargura. Dois opostos evidentes tal como o tabuleiro desse conflito sem fim.

Adrian foi um dos melhores personagens que a Marissa já criou. Gentil e dedicado, divertido e cheio de vida, ele é um garoto sonhador e cuidadoso. Entende as leis e a razão pela qual estão ali, sabe que o trabalho dos seus pais é essencial para manter a ordem na cidade - e no mundo -, mas também viu que isso nem sempre funciona. Sua criação, Sentinela, é um uniforme que esconde sua identidade e garante que Adrian faça suas investigações e vigilâncias sem o peso do símbolo Renegado sobre ele.

Gostei tanto da ambiguidade desse menino! De como ele agia pelas costas do pai justificando "o bem maior" quando, na real, também era movido por um pouco do seu ego e teimosia.

"- O que nós fazemos... é só uma série de escolhas. Pegue os prodígios de conjuram fogo, por exemplo. Todos eles têm uma escolha. Podem queimar prédios até que virem cinzas, ou podem assar biscoitos."

Adrian consegue dar vida a qualquer coisa que desenhe, desde um pônei até uma arma laser integrada ao seu uniforme secreto, mas o fato de precisar acreditar nesse desenho, de que é útil para alguma coisa, explica muito da sua personalidade. Como ele reage ao mundo e aos crimes e ao senso de justiça.

Nova, por outro lado, é o lado mais radical. Ainda que ela enfrente grandes momentos de hesitação, uma vez que seu plano de se infiltrar nos Renegados dá certo, a sede de vingança fala mais alto. No que o Adrian é ambíguo porque se esconde atrás de uma identidade secreta para fazer justiça com as próprias mãos, Nova se esconde atrás de uma mentira para procurar sua vingança. Ela se torna outra pessoa frente aos Renegados, e a possibilidade de essa identidade falar mais alto, de ela encontrar humanidade e gentileza e familiaridade em meio aos heróis é o que mais a aterroriza.

Como ship, os dois não decepcionam. O slow burn é bem trabalhado - como a Marissa já mostrou que é especialista - e envolve muito da construção de confiança e de como ela não existe realmente porque ambos escondem informações essenciais um para o outro. Ainda assim, Adrian e Nova se entendem. Dividem momentos fofos, amigáveis e cheios de química. É de se contorcer e rolar pelo chão o quanto os olhares e os sorrisos significam tanto para o desenvolvimento do ship.

O leque rico de personagens que compõe o background da história é gigantesco. Os Anarquistas são os vilões, desde os mais caóticos, como o Mestre-das-Marionetes ou a Detonadora, passando pelos medonhos, como o Fobia, até os mais doces e gentis, como a Rainha das Abelhas. São figuras únicas, carregadas de história e de carisma. Os vilões dessa série poderiam ser vilões do Batman de tão incríveis que são!

"Como podemos esperar que as pessoas mudem se não damos uma chance a elas?"

Os heróis, por outro lado, não representam apenas a ordem e a justiça. Os pais do Adrian, Simon e Hugh, são a família. O amor. O cuidado. Ruby e Oscar, melhores amigos do garoto, são seus companheiros para os melhores momentos e também os piores - e também os melhores colegas de equipe que um Renegado poderia querer. Eu me apaixonei perdidamente por cada personagem em cada arco e é desesperador o quanto eu não sei para quem torcer!

Ah, e já que eu mencionei, vale falar que representatividade é fortíssima nessa obra. Adrian é negro, Simon e Hugh (os líderes dos Renegados!) são gays, e por aí vai. O padrão não existe, realmente; a autora usa os poderes, os Prodígios, para falar de opressão (quase como os X-Men) e dá espaço para que aquilo que foge do padrão seja parte dele.

"O coração de Nova pulou. Ela ergueu a arma e... em quem deveria mirar? Era uma Renegada hoje, ou uma Anarquista?"

O ritmo da narrativa é carregado em adrenalina, investigação e bom humor. É aquele tipo de leitura fácil e gostosa que flui tão perfeitamente que dá pra terminar muito rápido - mas você se apaixona por tudo e não quer que termine. O cenário remete às boas histórias de heróis, mas também aos livros de distopia e aventura que ganharam o gosto do público.

"Heróis ou vilões, todos os Prodígios eram poderosos. Todos eram perigosos."

Renegados é o tipo de história perfeita para quem gosta de heróis, aventura ou simplesmente uma saga carregada em ação e carisma. A publicação no Brasil está prevista para este ano, então já se prepara porque esses super-heróis e super-vilões vão roubar seu coração.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/01/resenha-renegades-renegados.html
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Laris @larisreads 31/03/2019

Renegades | Marissa Meyer
Em "Renegades", primeiro livro de uma trilogia, Marissa nos apresenta uma sociedade dividida por heróis e vilões. Os Renegades são os heróis que salvaram a cidade de Gatlon da ruína nas mãos dos Anarchists, os temíveis vilões que governavam em meio ao caos.

Nova viu a família ser morta quando era criança, e depois dessa terrível perda, ela foi levada por seu tio, Alec, para viver com o que restou dos Anarchists. Criada entre os vilões rejeitados pela sociedade, Nova deseja se vingar dos Renegades, uma vez que eles falharam em proteger sua familia quando esta precisou deles. Por isso, quando Nova tem uma chance de se infiltrar no quartel general dos heróis, ela não pensa duas vezes.

Entre os Renegades, Nova conhece Adrian que a aceita em seu grupo de amigos. Sendo o filho dos maiores heróis da cidade, Adrian não era o que Nova esperava, assim como muitos outros Renegades, e ela acaba se vendo em um impasse entre o que ela achava que era verdade e o que ela descobre nessa inesperada situação.

Eu sempre gostei de histórias que abordam profundamente o bem e o mal, e todos os estereótipos que giram em torno deles, toda a ambiguidade moral. Sem entrar muito em detalhes para não estragar futuras experiências literárias, eu adorei como Marissa explorou a questão de que em mundo dividido entre heróis e vilões, nem tudo é o que parece.

Meu único problema com o livro foi o ritmo da narrativa. Às vezes eu senti que Marissa estava dando voltas em coisas vagas antes de algo mais interessante acontecer, como se fosse uma montanha-russa: altos e baixos, mas mesmo com esse probleminha, "Renagades" me fez ficar acordada durante noites, porque eu simplesmente não consegui larga-lo.

O livro tem personagens fortes, uma ótima construção de universo, muita representatividade, cenas de ação intercaladas de momentos de reflexão, e um final arrebatador, daquele tipo que faz o leitor querer reler todo o livro em busca de sinais de que aquilo estava para acontecer. Agora, depois de tudo isso, eu mal posso esperar para por minhas mãos na sequência, Archenemies, que está prevista para o final de 2018.
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