An Enchantment of Ravens

An Enchantment of Ravens Margaret Rogerson




Resenhas - An Enchantment of Ravens


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Juh 14/11/2020

Leve e encantador
Achei super fofo o livro, os trejeitos do Rook para compreender os mortais. Fofo.

Um livro leve e realmente encantador.
Minhas expectativas foram satisfeitas.

Tinha espaço para muito mais, claro, mas ao se aprofundar mais em detalhes e personagens o livro não seria tão leve.
Da forma que foi feito deixa espaço para continuação, mas também satisfaz sem tal.
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Andressa 22/10/2020

a sensibilidade do nosso olhar
Esse livro foi um amor do início ao fim, de uma sensibilidade e leveza absurda. É uma história simples, com uma escrita lírica e bem conto de fadas mesmo, que você pega pra ler quando quer se distrair e se encantar com a magia de cada descrição. A autora cria uma visão nova e sombria sobre o mundo feérico, trazendo foco para importância do nosso olhar e interpretação de nossas emoções através da criação artística. Não é um livro perfeito mas consegue nos cativar com personagens tão amorosos e comuns. É aquela história que ficará guardada no seu coração com muito carinho.
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Krous 30/09/2020

Nota real: 3,5
Nossa, eu estava pronta para cravar 4 estrelas neste livro. Aí cheguei no capítulo 18 (Verdade seja dita, o caldo começou a entornar no final do capítulo 17).
Só sei que a atitude burra de Isobel me tirou do sério e a manipulação da autora vilanizando personagens que não fizeram nada de ruim só pra gerar conflito na reta final do livro me deixaram puta a ponto d' eu deixar a leitura de lado por uns dias. Antes disso, eu devorava o livro.

Tanto Isobel quanto a autora se redimiram no final, razão d'eu ter decidido dar 3,5 estrelas.

Achei a história agradável e duvido que seria possível se quando coloquei o livro na meta não tivessem me dito que "An enchantment of ravens" era mais romance que fantasia. Acho que baixei tanto minhas expectativas que fiquei surpresa com o que encontrei pelas páginas. Também não teria curtido tanto a história se antes não tivesse tido contato com a série O povo do Ar da Holly Black que me introduziu ao mundo das fadas, com toda sua peculiaridade, regras e opinião sobre humanos.

Holly Black te joga no meio do olho do furacão sem muitas explicações e eu que lide com isso. Margaret foi mais mansa nesse quesito, mas me vi mais confusa lendo "An enchantment of ravens" do que "O príncipe cruel" e "O rei perverso".
É que Holly não te promete explicações de nada, a maneira como Margaret escreve me fez crer que uma chegaria, mas... nada. Isso eu não gostei muito - mas não influenciou na nota final.

Eu gostei de Isobel, acho ela uma protagonista marcante ao mesmo tempo que a achei meio enjoadinha. A história é narrada em 1ª pessoa. A autora tende para uma escrita mais poética e, às vezes achava a narrativa de Isobel muito melodramática. Principalmente nos últimos capítulos.

Gostaria de ter conhecido mais sobre seus clientes, seu trabalho e sua interessante família antes dela ser levada por Rook.
A introdução dela sobre Whimsy e como humanos e feéricos coabitavam me interessou bastante, minha curiosidade não foi saciada porque a autora tinha outros planos e outros assuntos para focar. Me senti podada no ápice.

Normalmente romances abruptos pesam na minha nota. Eu vi química entre Isobel e Rook e potencial para um romance épico. O amor caiu de paraquedas, mas não tirei pontos por isso porque, no fim das contas, estava tão investida na relação quanto eles.

Rook é um feérico da realeza todo enigmático. A autora conseguiu transpor por papel toda essa aura mística e sofrida do personagem. Se Isobel estava de quatro por ele, eu confesso que não estava longe disso.

Eu entendi o fascínio de Isobel por ele, e até a perdoo por cair de amores sem muito material pra isso. O livro explica, a mitologia corrobora que feéricos são criaturas fascinantes, belas e maravilhosas.

Mas do Rook eu esperava um demora para perceber que amava a protagonista. Ele é uma criatura com centenas de anos, já viu muita gente. Ele não iria quebrar as regras e amar uma mortal que, pelas descrições, não passava de uma mulher comum. Não consegui voar a esse ponto.

Mas é mais um livro que trata amor como algo fácil. Isso é paixão.

Não teve relação nenhuma com a nota, mas estou cansada desses casais da literatura formados por uma humana adolescente e uma criatura milenar. Acho estranho, me deixa desconfortável e preferia que não fosse uma tendência.
Não havia razão alguma para Isobel ser um pouco mais velha. Não entendo o preconceito com autores com os 20 anos. É uma faixa etária boa.

Foi leitura agradável, gostei do livro. Mas consigo entender por que muita gente não gostou.
Além disso, acho que a autora se embolou um pouco na conclusão do livro (abriu mão da coerência para privilegiar um final romântico de conto de fadas) e podia ter trabalhado melhor nas cenas de ação e tensão. Ela praticamente jogava água na lenha antes de acenderem a fogueira.

E por fim, eu entendo que a história se passa entre os séculos 18 e 19. Ainda assim não há razão para ausência de personagens POCs. É incompreensível os feéricos viverem num regime tão hétero e cisnormativo, mas pelo menos entendo de onde vem a melancolia deles. Imagina viver tantos anos e não poder beijar várias bocas...
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Camila.FArias 21/09/2020

Não recomendo
Fraco! Da mesma autora de " o feitiço dos espinhos". Nada me cativou. Personagens sem graça, instalove com magia diferente, mas não cativante. É um romance bestinha com elfos.... nada demais. A principal tinha umas sacadas do nada, que eu nem acompanhava pq não me importava com a história. Só terminei pq é livro único,mas foi difícil.
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@porcelanaliteraria 16/08/2020

"God Law"
Para quem gostou do universo de Holly Black, este é um livro que deveria ser acrescentado a sua coleção. Em "An Enchantment of Ravens" temos um universo inteiro voltado ao mundo das fadas, onde acompanhamos Isobel em sua vida com elas.

Fadas usam dos serviços humanos desde sempre e os pagam (sempre) com um encantamento/feitiço. Entre tanto, como são um povo muito propenso a todo tipo de brincadeiras ou pegadinhas, há sempre que estar atento aos termos dos encantamentos.

Isobel é a artista mais talentosa da sua época e todas as fadas vão até ela procurando por seus serviços, esperando que Isobel as pinte.

Quando um de seus clientes a indica para um príncipe fada, Isobel tenta seu melhor para pintá-lo, mas, ao fazê-lo, pinta também todas as emoções que o príncipe tentava esconder, deixando que todos aqueles que olhassem para sua pintura, vissem sentimentos que um príncipe das fadas não deveria possuir. Agora, ela está sendo acusada (por ele) de ter sabotado seu quadro e a leva consigo para um julgamento em sua corte das fadas.

É um livro muito bom (li 200 páginas em um dia), mas achei um pouco difícil para uma primeira leitura nesse universo, não tendo muito conhecimento do idioma ou do gênero. Tive de parar várias vezes para recorrer ao dicionário e, ainda assim, foi mais fluído do que eu esperava. Indico para pessoas que tenham algum conhecimento na língua. É um livro maravilhoso!

Não dei a nota total por causa do final. Esperava algo diferente.
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Ammy 13/08/2020

sinto minha carência de the cruel prince suprida
Eu vô começar apontando os defeitos que me fizeram tirar meia estrela:
-o final é bastante corrido pra dizer o mínimo(levando em consideração ser um livro único de fantasia da pra entender que a autora não conseguiu desenvolver certas coisas)
-a reviravolta me soou um pouco forçada kkk
Agora o resto é que, o romance desse livro é prefeito, o casal é uma das coisas mais fofas do mundo e sendo apaixonada por livros com feericos amei o universo e esse adento da lei, o Rook é precioso demais pra esse mundo se em algum momento não te deu vontade de abraçar ele o problema é com vc

Resumindo: mais um favorito pra minha estante mesmo com alguns problemas
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lara1234 13/07/2020

É legalzinho e tal, mas realmente não agregou nada na minha vida kkk
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Nadine 21/06/2020

Gente, eu não acredito que esse livro me levou cinco dias da minha vida. Eu já escrevi uma ode de ódio em inglês, então cá está a versão resumida e em português do porquê eu odiei esse livro mesmo tentando com todas as forças gostar dele:

1 - protagonista com DEZESSETE ANOS e uma criatura ancestral e mágica se apaixonam. Além de ser por motivo nenhum, de não ter desenvolvimento, por que caralhos ela só tem dezessete anos? Se ela tivesse dezoito o romance ainda seria seboso, mas pelo menos seria um pouco mais aceitável.

2 - O mundo é mal feito e vago. Duas páginas pra descrever um vestido e ninguém se importa nem de explicar como é que funciona o mapa, por que caralhos eles saem de um reino e vão para outro em poucos passos e, enfim.

3 - Personagens com um nível de estupidez quase insultante.

4 - Um monte de coisas citadas que não foram explicadas, algumas são só fatos que não serviram de nada outras são MOTIVOS REAIS os quais qualquer explicação plausível, ou até mesmo ligeiramente aceitáveis, destruiria o enredo completamente. Se não tem como explicar, é só citar levemente e fingir que nunca aconteceu.

5 - Eu já citei o quanto os personagens são imbecis?

Enfim.
Babi 16/09/2020minha estante
Também queria mais explicações do mapa e desenvolvimento do casal, achei muito estranho. Decepcionada.




I. de Rohan @belderohan 13/06/2020

Shakespeare + Poe
Margaret Rogerson acertou completamente nessa aventura fantástica cheia de imagens tradicionais esquecidas. Eu vou explicar.

O grande dono das fadas é Shakespeare com a peça maravilhosa Midsummer Night's Dream. O texto, dividido em quatro núcleos, contem dois núcleos que conhecemos as fadas. Estas fadas não são como as que nossas mães nos contam, elas são como as fadas que foram contadas às nossas tataratataratataratatara avós. Fadas malvadas, imortais, que realizam pedidos - não sem arruinar alguma coisa -, sem emoções humanas e um ódio por humanos. Essas são as fadas de Rogerson também, porém, essas fadas não podem criar, e é aí que entra nossa protagonista. Isobel é uma artista de retratos e é muito famosa entre humanos e fadas, o que faz o príncipe do reino outonal procurá-la. Os dois apaixonam-se, chegando perto de quebrar uma das regras deste universo: fadas e homens não podem amar.

Antes que Rooke e Isobel possam quebrar a lei, o retrato é completo e Rooke volta para seu reino, preso para sempre no outono, como ela está sempre presa num verão.

Encontramos Edgar Allan Poe no momento em que vemos a real face das fadas. Sua beleza é apenas um glamour. Encontramos diversos elementos góticos dignos de Poe, escondidos dos humanos e que Isobel percebe pela primeira vez.

Exatamente do jeito que eu gosto, a protagonista e narradora é genial e realista, ela não acredita que está se apaixonando, já que tem um grande receio perante às fadas.

Tirando a nossa protagonista e suas irmãs, não sinto muito brilho nas ojtras personagens. Porém, suas descrições, enredo, mensagens, imagens e diálogos suprem as personagens menos interessantes. Eu até perdoo a falta de brilho do par romântico! Apesar de não gostar muito do Rooke, ainda há química entre os dois.

Esse livro foi muito comparado com a saga de Sarah J. Maas, como um precedor, mas acho que deveria ser um antecedor das fadas e narrativa de A Court of Thorns and Roses. Indico fortemente esse livro! É mais real e violento, como fadas são.
Iva 13/06/2020minha estante
Há a versão em português já?


I. de Rohan @belderohan 13/06/2020minha estante
Eu acho que não :(( e como o livro é de 2017, não sei se terá.


Roberta 25/07/2020minha estante
Tem triângulo amaroso?


I. de Rohan @belderohan 25/07/2020minha estante
Hummm, pode-se considerar que sim




Lidi 07/06/2020

Entrega tudo o que promete
O livro promete um romance fofo em um mundo encantado e é exatamente isso que entrega. Não tenho porque ou como dar menos do que 5/5 estrelas quando o livro é exatamente o que promete.
O universo não é tão bem desenvolvido, como alguns falam, mas veja, não é esse o enfoque do livro. O enfoque é o romance e nisso o livro é ótimo.
Camila.FArias 07/06/2020minha estante
Vi q vc lê vários livros em inglês. Muito bom! Tenho só lido em inglês pra aumentar o vocabulário e tenho dificuldade de encontrar pessoas lendo os mesmos livros. Vi várias pessoas falando bem desse livro! Se não me engano é a mesma autora de sorcery of throns q legal tb!


Lidi 07/06/2020minha estante
Tento ler em inglês pra manter contato com a língua, acho bacana! Eu vou ler Sorcery of Thorns ainda, mas ouvi falar bem


Camila.FArias 07/06/2020minha estante
Eu achei legal... nada extraordinário. Tem livros melhores com certeza. Mas ideia da magia deles achei bem original.




thesoldierenigm 06/06/2020

meu deus esse livro é tão lindo e perfeitinho ele não vai mudar sua vida mas leia!!!
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Pam 23/05/2020

Um dos meus queridinhos desse ano, sem dúvida alguma.

Esse livro não tem quase nenhum defeito. Os personagens são incríveis, o romance é muito natural e deixa o coração bem quentinho, a construção de mundo é MARAVILHOSA.

A única coisa que tornaria esse livro melhor é se ele fosse mais longo. Juro que enquanto eu lia, senti como se pudesse continuar lendo pra sempre sem me cansar da história.
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Bia Abreu 09/05/2020

Lento
A premissa parecia interesssante, mas pelas primeiras 100 páginas você percebe uma heroína que era inteligente magicamente se apaixonar enquanto anda na floresta com seu sequestrador enquanto os dois esquecem idiotamente as 200000 coisas tentando matá-los e decidem perder o cérebro coletivamente em sinal de amor. O romance é realmente razoável, mas minha questão é que apenas escrever que os personagens se apaixonam sem mostrar a história torna o enredo mais fraco. Isso se mostrou mais porque, em grande parte das já mencionadas primeiras 100 páginas, absolutamente nada acontece em termos de desenvolvimento da história, havendo uma exploração breve do mundo que é basicamente um plano de fundo glorificado pra uma conversa romântica pouco convincente. Porém, depois disso a história se desenvolve em um boom de ação. Enfim. Isso. Foi ok. Não mudou minha vida, não vou lembrar que li esse livro semana que vem. Não desgostei a ponto de lembrar.
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Lu 26/02/2020

Cutucando um dente solto
"Eu cutuquei e cutuquei no fundo da minha mente como faria com um dente solto, sabendo que o dente estava solto, mas nunca detectando um movimento."

A citação acima realmente existe no livro. Eu juro. E acho que foi o momento da história que mais me fez refletir porque, pensem comigo, se um dente não se mexe... como você sabe que ele está solto? A menos que você dê com o guidão de uma bicicleta na sua cara, como eu já fiz, o jeito natural de um dente se soltar é aos poucos, aí a gente fica cutucando com a língua porque o dente fica se mexendo... e é uma sensação engraçada, se me lembro corretamente (faz muito tempo que perdi todos os meus dentes de leite, diferentemente da protagonista desse livro). Ainda assim, será que uma metáfora falando de um dente solto que não se move é uma boa escolha? Não sei, gente. Metáforas são ótimas, mas a gente tem que saber onde parar.

Sobre o restante do livro, confesso que fiquei entediada. O Rook me pareceu um personagem típico masculino, embora ele tenha à favor dele o respeito pelas vontades da protagonista e seja bem gentil. A Isobel, nossa protagonista, é uma pessoa bem razoável (ela não parece ter 17 anos, mas com isso já estamos todos acostumados). Eu amei as irmãs gêmeas da história, são as melhores personagens, na minha opinião.

A premissa da história é interessante, ainda mais se você vai pela sinopse. O único problema é que até as coisas previstas na sinopse acontecerem, já passou da metade do livro. E entre ficar andando pela floresta enquanto a premissa da sinopse não vem e uma metáfora ou outra, eu já estava sonhando com o momento em que a história iria terminar.

Entendo por que muita gente gosta da história, a caracterização das fadas é única e, diferente do que acontece em ACOTAR, temos uma protagonista pintora que parece saber o que está fazendo. Aliás, falando em ACOTAR, sei que muitas pessoas estão indicando esse livro dizendo que An Enchantment of Ravens tem a mesma vibe e é parecido com a história da Sarah J. Maas. Mas não sei se é uma boa ideia começar a lê-lo com essa comparação em mente. Pessoalmente, achei os dois completamente diferentes (ainda bem, porque ACOTAR pra mim não dá mais, chega, deus me livre). Mas não sei, por sua conta e risco.

Sinceramente, terminei esse livro sem saber de mais nada, me sentindo levemente entorpecida. Talvez tenha um dente solto no fundo da minha mente.

site: https://www.youtube.com/channel/UCKAuqGqU2ksAzrxQj2z-ANg
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Queria Estar Lendo 17/12/2019

Resenha: An Enchantment of Ravens
An Enchantment of Ravens, da autora Margaret Rogerson, encanta pela simplicidade e pelo universo mágico. A parte principal, no entanto, está nos personagens. São poucos, mas são extremamente bem desenvolvidos e constroem a atmosfera fantástica da melhor maneira possível.

Isobel é uma pintora - a melhor da cidadezinha onde vive. Essa cidade divide a realidade humana com a do povo feérico, que vem para as redondezas em busca de coisas Feitas. Eles não possuem o talento ou a alma humana necessária para criar as coisas, e trocam encantamentos por elas. Isobel, com seu talento, recebe feéricos em sua casa e pinta seus retratos em troca dos pagamentos. Até que o príncipe da corte outonal aparece e, sem querer, Isobel retrata emoção nos olhos da pintura. Mostra sua vulnerabilidade e, para o príncipe, algo que pode custar seu trono e até sua vida.

Levada ao mundo dos féericos para um julgamento, Isobel acaba tropeçando - quase literalmente, na realidade mágica e em tudo que o mundo deles oferece. Toda a liberdade, mas também todo o enclausuramento e a sensação de que coisas belas podem esconder coisas terríveis.

O Tumblr indicou para leitores apaixonados pela série Corte de Espinhos e Rosas e, como boa fiel da religião de Sarah J. Maas, eu corri atrás dessa nova obra. Foi uma das minhas melhores decisões.

An Enchantment of Ravens é, repito, um livro simples. Não tem toda a grandiosidade de qualquer outro livro de fantasia nesse estilo, mas estabelece seu universo e seus personagens e conta uma história que vale a pena acompanhar.

O mundo dessa obra é rico, versátil e entrega um novo olhar sobre criaturas mágicas que já foram bastante trabalhadas em outras histórias. Isobel e Rook - o príncipe da corte outonal - são protagonistas carismáticos. Ela, mais do que ninguém, carrega o livro nas costas. O lado humano versus o lado imortal traz ótimos questionamentos aos personagens, e mesmo o romance se equilibra bem à parte mágica que dá tom à narrativa.

"Assim é a nossa natureza. Pode ser cruel, mas também é justa."

Isobel é ótima. Tem atitude, presença e força. É frágil, também, e humana acima de tudo. Ela não tem grandes sonhos ou desejos; quer ver o mundo, sim, mas também quer ficar com sua família - bastante curiosa, por sinal, composta pela tia que a adotou e pelas gêmeas Maio e Março, cabras transformadas em garotas graças a um encantamento que deu errado.

la vive para suas pinturas e para a arte, para as cores do mundo e das pessoas. É fascinada pelos feéricos tanto quanto os teme, com toda sua sensatez. Em Rook, Isobel vê fragilidade e um traço de emoção que não existe nos outros imortais. É sutil, mas está ali. Ao retratá-lo, ela acaba quebrando toda a rotina pacífica e é dragada para dentro do universo fantástico; é uma prisioneira e então é uma aliada, porque a situação entre os feéricos não é de toda ordem.

Pelo contrário, é o mais completo caos. Eles vivem em um verão eterno, sob o reinado de um monarca temido. As cortes são divididas e seus membros, egoístas. Mais do que qualquer coisa, a visão que é entregue com o desenvolvimento da obra é o quanto toda a beleza, perfeição e impecabilidade dos feéricos esconde o que eles realmente são. Rook tem aquela aura vulnerável, mas outros vão além disso. O poder de se encantar e de encantar seus entornos é um vício, e a mentira é a droga que eles usam.

Por falar no Rook, que amor de personagem bem desenvolvido! Num primeiro encontro, ele é aquele ser místico e fascinante. Depois, o príncipe turrão e brusco que parece desesperado por justiça, sem entender exatamente o que ela significa. E, então, conforme a interação entre os dois se desenvolve, acontece aquela química e conexão poderosas. São dois corações distintos, de universos que convivem, mas não se unem, e podem estar dispostos a ir contra leis antigas para entender seus próprios sentimentos.

"Ver a confissão de amor em seus olhos era diferente de ouvi-la. Esse era um olhar que poderia parar o tempo."

A construção de mundo é divina. É um universo rico, cheio de vida e de coisas perturbadoras. Deu pra ler as cores que compõem as cortes, os detalhes naturais de cada canto explorado pela protagonista, assim como as partes vis e temíveis desse mesmo mundo.

An Enchantment of Ravens é volume único e, apesar de a autora deixar brecha para uma continuação, tem um final agradável e bem fechado. É uma história perfeita para quem ama fantasia, romance e aventura.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/12/resenha-enchantment-of-ravens.html
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