Olhos Prateados

Olhos Prateados Scott Cawthon
Kira Breed-Wrisley




Resenhas - Olhos Prateados


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Pombo Sincero 27/03/2018

Olhos prateados, o livro do jogo FNAF
Bem, eu amo os jogos do Scott Cawthon e quando eu vi o livro eu corri pra comprar.
Charlie, a protagonista, volta a sua cidade natal para participar de uma homenagem à um de seus amigos de infância, lá ela reencontra seus amigos e eles, em meio à uma nostalgia e curiosidade, vão em busca do antigo restaurante do pai de Charlie. Eles descobrem que o lugar está totalmente abandonado e não é o que eles lembram, os animatrônicos mudaram e não são mais os mesmos de sua infância e sim perigosos e com um plano mortal.
Parece que tem tudo para fazer sucesso (bem, fez sucesso).
Os personagens são muito desinteressantes, Charlie é uma garota chata e sem sal (não sei se as pessoas falam isso ainda), a escrita é lenta, os personagens são chatos e você acaba torcendo para que os animatrônicos ganhem e termine de uma vez com seu sofrimento.
Eu simplesmente não estava nem aí com os personagens, em nenhum momento eles cativam o leitor. Eu quase desisti na metade, apenas continuei porque eu realmente gosto do jogo e quero saber mais sobre esse mundo de FNAF.
Se você quer ler o livro e não é fã dessa série de jogos, não leia, repito, não leia.
Se você que saber mais sobre o jogo e tiver um travesseiro pra encher de porrada, pode ler.
Mas repito, por sua conta e risco.
Boa sorte
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Caverna 10/10/2017

Aos 7 anos, Charlie tinha um grupo de amigos de quem gostava muito: John, Jessica, Marla, Carlton, Lamar e Michael. As crianças eram unidas e brincavam em todo canto, mas principalmente na Pizzaria Freddy Fazbear’s, cujo dono era o pai de Charlie. A grande atração e diferencial da pizzaria eram os animatrônicos, invenção também do pai de Charlie. Os animatrônicos eram robôs fantasiados de animais que seguravam instrumentos musicais e alegravam a criançada. Existiam quatro: o Freddy (um urso), a Bonnie (coelho), a Foxy (raposa) e a Chica (galinha). Aquela era basicamente a casa de Charlie e seus amigos, até que Michael e outras crianças foram sequestradas. A tragédia sem resolução fez com que as crianças perdessem o contato e a imagem da pizzaria fosse manchada. A tia de Charlie a levou embora de Hurricane, assim como os demais afetados pelo evento também saíram da cidade, restando apenas Carlton lá.

Dez anos depois, os amigos de Michael são convidados para uma cerimônia em homenagem a ele, e é quando se reencontram. Charlie se sente um pouco desconfortável ao ver os amigos agora crescidos, adolescentes, planejando seguir rumos diferentes. Voltar à Hurricane também traz de volta tudo o que acontecera em seus últimos dias na cidade, e é como se tivesse um elefante na sala, um peso claro sobre o ombro de todos, e ninguém quer ser o primeiro a tocar no assunto. Afinal de contas, o que aconteceu com Michael? Como não o viram sendo sequestrado? E as outras crianças? Quem os teria raptado? E a pizzaria, depois de todos aqueles anos, como estaria?

Para a última dúvida, Carlton tem a resposta. A pizzaria foi demolida e um shopping começara a ser construído no lugar, embora as obras tenham sido pausadas pouco tempo depois. E é então que uma ideia maluca surge e eles resolvem ir à antiga pizzaria. Não bastando isso, vendo como o lugar estava abandonado, eles decidem invadir. Dá pra imaginar que coisa boa não vai sair disso, né?

Investigando o espaço, eles descobrem que, na verdade, o shopping foi construído em volta da pizzaria, portanto tudo ainda está intacto, como se as pessoas tivessem saído às pressas e fechado as portas daquele jeito mesmo. Tudo estava exatamente do jeito que lembravam, inclusive os animatrônicos, em seus postos de sempre. Na ausência de luz, eles pareciam mais aterrorizantes do que nunca. Os olhos prateados, a expressão vaga, como se estivessem olhando além da pessoa na frente deles.

Não demora para que o grupo encontre as câmeras de vigilância, o palco, a cozinha, entre todos os outros setores da pizzaria. Também encontram um vigia noturno, que os faz fugir do local, mas com a promessa e o desejo de voltar.

E é o que eles fazem logo depois da cerimônia.

Só que, dessa vez, as coisas não vão bem. Os animatrônicos parecem criar vida, e se antes apenas Jason, irmão mais novo de Marla, acreditava que eles estavam se mexendo sozinhos, agora os adolescentes se veem lutando pela sobrevivência.

No meio disso tudo, Charlie volta para a antiga casa, inundada de recordações e nostalgia. Mas mesmo que a casa ainda esteja mobiliada e os brinquedos que lhe faziam companhia ainda no seu quarto, assim como os havia deixado da última vez que estivera ali, a sensação não era a mesma. Era um vazio muito grande, junto de um assombro sem razão. E após uma conversa com o pai de Carlton, ela decide ir atrás de maiores informações sobre o sequestro, levando o leitor a criar várias teorias baseadas no mistério que envolve a história.

Para os que não conhecem, Five nights at Freddy’s é um jogo de computador onde você é um vigia noturno que deve sobreviver por 5 noites. Você fica só na sala de controle, vigiando as câmeras para saber se algum deles está se aproximando, e se estiver, tem que fechar a porta correndo pra que eles não entrem, então basicamente a única coisa que você faz é fugir. Não é um jogo interativo no sentido de poder agir diretamente contra os animatrônicos, batendo neles ou coisa do tipo. Você não tem nenhuma arma, e mesmo luta corporal não iria funcionar. Já no livro, tem sim sangue, chutes, e os UFC’s da vida que você possa imaginar, mas nada exagerado, até porque são adolescentes normais que nunca esperaram passar por uma situação daquela na vida.

O jogo é sim de terror, mas mais pela tensão psicológica do que por botar medo. Os animatrônicos são sim assustadores, possuem um sorriso diabólico, e você fica desesperado quando não o encontra onde ele deveria estar. Eu nunca joguei, mas já acompanhei várias vezes um amigo jogando, então reconheço que dá vários sustinhos. As noites são como fases, então cada noite fica mais difícil de vigiar todas as câmeras e escapar.

Quando eu soube sobre o lançamento do livro, só faltou eu subir as paredes. Fiquei mega ansiosa para tê-lo em mãos, curiosa com a história. Sempre existiu muitas teorias e mitos sobre o porque dos animatrônicos “acordarem” de noite, e no próprio jogo nós encontramos artigos grudados na parede falando sobre 4 crianças desaparecidas, sobre o suposto responsável preso, e a possibilidade de as crianças estarem mortas. Fala sobre a pizzaria fechando as portas, sobre os brinquedos estarem saindo do controle e ficando estranhos. E, gente, como é lindo ter respostas! Como é uma sensação boa finalmente juntar o quebra-cabeça.

Os autores fizeram um trabalho sensacional com a obra, e muito provavelmente graças ao Scott Cawthon, criador do jogo, ser um dos autores. Ele não tirou a essência da história original, muito menos inventou coisas a mais. Ele, junto da Kira, apenas saíram da sala de controle da pizzaria e foram desenterrar o segredo por trás dos animatrônicos já conhecidos. Eles nos apresentaram personagens extremamente importantes e que possuem relação direta com o passado da pizzaria. É através desses personagens e suas lembranças que podemos finalmente compreender no que os animatrônicos se tornaram e porquê. Olhos prateados não é apenas mais uma história de terror, e sim a explicação para todo o terror já existente. Antes de comprar o livro eu até o abri e dei uma lida rápida nas páginas pra conferir se não era um livro parecido com o do Donnie Darko, onde não temos uma história contada, e sim somente explicações pro que ficou confuso, mas felizmente não foi o caso do primeiro volume de Five Nights at Freddy’s.

Sim, é uma série! Esse é o primeiro volume, e honestamente eu não sei como serão os seguintes. Para os nossos personagens da vez, acredito que a história teve início, meio e fim. Eles carregavam uma dor pela ausência de respostas, pelo desconhecido, e conseguiram se libertar após encarar a realidade.

Uma dica: Não vá esperando por personagens profundos e de grande personalidade. Eles não são bem desenvolvidos. Acredito que o autor deu tanto foco no mistério em si que esqueceu de dar um ar humano a eles. Charlie não é exatamente carismática, vive dentro de uma bolha, sem deixar que ninguém se aproxime, e mesmo depois de John se mostrar solidário ao máximo, ela ainda mantem uma certa distância. Carlton é daqueles que faz piada de tudo, até nos momentos mais críticos, e isso mais irrita do que descontrai, já que a situação num geral é séria. Algumas atitudes me deixaram espantada, mas me forcei a voltar ao ponto de partida: São pessoas que não se viam ou se falavam há dez anos. Muita coisa mudou, e eles agem com cautela, sem conhecer direito um ao outro. Ainda assim, eu não largaria alguém na pizzaria por achar que ela estava só tirando uma com a minha cara, mas tudo bem.

Mesmo com toda a explicação fazendo sentido, eu achei que faltou algo no final. Talvez as coisas tenham se resolvido rápido demais, de uma hora para a outra, e fiquei esperando por alguma coisa que não chegou. Não sei se é também porque não consigo sentir medo com livro de terror. Filme, ok, mas livro a minha mente não consegue criar uma imagem assustadora o suficiente, vai entender haha. Mas consigo imaginar direitinho a obra sendo adaptada pro cinema, seria bem legal e apavorante.

Em suma, Olhos prateados é o primeiro volume da série Five Nights at Freddy’s, baseado no jogo com o mesmo nome. Para todos que curtem um terror mesclado com mistério e cenas sombrias numa pizzaria abandonada, recomendo muito!

site: http://caverna-literaria.blogspot.com.br/2017/10/olhos-prateados.html
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Suellennobre23 26/08/2017

Sem graça
Acho que criei muitas expectativas para este livro e agora fiquei decepcionada por elas não terem sido supridas.
A premissa do livro é boa, mas a leitura é muito maçante.
A maior parte, por incrível que pareça, é composta de diálogos mas mesmo assim não deixou o livro dinâmico.
Chegou uma hora em que eu já estava me sentindo desanimada.
Quando começou a pegar ritmo, melhorou um pouco. O suspense foi até bom, mas depois de tudo, eu considerei o final muito simples. Parece que feito às pressas.
Então por que dei 3 estrelas? Porque, apesar de tudo, o suspense criado realmente me deixou afoita para saber o que iria acontecer posteriormente.
Indicaria apenas como leitura para passar o tempo.
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Gramatura Alta 19/06/2017

Eu não costumo me interessar por adaptações de jogos para o formato literário. Dos que li, nenhum foi bom. Mesmo assim, resolvi me arriscar com FIVE NIGHT’S AT FREDDY’S, mais por ser um terror juvenil e por se tratar de um enredo relativamente simples. O resultado é que tem mais pontos positivos do que negativos.

Algumas crianças desaparecem dentro da pizzaria Freddy Fazbear e nunca mais são encontradas. Dez anos mais tarde, as famílias fazem uma homenagem aos desaparecidos. Por causa disso, Charlie, a filha do dono da pizzaria, retorna à cidade e reencontra seus amigos da época: Jéssica, Carlton, John, Lamar, Marla e Jason.

Juntos, rodeados por recordações incertas, eles resolvem voltar à pizzaria, agora abandonada e escondida dentro das construções inacabadas de um shopping. Nela, reencontram os quatro animatrônicos que encantavam as crianças: Freddy, um urso; Bonnie, um coelho; Chica, uma galinha; e Foxy, uma raposa. Mas eles estão parcialmente destruídos pelo tempo, e agora não possuem mais aquela aparência convidativa. Ah, sim, eles também criaram vida e matam! Rsssss

Vamos começar pelo que é bom, ok? A maior parte do livro se concentra em estabelecer as relações entre os sete amigos, principalmente no trauma de Charlie por causa de tudo o que aconteceu com a pizzaria e o pai dela, mais o relacionamento amoroso que tem com John. São bem macabras as recordações que ela tem da infância, quando dividia seu lar com os bonecos construído pelo pai. Em muitos trechos, o leitor não sabe se essas recordações realmente aconteceram, ou se foi a imaginação fértil de uma criança de sete anos de idade.

Muitas coisas do passado ficam em suspenso, não são explicadas. Acredito que seja proposital, uma vez que OLHOS PRATEADOS é o primeiro livro de uma trilogia. Então, fica a expectativa de que a história evolua e responda o que fica em aberto sobre o que aconteceu. Já quanto ao presente, o relacionamento dos sete é convincente, dá ao leitor a credibilidade de que eles realmente são amigos e se importam uns com os outros.

Todos os diversos ambientes da pizzaria, bem como as partes em que cada um dos jovens fica em perigo, são bem construídas, as descrições suficientemente claras para que o leitor consiga visualizar o que está acontecendo, e isso é muito importante para que o clima de terror seja repassado. Fica impossível sentir medo de algo que não se compreende.

As partes em que os bonecos começam a atacar, seus movimentos, suas feições, enfim, tudo o que fazem, também consegue transmitir um certo horror, principalmente se o leitor já tiver visto bonecos semelhantes em parques de diversão. Os olhos, principalmente eles, sempre são o que mais incomoda, porque fica a dúvida se eles estão se mexendo ou não. Certo?

No começo da resenha, citei que o enredo é relativamente simples, e esse é o problema em OLHOS PRATEADOS. Exatamente por não existir muito para ser explicado, existem páginas e mais páginas narrando coisas que não importam para a história. Conversas que não explicam nada, além de várias idas e vindas à pizzaria sem uma real necessidade. Tanto, que o terror propriamente dito, só começa depois de dois terços da leitura.

Ah, e também faltou um pouco de sangue. Para quem está acostumado a assistir a filmes americanos de adolescentes que são mortos por um maníaco a cada cinco minutos de projeção, irá se decepcionar um pouco.

Mesmo com isso, eu gostei da leitura. Livros com informação em demasia não me incomodam, basta pular alguns parágrafos. O que importa, realmente, é se as partes que fazem a diferença, se são boas. E isso, elas são. Então, se gosta de jogos, se gosta de terror, pegue logo seu exemplar e se divirta! Ah, sim, e se arrisque no jogo, também. É muito divertido!

site: http://www.gettub.com.br/2017/06/five-nights-at-freddys-olhos-prateados.html
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Vai Lendo 30/05/2017

Suspense, mistério e bonecos assombrados
Quando li a sinopse do livro "Olhos Prateados", de Scott Cawthon e Kira Breed-Wrisley, publicado pela editora Intrínseca, a minha parte tenebrosa e assombrada despertou, dizendo: leia este livro e sinta muito medo.

Pois é, quando o seu eu trevoso te dá uma ordem dessas, você obedece. E foi assim que eu me vi lendo — meio apavorada — a história do livro inspirado no jogo Five Nights at Freddy’s.

A história se passa em Hurricane, onde dez anos atrás existiu a pizzaria Freddy Fazbear’s, com seus animatrônicos fofinhos. Até que ela se torna o local de sequestro de Michael, um menininho que adorava desenhar os amiguinhos — estou ficando meio bolada por ficar falando em diminutivos, chega —, que, como outras crianças, nunca mais foi encontrado.

Dez anos depois, os amigos de Michael se reúnem em Hurricane novamente para irem a uma cerimônia em sua homenagem.

Mas é claro que, sendo boa parte dos adolescentes criaturas infames que não conseguem não pensar em se meter em encrenca, eles resolvem voltar à antiga pizzaria.

E é aí que a coisa começa a ficar esquisita e, logo, percebemos que os animatrônicos da Freddy Fazbear’s não são tão fofinhos assim.

O grupinho é formado por cinco adolescentes: Charlie — cujo foco durante a história é bem maior, porque a pizzaria era do pai dela, e os robôs esquisitos foram criados por ele, sem falar de toda a história tenebrosa de sua família complicada —, John, Jessica, Lamar, Marla e tem também o Jason — um menino de 11 anos, meio-irmão da Marla e que caiu de paraquedas na história.

Embora esteja escrito no título Five Nights at Freddy’s, é só uma delas que importa e que os personagens realmente passam a noite lá e… Coisas acontecem.

Mas não é nada demais — eu só li embolada nos cobertores como uma lagarta trêmula, abraçada com o meu feroz cachorro de 20 centímetros e cinco quilos de pura banha canina, como se ele fosse um leão ameaçador, porque é claro que eu tinha que escolher ler a coisa de madrugada e sozinha. Porque ler um livro que promete terror e animatrônicos assassinos durante o dia seria um desperdício — como ir ao McDonald’s e pedir uma salada.

Não dá, né. Já que é para ler um livro assustador, vamos nos assustar.

Bom, "Olhos Prateados" é baseado em um vídeo game de terror criado por Scott Cawthon, como eu citei ali em cima. Eu nunca joguei, então não posso dar a minha opinião de gamer.

Mas posso e vou dar a minha opinião como leitora. Espero que gostem.

A sinopse de "Olhos Prateados" promete terror e brinquedos sinistros assassinos, então eu li o livro esperando justamente isso.

Não posso dizer que me decepcionei — na verdade, eu achei a história maneirinha —, mas tenho que admitir que esperava algo diferente.

Eu esperava sangue, mortes, horrores, gritos e brinquedos possuídos, mas o que eu consegui foi uma história bem macabra e, para todos os efeitos, muito real — o que, a meu ver, a torna mais assustadora.

Quero dizer, parecia real até o final, que foi, em minha humilde opinião, meio… desanimador e rápido demais — como se os autores, de repente, tivessem ficado cansados da história ou não soubessem como explicar toda a bizarrice que tinha acontecido e terminaram sem mais nem menos. Essa parte realmente ficou a desejar — o que é uma pena porque, em um livro de terror, o leitor costuma esperar um final chocante, quando não tão aterrorizante quanto toda a história.

Mas, como eu disse, não é desmotivador, até porque eu achei a história bem montada. Durante mais da metade de "Olhos Prateados", a história se resume a uma colcha de retalhos de lembranças da Charlie com relação ao que aconteceu na pizzaria Freddy Fazbear’s, lembranças essas que ajudam tanto a responder algumas perguntas que o leitor inevitavelmente vai ter com o início da história, como suscitam novas perguntas e teorias. Isso dá um toque de suspense e mistério à história. Achei isso muito bacana.

Ao mesmo tempo, no entanto, acho que esse início prejudicou um pouco o clímax da história — que é a parte assustadora e que devia ser a melhor —, porque o início dá um tom muito real à narrativa. Então, quando a coisa toda fica bizarra, eu, como leitora, fiquei em dúvida se achava aquilo legal ou não.

Eu acho que deveriam ter dado mais atenção ao terror em si. Isso teria feito toda a diferença. Há alguns sinais ao longo da trama, antes do clímax, que dão a entender que está rolando alguma coisa esquisita e nem um pouco normal ali, mas são sutis demais. Sem falar que os personagens não ajudaram. Tudo bem que são adolescentes, mas isso não quer dizer que tenham que ser idiotas — porque, se o cara está em uma situação de vida ou morte, cercado de brinquedos assassinos e com uma história aterrorizante por trás de tudo, definitivamente não é hora de ficar fazendo piadinhas sem graça. Sem falar que eu nunca vi criaturas que conseguissem não levar absolutamente nada a sério. Enfim, os personagens me irritaram um pouco. Acho que todos podiam ter morrido — podem me julgar, eu sou um monstro. Mas a narrativa foi bem feita e conseguiu me manter interessada, apesar disso.

Quanto ao trabalho da editora, está ótimo, como se espera da Intrínseca. A capa está muito condizente, devidamente sombria; o tamanho do livro está excelente — ótimo para carregar na bolsa sem fazer muito volume —; a diagramação está bem simples, mas bem feita. Não vi nada de errado e nem que me desagradasse.

"Olhos Prateados" não foi bem o que eu esperava, mas não foi uma perda de tempo. Infelizmente, achei o final desinteressante e os personagens, irritantes. Mas eu gostei da história, da proposta e da narrativa. Acho que se o livro fosse melhor trabalhado, seria um excelente thriller.

site: http://www.vailendo.com.br/2017/05/29/olhos-prateados-de-scott-cawthon-e-kira-breed-wrisley-resenha/
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Jeniffer Ferreira 29/04/2017

Fica muito melhor quando se separa a história do livro da do game
Sou um tanto suspeita para dar minha opinião em relação a este livro, pois sou uma grande fã da série (morro de medo do game, haha). Mas mesmo assim, digo que o livro alimentou minhas expectativas e ansiedade. Claro que, confesso, também ter esperado mais do terror em si e alguns (mais) assassinatos (mds Jeni!), porém, tudo que vi foi uma história até que "cautelosa", vamos se dizer assim. O mistério e a agonia estão presentes em muitas das cenas (fiquei com o coração a mil quando os animatrônicos começaram a se pronunciar), então posso dizer que foi uma leitura muito boa, pois consegui entrar de corpo e alma na narrativa. Além de ter uma "nova história" bem elaborada, muitas das perguntas que tantos fazíamos (fãs da série) encontraram as suas respostas – Ou quase todas.

Olhos Prateados é um ótimo livro, principalmente aos jogadores da franquia (principal publico alvo da obra), e que com toda certeza vale a pena ser lido. É leve, divertido, empolgante, e que voltará com ainda mais ânimo em seu próximo volume.


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Você pode visualizar a resenha completa em meu blog... :)

site: http://leiaeescrevablog.blogspot.com.br/2017/04/eu-li-olhos-prateados.html
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Hel 09/04/2017

o livro comeca num ritmo bom mas com o tempo e a revelaçao estraga o livro inteiro
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Carolina DC 30/03/2017

A trama é narrada em terceira pessoa e começa em 1985 quando algo terrível acontece na Pizzaria Freddy Fazbear e acaba mudando drasticamente a vida dos moradores da pacata cidade de Hurricane em Utah. Dez anos se passam e Charlie, a filha do dono da pizzaria e mais um grupo de amigos retornam à Hurricane.

A premissa é simples: quando esse grupo de amigo tinha apenas sete anos de idade, Michael, um outro garotinho que também fazia parte do grupo foi sequestrado na frente de todos na Pizzaria Freddy Fazbear, porém ninguém viu o criminoso. Acontece que ele não foi o único sequestrado e esse caso foi um rebuliço em Hurricane e destruiu a Pizzaria Freddy Fazbear e o pai de Charlie. Dez anos se passaram e os corpos não foram encontrados, deixando a ferida exposta por todo esse tempo. Para os amigos, as lembranças são fragmentos, a visão infantil de acontecimentos aterrorizantes, mesclando a fantasia com os fatos.

"Michael era a razão da viagem, afinal. Tinham se passado dez anos desde a sua morte, dez anos desde o acontecimento, e os pais do menino queriam que todos se reunissem para uma cerimônia em sua homenagem. Queriam todos os velhos amigos presentes ao anunciarem a bolsa de estudos que estavam instituindo em nome do filho. Charlie sabia que a intenção era boa, mas a reunião ainda lhe parecia um pouco macabra." (p. 09)

Agora o grupo passará alguns dias em Hurricane e decide visitar a Pizzaria, mas no local se deparam com um shopping abandonado e que tem uma arquitetura peculiar. Invadindo o local, eles descobrem que o shopping foi construído ao redor da Freddy Fazbear, que permanece intacta, inclusive seus animatrônicos que antes eram fofinhos, mas agora são horripilantes. E é claro que eventos estranhos vão ocorrer...

Além de Charlie, temos no grupo Jessica, uma jovem que mora em NY e tem um ar moderno além de uma beleza estonteante, Carlton, filho do xerife de Hurricane, nunca saiu da cidade e seu sonho é ir para qualquer lugar, John, que era a paixonite de Charlie e sonha em se tornar um escritor, Lamar, o jovem prodígio do grupo, Marla, a garota que está sempre feliz e Jason, o meio-irmão de 11 anos de idade de Marla, que é obrigado a acompanhá-la nesse retorno.

Charlie é a protagonista dessa história. Desde pequena vive rodeada de animatrônicos criados pelo próprio pai, um inventor que passava mais tempo em seu galpão com suas criações do que com a filha. O quarto de infância da garota é repleto de criaturas que se movem sozinhas e que a ajudavam a preencher a solidão.

"Sua primeira invenção foi um coelho roxo, que ficara cinza com o tempo, por causa da exposição ao sol. O pai o chamara de Theodore. Era do tamanho de uma criança de uns três anos - o tamanho da própria Charlie, na época - e tinha pelo macio, olhos brilhantes e uma elegante gravata borboleta, Não fazia nada muito de complexo, apenas acena a mão, inclinava a cabeça para o lado e dizia na voz do pai: "Eu te amo, Charlie."" (p. 12)

Os autores brincam bastante com o cenário e as descrições dessas criaturas. Os olhos desbotados, as sombras, os jogos de luzes e as ilusões de ótica criada por mentes que passaram anos alimentando a imaginação. É o tipo de suspense que mexe com o imaginário, deixando o leitor assustado com o ambiente. Ambiente esse que se torna o protagonista durante toda leitura. A Pizzaria Freddy Fazbear é um local vivo, pulsante e em suas paredes temos histórias de inúmeras famílias. A ambientação é perfeita. Nada melhor do que robôs em tamanhos gigantes presos em uma construção que esteve fechada por uma década para causar arrepios.

Os personagens têm potencial mas são descritos de forma superficial. Até mesmo Charlie tem sua história contada brevemente. Por ser o primeiro livro, espero que ocorra um desenvolvimento nas sequências, para que seja possível transmitir o carisma desse grupo de amigos. Outros pequenos detalhes também despertam a curiosidade do leitor, como o fato de nenhum dos pais terem feito questão de acompanhar seus filhos nessa viagem ou ligarem para saber se os filhos estão bem. Quer dizer, são jovens menores de idade cruzando o país sozinhos e atuam como se todos fossem independentes e não precisassem dar satisfação a ninguém.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa combina perfeitamente com o conteúdo e tem um ar assustador.

"Todos falaram ao mesmo tempo, tentando explicar. A voz de Jessica era a mais alta e calma, mas nem ela conseguia esconder a ansiedade. Charlie se afastou, quieta. Me contem exatamente o que aconteceu. Por onde deveriam começar? Por aquela noite? Aquela semana? Michael?" (p. 196)

site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Tatiane Buendía Mantovani 19/03/2017

Já faz um tempo que a Sofia, de oito anos, me enche o saco com esse jogo. Virou uma febre para ela, ela fica assistindo a vídeos no youtube com teorias, histórias e explicações sobre as entrelinhas deste jogo, que - diz ela - foi desenvolvido baseado em um fato real: em 2014, houve um assassinato em uma pizzaria nos EUA, chamada Chucky Cheese, onde morreu meio mundo, que ficou assombrando o local. Sobre o jogo, eu não joguei, mas meu marido jogou pra conhecer e ele disse que é bobinho, daqueles onde o jogador tem de ficar se escondendo e a todo momento aparecem coisas da escuridão (junto com a um adequado efeito sonoro) para dar um susto daqueles. Mas o jogador não é "ativo", não mata ninguém, por exemplo.
Saiu o livro e eu achei uma boa dar uma lida antes dela, afinal, é terror, e acho que ela vai querer ler...
Sobre a história: um grupo de adolescentes volta à cidadezinha natal dez anos após acontecimentos trágicos. Esta volta é cheia de flashbacks (terrivelmente lentos) onde a história passada é revelada bem L-E-N-T-A-M-E-N-T-E. Quando se juntam, resolvem visitar o cenário do acontecimento traumático anterior, uma pizzaria chamada Freddy's Fazbear onde, dez anos antes, desapareceram diversas crianças. A pizzaria era propriedade do pai de uma destas adolescentes, Charlie, então para ela é bem mais difícil ir até lá do que para os outros. O pai dela construía bonecos robôs para animá-la e distraí-la da ausência do irmão. A infância de Charlie foi cercada de animais robóticos, Freddy o Urso, Bonnie, o Coelho, Chica, a Galinha, Foxy, a raposa pirata... e na pizzaria, o pai de Charlie utilizava estes animais para animar também as crianças, público alvo do local. Animais animatrônicos que cantavam e dançavam e alegravam.
Ao chegarem lá,no presente, há um repeteco dos acontecimentos passados, tocando o terror na vida deles - a começar pelo fato de que os animatrônicos continuavam por lá, empoeirados e desmatelados, porém, ainda "vivos"... e mostrando que o mal nunca morre.

Buenos, a história é interessante. É um terror juvenil. Não é muito explícito ou angustiante, mas acho que é sob medida para a garotadinha que curte o jogo. A história lida com questões complexas, como luto, medo, a violência e amizade, o final lembra um pouco um episódio de Scooby Doo. Mas a narrativa não é muito envolvente. Extremamente descritiva, descreve o mesmo local milhões de vezes, fica meio cansativo. E a escolha dos autores de revelar o passado por meio de flashbacks, não caiu muito bem (pra mim). A personagem principal passa metade do livro como se tivesse amnésia (isso em um livro de suspense é uma bosta), o autor não demonstra respeito com o leitor fornecendo elementos para que a gente fique um pé a frente dela, então tem hora que a gente se sente meio lento também - rs
Enfim, é um livro legal, mas as falhas na narrativa demonstram bem o seu público alvo.
E livros juvenis continuam não sendo minha praia.
Vitor 19/03/2017minha estante
Quero muito ler esse livro =D


Jeniffer Ferreira 29/04/2017minha estante
É um livro voltado para quem realmente é fã mesmo. Eu, por exemplo, li este livro de modo tão empolgado que esqueci todo o resto. Eu gostei bastante, mas esperava mais do terror.
Posso dizer que sou que nem Sofia, haha. Vivo vendo videos sobre teorias e muito mais! :'D E sobre o jogo ser baseado em fatos reais... Pode ter até sido. Faz bastante sentido. Só que este caso aconteceu em 1993 (se não me engano) e não em 2014. É por isso que o pessoal fica pirando hauehauhs


Benjamin Sisko 23/10/2018minha estante
Desculpe, mas a Charlie era um criança muito pequena assim como os outros adolescentes durante o sumiço das crianças na Freddy's.




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