Quando a Bela Domou a Fera

Quando a Bela Domou a Fera Eloisa James




Resenhas - Quando a Bela Domou a Fera


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Julia G 22/07/2017

Quando a Bela domou a Fera
Quem acompanhar o blog sabe que eu tenho um estilo de leitura bem variado - vou da fantasia ao thriler e do romance ao clássico, passando por vários outros gêneros nesse meio, em um mesmo mês. Acredito que cada leitura tem seu momento e, depois de algumas leituras mais densas, resolvi resgatar um romance de época da estante. O escolhido foi Quando a Bela domou a Fera, de Eloisa James, e que escolha mais perfeita! O livro é tão amorzinho e tão gostoso de ler que me fez largar tudo o que eu tinha para fazer para ler.

Na trama, Linnet se vê envolvida em um escândalo - no qual é absolutamente inocente - e precisa de um marido, ou provavelmente não terá outra oportunidade de se casar. Para resolver a situação, seu pai resolve oferecer sua mão ao conde de Merchant, Piers, um nobre tão conhecido por seus dotes médicos quanto pelo temperamento que lhe conferiu o apelido de "a fera".

Claro que a trama de Eloisa James é cheia de clichês, principalmente porque é um romance de época e uma releitura de A Bela e a Fera, então não tem como fugir muito disso. Mas aviso desde já: não se deixem afastar por esse detalhe, pois se gosta de romances, vale a pena apostar nesse, juro! Apesar de um ou outro toque batido de outras histórias de amor, a trama tem um toque único e especial e o que mais gostei logo de cara foi que, apesar de implicarem um com o outro, Linnet e Piers combinam muito e criam uma cumplicidade desde o início.

Nessa brincadeira de concordar em discordar dos personagens, é possível conhecer mais a fundo seus carismas. Linnet é uma mulher extremamente bonita e, apesar de achar que essa é sua característica mais importante, na verdade não vê o poder que tem. Ela não se resume à beleza, já que tem um senso de humor cativante e um conhecimento que confere força às suas palavras, afinal, é uma leitora voraz. O engraçado é que todos os seus genes de família não surtem qualquer efeito em Piers, que se encanta, na verdade, por sua audácia.

Piers, por sua vez, é totalmente fora dos padrões de sua época e fica longe do socialmente aceitável. Trata-se de um médico muito eficiente, mas dotado de humor negro e pouca compaixão, características que ficam acentuadas pela dor causada por um problema antigo na perna. Não tem filtros ao expor o que pensa e sua sinceridade quase dói. Mas isso não assusta Linnet, na verdade a atrai, já que é a primeira vez que um homem fala tudo o que pensa de verdade.

Eu simplesmente adorei a forma como personagens aparentemente tão diferentes puderam se mostrar tão iguais - ela escondia seu lado negro por trás do ar adorável, enquanto ele escancarava seus defeitos em sua insensibilidade. Ver as mudanças que um provocou no outro, o modo como o encontro entre eles fazia submergir a verdadeira essência de cada um, foi tocante. E muito, muito divertido. As cenas entre Linnet e Piers resultavam em diálogos ácidos, inteligentes e sem joguinhos, que inevitavelmente levavam a boas gargalhadas.

A narrativa de Eloisa James não é só romântica, mas tem um quê de picante, e não me refiro aqui apenas às cenas de amor entre os personagens. Seu texto tem intensidade, envolve o leitor, revira o íntimo dos protagonistas e nos conecta aos sentimentos deles. É apaixonante, definitivamente.

Li algumas resenhas que comentavam que Piers foi baseado no personagem do Dr. House. Não posso dizer que é verdade porque não assisto à série, mas talvez seja mais um motivo para ler o livro, não?

Quando a Bela domou a Fera é uma leitura que faz esquecer as responsabilidades e os compromissos, pois tudo que se quer é mergulhar nessa história de amor intensa e apaixonante.

site: https://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2017/07/quando-bela-domou-fera-eloisa-james.html
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Carla - @sharingbooks2 14/07/2017

"O que acontece em Gales, fica em Gales."
Linnet Berry Thrynne é considerada a dama mais bela da sua região, ela "ofusca o brilho do sol, tem dentes perolados, voz de cotovia e um rosto lindamente esculpido que os anjos chorariam de inveja. Mas apesar de todos os seus atributos físicos e de ser capaz de conquistar qualquer rapaz, Linnet acabou de se envolver em um escândalo e não é mais considerada casável. Sua família então não viu outra alternativa a não ser arranjar um casamento para ela com um duque que morava a uma certa distancia de Londres. Então ela é enviada para Gales, onde conhece Piers Yelverton, o conde de Marchant. Ele é um médico famoso por um temperamento, seu defeito na perna e por um apelido: Fera. Por conta do seu problema físico Piers decide que nunca se casará porque nenhuma mulher iria se interessar por um homem como ele.

"Mas e minha lesão, hein? Você acha que uma mulher concordaria em se casar com um homem...O que estou dizendo? É claro que uma mulher concordaria com isso."

"Duvido que muitas jovens vissem isso como um problema incontornável. Já sua personalidade..."

Para início de conversa, eu nunca leria esse livro pela capa e estava determinada a não lê-lo por esse mesmo motivo. Até que começaram a sair as resenhas dele e surpreendentemente positivas, então decidi: Quero ler! E ainda bem que eu li, que adorável surpresa. Não é nada extraordinário, na verdade é bem clichê, mas é muito gostoso de ler.
Eloisa James tem um escrita muito gostosa, fluida e cativante. É uma leitura que dá para fazer em apenas um dia, com certeza. A narrativa é em terceira pessoa e é muito divertida irônica e sarcástica. Além de ser um reconto de A bela e a fera e a minha princesa favorita é bela.

Linnet é uma personagem bem diferente das mulheres da sua época, apesar da sua beleza estonteante, tem uma língua muito afiada e desde que ela chegou no castelo de Piers ela sabe e decide não deixar que ele o intimide, mostrando a sua força feminina. Ela é linda e sabe disso, então acredita que facilmente conquistará o duque, mas talvez seja mais difícil do que ela imagina. Piers é um médico amargo por conta da sua história de vida e problemas com a sua família. Apesar disso, do seu mau humor, eu simplesmente adorei Piers hahahahah, adorei a sua chatice. Inclusive a autora se inspirou no personagem de Doctor house (da série) para a construção desse personagem.

"Ninguém gosta de moças que têm mais cérebro que cabelo."

Outro personagem muito interessante e que eu adorei é Prufrock, o mordomo de Piers. Adoro a personalidade e o humor dele e também da relação dele e Piers. É legal ver que mesmo um homem amargo consegue ter afeto por alguém (mas ele não demonstra, finge que é durão ahahhaha).

"Onde estudou? Você é letrado demais para um simples mordomo. A maioria dos mordomos que conheço diz coisas como Como o senhor quiser, e deixam por isso mesmo."

Eu adorei a construção da história, o desenvolvimento. Adorei ver Linnet lentamente derrubando os muros de Piers, deles construindo uma amizade e divertindo-se juntos. Adorei quando fica claro que algo está nascendo dos dois e quando tudo floresce. O romance é muito gostoso de ler.

"Você não vai me esperar? Eu estava começando a pensar que você não conseguia caminha sem uma escora do lado. Ao menos, temos isso em comum: a base para uma bela amizade."

"Você é sempre sarcástica assim?
Não. Sou uma dama bastante doce. Mas você faz despertar o pior em mim."

Eu simplesmente devorei o livro, desde o início me prendeu e eu já estava adorando. Adorei ter conhecido a escrita de Eloisa James e já quero os próximos dessa série.

"A aposta é se lorde Marchant vai se apaixonar pela senhorita."

"Seus olhos se encontraram de um jeito que tinha tudo a ver com amor, do tipo forte o bastante para trazer alguém de volta da cova, do tipo que nunca desvanece e nunca falha. Do tipo que não tem nada a ver com beleza, temperamento ou pernas lesionadas."

site: www.sharingbooks.com.br / @sharingbooks2
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Hellen.Cristina 09/07/2017

Uma linda e cativante releitura de um clássico

Linnet é dona de uma beleza singular, o que faz com que a jovem seja altamente cobiçada pelos rapazes ao seu redor. Em virtude de um mal entendido, ela acaba se envolvendo em um escândalo na sociedade, e para evitar que o nome de sua família fosse desonrado, seu pai, o Visconde de Sundon, juntamente com Zenobia, irmã de Rosalyn (falecida mãe de Linnet), resolvem oferecer a mão da jovem em casamento ao filho do duque de Windebank, que era obcecado pela realeza, e via no casamento de seu único filho a chance de gerar herdeiros que pudessem perpetuar o nome de sua família.

Após tudo transcorrer bem com o duque, Linnet segue com o mesmo para o País de Gales, onde lá iria conhecer seu futuro noivo, Piers Yelverton, o conde de Marchant, que além de possuir a fama de um médico brilhante, também havia sido rotulado como uma "fera", resultado da sua impaciência com o defeito que possuía na perna, fato que sob seu ponto de vista, era responsável por deixá-lo imune aos encantos de qualquer mulher.

Duas semanas depois de sua partida de Londres, Linnet finalmente chega ao castelo de Piers, e para sua surpresa, acaba encontrando o futuro noivo instruindo outros rapazes que ansiavam por aprender medicina. Logo no primeiro encontro, os dois demonstraram personalidades fortes: ele sarcástico e irônico, enquanto ela era desafiadora e ao mesmo tempo sedutora.

Conforme os dias passam no castelo, Piers e Linnet ora possuem uma relação amigável, ora estão trocando farpar entre si. O jovem médico evita a todo custo se render aos charmes de sua futura noiva, ao passo em que ela o deseja fervorosamente, mas prefere não demonstrar seus sentimentos.

O coração de Piers vai amolecendo ao passo em que convive com Linnet, mas ele não aceita a ideia de casar com uma mulher eleita pelo duque, visto que ele carrega uma grande mágoa do passado com o pai, e por isso, rejeita toda e qualquer aproximação com a figura paterna.

Inesperadamente, um grave incidente acontece no castelo, e a partir daí, surge uma grande expectativa para saber o rumo que a narrativa toma.

Quando vi que este livro se tratava de uma releitura de A Bela e a Fera, fiquei um pouco em dúvida se seria uma história previsível ou não, em virtude de já conhecer o destino dos personagens principais. Mas, à medida em que lia o mesmo, ficava super curiosa para saber o que vinha nos próximos capítulos, pois a narrativa é tão boa, mas tão boa, que eu tive que ler tudo no mesmo dia.

Acredito que as fortes personalidades, tanto de Piers quanto de Linnet, foram bem construídas pela autora, pois ambas se complementavam. Outro ponto interessante que eu observei na obra foi o fato de Eloisa ter criado Piers a partir da figura do irreverente Dr. House, protagonista de uma aclamada série de televisão que recebe o mesmo nome, e que por sinal, eu adoro!

Esse livro me surpreendeu desde os primeiros capítulos, e me deixou fascinada com o desfecho. E que dizer dessa capa? Simplesmente fiquei encantada com os detalhes espelhados da rosa e das pétalas. A diagramação também facilitou bastante a leitura, e eu não encontrei nenhum erro de revisão.



site: http://cucaliteraria.blogspot.com.br/2017/06/resenha-quando-bela-domou-fera-eloisa.html
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@mamaetalendo 07/07/2017

Quando a Bela Domou a Fera
Orgulho e Preconceito de Jane Austen é frequentemente citado nos livros de Julia Quinn. E ela disse ser fã de Eloisa James... então não resisti e li em 1 dia esse romance de época maravilhoso. Quando a Bela Domou a Fera de Eloisa James é uma releitura do amado conto de fadas A Bela e a Fera! A Fera, o médico Piers foi inspirado em Dr. House, (tem cenas perfeitas que rememoram a série, com as perguntas médicas), porém em muitos momentos imaginei Sherlock - da serie - (Benedict Cumberbatch), talvez por seu jeito arrogante...Adorei a maneira como o romance é conduzido, não é extremamente doce, com pitadas de ironias e sarcasmos entre Linnet e Piers, alem de algumas cenas picantes em quantidade moderada apenas para deixar mais envolvente. #recomendo #indico ?sinopse :
Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu? #janeausten #eloisajames #quandoabeladomouafera #JuliaQuinn #arqueiro #editoraarqueiro @editoraarqueiro #instalivros #instalivro #instabook #book #booklivers #livro #libro #livros #leitura #ler #lerevida #lerevida #leiamais #lersempre #bookaholic #mamaetalendo
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Tracinhas 07/07/2017

por Juliana Arruda
Quando a Bela domou a Fera conta a história de Piers Yelverton, o Conde de Marchant, e da linda Linnet.

Piers é um médico arrogante e temperamental que cuida dos necessitados que aparecem em sua casa. Por ter essa personalidade ácida, todo mundo o considera como uma “Fera”.

A causa de um pequeno acidente quando mais novo, no entanto, fez com que ele tivesse um sério problema com uma de suas pernas, e com outra parte… bem, a parte em que faz com que ele seja um homem. Por causa disso, ele não pode gerar um herdeiro. E pra ele está tudo bem. Ele quer continuar a ser ignorante e fechado, e não está interessado em nada mais que cuidar dos seus pacientes.
Linnet, no entanto, é a mais bela das redondezas e se encontra no meio de um escândalo. Há boatos que dizem que ela está grávida, mas ela não está. Decidido a “salvar” a reputação da filha, seu pai decide casá-la com o Conde de Marchant. O pai de Piers fica animado com a ideia, já que seu filho não pode lhe dar netos para continuar com o nome da família. E mesmo Linnet explicando que não está grávida coisa nenhuma, ninguém lhe dá ouvidos.

De qualquer maneira, quando Linnet e Piers se encontram, Piers logo se dá conta de que ela não está grávida. Ele não é estúpido e diz com todas as letras que não vai se casar com ela. No entanto, aquilo dá motivos para Linnet querer ficar e conquistar o coração do Conde. Se todos se apaixonavam por ela, por que ele não?

A história parece ser bem atrativa, mas não gostei de como foi construída. Ele é muito chato, fala palavrões demais, e ela é egocêntrica e só pensa no quanto é linda. Não consegui encontrar o romance depois de tantas farpas trocadas. No mais, há leitores que adoraram a história e espero que vocês sintam a mesma coisa.

Qual será o próximo livro da sequência?

site: http://jatracei.com/post/162703595652/resenha-269-quando-a-bela-domou-a-fera
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LOHS 03/07/2017

Um dos melhores romances de Eloisa James!
Conheci Eloisa James totalmente por acaso em 2010. Estava em Washington, capital do Estados Unidos, e tinha acabado de perder meu voo durante a madrugada (o sol nem tinha nascido ainda!). Depois de pagar uma taxa extra, ainda teria que esperar horas no aeroporto até o próximo voo disponível. Sou péssima para acordar cedo e tinha medo de dormir e perder o segundo voo do dia, então fui até uma das banquinhas disponíveis escolher algum livro novo para ler. E foi assim que dei de cara com o primeiro título da coleção Fairy Tales. Assim que terminei de ler, fiquei completamente apaixonada pela autora e desejando todos os outros livros dela.

A série Fairy Tales é formada por cinco volumes, todos inspirados em contos de fadas, e três contos extras. Quando a Bela Domou a Fera é o segundo título da saga, mas não se segure esperando o lançamento do primeiro livro porque todas as histórias são únicas e não há a necessidade de ler na ordem de publicação.

Quando a Bela Domou a Fera, obviamente, é inspirado na história de A Bela e a Fera, e foi eleito um dos dez melhores romances de 2011 - seu ano de publicação no Estados Unidos. Além do tradicional conto de fadas, Eloisa James também foi influenciada pela série de TV House, que determinou como seria a personalidade do mocinho dessa história.

O livro conta a história da bela e inteligente Linnet Berry Thrynne, uma das mulheres mais lindas que os salões de Londres tiveram a chance de conhecer. Linnet é tão adorável que até chamou a atenção do príncipe Augustus. Mas, depois de ser pega em uma situação comprometedora com o dito cujo, a reputação da jovem Linnet está acabada. E, para piorar, a fofoca do momento é que Linnet está grávida!

"Zenobia afundou em uma poltrona.
-Você está tentando me dizer que não está esperando um filho?
-É o que estou dizendo. Não dormi com o príncipe nem com nenhuma outra pessoa.
Houve uma pausa lúgubre enquanto, finalmente, a verdade era assimilada.
-Senhor do Céu, você está arruinada e nem sequer aproveitou - disse a tia. - E o pior é que apenas exibir sua cintura em toda a sua forma não ajudaria em nada a esta altura. As pessoas simplesmente pensariam que você deu um jeito no problema.
-Depois que o príncipe se recusou a casar com ela - disse o visconde pesarosamente -, eu mesmo pensaria isso, dadas as circunstâncias."
Tia Zenobia, Linnet e seu pai, p. 28

A solução encontrada pela tia de Linnet, Zenobia, (e logo aceita pelo pai da garota) foi negociar a mão da jovem com o duque de Windebank. Afinal, todos na aristocracia sabiam da fofoca que o filho do duque nunca poderia ter filhos. E, para um homem fascinado pela genealogia de sua família, uma criança com sangue real seria muito bem-vinda. Mesmo que não houvesse tal criança.

É assim que Linnet se vê comprometida com um homem que nunca viu. Apenas sabe que seu noivo, Piers Yelverton, trabalha - diferente de outros nobres - como médico em seu castelo no País de Gales. E dizem que ele é um gênio. Mas, conhecedora de seu efeito em todos os homens, Linnet tem certeza que conseguirá fazê-lo se apaixonar por ela em duas semanas.

Já Piers Yelverton, conde de Marchant, é um homem difícil. Ele manca devido a um antigo ferimento em sua perna e a dor é algo sempre presente. Foi graças a perna manca que ele se tornou um dos melhores médicos da época - isso e o fato dele ser praticamente um gênio.
Como a dor é contínua, Piers pratica natação todas as manhãs - o que ajuda a aliviar um pouco seu sofrimento e também faz com que ele tenha um corpo forte.
Apelidado de Fera por conta de seu mal-humor e sua grosseria, Piers é um dos homens mais procurados em questões de saúde tanto por nobres quanto pela população comum. Isso porque, apesar de toda a fama negativa, Piers criou duas alas hospitalares em seu castelo onde trata de pessoas gratuitamente.

"-Então, os empregados realmente o obedecem com relação àquela placa?
-Eles morrem de medo de mim.
-Sério?
-Você também deveria.
Ela deu um sorriso.
-Talvez você devesse se esforçar mais.
-Talvez você devesse se casar comigo - disse ele.
Ela riu alto."
Linnet e Piers, p. 72-73

O primeiro encontro entre Piers e Linnet não gera nenhuma esperança de casamento. Logo, os dois têm certeza que o relacionamento entre eles nunca daria certo. Mas, ao mesmo tempo, Piers é o primeiro homem que não se deixa levar pelo charme de Linnet. E a garota é a primeira pessoa que não se assusta com a brusquidão do conde. Isso faz com que ambos comecem um tipo de relacionamento diferenciado, uma amizade de provocações que podemos dizer que sofrerá grandes evoluções.

"Piers deu uma olhada demorada para Linnet. Havia beleza, certamente. Mas ela não diminuía a inteligência de seus olhos. E, na opinião dele, a leve agudeza cínica na voz dela a tornava ainda mais bonita, como se Afrodite tivesse sido mesclada com Atena."
Piers, p. 80

"-Sabe - gritou ela de trás do biombo enquanto colocava o vestido matinal -, não quero assustá-lo, mas você é bem o tipo de homem com quem eu, de fato, gostaria de casar.
Ele resmungou.
-Não sinto que você fica salivando por minha causa - disse ela, querendo se explicar. - Sei que você não vai ficar todo esfomeado e começar a fazer uma imitação da Chapeuzinho Vermelho."
Linnet e Piers, p. 85

Quando a Bela Domou a Fera é um romance de época muito diferente. Sua narrativa carrega um humor irônico e sarcástico, o que combina perfeitamente com nosso jovem conde médico grosseirão. A combinação de duas pessoas inteligentes e cientes de suas “qualidades” faz com que os diálogos (e as provocações) sejam ricos e engraçados. Fora o fato de que cada um dos protagonistas tem um certo charme que faz com que gostemos deles instantaneamente.

Linnet é uma jovem que já tinha que sobreviver à reputação danificada de sua mãe (que morreu há muitos anos) e agora perdeu todas as suas chances de fazer um bom casamento. Ela é muito inteligente, sabe que é linda e também como usar seu charme para que as pessoas façam exatamente o que deseja. O fato de Piers ser o primeiro homem a não cair aos seus pés, faz com que ele se torne muito mais interessante que qualquer outra pessoa que ela já conheceu.

Piers é um homem que carrega muita mágoa do seu passado, principalmente do acidente que gerou seu problema na perna. Mas ele ainda é um bom homem, que reformou áreas de seu castelo apenas para atender as pessoas que necessitavam dele, sem cobrar nada. Linnet é uma mulher que prende sua atenção ao não apresentar medo algum dele - além do fato dela ser belíssima.

Linnet e Piers juntos é simplesmente a combinação perfeita e a história deles não poderia ser melhor. O clímax criado por Eloisa James é inteligente e totalmente diferente de qualquer história inspirada nesse conto de fadas que já li. Esse é um dos livros que mais gostei da autora e recomendo que vá procurar o seu imediatamente! ;)

"Piers não enfiou a língua onde não devia, do jeito que Augustus fazia. Em vez disso, ele contornou a junção dos lábios dela, um toque tão doce que ela abriu a boca, pedindo-o para entrar. Ele não aceitou o convite. Sua língua vadiava, saboreava-a, provocava seus lábios.
O coração dela estava batendo cada vez mais rápido e ela queria... Ela queria... Sua língua encontrou a dele, brincou por um instante, saboreou a essência de Piers.
Então, finalmente - finalmente -, a mão que segurava a cabeça dela a puxou para perto, contra as linhas duras de seu corpo. Ele inclinou a cabeça, apenas um centímetro, mas Linnet, com todos os instintos enlouquecidamente alertas, sentiu o movimento, a mudança, a intenção dele.
O beijo dele não era uma adoração gentil. Era um beijo selvagem, um beijo loucamente apaixonado, tumultuado, roubado. Instintivamente, os braços dela se enrolaram no pescoço dele. Ele tinha o gosto do chá defumado que tinha tomado no café da manhã e de uma substância mais selvagem: desejo.
Era o tipo de beijo que um cavalheiro nunca, jamais, daria em uma dama.
Linnet estava adorando."
Linnet e Piers, p. 136

Ainda, quem é muito fã do gênero, poderá pegar referências ao romance A Senhorita Butterworth e o Barão Louco, que foi lido por praticamente todas as mocinhas e senhoras da época na literatura e foi criado nos enredos de Julia Quinn (autora das séries Os Bridgertons e Quarteto Smythe-Smith, publicadas pela editora Arqueiro). E também há ainda referências a um famoso local do primeiro livro da trilogia Os Príncipes, escrita por Elizabeth Hoyt, e que tem previsão de ser lançada em breve no Brasil pelo Grupo Editorial Record. Muito bacana como as autoras conectam suas histórias, né? ;D

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/07/quando-bela-domou-fera-fairy-tales-02.html
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Marina Santos 30/06/2017

Uma bela releitura ♥
Sabe aquele livro que a gente gosta tanto, tanto que é até difícil de falar sobre? Então, essa é minha história com o livro Quando a Bela Domou a Fera. O livro é uma releitura de um dos contos de fadas mais amados do mundo.

"Linnet era o tipo de garota que podia levar um cavalariço a feitos heroicos, ou um príncipe a atos meros intrépidos, como vencer uma trilha cheia de espinheiros apenas para lhe dar um beijo. Porém, nada disso mudava um fato importante: desde o dia anterior, ela não podia mais ser considerada casável" — PÁG 8

Linnet Berry Thrynne está em apuros. Filha única de um visconde, a jovem é adorável, linda, inteligente e muito bem comportada. Contudo, ela acabou envolvendo-se com o príncipe inglês e isso desencadeou a sua ruína. O príncipe, cujos beijos e fletes ela trocou, revelou que não podia se casar com ela e com isso a jovem ficou malfalada por toda realeza. Além disso, surgiu boatos que ela estava grávida do príncipe, daí seu mundo desmoronou de vez. E agora? Quem ia se casar com uma jovem assanhada e grávida?

Sua tia Zenobia, que não é boba nem nada, logo arruma um jeito de salvar a reputação da sobrinha. Após saber que um certo duque procura uma esposa para o filho que, segundo as más línguas, é deformado e impossibilitado de ter um herdeiro, a tia logo acaba unindo o útil ao agradável e encontrando uma solução para situação da sobrinha. Linnet aceita a solução da tia mesmo sabendo que o que a espera no País de Gales pode ser terrível.

Piers Yelverton, conde de Marchant, é um médico renomado, inteligente, mas não tem papas na língua. O cara é um tremendo de um grosseirão, rude que não se importa de ferir as pessoas com seu temperamento genioso. Ele tem um ferimento na perna que constantemente deixa-o com uma dor terrível. Somando isso com o seu temperamento nada agradável, ele acaba sendo apelidado de Fera. Além disso, há boatos que ele é impotente e por isso está imune aos encantos de qualquer mulher.

No entanto, Linnet não é qualquer mulher. O que ela não sabe é que ao tentar domar o coração frio e selvagem do conde, o seu próprio coração está em risco. E Piers, apesar de ser tão grosseiro, será que deixará domar-se pela jovem?

"Linnet era a escolha de seu pai, pelo amor de Deus. Ele não podia ter nada com ela, nem que ela fosse a mulher mais linda de toda Inglaterra. O que ela de fato era, ponderou um voz dentro dele." — PÁG 123

site: http://www.anebee.com.br/2017/06/resenha-quando-bela-domou-fera-de.html
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Vanessa Motaa 30/06/2017

Mil emoções em um livro só
Vou começar sendo franca: não estava gostando do começo desse livro. Achei a linguagem um pouco rebuscada e as tiradas não tão cômicas assim. Mas, a partir dos 20% do livro... olha... que livro. Eloisa, sua louca! você me fez perder o sono para terminar a história! KKKKK!
As expectativas estavam nas alturas com esse livro e, graças ao final, acabou virando favorito da vida! Piers é de longe um dos melhores mocinhos [não sendo tão mocinho assim, vamos dizer] e Linnet, uma das poucas mocinhas sem mimimi dos romances de época. O livro é adorável e bem engraçado. Vale a pena todo o alvoroço :)
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Cíntia Vianna 29/06/2017

Apaixonadaaaaaa por esse livro!
Sabe quando você acaba o livro e pensa... Meu Deus junca mais vou achar um livro tão bom quanto esse? Pois é, esse foi meu pensamento!
Ele é simplesmente perfeito em todos os sentidos.
Pra quem pensa que essa releitura de A bela e a Fera é para menores de idade inclusive, está bem enganado! Tem cenas hot siim e são maravilhosas ( e tbm engraçadasem certos pontos)



Como a "Fera" temos Piers Yelverton, o conde de Marchant, um médico maravilhoso, inteligente, mas que vai diretooo demais ao ponto com suas palavras ( oq deu a ele o apelido de Fera )
Seu jeito nada agrada as mulheres, e com esse temperamento um "pouco" difícil , ele está "condenado" a morrer sozinho, pois, além de ser "aleijado" como ele mesmo fala por conta de sua doença (necrose), ele não está nada interessado em arrumar uma esposa e contruir uma família. Afinal ele diz pra todo mundo que além de seus defeitos ele é impotente :/


Nossa Bela é Linnet, que por dua vez não tem quase nada parecido com a verdadeira Bela do conto de fadas!Suas palavras, principalmente com Piers, não são tão doces como deveria ser de uma Lady.

No decorrer dos 35 capítulos, chorei, deu muuuita risada deles e me apaixonei perdidamente pelos personagens! Todooos os personagens são encatadores ao seu modo!

Realmente uma história bem escrita, com personagens bem construidos. Um livro que prende vc do inicio ao fim e quando acaba, deixa aquele suspiro preso na garganta! Vale muuuito a pena ler 😍😍
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Cia do Leitor 28/06/2017

Quando a Bela Domou a Fera
Lady Linnet Berry Thrynne, jovem, linda, sonhadora, cheia de atributos que certamente a conduziria para o altar. Poderia se tornar uma princesa, uma duquesa, condessa, se não fosse os boatos criados a seu respeito, a partir de alguns "desvios" de comportamento e mal entendidos. Ela vivia em uma época que, apenas mostrar a canela era inapropriado, o que dirá beijos com um pretendente. Jovens damas não podiam serem vistas sozinhas em encontros marcados ou fortuitos, sempre deveriam estar em companhia de uma Aia ou pessoas da família.

Linnet tenta se prender a esses valores e costumes, principalmente por conta do passado de sua falecida mãe que de certa forma manchou o nome da família. E agora, ela paga pelos erros de sua mãe, vive em meio de pessoas preconceituosas e maliciosas, com o intuito de recriminá-la e difama-la perante a sociedade.

Foi por conta do ultimo boato criado sobre Linnet que a fez escolher aceitar conhecer um pretendente no Pais de Gales, talvez o único disponível para sua atual condição. Afinal, tinha que limpar seu nome e apenas alguém distante, que não conhecia sua historia, viria a aceitar a bela dama.

Mas, ao conhece-lo percebeu que não seria tão fácil assim conviver e conquistar seu futuro marido. Primeiramente porque a fama de Piers Yesverton era tão péssima quanto a sua, e segundo, Piers não estava disposto a facilitar as coisas para Linnet. Desde o inicio mostrou-se desinteressado e um tanto difícil de ser domado por conta de seu temperamento e comportamento grosseiro.

"Seus olhos eram azuis, mas gelados, como um inverno rigoroso. Ele não parecia civilizado. Ninguém colocaria aquele rosto em uma moeda, romana ou qualquer outra. Ele parecia muito grosseiro... muito... muito feroz."

Piers era excelente médico local, ora admirado por conta de sua competência e sucesso profissional, ora odiado por ter um comportamento frio, sarcástico, intolerante e mal-humor. Devido a traumas que viveu em sua infância e principalmente pelo desconforto de ter uma deficiência na perna por causa de um acidente que nunca esquecera, se tornara áspero como uma fera. A verdade ele não tinha nenhum interesse de manter laços de amizade e/ou relacionamentos amorosos com ninguém, ter uma vida sossegada era o mais almejava. Era um homem de poucas palavras, e as poucas que usava, eram sempre carregadas de amarguras.

E ao saber que seu detestável pai, encontrara uma pretendente para tornar-se sua esposa, Piers odiou Linnet sem ao menos por os olhos nela. .. Até o dia que eles finalmente se encontram e alguma coisa mudou.

Impressões:

A principio quando solicitei este livro pra leitura, não fazia ideia de que se tratava de um romance de época, pensei que seria uma releitura de A Bela e a Fera, mas eu estava enganada. Mas,ao começar a leitura fui fisgada para o mundo de Linnet e Piers, alguns séculos passados, na época de castelos, carruagens, príncipes e casamentos arranjados.

Fui apresentada a Linnet Thrynne, e logo percebi quão era fútil, não a julgo, donzelas na sua idade queriam apenas casar-se com um bom partido, e a concorrência era grande. As armas que Linnet possuía eram sua beleza, sua sabedoria e status de filha do Visconde de Sundon. Tinha que preocupar-se em manter suas qualidades intactas e estaria pronta pra usá-las a seu favor se fosse necessário. Linnet tinha consciência que sua beleza poderia deixá-la como sua mãe, e temia isso. Por isso tentava ser cautelosa, mas nem todo o zelo foi-lhe o bastante pra deixar de cair nas más-línguas.

Se tem uma coisa que nunca deixou de existir neste planeta, são pessoas invejosas, intrometidas e fofoqueiras. Infelizmente Linnet caiu na rede de intrigas e mesquinharias que a sociedade pode erguer em torno dos injustiçados. E fugir dos murmúrios maldosos foi a sua unica opção. Correr para os braços de alguém tão cheio de problemas com a sociedade quanto ela. Pronto! O casal Mal-dito estava formado. rsrsrs

O que Linnet e Piers tinha em comum? Tudo!
Ambos são rejeitados pela sociedade, são difíceis de domar, tem personalidades fortes e vão direto ao ponto em seus objetivos, sem rodeios e pudor. Vão a luta!
Mas, esse encontro que a princípio foi consumido por faíscas de irritações e olhares de esguelhas, tornou-se um caso amoroso, cheio de mãos aqui e ali. E foi aí que eu bati o martelo.

Acho me assustei com o avanço do casal, posso estar enganada, mas, creio que naquela época mesmo as mulheres mais promiscuas não faziam o sexo que Linnet sozinha aprendeu a fazer. Isso torna a mocinha, pura e virgem uma super-mega-promiscua?
Se me dissessem que eu estava lendo um livro contemporâneo, eu certamente aceitaria tais atos. Mas, seculos atrás era um tabu!
Sério pessoal, não tenho nada contra o sexo por si só, apenas acho que não combina com a época, para jovens-virgens-recatadas como muitas vezes nos são apresentadas.

Isso não fez do livro ruim, longe disso. Sei que tem uma legião de fãs que apreciam dessa forma, mas como estamos falando de MINHAS impressões estou no direito de questionar. :)

Adorei o duque Piers, ele tem uma pegada de Dr. House. E minhas suspeitas foram esclarecidas no final do livro quando a autora em nota, disse ter se inspirado em alguns personagens para cria Piers, inclusive Dr. Gregory House. Um excelente médico, que consegue diagnosticar doenças sem dificuldade, tem uma personalidade forte e um tanto sarcástico, embora não pareça, ama salvar vidas. Todos o acha uma fera, por conta mal-humor e do jeito grosseiro de ser, mas sabem que ele é incrível na sua profissão. Pra ficar ainda mais parecido com Dr. house, ele manca e usa bengala e é rodeado por uma equipe de acadêmicos... Semelhança? Não, Inspiração de fã mesmo.

Os demais personagens me pareceram coadjuvantes nessa história, alguns sumiram de vez, outros surgiram, mas não fizeram muita diferença, porque a historia gira de fato em torno do casal Pier e Linnet. O livro de repente tomou um rumo diferente que fez toda a trama se acelerar, e teve um desfecho muito bonito e esperado.

Gostei muito da narrativa da autora, das descrições do local e período, das pesquisas feitas para incluir as doenças da época, mesmo não tendo a magia do clássico da Disney, manteve uma magia de contos de fadas no ar. Ficou tudo muito lindo e encantador. A edição está igualmente linda, capa, diagramação, fonte mediana, papel pólen. Perfeito!

Indico a todos os amantes de romances de época, e desculpe se não apreciei as partes hots. Mas, sei que muitas pessoas vão amar e vibrar!


site: http://www.ciadoleitor.com/2017/06/resenha-quando-bela-domou-fera-de.html
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cris.leal.12 28/06/2017

Releitura criativa de um conto clássico...
“Quando a Bela Domou a Fera”, de Eloisa James, é uma mistura curiosa de um dos mais lindos contos de fadas que existe (A Bela e a Fera), com um popular seriado da televisão (Piers é a versão do irascível doutor de "House"), que resultou num romance emocionante que mescla humor e paixão na dose certa

Linnet Berry Thrynne é uma moça adorável e inteligente, cuja beleza faz muito sucesso nos salões de Londres. Após ver o seu nome envolvido em um escândalo, ela precisa, e muito, de um marido.

Piers Yelverton, o conde Marchant, é um médico brilhante, que vive no País de Gales, em seu castelo transformado em hospital. Quando criança sofreu um acidente, que feriu gravemente sua perna e, por isso, ele manca e usa bengala para se locomover. Convivendo com uma tremenda dor crônica, Piers é um sujeito intratável. Devido ao seu péssimo humor, é conhecido como “Fera”. Ele é do tipo que intimida as pessoas, evita qualquer coisa que se assemelhe ao carinho dos outros e não tem planos de se casar e produzir um herdeiro.

O encontro entre Linnet e Piers, a Bela e a Fera, acontece graças a duas grandes suposições: a gravidez dela e a impotência dele. O pai de Linnet - desesperado por um noivo para a filha - e o pai de Piers - desesperado por um herdeiro para o filho - planejam a solução perfeita: o casamento de Linnet com Piers. Entretanto, nas primeiras conversas, o casal se dá conta que não há gravidez alguma e muito menos impotência. O que há na verdade é uma química fortíssima e um grande fascínio mútuo. Piers percebe que Linnet é a mulher perfeita para ele mas, intimamente, acha que ela merece alguém melhor. Já Linnet, se vê tão envolvida e apaixonada que não pensa em outra coisa que não seja acabar com a relutância de Piers em se comprometer.

Ver Linnet não se intimidar com o mau humor de Piers, provocar nele gargalhadas com sua espirituosidade, ensiná-lo a se livrar de antigas mágoas e seguir o próprio coração, é o que há de melhor no livro. Os diálogos entre eles são afiados, engraçados, maravilhosos! Eles se provocam o tempo todo, fingem que não se querem, quando a gente sabe que o que cada um mais deseja é passar a vida ao lado do outro.

“Quando a Bela Domou a Fera” é a releitura criativa de um conto clássico. Traz uma roupagem nova, mas preserva a mensagem original: a importância de se valorizar, nos relacionamentos humanos, a beleza interior em detrimento da exterior. Eu gostei muito!

site: http://www.newsdacris.com.br/2017/06/eu-li-quando-bela-domou-fera.html
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Fabi 24/06/2017

NÃO FAZ MUITO MEU ESTILO DE LEITURA
''- Eu leio romances demais para não ser romântica.
- Romances não têm nada a ver com a vida real.
- São melhores que a vida real.''

Bem, bem...
Quando a bela domou a fera tem uma capa que por si só, você vê e já diz: Ah que linda, já quero ler.
E foi o que aconteceu comigo. Sou apaixonada por capas lindas. *.*
Porém, a história e seus personagens não me agradaram. =(
Se você acha que por ter esta capa, o livro é todo delicado, fofo e com humor leve, meu caro, você vai quebrar a cara legal.
Piers Yelverton, o conde de Marchant , é médico e cuida dos necessitados que aparecem em seu castelo. Seu temperamento se destaca em suas consultas, fazendo com que ele seja conhecido como a fera. Um defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher, o transformando em um homem digamos nada paciente.
Linnet é conhecida como a mulher mais bela das redondezas e após um engano, ela se encontra em meio a um escândalo. E aí que surge a ideia de ela ser noiva do tão terrível conde de Marchant. Para o pai de Piers agrada muito ela se encontrar grávida, pois já que seu filho não pode produzir um herdeiro devido o acidente que teve no passado, ela com a criança dará prosseguimento ao nome da família.
O que todos não a escutam dizer, é que na verdade ela não se encontra grávida coisa alguma e com isso esconderá a verdade de Piers até que ele venha a estar apaixonado por ela.
Coitada dela. Piers é inteligente e descobre que ela não está grávida. Ele logo diz, que não quer casar com a moça, que o melhor é ela ir embora. Teimosa e com um propósito, Linnet decide ficar no castelo e tentar aos poucos tirar os cadeados do coração da conhecida fera.
A personagem é daquelas esnobe, que o que mais importa para ela é a beleza e no decorrer do livro, joga na cara dos leitores que ela é a mais bela e encantadora da face da Terra. Meio irritante isso.
Ah o livro é de época. Caso vocês não saibam.
Possui uma linguagem meio chula em certos diálogos. Palavrões também ao excesso para um livro de época.
Traduzindo tudo que eu disse: não espere um personagem dedicado à poesia nem uma mocinha tão inocente. Livro adulto e que nem todas idades deveriam ler.


Quel 24/06/2017minha estante
Fui no encontro de Romances de Época e as meninas comentaram exatamente isso que você falou, detesto esses tipos de histórias também.


Fabi 24/06/2017minha estante
pois é, a autora fez uma releitura de A bela e a fera pesada , tirou o encanto do conto de fadas que ela se baseou. =/


Dieila 24/06/2017minha estante
Adoro esse livro.... Esse livro é ótimo


Fabi 27/06/2017minha estante
nem tanto hein =/




Lane @juntodoslivros 20/06/2017

Resenha - Quando a Bela Domou a Fera
Linnet Berry é uma bela mulher da alta sociedade. Ela tem inteligência, riqueza e beleza, tudo o que um homem poderia querer. Porém, ela acaba tendo um flerte sem compromisso com o príncipe, o que acaba trazendo alguns problemas para ela. Indo ao baile com um vestido que a deixa parecendo grávida e sendo dispensada pelo príncipe na frente de todos, Linnet entra num mundo de mexericos sem volta. Todos acreditam que ela esteja grávida e que o filho possa ser do príncipe. Mesmo tendo trocado apenas uns poucos beijos com o príncipe, agora que sua reputação está arruinada e ela nem mesmo fez nada de concreto para isso, tudo por conta de um vestido mal ajustado. Com isso, seu pai Cornelius e sua tia Zenobia estão desesperados para arrumar uma saída para a situação.

Essa saída se chama Piers Yelverton, o conde de Marchant que mora no País de Gales. O pai de Piers, o duque de Windebank, está desesperado para que o filho case e tenha um herdeiro para passar a linhagem da família. E um herdeiro da realeza não é nada mal. Aceitando a ideia da tia e do pai, Linnet finge a gravidez indesejada para o duque. Então os dois partem para o País de Gales, mas não será fácil convencer Piers de que Linnet é um bom partido para ele, já que Piers se ressente do pai há anos e não irá aceitar a sua escolha de noiva.

Piers Yelverton é conhecido como “Fera”, por seu temperamento difícil e cáustico. Ele é médico e seu castelo onde mora serve como um gigantesco hospital. Com a ajuda de seu primo Sebastien e alguns assistentes de quem é tutor, Piers consegue cuidar dos necessitados e enfermos, mesmo com sua pitada de mal humor constante. Devido a um ferimento na perna decorrente de sua infância corre a notícia que ele não poderia satisfazer nenhuma mulher no sentido carnal e como consequência, sua linhagem de sangue estaria comprometida. Não é à toa que seu pai está tão desesperado pelo casamento de Piers com Linnet.

Mas será que as más línguas estão certas sobre Piers? Quando a bela e a fera se encontrarem, será que poderá surgir algo mais forte do que palavras afiadas entre eles?

“– Ah, mas acho que somos perfeitos um para o outro – disse ela, só para cutucá-lo.
– Um médico maluco – esse sou eu – e uma beldade terrivelmente conivente – essa é você -, mancando juntos rumo a uma vida de felicidade? Duvido muito. Você tem lido contos de fadas demais.
– Quem disse que eu sei ler? Mal sei contar, lembra?” Página 64

Que capa mais linda!!! A capa é do material softh touch (aveludado), a edição está bem caprichada com as folhas amarelas e de boa qualidade. A narração é em terceira pessoa com o foco em Linnet e Piers, mas ocasionalmente um personagem secundário tem sua vez na narrativa.

Que confusão! Com a tia e o pai que Linnet tem, não me admira que ela seja tão voluntariosa e teimosa. Uma hora os dois estão a julgando por estar ‘grávida’ e depois querem que ela realmente esteja grávida para que o plano do casamento com Piers dê certo. Rsrs... É uma família muito maluca! Mas também um tanto divertida.

“– Cama nova; só a tínhamos havia uma ou duas semanas – continuou ele.
– Minha irmã era dada a muitas paixões – disse Zenobia, carinhosamente.
– Achei que você tivesse acabado de dizer que ela era pura como a neve! – esbravejou o visconde.
– Nenhuma delas tocou sua alma! Ela morreu em estado de graça.” Página 27

No início, não estava botando muita fé na protagonista Linnet, eu a achava vaidosa demais, além de um pouco inconsequente. No entanto, fui me encantando por ela. Seu humor ácido, quando se tratava de Piers, me divertiu muito e ela foi se mostrando mais do que um rostinho bonito. Voluntariosa e vaidosa, ela se mostra paciente e solícita mesmo quando ouvia alguma piada vinda de Piers. Ela não fugia quando podia ser útil e conversa de igual para igual com nosso mocinho mal-humorado.

Já Piers é um mocinho muito mal-humorado e afasta todos que se aproximam. Sejam seus empregados até o seu primo que lhe ajuda com os pacientes. Mas todos estão acostumados com seu jeito e não se deixam afetar. O antigo estilo de vida o afetou e Piers não consegue confiar nas pessoas, mas ele vai crescendo durante o livro e ficando apaixonante com o seu jeito de ser. A autora diz no final do livro que Piers Yelverton foi inspirado também no House da série de televisão Dr. House. Mera semelhança não é coincidência. Rsrs...

Uma cena bem perto do final do livro foi extremamente comovente para mim. O amor que a Fera demonstrou sentir pela Bela foi lindo de se ver! O cuidado e o carinho, além de vários resmungos, só demonstravam que os dois eram perfeitos juntos!

A autora Eloisa James tem uma escrita diferente das que já vi em outros romances de época. Seu tom de humor é mais sarcástico, pelo menos nesse livro. Acabei gostando bastante disso e me divertindo com as peripécias de Linnet e Piers, além dos personagens secundários que estão bem presentes a cada página.

As capas originais da série são lindas! Fiquei apaixonada por elas! É uma pena que a Editora Arqueiro não tenha consigo mantê-las. Lembrando que para manter as capas originais exige um outro tipo de contrato e esse é muito mais complicado. Ainda assim seria perfeito ter as capas originais! As capas dos próximos dois livros já foram reveladas e estão lindas também!

Quero mais Eloisa James logo!

site: http://www.lagarota.com.br/2017/05/livro-quando-bela-domou-fera-eloisa.html
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GabiCrivellente 20/06/2017

RESENHA – QUANDO A BELA DOMOU A FERA (ELOISA JAMES)
Leitores, esta é uma série composta por cinco livros inspirados nos contos de fadas. Como os livros não possuem relação entre si, a editora Arqueiro aproveitou que ia ser lançado o filme “A Bela e a Fera” (clique aqui para saber mais) e lançou este livro, também inspirado nesses personagens, já que no exterior, este foi o segundo volume da série.
Apesar da história do livro ser inspirada no conto A Bela e a Fera, a autora se inspirou no personagem Dr. House, da série de TV, para criar o personagem principal, Piers Yelverton, Conde de Marchant. Como sou muito fã daquele personagem, não tinha como não amar o Piers.
Além de ser um nobre, o Piers era também um médico. Ele transformou o seu castelo, no país de Gales, em um hospital, onde recebia todos os enfermos da cidade. Lá, ele contava com a ajuda do seu primo, o francês Sébastien, e de quatro estudantes de medicina – Penders, Kibbles e Bitts. Ele não tinha paciência para muita baboseira e, muitas vezes, era sincero até demais, tornando muitas situações constrangedoras.
Quando era mais novo, ele sofreu um acidente, por culpa do pai, o Duque de Windebank. Esse acidente resultou em uma lesão na sua perna. Aproveitando-se disso, ele deixou que todos acreditassem que esse acidente afetou as suas partes “baixas” e que ele era impotente. Essa farsa era porque ele não tinha intenção nenhuma de gerar um herdeiro para seguir a linhagem do ducado de Windebank.
Já a Linnett Berry Thrynne é a nossa “Bela” da história. Sim, ela é belíssima. Talvez uma das mulheres mais bonitas do país, tanto que estava cotada para se casar com o príncipe da Inglaterra, Augustus. Porém, por conta de um mal-entendido, todos pensaram que ela estava grávida. Por causa disso, a moça ficou arruinada aos olhos da sociedade.
Todavia, a sua tia, Zenobia, achou um plano perfeito para ela, que era casá-la com o Piers. Afinal, o duque estava desesperado, pois seu filho não poderia gerar herdeiros para a família. Então, a solução seria que o conde assumisse a gravidez da Linnett e eles vivessem felizes para sempre.
Porém, leitores, a história não seria tão boa se fosse tão simples assim, não é mesmo? O duque adorou a ideia e levou a Linnett para conhecer o seu noivo. O Piers odiou a ideia, afinal não queria herdeiro, esposa e muito menos agradar ao pai. Contudo, ela e o Piers não esperavam que fossem tão parecidos. Sim, ela tinha uma língua até mais afiada que o conde. Então, pensem no turbilhão de confusão que esses dois causaram no castelo e com os pacientes.
A Eloisa James, autora do livro, escreveu seu primeiro romance depois de se formar em Harvard, mas o manuscrito foi rejeitado por todas as editoras. Depois de obter mais alguns diplomas e arranjar emprego como professora especializada em Shakespeare, ela tentou novamente, dessa vez com mais sucesso. Mais de 20 best-sellers depois, ela dá cursos sobre Shakespeare na Fordham University, em Nova York, é mãe de dois filhos e, numa ironia particularmente deliciosa para uma autora de romances, é casada com um legítimo cavalheiro italiano.
O livro possui 35 capítulos mais o epílogo, e é narrado de forma linear cronológica. Ele foi escrito pelo ponto de vista do Piers e da Linnett, em terceira pessoa. Ao final tem uma nota da autora que explica a criação do personagem e a relação com os personagens da Disney. Confesso que no início da leitura pensei que não fosse gostar muito do livro. Porém, com o virar das páginas, peguei-me ansiosa para avançar cada vez mais na história. Agora, estou aqui morta de ansiedade para pegar o próximo livro da série.
Por fim, aproveito para registrar que a sequência, “Um beijo à meia-noite”, ainda sem previsão para ser lançado aqui no Brasil, foi inspirado na história da Cinderela, minha princesa favorita. Será que estou ansiosa? Muito!

SAIBA MAIS:

site: http://academialiterariadf.blogspot.com.br/2017/04/resenha-quando-bela-domou-fera-eloisa.html
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Fernanda 18/06/2017

Quando Piers me domou
[VISITEM MEU BLOG]

Calma, deixa eu respirar fundo aqui e colocar minha cabeça no lugar. O QUE FOI ESSE LIVRO? Sério, estou estagnada aqui tentando organizar meus pensamentos e confesso que está sendo bem difícil. Há algum tempo venho querendo ampliar minhas leituras e acabei percebendo que eu não lia tantos livros de época assim, principalmente os romances avassaladores, e esse livro eu ganhei em um sorteio do evento Romances de Época da editora Arqueiro, e estou amando. Voltando ao assunto principal, Quando a Bela Domou a Fera é um daqueles livros que você devora sem vê a hora passar e quando acaba bate aquela velha BAD literária hahaha. É uma releitura da famosa obra A Bela e a Fera, e seu protagonista é inspirado no amado/odiado Dr. Gregory House (aquele mesmo lá da série!), legal né? Também achei 😊

A narrativa é contada em terceira pessoa e conta a história de Linnet Berry Thrynne, uma jovem de 23 anos com uma beleza extraordinária, pele perfeita, olhos brilhantes e cabelos ruivos que viu sua reputação ir por água abaixo quando a viram beijando o príncipe Augustos e os boatos de uma gravidez a deixa muito furiosa. Como diz aquela velha lei de Murphy: "Nada é tão ruim que não possa piorar", para o caso da nossa protagonista até seu pai achava que ela era uma promiscua (algo que ela tinha puxado da sua falecida mãe) e que sua beleza era na verdade uma maldição. Seu pai era o visconde de Sudon, mas não era influente, esse era um fato importante na sua vida, e só de pensar que sua filha estava grávida o deixava horrorizado.

Mas a verdade era que Linnet NÃO estava grávida e muito menos havia se deitado com o príncipe, tudo não passava de um mal entendido por causa de um vestido estupido que ela usara no baile, porém agora já era tarde, toda a cidade (e quem sabe até Londres) sabiam que ela estava arruinada. E agora? O que fazer pra mudar isso?

É nesse momento que sua tia resolve criar um plano (que diga-se de passagem, era bem maluco) para que Linnet arrumasse um marido e então pudesse assim recuperar sua reputação. O que nenhuma das duas esperavam era que o pai concordasse com a loucura que era o plano e incrivelmente a deixasse ser levada sozinha para um país desconhecido.

Piers Yelverton, conde de Marchant, era um médico arrogante, presunçoso e que possuía uma língua afiada, seu temperamento curto e sua insensibilidade o fazia ser temido por todos a sua volta, menos é claro, por Prufrock seu mordomo e por seu primo Sébastien. O conde tinha um relacionamento conturbado com seu pai, o duque de Windebank, portanto tudo que envolvia ideias e sugestões vindas do seu pai, Piers desdenhava e desprezava. Depois de 26 anos o duque apareceu de surpresa no castelo, trazendo a tira colo uma futura noiva para o filho, Linnet.

(Abrindo um parêntese aqui pra dizer: QUE HOMÃO É O PIERS! Fim!)

Piers e Linnet são dois cabeças duras e competitivos, de um lado ela tenta seduzi-lo com sua arma mais valiosa: seu sorriso, porém, do outro lado essa arma aparentemente não causa nenhum efeito na fera, ele o odeia. Após sofrer uma ciente quando era pequeno, Piers carrega uma dor angustiante na perna e isso faz com que ele ande por ai com uma moleta. O mais legal é ver os dois em uma disputa secreta de quem é o mais desinteressado nesse noivado, em alguns momentos eu desejava ser a Linnet só para vê o conde nadar todos os dias de manhã na piscina fria do mar e me enlaçar no seu corpo quente 🔥

Aos poucos vamos conhecendo mais da personalidade dos dois e vendo aos poucos um amor forte, possessivo e delirante surgir, mesmo que nenhum dos dois deem o braço a torcer. Ps: cuidado com as cenas da Casa de Guarda (vou logo avisando!).

Os personagens secundários são bem construídos e super importante para o desenvolver do livro. A narrativa é fluida e apesar de ser um romance de época a escrita é bem simples e leve. Percebe-se uma mescla de pureza e momentos hots que estamos acostumados na maioria dos romances de época. A personagem que eu mais gostei e que me fez rir muito foi a mãe de Piers, a duquesa Marguerite, uma mulher independente, forte e carismática (e bem louquinha).

site: http://soseiquevou.blogspot.com.br/
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