Pachinko

Pachinko Min Jin Lee




Resenhas -


20 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2


Luiza 26/02/2021

?There was more to being something than just blood?
Pachinko é uma obra mergulhada em melancolia, em saudades. Durante toda a narrativa é possível sentir, junto aos personagens, uma ausência expressiva e indecifrável; existe a falta de tudo e de nada ao mesmo tempo. Por meio de uma escrita objetiva, Min Jin Lee nos apresenta a história de toda uma família e como essas pessoas foram afetadas pelos acontecimentos históricos em suas vidas pessoais; a autora une, com maestria, as perspectivas macro e micro históricas (se é que esse termo existe). Como leitora, fui capaz de me envolver e me importar com todos os personagens, humanos, imperfeitos. A única ressalva que tenho é em relação à lentidão da narrativa em alguns momentos. Essa lentidão, contudo, não é suficiente para prejudicar a experiência maravilhosa que é ler essa obra.
comentários(0)comente



Licia Maria 21/02/2021

Mais um livro que me fez pensar na necessidade de conhecer, sempre, todos os lados de uma história. Me fez pensar como cada indivíduo é uma ilha, absolutamente complexa.
comentários(0)comente



Lilian 17/02/2021

História de muitas vidas
O livro é lindo, fala de inúmeros dramas e felicidades de gerações de uma família (de sangue e agregada). Vale muito a leitura!
comentários(0)comente



beatriz 15/02/2021

Uma história que fala de tudo e nada ao mesmo tempo.
Fiquei uma semana lendo pachinko e nesses 7 dias eu só sabia falar desse livro. Quando me perguntavam o que tanto acontecia pra eu falar o tempo todo, não sabia responder.

Chega a ser difícil descrever o plot de Pachinko, pois é uma história que falava de tudo e de nada ao mesmo tempo. É uma história simples, que segue uma família por 4 gerações e isso é o suficiente pra abortar sacrifício, perda, amor, redenção, superação e TANTAS outras coisas. É absolutamente lindo.

ps: não sei fazer resenha, mas por favor leia esse livro, é incrível demais.
comentários(0)comente



Bruno.Vargas 11/02/2021

Quando a família é a protagonista
Podem dizer que Sunja é o centro da história de Pachinko, ou talvez seus filhos, oi ainda um de seus netos...ou na verdade olhando pra trás, seus pais de onde partiu todos valores transmitidos de geração a geração!
Que bela lição Min Jin Lee nos presenteia com essa obra.
A honestidade, a honra e o respeito são valores muito caros para a família descendente de camponeses coreanos, cujas gerações temos o prazer de acompanhar por quase um século!

Sem dúvida alguma eu fiquei com vontade de saber mais dessa família. Será que existem!? Sei que devem haver outras como ela ..mas eu queria fazer contato com descendentes dessa família. Que verídicas as personagens.

Sobretudo, a autora contribui com passagens históricas como a colonização da Coreia pelo Japão, sua independência pós segunda guerra, além de relatos sobre as fugas de seus bombardeios. A divisão entre o Norte e Sul, e especialmente as dificuldades dessa família em busca de melhores condições de vida enquanto luta contra preconceitos, falta da escolaridade, falta de oportunidades, falta de tudo, exceto do desejo de se acertarem, fazer o bem e serem bons uns com os outros e com a sociedade; serem honestos mesmo no tipo de trabalho mais taxado de ambiente corrupto.

A vida é dura como ela é, e Min Jin Lee não economiza narrativas pra revelar essa dureza!

Obrigado, Min Jin lee
comentários(0)comente



Daniel Andrade 09/02/2021

Uma viagem ao pior lado do Japão.
Que livro incrível. Que história maravilhosa. Que personagens humanos. Que ambientação angustiante nesse Japão racista.
Sunja é a imagem de tantas pessoas que cruzamos todos os dias por aí, que se sacrificam de diversas formas pra dar uma vida melhor aos filhos.
Kyunghee é um amor, uma das personagens mais amáveis que já tive contato.
Noa me fez sofrer tanto, não consigo acreditar nesse desfecho dele.

Enfim, um livro que me marcou muito e que pra sempre vou lembrar.
comentários(0)comente



Sarah 23/01/2021

O ano mal começou, mas sinto que esse livro vai ser uma das minha melhores leituras de 2021.

Acabei de terminar e ainda estou meio desnorteada.

Além da história ser EXTREMAMENTE interessante, já que aborda um assunto que eu não conhecia quase nada (coreanos imigrados no Japão) foi o primeiro livro que me mostrou a história de uma família inteira.

Digo isso porque você tem a perspectiva do tataravô que nasceu naquele país, teve filhos e um desses filhos acabou indo para outro lugar. Daí a história vai se construindo.

Não é simplesmente ?um descente de um coreano...?, mostra como aquela pessoa tornou-se um ?zainichi?.

Acho que isso me tocou justamente ter avós de outras origens, mas ser um pouco como Phoebe e não saber e/ou preservar nada dos meus ?ancestrais?.

Como deu para perceber, recomendo MUITO a leitura.
comentários(0)comente



Nathalie.Murcia 30/12/2020

Uma das minhas melhores leituras do ano de 2020
Esse vai entrar para a lista das minhas dez melhores leituras do ano de 2020, sendo o romance histórico um dos meus gêneros literários preferidos. A história se inicia no período de anexação da Coreia pelo Japão, e abrange a saga de quatro gerações de uma família coreana, cujo personagem central é Sunja, filha de um casal de pescadores de Busan.

Além dos elementos culturais e sociológicos orientais, o livro bem evidencia as mazelas da guerra, do exílio forçado, e da exploração da mão obra dos imigrantes coreanos num país que trata os trata como cidadãos de segunda classe.

Patchinko é um jogo de azar muito difundido no Japão, consistente em máquinas que se assemelham a um cruzamento entre pinball e slot machine.

História linda e emocionante. Algumas escolhas feitas são inexoráveis para determinar o curso de uma vida, e alguns erros nunca podem ser remediados.

Aproveitando a avaliação, na mesma linha temática, recomendo "Herdeiras do Mar", de Mary Lynn Brach, cujo cerne é focado nas "mulheres de consolo", denominação utilizada para se referir às mulheres jovens, que foram sequestradas e obrigadas a se prostituir para soldados japoneses, durante a guerra.
comentários(0)comente



may 26/12/2020

"Living every day in the presence of those who refuse to acknowledge your humanity takes great courage."
History has failed us, but no matter
Essa primeira frase já tirou completamente a ideia que eu tinha sobre esse livro ser só um romance que me mostraria uma cultura diferente das que estou acostumada a ler, mas Pachinko é mais que isso, ele aborda de fato a relação histórica Japão-Coreia e como isso influenciou tanto na vida dos personagens, e as consequências disso, como os preconceitos vividos, e a dificuldade dos tempos de guerra, o que explica a primeira frase do livro.
A escrita é linda, poética e, apesar de um pouco prolixa, Min Jin Lee consegue fazer isso sem perder a fluidez da narrativa nas mais de 500 páginas que tem, e apesar do começo ser um pouco lento, você quer mais e mais da história.
Uma coisa que me incomodou foi a abrangência de personagens existentes, personagens esses que eu sei que foram importantes pra história - afinal é a história de 4 gerações com muita treta, futrico e barraco, na medida do possível - mas que poderiam ser contados pelos personagens principais, isso dificultou um pouco para que eu me apegasse a eles.
O orgulho exacerbado também me incomodou um pouco, mas acredito ser puramente uma coisa cultural. Afinal, a preocupação com a identidade, com a pátria e com a necessidade de pertencimento gera uma um grande ponto de tensão na história, talvez seja o estopim de tudo.
Pachinko é uma história madura sobre perda, sobre identidade, sobre maternidade, sobre encontrar seu lugar no mundo, sobre família e sobre luta.
comentários(0)comente



Karine.Alves 17/12/2020

Ficção histórica extremamente relevante.
Faz um bom tempo que eu terminei esse livro (exatamente 15 dias na verdade), e tava na hora de vir falar dele aqui. Pachinko conta a história de cerca de 4 gerações de uma mesma família de coreanos e se passa no período da segunda guerra e simultaneamente no período de ocupação do Japão na Coreia. Inicialmente eu pensei que o livro pretendia abordar a vida deles, mas é mais do que um romance, o livro aborda de fato a relação Japão-Coreia e a história é muito bem retratada neste livro, pode não ser o meu favorito do ano, mas é, sem dúvidas, um dos mais relevantes. É incrível ver o nível de detalhes geográficos e históricos neste livro, além de ver as influências na vida dos personagens.
Vou falar primeiro das coisas que eu gostei. A escrita é linda, poética e acho que acrescenta tanto ao livro de tantas formas e mesmo que a autora chegue a ser um pouco prolixa, ela consegue fazer isso sem perder a fluidez da narrativa.
A base histórica que a autora nos oferece melhora infinitamente a experiência de ler esse livro, além de serem de extrema importância os assuntos abordados, como as consequências que a guerra trouxe para ambos os países principais citados, os preconceitos vividos, e a dificuldade dos tempos de guerra no geral.
Foi muito triste ler uma ficção histórica como essa sabendo que ela foi parte da história real de tantas e tantas famílias que viveram durante este período e isso foi o que tornou esse livro tão sofrido de ler, mas extremamente necessário pra sair da bolha.
Agora preciso falar do que eu não gostei (e espero que não desmotive ninguém kk).
Eu comecei a ler o livro sem ver resenhas, ouvir pessoas que leram recomendando ou coisas do tipo, fui pela sinopse e criei uma expectativa para esse livro em cima do que os primeiros capítulos me entregaram. Mas meio que essa expectativa foi quebrada, eu esperava acompanhar a história da Sunja, ler sobre toda a vida e dificuldades que ela passou, mas o livro aborda muitas gerações (umas 4 ou 5) e abrange muitos personagens (tipo sei lá, tem um capítulo sobre a filha da namorada do filho da Sunja, entendeu quão longe a autora chegou?) e isso dificultou demais com que eu me apegasse e me emocionasse com os personagens (só consegui me apegar com a Sunja e foi isso que permitiu com que eu me emocionasse com o livro).
Além disso a gente tem as passagens no tempo e que aumentam muito no segundo e terceiro livro, em quase todo capítulo havia um salto no tempo (e aí juntando isso com a quantidade de personagens...).
Eu recomendo ele para quem procura conhecimento e sair um pouco da bolha ocidental em que vivemos (porque quando falamos de guerra sempre entramos no eixo europeu quando se trata de livros), neste caso acho que esse pode ser o livro perfeito, mas se o que você procura é personagens para se apegar, um livro para chorar e romance, acho que esse não é bem o livro.
Conclusão (apesar de que eu não sei se cheguei em alguma ainda): eu gostei muito do livro, não como um romance mas como um livro histórico, ele me trouxe muito conhecimento importante e foi sem dúvidas um dos mais relevantes que eu li esse ano. Apesar de não ter conseguido me apegar à outros personagens exceto a Sunja, eu acabei me apegando a ler esse livro, que me acompanhou por mais de um mês e se tornou parte da minha rotina ler ele (então eu me considero real orfã de pachinko), ainda tenho saudade de ler ele e talvez um dia eu releia ele.
comentários(0)comente



Isa 22/11/2020

História incrível!
Um livro que conta a história de uma família coreana durante 3 momentos históricos do Japão. Achei incrível a maneira que demonstrou como as guerras influênciaram tanto na vida dos coreanos, mesmo sendo de maneira profunda e muito pesada (mortes, preconceito, prostituição e pobreza). Não imaginava toda essa história entre Coréia e Japão, principalmente a quantidade de coreanos que se refugiaram no Japão, e que, possivelmente, sofrem preconceitos até hoje. Pachinko, um jogo de sorte mas que foi completamente um meio de sobrevivência.
comentários(0)comente



Gois 01/11/2020

Bom livro
Tem uma história envolvente, que vai dando vontade de ler a cada capítulo. Uma história diferente, lidando com temas universais, mas falando de um local e época desconhecido para muitos ocidentais. Última parte do livro a autora de perde um pouco nos personagens, mas não tira o brilho da leitura. Vale a pena.
comentários(0)comente



Carol B. 26/10/2020

O livro parte da proposta simples de acompanhar uma família coreana e sua mudança para o Japão. Porem, a partir disso somos convidados a conhecer parte da história de dois povos, em guerras e no cotidiano. Particularmente nunca imaginei tudo que coreanos passaram no Japão, nem como isso se configura até hoje. Além disso, acompanhar a mudança de pensamento e as relações familiares, bem como os insights de uma vida a partir dos tantos pontos de vista, mas em especial de Sanju, que tanto endura nas décadas vividas, é algo realmente incrível.
comentários(0)comente



Joao l @portaldehistoriasig 25/10/2020

HUMANO
Uma leitura extremamente arrebentadora, delicada, madura, viciante e fantástica. Apesar de mais de 500 páginas, a história fluiu super bem me deixando com gostinho de quero mais. Uma história triste, sobre cicatrizes que as guerras deixam nas civilizações. Uma história sobre perda, sobre identidade e sobre luta.
comentários(0)comente



Marcel 14/10/2020

Fazia um tempo que um livro não me emocionava
Livro maravilhoso, história de 4 gerações de uma família coreana que foram viver n Japão, o livro passa de 1900 até 1989. Histórias de superação, tristeza, guerra, discriminação, amor, luto.
Muitos protagonistas no livro, livro sensível e ao mesmo duro e cru com a realidade. Muitas vezes tive que parar de ler para respirar e conseguir absorver o que tinha acabado de ler. Recomendo muito a leitura de Pachinko. Está na lista dos meus favoritos.
comentários(0)comente



20 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2