Anita

Anita Thales Guaracy




Resenhas - Anita


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Delirium Nerd 14/07/2017

Anita – Um Romance sobre a Coragem e a representação secundária da heroína (Resenha)
O movimento feminista latino, e especialmente o brasileiro, talvez apenas agora esteja se consolidando como constante e alcançando novas mentes, resgatando, em meio a isso, antigas – e muitas vezes desconhecidas – heroínas femininas de nossa história nacional. Uma dessas heroínas, apesar de não exatamente desconhecida, é Anita Garibaldi, ou simplesmente Anita, a guerreira santa catarinense que batalhou lado a lado com os farroupilhas pela República e que, no novo romance de Thales Guaracy, teve sua figura resgatada em uma recapitulação informal da história do Brasil e da Itália. Se engana, porém, quem se deixa levar somente pelo título do livro.

O retrato trazido no livro da história de Anita perpassa desde a adolescência da mesma, quando ainda era, segundo o livro, Aninha do Bentão, até a sua morte em Mandriole, Itália, mais de vinte anos depois, já sendo conhecida como a “Heroína dos Dois Mundos” e estando presente no folclore brasileiro e italiano.

O interessante desta versão romantizada da história de Anita, assim como dos demais livros que representam versões românticas de fatos históricos, é ver as relações, diálogos e acontecimentos construídos, e assim, modificados para se adequarem à proposta (mais) livre da narrativa, havendo sempre a dúvida se os mesmos são (completamente) reais ou não.

É fato, porém, que essa sensação de incerteza quanto a absoluta veracidade das relações e detalhes mostrados nesse tipo de narrativa é proposital, sendo o objetivo do livro, além de retratar acontecimentos reais de uma nova forma, o de abrir espaço para a imaginação do leitor através da perspectiva trazida pelo autor.

O curioso, porém, é que apesar de termos a impressão de que a narrativa deveria ser sobre a história de Anita, descobrimos, ao longo de nossa leitura, que a figura de Anita é mais uma presença na história do verdadeiro protagonista, Giuseppe Garibaldi, do que, propriamente, a personagem principal da história, como somos levadas a acreditar pelo título.

A história se inicia já com Giuseppe, idoso, relembrando de seus dias com Anita. Ela, por sua vez, começa sendo representada como uma mulher forte, que foi inclusive capaz de evitar por si só um estupro iminente e que conheceu o sofrimento decorrente não apenas da condição feminina, mas da miséria que ainda atinge diversas brasileiras. Foi esta força que fez Anita abandonar sua família em Laguna e se lançar ao desconhecido e a guerra junto com Giuseppe. Seu protagonismo, entretanto, termina nessas poucas páginas iniciais.

Com a evolução de Garibaldi de apenas narrador para personagem é mudado também o foco da narrativa do livro. Esta passa a cair sobre Giuseppe e suas façanhas militares, abandonando o (pseudo) protagonismo de Anita, sendo ela relegada ao papel, por mais que ainda acompanhe Garibaldi em diversas batalhas, de mulher do soldado. Não é ao acaso que a história continua mesmo após a morte de Anita, nem que os feitos de Garibaldi são aqueles narrados pelo autor ao invés do período que a mesma ficou fora dos campos de batalha, visto que, apesar da proposta, ela nunca foi a verdadeira protagonista do livro.

Anita passa de mulher independente e nata revolucionária, a personagem secundária na história de Garibaldi. Por vezes, somos levadas a acreditar que seu protagonismo permanece intacto, principalmente durante os diálogos da mesma com Garibaldi, logo vemos, que a única forma dela ser trazida de volta a história, isto é, de suas falas e pensamentos serem descritos, é quando tem a ver com seu famoso marido.

É evidente que Guaracy nos vende uma história que tem Anita como protagonista, mas em vez disso entrega-nos o relato de um Giuseppe Garibaldi saudosista, lembrando-se de seus dias de glória e de guerra com Anita – e após a morte desta – em meio a sua morte próxima, em uma casa em Caprera.

Anita é, sim, uma presença constante no livro, tanto que no início, mesmo sendo o relato narrado por Giuseppe, não pensamos que tal desvirtuação da proposta propagandeada ocorrerá, mas ocorre. Anita torna-se uma personagem da história de Giuseppe, e não o contrário como indica o próprio título do livro, e como tal, tem um papel secundário ao protagonista, não sendo seus pensamentos, salvo aqueles que ela mesma escolhe compartilhar, conhecidos pelo leitor e, dessa forma, os sentimentos e experiências de Anita são, mesmo que fortes e pesados, perdidos na “tradução” feita por Guaracy aos olhos de Giuseppe.

Na realidade, vemos Anita, a todo momento, pelo olhos de Giuseppe. Não que isso, por si só, seja um problema, mas considerando a propaganda de “Anita: um Romance sobre a Coragem” é curioso, e mesmo perturbador, ver como, mais uma vez, a história de uma heroína foi posta, mesmo que indireta e (talvez) não propositalmente, em segundo plano.

Parece que Thales Guaracy, o autor, se esqueceu, na metade do caminho, sobre quem realmente deveria ser o livro e o resultado disso foi uma perda, clara, da chance de falar, única e merecidamente, de um dos grandes ícones feministas – e mesmo humanos – brasileiros e latino-americanos.

Sendo que, ainda, essa “falha” do autor pode ser relacionada com a constante narrativa – seja em livros, em filmes ou mesmo em séries – em que a personagem feminina, por melhor que seja, tem suas habilidades diminuídas quando em comparação com o personagem masculino. Aqui, o caso é ainda pior: a história de Anita é completamente desvinculada dela mesma, devendo ser contada – apesar do prometido – por Giuseppe.

No mais, no aspecto histórico – claro, nos limites de um romance histórico – se trata de uma leitura interessante, em que podemos aprender com mais detalhes sobre uma parte importante da história brasileira. No aspecto narrativo, e talvez o grande trunfo de Guaracy, nos deparamos com uma forma poética e ritmada de se contar uma história, em que rimas e dialetos são usados de forma enriquecedora ao meio narrativo do livro.

O que mais nos chama a atenção na escrita é que, entretanto, a representação feita de um dois únicos – de um total de dois – personagens negros (com falas) do livro, o soldado gaúcho Aguiar, cai, também, na constante de sub-representação dessa parcela da população mundial.

Apesar de ser (muito) mais citado, e relevante, do que a ama de leite – um dos típicos papéis da mulher negra no imaginário cultural brasileiro – Catalina, a descrição e representação feita de Aguiar foca apenas no fato do personagem ser negro, sendo tal característica, a todo momento, enfatizada e utilizada como identificação do personagem pelo autor, de forma que as demais (possíveis) características de Aguiar tornam-se obsoletas ou sequer são citadas.

Tal escolha do autor não pode ser confundida com o modo de se falar ou mesmo com o pensamento abertamente (mais do que hoje) racista da época, sendo essa caracterização, e identificação, dos personagens negros é feita de forma livre e consciente pelo autor.

A grande questão, porém, é justamente a representação secundária, e por isso sensorialmente incompleta, que é direcionada à personagem feminina de maior relevância do livro e que, segundo o título, deveria ser a sua protagonista.

Tal falha, entretanto, não é exatamente surpreendente ou inédita, mas apenas mais uma sub-representação que as heroínas históricas – ou mesmo as mulheres em geral – estão sujeitas, ainda que a narrativa seja, teoricamente, sobre elas mesmas. É certo, portanto, que a esperança com que nos dispomos a essa leitura é substituída, antes mesmo do fim da narrativa, por um outro sentimento que já é a nós (mulheres) infelizmente familiar, o de frustração.

Apesar de o nome do livro ser Anita: um Romance sobre a Coragem fica claro que o público alvo permanece sendo aquele que sempre foi: homens brancos, isto é, aqueles que podem – em absoluto – se verem na figura do verdadeiro protagonista da narrativa, Giuseppe Garibaldi.

site: http://deliriumnerd.com/2017/07/04/anita/
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Nay Moura 24/07/2017

[RESENHA]: Anita, Thales Guaracy
Aquele livro que tem como pano de fundo contextos reais, situações e personagens reais, são quase sempre assertivos e tem muitas chances de dá certo, não é mesmo?! Os livros ambientados na Segunda Guerra Mundial, por exemplo, não me deixam mentir e aparecem constantemente na lista de favoritos de muitos de nós.

Mas no caso de Anita - um romance sobre a coragem, do Thales Guaracy, essa receita não teve o mesmo efeito, pelo menos não pra mim. Mas vamos lá, que eu explicar direitinho.

Me interessei pela proposta do autor em recontar de uma forma mais romântica a história da Anita e do Giuseppe que todos nós conhecemos e sabemos onde mais ou menos começou, que foi ali em meio da Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos.
Mas ele perde a mão e acaba romantizando a coisa toda, a guerra, a "causa", a maternidade, o machismo e até mesmo o amor em si. Ele descreve a Anita de maneira quase utópica e carregada de estereótipos, sem se aprofundar nos seus conflitos pessoais. A figura de Anita fica muito presa às idealizações do autor e isso distancia a conexão do leitor com a "personagem". Isso acontece porque a narrativa é feita através da perspectiva do Giuseppe, ou seja, são pelos olhos dele que nós a vemos. Por mais que o livro insinue uma ligação maior com a Anita, a impressão que passa é que ela parece ser apenas uma parte dessa história, que na verdade é mesmo do Giuseppe. Há muito pouco da Anita, da voz dela, e muito do que o Garibaldi ver na Anita, do que ele pensa dela e ao fim da leitura eu não consegui pensar na história do casal da maneira que o autor colocou aqui, e claro que a decepção foi iminente.

Esperei tirar daqui emoções e inspirações, e não fosse essa romantização toda o livro teria um grande potencial, principalmente por se tratar de uma figura tão representativa e importante, mas não foi o que encontrei.
Que pena!
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Duda 01/06/2017

Anita, de Thales Guaracy
Neste livro vamos acompanhar a vida de Anita Garibaldi através dos olhos de Giuseppe Garibaldi, seu grande amor e companheiro de lutas.

Desde sua mudança para Laguna com apenas 14 anos depois da morte de seu pai, seu casamento forçado, sua fuga de casa aos 17 anos, seu encontro com aquele que seria seu companheiro para o resto de sua vida; suas lutas ao lado do marido, seu lado mãe criando seus filhos por anos com todo o amor que tinha, mesmo sabendo que aquela não era sua verdadeira vocação e sua história de amor, até sua morte precoce na Itália no ano de 1849.

Mas se engana quem acha que esse livro se trata de uma simples biografia, o autor Thales Guaracy, nos narra a vida desses dois personagens tão importantes para a história do mundo no formato de um romance ficcional.

Resenha Completa Em:

site: http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/2017/05/anita-de-thales-guaracy.html
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Ste (@stebookaholic) 26/08/2017

Um romance entre Anita e Garibaldi
“A alma é livre; essa não se toma, é preciso conquistar.”
Quando você vê o título desse livro, pode até achar que se trata de um tema histórico, daqueles que você que aprendeu na escola, sobre revoluções, guerras, etc, mas não... Anita, vai muito, além disso...
Aninha do Bentão é uma jovem que vive oprimida e infeliz em uma cidade pequena no Sul do país, junto com sua mãe, recém viúva, e seus irmãos, num cenário de pobreza e dificuldades. Sua mãe, preocupada com a situação da família, obriga Aninha a se casar com o sapateiro, Manoel dos Cachorros. E apesar, de desejar muito mais da vida, Aninha se vê sem saída.
Quando a “Guerra dos Farrapos” se aproxima, Aninha resolve fugir para lutar, abandonando o marido, a mãe e os irmãos, e assim conhece o grande amor da sua vida, Garibaldi. E com ele, decide seguir e enfrentar com muita coragem e determinação, a guerra e qualquer dificuldade que apareça no caminho deles.
É nesse contexto, que o jornalista Thales Guaracy, nos conta a história de amor de um dos casais mais fortes e corajosos da História.
“Aqui me chamam de Aninha do Bentão, disse ela. Se nome então é Ana, disse ele. Na Itália, quando temos carinho por uma Ana, ela fica sendo Anita. Ah, pode ser Anita, então: ela finalmente sorriu satisfeita que ele a visse com outro nome, ou como outra pessoa, ou ainda como a verdadeira mulher que ela era; não como a mulher do Manoel dos Cachorros, filha de Maria do Bentão. Anita era sua verdadeira identidade, a mulher que via dentro de si mesma. Anita, repetiu em voz alta, e em silencio, Anita Garibaldi”.
O autor conseguiu com graciosidade encontrar um equilíbrio entre a História e o romance.
Como uma romântica incurável, eu amei a leitura!
Pude enxergar um Garibaldi apaixonado, e uma Anita amorosa, mãe, revolucionária, feminista, admirável!
No momento (atual) em que as mulheres lutam, mais do que nunca, por seus diretos, é gratificante e emocionante ver uma personagem da História, tão forte, que lutou e ultrapassou as fronteiras de lugares e tempo! Anita conquistou espaços inimagináveis para uma mulher em sua época e sempre com Garibaldi e seus homens ao seu lado.
O livro é divido em 3 partes, a leitura é bem envolvente e a única coisa que me incomodou um pouco foram os capítulos longos. Mas indico a leitura!


site: https://www.instagram.com/stebookaholic/
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Ket 22/08/2017

Não era o que eu esperava...
Eu comprei esse livro esperando uma coisa. Quando li, era outra.

Pela sinopse, "Anita" trata-se de um romance sobre a vida da guerreira Anita Garibaldi, contado através dos olhos de Giuseppe Garibaldi. Ok? Ok. Só que, quando comecei a leitura e avancei aos poucos, o livro foi se tornando mais um romance do Garibaldi falando sobre ele mesmo do que sobre a própria Anita...Aquela que deveria ser a protagonista, passou a personagem coadjuvante e no fim das contas...se perdeu. "Anita" é um livro sobre Giuseppe. O que ele fez, o que pensou, o que amou ou não. É quase um romance sobre a coragem dele.

Outro problema (pra mim) foi que todos os personagens pareciam idealizados de uma forma sonhadora e quase etérea. Eu simplesmente não conseguia imaginar que, no mundo real, as pessoas agissem - e falassem- daquela forma. Os diálogos, pontuados de frases feitas e quase teatrais, me tiraram do sério várias vezes...

Enfim, não funcionou pra mim. Uma pena.

(A capa é maravilhosa, preciso admitir, por isso vou segurar na estante haha)
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Leh Golz 26/05/2017

"sempre a primeira a levantar acampamento, a pegar o fuzil, a se lançar em armas"
Se você é um leitor curioso e adora desbravar a história de nosso país, se acomode porque essa dica é pra você. Anita, de Thales Guaracy traz uma narrativa maravilhosa sobre a vida de Anita Garibaldi, uma importante revolucionária brasileira da Guerra dos Farrapos, que lutou muitas batalhas ao lado de seu marido, o italiano Giuseppe Garibaldi. Há muita beleza em conhecer a juventude, as aventuras, as gestações e os casamentos de Anita pelos olhos de Giuseppe Garibaldi. Thales Guaracy reúne as memórias de Giuseppe e as transforma em um romance sobre a coragem, como bem descreve o subtítulo. Encontramos aqui como foi os fatos mais importantes da vida de Anita, desde um pouco antes de conhecer Giuseppe até sua morte, bem como todo o desenrolar, mesmo que bem resumidamente, da Revolução Farroupilha e a luta pela unificação italiana quando o casal parte para a Itália.

Devo dizer que me surpreendi. A narrativa de Guaracy foca sim em narrar bem os fatos, mas por vezes ele usa uma linguagem quase poética para descrever o amor e coragem que pulsava no coração de Anita, que "ansiava, queria, respirava liberdade", bem como a admiração de Giuseppe pela forte presença de espírito da mulher. Nesses momentos é fácil se conectar a história e absorver tais sentimentos. Contudo, nem tudo é perfeito. Alguns momentos da narrativa podem ser mais cansativos por conta das descrições das aventuras vividas em guerra. Apesar do foco do autor ser retratar a figura da revolucionária, ele se atenta bastante às batalhas lutadas por Giuseppe, e é nesses momentos que a leitura pode se tornar mais lenta - apesar de não tirar o interesse pela história. Com isso, até imaginei que o título poderia receber o nome dos dois, uma vez que muitas coisas que o italiano viveu foram tão destacadas ao longo do livro. Mas até o final o leitor vai perceber que todo o sentido da vida dele, as lutas mesmo depois das derrotas, a insistência pela liberdade, era por tudo que Anita representava pra ele. Dessa maneira acredito que o autor acertou no título.

"Mentiroso, disse Anita, faceira; você leva embora todas as mulheres que encontra pelo caminho?
Claro que não. Só as dispostas a morrer comigo em combate.
Desta vez pode ser que você se surpreenda e eu sobreviva tempo o bastante.
Espero sobreviver também, junto com você." (p. 49)

O que mais gostei no livro foi justamente o fato do autor trazer essa visão que Giuseppe tinha de Anita: "uma alma selvagem como a sua, capaz das mesmas coisas, em busca dos mesmos lugares". Depois de ler o livro A casa das sete mulheres (Leticia Wierzchowski), cujo foco não era a vida desses dois revolucionários, eu tinha muita curiosidade em conhecer mais sobre eles. O livro de Guaracy pode ser o ponto de partida para quem quer conhecer mais sobre esses fatos históricos, como a Guerra dos Farrapos e a Unificação italiana, além da vida tão particular de Giuseppe e Anita, e depois partir para livros mais complexos e aprofundados sobre o assunto. Essa obra em questão é desenvolvida de uma maneira simples e bela, sobre a coragem de uma mulher que participou tão bravamente de um pedacinho da história do Brasil.

Anita é um livro que traz a visão apaixonada e fascinada de Giuseppe por Anita Garibaldi, que o seguia onde fosse, grávida ou não, nas fugas, nas lutas e disposta a vencer as batalhas ao seu lado, em uma guerra que também era sua. Porém, mais que isso, é uma obra que representa uma mulher que se tornou símbolo do feminismo, com sua independência, força e coragem, "sempre a primeira a levantar acampamento, a pegar o fuzil, a se lançar em armas". "A mulher que levou às últimas consequências o sentido do amor, do heroísmo e da própria vida". Recomendo de olhos fechados. Se você acha que esse livro é para você, saboreie.

site: https://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2017/05/resenha-anita.html
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Poesia na Alma 28/06/2017

"Heroína dos Dois Mundos"
A forma como Giuseppe descreve a Guerreira Brasileira é a típica dos saudosos apaixonados, isso traz um tom épico, poético no entorno da imagem da amada. Porém, perpassa a visão romantizada, um país só é livre e democrático quando conhece e entende suas memórias, conhecer a história de Anita, é conhecer a memória das mulheres que lutaram por este país. Ler Anita – Um romance sobre a coragem é resgatar memórias.

continue lendo - http://www.poesianaalma.com.br/2017/06/resenha-heroina-dos-dois-mundos.html
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