A Magia da Raposa

A Magia da Raposa Inbali Iserles




Resenhas - A Magia da Raposa


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Angel Sakura 11/11/2017

Resenha do Blog Eu Insisto.com.br
Que livro interessante, que livro que instiga a imaginação e que seres assustadores somos nós, os seres humanos. Esse é um livro fofo, não tem uma história muito complexa para um adulto desavisado que possa querer ler. Porém, no que se propõe ele faz muito bem, A Magia da Raposa nos apresenta um mundo mágico e desperta sonhos naqueles que tem o prazer de ler essa história. É um livro meigo e que eu recomendaria pra qualquer pessoa, é fácil de agradar com suas palavras doces e mundo de fantasia onde se valoriza a luta para salvar aqueles que se ama. Mas, preciso dizer, é um livro bem juvenil, portanto não leia esperando uma fantasia adulta porque não é o caso e isso não desmerece em nada o livro.

“O canal da morte podia ficar quieto e silencioso em um dado momento, mas essa era só mais uma armadilha […]”

Isla é a nossa protagonista, ela percebe que nada mais será o mesmo quando certo dia retorna para sua casa e não encontra ninguém da sua família lá. Eles sumiram, e ao se deparar com o que Isla classifica como seres malignos em sua casa ela fica sem saber o que aconteceu com sua família e quem seria o culpado disso, a única certeza que ela tem é a de que ela fará tudo para recuperá-los. É assim que a jornada de Isla começa, com sua família desaparecida e uma jovem fazendo de tudo para encontrá-los. Achou a história interessante? Então deixa te contar mais uma coisa, Isla é uma raposa e nós estamos nesta história com ela, vamos acompanhar todo o caminho da pequena Isla e para recuperar sua família ela vai enfrentar muitos obstáculos, mas foi bem divertido seguir esse caminho sob o olhar de uma raposa e não de um ser humano.

“Há muitas maneiras de uma raposa morrer, mas só uma para ela viver. […] Nós escolhemos sobreviver, e esse é o nosso legado. Escolhemos viver e nunca desistimos.”

O que Isla deseja é encontrar sua família, e para isso ela não mede esforços. Mas, sozinha é um trabalho difícil e por isso ela vai contar com ajuda inesperada de sociedades secretas raposas e uma magia antiga que as raposas possuem desde muito tempo atrás. Uma das melhores coisas do livro foi a construção do universo que é muito boa, englobando coisas que já conhecemos renomeadas com os olhos das raposas e é muito legal e triste ver as descrições do que somos e de como vivemos. Por exemplo, nossos carros são chamados de esmagadores e as ruas de Canal da Morte, além disso nossas cidades são denominadas como O Grande Grunhido. Não posso discordar das descrições, mas ainda assim foi meio triste de ler. Mas, no mundo deles, animais, também temos coisas semelhantes como as gangues e as sociedades secretas, e sim sociedades secretas existem na nossa realidade sim!!! Por isso o mundo é bem completo e divertido de acompanhar.

“Liberdade é o sol nos bigodes, é encontrar a própria comida, dormir onde quiser sem dar satisfações a ninguém! […] Não ser enjaulado.”

[...] Para ler completa visite o blog Ei Insisto.

site: http://euinsisto.com.br/magia-da-raposa-foxcraft-1-inbali-iserles/
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Reinaldo (Estante X - @reeiih) 28/04/2017

Uma surpresa agradável
Quando soube deste livro, fiquei bastante curioso para descobrir o que era a magia da raposa e, principalmente, como era esse mundo fantástico protagonizado por animais. E já adianto que Foxcraft se mostrou uma leitura leve, envolvente e muito gostosa, além claro, de trazer uma das personagens mais queridinhas que já tive contato.

A construção do mundo dentro da história também foi algo que me chamou muito a atenção. Aqui, temos definições próprias criadas pelos animais para se referir aos humanos, aos carros, aos outros animais, etc. Por exemplo, os humanos são chamados de sem-pelos, e que controlam grandes bestas chamadas de esmagadores (carros), que “rosnam” dia e noite pelo Canal da Morte (ruas). O Grande Grunhido (cidade) é onde todos moram, e para as raposas, principalmente, este é um lugar de enormes perigos. Mas há um lugar seguro, conhecido como Matão, que é onde a protagonista morava com sua família.

Além dos termos próprios, há também sociedades secretas e gangues nesse mundo. A sociedade secreta dos Anciãos é a mais antiga e sábia delas, mantendo viva as técnicas e artes da Foxcraft, a magia usada por raposas. Siffrim é um mensageiro dessa sociedade e vai ensinar algumas técnicas da Foxcraft para Isla poder se cuidar melhor. Há também os que são obsessivos por poder e controle, como os fieis à Karka, uma perigosa e velha raposa de sangue frio e principal vilã deste primeiro livro. Achei interessante, inclusive, que as raposas só conseguem entender e se comunicar com animais que compartilham do mesmo ancestral. Ou seja, lobos, cães e raposas conseguem se comunicar entre si já que tem os mesmo ancestral em comum, mas uma comunicação com um gato é algo praticamente impossível.

“Raiva e medo haviam desaparecido. Agora eu só sentia pena do lobo. Ele não perseguia ratos, nem comia o que os sem-pelo jogavam fora. Tinha dentes maiores e unhas mais afiadas que as minhas. Era maior e mais forte que qualquer raposa, qualquer cachorro. Mas, mesmo assim, era um prisioneiro, enquanto eu era livre.”

Isla é uma raposinha encantadora. Toda a trama é contada sob a perspectiva dela e conforme vai narrando os eventos, vamos acompanhando sua evolução. Já de início vemos que Isla é curiosa, extrovertida e muito, mas muito amável. Sua relação com o irmão, Pirie é muito forte, e eles eram inseparáveis. Ela é também ingênua em relação aos verdadeiros perigos que há nas proximidades de sua toca. Apesar de várias vezes seus pais a alertarem para não ir muito longe de casa, todos os dias a personagem encontrava formas de explorar cada vez mais o espaço a sua volta.

Quando está tendo que sobreviver na cidade, veremos a personagem evoluir bastante. Aquela raposinha ingênua e inocente do começo vai dando espaço para uma raposa mais esperta, cautelosa e determinada. Sua convicção em encontrar a família a fará manter a sanidade e também é o que a fará aguentar todas as dificuldades que aparecem de cabeça erguida. Ela poderia simplesmente desistir de tudo, abater-se, entregar-se ao destino, mas não. Ela sabe que em algum lugar seus pais a estão esperando e aconteça o que acontecer, ela quer encontrá-los.

“Eu rosnei e lambi meu irmão de volta, fazendo cócegas em sua barriga até ele ganir e virar o corpo para o lado, rolando no chão enquanto eu subia em suas costas.”

À primeira vista pode parecer uma simples história de uma raposinha vivendo pequenas aventuras, mas vai além disso. De forma bem sutil, mas ao mesmo tempo bem na cara, há críticas sobre as nossas atitudes, sobre como nos comportamos e sobre o que somos. Conforme Isla nos apresenta, é um tanto quanto chocante pensar que nós, humanos, sentimos prazer em ver outros animais enjaulados, quando estes deveriam estar livres pela natureza. Também refletimos sobre como nos comportamos na sociedade. A personagem questiona como muito humanos podem viver felizes dentro de suas “tocas” enquanto há outros vivendo na rua ou sem família, amigos, aconchego. Querendo ou não, isso acontece o tempo todo em diversas cidades.

E há também as críticas boas, aquelas que nos motivam e nos dão alegria. Acompanhar Isla em sua busca pela família nos faz perceber o quão importante é termos determinação e fé de que algo é possível. Dificuldades sempre vão surgir, mas vai depender da nossa força de vontade em não desistir. A protagonista era filhote, não conhecia o mundo que a cercava, mas nem mesmo isso foi capaz de abalar o seu coração.

“O Grande Grunhido era um labirinto encardido de cercas e passagens sem saída ,de redes e cabos afiados como garras. Os sem-pelo gostavam de suas paredes.”

Eu fiquei apaixonado por essa história e só não a tornei favorita pois há umas pequenas contradições. Por ser uma filhote, há muitas coisas que Isla não conhece e não sabe o que significam. Porém, houve algumas vezes em que ela se mostrava muito esperta e detinha de conhecimento de coisas humanas que, dada a sua personagem, não poderia saber, como por exemplo, o que era a palavra ‘jaula’. Ela sempre viveu no matão, cresceu pura e inocente de tudo, como poderia conhecer o que é uma jaula enquanto descrevia um carro como sendo um “esmagador”? Um pequeno deslize da história, mas que não tira o mérito da aventura.

A edição está muito caprichada, há um mapa no livro que mostra todos os locais onde a história acontece (e irá acontecer) e também há, no início de cada capítulo, uma ilustração simples, como se fosse uma cena da trama. A capa também está muito bonita e decorada, e de longe é uma das coisas que mais me fizeram sentir interesse pela obra. A leitura flui tranquilamente, pois o tamanho da fonte é grande e a diagramação está muito adequada.

Foxcraft foi uma surpresa muito agradável e já quero logo a continuação. O mundo criado pela autora é rico e grande, e explorar esses lugares com a Isla é uma grande aventura. Sem dúvida é um livro que indico pra todas as faixas etárias, já que os conceitos e críticas presentes são simples de serem absorvidos e interpretados, além, é claro, de ser uma leitura aconchegante e que desperta bastante emoção.

site: http://resenhandosonhos.com/foxcraft-magia-da-raposa-inbali-iserles/#disqus_thread
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Fernanda 07/04/2017

A magia da raposa
Resenha no blog:

http://www.segredosemlivros.com/2017/04/resenha-magia-da-raposa-inbali-iserles.html

site: http://www.segredosemlivros.com/2017/04/resenha-magia-da-raposa-inbali-iserles.html
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