A Química Que Há Entre Nós

A Química Que Há Entre Nós Krystal Sutherland




Resenhas - A Química Que Há Entre Nós


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Queria Estar Lendo 28/04/2017

Resenha: A Química que Há entre Nós
Diferente de todos os livros desse gênero literário, A Química que Há Entre Nós surpreende por falar com sensibilidade e bom humor sobre corações partidos e perdas significantes.

Recebido em cortesia da editora Globo Alt, com uma narrativa irreverente, a autora nos apresenta o dia a dia do protagonista e narrador, Henry. Ele conseguiu a vaga de editor do jornal da escola, mas vai ter que dividi-la com uma garota recém transferida para o seu colégio - Grace é tudo de bizarra e pouco sociável, com sua bengala e o andar manco e a aparência de quem dormiu na rua, mas parece ter um talento com palavras, tal como Henry. Ela aceita ajudá-lo com o jornal com o acordo de que não vai escrever nada, e os mistérios do comportamento da garota são o que guiam a aproximação entre eles.

Esse não é um livro sobre uma história de amor. Também não é um livro sobre doenças ou tragédias. Ele fala sobre perdas, sobre morte e sobre o difícil caminhar da superação. Fala sobre as coisas súbitas da vida, aquelas que nunca são esperadas. Fala sobre redenções e sobre corações partidos. Fala, principalmente, sobre a tentativa de consertar coisas quebradas. Quão fácil é fazer isso? Quão necessário?

"Havia algo profundamente confuso a respeito de olhar para Grace."

Henry se apaixona por Grace. Perdidamente. Ele a quer e quer que ela o queira também, por isso aceita todo e qualquer contato que tem com a garota quase como se fosse um viciado e ela fosse sua droga. Ele sabe o quanto isso é ruim para si mesmo, seus amigos destrincham comentários sobre como essa relação desigual vai partir seu coração, e Henry aceita os riscos. Ele se apaixonou pela Grace, e espera conseguir entender o que é o espectro bizarro da garota que veste roupas largas, caminha com essa bengala e tem essa presença mórbida e macabra.

O legal desse livro é o desenvolvimento das emoções do Henry. Ele é um garoto carismático, com melhores amigos loucos e peculiares e uma expectativa de vida normal. Para Henry, tudo bem não ter se apaixonado durante o Ensino Médio, ele tinha mais coisas com que se preocupar. O destino, no entanto, resolveu colocá-lo no caminho de Grace, e a partir do momento em que entende seus sentimentos por toda a bagunça que é essa garota, Henry Page quer compreendê-la.

"- O espaço sideral é a melhor cura para tristeza que conheço."

O caminho é árduo e complicado, no entanto, e cheio de verdades que, quando confrontadas, não são o que ele esperava. Essa foi a maior surpresa para mim. Como a Krystal Sutherland conseguiu usar um tema simples e inesperado para desenvolver um drama tão bom; a gente sempre espera que histórias assim falem sobre doenças terminais ou distúrbios sérios como depressão e suicídio, mas há tanta tragédia nas coisas simples e inesperadas quanto nisso. E há tanto espaço para superação e empatia quanto em qualquer outra história.

E gente, o Henry. Que figura! Eu ri tanto nesse livro, o humor é tão bom! É o tipo de tirada genial, com muito sarcasmo bem desenvolvido. Henry ganhou meu coração logo no primeiro capítulo, se tornou um personagem que eu gostaria de conhecer só pra poder dialogar por um tempo.

"- É nesse momento que você diz algo sedutor para me conquistar.
- Se você fosse uma cenoura, seria uma boa cenoura?"

O fato de a trama não vender o relacionamento da Grace e do Henry como algo saudável, de o rapaz estar o tempo todo ciente de que se envolveu com alguém quebrada demais para retribuir seus sentimentos tão facilmente, isso foi ótimo. Henry idealiza o amor e o que ele pode oferecer para ele com o tempo, quem a Grace pode se tornar, mas a verdade é mais realista e perturbadora.

"Talvez nós dois estivéssemos apaixonados por ideias."

Grace, num primeiro momento, parecia um pouco o esteriótipo de manic pixie dream girl, e outra surpresa foi ver que o livro bate de frente com isso. A melhor amiga de Henry, Lola, chega a mencionar o termo, mas desmente a probabilidade de Grace se encaixar ali. Ela é o total oposto de garota dos sonhos, totalmente arrasada, física e emocionalmente, e não está ali para guiar Henry em altas aventuras de descobrimento e aceitação e das maravilhosas esquisitices da vida. Ela acaba jogando Henry na realidade, mas a realidade nua e crua, uma que não tem muita felicidade. A química entre eles existia, isso se tornou inegável, mas era quase um veneno.

"- Grace Town é uma charada embrulhada em um mistério dentro de um enigma."

Meus personagens favoritos foram os coadjuvantes. Apesar de Henry ter um humor latente e eu ter me identificado horrores com ele, do tipo que eu lia uma fala ou um pensamento sabendo que seria o meu argumento em uma mesma situação, sua família e seus melhores amigos roubaram meu coração. Seus pais, figuras carismáticas, de quem ele certamente herdou os comentários sarcásticos e as referências geek e toda a incrível habilidade de rebater qualquer situação com humor, são hilários.

"- Eu vejo esses jeans justo e o cabelo comprido - entreouvi vovó dizer aos meus pais. - Ele foi doutrinado para dentro de um círculo emo, esse é o problema.
- Ah, não - disse mamãe - Ele na verdade está praticando satanismo."

Eu gargalhei alto em diversos momentos do livro por causa dos dois. É um humor difícil de conseguir com tanta naturalidade, mas que salta do livro e te faz chorar de rir. A irmã mais velha, que saiu de um relacionamento estável para as rebeldias da vida de mãe solteira pouco convencional, é outra figura muito divertida e presente no desenvolvimento da trama; e, por fim, Murray e Lola, seus companheiros de aventura na escola e fora dela, sempre dispostos a ser o apoio moral e o soco na cara quando Henry precisa deles.

"Eu de alguma forma soube, naquele momento, que Grace Town era um pedaço de vidro com reentrâncias com o qual eu me cortaria de novo e de novo se me deixasse envolver."

Puxo um parágrafo a mais para falar o quanto amei Lola e Murray. A garota, que saiu do armário recentemente (em um episódio que envolveu beijar o Henry e perceber que não gostava mesmo de garotos, o que acabou dando uma fama de mau beijoqueiro para o rapaz) e um rapaz australiano cheio de personalidade que está lidando com um término da pior maneira possível (ainda apaixonado pela garota que terminou com ele) são as melhores pessoas para os melhores e piores momentos da vida. Os três formavam aquele tipo de amizade que te imerge na leitura e te faz querer fazer parte do grupinho. Eu leria um livro sobre esses dois facilmente, porque eles têm muito a contar.

A Química que Há Entre Nós é um livro simples, e por isso tão apaixonante. Ele não promete finais felizes e nem meios felizes, mas equilibra as partes tristes com um humor único e com personagens cativantes. A história te prende do início ao fim, e te mostra jornadas distintas a respeito de diferentes tipos de dores, todas convergindo em corações partidos e a ideia de que coisas quebradas podem ser consertadas.
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Fabi 12/07/2017

NÃO FEZ SENTIDO PRA MIM
''Porque eu nunca conheci ninguém que
eu quisesse na minha vida desse jeito.
Além de você.
Eu poderia abrir uma exceção pra você ''

Bem, bem. Que livro sem sentido foi esse?
Tá não é porque ele não teve final totalmente feliz. Nada disso. Eu até gosto de finais tristinhos. Não gostei foi da atitude besta da protagonista.
Menina sem noção. Veste roupas do namorado morto, daí aparece um menino que gosta dela e a guria vai e finge que ele é o namorado que morreu, fere os sentimentos do Henry.
A capa por si só me interessou neste livro. A sinopse bem jovem adulto também ajudou. Só que não vi nenhuma química no casalzinho. Tive pena do coitado do garoto que se apaixonou pela menina, mesmo ela não sendo das mais atraentes no vestir e se arrumar. A escrita lembra um pouco John Green, citando estrelas, átomos.
Não recomendo ele. Definitivamente o final foi péssimo. O carinha passa o livro todo apaixonado pela menina, e no final ela não sente o mesmo assim por ele. Não consegue superar o namorado morto.Se você espera um livro com casal que se ama e tal, este não é. Ele é mais sobre o amor em si, você aceitar que você consegue viver após uma decepção amorosa, em ter o coração em pedaços. Lembra quase um livro de auto-ajuda.
Leia sem muitas expectativas.

''[..]se as pessoas realmente eram formadas de pedaços do universo, sua alma era feita de poeira de estrelas e caos.''
Raquel 12/07/2017minha estante
Desisti do livro depois disso :p


Fabi 13/07/2017minha estante
vi mts resenhas e que outras pessoas adoraram ele Raquel. é algo q uns gostam e outros nao, questao de gosto =/
mas n recomendo hahaha


Fabi 13/07/2017minha estante
em que outras pessoas*


Raquel 13/07/2017minha estante
Hahah, tenho pavor de personagem da forma que tu descrevestes, não obrigada, deixando para lista "do um dia quem sabe eu leia se não tiver nada melhor", hahahaahahah


Fabi 17/07/2017minha estante
é o melhor q tu fazes kkk


Sarinha 19/07/2017minha estante
Vish...Depois dessa, até tirei da minha estante!


Fabi 21/07/2017minha estante
hahaha




Aline|@Meninatecária 20/04/2017

Diferente!
"Ela estava iluminada, radiante, as estrelas que morreram para lhe dar todos os átomos que a compunham brilhando do seu além-vida. Eu nunca tinha visto nada tão dolorosa e desoladoramente lindo." - pág 213

Henry Page é um adolescente que só quer terminar o ensino médio, ser editor do jornal estudantil e entrar em uma boa universidade. Não possui muito amigos, mas possui os certos. Tudo ia bem até o dia que Grace Town entrar na sua sala de aula: toda desleixada, com roupas masculinas e andando com uma bengala. Grace possui um ar de "não quero fazer amigos" e o hábito de fazer umas perguntas pra lá de estranhas.

Os sentimentos de Henry vão despertando e tudo aumenta quando ele e Grace são convidados para editar a nova edição do jornal estudantil, porém Grace vai logo avisando, não escreverá nada, apesar de ser convidada depois de ter seus textos lidos e elogiados pelo diretor. Com essa aproximação Henry vai percebendo que a vida de Grace pode ser mais misteriosa e obscura do que ela demonstra.

"Pensei em amá-la secretamente, entre a sombra e a alma. Talvez eu devesse fazer isso. Talvez fosse aí o lugar dos meus sentimentos: na escuridão, nunca percebidos." - pág 129

Como no filme "Amor Certo, Hora Errada" Henry vai insistindo em viver esse romance fadado ao fracasso com a jovem Grace, que horas é apaixonante e em outras é insuportável. Uma grande confusão para a mente do jovem, porém, uma confusão que Henry quer viver desesperadamente.

Então leitores apesar de ser aquele velho Drama Teen eu gostei desse livro. Às várias referências maravilhosas de Harry Potter à Crepúsculo, a escrita da Krystal é muito linda e extremamente fluida, pense numa escritora que arrasa nos quotes! Eu só acharia melhor se o livro fosse narrado pelos dois personagens, ficaria mais interessante ter entrado um pouco na mente da Grace.

Enfim, se você é como eu e tem um pé atrás com YA, esse aqui vale a pena você conferir tá!?
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Jéssica - @cjessferreira 07/05/2017

Ainda não sei direito o que estou sentindo sobre esse livro...
Acabei de concluir a leitura deste livro e estou com um leve incômodo na "boca do estômago". Não sei se quero chorar, se quero sorrir... Só sei que dei um longo e demorado suspiro assim que li a última linha.

A Química que há Entre Nós conta a história de Henry que se apaixona pela colega de turma, Grace. Diferente da outras meninas da classe, Grace parece estar sempre mal cuidada, com cabelos sujos, roupas masculinas e uma bengala. Por trás dessa aparência, existe um mistério que Henry está disposto a descobrir, e nós o acompanharemos nessa busca por respostas.

Quando o mistério foi revelado, eu quis abraçar a Grace. Eu quis que ela procurasse um psicólogo. Eu quis dizer a ela que tudo aquilo poderia passar, se ela se permitisse. Eu quis que o Henry não fosse um coadjuvante na vida dela. Eu quis que algo extraordinário acontecesse...

Mas Grace estava quebrada demais.
E Henry sabia que corria o risco de se machucar.

"Pensei em amá-la secretamente, entre a sombra e a alma. Talvez eu devesse fazer isso. Talvez fosse aí o lugar dos meus sentimentos: na escuridão, nunca percebidos."

E aí aconteceu tudo e nada ao mesmo tempo. Tudo ficou no ar, como poeira de estrela ou sujeira. Como a vida real, sabe? Quando você não luta por aquilo que quer. Quando você só se conforma, se culpa, só espera, só tem medo... Como quando você não sabe o que fazer.

"Você se apaixonou por uma ideia, não por uma pessoa real."

Eu esperava mais desse livro, confesso. Eu queria mais química, mais garra, mais esperança. Eu queria mais fúria. Eu queria um final feliz - o que não significa que o final foi triste. Sei lá, ainda estou processando algumas coisas aqui na minha cabeça... Ainda sinto um nó no estômago...

Acho que final feliz é só uma questão de ponto de vista.

A Química que Há Entre Nós diz que o amor é uma reação química. É um encontro de átomos e explosões que podem - ou não - ter um fim. É como uma estrela que entra em super nova. Às vezes dura para sempre. Às vezes se apaga.


site: www.instagram.com/cjessferreira
Feh 24/05/2017minha estante
Tb me.senti assim.nao sei se amo ou odeio esse livro mas quem ja se apaixonou vai se identificar




Ananda | @bluecandybooks 10/04/2017

Geek, fofo e envolvente
Eu comprei esse livro depois da hype que os gringos fizeram sobre ele. Eu estava pra vender um rim e comprar a versão americana quando a editora GloboAlt anunciou que lançaria aqui. Então eu comprei na pré venda. O livro chegou no sábado, eu estava cheia de expectativas e li o livro de sábado pra domingo. Esse é o tipo de livro que amo, tem um toque sutil de John Green na escrita, um amor Teen imperfeito porque aprendi na minha adolescência que nem tudo dura para sempre e amo quando os autores colocam isso em livros também, porque nos mostra que o amor nem sempre tem um final feliz estilo Disney.

A química que há entre nós vai contar a história de Henry Page, um adolescente de 17 anos que está no seu último ano do ensino médio. Durante a aula de teatro, uma garota que parece suja e toda vestida com roupas masculinas e se apoiando em uma bengala para andar entra na sala e Henry fica muito intrigado sobre ela. No dia seguinte os dois são convidados para editar o jornal da escola e é então que nossa aventura começa. A garota é Grace Town, ela é misteriosa, fechada e não tem muitos amigos na escola. Grace e Henry então começam uma amizade que começa a evoluir para um romance, mas Grace tem mais segredos do que Henry possa imaginar e esses segredos podem ficar entre os dois.

Queria começar falando sobre Henry e seu ciclo familiar e de amigos. Henry é daqueles garotos bem nerds, ele recheia o livro com referências a Star Wars, Harry Potter entre vários outros livros e filmes famosos e clássicos, isso me agradou muito porque amo todos esses clássicos. Henry também é um pouco sarcástico, muito fofo e engraçado e um típico garoto de 17 anos de idade. A família de Henry é hilária, ele tem uma Irmã mais velha rockeira, engraçada e muito legal, um sobrinho pequeno muito fofo. Mas a melhor parte da família de Henry é sem duvidas os seus pais, os dois são muito engraçados e torna a história Ainda mais leve e divertida de se ler! Henry também tem dois melhores amigos incríveis, Lola e Murray, que estão sempre em sua casa e os diálogos deles são os melhores. Lola e Murray estão sempre tentando incentivar Henry a viver um romance, mas mantendo os pés no chão para não se machucar, a amizade deles foi uma das coisas que mais amei ler nesse livro, a cumplicidade e parceria dos três foi fantástica.

Agora falando sobre o romance. Começou tudo bem, eu ficava com aquela expectativa para as coisas evoluírem entre Grace e Henry, porém Grace, tem muitas cicatrizes, muitas coisas pendentes a serem resolvidas que foram o que atrapalhou um pouco o romance Dela com Henry. Os dois são fofos juntos, ela um pouco mais fechada e o Henry mais engraçado, mas apesar da Grace ter os seus problemas pessoais, eu entendi os motivos Dela. O livro toca em um assunto delicado durante a história, o que me fez parar pra pensar, como uma pessoa que perdeu algo como a Grace, que há coisas que são difíceis de superar e seguir em frente. Ok que diversas vezes no livro fiquei na torcida para que a Grace superasse logo o que ela estava enfrentando internamente e segurasse de vez a mão de Henry e se desse uma chance, mas quem sou eu para julga-lá quando sei que o tipo de dor enfrentada por ela é realmente quase "insuperável"?! Então sim, fiquei com um pouco de raiva da Grace em determinados momentos por achar que ela estava usando da boa fé do Henry para se recuperar ou para se apoiar, e assim, sugando um pouco do amor e esperança dele mas sem aproveitar desses sentimentos para se curar. Mas quando parei para pensar melhor, vi que há coisas na vida que precisam de muito tempo para serem curadas e superadas. Em resumo, em uma escala de 1 a 10 sobre Grace Town, eu daria um 6 a ela.

O livro tem aquela pegada um pouquinho só um pouquinho mesmo parecida com Cidades de Papel do John Green, mas claro que sem perder a sua originalidade, só me lembrou um pouco mesmo.

Aprendi com A química que há entre nós, que nem todo amor é para sempre, principalmente quando somos jovens, às vezes dura, às vezes não, mas precisamos sobreviver a isso quando não der certo e ficarmos pronta para outra. Esse foi um livro cheio de lições lindas e fofas que quero guardar em meu coração. Me mostrou que nem tudo é perfeito, mas é maravilhoso enquanto durar. Entrou para a minha lista de romances favoritos e marcantes e geeks! EU AMO ROMANCES GEEK! E amo o Henry por ser um potterhead de primeira classe rs.

"Histórias com finais felizes são só histórias que não acabaram Ainda."

Recomendadíssimo!
MILA 12/04/2017minha estante
Adorei sua resenha, quando vi menção a John Green então.. Já desejo este livro!




Ceile 27/05/2017

Como se a vida fosse o twitter
Quando terminei este livro, fiquei sem saber muito bem se tinha amado muito ou não gostado. Foi uma leitura diferente, difícil de classificar. Marquei muitas passagens, me envolvi na história, gostei dos personagens e do desenvolvimento do enredo, mas não teve algo arrebatador que eu consiga destacar como o grande atrativo do livro ou algo que me impulsionasse a ler sem parar. Ao mesmo tempo, a história não apresentou nada que deixasse a leitura cansativa ou me fizesse querer desistir. Foi como ler um livro do John Green - e eu definitamente gosto das obras dele - e não saber explicar, só sentir. É o tipo de narrativa e construção de enredo que só lendo para saber se você vai gostar ou não.

Já que falei do John, não teve como não pensar em Cidades de Papel... Primeiro por Grace Town. Ela me lembrava muito a personalidade misteriosa da Margot. Depois vem Henry totalmente instigado a desvendá-la e seus amigos com suas particularidades (ah, como eu adorei conhecê-los!). Apesar de certas semelhanças, acredito que a abordagem em A química que há entre nós seja mais real, atrativa e menos aventureita. Henry vai delineando suas descobertas após fazer a constatação que está realmente apaixonado pela Grace que, por sua vez, não deixa muito claro o que quer ou o que sente. E obviamente acaba por atiçar ainda mais a curiosidade do pobre garoto (sim, gente, tadinho).

"— Muz — sussurrei ao chegar à casa de Murray e começar a bater na janela de seu quarto. Ninguém respondeu, então levantei a janela, me reboquei para dentro e peguei no sono, sozinho e totalmente vestido na cama de Murray, pensando em Grace Town e em como, se as pessoas realmente eram formadas de pedaços do universo, sua alma era feita de poeira de estrelas e caos."

Olha, bem incomum o que vou falar, mas se você gosta de twitter, acho que vai gostar muito do livro. É bem aquele clima de tá tudo dando errado e a gente tá fazendo meme. E, sim, Henry entende de memes. Ah, isso é fundamental né nom. O livro tem um humor depreciativo, uma melancolia trágica e bem humorada. Agora, se você gosta da outra rede, acho, sinceramente, que não vai curtir. A história não tem aqueles clímax explícitos que os textões trazem. Não é uma história óbvia, é cheia de simbolismos e reflexões. Os personagens não são os populares ou totalmente loosers, são aqueles aquém dos grupinhos, com uma linguagem que só eles entendem.

Eu marquei o livro como favorito, mas sei que não vai funcionar para todo mundo, por isso uma indicação bem precisa assim. Vale muito a pena ler, marcar quotes, amar os pais do Henry e ficar em dúvida se dá pra torcer pelo casal ou não, já que parece indiferente o desfecho disso. O importante aqui é o que desenrola entre a chegada de Grace até Henry aprender a lidar com tudo que sente. Nesse meio, ele vai desvendando os segredos dela, entendendo o por quê das roupas masculinas e a predileção por não lavá-las e, ok, cheirar um pouco mal. Mais do que isso, Henry vai tentando entender tudo que ela provoca dentro dele, já que nunca havia se apaixonado dessa forma.

"(...) — Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel, Henry. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios."

Ai, realmente não sei o que falar desse livro, mesmo estando no quinto parágrafo, parece que não foi o suficiente, mas é fato que funcionou muito comigo e mesmo sem ter uma grande sacada ou algo transformador, é um tipo de leitura que gosto de fazer e sinto falta desde que li (quase) todos os livros do John Green. Há tempos eu não marcava tanta coisa num livro nem me sentia como o protagonista, fazendo o famigerado papel de trouxa.

site: www.estejali.com
Lilica 29/05/2017minha estante
Gostei da resenha. Me deu mais vontade de comprar.




Ericlys 06/09/2017

A química que há entre nós
Grace town que é nova na escola e ela aparentemente é uma garota muito estranha, além de sua bengala que a acompanha e suas roupas aparentemente sujas e estranhas ela não gosta de se enturmar com ninguém. Porém ela é Henry acabam pegando uma afinidade e ele se apaixona por ela porém ela se mostra muito misteriosa e a cada dia a cada vez que Henry a vê ele nota isso. Ele nota que esse relacionamento não pode levar a um final feliz mas mesmo assim Henry apaixonado se joga de cabeça nesse amor completamente estranho, ele nota com o tempo que Grace tem algum segredo muito obscuro na qual afeta a ela é obviamente Henry se envolvendo também será afetado.
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Kelly 28/09/2017

Existe mais beleza no mistério
Sabe aquele livro que começa tipo romance infantojuvenil e depois se torna real e esmagador...aquele soco no estômago ?! A Química Que Há Entre Nós é esse livro!
Confesso, comecei a ler pela capa,q particularmente, acho maravilhosamente linda,mais aos poucos o livro foi me ganhando.
Narrado por Henry Page, o livro trás um romance entre Grace Town,uma menina para lá de esquisita e Henry, que vivia sua vida pacata no último ano da escola até Grace aparecer.
Levado por um desejo inexplicável de saber cada vez mais sobre a moça, nosso protagonista se vê cada vez mais mergulhado nesse profundo mistério que é Town.

A Química que Há Entre Nós, se caracteriza como uma leitura rápida, leve e que nos faz pensar sobre nossa vida atual e nossas perdas .

{Amei essa edição da globoalt com ilustrações dos peixinhos a cada início de capítulo.}

Um pediço do livro para vcs?

"E todo esse tempo eu a amei,assim como ela o amou.
Secretamente,entre a sombra e a alma."
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Fernanda 18/04/2017

A Química Que Há Entre Nós
Resenha no blog:
http://www.segredosemlivros.com/2017/04/resenha-quimica-que-ha-entre-nos.html

site: http://www.segredosemlivros.com/2017/04/resenha-quimica-que-ha-entre-nos.html
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Kennia Santos | @LendoDePijamas 07/05/2017

"E todo esse tempo eu a amei, assim como ela o amou. Secretamente, entre a sombra e a alma."
Quando Henry Page conhece Grace Town, em apenas um olhar, ele sente que sua vida irá mudar. Não da forma filosófica do tipo que se anseia. Mas Henry sente que Grace chegou para distorcer todos os rumos remotamente planejados por ele até o momento.
Grace Town é... peculiar. Não, Grace Town é estranha. Em plena juventude veste apenas roupas masculinas, usa uma bengala como suporte para o mancar de uma perna, e é muito, muito misteriosa.

"Eu só me sentia... magnetizado por ela. Como a gravidade. Eu queria orbitá-la, estar em torno dela, da maneira que a Terra orbita o Sol." (p.61)

E é exatamente isso que atrai Henry para ela. Sua áurea de segredos, seu passado questionador. Tudo se torna um grande ponto de interrogação que Henry Page quer conhecer as entrelinhas para chegar até as respostas.
Quando eles se aproximam, tudo se torna uma bagunça de sentimentos e memórias.

"Porque eu nunca conheci ninguém que
eu quisesse na minha vida desse jeito.
Além de você.
Eu poderia abrir uma exceção pra você." (p.62)

"Grakov" e "Henrik", como se apelidaram, tem uma química incontestável. Com a ciência, com a escrita -ambos são indicados para redigir artigos de um jornal da escola- e com diversos outros aspectos que, se visto de longe, são apenas detalhes. Pequenas coisas. Mas essas pequenas coisas mostram que juntas podem fazer um bom estrago com certezas e tentativas de definição.
Mas eles nunca se encontram no mesmo nível. Um sempre está querendo dar um passo maior do que o outro está disposto. E todos sabemos que em relacionamentos, é necessário ter equilíbrio. Para que as pessoas envolvidas não tropecem no caminho ou deem saltos altos demais.

"Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios." (p.220)

Esse livro é também sobre amizade. Henry possui dois amigos que vivem ao seu lado, para o que der e vier. Murray, um esquisitão brutamontes que apesar de tudo atrai meninas com seu jeito "good vibes" de ser. E Lola, que em pleno ensino médio saiu do armário revelando sua preferência sexual e mostrou um belo "fuck you" pra quem questionasse.

E sobre família. Henry cresceu numa família completamente estruturada. Mas não confunda estruturada com normal. Sua irmã, Sadie, é uma neurocientista de 27 anos recém-divorciada que aprontou MUITO em sua juventude, e tem um filho chamado Ryan, que por sinal é uma fofura. E seus pais, que conseguem ser preocupados no nível certo e esbanjar humor e compreensão.

"Mas o amor é científico. Quer dizer, ele é apenas uma reação química no cérebro. Às vezes essa reação dura a vida inteira, repetindo-se de novo e de novo. E às vezes, não. Às vezes ela entra em supernova e começa a desaparecer. Nós somos todos apenas corações químicos. E isso deixa o amor menos brilhante? Acho que não." (p.245)

Enquanto Grace Town? Tudo que Henry sabe é que apesar de suas teorias estranhas, seu mancar desajeitado e sua personalidade bipolar, ele gosta muito dela. E quer desmembrar cada camada secreta de sua alma.

"Então você não pode sair por aí pensando que qualquer pessoa por quem você se atrai é 'A Pessoa Certa'. As pessoas não têm almas gêmeas. Elas fazem suas almas gêmeas." (p.246)

Mas nem sempre enxergamos o que precisamos. Apenas o que queremos.

Esse livro me lembrou "O projeto Rosie", mas num segmento dramático. É geek, filosófico, engraçado, leve e fofo.
Me parece uma versão feminina de John Green que deu muito, mas muito certo.

Krystal Sutherland possui uma escrita magnética, EXPRESSIVA.
Para alguns, a história pode parecer "infantil", mas na verdade, é apenas diferente. Não possui um sentido ou razão, apenas está ali, existindo. Há quem vá julgar como sem graça, mas ao meu ver... eu não sei nem como explicar. Pode ser que daqui há uma semana eu não me lembre mais do nome dos personagens, ou dos detalhes da história. Mas no momento que eu li, no momento em que meus olhos transpassaram pelas linhas e foram absorvendo cada palavra e sentença em seu devido sentido... foi incrivelmente desconcertante. Eu me identifiquei, eu refleti, eu questionei. Foi uma mistura de tudo.

"O amor não precisa durar uma vida inteira para ser real. Você não pode medir a qualidade de um amor pela quantidade de tempo que ele dura. Tudo morre, amor inclusive. Às vezes morre com uma pessoa, às vezes morre sozinho. A maior história de amor contada na história não precisa ser sobre duas pessoas que passaram a vida inteira juntas. Pode ser sobre um amor que durou duas semanas ou dois meses ou dois anos, mas queimou com mais brilho e mais calor e mais vigor do que qualquer outro amor antes ou depois." (p.248)

Pode ser que eu tenha falado falado e falado, mas não falado nada. Mas não tem problema. Porque esse é o tipo de livro que tem o poder de fazer cada leitor sentí-lo de uma forma. Então sim, eu recomendo.

Mas não se esqueçam do que eu falei, tá? Não é uma história de amor. É uma história DO amor.

"E todo esse tempo eu a amei, assim como ela o amou. Secretamente, entre a sombra e a alma." (p.266)
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Tatiana.Bianque 29/10/2017

"O ciclo da vida"
Independente da nossa vontade, o ciclo prossegue, o dia nasce e morre, temos alegrias e tristezas, vida e morte, e o que podemos fazer é aproveitar da melhor maneira possível, tirando algo de bom de todas as experiências, boas ou ruins.
Pode der cruel, esquisita, macabra e até amarga, mas na minha opinião, a história conta a verdade sobre amores e paixões! (adolescentes ou não).
Pra mim foi incomum, um romance sob o ponto de vista masculino, sincero, sem floreios demais ou que fosse enjoativo ou dramático, algo próximo ao que passamos na vida, quando nos interessamos por alguém, quando nos dedicamos...
Gostei em especial de um capítulo em que os irmãos conversam, Sadie e Henry, o tipo de conversa que todos precisamos uma vez na vida, e principalmente com alguém que não só escute, que se importe.
Até certo ponto achei que o livro não seria grande coisa, mas isso mudou, e apesar do final não ser o que se possa imaginar, eu gostei muito, foi perfeito! Essa história me fez pensar em muita coisa, principalmente depois de escolhido o tema para o jornal.
Valeu a pena dar uma chance.
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Rai 27/10/2017

Coleção extraordinária de átomos
O livro é interessante, ele passa um mensagem de amor próprio.. Se amar antes de qualquer outra coisa. A história não me prendeu, é um drama que pode acontecer a qualquer um!
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Meu Vicio em Livros 17/06/2017

ao contrário do título, faltou química
ste livro conta a história de como Henry se apaixonou pela primeira vez. E tudo que ele sente não é nada como ele imaginava que seria. A sua escolhida é uma garota esquisita que se veste com roupas masculinas, usa uma bengala, ele nunca a vê interagindo com ninguém, mas tudo isto só desperta sua curiosidade sobre ela. Quando os dois são escalados como redatores do jornal do colégio, enquanto que Henry está animado, pois é algo que há dois anos ele sonha que aconteça, Grace não quer saber de escrever nada nunca mais, o que faz com que ele fique ainda mais intrigado.

Ao dar uma de perseguidor no Facebook e descobrir que as fotos postadas há três meses não condizem com a mesma pessoa que ele conheceu pessoalmente, tanto Henry como o leitor fica obcecado em descobrir o que aconteceu para que Grace começasse a agir de modo tão estranho. O que aconteceu que a abalou tanto?? LEIA A RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://www.meuvicioemlivros.com/2017/04/resenha-quimica-que-ha-entre-nos-de.html
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Janise 05/11/2017

A Química Que Há Entre Nós
Amo quando a narrativa é feita por um homem, o que é o caso desse livro. E aqui Henry se torna vivo, um adolescente de 17 anos inteligente e com um ótimo humor. Um adolescente maduro. Maduro demais até.
Como a sinopse diz, “por algum motivo inexplicável, Henry Page gosta muito” de Grace. E concordo que é inexplicável, isso porque além de esquisita, usar roupas de homem, ela não era muito chegada a uma limpeza corporal. Acredito que por isso o livro ter esse nome. Só que com o desenvolver do argumento percebe-se, pelo menos eu, que não há química nenhuma entre os dois.
Henry de fato se apaixona por Grace, mas ela está sendo arrastada por seu passado. Grace está presa em uma situação pesada e forte e não sabe como sair dela. Ninguém sabe e Henry não pode, não tem como ajudar.
Henry é apaixonante, um fofo e Grace… bem, a Grace, coitadinha, vai precisar de tempo, muito tempo.
Os personagens secundários são importantíssimos, foram bem trabalhados. Só farei um comentário sobre a irmã de Henry, a Sadie. Uma personagem com uma personalidade forte e inteligente. Ela ajuda Henry nos momentos mais importantes, no entanto, ela desconstrói o amor, acaba com ele. E no fundo ela não está muito errada. Mas para que ela tenha essa razão a autora faz coisas para dar suporte a sua personagem. Não gostei muito disso.
O livro é muito bom, não tem absolutamente nada de clichê, tem um final totalmente fora do comum, o que eu amei. Fiquei aliviada, por um lado. Uma história que a princípio parece que vai levar você para o mesmo, mas não é nada disso.
Acredito que seria uma história para personagens com mais idade. Talvez fim de faculdade e não fim de ensino médio. Eles são “cabeças” demais.
Eu recomendo para quem está lendo romance “sempre do mesmo”. Vai se surpreender. Se vai gostar é outra coisa. Eu gostei.
E foi assim.
Bjoo.



site: https://janiselendo.blogspot.com.br/2017/11/a-quimica-que-ha-entre-nos-krystal.html
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Portal JuLund 17/05/2017

A química que há entre nós @GloboAlt
Esse é o típico livro que te ganha pela capa e a leitura sem grande expectativa, torna-se uma grande experiência. A leitura foi mais que de um romance comum para adolescentes e jovens adultos, a trama da bela autora estreante acabou por ganhar meu coração.
Na narrativa desse lançamento Globo Livros (Selo Globo Alt) conhecemos Henry – nosso protagonista – que acaba de conseguir uma a vaga de editor do jornal de sua escola.
As coisas se tornam mais atípicas quando descobre que vai ter que dividi-la com uma garota recém transferida para o seu colégio.

“Pelos três dias seguintes, era difícil uma hora passar sem que eu e Grace não nos víssemos.”

Grace é diferentona: manca e anda com a ajuda de uma bengala, é super sociável (Só que não rs) e além disso, sua aparência é meio bagunçada. Os dois começam trabalhar lado a lado e nesse cotidiano vamos descobrindo a profundidade dessa trama e a presença meio mórbida dessa menina acaba por conquistar seu coração.

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/resenha-a-quimica-que-ha-entre-nos-globoalt
Fernanda.Sales 10/06/2017minha estante
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