Em Águas Sombrias

Em Águas Sombrias Paula Hawkins




Resenhas - Em Águas Sombrias


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Cibelle 17/09/2017

Mergulhando em águas sombrias
O livro alterna a cada capítulo a visão de um personagem, o que permite ao leitor uma experiência imersiva nos sentimentos e experiências de cada um, assim como a opinião e versão própria sobre vários fatos da história, fragmentos que ao decorrer da narrativa juntam-se para formar um quebra-cabeça de fatos inesperados (e outros nem tanto) até a última página. Os primeiros capítulos possuem uma aura que deixa um peso no leitor desavisado e portanto, é melhor para alguns não mergulhar de cabeça nessa história, mas sim aos poucos, tateando com cuidado aonde está pisando. Ao habituar-se com essa aura, o restante da leitura se torna fluída e o leitor é puxado cada vez mais fundo na história que gira em torno do poço dos afogamentos e das mulheres encrequeiras que ali tiveram seu fim.
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Elida Malheiros 11/09/2017

Beckford não é um local de suicídios. Beckford é um local para se livrar de mulheres encrenqueiras.
Sentiu o drama? Tremeu? E se eu te contar que desde que li essa história, to remoendo cada detalhe e cada personagem na minha cabeça? Essa vai ser uma resenha bem difícil de fazer, porque qualquer coisa, qualquer pista, qualquer diálogo ... é spoiler! Então vou tentar me equilibrar nessa tênue linha e falar um pouco das minhas impressões aqui.
Nel Abbout está morta. Ela se jogou no poço dos afogamentos, e Jules sua irmã mais nova está sendo obrigada a voltar para a pequena cidade de Beckfort para enfrentar a velha casa do moinho - onde Nel morava com sua filha de 15 anos, Lena - e enfrentar segredos do passado, um passado que ela verdadeiramente prefere não lembrar.
Infelizmente, Nel não é a primeira e nem a ultima mulher a ser assassinada ou a se suicidar no rio, e existem vários motivos fortes que indicam que talvez existam muitos segredos por trás de cada morte e que qualquer pessoa pode ser culpada, afinal, o que Nel e tantas outras mulheres escondiam?

Eu devorei absurdamente rápido esse livro (e olha que li “devagar” pra não deixar escapar nenhuma pista), em 2 dias já tinha terminado a leitura e estava com os olhos estatelados de surpresa. Não vou dizer a vocês que o final foi surpreendente e que não era uma das minhas linhas de raciocínio, mas o que me chocou foi a forma em que ele foi escrito, o jeito como tudo acabou, os pensamentos das pessoas e o real sentimento que TODO mundo é capaz de qualquer coisa pelos motivos mais banais. A #PaulaHawkins trás de início uma série de personagens que podem confundir sua cabeça, pois cada um se interliga a outros casos e pra não me confundi, confesso que fui anotando os nomes de acordo com que cada um aparecia, isso ajudou bastante.
Pra quem gosta de um bom thriller psicológico, essa é uma ÓTIMA leitura. A Paula tem esse poder sobre a gente, de mexer com nossas convicções, assim como ela fez comigo em #Agarotanotrem (resenha em breve). Já leu #Emaguassombrias? Vem conversar comigo.


site: @Falandodoqueli
Nayara Ferreira Luz 11/09/2017minha estante
não vejo a hora dessa autora lançar + livro kkk fiquei viciada depois desse rs


Elida Malheiros 11/09/2017minha estante
Fala nãoooo


Nayara Ferreira Luz 11/09/2017minha estante
:)




Thayanne 08/09/2017

Não desistam desse livro!
O começo pode ser confuso, mas não desistam. A história tem um enredo muito bom e é intrigante. Os personagens são interessantes e cativantes. É um enredo misterioso e apaixonante.
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Blog com V 07/09/2017

Resenha – Em águas sombrias × O casal que mora ao lado
Hoje, resolvi trazer um post um pouco diferente do que comumente trago aqui no Blog, fiz uma comparação entre os dois thrillers psicológicos mais desejados: O casal que mora ao lado e Em águas sombrias. A motivação para um post como esse foi o fato de que apesar de pertencerem ao mesmo gênero, eles me transmitiram sensações bastante díspares e com características amplamente divergentes.

Continua em...

site: https://blogcomv.org/2017/09/07/em-aguas-sombrias-x-o-casal-que-mora-ao-lado/
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Raiza 04/09/2017

Nada de interessante.
Um livro com uma narração de dez personagens foi coisa demais, sim, ver o ponto de vista de cada um foi interessante, mas alguns são desnecessários. A leitura me lembrou bastante a obra anterior da autora, a garota no trem, que pra mim foi uma leitura devagar mas esse se superou, um suspense fraco e sem muitos pontos altos. Gostei realmente do final, a última página onde o segredo foi revelado e por uma pessoa totalmente livre de suspeitas.
Manuka 05/09/2017minha estante
Eu também achei confuso. A forma como ela escreve não comporta tantos personagens assim, errou a mão. Sem falar que não consegui de jeito nenhum comprar a ideia da autora de colocar a Nel como uma pobre vítima injustiçada por todos. Eu achei a personagem displicente e irritante, por mim poderia ter morrido duas vezes, se possível. Achei boa parte dos indivíduos bem irritantes, na verdade, mas a tal Nel é insuperável.


Raiza 07/09/2017minha estante
De fato não há nenhum personagem cativante nesse livro.




Luiza 01/09/2017

Em Águas Sombrias
Uma mãe solteira aparece boiando no rio que corta a cidade. Uma adolescente encontrou o mesmo fim poucas semanas antes.

Não foram as primeiras a serem encontradas assim, a história da cidade está cheia dessas “afogadas”, mas suas mortes perturbaram as águas do rio sombrias e dragaram segredos a muito escondidos.

O Poço dos Afogados é uma parte do rio conhecida por atrair “mulheres encrenqueiras/indesejadas/infelizes” para suas águas. A fama mórbida do rio invade cada linha da narrativa. Esse assunto delicado, o suicídio, paira sobre tudo e todos deixando a sensação de que aquilo (a dor, a dúvida, os segredos) é insuportável. Um peso amarrado a seu corpo que não lhe permite respirar (e, de fato, quase abandonei a leitura antes da página 100).

Mas continuei, prossegui a leitura por achar que deveria avançar mais antes de abandonar a história. A leitura estava incomoda e amarga, mas ainda estava suportável, e acabei sendo recompensada com um alívio de peso quando segredos vieram à superfície por quem menos se esperava.

Fiquei satisfeita com o final (com os finais na verdade). Pessoas puderam seguir em frente, outras conseguiram se virar como puderam, e outras ainda terão que conviver para sempre com o fardo do que fizeram.

O certo que não lerei nada dessa autora tão cedo. (Ou talvez depois de reunir muita coragem.)

site: http://www.oslivrosdebela.com/2017/09/em-aguas-sombrias-paula-hawkins.html
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Jéssika @saymybook 01/09/2017

Poço dos afogamentos de Beckford, o lugar conhecido por ser o fim da vida de muitas mulheres.

"Há quem diga que essas mulheres deixaram algo de si na água, outros, que a água retém parte do poder de cada uma, pois desde então tem atraído para suas margens as desventuradas, as desesperadas, as infelizes, as perdidas. Elas vêm aqui para nadar com suas irmãs."

Nel About estava escrevendo sobre o poço, sobre as mulheres que morreram ali. Ela tentava entender, era fascinada pelo local e pelas histórias. Um dia, ela aparece morta no poço. Ela foi nadar com as irmãs? Ela foi silenciada? .

Quando em uma cidade pequena, um poço traz duas vítimas em um período curto, levanta várias perguntas. O poço é um local em que elas se jogam ou um local para calar as encrenqueiras? .

Em águas sombrias tem vários narradores. O livro tem quatro partes e passa por diferentes tempos da história. Como são várias pessoas narrando, é preciso uma atenção maior pra não se perder e começar a juntar as peças.

Estou bem apaixonada pelo livro, de verdade. Não achei cansativo e nem massivo. Achei genial e desafiador ler e ver mais de 9 pontos de vistas.

"Era como se ele estivesse em águas profundas tentando agarrar alguma coisa, qualquer coisa, para se salvar. Como se estivesse tentando chegar a uma bóia e só alcançasse algas, mas se agarrasse a elas mesmo assim."

Em muitos momentos, meus olhos se enchiam de água pois as narrativas são viscerais, cruéis, e cheias de sentimentos. Pessoas que perderam alguém no poço, que acusam outras, com raiva, ódio e com histórias pra contar. Ler tudo isso as vezes doía e eu não sabia para onde eles iriam me levar.
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Eu ouvi o áudio livro até metade e depois li. Me envolvi com o livro de uma forma que não esperava e ele me surpreendeu. Já tinha gostado demais de A garota no trem mas Em águas sombrias é muito mais genial, bem elaborado e sombrio.
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Verdades enterradas, respostas no fundo do poço, um livro misterioso e viciante! Amei cada página, cada revelação, cada sentimento que despertou em mim (os bons e os ruins). .

site: www.instagram.com/saymybook
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Drik Ramiro 31/08/2017

Comprei pelo sucesso que foi A Garota do Trem
Como eu disse no título, o primeiro livro de Paula me ganhou completamente. Achei que ela repetiria sua arte de com facilidade me levar a devorar o livro em dois dias. No entanto até a página 221 me vi amarrada em um enredo repleto de personagens, sendo 4 deles os protagonistas com falas em primeira pessoa e os demais narrados em terceira. Fora isso há relatos históricos que amarram a trama no que Paula ressalta ser um romance de homens que odeiam mulheres - Achei isso bem Stieg Larson que eu amo - mas tá valendo, pois o tema explorado é uma questão de milênios e que ainda impera em nossos dias. O Abuso contra as mulheres. Todavia, com o contingente grande de personagens fica bem fácil de se perder na leitura. Retornei várias vezes ao início dos capítulos para captar na fala ou na história do personagem sua importância para trama.
Ficaram pontas soltas. Ou a tradução não soube deixar claro que fim levou o personagem ou qual era sua função para desfecho da história.
No entanto, é da autora a arte de nos prender no quesito suspense. Esse livro tem até um boa carga de terror levando em conta os relatos históricos das mulheres que são citadas no livro de Daniela Abbott.
Em águas sombrias, Daniela escreve um livro sobre as mulheres que morreram no Poço de Afogamento, no lago próximo a sua casa, onde também é encontrada morta. A grande questão gira em torno se ela foi assassinada ou cometera suicídio. Antes de falecer ela entra em contato com sua irmã Jules, que mais uma vez ignora seus telefonemas. Porém, se vê obrigada a enfrentar a difícil de tarefa de enterrá-la, o processo do luto, a sobrinha deixada pela irmã, uma adolescente pra lá de complicada, suas diferenças com a irmã e seus próprios fantasmas do passado naquela cidade. Além da polícia que investiga a morte de sua irmã. Ex- amiga da irmã que condena a morta por incluir a filha dela no roll de mulheres que morreram no tal Poço. E assim cada pessoa que tem algo a dizer sobre Daniela Abott tem também algo a contar de si mesmo e pode ser um possível suspeito do que na verdade pode ser um assassinato. Portanto, preste muita atenção a cada narrativa. A cada capítulo, um personagem tem lá sua culpa nesse suicídio ou assassinato. No entanto, com maestria Paula Hawkins, permite que a gente absorva cada motivo dado por eles. E não deixa de nos fazer refletir que sob a capa do"Fulano é um homem bom ou uma boa mulher ", pode habitar um verdadeiro demônio.
O leitor transita em uma cidade marcada por feminicídios, que até Daniela se propor a rasgar o verbo em seu livro sobre essa verdade, todos habitantes acreditam piamente se tratar de mulheres desajustadas que dão cabo as próprias vidas. Exceto uma vidente tida como charlatã e as próprias mulheres mortas que já não podem se defender.
Preciso ler esse livro novamente para entender as pontas soltas. Como, que fim levou o professor da sobrinha de Jules? E de que forma morreu uma das policiais que investigou um dos casos do Poço de Afogamento?
Nota Dez para o capítulo final. Amo a frieza e a psicopatia latente dos culpados de Paula Hawkins. Nisso ela repete com excelência o sucesso de A garota do Trem. De onde nem se imagina é que vem o pior. O tema é propicio para os dias de hoje e sempre será. Precisamos ler, falar e discutir sem romancear o abuso contra as mulheres e o feminicídio, até que o mundo se dê conta que não se trata de só mais um ser humano morto. Paula revela sem dourar a pílula de como em nome do que é de religião, boa moral, bons costumes, aparentemente reto é soberanamente desculpa para atos de violências contra o gênero feminino. E foi o que me levou a ler essa história até o fim. Esse olhar desperto de mundo sobre que precisa ser urgentemente modificado.
Com certeza é uma autora da qual sempre terei seus livros.
Recomendo a leitura dessa obra. Que seja feita se pressa e com muita atenção.

bjs
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Dil 19/08/2017

Bem decepcionante. Estória totalmente sem propósito. Não involve, não cativa.
Tentativa frustrada de encontrar uma outra garota no trem.
Karina Capelato 31/08/2017minha estante
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Celina.Fiamoncini 17/08/2017

Boa ideia mau executada
Gostei muito do livro anterior dessa escritora, mas esse não rolou... Fui passando as páginas só pra ver o que rolaria. História confusa, as informações importantes demoram demais pra aparecer. Me pareceu uma boa ideia mau executada, uma pena.
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Camile 13/08/2017

É interessante.
Entao, nao sei bem o que eu achei ainda. Eu nao costumo ler thrillers, então nao tenho muito parâmetros nesse sentido. Mas foi uma história interessante, não terminei superchocada com a revelação final em si, mas achei uma leitura válida.
Os personagens são explorados e bem diferentes, entao dava a sensação de eu conhecer essas pessoas, ao mesmo tempo sem saber demais sobre elas e seus segredos. E por causa disso foi curioso ir descobrindo-os aos poucos.
A primeira parte foi a mais parada e difícil de ler por se ter que gastar um bom tempo pra apresentar os personagens. Mas a partir da segunda parte pra frente a leitura ficou bem melhor e eu realmente queria saber o que aconteceria, e como ia terminar.
Nem todas as perguntas foram respondidas no final, mas acho que nao sai com uma sensação de frustração por causa disso, mas esse tipo de coisa pode afetar as pessoas de maneiras diferentes.
No geral, foi uma história interessante.
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Aline T.K.M. 08/08/2017

Você nunca vai estar preparado para este livro
Você lê a sinopse e ela não te prepara para o que está por vir. É isso o que acontece com Em Águas Sombrias, o livro mais recente de Paula Hawkins, autora do famoso A Garota no Trem – que eu não li ainda, mas isso a gente abafa, né!

Centrado nas mulheres, Em Águas Sombrias envereda pelos caminhos obscuros do ser humano e revela até que ponto os segredos dolorosos, as mentiras, os ressentimentos e a opressão são capazes de manipular e definir o destino das pessoas.

Logo no início, Jules retorna a Beckford, cidadezinha de sua infância e um local para onde jamais pensaria em voltar, por causa da morte de sua irmã mais velha. Nel – ou Danielle Abbott – se suicidou no Poço dos Afogamentos, que é como é chamado um trecho do rio que corta a cidade.

Jules precisa encarar a dor da morte da irmã e também precisa cuidar da sobrinha adolescente, Lena, filha de Nel e que parece não gostar muito da tia. Além disso, há o fato de Nel ter ligado para Jules repetidas vezes pouco antes de sua morte... e Jules ter se recusado a atendê-la.

Não demora para que Jules perceba que a irmã não era tão querida na cidade, especialmente porque vinha se dedicando a uma insistente pesquisa sobre as mulheres mortas no Poço dos Afogamentos ao longo do tempo. E, além disso, Jules começa a se dar conta de que todos ali parecem esconder segredos importantes. Ela própria guarda os seus e, de volta a Beckford, também remexe em seu passado e nas lembranças dolorosas da juventude ao lado de uma irmã que muitas vezes colaborou com seu sofrimento.

Em Águas Sombrias traz aquele tipo de história que conecta diversos personagens e suas vidas a um ponto em comum – neste caso, o Poço dos Afogamentos. Antes de Nel, outras mulheres tiveram suas vidas encerradas naquelas águas pelos motivos mais variados, mas sempre ligados a algum tipo de opressão e ao medo. E Nel? Teria ela colocado mesmo um ponto final em sua vida atirando-se no Poço dos Afogamentos – local que a fascinava e que era objeto de suas investigações –, conforme aponta o parecer geral?

Vou contar para vocês que comecei esta leitura totalmente no escuro, sem ter ideia do que esperar – como eu disse lá no início, a sinopse não me deu muitas pistas. E sabem qual foi o resultado? Devorei o livro como se não houvesse amanhã, tamanho o meu envolvimento com a trama e com a trajetória – e os segredos – de cada personagem.

Capítulo a capítulo, a história é contada por diferentes vozes, pertencentes aos habitantes de Beckford. A partir dos olhares variados, a gente penetra na intimidade dessas pessoas, conhecendo seus segredos mais perturbadores, atitudes duvidosas e sentimentos sufocados.

Raiva, ciúme, rancor, medo, mentiras e traições permeiam o passado e o presente desses personagens em Beckford. Acompanhar tudo isso nos deixa mais ávidos por desvendar o que teria realmente acontecido com Nel – e também com outras das mulheres mortas naquelas águas nos últimos tempos, cujas histórias nos são apresentadas por meio das pesquisas de Nel.

Uma das personagens de que mais gostei é Lena – mesmo que no início eu não tenha simpatizado muito com ela. Além de ter perdido a mãe, a adolescente de 15 anos também perdeu a melhor amiga há apenas alguns meses – outro suicídio no Poço dos Afogamentos. Com uma tia que acabou de conhecer, Lena precisa enfrentar a dura realidade e vive o luto sem se deixar desabar. Ela é forte, e não demora para que a gente perceba que ela também guarda alguns segredos que jamais devem ser revelados.

Tudo e todos parecem ter sua parcela de culpa na morte de todas aquelas mulheres de Beckford. E aí entra um ponto interessante: o livro aborda a violência contra a mulher, o acuamento e a opressão, o machismo que ainda segue entranhado nas pessoas, e também a misoginia. E, na pequena Beckford, onde todo mundo se conhece e se julga, isso é muito evidente.

Misterioso e instigante, Em Águas Sombrias não se trata apenas de um drama familiar, tampouco da história de uma única mulher. O livro traz os dramas – perturbadores – de uma série de personagens. Ao mesmo tempo, é o grito silencioso das mulheres – consideradas “encrenqueiras” – que pereceram nas águas de um rio.

Um thriller psicológico que vai te deixar suspenso por um fio até o final. E quando você acha que tudo já se resolveu... uma última sacudida fecha a trama de um jeito não menos que surpreendente.

LEIA PORQUE
A trama é intensa, do tipo que revela a escuridão dentro de cada ser humano, e direciona os holofotes às personagens femininas. Personagens que em algum momento foram acuadas, perseguidas, agredidas e tiveram suas vozes abafadas.

DA EXPERIÊNCIA
Minha percepção sobre o livro sofreu várias metamorfoses, desde a leitura da sinopse até a última linha da história. Criei hipóteses que descobri não serem verdadeiras, achei mil coisas sobre esse bendito rio, mudei de opinião em relação a algumas personagens, vibrei com cada reviravolta.

FEZ PENSAR
Preciso ler A Garota no Trem quanto antes! Sério, Paula Hawkins me conquistou e quero descobrir mais da autora.

Outra coisa é que essa questão da violência contra a mulher me lembrou Três Dias em Setembro, da sueca Luna Miller, que narra a trajetória de vários personagens que se encontram em uma cidadezinha sueca pelo período de três dias. Não é um thriller, mas traz personagens femininas que passam por relacionamentos abusivos e também por violência sexual, e a maneira como cada uma lida com essas questões.

site: http://www.livrolab.com.br
cris.leal.12 09/08/2017minha estante
É tão bom quando o livro nos surpreende... Gostei da resenha!




LOHS 06/08/2017

Mais um thriller emocionante de Paula Hawkins
Olá leitores! Hoje venho trazer para vocês a resenha do lançamento da autora Paula Hawkins, Em Águas Sombrias, que também escreveu A Garota no Trem. Gostei muito do primeiro livro que li, foi bem imprevisível e emocionante, tão intrigante que o devorei em uma noite só. Neste lançamento podemos ver esse mesmo estilo de narrativa, cheia de mistérios e com alguns "tapas na cara" da sociedade, por assim dizer. Mas será que este livro nos surpreenderá tanto? Vamos a resenha.

Em uma pequena cidade inglesa chamada Beckford, seus moradores lidam com um problema vivido a séculos pelas famílias, o grande número de suicídios e afogamentos no rio que corta a cidade, já conhecido como "Poço dos Afogamentos". E é neste cenário que acompanhamos mais uma morte, uma mulher chamada Nel Abbot. Somos apresentados então a irmã de Nel, Jules, que retorna a sua cidade natal, e seu atual pesadelo, para lidar com a morte da irmã. Mas o que todos imaginavam ser mais um trágico acontecimento em Beckford, acaba se tornando uma incógnita para todos, principalmente para Jules.

Jules, uma mulher completamente diferente da irmã, vivia em Londres e não mantinha mais contato com sua família, a irmã Nel e sua filha de quinze anos, Lena. Quando retorna a cidade, a protagonista acaba revivendo diversos traumas e dificuldades de infância, ao lado da irmã. E ao investigar seu suposto suicídio, Jules acaba lidando com diversos fantasmas do passado, e também descobrindo muitos segredos escondidos entre os moradores de Beckford. O que realmente aconteceu a Nel? Que segredo a cidade e o Poço dos Afogamentos guardam em suas águas profundas?
“Beckford não é um local de suicídios. Beckford é um local para se livrar de mulheres encrenqueiras.”

O livro tem o mesmo clima angustiante e ao mesmo tempo excitante que A Garota no Trem. Porém, consegue ter uma personalidade própria, por assim dizer. Pois ao longo da história, vemos temas atuais e extremamente realistas sendo abordados pela autora. Desde a opressão ao gênero feminino, quando as possíveis violência que as mulheres viveram e ainda presenciam na atual (e moderna?) sociedade. E não apenas violência física, mas diversos tipos e ocasiões em que ela se faz presente. Achei este tema, inserido no contexto do suspense, muito interessante e também muito importante. Um ponto super positivo do livro e vivenciado pelas personagens.

Um grande mistério (que não posso revelar mais), experiências realistas e que conseguimos nos identificar, personagens interessantes e bem construídos, passíveis de seus próprios erros, traumas e incertezas e uma narrativa sob seus diversos pontos de vista. Em Águas Sombrias soube trazer o equilíbrio entre tudo isso e nos prender em mais um thriller emocionante de Paula Hawkins. Gostei muito do livro, foi uma leitura densa, mas muito boa e proveitosa. Eu definitivamente adoro essa autora. Livro recomendado aos amantes de um bom e velho suspense, mas com uma temática atual e bem colocada. O que descobrimos ao longo das mais de trezentas páginas, vou deixar vocês lerem por si mesmos.

"Os horrores produzidos pela mente são sempre piores que a vida real."

Lembrando a vocês, leitores, que teremos a presença da autora em nossas terras para a Bienal do Livro deste ano, que ocorre em Setembro, no Rio de Janeiro. Quem vai assinar seus livrinhos? :)


site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/08/em-aguas-sombrias.html
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Rosana 04/08/2017

Bom livro
Só não dou cinco estrelas pelo final realmente achei surpreendente, mas não gostei, o livro é bom apesar de não gostar desse tipo de escrita que traz os capítulos bem curtos.
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Josiane 30/07/2017

O suspense que submerge do Poço dos Afogamentos
Paula Hawkins, mesma autora de A Garota no Trem, que diga-se de passagem foi um thriller eletrizante e de tirar o fôlego - S É R I O ! - me levou até o interior da Inglaterra, uma cidade chamada Backford onde eu adentrei em águas sombrias. Literalmente.

Suicídios permeiam o rio que corta a cidade, e Nel é a nova vítima. Passado e tempo atual se comunicam quando a irmã de Nel, Jules tem que voltar para a Casa do Moinho (lugar que ela preferia continuar mantendo distância, assim como da própria irmã e da sua obsessão por aquelas águas sombrias), para cuidar da sobrinha que nem mesmo não conhecia.

Tenho que confessar que não me senti tão integrada a esse novo thriller da Paula Hawkins. E talvez esse seja um ponto de vista negativo meu, porque os personagens não são "salváveis", entende? Eles são suscetíveis a erros e em nenhum momento se mostram redentores de suas falhas. E justamente por isso eu poderia ter sido um pouco menos desconfiada.

Hawkins sabe como ninguém como abordar assuntos que cada vez mais estão deixando de ser "tabus" e estão vindo à tona. Como a depressão, suicídio e o estupro.

Com um ar mais sombrio e diria até mórbido, a leitura se desenrola através de construção e desconstrução. Pontos de vistas são alternados, o que já é uma característica da autora. "Meus Deus o que está acontecendo? Não estou entendendo nada.", é uma frase que se encaixa bem aqui, porque não consigo deixar de pensar em como a leitura foi um pouco mais densa do que em A Garota no Trem e como queria chegar logo no final e terminar com essa agonia.

Agonia de resolver logo o mistério, de saber a punição dos seus transgressores - quando o objetivo de Howkins não é bem esse. Ela sabe muito bem como conduzir uma boa leitura, não há como negar. Mas a minha classificação não será de 5 estrelas. De fato pesou a minha falta de relação com os personagens. É uma opinião livre de julgamentos, só não consegui senti-los como personagens que eu gostaria de rever daqui um tempo. Não pelas suas bagagens, mas sim pela forma que é traçada a sua história.

Totalmente austera, essa cidadizinha do interior da Inglaterra é palco de todo o suspense que submerge do Poço dos Afogamentos. E mesmo que eu tenha acertado, dessa vez, quem era o culpado parcial eu ainda me surpreendi com a maneira que Howkins desenrolou isso. Sério. Não é pra qualquer um. Não mesmo.
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