Em Águas Sombrias

Em Águas Sombrias Paula Hawkins




Resenhas - Em Águas Sombrias


91 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7


Queria Estar Lendo 21/05/2017

Resenha: Em Águas Sombrias
O Grupo Editorial Record enviou de cortesia um exemplar de Em Águas Sombrias para o blog. Entre grandes revelações e reviravoltas chocantes, esse entra para o hall de livros que mais me prendeu na cadeira e me deixou sedenta por respostas - e também terrivelmente assombrada por elas.

Uma mulher aparece morta no rio que atravessa Beckford, uma cidadezinha no interior da Inglaterra. Os mistérios ao redor da sua morte vão além do esperado e envolvem diversos moradores daquele lugar. Há quem diga que ela se matou, há quem diga que foi assassinada; as respostas envolvem seu passado conturbado. Esse rio já levou a vida de muitas mulheres ao longo dos anos, desde a época da caça às bruxas, e sua história é o palco principal da investigação dessa horrenda morte.

"Ela acordou no meio da noite, foi até o rio e nunca mais voltou."

Ainda não tinha tido contato com a narrativa da Paula Hawkins até então. Tinha curiosidade para ler A Garota no Trem, mas Em Águas Sombrias foi minha primeira aventura no universo de suspense que a autora cria tão bem, em uma narrativa que conquistou milhões de pessoas ao redor do mundo. Esse livro é chocante e perturbador do início ao fim.

"De início, o luto era reconhecido, respeitado, acatado. Mas, depois de um tempo, começava a interferir - nas conversas, no riso, na vida normal."

Muitas mulheres já morreram no rio da cidade. As histórias mais antigas falam sobre assassinatos, as mais recentes, sobre suicídio. A verdade é que ninguém nunca soube de fato o que levou aquelas mulheres até as águas sombrias; elas subiam ao penhasco e caíam, simplesmente. Quando o corpo de Nel Abbott aparece nas margens, no entanto, as histórias começam a se conectar, e o que era simples e perturbador se torna uma trama bem orquestrada, cada detalhe se conectando em uma rede de respostas.

"Há quem diga que essas mulheres deixaram algo de si na água."

As primeiras páginas foram confusas porque havia personagens demais - mas, quando você começa a reconhecer seus trejeitos, seus detalhes, as coisas peculiares em cada parte de sua narrativa, aí entende a necessidade de tantos olhares sobre uma história só.

Jules é irmã de Nel; ela retorna à cidadezinha ao saber da morte. Perturbada pelo passado e pela sensação de que Nel deixou muito em aberto antes de ir, principalmente pelos fatos que levaram as duas irmãs a se distanciarem, Jules acaba se deixando levar pelo medo e pelo mistério e pela certeza de que o passado responderá o presente.

Sean é um dos detetives responsáveis pela investigação da morte de Nel. Ele também esteve presente quando Katie se jogou do penhasco, deixando que o rio a levasse. Ela era uma doce garota prodígio, e, a princípio, nada tinha a ver com Nel Abbott. Pelo menos não até pequenos e sombrios segredos começarem a ser revelados, levando a uma intrincada trilha de respostas que ninguém, nem mesmo a família de Katie, gostaria de descobrir.

Lena era melhor amiga de Katie, filha de Nel. Uma esquisita aos olhos dos moradores da cidade, tal como a mãe. Desconectada, rebelde sem causa. Uma menina assustada com segredos demais pesando em suas costas. Uma adolescente furiosa com a injustiça e o pouco caso, com as mentiras que as pessoas inventam para se safar das coisas horríveis que fazem.

Louise é a mãe de Katie. Ela e a família estão em luto por tempo demais, o peso do suicídio da filha sobre seus corações. Louise não aceita o que foi dito; ela não vê Katie como a vítima que todos pintaram, não vê Katie com o desequilíbrio emocional que disseram existir. Sua filha era perfeita e algo aconteceu com ela. Alguém a empurrou do penhasco.

"A gente acha que a dor vai ser menor, a humilhação, mais branca, se ninguém mais puder enxergar."

Patrick é o pai de Sean. Um homem marcado por uma terrível perda em seu passado; a esposa também foi levada pelo rio. Outra vítima das águas sombrias que rodeiam aquela cidade. Patrick é um homem triste, esquecido. Seu coração está com o filho e com a nora, Helen, que cuida e faz companhia a ele.

Nickie é uma velha louca; ela ouve o rio, as vozes dentro dele. Ouve as tragédias que aconteceram, vê o que ninguém mais vê. Verdades que conta e ninguém acredita.

Erin é outra detetive cuidando do caso de Nel. A única pessoa sem qualquer envolvimento com a cidade ou com as perdas anteriores; a mente sensata em meio a tantos emocionais descontrolados.

Paula Hawkins trabalha principalmente em cima desses personagens. Ela apresenta suas histórias com calma, interligando as tragédias, conectando seus passados, justificando o presente de cada um. Com maestria, a autora conduz o suspense do início ao fim, prendendo a atenção do leitor a respeito do que é crime e do que é suicídio; o que faz um monstro e o que faz uma vítima.

O final é de explodir a cabeça. Os últimos capítulos mexem bastante com o seu emocional, mas a última página, o grand finale. Aquela última linha foi de deixar meu queixo no chão por longos minutos, e eu ainda fico perturbada só de lembrar!

Esse livro é um pesadelo sobre a vida de diferentes mulheres e como foram afetadas pelos olhares, pela pressão, pelo terror dos julgamentos das pessoas à sua volta. Desde aquelas afogadas por bruxaria até aquelas que confrontaram o pior da humanidade, em seus dias atuais, e encontraram as respostas finais para todo aquele sofrimento em águas sombrias - independente das que foram empurradas e das que se jogaram por livre e espontânea vontade.
comentários(0)comente



Léo Oliveira 04/05/2017

"Em Águas Sombrias" foi um livro que me surpreendeu em alguns momentos e me deixou incomodado em outros. A história é mediana mas o que me fez dar quatro estrelas foi a forma como ela foi escrita, desde as narrativas alternadas entre primeira e terceira pessoa até os inúmeros pontos de vista. Neste livro Paula Hawkins conseguiu construir uma narrativa um pouco inconsistente, mas que me prendeu à história e me motivou a buscar respostas para os acontecimentos. "Em Águas Sombrias" é o tipo de livro que dividirá muito as opiniões, alguns irão amar e outros odiar. Não existe um meio termo.

Se eu precisasse resumir este livro em uma única palavra seria: arriscado. A história toda é muito boa, o mistério me envolveu e me prendeu durante todo o livro mas é impossível não levar em conta a quantidade de personagens e o que eles podem causar nas pessoas, desde repulsa à excessivo tédio. Mas é importante frisar que cada um deles é importante para o livro, não existe essa coisa de personagem desnecessário nessa história. Cada um deles exerce uma função importante e quando tudo parece resolvido a pergunta inicial do livro é finalmente respondida. Para muitos talvez ela não seja boa o bastante, mas me pegou de surpresa e sou grato à Hawkins por isso.

Em resumo é um bom livro, é uma história que precisa ser lida se você quiser lê-la. "Em Águas Sombrias" exigirá um pouco mais da sua atenção e imersão, não é o melhor livro do mundo mas está longe de ser um desperdício.
comentários(0)comente



Regis.Pereira 29/07/2017

Pior que Garota no trem
É muito ruim quando algum autor (a) faz sucesso com determinado livro e as expectativas sobem. Contudo, são poucos os que conseguem corresponder. Definitivamente não é o caso de Águas Sombrias. Parece que o livro foi encomendado pelos editores e a autora teve que inventar uma estória. Muitos personagens e enredo insosso. Não gostei.
Rafa Ferrante 29/07/2017minha estante
Kkkkk gostei da resenha sincera.


Rich 06/08/2017minha estante
É meio confuso




Naty 04/07/2017

Em águas sombrias é o segundo livro da autora Paula Hawkins. Sua obra de estréia, A garota no trem, fez o maior sucesso e ganhou 20 milhões de cópias. Preciso iniciar a resenha dizendo que não farei comparações, até porque não li o primeiro livro da autora e tampouco gosto de ficar comparando, já que nem sempre um sucesso desenfreado é sinônimo de qualidade ilimitada.

O local escolhido é Beckford e nessa cidade inglesa, cercada por um rio, algo estranho está acontecendo com certa frequência: mulheres são encontradas afogadas. Nel, mãe de Lena, é a nossa personagem principal. Ela decide escrever um livro sobre esse pequeno lugar, sobre essas mulheres, até que algo surpreendente acontece: ela é encontrada morta.

Os dois primeiros casos são considerados como suicídios, até porque não havia lesão corporal, não havia nenhum indício de que pudessem ser assassinatos. Então embarcamos na história em busca de respostas. O que encontramos? Um livro dividido em 4 partes e narrado por 10 pessoas com diferentes visões, alguns desses narram a história em primeira pessoa e ora em segunda.

Logo no início do capítulo sabemos quem é que vai contar o seu ponto de vista e, ainda que muitos tenham achado isso ruim, até que ficou bom justamente para nos passar visões distintas. Porém, é necessária atenção redobrada para sabermos lidar com esse novelo narrativo.

Outro ponto positivo de tantos personagens narrando a história é que parece que estamos vendo um filme e contemplando vários pontos de vista. É bom, interessante, mas acredito que isso deixou alguns detalhes sem serem explorados. Em alguns (poucos) momentos fiquei cansada disso, em outros a velocidade da leitura era tão abrupta que sequer percebia que as páginas passavam. Quando percebi, já estava no final.

Esse cansaço se deu pelo fato de a autora colocar muitos elementos no livro, ela quis encher a história de coisas e não soube sustentá-las de forma veemente. Por vários momentos a leitura fica solta, justamente por haver buracos, brechas que não são preenchidas.

Todos os personagens parecem que foram bem pensados e encaixados ao seu modo, com seus problemas pessoais, suas dificuldades, seus medos e limitações. Além da história principal, muitas outras se cruzam e não torna a história maçante e desestimulante.

A capa conta com detalhes bem feitos. A diagramação é simples, mas muito confortável. Além dos capítulos curtos, a estética proporciona uma leitura fluida. Para quem gosta do gênero, certamente vai amar embarcar nesse enredo. Ouço sempre dizer que neste livro é 8 ou 80, ou o leitor ama ou detesta. Não é bem assim, até porque não amei e nem tampouco detestei. Gostei do que li e me surpreendi, já que vi muitas pessoas criticando de forma negativa.

A verdade é que precisamos conhecer; é necessário ler para termos nosso ponto de vista sobre tudo. Por isso primo por dizer que é sempre melhor embarcarmos numa história antes de virar os olhos para determinado livro só porque alguém não gostou e não recomendou. Existem diversos gostos e o fato de eu ter gostado não quer dizer que você vá sentir a mesma sensação. Pode ser que você odeie ou ame, ou pode ser que apenas enxergue da mesma forma que eu.


site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/07/resenha-em-aguas-sombrias.html
Isabela - @sentencaliteraria 05/07/2017minha estante
Oi Naty ;)
Estou com muita vontade de ler Águas Sombrias, de tanto ouvir falar bem da autora. Mas me desmotivei por causa desse tanto de narradores... a narrativa parece ficar meio confusa com isso!
Mas pelo fato de a autora trazer um suspense bom ao livro, ainda me interesso em ler o livro!
Bjos


Lana Wesley 05/07/2017minha estante
Primeiramente julgar um livro, por outras leituras decepcionantes da autora e bem difícil, pois crescemos e amadurecemos, e por isso e meio que impossível comparar está obra, com A garota do Trem, inclusive não li este livro. Quero muito adquirir este livro, porque a sinopse me chamou a atenção, após ler sua resenha percebi que a trama e bem construída, e que por isso acaba não ficando tão massante e flui de maneira bem positiva. Espero poder ler este livro logo, e tirar minha próprias conclusões.


Mah 05/07/2017minha estante
Oi Naty.
Eu estou louca para ler esse livro, essa premissa é demais e o fato de que a narração da a impressão de que estamos assistindo um filme é bem diferente e interessante, uma pena que a leitura tornou-se um tanto que cansativa, infelizmente isso acontece né.
Bjs.


Jady.Santos 06/07/2017minha estante
Nunca li nada da autora, e é a primeira vez que vejo este livro. Pra falar a verdade não curti muito, não faz o tipo de leitura que gosto de ler, não curto livros que falam sobre assassinato ou morte. Alem de que pelos comentários e pela resenha a historia parece confusa. Este n é um livro que pretendo ler, mas a quem goste.


Gabi 07/07/2017minha estante
Eu ainda não tinha lido nenhuma resenha sobre esse livro, e já adorei a proposta!
Uma pena que o livro possui brechas que não são preenchidas, mas que bom que o fato de ter vários personagens narrando o livro tem pontos positivos. To louca pra pegar o livro e descobrir a causa de tantas mortes! Beijoss


Micheli 12/07/2017minha estante
Oi Naty,
Quero muito conhecer a escrita dessa autora, ainda não tive a oportunidade de ler A garota no trem :/
Adoro um bom thriller, com um suspense de tirar o fôlego, mas não vou criar muitas expectativas com esse livro aí, pois já vi tantos comentários dizendo que o potencial do enredo não foi bem desenvolvido. Então, estou bem intrigada para ver o que vou achar desse livro, quem sabe acabo me surpreendendo com a narrativa da autora.
Beijos


Maria 12/07/2017minha estante
Quero ler, pois adoro mistérios e esse envolvido nessas mortes despertou meu interesse além da minha curiosidade me saber porque as vítimas são mulheres.


Fabiana 13/07/2017minha estante
Adorei tua resenha, pena ter lido ela depois de já ter lido o livro. Vou me ligar para as proximas vezes ;)


Michelli Prado 18/08/2017minha estante
Que incrível tua resenha e a proposta de narração do livro, confesso que nunca li um livro com tantos narradores, ainda mais pelo gênero do livro, fiquei muito intrigada com a historia, e adoro livros com esta temática, já fiquei querendo saber como se desenvolverá esta trama. Esta capa é muito linda. Ainda não tive a oportunidade de ler nada da autora, então mais um motivo para ele para minha lista de desejados!


Fabiana 04/09/2017minha estante
Vi que a nota não foi das melhores e concordo com o argumento. Realmente os inúmeros personagens e fatos atrapalham a leitura. Mas como tenho deficit de atenção e esse tipo de "confusão" me força a concentração, eu me obriguei a anotar os personagens e ler com calma. Me ajudou e eu adorei!


Franciele 09/09/2017minha estante
Primeiro de tudo devo dizer que me apaixonei pela capa, muito linda!
Parece ser um historia bem cativante, aquelas que realmente prendem o leitor. Fiquei curiosa pra saber o que aconteceu com Nel e o qual o segredo a cidade e poço têm. Ainda não li o livro A Garota do Trem, mas tenho muita curiosidade para lê-lo.
Preciso muito ler esses livros e vou procurar um para compra-los.
Adorei tudo, beijos.




Dil 19/08/2017

Bem decepcionante. Estória totalmente sem propósito. Não involve, não cativa.
Tentativa frustrada de encontrar uma outra garota no trem.
Karina Capelato 31/08/2017minha estante
undefined




Tami 02/05/2017

Ninguém gostava de pensar que a água daquele rio era infectada com o sangue e a bile de mulheres perseguidas, de mulheres infelizes; eles a bebiam todos os dias.
A Garota no Trem foi uma das minhas melhores leituras de 2015. Foi um livro que li sem nenhuma pretensão e que acabou entrando para a lista de livros favoritos; logo, minhas expectativas para a leitura de Em Águas Sombrias estavam lá nas alturas. O segundo livro de Paula Hawkins não é nada daquilo que eu estava esperando, e se você, assim como eu, está esperando sentir as mesmas sensações proporcionadas pela leitura de A Garota no Trem, esqueça, pois os dois livros são como água e óleo. Agora você deve estar pensando que isso é uma coisa ruim, não é mesmo? Pois não, não é.

Em Águas Sombrias possui uma história simples e complexa ao mesmo tempo e essa combinação mostrou-se muito inteligente e intrigante. Sua recepção tem sido controversa, muitas pessoas estão falando que o livro é ruim e confuso, direito delas, claro, mas eu lhes digo que de confuso o livro não tem nada. O que mais tem incomodado as pessoas, pelo que pude perceber, é a quantidade de pontos de vista que o livro possui: catorze. Às vezes a narrativa se dá em primeira pessoa, outras em terceira, e também temos fatos no passado e no presente. E não, não é confuso, é complexo, como mencionei acima, e essas são duas palavras BEM diferentes. Mas eu lhes digo que todos os POV se encaixam perfeitamente no propósito do livro. E que propósito é esse, Tami? A crítica ao machismo, ao patriarcado, e a falta de voz das mulheres na sociedade.

Continue lendo a resenha no blog! :)

site: http://www.meuepilogo.com/2017/05/resenha-em-aguas-sombrias-paula-hawkins.html#more
comentários(0)comente



Rafael 16/07/2017

Surpreendentemente sem emoção, sem graça.
Se você leu A Garota no Trem e espera algo assim. Não leia. A história é mal construída. Há muitos, mas muitos cortes. Troca tanto de narrador que vira um caos. E para piorar é uma mistura de tempos sem identificação que acentuam a sensação de estar perdido. Lá pela metade o livro começa a se destrinchar. A única coisa interessante é a tentativa, meio frustrada, de falar sobre abuso sexual, consciência e consequências. Tirando isto a história é fraca e o desfecho é morno. A escrita é pobre, os personagens são o ápice do clichê (a rebelde, a louca, a bruxa, a gostosa). É estranho. Mais parece um drama melancólico do que um thriller. Horrível!
comentários(0)comente



Fabi 18/07/2017

O LIVRO NÃO ME PEGOU
Quando lançou este livro eu estava muito ansiosa para lê-lo. Oras ele é da mesma autora de A garota no trem, no qual foi um livro que eu adorei.
Em águas sombrias, eu achei muito fria a narrativa. Não sei muito bem como explicar. O livro não me pegou. Capítulos narrados por personagens variados, não ajuda quando você já não está gostando muito dele e precisa ainda estar lembrando quem é fulano de tal na história.
O final também traz um revelação que não me espantou tanto assim. Já estava dando a entender que o crime tinha se resolvido muito facilmente.
Termino aqui relatando o quanto fiquei decepcionada com este livro. Esperava muito mais.
Não lhes recomendo. =/
comentários(0)comente



Lorena 27/04/2017

Editora Record divulga “Em águas sombrias”, novo livro de Paula Hawkins
Lançamento da Editora Record, o novo livro de Paula Hawkins está com a venda prevista para o dia 02 de maio. Enquanto isso, os sites já disponibilizaram a pré-venda do livro. “Em águas sombrias” começa com a morte de Nel, que dias antes de morrer, ligou para a irmã, Jules, pedindo ajuda.
Ela não atendeu ao telefone. Dizem que Nel se suicidou, e Jules voltou a um lugar cheio de memórias para cuidar da filha adolescente da irmã. Este lugar deixa Jules com medo do passado, da antiga Casa do Moinho, do rio e do seu trecho nomeado Poço dos Afogamentos.
A Record disponibilizou um trecho do livro em PDF para download. A autora de “A garota no trem” (2015), traz para os leitores mais uma leitura eletrizante que vai trazer o passado à tona. A expectativa em torno deste livro é grande, visto o sucesso recente do seu primeiro best seller.

Quem é a autora
Paula Hawkins é uma escritora britânica nascida no Zimbábue, no ano de 1972. Ela começou a escrever comédia romântica sob o pseudônimo Amy Silver, mas não emplacou nenhuma das histórias, até escrever “A garota no trem” (2015), um suspense no estilo thriller, que rapidamente virou best seller. Em 2016, ela foi eleita uma das 100 Mulheres mais importantes do ano pela BBC.
---
Leia mais sobre Literatura em: https://www.vavel.com/br/literatura/

site: https://www.vavel.com/br/literatura/782750-editora-record-divulga-%E2%80%9Cem-%C3%A1guas-sombrias%E2%80%9D%2C-novo-livro-de-paula-hawkins.html
Lucas 09/05/2017minha estante
Isso não é resenha, amore! É divulgação. E ninguém precisa desse tipo de spam aqui no meio. Obrigado de nada!




Marlon 11/06/2017

Em Águas NÃO TÃO Sombrias
Gostei da livro, porém só meio que gostei. Não é aquele livro de tirar o fôlego como "A Garota no Trem" foi para mim.
Admito que teve revelações durante a leitura que foram jogadas de forma simples que me deixaram com akela de cara de "Como eu não tinha pensado nisso?", mas não passou disso.
Apesar de gostar de livros com pontos de vista de outros personagens, no caso deste livro, acabou sendo em excesso.
Personagens demais, levam a muitas histórias paralelas, que levam a muitas pontas soltas e no fim, fica difícil de fechar a história de forma redondinha, todas amarradinhas. Me enrolei diversas vezes com nomes e sobrenomes (quem era quem), pois não tive tempo livre para fazer uma leitura contínua, ficando dias e até semanas sem pegá-lo, logo precisei reler e revisar alguns pontos para me situar.
Com um final morno, acabei a leitura com vários Porquês e Comos, com esperança que as últimas páginas fizessem milagres... E acabou que não fizeram
comentários(0)comente



Ket 11/05/2017

Fiz uma leitura dupla de A Garota no Trem e logo depois já peguei Em Águas Sombrias. Foi interessante porque assim captei alguns maneirismos da escrita da Paula e pude compreender melhor como ela estrutura a narrativa.

Em Águas Sombrias é um thriller psicológico. Temos mortes e corpos, mas o que guia a leitura são as relações dos personagens e seus segredos - muitos segredos. "Em Águas Sombrias" nos leva para uma cidadezinha pacata onde conhecemos o Poço dos Afogamentos e uma série de mulheres que ao longo da história perderam suas vidas nesse ponto do rio. Quando Nell Abbot aparece afogada no Poço, logo depois de fazer perguntas incômodas na comunidade, os segredos há muito enterrados começam a vir à tona.

Paula nos apresenta uma série de personagens, quase todos emocionalmente instáveis, quebrados e imperfeitos. O livro vai girar em torno da investigação da morte da Nell e do suicídio de uma adolescente, chamada Katie que era melhor amiga da filha da Nell, a Lena.
Vale ressaltar que história é contada em primeira pessoa por alguns personagens e em terceira pessoa por outros. É um recurso interessante porque nos tira da zona de conforto, mas que acabou por fazer com que alguns personagens ficassem rasos e indefinidos, apesar de serem importantes para a trama.

Sobre a busca pela verdade e o "culpado", a Paula tem trabalhado com a famosa "a resposta mais óbvia geralmente é a verdadeira". Por isso, preste atenção nas falas dos personagens e nas reações emocionais deles. Os segredos estão lá e são bem simples. Isso nos leva à outra coisa que a autora parece estar adquirindo gosto em fazer: páginas e páginas de informações que levam a lugar nenhum e que estão lá só pra criar uma distração; não se deixe enganar,(isso talvez irrite um leitor mais direto, por isso é importante saber de antemão que vai acontecer!).

É um bom livro. Interessante, curioso e cheio de personagens quebrados. Perde o ritmo em alguns momentos, mas isso não impede que você queira correr até o final e desvendar o mistério do Poço dos Afogamentos e das mulheres que perderam a vida nele. Mesmo que no fim das contas, o mistério se mostre razoável, a complexidade das relações humanas - apesar da falta de profundidade delas - ganha pontos.

P.S.: Essa capa está maravilhosa! Densa e triste. Muito acertada com a história.
Karol Rodrigues 26/05/2017minha estante
Menina, terminei de ler agora e tenho lá minas críticas - uma delas é a respeito dessas informações? inúteis que achei bem forçado. Fui sem expectativa é acabei me surpreendendo. Primeiro livro que leio da autora. Gostei da narrativa, porém é um pouco arrastada para um thriller, que costuma ser instigante. Um bom livro.


Ket 25/06/2017minha estante
Também achei Karol! É um bom livro, mas poderia ser melhor. Essa coisa de encher de informação que não dá em nada acaba tirando o climax!




Mariana Mortani 09/05/2017

"Nel Abott já vinha brincando com fogo - era obcecada pelo rio e seus segredos, e esse tipo de obsessão nunca acaba bem."
A Garota no Trem foi um livro que me envolveu demais. Por isso, quando Em Águas Sombrias foi anunciado, Ansiedade passou a ser meu nome do meio. Graças ao Grupo Editorial Record - que me enviou um exemplar do livro de surpresa - pude ler o livro antes do lançamento mundial e ele conseguiu me deixar acordada durante toda uma madrugada, me fez sonhar com a trama e ainda deixou frases marcadas na minha memória. Acho que, só por isso, já dei para perceber como foi uma ótima leitura, não?

"Há quem diga que essas mulheres deixaram algo de si na água, outros, que a água retém parte do poder de cada uma, pois desde então tem atraído para suas margens as desventuradas, as desesperadas, as infelizes, as perdidas. Elas vêm aqui para nadar com suas irmãs." p. 45

Beckford é uma cidade na Inglaterra cercada por um extenso rio. Um trecho dele, em especial, sempre despertou o interesse de Danielle Abott e o receio de grande parte da população. Isso porque o local, que fica logo abaixo de um penhasco, é chamado de Poço dos Afogamentos, uma vez que muitas mulheres foram encontradas mortas ali ao longo dos séculos. Nel então passa sua curiosidade para o papel e começa a escrever um livro sobre o rio, a cidade e seus habitantes, até que ela se torna uma das mulheres do rio.

"O rio pode voltar ao passado, trazer coisas à tona e cuspi-las na margem diante dos olhos de todos, mas as pessoas não podem." p. 95

Paula Hawkins é uma autora e tanto. A Garota no Trem possui uma premissa intrigante, porém ela consegue ir muito além. Já em seu novo lançamento, Em Águas Sombrias, ela já deixa claro na curta sinopse que algo simples pode ser uma coisa muito grandiosa e vai ainda mais além. Sua escrita parece ainda mais madura e sua narrativa, seja em primeira ou terceira pessoa, se mostra ainda mais envolvente. Os capítulos são curtos, te fazem querer virar mais e mais páginas e os 14 pontos de vista diferentes tornam a história ainda mais interessante.

"— Não há momento melhor que o presente — disse ele." p. 145

Alguns personagens se abrem mais facilmente para os leitores, enquanto outros nos farão analisar as barreiras que os cercam antes de tentar quebrá-las. A autora faz de tudo para que você não confie em ninguém, principalmente porque acabamos nos dando conta de que nenhum personagem é apenas o que mostra ou o que outra pessoa vê dele. A dúvida é inevitável, mas o envolvimento é certo. Cada um dos personagens, da sua maneira, irá acrescentar algo para o enredo e se verá envolvido com pelo menos um dos mistérios que surgem ao longo da trama. Sem falar que suas vidas acabam sendo ligadas de uma forma ou de outra, então é impossível não se ver empolgado com todo o vinculo.

Entre os personagens que se destacam estão Jules, Lena, Louise, Erin, Sean, Josh e Nickie. Jules é uma mulher receosa e confusa, Lena é uma jovem rebelde, forte e leal, Erin é uma policial relaxada porém atenta, Sean é um homem estranho e cheio de segredos e fraquesas, Josh é um menino que parece mais novo por conta do medo e Nickie é uma mulher especial e poderosa que traz toda uma novidade e curiosidade para a trama. Isso porque ela é uma médium. Nickie conversa com mortos, escuta o rio e acaba reprimida, sem tanta oportunidade de se mostrar. Ou, talvez, ela mesma não queira isso por ter seus próprios motivos...

"Às vezes, mulheres encrenqueiras cuidam umas das outras." p. 170

A dedicatória do livro vai "para todas as encrenqueiras". Os desejos e as motivações das mulheres ao longo dos séculos acabam sendo abordador por Paula Hawkins. A questão de serem apenas mulheres que aparecem no rio, que são assassinadas ali ou se suicidam naquele local... o que será que todas elas – com vidas, idades e atitudes diferentes – poderiam ter em comum? A autora nos leva até o século XVII, nos faz pensar sobre os avanços e as dificuldades das mulheres que querem se impor, que querem seguir seus desejos e alcançar um lugar de destaque. Talvez muitas pessoas não entendam o diferencial disso ou o propósito de Hawkins, contudo espero que isso não aconteça tanto. Ela vai desde esposas maltradas pelos maridos até mulheres determinadas que causam medo por serem exatamente quem elas gostariam de ser, passando por mulheres que se relacionam com homens mais velhos, mulheres traídas que não culpam seus maridos por seus atos, amantes que se sentem bem com suas posições e etc.

Temos também toda a questão da investigação da morte de Nel. Jules, sua irmã, está segura de que ela não se jogou, ao mesmo tempo em que sua filha afirma que o desejo da mãe foi realizado e Nickie vai contra tudo e contra todos afirmando que tudo isso é muito mais complexo do que as pessoas se permitem acreditar. Acabamos sendo envolvidos na morte de Katie – uma jovem que teve o mesmo destino de Nel anterorimente – também e, de repente, é como se fizéssemos parte do elenco, como se fossemos moradores de Beckford. Será que eles teriam motivos para acabar com seu projeto, com sua vida? Será que ela estava desvendando segredos demais?

Pensei em dar 4,5 estrelas para o livro porque acredito que a autora poderia ter se aprofundado um pouquinho mais na realidade de Nickie (falando sobre seu dom, sua irmã, seus conhecimentos...) e nas verdades de Erin e Hellen – duas personagens que, apesar de tudo, ainda parecem incógnitas para mim. Também seria ótimo poder encontrar mais de Libby no início da história, assim como conhecer os motivos para que Nel não desistisse de sua irmã, que tanto quis evitá-la durante tantos anos. Mantive as 5 estrelas porque não é como se esses pontos fazessem falta ou atrapalhasse o desenrolar, pelo contrário, são assuntos/personagens que charam minha atenção e eu gostaria de saber mais.

Em Águas Sombrias é um thriller repleto de personagens bem construídos, de desconfiança e de sofrimento. Paula Hawkins te faz ficar acordado sem querer parar a leitura e lembra do perigo de guardar sentimentos e palavras apenas para si. A vontade que tenho agora é de visitar Beckford, procurar a casa do moinho, passar pela casa dos Ward, pisar na lama do rio e até nadar nele. Sem dúvidas uma leitura eletrizante, misteriosa e viciante.

site: http://www.magialiteraria.net/2017/05/resenha-em-aguas-sombrias-paula-hawkins.html
Grace 10/05/2017minha estante
Ler sua resenha me fez querer ler o livro !!


Grace 10/05/2017minha estante
Sua resenha me fez querer ler o livro!


Vitor.Leal 21/05/2017minha estante
Melhor resenha que li sobre o livro. Parabéns !




Di 31/05/2017

Em Águas Sombrias
Fiquei desiludida com a história. Não prendeu com tudo que foi acontecendo.
comentários(0)comente



Dreeh Leal 02/05/2017

Em águas sombrias - Paula Hawkins
Em águas sombrias é um thriller que vai tentar confundir sua cabeça de todas as formas. A narrativa é feita tanto em primeira quando em terceira pessoa através de dez personagens distintos, além dos trechos do livro que estava sendo escrito por Nel. De início a quantidade de nomes e ligações assusta, mas não é algo que venha a prejudicar a leitura. Ainda assim, é extremamente desnecessário. Nos primeiros capítulos todos demonstram para o leitor que sabiam muito mais do que estavam dispostos a contar. Aqueles que não se achavam culpados pelo ocorrido, tinham questões mais antigas que não gostariam que viesse a tona.

Os capítulos são curtos, alguns não passando de três páginas, o que deixou a leitura mais dinâmica. A escrita da autora é bem gostosa de ler, mas apesar de ter ficado curiosa para desvendar o mistério dessa morte e de outra que aconteceu recentemente, não era algo que me consumia quando eu não podia ler. Não li o primeiro livro da autora, mas ouvi inúmeros elogios sobre sua narrativa, e achei a trama de A Garota no Trem muito inteligente quando assisti. Então sim, eu esperava muito mais.

A história não é ruim, só é fraca. A história é dividida em três partes que poderiam ser resumidas da seguinte forma: a primeira é uma apresentação dos personagens e suas ligações, a segunda é quando a investigação começa de forma mais efetiva e a terceira é o desfecho da história. Vários desses personagens começam a contar suas histórias de forma paralela, o que trás a tona o suicídio de Katie. Se eles estão ligados ou não, é uma coisa que você precisa ler para descobrir, mas os personagens que cercam as duas personagens se interligam.

Mesmo com tantas pessoas, consegui identificar um protagonista. Eu realmente achei que seria Nel, mas transferir isso para sua irmã. Em grande parte dos seus capítulos, Jules parece estar tento uma "conversa interna" com sua irmã. Ela conta para os leitores sobre a infância delas, mais exatamente sobre fatos que aconteceram 12 anos antes e que influenciaram diretamente na relação das duas. Os personagens e suas tramas foram bem construidos, mais elas foi a única com quem tive tempo de criar empatia. Aliás, o fato da autora ter aprofundado questões individuais de alguns desses narradores, pode ter sido um dos fatores que me passou essa sensação de que Nel não era suficiente para carregar um livro

A dedicatória da autora vai para as mulheres encrenqueiras e em vários momentos do livro se fala sobre essas encrenqueiras, mas eu achei que a ideia não foi bem desenvolvida ao decorrer do livro. Quando penso em mulheres ditas como encrenqueiras, penso em muitas situações distintas e não consegui enxergar isso em quase nenhum das mulheres que foram retiradas do Poço dos Afogamentos. O ar sobrenatural que roda esse local também não foi bem utilizado. Na realidade eu não entendi o porque a autora reacendia essa ideia de tempos em tempos. Quando fui apresentada ao livro, esse foi um dos pontos que mais chamou minha atenção, mas a história não tem nada de sobrenatural.

A edição da editora Record está linda. A diagramação apresenta fontes confortáveis, assim como os espaçamentos e margens. As folhas são amareladas e não encontrei nenhum erro de revisão. Comentários sobre essa capa não são necessários, certo? Está um arraso! Essas letras ondulantes são um detalhe maravilhoso e elas ainda vieram com uma sutil aplicação, para da uma textura na capa.

Descobri que esse livro foi escrito antes do já publicado pela autora, mas também que ele foi reescrito por ela para que fosse publicado. Se isso aconteceu mesmo, só reafirma minha opinião de que essa é uma história fraca, mas que o livro está longe de ser ruim. Sei que destaquei mais os pontos negativos do que os positivos, mas é porque não há muito o que ser contado sem acabar com a graça de quem vai ler. Ninguém aqui quer spoilers né? Eu continuo querendo muito ler outro livro da autora, acho que o potencial dela é enorme.

Se você gosta de suspense e esta sem o que ler no momento, pegue Em águas sombrias. Será uma leitura rápida e agradável. Caso você tenha lido outro livro da autora, segure a sua expectativa para uma melhor experiência.

site: http://www.maisquelivros.com/2017/05/resenha-em-aguas-sombrias-paula-hankins.html
comentários(0)comente



Thayanne 08/09/2017

Não desistam desse livro!
O começo pode ser confuso, mas não desistam. A história tem um enredo muito bom e é intrigante. Os personagens são interessantes e cativantes. É um enredo misterioso e apaixonante.
Hallef 27/10/2017minha estante
Obrigado.. Não que eu pensei em abandonar, mas confusão está me chateando pois não é uma confusão que tem pontos ligados a principio.. É uma confusão sem nexo e parece sem eira nem beira mas vou persisti pois j atem tempo ele na minha meta




91 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7