A desumanização

A desumanização Valter Hugo Mãe




Resenhas -


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karinacardoso 01/03/2021

Visceral
Acho que melhor que interpretar, discutir ou explicar uma história, é sentir. Mesmo quando tudo parece confuso ou até inexplicável, a narrativa te prende, te faz sentir querer mais, ainda que não saiba o que se cabe nesse "mais". Leitura profunda, visceral.
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Luiza 27/02/2021

Bom
Valter Hugo Mãe é um mestre das palavras. Conta histórias pesadas de forma bonita e poética. Mas "A desumanização" não me agradou tanto quanto os outros livros do autor.
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Roberto.Porto 23/02/2021

Gêmeas separadas na gélida Islândia
A escrita de Valter Hugo Mãe é muito diferente. De certa forma requer uma atenção extra para não se perder mas palavras e seguir no enredo da história. É sempre assim, e nesse livro, "A Desumanização", continua sendo igual.

O cenário não poderia deixar de ser mais instigante, já que se passa em meio a gelo, neve, fiordes e montanhas da Islândia, um país inóspito tão pouco conhecido e longe do trivial.

As gêmeas nascidas neste cenário, Halla e Sigridur, são separadas pela vida e a morte. Uma fica enquanto a outra é plantada e parte para o outro lado. As vezes um espelho erguido pela menos morta reflete a irmã mais morta do lado de lá.

A que fica segue a vida aos seus doze, treze anos, precoce no amor e na maternidade, enamorada por seu par Einar, e ambos são então motivo de escândalo na pequena população da cidade.

Saindo da casa dos pais, Halla vai morar com Einar e ajudar nas atividades da igreja, junto a Steindor, que faz o papel de pároco da vila.

O livro é uma prosa poética, e em alguns momentos me deixei ler em disparada, como que levado na correnteza das palavras do autor, quase como na velocidade do que era jogado dentro da boca do céu, descrito na história como um túnel infinito que se mirado bem ao centro nunca se chegaria ao fim.

Mas no caso do livro, ah, esse uma hora acaba. E deixa uma sensação boa, como toda vez que acabava a leitura de mais um capítulo.
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Nat K 14/01/2021

não esperava nada e me deu tudo
Comecei esse livro sem ler sinopse, não sabia sobre o que se tratava, e me surpreendeu do início ao fim. Os livros são ladrões, rouba-nos nosso tempo de vida pra viver vidas que não são as nossas. Essa leitura tem com descrição e narrativa leve e fluída, quase tive vontade de ler uma um dia, mas Valter Hugo Mãe traz questões tão profundas que não conseguia continuar, sempre tive q fazer uma pausa e ficar meu deus o que foi isso??? Me roubou meses de reflexão, e me pergunto sempre: o inferno são os outros?
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Toni 14/01/2021

Valter Hugo Mãe vem se tornando um dos meus autores prediletos. A desumanização já é o quarto livro dele que leio. E a sensação é que ainda vou ler muitos outros. A narrativa poética está presente, assim como acontece em todos os livros do escritor. Da mesma forma como personagens cativantes com histórias e frases dignas de registro. Ler VHM é se deliciar com cada linha escrita, é refletir sobre as dores do mundo e sobre nós mesmos.
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Sui 05/01/2021

?
Sinceramente, não sei o que dizer a vocês..
O livro é intenso, leitura bem difícil mas de deixar a gente refletindo sobre milhares de assunto e vale lembrar que tudo contado por uma criança. Ela acaba com 13 anos, mas ainda assim, uma criança.
Temas fortes, que dificilmente sabemos lidar mas de uma forma muito verdadeira e sincera é observada.
Indico a leitura, mas coloquem um livro fofinho pra ler junto pra não ficar tão pesado.
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Gui 26/12/2020

??? ????ó??? ????? ? ?????.
creio que o maior trunfo desde livro seja mesmo a escrita ???????????????? única do VHM.

fora isso, a história não me cativou tanto, e eu não me importei muito com as personagens como em ? ????? ?? ??? ??????, do mesmo autor.

mas será que eu vou querer mais obras do VHM? ??? ???????.
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Cat 21/12/2020

O caso de dei 5 estrelas mas nao leia...
Atencao: gatilhos de violencia domestica e auto mutilacao, se voce nao consegue ler sobre isso NAO LEIA.
Que o Valter Hugo Mae sempre aborda historias voltadas a solidao ok, mas aqui tem um jeito diferencial sobre o tema abordado que pra mim e muito mais tocante e emocionante.

O livro se passa na na Islandia ( ambientacao perfeita, realmente me senti la) e conta a historia de uma menina que apos a morte de sua irma gemea se sente sozinha no mundo, ainda tentando lidar com o ocorrido e sente que precisa eternalizar a iamgem da sua irma. E lindo, muito forte e poetico como sempre.
um livro que desgracou tanto a minha cabeca, todas as paginas desse livro vale a pena, emocoes a mil,amei demais.
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sordeps 20/12/2020

arranque meu coração e use-o como trapo
?O pior amor é este, o que já é feito de ódio também.?
Um livro que descreve de forma complexa as dores da perda e como a vida se torna melancólica a cada partida não programada. ?Todos que morrem levam consigo parte dos vivos.?

?Sofro por ti, e sofrer por ti ainda é a felicidade que me resta.? O autor, com uma narrativa tão a seus modos, traz uma história tórrida, densa e profunda, difícil de compreender em certos momentos, mas capaz de tocar em muitos outros. Como Leandro Karnal diz no prefácio, ?o Nobel precisa de Valter Hugo Mãe.?

?Dizia-lhe que o amava para descobrir se o amor era bom para curas algumas. E o amor curava aqui e ali, mas nunca definitivo. Falhava demasiado como falhávamos nós a cada instante.?
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Felipe.Protti 18/11/2020

Sem palavras para esse livro, apenas um momento de silêncio pera desumanização.
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Didi 02/11/2020

Uma leitura que me fez pensar na vida. Desentender aos poucos o que parece não ter explicação. Enxergar na morte a poesia de viver. Desprender a cada palavra a melancolia dá agonia, a profundidade da dor, contemplar a arte de apreciar o luto. Compreendendo a humanização ou a desumanização.
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Geovanna.Carla 28/10/2020

?Não ler, pensei, era como fechar os olhos, fechar os ouvidos, perder sentidos. As pessoas que não liam não tinham sentidos?.

Que livro. Que final!!!!
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chbmoura 28/10/2020

Valter Hugo Mãe é um beletrista por excelência: ele esmera-se no manejo das palavras, trabalhando-as, recontando várias vezes a mesma história, se necessário for, para alcançar sua perfeição. Seu estilo, recheado de lirismo e metáforas, rende belos e deleitosos momentos ao leitor.

Este estilo, porém, torna-se repetitivo ao longo das páginas. As idas e vindas da narrativa em torno do mesmo ponto pouco acrescentam à história e à construção dos personagens. A mim, pouco interessava ler pela enésima vez, agora escrita de uma maneira diferente, mais embelezada com novas alegorias, sobre a irmã morta, o namorado esquisito, o pai poeta, a mãe perturbada, “a tia ursa” ou sobre deus, que é a Islandia. O livro, que de início encantava, vai aos poucos ficando arrastado, até o ponto de aborrecer. Fica a sensação de que sobram ideias para o formato e faltam para o conteúdo.

Esse foi o terceiro livro de VHM que li. A primeira impressão foi positiva. Vi muito potencial e fiquei bastante curioso por conhecer mais de seu mundo literário, afinal não é a todo instante que se encontra um escritor com estilo tão próprio e bem definido. Entretanto, com essa nova leitura, dou-me por satisfeito. Seu estilo não é para mim - prosa poética como um todo. Parece que já extrai tudo que poderia aproveitar de sua obra. Reconheço-lhe qualidades, inúmeras, mas agora prefiro olhar para outros autores, de modo a ampliar meu horizonte literário.
janainademelo 04/11/2020minha estante
?




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