A desumanização

A desumanização Valter Hugo Mãe




Resenhas -


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Cat 21/12/2020

O caso de dei 5 estrelas mas nao leia...
Atencao: gatilhos de violencia domestica e auto mutilacao, se voce nao consegue ler sobre isso NAO LEIA.
Que o Valter Hugo Mae sempre aborda historias voltadas a solidao ok, mas aqui tem um jeito diferencial sobre o tema abordado que pra mim e muito mais tocante e emocionante.

O livro se passa na na Islandia ( ambientacao perfeita, realmente me senti la) e conta a historia de uma menina que apos a morte de sua irma gemea se sente sozinha no mundo, ainda tentando lidar com o ocorrido e sente que precisa eternalizar a iamgem da sua irma. E lindo, muito forte e poetico como sempre.
um livro que desgracou tanto a minha cabeca, todas as paginas desse livro vale a pena, emocoes a mil,amei demais.
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Thiago.Torres 08/08/2020

PRIMEIRO CONTATO COM MÃE
Meu primeiro contato com V.H.M. No início estranha-se o modo como escreve ... mas passado o nartex do livro a leitura flui. Às vezes confusa mas flui.
Final surpreendente... não esperava menos de um tão aclamado autor.
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Geovanna.Carla 28/10/2020

?Não ler, pensei, era como fechar os olhos, fechar os ouvidos, perder sentidos. As pessoas que não liam não tinham sentidos?.

Que livro. Que final!!!!
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Gui 26/12/2020

??? ????ó??? ????? ? ?????.
creio que o maior trunfo desde livro seja mesmo a escrita ???????????????? única do VHM.

fora isso, a história não me cativou tanto, e eu não me importei muito com as personagens como em ? ????? ?? ??? ??????, do mesmo autor.

mas será que eu vou querer mais obras do VHM? ??? ???????.
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sordeps 20/12/2020

arranque meu coração e use-o como trapo
?O pior amor é este, o que já é feito de ódio também.?
Um livro que descreve de forma complexa as dores da perda e como a vida se torna melancólica a cada partida não programada. ?Todos que morrem levam consigo parte dos vivos.?

?Sofro por ti, e sofrer por ti ainda é a felicidade que me resta.? O autor, com uma narrativa tão a seus modos, traz uma história tórrida, densa e profunda, difícil de compreender em certos momentos, mas capaz de tocar em muitos outros. Como Leandro Karnal diz no prefácio, ?o Nobel precisa de Valter Hugo Mãe.?

?Dizia-lhe que o amava para descobrir se o amor era bom para curas algumas. E o amor curava aqui e ali, mas nunca definitivo. Falhava demasiado como falhávamos nós a cada instante.?
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nocca 16/08/2020

Ler "A desumanização" me foi custoso, doloroso. Embora já acostumada como a prosa crua de Mãe, há certos aspectos gráficos no livro, muito duros, que me fizeram parar a leitura por um tempo. O livro não é ruim, pelo contrário; é um "excesso" de empatia que faz com que eu me relacione e comprometa com as histórias e seus personagens de tal modo que aquela história passa ser a minha, em uma certa medida. Ainda assim, resolvi dar um voto de confiança a esse autor que tanto amo e não me arrependo.
A princípio, acreditava tratar-se puramente de um livro sobre luto e como lidar com esse aspecto inevitável da vida. Nessa história, a morte é mais um item no cenário gélido da Islândia e da vida de Halla, que nos leva a ponderar sobre os processos que constroem e ao mesmo tempo corrompem o que acreditamos ser a nossa humanidade. Sinceramente, acho que é o máximo que posso dizer sobre. Ainda estou processando e só posso arranhar a superfície nessa resenha, e recomendar a leitura. Por fim, faço questão de lembrar que só existimos por e através desse "outro", e que devemos deixar a beleza nos comover mesmo nas situações mais sofridas que a vida nos apresenta (por mais clichê que isso possa parecer). Deixo aqui esse trecho, dentre os muitos que me comoveram:

"O mundo pensa na felicidade, julguei eu. Se as auroras descessem a boca de deus, iluminando o meu filho cadente, podia ser que lhe indicassem o caminho para um sossego qualquer, traçado no ouro encantado que certamente revestia o físico animal do próprio deus. Imaginei um lustre de mil lâmpadas descendo a funda no centro das montanhas dos fiordes. Um lustre de mil lâmpadas que mostrasse a beleza, para que os mortos não se equivocassem. Para que não se esqueçam nunca da beleza de a morte ser uma dimensão de deus. A morte é uma dimensão de deus. Deve ser magnífica."
Paulinho 16/08/2020minha estante
Amei a sua resenha!!!


nocca 17/08/2020minha estante
Obrigada! E obrigada por me proporcionar essa leitura! ?


Paulinho 17/08/2020minha estante
É um prazer. Hugo Mãe é um grande escritor. Ler suas obras é sempre uma experiência impactante.




Juliana.Kuster 17/04/2020

A dor narrada com a delicadeza de uma folha
Ambientado na Islândia com paisagens que evidenciam a magnitude da natureza, ao mesmo tempo que revelam uma sensação de impotência frente aos revezes da vida, A desumanização, contempla o luto e as rupturas que reverberam a partir disso.
Durante a leitura me senti afetada de diversas maneiras;
- fiquei extremamente sensibilizada com o sentimento de completude que Halla sentia pela sua irmã gêmea, Sigridur. Dessa maneira, com a morte dessa irmã, Halla se percebe questionando quem ela é. Sendo que esse vínculo afetivo era constitutivo para ela se apresentando como uma maneira de ver e entender o mundo. Além disso, essa ligação servia como um escudo para enfrentamento de fragilidades e negligências que o contexto das irmãs apresentava.
- A segunda situação que me atingiu foi a necessidade que senti de buscar assimilar as normas sociais do local em que se passa o livro, por exemplo: Halla é uma criança (quase adolescente) que se vê impelida a agir como uma pessoa adulta, isso na minha concepção de direito e proteção da infância é uma violência, mas nem todas as organizações sociais entendem a infância de um mesmo jeito, ademais, visto que isso é utilizado como um recurso narrativo importante para o enredo, obtendo um sentido para o livro, "eu que lute para lidar com isso", porém a sensação de incômodo é constante.
- A escrita do autor foi poética e seguiu uma cedência fluída contada através da percepção de Halla, acho que foi um equilíbrio lindo entre sutileza e carga emocional pesadíssima.
- Por último, mesmo antes de ler a nota do autor ao final do livro, é perceptível a intimidade que ele tem com o tema, durante a leitura fiquei pensando sobre a escolha de escrever algo assim, eis que chego ao final e leio a nota do autor, e bum tudo faz sentido.
Foi uma leitura maravilhosa, mesmo sendo muito melancólica.
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Matheus Gonçalves 10/09/2020

A morte, o luto e as pessoas
A morte traz o luto aos que ficaram; consigo vêm as consequências que, de tão intimas e específicas, extrapolam a individualidade para impactar na vida de quem nos ronda. O luto é a desumanização, ao ponto que escancara nossa humanidade falida.
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Nat K 14/01/2021

não esperava nada e me deu tudo
Comecei esse livro sem ler sinopse, não sabia sobre o que se tratava, e me surpreendeu do início ao fim. Os livros são ladrões, rouba-nos nosso tempo de vida pra viver vidas que não são as nossas. Essa leitura tem com descrição e narrativa leve e fluída, quase tive vontade de ler uma um dia, mas Valter Hugo Mãe traz questões tão profundas que não conseguia continuar, sempre tive q fazer uma pausa e ficar meu deus o que foi isso??? Me roubou meses de reflexão, e me pergunto sempre: o inferno são os outros?
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chbmoura 28/10/2020

Valter Hugo Mãe é um beletrista por excelência: ele esmera-se no manejo das palavras, trabalhando-as, recontando várias vezes a mesma história, se necessário for, para alcançar sua perfeição. Seu estilo, recheado de lirismo e metáforas, rende belos e deleitosos momentos ao leitor.

Este estilo, porém, torna-se repetitivo ao longo das páginas. As idas e vindas da narrativa em torno do mesmo ponto pouco acrescentam à história e à construção dos personagens. A mim, pouco interessava ler pela enésima vez, agora escrita de uma maneira diferente, mais embelezada com novas alegorias, sobre a irmã morta, o namorado esquisito, o pai poeta, a mãe perturbada, “a tia ursa” ou sobre deus, que é a Islandia. O livro, que de início encantava, vai aos poucos ficando arrastado, até o ponto de aborrecer. Fica a sensação de que sobram ideias para o formato e faltam para o conteúdo.

Esse foi o terceiro livro de VHM que li. A primeira impressão foi positiva. Vi muito potencial e fiquei bastante curioso por conhecer mais de seu mundo literário, afinal não é a todo instante que se encontra um escritor com estilo tão próprio e bem definido. Entretanto, com essa nova leitura, dou-me por satisfeito. Seu estilo não é para mim - prosa poética como um todo. Parece que já extrai tudo que poderia aproveitar de sua obra. Reconheço-lhe qualidades, inúmeras, mas agora prefiro olhar para outros autores, de modo a ampliar meu horizonte literário.
janainademelo 04/11/2020minha estante
?




Sui 05/01/2021

?
Sinceramente, não sei o que dizer a vocês..
O livro é intenso, leitura bem difícil mas de deixar a gente refletindo sobre milhares de assunto e vale lembrar que tudo contado por uma criança. Ela acaba com 13 anos, mas ainda assim, uma criança.
Temas fortes, que dificilmente sabemos lidar mas de uma forma muito verdadeira e sincera é observada.
Indico a leitura, mas coloquem um livro fofinho pra ler junto pra não ficar tão pesado.
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Dav 08/09/2020

Aprendendo o essencial sobre a tristeza
Um monstro branco, peludo e de nariz comprido, vindo de dentro de Halla a ensina sobre o que é fundamental sobre a tristeza.

Logo após perder sua irmã gêmea, a personagem principal passa a ser chamada por todos na pequena ilha de a "menos morta".

Sua mãe se torna violenta e herege, seu pai se torna ainda mais distante e confuso. Ao pé do túmulo da irmã, Halla se imagina como uma criança bonsai que deve eternamente espelhar sua metade inexistente.

Esta obra foi composta como uma homenagem do autor a Islândia e como uma saudação a seu irmão falecido. Quem conhece V. H. M. sabe que ele tem ume estilo único de prosa poética, sempre sensivel e humano. Apesar de toda a dor envolvida, está é uma obra belíssima.
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Raphael Basile 01/04/2020

A poética de VHM
O livro é de um teor tão poético que não é possivel ler sem entrar em um novo mundo. A delicadeza e respeito ao feminino na obra é impecável, sem contar a imersão cultural que sofremos para com a Islândia.

Vi a peça no Teatro e ao ler me apaixonei uma segunda vez.
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Viviana 20/02/2020

Amei esse livro
A única coisa que eu tenho a dizer é que esse livro é maravilhoso...
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