Crepúsculo dos Ídolos

Crepúsculo dos Ídolos Friedrich Nietzsche




Resenhas - Crepúsculo dos Ídolos


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Manuba 02/03/2016

Muitas críticas ácidas para...
Ler Nietzsche é abrir sua cabeça para um mar de perguntas e estar preparado para uma argumentação nada ponderada sobre o que é criticado, muitas vezes mal interpretado e até parecer tomar uma postura utópica diante do que vivemos hoje. É preciso ter paciência para por "os pingos nos ís". O principal objetivo do autor nesse livro é tentar através do texto ácido retirar as bases de quem se sustenta numa filosofia cristã.

Venho talvez há duas semanas tentando entender melhor esse livro que devido a maneira como foi escrito, através de aforismos é capaz de dar “muito pano para as mangas”, bem como traz muitas dúvidas com relação as formas de utilizar a informação nele contida. O livro fala basicamente em relação a vontade de poder, ao niilismo e a razão. Nietzsche vai defender ao meu ver que o indivíduo não deve negar-se ou flagelar-se em relação ao que faz. Se você não é capaz de viver e de conviver com a pessoa que é, não crie subterfúgios morais para negar a si próprio ou justificar nos outros o que não lhe pertence. A partir da premissa de que o ser humano é dotado de instintos, a felicidade vai residir em dar vazão ao que se sente. É defendida a coragem de agir e ter força em relação ao que se deseja. Para Nietzsche a felicidade deve ser encontrada no mundo em que vivemos, não se tendo, portanto, a concepção de algo é bom ou ruim. É criticado a linguística, por meio da qual foram criados o princípio da dialética, aproveita, portanto, para criticar toda a psicologia que se baseia em dialética como uma forma de vício e ociosidade, como se dissesse, quem muito fala, não chega a lugar nenhum. Para Nietzsche os sentidos não mentem e como elemento de primeira ordem é causa em si mesmo, diferentemente da razão, que se utiliza da dialética para a construção de uma virtude/moralismo que seria capaz de promover a felicidade. Para os sofistas o “mundo real” é o mundo interior e tudo o que existe exteriormente corresponde a um “mundo aparente”.

Para mim Nietzsche consegue compreender a natureza do homem quando fala sobre a necessidade da espiritualização da sensualidade (amor) e da espiritualização das inimizades(conflito), o autor percebe que é utópica a tão desejada paz de espirito. O ser humano deve se afirmar quanto pessoa e não negar o que há a sua volta. Bom para Nietzsche é o que é natural, como os instintos.
Acredito que a tresvalorização dos valores pregada por Nietzsche é não seguir os modelos pré-estabelecidos de felicidade, é encontrar a força em si e não no que se espera socialmente/moralmente que façamos. Portanto sermos livres e a partir dessa liberdade encarar o que acontece a nossa volta, não como punições ou premiações, mas como elementos que terão determinado efeito em nossa vida.
O ponto mais difícil para mim ao longo da leitura foi a tentativa de se afastar de uma busca de explicações para os acontecimentos. Utilizar como é citado “vontade”, “consciência” (espirito), “eu” (sujeito) como causas. Ou mesmo o velho embate de tentar excluir algo estranho por ser mais confortável ou considerar que algo que não ocorreu como desejado, como por exemplo uma doença sejam resultado de um “merecimento”. “Alguma explicação é melhor do que nenhuma”. Será mesmo?
“Todos os meios que, até hoje, se quis tornar moral a humanidade foram fundamentalmente imorais”
“Na doutrina dos mistérios as dores são santificadas[...]tudo que garante o futuro implica dor, eterno prazer da criação”

Então,
-o homem nasce bom (livre) e a sociedade o corrompe(impondo a moral que só funciona aos subordinados)?
- até onde vão os limites dessa vontade de poder? Existem limites?

"24. Buscando pelas origens, o individuo torna-se caranguejo. O historiador olha para trás; por fim, ele também acredita para trás."
Como vocês entendem a importância da história para uma análise de sistema? Ou mesmo, essa análise é necessária?
Mar.e.ana 02/01/2017minha estante
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Lah 22/05/2018minha estante
melhor resenha até agora!!




Eduardo 15/08/2010

Meu primeiro Nietzsche, indicado por um amigo.

O autor externa muito do que eu penso, mas acho que em alguns casos os argumentos dele são meio forçados... Exemplo: o capítulo "O Problema de Sócrates". Também não sou o maior fã dos socráticos (apesar de entender toda a importância deles), mas usar a feíura de Sócrates como uma espécie de argumento me soa meio forçado.
Outro exemplo é quando ele interpreta a obra de Darwin de um prisma sociológico, e não biológico. Aí não faz sentido nenhum mesmo porque, basicamente, não ocorre uma seleção natural, e sim uma seleção artificial.

Mas ainda assim, é um ótimo livro, pra mexer com as opiniões mesmo.
Certamente lerei mais do autor.
Kaio 16/04/2014minha estante
Ele não criticou a aparência de Sócrates, ele quis dizer que Sócrates foi "aturado" numa sociedade extremamente preocupada com a estética como a Grécia Antiga. Nietzsche valoriza o belo e e estética apesar de dizer "Ousemos ser feios!" no Caso Wagner. Ah, essa citação é relacionada à música, ele quis dizer que uma boa melodia pode fazer vc gostar de um artista medíocre, vê como não dá pra interpretar Nietzsche ao pé da letra?




Fabio Michelete 12/11/2012

É preciso ler mais
A escolha de conhecer Nietzsche iniciando por Crepúsculo dos Ídolos foi apenas em função de uma liquidação de pocket books. Não é um mal começo, mas fica claro desde o início, que é preciso alguma ordem, ou orientação para compreender o trabalho do filósofo. Esta resenha é mais um lembrete para minhas emoções durante a leitura, do que uma tentativa de (impossível) síntese representativa das idéias do filósofo.

Ficou para mim, nesta leitura, uma vontade de saber mais, em especial de Além do bem e do mal ou assim falou Zaratustra. Crepúsculo dos Idolos é o ultimo livro que o autor viu ser publicado, antes de seu colapso nervoso como me informou o prefácio. Isto que impacta mais na leitura deste texto inteligente. Ele é denso! E bem escrito! Tem horas que navegamos fácil por suas frases, concordando com o autor e sentindo seu ímpeto e indignação.

Indignado! Aliás, esta é uma diferença marcante em relação a outros filósofos. Quando um filósofo escreve sobre algo, é porque quer compartilhar suas conclusões. Está, então, numa espécie de trégua com suas dúvidas, pois encontrou algum sistema que permitiu uma resposta enriquecedora e aceitável. O livro de Nietzsche, não tem esta tranquilidade. Ele combate as próprias certezas com raiva e persistência, como se estas fossem inimigas a tentar dissuadi-lo de sua busca.

Se ficou louco ao final da vida, bem pode ser dessa intranquilidade. Sem solo firme para qualquer verdade, sempre escolhemos algum dogma, pessoal ou coletivo, para apaziguar nossa inquietação, e construir a partir desta arbitrariedade. Nietzsche foi corajoso ao negar tal artifício. Quer ser inconformado, jovem de espírito e talvez tenha submetido seu corpo e mente a algo mais do que podiam conter.

No caminho desta luta interna, deixa cadáveres pela estrada, entre eles o cristianismo, a moral, a tentativa de controle de nossas vontades animais por qualquer mecanismo de Estado ou ideologia controladora. Acredita num mergulho nas profundidades de nossa humanidade (em seu sentido mais incontrolável), e espera que a ordem social possa surgir desta consciência, não mais como hipocrisia, mas como escolha e se assim fosse, sem todas as neuroses atuais.

Foi difícil selecionar poucas frases. Segue abaixo as que mais impacto causaram:

O que as escolas superiores da Alemanha efetivamente alcançam é um adestramento brutal que, com o menor dispêndio possível de tempo, visa tornar um grande número de jovens aproveitável, explorável, para o serviço do Estado. Educação superior e grande número coisas que se contradizem de antemão. Toda educação superior pertence apenas à exceção: é preciso ser privilegiado para ter direito a um privilégio tão elevado.

Só se é fértil ao preço de ser rico em oposições; só se permanece jovem se a alma não se espreguiça, não anseia pela paz... Nada se tornou mais estranho para nós do que aquele anelo de outrora, o de paz da alma, o anelo cristão; nada nos causa menos inveja do que a vaca moral e a felicidade gorda da consciência tranquila. Renuncia-se à grande vida quando se renuncia à guerra...

Toda a psicologia antiga, a psicologia da vontade, pressupõe que seus autores, os sacerdotes à testa das antigas comunidades, queriam se arrogar o direito de inflingir punições ou queriam arrogar esse direito a Deus...Os homens foram imaginados livres para que pudessem ser condenados, punidos para que pudessem se tornar culpados: em consequência, toda ação teve de ser imaginada como querida e sua origem como presente na consciência (o que transformou a mais radical falsificação in psychologicis em princípio da própria psicologia...

O direito à estupidez. O trabalhador cansado e que respira lentamente, de olhar bonachão, que deixa as coisas andar como andam: essa figura típica que agora, na época do trabalho (e do reich!), encontramos em todas as classes da sociedade, reivindica hoje precisamente a arte, incluindo o livro, sobretudo o jornal e mais ainda a bela natureza, a Itália... O homem do entardecer, com os impulsos selvagens adormecidos de que fala Fausto, necessita do veraneio, do banho de mar, das geleiras de Bayreuth...Em tais épocas, a arte tem direito à pura tolice como uma espécie de férias para o espirito, o engenho e o ânimo. Wagner entendeu isso. A pura tolice restaura...

Quando o anarquista, na condição de porta-voz das camadas declinantes da sociedade, exige direito, justiça e direitos iguais com uma bela indignação, apenas se encontra sob a pressão de sua incultura, que não consegue compreender por que realmente ele sofre do que é pobre, de vida... Ele é dominado por um impulso causal: alguém deve ser culpado por ele estar mal... Só a bela indignação já lhe faz bem, vociferar é um prazer para todos os pobres-diabos isso dá uma pequena embriaguez de poder. Já basta a queixa, o queixar-se, para dar à vida um encanto pelo qual se suporta vive-la: há uma dose sutil de vingança em toda a queixa: a pessoa censura aqueles que são diferentes, como se isso fosse uma injustiça, um privilégio ilícito, por sua situação ruim, as vezes até por sua ruindade. Se sou canaille, também deverias sê-lo: é com base nessa lógica que se faz revolução. O queixar-se não vale nada em caso algum: ele provém da fraqueza. Atribuir sua situação ruim a outros ou a si mesmo a primeira atitude é própria do socialista, a última, do cristão, por exemplo não faz qualquer verdadeira diferença. O que há em comum, digamos o que há de indigno nisso, e que alguém deva ser culpado por sofrermos em resumo, que o sofredor prescreva para seu sofrimento o mel da vingança.

Mas quem sabe, afinal, se desejo mesmo ser lido hoje? Criar coisas nas quais o tempo gaste seus dentes em vão; esforçar-se por alcançar uma pequena eternidade na forma, na substância nunca fui modesto o bastante para pedir menos de mim. O aforismo, a sentença, nos quais sou o primeiro s ser um mestre entre os alemães, são as formas da eternidade; minha ambição é dizer em dez frases o que qualquer outro diz num livro o que qualquer outro não diz num livro...
Kaio 18/12/2013minha estante
Você disse muita coisa nessa resenha que demonstra que você entendeu Nietzsche de forma errada. Primeiro, ele não combate as próprias certezas porque ele nem crê em "certezas", na verdade ele acredita que os indivíduos superiores devem criar suas próprias verdades. Segundo, chamar Nietzsche de inquieto e inconformado é quase infantil(se algum dia você ler A Gaia Ciência vai entender o que eu quero dizer). < Nesse ponto você ainda demonstra ser dogmático, o que explica sua incompreensão... Não quero dar "carão", mas minha crítica ressalta a necessidade de se ler Nietzsche em pequenas doses e com mente aberta.


Kaio 18/12/2013minha estante
No mais, eu também gosto dessa citação sobre os anarquistas. Mas a minha preferida mesmo é "Os homens se tornaram criaturas sofredoras por causa de suas morais: o que obtiveram foi, em resumo, o sentimento de que eram fundamentalmente demasiado bons e demasiado importantes para a Terra, onde só estavam de passagem."


Fabio Michelete 18/12/2013minha estante
Obrigado Caio, concordo contigo e penso ter deixado isto claro desde o título. Cultivo incertezas, então não sei se algum dia vou entender Nietzsche "da forma certa".


Kaio 18/12/2013minha estante
Esses documentários resumem muito bem a filosofia dele, de forma digerível. O 3º é o melhor porque nos mostra o que Nietzsche pensa do sofrimento.

http://www.youtube.com/watch?v=wszgKT2zS-c

http://www.youtube.com/watch?v=TznwyQRHDwE

http://www.youtube.com/watch?v=oKsFecLFz6I

E aqui vai uma crítica bastante contundente de Russell à Nietzsche. É bom ver essa crítica também porque Nietzsche é tão genial que se torna perigoso.

http://www.youtube.com/watch?v=wT5zb1KrbW8




José Ros 15/05/2014

A cada golpe, um filósofo cai
Há livros de Nietzsche que são mais complicados de ler, e outros que são mais fáceis. Crepúsculo dos Ídolos ou A filosofia a golpes de martelo é um desses livros fáceis, mas não menos intrigantes do autor. Nesse livro Nietzsche ataca ferozmente outros filósofos e outras concepções filosóficas, o que muitas vezes o faz parecer doentio, o que justifica seu subtítulo. Também é uma espécie de resumo de suas ideias, como em outros livros. Nesse também aparece, compactado, o conceito de Übermench, o homem superior de Nietzsche, que muitos chamam por culpa de traduções antigas bastante literais de super-homem, um homem desprovido de moral e que por isso consegue evoluir mais e mais, sendo liberto de qualquer amarra que diga "não". É um livro indicado para quem quer começar a ler Nietzsche? Sim! É um bom livro para quem quer começar.
Lah 22/05/2018minha estante
achei bem interessante essa resenha, pq dá alguns conceitos de Nietzsche pra preparar o leitor!




Luan 13/01/2014

Jogo de xingamentos
O livro me fez lembrar daquelas brincadeiras recorrentes nos seriados americanos em que os jovens se xingam até que um consiga xingar o outro de um modo superior ao outro. Assim, o livro de Nietzsche pode encontrar seu valor quando alguém se sentir ofendido pelo mesmo. Entre seus alvos se destaca com grande ênfase o Cristianismo e toda filosofia que se relaciona com ele, mas pode-se dizer que ele ataca toda religião. Parece útil à todos os religiosos encarar o livro para descobrir se se identificam com as acusações de Nietzsche, que, diga-se são bem verdadeiras, mas para o cientista não passa de passatempo, o livro não traz qualquer acréscimo à filosofia, no que concordo com aqueles que o enquadram em literatura, mas não em filosofia.
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Yussif 16/05/2012

"Crepúsculo dos ídolos" ou como Filosofar com o Martelo foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio Nietzsche a caracterizou - numa das cartas acrescentadas em apêndice a esta edição - como um aperitivo, destinado a "abrir o apetite" dos leitores para a sua filosofia. Trata-se de uma síntese e introdução a toda a sua obra, e ao mesmo tempo uma "declaração de guerra". É com espírito guerreiro que ele se lança contra os "ídolos", as ilusões antigas e novas do Ocidente: a moral cristã, os grandes equívocos da filosofia, as idéias e tendências modernas e seus representantes.
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Manuba 02/03/2016minha estante
Erick, particularmente eu não entendi esse trecho que você usa como título para a resenha sobre o livro. Você consegue me explicar por que essa seria uma dupla mentira?


Erick 13/01/2017minha estante
Oi Manuba, desculpe o lapso, só agora vi que havia uma questão rsrs...então acho que pra entender isso é preciso fragmentar o enunciado em "toda verdade" e "é simples" pra concluir que ambas são mentiras ou no mínimo aparências bastante questionáveis. A verdade pra Nietzsche é uma metáfora, ou, melhor dizendo, ela sempre denota uma vontade de poder (ou em termos foucaultianos pura dominação) e por isso não podemos totalizá-la e dizer "Toda verdade". Já o simples é mais complexo que a p´ropria complexidade, nada é simples, logo também é uma mentira. Assim interpreto esse enigmático aforisma! :)




Cláudia 09/02/2017

A Insolência de Nietzsche e o Crepúsculo dos Ídolos
O que posso falar de um cara como Friedrich Nietzsche? Eu sou um pouco suspeita, pois tenho uma enorme admiração pelo seu trabalho e sou uma "discípula" de seus pensamentos. Concordo com grande parte das coisas que ele acreditava, e nas demais, acredito ser um lapso de genialidade.
Li "Crepúsculo dos Ídolos", da Editora L&;PM e assim... É Nietzsche meus amigos!... Não precisa de apresentações.
Nessa edição, ele ataca furiosamente, e sem receios, Wagner e sua arrogância, Sócrates - cuja filosofia ele acreditava ser a decadência grega -; e mais, contra um conceito específico, verdadeiro, e um aparente; e conceitos problemáticos como vontade, eu, substância e Deus. Também não falta críticas aos ídolos modernos, o sistema educacional alemão, escritores e pensadores em voga, concepções estéticas como a de Schopenhauer, anarquistas, socialistas e progressistas em geral; e, sobretudo, a presunção moderna de superioridade moral.
Nesse livro declara terminantemente que a vontade é só uma palavra. O que não o impede, contudo, de continuar usando o conceito de vontade de poder...
Essa obra é uma das mais engenhosas e perturbadoras já escritas.
Gosto da maneira como Nietzsche escreve, acho, particularmente, que ele foi um gênio, e continua sendo até hoje. Não encontrei em minhas leituras textos tão realistas, crus - um pouco cruéis! -, e INSOLENTE!
Nietzsche = Insolente!!!
Essa é a melhor definição para ele. E eu gosto disso.
Ele estava MUITO à frente de seu tempo, não estava aqui para fazer amigos. Veio ao mundo para expor suas ideias, doesse a quem doesse e ponto final. E isso só fez dele um gênio querido por muitos e amaldiçoado por todos. Não ligo. Esse é o fim dos maiores gênios. Perseguidos, mal tratados, escondidos e mortos por aqueles que não concordam, ou não 'querem' concordar. Mas isso não tira o seu mérito de ter escrito uma grande página na história da humanidade.

site: http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/2017/02/a-insolencia-de-nietzsche-e-o.html
Marcelle Reis 25/02/2017minha estante
Excelente resenha. Parabéns!!




Hofschneider 06/09/2017

este livro é indicado para iniciantes na leitura de nietzsche, porque ele define muitas coisas, em suas notas estão o que ele define. parecia que ele queria ser compreendido, pois foi um dos últimos livros que ele publicou e ainda continuava no anonimato.

não é fácil ler nietzsche, recomendo que leiam sobre seus conceitos antes de começar a lê-lo. entretanto, falarei um pouco sobre nesta resenha.
se você ler O Príncipe de Maquiavel, vai ver que como nietzsche, ele defendia que o melhor é o mais forte, o que tem mais poder e etc. o autor do crepúsculo dos ídolos usou um pouco da lógica de darwin, ele acredita que somos filhos da natureza, e brigamos assim como os animais, para nos impor.
nietzsche fala mal da religião e dos valores morais inventados, porque eles impedem que essa luta seja franca. as regras de sociedade nos colocaram como racionais e diferentes dos animais, fazendo assim o jogo virar. agora o jogo é dos fracos, é de quem se impõem menos e não luta, entendem?
por isso sua raiva imensa pelo cristianismo e por platão, socrares e muitos outros.
Mônica 14/11/2018minha estante
Sim! Realmente, a visão de Nietzsche do mundo é muito maquiaveliana. Acredito que ele tenha lido sim "O Príncipe" porque os argumentos que ele utiliza são bastante parecidos com os que Maquiavel utilizou no livro, principalmente quando ele menciona Platão e seu mundo das ideias.
No livro "O Príncipe", o florentino alerta que irá falar sobre governos reais e não sobre governos que nunca existiram e nunca existirão (crítica às ideias platônicas). Aqui, Nietzsche critica bastante Platão por idealizar as coisas e não viver a realidade.
Além disso, ele também crítica o idealismo de Rousseau e até mesmo o excesso de racionalidade de Sócrates, que na opinião dele, utilizava a ironia e a dialética (que deveria ser usada apenas na legítima defesa, o restante era bobagem) apenas como forma de encobrir a decadência grega, a excessiva defesa da razão estava sendo utilizada porque provavelmente os vícios já estavam instalados e eles estavam buscando a "felicidade" ou seja, tentando controlar os instintos.
Para Nietzche, tanto Sócrates quanto Platão eram sábios da "decadência grega" pois, uma vida controlada não podia ser "feliz" e uma vida idealizada não existe.




May 08/11/2009

"Crepúsculo dos ídolos" foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio Nietzsche a caracterizou - numa das cartas acrescentadas em apêndice a esta edição - como um aperitivo, destinado a "abrir o apetite" dos leitores para a sua filosofia. Trata-se de uma síntese e introdução a toda a sua obra, e ao mesmo tempo uma "declaração de guerra". É com espírito guerreiro que ele se lança contra os "ídolos", as ilusões antigas e novas do Ocidente: a moral cristã, os grandes equívocos da filosofia, as idéias e tendências modernas e seus representantes. De tão variados e abrangentes, esses ataques compõem um mosaico dos temas e atitudes do autor: o perspectivismo, o aristocratismo, o realismo ante a sexualidade, o materialismo, a abordagem psicológica de artistas e pensadores, o antigermanismo, a misoginia. O título é uma paródia do título de uma opera de Wagner, Crepúsculo dos deuses. No subtítulo, a palavra "martelo" deve ser entendida como marreta, para destroçar os ídolos, e também como diapasão, para, ao tocar as estátuas dos ídolos, comprovar que são ocos.
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Filino 08/01/2017

Uma ótima introdução ao homem que é uma dinamite!
A despeito de ter sido publicado no fim de sua produção intelectual (a obra é de 1888 e, no ano seguinte, Nietzsche perderia a razão), "Crepúsculo dos ídolos" é uma excelente introdução ao pensamento do filósofo dos proeminentes bigodes. O próprio Nietzsche ressalta essa característica em seu livro.

Com a sua escrita única, concisa e ferina, Nietzsche não poupa Sócrates, Platão, Rousseau e outras figuras. Também somos apresentados a suas considerações acerca da moral, da razão e da tragédia - tudo isso num texto de leitura rápida, mas nem por isso superficial.

A tradução, levada a cabo pelo renomado Paulo César de Souza, é outra característica que merece - e muito - ser mencionada. Tal como nas outras obras de Nietzsche traduzidas por ele na mesma editora (Companhia das Letras), há uma enorme quantidade de notas ao texto. E isso é maravilhoso: somos informados acerca do porquê da adoção de alguns vocábulos e expressões (o que atende às exigências dos mais estudiosos em alemão e em Nietzsche), bem como há explicações sucintas acerca dos personagens mencionados por Nietzsche em sua obra (vindo ao encontro daqueles que não são "profissionais" em filosofia).
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Albiero 17/04/2009

Começo...
Esse livro me foi apresentado por um grande amigo, que junto a esse livro abriram minha mente para horizontes mais amplos do que eu tinha, realmente vale a pena refletir nos argumentos contidos nele.
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Bruno Souza 26/08/2016

Nesse livro Nietzsche traça severas críticas ao modelo religioso e a tendência do homem de seguir ídolos, se submeter a moralidade e não realizar as pulsões inconscientes. Nietzsche como sempre é muito profundo e conhecedor da alma humana, Nietzsche conhece o inconsciente, a influência da moralidade e o papel importante da palavra. Foi o primeiro livro que li do autor, é uma excelente leitura filosófica e psicológica sobre o homem, religião, afeto, desejo e pulsões.
Marcelle Reis 25/02/2017minha estante
O primeiro que li foi O anticristo. Quando mais nova comecei a ler Zaratustra e Ecce Homo, mas não tinha maturidade para compreender.




Fernanda.Kaschuk 30/11/2019

Nietzsche e sua carnificina metodológica.
Em Crepúsculo dos Ídolos desenvolve seu método de "como se filosofa com o martelo", tecendo árduas críticas a estrutura moral cristã que se moldou no ocidente, e corrobora todos os aspectos tanto do campo material quanto cognitivo, afetando a relação do homem para com o mundo e consigo mesmo.
Como defensor dos impulsos e dos prazeres, "apóstolo" de Dionísio, vai contra todos os discursos que amplificam apenas com sentido metafísico se negligenciado das mazelas do corpo e da vivência humano. Para tanto, Nietzsche faz questão de aniquilar tanto a cultura de "idolatria" tanto quanto os próprios ídolos com mais incidência no ocidente, mostrando o quanto seus discursos correm muito mais alto do que sua própria realidade, e também levando em conta o quanto sua realidade pode nos ser também útil para lembrarmos da nossa própria carne falha.
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