As Garotas de Corona del Mar

As Garotas de Corona del Mar Rufi Thorpe




Resenhas - As Garotas de Corona del Mar


14 encontrados | exibindo 1 a 14


Queria Estar Lendo 16/08/2017

Resenha: As Garotas de Corona del Mar
Um dos mais recentes títulos da editora Novo Conceito chegou aqui para resenha, e que leitura surpreendente foi essa! As Garotas de Corona del Mar fala sobre a vida e a realidade nua e crua através de uma narrativa intensa e perturbadora.

Essa história é sobre a amizade entre Mia e Lorrie Ann; o passado e o presente se mesclam para explicar o que elas são, o que elas viveram. Ambos os lados muito conturbados pela realidade chocante que é a vida. As duas são melhores amigas bastante inconstantes, com altos e baixos grandes nos anos que se passaram - alguns tão baixos que chegam a ser dolorosos. Esse livro fala sobre maternidade e amor e sobre escolhas perigosas que levam a caminhos incertos.

"Normalmente, amizades entre meninas são guardadas em caixas com cartões-postais e canhotos de entradas, mas o que quer que houvesse entre eu e a Lorrie Ann não era assim tão fácil de colocar de lado."

Chocante é a palavra perfeita para essa leitura. Eu esperava uma coisa bem leve, um livro sobre amizade feminina e suas peripécias, e encontrei uma obra pesada sobre a dura realidade da vida, as dores de perdas abruptas e o emocional de mulheres marcadas por todo tipo de acontecimento. Esse livro fala, com uma intensidade assombrosa e perfeita, sobre o que é ser mulher, o que esperar de um futuro sem promessas de grandeza, o que é deixar quem você ama para trás e voltar para encontrar tudo e todo mundo tão diferente daquilo com que se tinha acostumado. Através dos olhos de Mia, vemos os anos se passando e trazendo todo tipo de tragédia a essas duas garotas, mas principalmente a Lorrie Ann; o interessante nisso tudo é ver e entender as diferenças entre a Lorrie Ann projetada pela protagonista, aquela santa inquebrável e intocável, perfeita em toda sua gentileza e pureza, e como isso não reflete nem um pouco o que Lorrie Ann era de verdade.

"Não, nós não éramos alguma anomalia estatística, mas uma perturbadora norma mediana."

Acho que o ponto chave desse livro é a realidade nua e crua. Ele é chocante porque fala abertamente sobre muitos tabus, sobre coisas que estapeiam a cara de quem sonha com a vida perfeita, de quem constrói expectativas. Mia foi essa pessoa; ela era a garota que amava e odiava a melhor amiga por ter tudo nas mais perfeitas medidas, e de repente Mia entende que só porque achava Lorrie Ann perfeita, não quer dizer que ela era. Não quer dizer que a vida da melhor amiga era um mar de ouro. A vida é tudo acontecendo o tempo todo e, em se tratando de Lorrie Ann, é tudo de doloroso e assustador. Eu nunca li uma personagem tão ferrada quanto essa menina.

Outro ponto chave do livro são as críticas. Elas são sutis, mas bem fundadas na estrutura narrativa. A principal e a que mais me perturbou emocionalmente foi sobre a maternidade, o que significa ser mãe, carregar uma vida e trazer ela ao mundo. Como cada mulher reage a isso. Em relação a Mia e a Lorrie Ann, houveram muitos momentos impactantes e assustadores, mas bastante críveis para o que elas viviam em cada situação. Isso levantou críticas à visão da sociedade, como as pessoas enxergam uma mãe e como ela é realmente, até que ponto existe força e até que ponto essa força é parte do teatro para aguentar tudo o que existe ao redor da criação. Críticas bem feitas sobre violência obstétrica, drogas e luto também se entrelaçaram à trama principal, e acho que foi um dos poucos livros que conseguiu me deixar pensativa e chocada por falar desses temas com tanta naturalidade. Não deixou a narrativa forçada, mas pesou no emocional.

"Mas eu também imaginava o que acontece com as músicas que cantamos, mesmo depois de termos terminado de cantar."

Em relação às personagens, Mia é uma egoísta desgraçada com quem a gente consegue se importar, e acho que isso é um ponto muito positivo do livro. Ela é real; uma garota e então uma mulher indecisa e egoísta e ao mesmo tempo corajosa e dedicada. A relação dela e da Lorrie Ann é muito instável, perturbada e importante para o crescimento das duas, das coisas que acontecem individualmente e que refletem no seu jeito de viver e de pensar e de entender a outra. Eu gostei bastante de ter o ponto de vista da Mia, mas o ponto que me pegou e me fez achar a narrativa um pouco estranha foi a onipresença dela em trechos do livro - isso sustenta o mistério sobre a Lorrie Ann, mas pareceu forçado. Nada que atrapalhe a leitura, no entanto.

A edição do livro está ótima, sem erros de revisão e com uma diagramação simples e agradável. E eu adoro essa capa!

As Garotas de Corona del Mar é altamente recomendado, mas pegue esse livro com a certeza de que não vai ser uma leitura fácil. Vai ser pesada, mas as críticas dentro dela vão fazer cada página valer muito a pena.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/08/resenha-as-garotas-de-corona-del-mar.html
comentários(0)comente



Tamara 03/04/2016

Poderia ser melhor
Eu tinha muitas expectativas a respeito desse livro quando li sua sinopse e assim que comecei os primeiros capítulos achei que elas iriam ser todas supridas. Mas a medida que o livro vai avançando não consegui me identificar com ele e nem encontrar algum ponto que fizesse a trama se tornar boa. Mia começa narrando o que aconteceu na sua vida e na de Lorrie Ann desde a adolescência, e segue nesse ritmo até o fim do livro, narrando a vida adulta, as perdas de Lorrie, eu o classificaria quase como um livro de memórias, mas de forma muito técnica, eu não conseguia sentir emoção quando Mia narrava as mortes e a situação difícil de Lorrie. Outro ponto que também me deixou bastante irritada é que toda a amizade parecia forçada. Era óbvio que a amizade já não fazia mais tanto sentido e Mia ainda insistia em Lorrie. Por outro lado, mesmo essa persistência da Mia me irritando ela foi o ponto alto do livro no sentido de que me causou uma diversidade de reflexões a respeito dos laços que criamos e dos quais não conseguimos sair fácil por apego, por fidelidade a algo que já acabou.
As personagens tiveram seus pontos altos e baixos, e apesar de Mia ser irritante as vezes eu gostei muito dos momentos em que ela focava em sua própria vida e não na da amiga, ela tinha uma vida boa e isso apareceu muito no livro. Já Lorrie é uma personagem bem conturbada e por várias vezes a achei muito egoísta, mesmo que no começo do livro Mia como uma narradora fiel nos leve a admirar Lorrie, mas a medida que Mia vai se decepcionando nós leitores também vamos.
O ebook está muito bem corrigido e os capítulos são médios, narrados em primeira pessoa por Mia durante todo o tempo e cobrem um tempo longo, desde a vida adolescente das personagens até a vida adulta.
Recomendo o livro para quem gosta de histórias a respeito de amizades e suas memórias, e também como uma ótima história para aproveitarmos para refletir sobre nós mesmos. Após o término da obra, mesmo ela não me cativando tanto, fiquei pensando a respeito da história das personagens e a respeito da minha própria vida, e por isso valeu a pena a leitura.
comentários(0)comente



Michelle Trevisani 12/02/2018

Um drama intenso sobre amizade
Olá pessoas! Tudo bem com vocês? Hoje a resenha que trago é de um livro lançado o ano passado pela editora Novo Conceito – As garotas de Corona Del Mar, de Rufi Thorpe. A sinopse promete uma história comovente entre duas amigas, que durante a trajetória de suas vidas vê seus destinos se modificando inesperadamente com o passar dos anos.
Vamos acompanhar a história sob o ponto de vista de Mia, que narra sua adolescência na cidade de Corona Del Mar onde tem uma melhor amiga muito improvável, a Lorrie Ann. Improvável porque as duas são como açúcar e sal de tão diferentes. Mia é mais o estilo bad girl, enquanto Lorrie Ann é a encarnação divina de anjos. Bem, isso sob o ponto de vista de Mia. Para ela não há pessoa mais perfeita que Lorrie Ann na face da terra e sua família estabilizada.
Já a vida de Mia é uma eterna montanha russa de sentimentos e matizes. Sua mãe é alcoólatra, tem um padrasto que pouco gosta, e acaba tendo que tomar conta de seus irmãos muitas vezes, quando sua mãe parece não dar conta. Do outro lado, sua vizinha Lorrie Ann parece em controvérsia, parece viver uma vida quase próxima de um conto de fadas. Tudo está sempre em seu devido lugar. Ela é sempre a sensata. Lorrie Ann é sempre a que está disponível para fazer o que há de correto a fazer.
Quando Mia fica grávida aos quinze anos e resolve abortar seu bebê, a única pessoa na qual confiou esse segredo foi Lorrie Ann, que não a julgou, não fez perguntas, apenas a apoiou e foi com ela para fazer o que tinha que ser feito. Mia, depois desse ato, aceitaria tudo de ruim que a vida poderia lhe dar, pois ela sentia dentro dela que merecia. Mas a vida gosta de pregar surpresas e o destino ruim que Mia acreditava que deveria ser dela, aparentemente escolheu a doce Lorrie Ann para atormentar.
Uma sucessão de acontecimentos ruim colocam Lorrie Ann em situações das mais dolorosas: a morte prematura de sua pai em um acidente de carro, uma gravidez complicada que lhe gerou um filho bastante debilitado, a morte de seu esposo na guerra. A cada acontecimento Lorrie Ann deixava de ter um pouco de seu brilho, para se deixar sugar por um mundo sem voltas: drogas, depressão, abandono. Mia vai tentar de tudo para estar ao lado de sua melhor amiga nesses momentos não tão bons que a vida lhe reservou, mas a medida que a história avança vemos a dificuldade que é tentar ajudar uma pessoa que se tornou estranha para nós.

Leia o restante da resenha no meu blog >> LIVRO DOCE LIVRO.

site: https://meulivrodocelivro.blogspot.com.br/2018/02/resenha-as-garotas-de-corona-del-mar-de.html
comentários(0)comente



Rafaella 11/11/2017

"Para ser honesta, me senti insultada porque a tristeza dela parecia de alguma forma me excluir. Eu nos imaginei chorando juntas, imaginei que a confortava. Sempre compartilhamos até mesmo as menores e mais ridículas tragédias. Mas em vez disso ela estava por trás de camadas e mais camadas de vidro. Isso me deixava furiosa. Eu estava com dezessete anos; tinha uma pedra negra como coração; o que mais posso dizer? Mas a Lorrie Ann havia sofrido uma perda profunda." Página 23



As Garotas de Corona del Mar é um dos lançamentos de 2017 da Editora Novo Conceito e a obra conta grande carga dramática com o passar dos capítulos. Somos apresentados para Mia e Lorrie Ann, duas amigas com personalidades e vidas distintas que - em certo ponto da narração - acabam se afastando por causa de suas vidas.

Mia sempre invejou a vida de Lorrie Ann, acreditava que a família da amiga havia saído de um comercial de televisão e que a melhor amiga era dona de uma sorte sem precedentes. Isso começa a mudar quando Lor sofre uma perda e sua vida começa a ruir. Uma gravidez não planejada, a perda de uma pessoa importante, doenças na família e vício em drogas são apenas alguns dos assuntos abordados durante a leitura, conferindo intensidade a cada capítulo em que imergimos na vida destas amigas.

Anos depois de ter perdido o contato com a amiga, Mia têm uma vida com Franklin e tudo ia relativamente bem, até receber uma visita de Lorrie Ann e agora a enxurrada de informações sobre o passado das duas ameaça ruir a vida que Mia procurou construir ao se afastar de Corona del Mar e tudo o que este lugarzinho representava para elas. Este é um livro bastante pesado e a cada capítulo o leitor é levado a se questionar o quanto a vida das garotas mudou com o passar dos anos e todos os acontecimentos a que foram submetidas.



"Então, minha vida tornou-se minha novamente. A narrativa envolvia apenas eu, Franklin e as maravilhas da antiga Suméria, e eu não tinha de me preocupar com minha gêmea oposta, que tinha má sorte ou estava sendo punida por pecados que eu não compreendia. Deixada sozinha, eu era mais feliz, de forma rica, profunda e silenciosa." Página 89


Comecei a leitura de As Garotas de Corona del Mar sem esperar muito já que livros com carga bastante dramática acabam surpreendendo ou me decepcionando pela forma com que o autor conduz a história e, não me entendam mal - o livro é bom, mas não é tudo o que achei que fosse. A vida de Lorrie Ann e Mia é afetada por vários acontecimentos no decorrer da amizade e ao mesmo tempo que uma busca de afastar a outra quer proximidade e vice-versa, porém a autora tratou de muitos temas complexos e essa intensidade acabou sendo demais a meu ver. Alguns personagens importantes para o desenvolvimento da trama foram deixados de lado pelas protagonistas e isso acabou me frustrando, já que gostaria saber qual fora o fim que eles tiveram. O desfecho das protagonistas é interessante e depois de tamanho sofrimento não era de se esperar que não sofressem com as consequências de suas decisões.

Com relação à edição, a capa representa bem a infância das protagonistas em Corona del Mar, até então uma vida sem muitas preocupações. A diagramação e a revisão estão boas, mantendo o padrão da editora em suas publicações. A leitura mostra o passado e futuro se intercalando e a cada capítulo somos jogados em uma espiral de sentimentos que a leitura nos proporciona, confesso que demorei bastante para fazer a resenha já que não sabia como me expressar, espero que tenha conseguido. Para quem gosta de livros intensos, com grande carga dramática e emocional, esta é uma dica de leitura que, sem dúvidas, irão aproveitar mais do que eu.



"Ela ergueu o rosto e seus olhos estavam tão vazios e azuis que eu quase derrubei a xícara. Senti vergonha imediatamente. Eu era como uma criança brincando com uma boneca, tentando colocar a Lorrie Ann sentada à mesinha de chá que era a vida arruinada dela, só para poder evitar a dor de ter de admitir que era uma vida arruinada, e que a Lorrie Ann não era nada além de uma boneca estragada, um cadáver na parede." Página 148

site: http://laviestallieurs.blogspot.com.br/2017/11/resenha-as-garotas-de-corona-del-mar.html
comentários(0)comente



Paula Juliana 09/01/2018

''De certa forma, Lorrie Ann fez de mim tudo que sou, pois minha personalidade tomou forma como uma reação igual e oposta ao que ela era, assim como, tenho certeza, a personalidade dela se formou como resultado da minha. As pessoas fazem esse tipo de coisa. Elas dividem qualidades, como se a realidade, para poder ser manipulada, precisasse ser classificada, rotulada, presa com alfinetes.''

Uma história sobre liberdade. Acredito que não teria outra forma de começar essa resenha, quando comecei a leitura de As Garotas de Corona Del Mar esperava muitas coisas, um livro sobre amizade, duas garotas e uma cidade pequena, logo imaginei que encontraria algo leve com alguma mensagem inspiradora de como ter amigos pode mudar a vida da gente. Bem... encontrei uma narrativa que é muito difícil de explicar. Mia e Lorrie Ann nos mostram uma história muito real, muito crua e por muitas vezes até cruel.

A vida é difícil. As expectativas que construímos são complexas, o modo como nos cobramos como seres humanos que somos é também extremamente complicado. Rufi Thorpe a autora desta bela e forte obra nos conduz para essa história por intermédio de Mia e Lorrie Ann, duas amigas de infância que não poderiam ser mais diferentes, e não imaginam os caminhos distintos que a vida as iria levar.

Duas garotas.
Mia a menina malvada. A debochada a cínica, aquela que vinha de uma família desestruturada com uma mãe bêbada e dois irmãos pequenos para cuidar. A garota que fez um aborto aos 15 anos e que não esperava nada da vida além de uma grande terrível má sorte.
Na outra metade deste pacote temos Lorrie Ann a boa menina, anjo, linda, carinhosa, com a família perfeita, pai, mãe e irmão, unidos e amorosos. O que não se esperava era que Lorrie Ann tivesse o pior destino, que fosse com ela que aconteceria as piores coisas, as piores tragédias.

''Eu só conseguia ter rápidos vislumbres do labirinto que era a mente dela, e por isso fui forçada a reunir as peças do mundo interno dela por meio de inferência e observação.''

A história começa mostrando a vida dessas garotas a forma que interagiam nesta amizade. A obra é narrada por Mia, porém, é constante na história aparecer por vezes muito mais que ela a história de Lorrie Ann, no início como leitora me perguntei até onde iria essa Mia por Lorrie Ann, como poderia o livro apesar da narração de Mia ser muito mais sobre Lorrie Ann, até que em determinado ponto da leitura entendi o que a autora queria dizer.

A narrativa não é leve, não é bonitinha, é pesada, é cruel, é um senhor drama, nem sei expressar ao certo o que senti ao terminar a obra, uma mistura de tristeza com uma paz inspiradora. Não é uma leitura fácil, apesar da escrita em si ser fluída e bonita, ele fala sobre assuntos tabus (virgindade, aborto, violência, drogas, deficiência, maternidade) que nos fazem pensar, alguns até de forma bem subjetiva no meio dos pensamentos de Mia e dos fatos que acontecem na vida das duas amigas.

Um fato sobre a amizade, ela pode durar uma vida inteira, é inexplicável os laços que podem juntar duas pessoas. Um fato sobre a história... nada é como parece, muitas vezes somos conduzidas até por nós mesmos por caminhos e modos de agir que não deveriam ser nossos, A prisão muitas vezes é interna. Os tabus são internos, levamos uma vida para nos conhecermos, será que conhecemos os outros verdadeiramente?! As Garotas de Corona Del Mar me marcou, me questionou, mexeu comigo como leitora e como ser humano.
Drama, amor, amizade, dor! Duas vidas em uma obra! Recomendadíssimo!

''- Mas você consegue ver que, quando se perdeu tudo de belo na vida, isso pode ser verdade?

Paula Juliana
comentários(0)comente



Paula Juliana 09/01/2018

''De certa forma, Lorrie Ann fez de mim tudo que sou, pois minha personalidade tomou forma como uma reação igual e oposta ao que ela era, assim como, tenho certeza, a personalidade dela se formou como resultado da minha. As pessoas fazem esse tipo de coisa. Elas dividem qualidades, como se a realidade, para poder ser manipulada, precisasse ser classificada, rotulada, presa com alfinetes.''

Uma história sobre liberdade. Acredito que não teria outra forma de começar essa resenha, quando comecei a leitura de As Garotas de Corona Del Mar esperava muitas coisas, um livro sobre amizade, duas garotas e uma cidade pequena, logo imaginei que encontraria algo leve com alguma mensagem inspiradora de como ter amigos pode mudar a vida da gente. Bem... encontrei uma narrativa que é muito difícil de explicar. Mia e Lorrie Ann nos mostram uma história muito real, muito crua e por muitas vezes até cruel.

A vida é difícil. As expectativas que construímos são complexas, o modo como nos cobramos como seres humanos que somos é também extremamente complicado. Rufi Thorpe a autora desta bela e forte obra nos conduz para essa história por intermédio de Mia e Lorrie Ann, duas amigas de infância que não poderiam ser mais diferentes, e não imaginam os caminhos distintos que a vida as iria levar.

Duas garotas.
Mia a menina malvada. A debochada a cínica, aquela que vinha de uma família desestruturada com uma mãe bêbada e dois irmãos pequenos para cuidar. A garota que fez um aborto aos 15 anos e que não esperava nada da vida além de uma grande terrível má sorte.
Na outra metade deste pacote temos Lorrie Ann a boa menina, anjo, linda, carinhosa, com a família perfeita, pai, mãe e irmão, unidos e amorosos. O que não se esperava era que Lorrie Ann tivesse o pior destino, que fosse com ela que aconteceria as piores coisas, as piores tragédias.

''Eu só conseguia ter rápidos vislumbres do labirinto que era a mente dela, e por isso fui forçada a reunir as peças do mundo interno dela por meio de inferência e observação.''

A história começa mostrando a vida dessas garotas a forma que interagiam nesta amizade. A obra é narrada por Mia, porém, é constante na história aparecer por vezes muito mais que ela a história de Lorrie Ann, no início como leitora me perguntei até onde iria essa Mia por Lorrie Ann, como poderia o livro apesar da narração de Mia ser muito mais sobre Lorrie Ann, até que em determinado ponto da leitura entendi o que a autora queria dizer.

A narrativa não é leve, não é bonitinha, é pesada, é cruel, é um senhor drama, nem sei expressar ao certo o que senti ao terminar a obra, uma mistura de tristeza com uma paz inspiradora. Não é uma leitura fácil, apesar da escrita em si ser fluída e bonita, ele fala sobre assuntos tabus (virgindade, aborto, violência, drogas, deficiência, maternidade) que nos fazem pensar, alguns até de forma bem subjetiva no meio dos pensamentos de Mia e dos fatos que acontecem na vida das duas amigas.

Um fato sobre a amizade, ela pode durar uma vida inteira, é inexplicável os laços que podem juntar duas pessoas. Um fato sobre a história... nada é como parece, muitas vezes somos conduzidas até por nós mesmos por caminhos e modos de agir que não deveriam ser nossos, A prisão muitas vezes é interna. Os tabus são internos, levamos uma vida para nos conhecermos, será que conhecemos os outros verdadeiramente?! As Garotas de Corona Del Mar me marcou, me questionou, mexeu comigo como leitora e como ser humano.
Drama, amor, amizade, dor! Duas vidas em uma obra! Recomendadíssimo!

''- Mas você consegue ver que, quando se perdeu tudo de belo na vida, isso pode ser verdade?

Paula Juliana
comentários(0)comente



Tamy Olivia 05/09/2017

No fim eu queria mais !!
Assumo que o começo do livro para mim foi massante e bem arrastado, não sou do tipo que se da bem com livros que possuem muita descrição (e se você é igual a mim, saiba que o livro possui muitas delas).
Por fim Lorrie Ann e Mia me conquistaram devagar. A vida delas virou um mar de casualidades e certos "mistérios" como qualquer vida normal que chega a prender a atenção mesmo que o estilo não seja de seus favoritos.
Ao acabar a história fiquei querendo algumas outras respostas que sei que não iriam surgir, nem deveriam, mas eu as queria.
Um livro que recomendo sim com uma leitura leve e que sabe te surpreender.
comentários(0)comente



Leninha Sempre Romântica 29/01/2018

Existem histórias que dependendo do jeito que são contadas deixam o leitor querendo saber mais e mais, até fazer com que se deseje um outro livro escrito de um ponto de vista diferente. É isso que histórias contadas em primeira pessoa fazem com o leitor, e na leitura de As Garotas de Corona Del Mar é bem assim que acontece.

Temos aqui uma narrativa simples que fala sobre amizade ou é isso que a sinopse quer que a gente pense, mas acredito que encontramos aqui bem mais do que isso. Mia e Lorrie Ann são amigas desde sempre e compartilham de ideais similares e desejos de um futuro esplendoroso. Mas, não temos as rédeas de nosso destino, e como num jogo, apenas uma atitude impensada ou mesmo um ato inocente pode mudar tudo e ruir com sonhos tão bem arquitetados.

Mia sempre teve uma certa inveja de Lorrie Ann que tinha uma família amorosa e bastante unida, era linda, cantava com uma voz de anjo e possuía o coração mais bondoso que Mia já conheceu. Enquanto ela se definia como a garota sem sorte e má, aquela que tem uma mãe bêbada e uma personalidade bem controversa. As duas não podiam ser mais diferentes, porém juntas elas eram amigas pra vida toda.

Mas será que essa visão que Mia tinha da vida perfeita de Lorrrie Ann era a realidade?!

Durante toda a leitura tive pena de Lorrie Ann, que garota sofrida. Cheguei a acreditar que a inveja das pessoas podia ter atraído para ela toda leva de má sorte que uma pessoa pode carregar na vida. Mas lendo esse livro consegui sentir — apesar de toda ela ser contada pelo ponto de vista de Mia —, o quanto nossa realidade pode ser diferente da que deixamos passar para os outros. Às vezes olhamos uma pessoa e achamos que ela é a mais feliz do mundo quando na verdade ela está a ponto de cometer suicídio. Deu para entender o que eu quis dizer?! Basicamente é: As aparências enganam!

A história é isso, duas amigas que vão ao longo dos anos vivendo suas vidas distantes e achando que são as melhores amigas do mundo, mas nem sempre é bem isso, ou foi bem assim. Acredito que só lendo para entender a profundidade que essa leitura acarreta.

As Garotas de Corona Del Mar é uma história para ser apreciada em pequenas doses, ela as vezes pode ser doce, assim como pode amargar feito féu.

Eu gostei muito da história em si, e acredito que muitos irão apreciar. Porém entre com a mente aberta para sentir todas as emoções contidas na trama pela visão de apenas uma das protagonistas. Será que isso é possível?!
Recomendo a leitura!


site: http://www.sempreromantica.com.br/2018/01/as-garotas-de-corona-del-mar-rufi-thorpe.html
comentários(0)comente



Além das Páginas 18/04/2018

A premissa do livro “As garotas de Corona del Mar” é bem simples: duas amigas de infância com personalidades terão sua amizade em risco quando uma tragédia acontece. A trama é narrada em primeira pessoa por uma das protagonistas e os capítulos alternam entre passado e presente para explicar qual foi o acontecimento que mudou tudo.

Mia e Lorrie Ann são amigas de infância que cresceram em Corona del Mar. Mia é a jovem rebelde, com uma dinâmica familiar desestruturada e é vista por todos locais como sinal de problemas à vista. Lorrie Ann por sua vez é extremamente o oposto: é a vizinha da porta ao lado, filha de pais amorosos e aluna exemplar.

"Para mim, minha amiga Lorrie Ann era a boa, e eu, a má. Ela era linda (de uma forma chocante, como uma pintura do Vermeer), mas eu era sexy (aos treze anos, um excesso de brilho labial era tudo de que eu precisava). Nós duas éramos inteligentes, mas Lorrie Ann era contemplativa onde eu era astuta, era sincera e eu sagaz. Onde ela era sentimental, eu ficava sarcástica. Normalmente, amizades entre meninas são guardadas em caixas com cartões-postais e canhotos de entradas, mas o que quer que houvesse entre eu e a Lorrie Ann não era assim tão fácil de colocar de lado.”

Durante a narrativa, percebemos que existem alguns problemas velados nesse relacionamento: inveja, cobiça e discórdia, mas que nunca são trabalhados ou falados em voz alta. Porém, nada é tão impactante quanto o tal acontecimento. É ele que causa uma ruptura nessa dupla inseparável e chega em uma encruzilhada. O livro vai se aprofundando nesse drama que é o relacionamento entre Mia e Lorrie Ann.

"Não, nós não éramos alguma anomalia estatística, mas uma perturbadora norma mediana."

Apesar de ter uma boa história, a verdade é que não é espetacular. Fica faltando "algo" que tire o enredo da previsibilidade. As protagonistas são um pouco clichê, dois opostos que teoricamente não tem nada em comum e se tornam inseparáveis contra todas as probabilidades.

“De certa forma, Lorrie Ann fez de mim tudo o que sou, pois minha personalidade tomou forma como uma reação igual e oposta ao que ela era, assim como, tenho certeza, a personalidade dela se formou como resultado da minha. As pessoas fazem esse tipo de coisa. Elas dividem qualidades como se a realidade, para poder ser manipulada, precisasse ser classifica, rotulada, presa com alfinetes. Até hoje, minha mãe se considera a mais esperta e a irmã dela a mais bonita, apesar de a irmã dela ter conseguido um Ph.D em biologia marinha e a minha mãe ter se tornado maquiadora."

A ambientação é interessante. Corona del Mar é um lugar com suas próprias peculiaridades e habitantes curiosos e passa a impressão de que continua sempre a mesma não importa a quanto tempo se passe.

"Normalmente, amizades entre meninas são guardadas em caixas com cartões-postais e canhotos de entradas, mas o que quer que houvesse entre eu e a Lorrie Ann não era assim tão fácil de colocar de lado."
comentários(0)comente



Fabi | @psamoleitura 24/10/2017

{resenha feita no blog PS Amo Leitura}
“As garotas de Corona del Mar” vai relatar a estória de Lorrie Ann e Mia: elas se conhecem desde crianças e viveram por muito tempo em Corona del Mar. Por mais que elas possuam personalidades completamente diferentes, ainda assim são grandes amigas e inseparáveis.

Mia é aquela garota “bad girl”, vivendo com todos os problemas de família; já Lorrie Ann é amável e tem uma típica família perfeita, uma família dos sonhos. Esse é um dos motivos que Mia sempre invejou a personalidade e a vida de Lor. Sempre desejou que sua vida fosse igual a dela.

Após trágicos acontecimentos, a vida de Mia e Lor seguem caminhos opostos. Durante longos anos a vida das duas acabam se cruzando em determinado momento onde a amizade delas se torna forte até o momento que a vida segue novamente um novo rumo. E qual será o destino dessa amizade?

Nos capítulos somos apresentados ao presente e ao passado das garotas: em um momento você está vivenciando o passado, a alegria e as confusões daquelas adolescentes; em outro você está no presente e as consequências do passado que afetaram o presente e as dificuldades que surgiram ao longo do caminho.

Ok, o livro tinha tudo para ser um dos melhores. A premissa dele é interesse: mostrar que a vida de ninguém é perfeita. Às vezes estamos passando por momentos complicados e achamos que somente a nossa vida é dessa forma. Mas será mesmo? Será que somente a nossa vida está com turbulências ou mais alguém, que aparenta ter a vida perfeita, não está sofrendo pelos mesmos problemas ou problemas maiores?

Isso é perfeitamente relatado no decorrer das páginas, mas a estória vai além disso. Logo no início do enredo fica perceptível a inveja que Mia sente de Lorrie. Por julgar a vida de Lor perfeita – o modo que ela sempre mostrou na sua adolescência – e como Mia vivia rodeada de grandes problemas, ela passa a ter inveja da sua melhor amiga. Porém essa é uma inveja que vai além da adolescência. Até mesmo quando elas se encontram, tempos depois, contam seus problemas, dificuldades, Mia a continua invejando.

Esse fato realmente me incomodou nesse livro. Sem contar que as personagens eram completamente irritantes. Todo o livro é narrado no ponto de vista de Mia, então só conhecemos a versão dela, a versão que “supostamente” Lor contava para sua amiga e ela relatava. Mas será que não houve modificação? Será mesmo que Lor pensava daquele jeito? Esse é um enigma que não vou desvendar.

E as atitudes tomadas pela Lorrie quando mais velha? Muitas vezes me peguei pensando em como alguém é capaz de fazer isso e agir dessa forma! Em muitos momentos você também irá se perguntar isso e até mesmo sentir raiva da personagem. E não somente dela, Mia toma atitudes ruins desde a adolescência, mas as mudanças são maiores para ela do que para sua amiga. Então a pergunta é: ter inveja mudou em algo na sua vida? E elas realmente eram melhores amigas?

Enfim, o livro não é ruim, mas a escrita da Rufi Thorper não me conquistou. Demorou um pouco para me adaptar a essa narrativa de presente/passado e o final do livro realmente foi quando me causou um grande impacto. Eu não esperava algumas atitudes que Mia tomou e esperava completamente que Lorrie agisse daquela forma. Porém, o fim não muda a trajetória complicada que foi essa leitura. E por falar em final... esperava que fosse além de como terminou; esperava mais depois de todos os ocorridos.


Então se realmente gosta de livros que abordem amizades complicadas, amores não resolvidos, dramas familiares, esse livro é indicado para você. Mas antes de iniciar a leitura, tenha em mente que o livro tem um desenrolar bem lento até realmente tudo seja realmente esclarecido.

site: http://psamoleitura.blogspot.com/2017/10/resenha-as-garotas-de-coronal-del-mar.html
comentários(0)comente



Carlos 02/06/2017

As Garotas de Corona Del Mar
Esse Livro é uma caixinha de surpresas. Completamente imprevisível. O final não é diferente, completamente inimaginável. Foi exatamente por isso que ele me ganhou.
Lorrien Ann e Mia cresceram em uma cidade ensolarada da Califórnia dos anos 90.
Uma é o oposto da outra, mas são inseparáveis. E Lorrien é o exemplo que Mia sempre desejou ser.
Entretanto, alguns imprevistos fazem com que sigam caminhos nunca imaginados por ambas.
Ano após ano, Lorrien Ann e Mia vivem as consequências de suas ações e decisões do passado.
A História é narrada por Mia, já no presente. Então vemos o que cada uma se tornou quando adultas.
Um livro forte, sobre amizade, escolhas, segredos e tragédias.
Esse entrou para os meus favoritos, da Novo Conceito, desse ano. ( Até o Momento)
Juh 13/06/2017minha estante
Elas chegaram a ser casal?


Carlos 28/07/2017minha estante
Não!! São apenas amigas mesmo.




aleitora 12/03/2018

Engana-se quem espera apenas mais um livro cliché sobre amizades e curtição a beira do lago
Hoje vim falar de um livro que pensei que me traria apenas uma leitura leve sobre melhores amigas, bebedeira, um romance ou dois e muitas festas no lago, mas que acabou me surpreendendo a cada virar de página por representar, através de Lorie Ann e Mia, um perfil muito fiel e amargo sobre o destino na vida das pessoas.

A história nos apresenta duas amigas desde a adolescência até a vida adulta, a narração foi feita inicialmente pela Mia que via, através de um olhar de adoração, Lorie Ann ter a vida que ela sempre sonhou. As amigas são o oposto uma da outra, enquanto Lorie tem a família perfeita, as notas perfeitas e é a personificação da garota perfeita, Mia nasceu em uma família quebrada, sempre foi uma aluna mediana e não poderia ser mais despreocupada com o que é certo e o que é errado.

Mas conforme os anos passam Lorrie deixa de ser a garota doce e gentil e se transforma em uma mulher amarga e desacreditada na vida enquanto que, longe da amiga, Mia vê sua vida alcançar um equilíbrio que ela jamais imaginou e essa inversão afeta diretamente a amizade das garotas, mas sem nunca as afastar de fato. E o mais interessante é que apesar de descobrirmos que a vida de Lorie era mais bagunçada do que aparentava, foi uma decisão tomada por ela, ainda na adolescência, que empurrou todas as suas expectativas de futuro ladeira abaixo.

Queria muito poder citar metade das coisas que acontecem na vida dessas amigas, mas percebi que cada inesperada descoberta tornou a leitura ainda mais incrível e não quero tirar essa experiência de vocês. Então vou falar do que eu senti. Senti em muitos momentos que Mia se considerava inferior a todos que a cercavam, sua infância cheia de dificuldades a transformou em uma cética que se considera indigna de admiração e de ser comparada a perfeição inalcançável de Lorie Ann que, na verdade, muitas vezes agia como as pessoas esperavam e não como desejava.

Munidas de máscaras, as amigas escondiam os sentimentos até mesmo uma da outra, mas quando uma precisava a outra estava lá. As garotas de Corona del Mar é de uma profundidade que eu sequer imaginava, pois, além de trazer os sentimentos mistos que muitas vezes temos por amigos próximos, ainda aborda de forma um pouco discreta um tema muito delicado: a violência obstétrica e as cicatrizes que podem provocar na vida de uma mulher. Não vou entrar em detalhes sobre com quem, onde e como isso ocorre, mas preciso dizer que, com muita sutileza, a autora conseguiu trazer esse assunto à tona de uma forma que me deixou muito sensibilizada. Além de tudo isso, ainda responde a um questionamento simples: uma vida perfeita pode se tornar horrível e uma vida horrível pode se tornar maravilhosa?

Se eu recomendo essa leitura? Claro que sim. Leiam As garotas de Corona del Mar pois este livro tem muito mais a oferecer do que aparenta e retrata a transição entre a adolescência e a vida adulta de uma forma que jamais vi. Cruel e desesperadora para uns, mas cheia de boas reviravoltas para outros.

Até a próxima!

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2018/02/resenha-as-garotas-de-corona-del-mar.html
comentários(0)comente



Bia Santana | Viciados em Leitura 08/08/2016

Muito bom!
Oi, oi! Este foi o primeiro livro que recebi da editora Novo Conceito depois da parceria. Eles nos deram algumas opções de e-book e a sinopse de As Garotas de Corona del Mar me chamou atenção, por isso eu o escolhi. O início da leitura foi um pouco lenta, confesso. Primeiro por ser e-book e ler somente pelo celular, segundo que eu não conhecia a escrita da Rufi Thorpe, o que me fez demorar um pouco pra pegar o ritmo de como a história é contada neste livro. Vou explicar pra vocês o porquê.

Oi, oi! Este foi o primeiro livro que recebi da editora Novo Conceito depois da parceria. Eles nos deram algumas opções de e-book e a sinopse de As Garotas de Corona del Mar me chamou atenção, por isso eu o escolhi. O início da leitura foi um pouco lenta, confesso. Primeiro por ser e-book e ler somente pelo celular, segundo que eu não conhecia a escrita da Rufi Thorpe, o que me fez demorar um pouco pra pegar o ritmo de como a história é contada neste livro. Vou explicar pra vocês o porquê.

site: http://www.viciadosemleitura.blog.br/2016/04/resenha-162-as-garotas-de-corona-del.html
comentários(0)comente



Alyssa @culpadoslivros 20/10/2017

As garotas de Corona del Mar é um livro muito diferente do que eu imaginava e, mesmo assim, me agradou demais. A autora conseguiu escrever uma história profunda, que traz uma grande carga emocional em todos os capítulos e ainda mescla momentos de amizade, amor e drama.

Lorrie Ann pode ser considerada a garota perfeita: é linda, doce, meiga, uma boa pessoa e ainda tem uma família unida e feliz. Mia enfrenta problemas de família com o pai ausente e o alcoolismo da mãe, além de não possuir a beleza e muito menos a doçura da melhor amiga. As duas jovens cresceram juntas, são muito amigas, mas Mia sempre invejou a vida de Lorrie Ann.

No entanto, de repente uma maré de azar se aproximou de Lorrie Ann, tudo começou a se modificar, decisões inesperadas foram tomadas e a vida deixou de ser perfeita. Ela ficou em Corona del Mar, enquanto Mia partiu para cursar Yale. Assim, as amigas seguiram em caminhos completamente diferentes e nunca imaginados por ambas.

O que eu achei muito legal neste livro, é que a história é centrada principalmente na vida complicada de Lorrie Ann, mas todos os acontecimentos são narrados por Mia – mesmo estando a milhares de quilômetros de distância em diversas ocasiões.

De uma maneira ou de outra, Lorrie Ann sempre conseguia seguir em frente, mesmo com tantas tragédias e coisas desagradáveis que aconteciam com ela, de uma maneira que Mia considerava inexplicável.

Não quero comentar os acontecimentos que ocorrem na vida das personagens, para não adiantar nada da história. Acho interessante que o leitor se surpreenda com cada coisa ruim que acontece com Lorrie Ann, que reforça mesmo a teoria de que o azar a pegou de jeito; enquanto Mia deixa de ser uma “bad girl” e passa a se tornar uma pessoa dedicada.

A escrita de Rufi Thorpe é excelente e flui muito bom. Suas personagens são bastante complexas e profundas, mas ao mesmo tempo, também são pessoas extremamente reais, que erram e acertam em suas decisões.

As garotas de Corona del Mar fala sobre amor, lealdade, maternidade e, principalmente, sobre amizade. Nenhuma amizade é perfeita, mas pode ser intensa. Classifiquei com 4 ½ estrelas no Skoob, pois achei o final muito simples para uma livro tão denso.


site: http://www.instagram.com/culpadoslivros/
comentários(0)comente



14 encontrados | exibindo 1 a 14