Quem sou eu para julgar?

Quem sou eu para julgar? Papa Francisco




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José 29/10/2017

Quem sou eu para julgar
Quem sou eu para julgar

Pílulas de sabedoria. Fragmentos de discursos, entrevistas, encíclicas e textos publicados por Sua Santidade.
Um papa que não se prende ao discurso litúrgico e que se preocupa com uma ética prática, que vai além dos ritos e das aparências.
Um líder preocupado com temas contemporâneos: fome, violência, guerras, refugiados, destruição do meio-ambiente natural e, sobretudo, com as condições de vida digna do homem: trabalho, saúde e educação. Naturalmente, Francisco também está atento a temas caros à cristandade: a defesa da família e da vida contra as ameaças de um relativismo individualista, que exalta o efêmero e o hedonismo, o consumo e o descarte e estende isso a crianças e idosos, na figura do aborto e da eutanásia, mas também aos jovens, com a facilitação e enaltecimento das drogas.
O título do livro é uma referência ao seu foco papal: a misericórdia, o perdão e a integração. O julgamento é sempre uma exclusão e uma desintegração. A condição de líder da Igreja não lhe dá a prepotência de se supor melhor que aqueles que ele conduz. É um chamado à humildade.
Um livro para aprofundamento da espiritualidade.
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Nick 13/03/2018

Interessante em ideia.
O modo de escrita é bem simples, dividido em falas diversas do Papa em discursos, audiências, etc. "Quem sou eu para julgar?" escrito por um Papa, na minha opinião, foi algo bastante revolucionário, mesmo que passando da metade do livro, algumas doutrinas católicas sejam claramente expressas.
As opiniões do líder religioso são claramente colocadas, mostrando que nem tudo pode ser perdoado em sua forma de pensar, mas a ideia principal é mostrar que o que deve ser "julgado" é o pecado e não o pecador.
A ideia de sociedade, educação e cultura deverem ser analisadas antes do "fazedor da ação final" vem antes mesmo dos escritos de Nietzsche, mas o Papa Francisco traz isso com facilidade para aqueles que não estão acostumados a ler certos autores, mas que também têm direito ao acesso dessas informações.
Cristãos, no meu modo de ver, precisam ler esse livro com cuidado para não pensarem que Francisco apenas confirma o modo de pensar da Igreja Católica Tradicional, sabendo encontrar em suas palavras o afeto. Não cristãos, também no meu modo de ver, já terão mais dificuldade de aceitar as "formas corretas" que são descritas conforme a Igreja.
Este livro é para todos, desde que cada um retire dele o que precisa e saiba, como ele mesmo propõe, não julgar também aquele que escreve.
Volto a dizer que este título vindo de um Papa é revolucionário. Algo muito interessante de se ler.
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