Só os Animais Salvam

Só os Animais Salvam Ceridwen Dovey




Resenhas - Só os Animais Salvam


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Fernanda.Carolina 21/06/2018

Profundo e encantador
Eu estou sem chão!!
Não é um livro perfeito, mas é de um encanto e profundidade que te deixa apaixonada, além de te fazer pensar muito sobre a "humanidade".
Escrito pela Ceridwen Dovey e lançado aqui no Brasil pela Darkside com o selo darklove é um livro de contos escritos do ponto de vista dos animais em vários lugares do mundo, em épocas diferentes e vários momentos históricos.
É um daqueles livros pra ler em um final de semana e ficar pensativo o resto da vida. Eu não gostei de 100% dos contos é verdade e a tradução me deixou um pouco em dúvida, mas a grande maioria me deixou marcada e um tanto quando "culpada".
... "Por que as vezes tratam outras pessoas como humanos, às vezes como animais? E por que às vezes tratam criaturas como animais, e outras vezes como humanos?"...
Aconselho você a ler com um lencinho do lado e que se permita imaginar e se colocar no lugar deles, é um turbilhão de sentimentos diferentes. Eu amei o conto da gata e queria muito saber mais, o conto do golfinho me deixou com várias dúvidas e o do papagaio DESTRUIU meu coração, foi um fechamento de ouro.
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Bia Kollenz 11/06/2018

Só os Animais Salvam
Só os Animais Salvam é um lançamento da Darkside, escrito pela Ceridwen Dovey e parte do selo Darklove. O livro é uma coletânea de dez fábulas modernas contadas por animais que conviveram com escritores famosos, viveram os horrores da guerra e sofreram com o egoísmo humano. Tentei ao máximo conter minha euforia com esse livro, não quis criar muita expectativa em cima da obra, mas creio que isso vai ser difícil.

“Mas para quê? Carreguei aquela coisa de beleza todo o caminho em meu dorso, com as cordas cortando até os ossos, para que alguém fizesse tinir as notas no bar da Alice, para bêbados no meio do dia. Era aquilo que partia o coração de Zeriph. Que a música do piano não significasse nada sem o falso profeta da bebida.”

Cada fábula possui seu estilo, seja emulando algum escritor, como é o caso do Mexilhão que evoca Jack Kerouac em seu excelente On The Road, seja pelo momento. Temos animais narrando sua história da África, da Polônia, da França e até do espaço. Cada um tem a sua voz na hora de contar sobre a vida e a sua visão do mundo.

Confira: “Empatia e Imaginação: O que os animais podem nos ensinar”

Não sei para vocês, mas para mim é muito difícil falar de um livro quando eu gosto muito da história, provavelmente a dificuldade vem do fato de eu ficar tão animada que passo o tempo todo pulando e abraçando o livro ao invés de expressar o meu amor de uma maneira mais clara. Quem gosta de literatura, quem ama ler, não tem como não gostar desse livro. A felicidade que temos quando entendemos quem a autora está tentando emular, quando compreendemos as referências ou deparamos com algum escritor favorito figurando de coadjuvante é indescritível. Claro que se você não entender de onde vem a referência pode consultar no final as fontes utilizadas pela a autora.

“Virgínia acompanhava nos jornais a perversão que era o comércio de tartarugas: milhões de nós importadas a cada ano do norte da África, chegando com patas e cascos fraturados por terem sido encaixotadas umas em cima das outras; mil tartarugas gregas descobertas mortas na praia de Barking. Dificilmente alguma sobrevivente da jornada conseguiu resistir ao primeiro inverno inglês.”

Outro ponto muito positivo é como a autora usa os animais para criticar a nossa hipocrisia e mesquinhez humana. Isso fica mais forte nos cenários de guerra. Era comum durante a primeira guerra animais habitarem as trincheiras, eles caçavam os ratos e serviam de companhia aos soldados. Os animais sofriam ainda mais fora dos campos de batalha. Cidades sitiadas pereciam com a falta de alimento e a população chegava ao ponto de caçar ratos, gatos e pombos em busca de comida.

Os ricos eram um caso a parte, graças ao seu poder aquisitivo e influências chegavam ao ponto de comer carnes dos animais ‘exóticos’ do zoológico quando todos os pombos já tinham se extinguido. O preço era caro, mas isso não era um problema. Humanos não hesitaram em abandonar seus animais de estimação na hora de escapar, muito menos se preocuparam com a destruição as florestas e com as famílias dos animais. Há uma fábula em que essa questão se inverte, temos humanos incrivelmente preocupados com a situação dos bichos, o que seria excelente se as pessoas em questão não fossem nazistas e tivessem convertido a energia em exterminar membros da própria espécie.

“Encarcere-se outra vez, negue-se qualquer coisa que deseje, até que o prazer venha da negação mesma, não da consumação do desejo. Apenas assim será verdadeiramente livre, e próxima do humano.”

No meio de tantas fábulas fica difícil encontrar a minha favorita. Talvez as que mais fizeram meus olhinhos brilharem foram as vozes da Gata, do Chimpanzé e da Tartaruga. Eu chorei como se não houvesse amanhã lendo esse livro. Me via profundamente tocada pelo amor inocente e pelo coração dessas criaturas ao ponto de precisar parar a leitura e refletir sobre o que tinha acontecido. Todos nós somos culpados de alguma forma. Fazemos parte deste planeta, contribuímos com a poluição, com o desmatamento e com tantas outras coisas egoístas. A fauna e a flora perecem a cada dia, deixamos que governos e empresas se afastem da sua responsabilidade em troca de lucro.

Recentemente tivemos todo o problema com o Acordo de Paris e a recusa de alguns governos em cumprir as metas estabelecidas, a justificativa é o progresso, mas até que ponto podemos permitir isso? O aquecimento global não afeta só os animais, nós sofremos com as conseqüências e como seres pensantes nos dedicamos a outras tarefas ao invés de proteger nosso planeta. Todo mundo já deve ter visto imagens das calotas polares derretendo e os ursos polares sofrendo com a escassez de alimento. Por que isso não causa empatia nos que estão no poder?

“Amor tem cheiro de morte, era nisso que eu pensava estando enterrada nas ruínas.”

É claro que o livro caminha muito longe da militância, tudo isso são pensamentos que desenvolvi percorrendo as páginas. Você não vai se sentir atacado em nenhum momento, os animais são melhores do que nós até nisso. Talvez suas conclusões ao final da leitura sejam diferentes, quem sabe? A narrativa da Ceridwen é gostosa e ela é muito talentosa, espero que a Darkside traga outros livros da autora porque eu quero ler muito mais. Se você ainda não se sentiu motivado a embarcar nessa leitura eu não sei mais o que fazer, só posso te pedir que leia o livro. Deixo aqui também um protesto para meu labrador, Luke, por não querer posar em nenhuma foto e por tentar comer o livro.

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-so-animais-salvam-ceridwen-dovey
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yasmimpbl 05/06/2018

Serve pra refletir
De início é bem estranho, por causa dos contos curtos e personagens um pouco superficiais... Depois vai ficando interessante, aprofundando mais, e você chega a imaginar realmente que os animais podem pensar dessa maneira. Fica ainda mais fácil se você gostar de animais, porque em algumas partes vai ter compaixão pelos personagens.
P.S. Na minha opinião, faltou o conto do cavalo, já que é o animal que vem sendo usado em guerras desde de sempre... mas enfim, eu recomendo pra quem ta atrás de uma leitura rápida de vez em quando, já que você pode ler um conto ou o livro todo.
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Erikson Ribeiro 21/05/2018

Bela Capa Apenas
Quando li os três primeiros contos pensei: Que porcaria de livro é esse, em que os contos não tem sentido algum. Entretanto, existe alguns contos que possuem um sentido legal, onde julga os atos humanos quanto aos animais durante guerras, e outras ocasiões.
Porém, entretanto, todavia o livro é possui um bela capa/edição, parabéns Darkside por esse feito, mas infelizmente os contos não ajudam.
Quando li os três primeiros contos pensei: Que porcaria de livro é esse, em que os contos não tem sentido algum. Entretanto, existe alguns contos que possuem um sentido legal, onde julga os atos humanos quanto aos animais durante guerras, e outras ocasiões.
Porém, entretanto, todavia o livro é possui um bela capa/edição, parabéns Darkside por esse feito, mas infelizmente os contos não ajudam.
Os contos que gostei:
- Elefante
- Urso
- Golfinho
- Papagaio
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Rosita Lima - @biblioteca.da.ro 07/05/2018

Sensível e Inteligente
"A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana" - CharlesDarwin
--
Só os animais salvam é um livro que reúne 10 contos. Cada conto é narrado por um animal, onde o mesmo conta sua história de vida e morte e como a guerra dos humanos os atingiu.

Assim como todo livro de contos nem todos conseguem agradar, mas ainda assim autora consegue tocar sua alma e te fazer refletir sobre o assunto de uma forma sensível e inteligente.

Normalmente eu não gosto de histórias narradas por animais porque sempre parecem muito infantis. Porém, aqui por mais que a primeira vista o livro te transmita ser algo mais doce, isso logo é esquecido. Algo que foi muito positivo para mim, já que a forma que as situações acontecem realmente me fizeram refletir sobre o que acontece com os animais durante uma guerra. E até mesmo me fazer sentir medo de perder o meu gato.

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Camille.Pezzino 02/05/2018

QUEM SÃO OS ANIMAIS RACIONAIS?
Em certos cenários, durante a nossa vida, podemos, sim, questionar nossa racionalidade. Dizemo-nos muito sábios, espertos e inteligentes, porém, em alguns instantes, todo esse discurso pode cair por terra, por mar ou pelo ar. Isso porque dedicamos a nós mesmos - humanos - certa parcela de superioridade que, na minha concepção, não é muito convincente.

Em Só Animais Salvam, da autora Ceridwen Dovey, essa percepção é bem nítida e verossímil. Se nós criamos guerras, uns contra os outros, por que envolver outros seres que nada têm a ver nesse percurso doloroso e sofrido? Por que criamos conflitos armados quando temos diversas outras soluções possíveis que demandariam menos sacrifícios?

São questões que permanecem conosco desde que nos reconhecemos como animais racionais, inclusive, parece-me que são perguntas propositalmente não sanadas.

Durante a minha formação acadêmica, fiz uma matéria - por prazer próprio, confesso - que divagava a respeito da guerra, de seus armamentos e de suas estratégias, durante certo período histórico. Quanto mais eu estudava e me aprofundava em diversos autores de lugares e tempos distintos, mais eu me sentia encantada pelos estratagemas, pelo empenho e por toda a estrutura propiciada, sem deixar de levar em conta o sofrimento.

Entre tudo que eu aprendi, o mais interessante foi saber que a guerra só foi vista como monstruosa após muitos períodos de conflito. No tempo dos gregos e romanos, por exemplo, as guerras eram vistas - literalmente - como parte do cotidiano e não como um malefício ou um problema. Como em muitas outras culturas que não ocidentais, o fato de se sacrificar por seu povo ainda é algo positivo, mesmo que isso te leve a morte - e os conceitos de morte, sacrifício e dor variam muito.

Entretanto, não é porque a maioria não via como problema, que grandes pensadores ignoraram os malefícios que ela causava. Pode-se ver entre os gregos, do período clássico, como Eurípides, o quanto a guerra era danosa, tanto para os aliados quanto para os inimigos, principalmente, para as mães que choravam a perda de seus filhos.

Durante o passar dos anos, outros autores - alguns citados nesse livro como referências, embora alguns tenham uma presença concreta - também se rebelaram e se impuseram diante da guerra.

Mesmo que berrassem, escrevessem ou se lamuriassem, até os dias de hoje, continuamos chorando perdas inenarráveis, ainda que tentemos narrar. Só Animais Salvam é um exemplo disso: narrar algo que, dificilmente, se é capaz.

Eu confesso que gostei bastante da abordagem utilizada pela autora e da ideia que teve ao narrar nas múltiplas perspectivas de animais já mortos, durante a cronologia das guerras humanas, ou seja, cada conto se passa - na linha temporal - um após o outro. Esses animais, considerados por nós irracionais, mostram-se - tanto na vida cotidiana quanto no decorrer das páginas - muito mais sensatos do que a humanidade. Além de outros adjetivos que classificaríamos como puros, porque são sagazes e leais, íntegros e honestos, entre outros epítetos que demonstram a sua nobreza.

PARA CONTINUAR A LEITURA: https://www.caneta-tinteiro.com/l/resenha-36-quem-sao-os-animais-racionais/

site: https://www.caneta-tinteiro.com/l/resenha-36-quem-sao-os-animais-racionais/
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Gabe | @gabereader 13/04/2018

“Eles – os humanos, quero dizer – parecem acreditar que o que os separa dos outros animais é sua habilidade de amar, sofrer, sentir culpa, pensar abstratamente etc. Estão enganados. O que os separa é seu talento para o masoquismo. É aí que reside seu poder. Ter prazer na dor, tirar forças da privação, isso é ser humano.”

Neste livro de fábulas escrito pela Ceridewn Dovey somos apresentados a 10 histórias narradas por almas de animais mortos em cenários de guerra relatando como aconteceram suas mortes. Aqui teremos história contadas por gatos, cachorros, tartarugas, camelos, golfinhos e etc, cada qual nos dando detalhes das condições em que viviam, como sobreviviam, como eram seus donos, suas vidas, o que passavam diariamente. São relatos tanto de animais livres como de animais em cativeiro.

A autora tem uma escrita riquíssima, o livro apresenta uma peculiaridade, esses animais estão envolvidos direta ou indiretamente com grandes personalidades da década passada, como por exemplo no conto Alma de Golfinho, um dos golfinhos escreve uma carta para a Sylvia Plath (sensacional), são citados autores como Tolstói, Virginia Wolf, George Orwell, entre outros.

Não é uma leitura fácil ao meu ver, tanto pelo tipo de narrativa como pelo teor dos contos, apesar de usar animais nada relatado aqui é fofo, é bonitinho ou reconfortante. Foi feito pra causar desconforto, pra nos fazer enxergar nossas atitudes como ser humano e o quão inconsequente somos. No começo tive dificuldades pra me adaptar mas depois fluiu um pouco melhor. A leitura não me cativou tanto quanto gostaria, por isso não dei uma nota maior, mas reconheço seu valor e o classifico como uma boa leitura, no geral o livro tem excelentes ensinamentos.

“E se a uma pessoa não é permitido, em momentos de solidão, desenvolver os muitos recursos de sua própria mente (intelectual, criativo, emocional, espiritual) para que possa se reerguer por si, oferecer boa companhia a si mesma, experimentará a desolação profunda de se ver alienada até do melhor de si. Nada pode ser mais desolador.” (Alma de Tartaruga)
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Santos 30/03/2018

Acessem o ig: @universodeutopia
Universo de Utopia
16/10/17
Só os animais salvam - Ceridwen Dovey

"Só os animais podem nos dizer o que é ser humano"

O livro traz uma reunião de fábulas que retratam diversos animais em contextos de guerras, sejam elas internas ou externas, mas na maioria deles trata-se da Segunda Guerra Mundial, talvez porque tenha sido a "Grande Guerra", alguns obviamente gostei mais que os outros, e quero detalhar minha experiência de cada alguns deles para vocês.

A autora foi imensamente inteligente, ao decorrer da narrativa, o leitor vai observando que os fatos vão ocorrendo conforme o jeito e a velocidade de cada animal retratado, com a tartaruga foi mais lento, o golfinho e o macaco foram altamente inteligentes, o do cachorro tem aquele toque de aproximação e amor, resumindo cada qual com sua peculiaridade, todos tem no título "alma e o nome do animal" isso porque vamos sofrer bastante com a morte deles, até a data de óbito já está explicita no sumário, portanto preparem os corações para muito chorôrô.

O primeiro conto "Alma de camelo" é um pouco confuso, no grupo da leitura coletiva tivemos muitas discussões bacanas a respeito da profundidade dele. Sinceramente de todos, o pior, então nem posso falar muito dele pra vocês pois nem saberia o que dizer, só sei que se passa no deserto e que critica o transporte desses animais.

O da gata foi super fofo, nos traz a discussão sobre gênero e sexualidade, assim como do tratamento diversificado que cada ser humano dá a um animal. Personalidade, charme, nariz pra cima, mas também carinho (quando eles bem querem kkkkk). A história gira em torno de uma gatinha esquecida no campo de batalha e o relacionamento dela com outro gato que já vivia lá e com os soldados, é bem divertido, mas bem triste também.

O do chimpanzé como já contei é muito inteligente e perspicaz, um macaco que age como um humano após ter sofrida diversas experiências! Todo mundo sabe o que animais e judeus sofreram na Alemanha como cobaias, Peter Vermelho é culto, mas as coisas não vão ser como ele imagina, na guerra tudo muda, inclusive o caráter e sentimento das pessoas.

O "Alma de cachorro" me fez raiva, poxa só porque é o animal que mais amo. Me fez refletir sobre como um sentimento exagerado e submisso transforma as pessoas e também os animais, em como a decepção machuca e como os humanos são ciumentos, ignorantes e monstros. Não vou nem comentar muito para não cair no choro aqui com vocês.

O mexilhão foi muito legal, trata de ensinamentos, das asas da liberdade, do desbravamento do mundo por amigos, a narrativa se passa entre três mexilhões que se tornam amigos e vão sair por aí para descobrir novas coisas, foi bem interessante as impressões passadas.

A tartaruga me fez foi inveja, ser animal de estimação de Alexandra, filha de Liev Tolstoi, Virginia Woolf, e George Orwell (Eric Blair), Bertrand Russel, quem não sentiria inveja de partilhar momentos com essas personalidades? Já observaram as incríveis referências que esses livros trazem, não é? A história dessa tartaruguinha vai de elucidações literárias até cientificas, um dos melhores contos com toda certeza.

O do elefante e do urso são lindos, um traz a questão da matança á espécie e as tradições que são passadas entre gerações, enquanto o outro traz literalmente um conto de fadas, fazendo um intertexto com um fato que eu já conhecia, mas que foi incrível ver ele de outra maneira bem mais lúdica.

O do golfinho é triste de ler, agradeço a autora por trazer uma informação desconhecida: a marinha matou milhares de golfinhos na Segunda Guerra, que angustiante não é pessoal? Eles por serem muito inteligentes, eram treinados para recuperar informações, mas logo depois foram ensinados a carregar bombas em seus focinhos e instalarem em espiões submarinos, mas isso valia suas próprias vidas, o conto é narrador por um golfinho mãe e sua filha, e trata-se do relacionamento conturbado entre as duas e com seu treinador.

O do papagaio é o último conto, mas não menos triste, a autora nos dá aquele gostinho de felicidade para somente depois nos apedrejar, sofri muito com o final.

Ceridwen Dovey me levou a um mundo que eu amo, o dos animais, logo eu que estou sempre em contato com eles e sou apaixonada pelas manias, jeitinhos e carinhos de cada um deles, senti muita falta do cavalo para ser sincera, ela trouxe animais peculiares para a convivência humana e talvez até tenha sido sua intenção, mas por ser um animal que convivo diariamente e que entende tão bem os anseios das pessoas assim como seus sentimentos, senti bastante a falta dele no livro. Mas simplesmente amei mesmo assim esse exemplar, cumpriu minhas expectativas e me fez admirar a autora, assim como fez sentir vontade de ler nomes famosos que ainda não conheço as obras.
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Lethicia Possamai 29/03/2018

Uma decepição fantasiada de sonho? XP
Quando olhei pela primera vez para a capa deste livro (que é realmente muito bonita), nem imaginava que seria uma das piores leituras da minha vida.

Sempre que eu ia le-lo me dava uma tristeza, uma vontade de parar de ler o livro e agora vou explicar os motivos:

1°- Não tem uma historia envolvente XP.
2°-Misturam muitos personagens em apenas uma historia.
3°-Não aborda asuntos interessantes.

Algumas historias até são "legais" .Porém não recomendo.Aprendí que não se de ve jugar um livro pela capa.
Lethicia Possamai 30/03/2018minha estante
esse livro foi uma decepição


Tai Filth 13/05/2018minha estante
Confesso que me decepcionei bastante também! Até que teve umas histórias interessantes, mas sinceramente foi um livro que prendeu pouquíssimo a minha atenção. Toda vez, que eu pegava pra ler era com desanimo, mais pra acabar logo (já que eu não gosto de abandonar livros) do que por vontade mesmo e ler.


Lethicia Possamai 17/05/2018minha estante
Realmente...??




Bruna 22/03/2018

Resenha: Só os Animais Salvam
Como de costume a minha Laura, do blog Nostalgia Cinza, só indica livros maravilhosos e isso não foi diferente com "Só os Animais Salvam". Depois de procurar pela obra em todas as livrarias da cidade onde eu moro, uma das minhas melhores amigas me deu o livro de aniversário e eu não poderia ter ficado mais feliz com isso (muito obrigada, Marina). Espero que vocês gostem da resenha e que se interessem por esse livro maravilhoso.

"Nós, humanos, nos achamos o máximo. Mas o que temos feito com o nosso mundo? "Só os Animais Salvam" é um livro que tenta responder a essa pergunta de maneira inusitada. Cada um de seus contos é uma fábula moderna, narrada por um bicho diferente, vítima de uma de nossas incontáveis guerras. Em meio ao caos, os animais conseguem encontrar esperança e inspiração numa das atividades mais significativas que nossa espécie já criou: a literatura. Ceridwen Dovey reúne fragmentos e personagens da obra de escritores imortais e nos faz sonhar o sonho dos inocentes. Só os animais salvam."

O livro é dividido em dez contos, cada um retratando a alma de 10 animais diferentes: camelo, gata, chimpanzé, cachorro, mexilhão, tartaruga, elefante, urso, golfinho e papagaio. Cada animal, que viveu e morreu, narra a sua respectiva história que se relaciona com algum tipo de conflito causado pelos homens como, por exemplo, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial ou a Guerra Fria. Em cada conto, é mostrado para o leitor que, de alguma forma, o ser humano sempre acaba interferindo ou sendo causador de uma adversidade que prejudica esses animais.

Um fator interessante durante a leitura, é o fato de que a autora do livro citou trechos e falas de outros autores que também escreveram sobre animais. Ceridwen Dovey cita nomes famosos como George Orwell, Virginia Woolf, Tolstói, Sylvia Plath e José Saramago. Além disso, no final do livro o leitor pode encontrar informação sobre todos os autores que a Ceridwen usou como referência nos contos.

"Sorri. Era um ótimo raciocínio. "Quando morremos, nossas almas vão surgir juntas no céu", falei, sem responder exatamente a sua pergunta. "Sempre olharemos por vocês."
Naquela noite, ouvimos os humanos lutando uns contra os outros com suas tecnologias de fogo, em algum lugar da fronteira sul de nosso parque".

Como de costume só tenho elogios para fazer para a diagramação da editora DarkSide Books, que sempre demonstra ter um grande cuidado de seus livros. A capa é simplesmente maravilhosa e a parte interna do livro também é muito bonita, sempre apresentando o desenho da silhueta de cada animal. Foi um trabalho sensacional!

Uma das únicas partes negativas da leitura foram alguns contos que, na minha opinião, foram meio confusos. No início da leitura eu estava um pouco confusa, não sabia ao certo se era um animal ou um humano que estava narrando a história. Levou um tempo para que eu me acostumasse com essa dinâmica do livro, sem contar que eu precisei reler alguns contos mais de uma vez para conseguir compreendê-los.

"Humanos podem ter consciência de seus pensamentos; nós temos consciência de nossa respiração. É facílimo optar pela morte quando cada fôlego é uma questão de escolha. Não sou o primeiro golfinho a se suicidar, tampouco serei o último. Levamos a sério o assassinato de um humano".

A leitura de "Só os Animais Salvam" é muito delicada e é capaz de emocionar a qualquer um. Estamos acostumados com a visão dos homens a cerca dos conflitos que já aconteceram na humanidade. Não há nada de inovador em contar uma história que se passa durante a Primeira ou a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. Ceridwen dá uma inovada ao retratar o olhar de cada animal e essa é a parte que emocionam, pois se tratam de criaturas com um coração tão puro e que sofreram tanto devido a ações dos homens.

Meus Contos Favoritos:
1) Alma de Elefante
2) Alma de Papagaio
3) Alma de Golfinho
4) Alma de Gata
5) Alma de Tartaruga

site: https://escritorawhovian.blogspot.com.br/2018/03/resenha-so-os-animais-salvam.html
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@naosouaelsadofrozen 22/03/2018

Delicado e emocionante
Esse livro trata de forma tão delicada assuntos muito pesados e tristes. Cada conto narrado sob a perspectiva de um animal diferente expõe com clareza a bondade e a maldade que existe em cada ser humano, e como isso afeta a natureza ao longo dos tempos.. Lindo, cativante, emocionante...amei!!!
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Sandra 18/03/2018

"Nós, humanos, achamos que somos o máximo. Mas o que temos feito com o nosso mundo? Só os Animais Salvam é um livro que tenta responder a essa pergunta de maneira inusitada. Cada um de seus contos é uma fábula moderna, narrada pela alma de um animal envolvido em mais um de nossos incontáveis conflitos e guerras humanas ao longo do último século, e suas espantosas e formidáveis histórias de vida e morte. Em meio ao caos, os animais conseguem encontrar esperança e inspiração em uma das atividades mais significativas que nossa espécie já criou: a literatura. Ceridwen Dovey reúne fragmentos e personagens da obra de escritores imortais e nos faz sonhar o sonho dos inocentes. Só os Animais Salvam." .

Só os Animais Salvam é uma coletânea de contos, cada um narrado por um animal diferente. Neles os narradores contam suas histórias de vida e morte. Sim, todos estão mortos, e os causadores somos nós, os humanos. Cada conto se passa em um país, mas todos em contexto de guerra.
Os contos são intensos e bem escritos. Dovey consegui dar uma voz diferente para cada narrador, e o mais interessante foi perceber a percepção do mundo que Dovey deu a cada animal. E a cada conto nos sentimos mais indignados com as atrocidades humanas contra os animais (e até mesmo contra si próprios).
O que mais me chocou foi o do chimpanzé (a cada página eu ficava mais aterrorizada). O conto que achei mais bonito (apesar de triste, lógico) foi o da elefante. Também gostei muito do conto da gata, que acaba por mostrar a situação de vários animais em um ambiente de batalha. Uma coisa muito legal é que os contos fazem referência a alguma obra ou ícone da literatura, e tem tudo bem específico no final do livro.

A edição é maravilhosa (como todas da Darkside). É de capa dura, com uma arte linda, e o interior faz jus ao exterior. Cada início de capítulo possui uma pequena ilustração do animal narrador, a folha de guarda também é muito bonita e o livro ainda tem uma fitinha marcadora de bônus (hehe).



(Postado originalmente no instagram ABC do Bichano)

site: https://www.instagram.com/abcdobichano/
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Patty 06/02/2018

Gostei
Só Os Animais Salvam é composto de vários contos, que mostram pontos de vistas de alguns animais em determinadas situações.
O objetivo do livro é homenagear Franz Kafka, Sylvia Plath e tantos outros escritores que em algum momento escreveram sobre animais em suas obras.
Algumas histórias são mais emocionantes que outras, mas todas servem para nos fazer refletir sobre a relação ser humano - animal. Até que ponto nós, seres humanos, somos superiores como muitos gostam de dizer? Será que não seria o contrário? Só porque não entendemos a linguagem dos bichos, não significa que somos melhores, não é?
Enfim, vale pela reflexão e pelas belas histórias. Eu diria que é um livro super indicado para quem ama de verdade os animais em geral, não só cães e gatos.
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Brena 08/01/2018

Só os animais salvam
SÓ OS ANIMAIS SALVAM é um livro que reúne dez fábulas narradas por animais distintos em diferentes momentos históricos contemporâneos importantes.

Camelo, Gata, Chimpanzé, Cachorro, Mexilhão, Tartaruga, Elefante, Urso, Golfinho e Papagaio. Cada um narra a história de sua vida e morte. Pela premissa, pode parecer que é um livro triste. E na verdade, é. Mas o que absorvemos dele é o que faz o leitor amar essa obra.

Ceridwen Dovey foi audaciosa ao escrever esse livro. Pois quem de nós não gosta de bichinhos? Para quem gosta do contexto histórico, então, é um prato cheio. Primeira e Segunda Guerra Mundial e Guerra fria são alguns dos conflitos nos quais a autora usou como cenário para os contos. Além desse contexto, o livro cita personalidades importantes, como Tolstói, George Orwell, dentre outros.

Meus contos preferidos foram o do gato e do cachorro, que se passam durante as duas grandes guerras. Uma gata acostumada com uma vida de luxo ao lado de sua dona é abandonada e encontra refúgio entre os soldados, onde conhece outro gato. também abandonado. e se aventuram entre as trincheiras. Podemos ver um pouco. pelos olhos dos gatos. o dia a dia dos soldados e o mais tocante: a vida que eles deixaram pra trás.

"Às vezes eles oferecem esses jarros, nas noites antes das grandes ofensivas. São destinados à leitura de mapas e esquemas dos campos de batalha. Mas ele esconde o jarro durante o dia, alimentando os bichinhos para mantê-los vivos", o gato explicou. " Fica acordado até tarde, relendo as cartas da amada." "Como sabe de quem são as cartas?", perguntei. "De vez em quando ele as declama baixinho", disse. Pag.:37 (Alma de gato).

O conto do cachorro, que se passa na Segunda Guerra Mundial, mostra como um cachorro foi feliz por um tempo ao lado de seu dono, um dos homens de confiança do führer. O interessante desse conto, até mesmo irônico, era o evidente amor do Führer pelos animais, embora não sentisse o mesmo pelos humanos.

" Certa manhã de fim de outono, após termos passeado pela floresta, prostei-me a seu lado, junto ao fogo, para ouvir no rádio o pronunciamento de um homem a quem meu mestre parecia respeitar. O homem anunciou que animais não deveriam mais ser usados como cobaias sem quaisquer limites, nem deveriam ser mortos sem a consideração por nosso sofrimento." Pag.: 74 (Alma de cachorro).

Algumas partes do conto da Tartaruga também me chamaram atenção, pois destaca como os animais eram utilizados na corrida espacial, durante a guerra fria.

" O estratagema funcionou. Os soviéticos estavam enviando animais para o espaço como se não houvesse amanhã (o que, para os animais, provavelmente era verdade)" Pag.: 136 (Alma de tartaruga).

O livro pode ser um pouco maçante em dois casos: quando você não se interessa pelo lado histórico e apenas quer ler sobre animais. Ou o contrário. No meu caso, confesso que foi difícil em alguns contos, pois por ser dividido em várias fábulas diferentes, com começo, meio e fim, tive a impressão que o livro era mais longo do que aparenta.

Também o fato de conter muitos detalhes sobre a vida dos animais, me deixou um pouco incomodada, pois eu esperava um pouco mais da visão dos animas sobre os conflitos ali evidenciados. Alguns contos conseguiram suprir bem essa condição, outros não. Mas isso, com certeza, é uma questão de ponto de vista. Cada um irá ler esse livro e tirar conclusões diferentes, ensinamentos variados e irá se identificar com contos nos quais eu não gostei, por exemplo.

No quesito edição, o livro não deixa a desejar a ninguém. A capa contém desenhos e cores lindas, e segue a linha de livros da editora Darkside que todo mundo quer ter na estante. A cada começo e final de cada capitulo, temos uma gravura do animal que narra aquele conto. A famosa fitinha do livro é na cor azul turquesa e temos um diferencial: o livro apresenta um espaço para escrever o nosso nome e do nosso pet. Vale ressaltar que não há erros gramaticais e de edição, já que isso é comum hoje em dia.

"Eles - os humanos, quero dizer - parecem acreditar que o que os separa dos outros animais é sua habilidade de amar, sofrer, sentir culpa, pensar abstratamente et cetera. Estão enganados. O que os separa é seu talento para o masoquismo. É ai que reside seu poder. Ter prazer na dor, tirar forças da privação, isso é ser humano" pag.: 53 (Alma de Chimpanzé).

No geral é um bom livro, que retrata muitas coisas de forma clara e crua demais, até mesmo sem preconceitos, o que é ótimo. Nos faz exercitar a consciência a respeito dos animais e do amor incondicional, fidelidade e fragilidade dos mesmos. Não é à toa que dizem que os animais podem nos ensinar bastantes coisas.

Às vezes nos mandam ser mais humanos, por que não ser mais animais?

site: http://www.gettub.com.br/
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Kelly 05/01/2018

Só os Animais Salvam
Só Os Animais Salvam é uma obra diferente, exatamente como seu contexto. Dividida em 10 contos, temos em cada um deles a visão dos animais que vivenciaram as guerras humanas, como a Segunda Guerra Mundial ou a Guerra Fria. Em alguns, como o do chimpanzé Peter Vermelho, a narrativa muda de um texto corrido para cartas trocadas, o que, confesso, me chamou mais atenção do que as demais. No entanto, todas as histórias, de forma direta ou indireta, acabam marcando o leitor.

Apesar de os contos remeterem a algo menos atrevido e mais leve, cada entrelinha possui surpresas que chocam o leitor, não só pela forma como são contadas, mas pelo fato de que pouco sabemos sobre a violência sendo vista de outro ângulo. E a autora consegue descrever com sensibilidade cada detalhe. Isso já começa com a ordem das fábulas, partindo de 1892, com a narrativa de um camelo, até chegar em 2006, com a história de um papagaio. O mais interessante disso é que os contos são acontecem sempre no mesmo local, eles perpassam por inúmeros lugares, como Austrália, Líbano, Estados Unidos e Moçambique, sendo indicados sempre junto ao ano em que o animalzinho em questão morreu. Além disso, as narrativas também acompanham seu tempo, o que facilita a identificação.

O livro foi muito bem pensado e toda a diagramação, assim como sempre menciono, ficou impecável. É tão bacana quando o leitor consegue sentir a obra, não é? A gente não só aproveita a história, mas também a forma como ela nos foi disponibilizada, e disso eu não posso reclamar em nada. A capa é espetacular, e o conteúdo em si, mesmo com minha opinião contrária, tem um quê especial.

Posso dizer que as histórias são tocantes e foram escritas com uma delicadeza única, mas parece que eu não consegui digerir os fatos da maneira correta. Em muitos contos me senti perdida, sem saber o que pensar ou como interpretá-los para que o entendimento fosse sensato. No fim, desisti de entender e passei apenas a interpretar as fábulas da forma como elas foram colocadas no livro: com sutileza.

site: http://www.caligrafando-te.com
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