Na Escuridão da Mente

Na Escuridão da Mente Paul Tremblay




Resenhas - Na Escuridão da Mente


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danilo_livros 02/05/2017

Um livro feito para incomodar...
Quando começamos a nos aventurar por "Na escuridão da Mente" pensamos que vamos entrar em uma das muitas histórias de possessão e exorcismo que conhecemos, com trechos sombrios e mudanças perceptíveis de uma menina diagnosticada inicialmente com esquizofrenia. Mas, a medida que vamos adentrando as páginas e vendo, sob a ótica de uma menina de 8 anos, toda uma família se deteriorar, em uma histeria maciça com o apoio da Igreja e da Mídia, penetramos na escuridão não de um livro de horror, com monstros e demônios, mas uma verdadeira pérola do terror psicológico. Paul Tremblay não se importa em nos dar explicações, ele nos emerge nessa loucura dos personagens, fazendo com que nossa habilidade em discernir seja testada, que fiquemos em dúvida do que realmente está acontecendo, até o final chocante...
Eu consegui entender, ao final da trama, porque o mestre King teve medo... Porque tudo isso pode acontecer com qualquer um de nós, com seu vizinho, com seus irmãos, até mesmo com a pessoa mais pacata que conhece. Basta uma pequena centelha de escuridão para que tudo se perca... Em alguns casos, para sempre.
Henrique 02/05/2017minha estante
Nossa! Parece interessante, me deixou curioso para ler!


Cleusa 03/05/2017minha estante
Fiquei impressionada. Quero ler.


Saulo 03/05/2017minha estante
mto bom


Helder 03/10/2017minha estante
Sua resenha vai me fazer seguir em frente, pois já estou na pagina 100 e não estou entendendo o motivo deste livro ter sido lançado. Espero ser surpreendido.




Beatriz 22/05/2017

PUTA QUE PARIU
Eis um livro que eu comecei a ler sem saber de absolutamente nada, solicitei receber esse livro da editora pelo titulo. Só basta ter um "escuridão" e "mente" que já quero, então eu li. E meu Deus!

Logo na capa temos a ilustre frase de Stephen King onde este mesmo diz que não é fácil de se assustar, e neste livro sentiu muito medo. Adiando para vocês que me considerei mais corajosa que o King, porque eu não senti nem um pingo de medo. Somente raiva, nossa e quanta raiva.

O livro conta de uma família dos EUA, tudo muito comum e normal, até que a filha mais velha de 14 anos começa a apresentar sintomas de esquizofrenia. Depois de muitas consultas e medicamentos aparentemente não darem efeito, o pai, um religioso que por culpa do desemprego se volta mais para a igreja. Começa a acreditar que sua filha está possuída por forças malignas e com a ajuda do padre da região decidem fazer um show de TV (??) chamado "A Possessão" para documentar todo o comportamento estranho da filha, propagar o cristianismo, fazer um exorcismo pra todo mundo ver e de quebra ganhar um dinheirinho.

Preciso dizer que eu não gosto de livros de possessão, nem demônios nem qualquer dessas coisas da igreja em formato de terror (ou qualquer coisa de igreja e ponto. ). Então cai nesse livro de paraquedas, e segundo tudo o que eu já ouvi esse livro é um tanto diferente de todos os outros, e eu te digo o porquê.
Começamos a história com Merry, a irmã mais nova, que presenciou todo o horror digno de um filme de terror. Sendo entrevistada, 15 anos depois de tudo, por uma escritora a fim de publicar um livro contando a real história de todo o horror que aconteceu na sua infância.
Então temos essa intercalação de momentos: o passado sendo contado por uma adulta, o presente em primeira pessoa e posts de um blog falando sobre a série de TV.

O livro é muito bem escrito, os personagens são muito bem construídos, principalmente as duas irmãs. Mas o que me chocou mesmo, que me fez ferver de ódio ( não do livro, entendam, mas da situação que nos é apresentada) foi o fato do autor ter flertado tanto com obras como "O exorcista" onde a pobre menininha pura é, sem nenhuma explicação ou motivos convincentes, possuída por um espirito maligno e é salva no final por um homem branco da igreja. E com obras de terror feminista como "O Papel de Parede Amarelo" onde uma mulher é trancada em um hospício a mando do seu marido, dizendo que ela está louca, e nesse quarto com papel de parede amarelo ela literalmente fica doida. Porque quem não ficaria?
Então temos todo o tempo essa crítica a filmes e livros de terror onde a menina pura começa a fazer coisas malignas como se masturbar, ser inteligente e saber de coisas que só homens da igreja saberiam. Você fica o tempo todo entre A) Todo mundo é doido coitada da menina que tem esquizofrenia e B) A menina ta possuída coitada da família.

Mas tudo é muito ambíguo, o fato de os pais aceitarem serem expostos, e exporem suas filhas de 8 e 14 anos, como animais de circo para todo mundo sobre um pretexto religioso ou sei lá o que é já por si só absurdo e horrível. Entretanto as meninas são inteligentes, e juro, foram a melhor parte do livro. Merry e Marjorie são ótimas personagens, mesmo depois de tudo, eu ainda queria conhecer e saber mais das duas.

Então está aqui um ótimo livro, se você tem estômago, nervos e coragem para lê-lo. Vale muito a pena.
Paty 26/05/2017minha estante
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Malane 10/07/2017minha estante
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Lolo 27/09/2017

Fui tapeada.
Peguei indicação desse livro com uma garota que tem um canal no youtube, acho que se você digitar redatora de merda, você acha o canal dela. Eu deveria ter desistido quando vi o número de páginas, não dá pra fazer nada com 266 páginas. A proposta é interessante, mas é muito mal desenvolvida.
Carol (Não troco livros) 03/10/2017minha estante
Kkkkkkkkkkkkkkkk "redatora de merda"


leo lopes 27/11/2017minha estante
concordo 100%

"proposta interessante porém muito mal desenvolvida"

... isto demonstra que assim como o Oscar (para os filmes) o Bram Stoker awards serve apenas para impulsionar a venda de livros os quais sem ele com certeza teriam venda baixíssima.




K.G | @entaoeuli_ segue lá bb 16/02/2018

CASTELO RA TIM BUM É MUITO MAIS ASSUSTADOR
ENTAO EU LI NA ESCURIDAO DA MENTE E PACEIRAS........ LINHA DIRETA ME DA MAIS MEDO!

Considero os livros de " terror" os mais dificeis de serem escritos, porque o autor se propoe a te despertar uma sensação de " Medo" e isso é algo muito dificil. Qual a ultima vez que voce sentiu medo? Eu, quando vi dois caras numa moto, vindo na minha direção.

Em Na escuridao da mente NOS TEMOS UMA TIPICA HISTORIA DE POSSESSÃO DEMONIACA, mas bem BEM TIPICA MESMO.

Criança Estranha - Check
Casal de pais que vivem brigando - Chek
Vomito verde e levitação - chek.
Padre e exorcismo - Check

E quando a gente começa a ler esse livro e éssa a sensação que temos, MAIS DO MESMO, mas e TAO TAO IGUAL a coisas que ja foram escritas 40, 50 anos atras, que seria quase plagio, QUASE.
O autor meio que brinca com isso, Temos partes do livro onde esse CITA O EXORCISTA, faz comparações ENTRE AS DUAS HISTORIAS, mostra as similaridades nao so com esse titulo, MAS COM OUTROS CLASSICOS QUE TRATAM DE POSSESSAO.
Entao encaro esse livro como uma obra" Trash".

O começo é um pouco lento, mas a escrita do autor é fluida, EM ALGUNS RAROS MOMENTOS, tem aquela atmosfera de tensao, apesar nao ter achado um livro assustador, nao é algo que marcou a minha memoria.
NAO ACHO QUE FOI UMA OBRA PENSADA PRA SER ORIGINAL, apesar do autor COLOCAR A SUA DINAMICA PROPRIA NA HISTORIA, ela e recheada de REFERENCIAS QUE JA CONHECEMOS, como uma especie de homenagem aos classicos do genero.

Não cheguei ao ponto de achar esse livro ruim, mas tambem nao achei nada de mais.

MAIS UMA VEZ STEPHEN KING ZOANDO COM A NOSSA CARA
Bluemayhem 17/02/2018minha estante
Suas resenhas são as melhores, rs.


K.G | @entaoeuli_ segue lá bb 18/02/2018minha estante
kkk obrigado!




Yara Guez 30/06/2017

Possessão ou Doença?
Merry conta sua história para uma escritora que quer publicar um livro sobre sua família, os Barrett. Quinze anos atrás ela vivenciou um drama familiar em torno da irmã mais velha, Marjorie, uma jovem de 14 anos que começa a desenvolver surtos psicóticos e ataques bizarros de comportamento.

Quando eu digo ataques bizarros, é porque é umas coisas sinistras mesmo. Se eu estivesse no lugar da Merry, com apenas 8 anos de idade e uma irmã fazendo e falando o que a Marjorie fazia com ela, eu teria fugido de casa.

A família está falida e desestruturada, diante dessas atitudes da filha, idas e idas ao médico e gastos, o pai resolveu trazer a sua fé como forma de tentar entender o que se passa com a jovem. Mesmo contra a vontade da mãe, que acredita na ciência e em uma possível doença da filha, o pai, John, traz um sacerdote para acompanhar Marjorie, a partir daí se espalha a notícia de uma jovem possivelmente possuída.

A família recebe um convite de uma emissora de televisão para fazerem uma programa de tv no qual eles acompanham o dia-a-dia dessa família e os surtos da filha. Os pais acabam cedendo, pois veem uma chance de melhorar a renda da família.

Diante desse quadro, eu fiquei pensando várias vezes durante o livro, até que ponto os pais da Marjorie estavam interessados em buscar ajuda pra filha, ou estavam querendo tirar vantagem financeira da situação da jovem

Se você pensa que esse é mais um livro escrito pra fazer você tirar sua conclusões sobre existir demônios, você está enganado. Na Escuridão da Mente é um livro que transcende a sua sinopse, o autor vai além daquilo que o leitor espera, e eu tenho que te dizer, você vai ficar chocado com o final.
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San... 13/07/2017

Meus comentários: O livro realmente surpreende num desfecho não esperado. O enredo é um tanto caótico, uma vez que baseia-se no relato de uma protagonista ainda adentrando na
adolescência. Não considerei um livro de terror, antes um relato de escolhas equivocadas e interesses escusos. Valeu a leitura pelo inesperado, um fator a alterar toda a essência dos acontecimentos e a visão do leitor.
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Farias 03/11/2017

Subliminado.
Ácido. Inquieto. Bastante informativo. Narrativa "ebulitiva". O trânsito da escrita é bastante auto-explicativo, mas apesar disto... meus amigos... eu só matei a charada na penúltima linha final. Muito bom o livro... Como li em uma resenha anterior: 266 páginas são insuficientes para uma obra-prima do gênero. Eu o darei nova oportunidade e descobertas. Por hoje:gosto, mas não amo.
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Paula.Soares 28/02/2018

Esse livro parece aquele livro maravilhoso toda animada pra terminar mas quando término não é tudo isso não foi um tapa na cara kkkkkk
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geórgea 17/07/2017

Na Escuridão da Mente
Na cidade de Beverly em Massachusets, quinze anos depois de um episódio fatídico que ocorreu na vida de Meredith Barrett ela volta à sua antiga casa para contar sua história. Com 23 anos ela já tem muita bagagem para compartilhar sobre a infância turbulenta que teve. E o seu passado desperta a curiosidade da escritora Rachel Neville que passará a ser sua ouvinte e confidente.

Merry, com oito anos, vivia com os pais e a irmã, Marjorie de 14 anos, em uma família aparentemente normal. Seu pai estava desempregado e passando por dificuldades, mas mesmo assim, conseguia criar as duas filhas com a ajuda da esposa. A vida deles muda quando a filha mais velha começa a apresentar um comportamento estranho. Com ataques agressivos, frases desconexas, afirmações de estar ouvindo vozes e conversas perturbadoras, ela preocupa a família que pensa que a menina está doente. Após diversas especulações e situações inexplicáveis, a pauta do exorcismo chega a todos e essa família passa a ser dividida. É aí que os padres aparecem e a mídia se interessa por essa história. Com a intenção de filmar tudo o que está acontecendo e fazer dessa situação uma espécie de reality com direito a exorcismo ao vivo.

“Para ser sincera, e deixando de lado todas as influências externas, existem algumas partes das quais me lembro com tantos detalhes horríveis que temo me perder no labirinto das lembranças. Há outras que permanecem confusas e misteriosas como se fossem a mente de outra pessoa e temo que, em minha cabeça, eu tenha provavelmente misturado e comprimido as linhas do tempo e os acontecimentos.”

Paralelo as narrações de Merry, temos uma blogueira que trata de analisar os fatos de maneira crua e crítica, com um toque de acidez. Karen Brissette fala do acontecido de maneira questionadora. Ela faz sua própria análise sobre o reality “A possessão” de seis episódios que foi líder de audiência mostrando a vida da família Barrett. Mas afinal, seria tudo isso uma doença ou possessão? Quem está falando a verdade? Quem é o verdadeiro louco? Entre tantas fontes conflituosas tentamos juntar os pedaços desse quebra-cabeças de horror.

Minha Opinião

Isso é muito mais que uma história sobre exorcismo. Se é isso que você está procurando, saiba que a história é muito mais complexa do que você imagina. A minha pergunta para você é: até onde vai a ganância do homem? Como que pais concordam em fazer de um caso sério um circo? Um verdadeiro show de horrores filmado 24 horas, colocando as filhas, que eram apenas crianças, em situação tão aterrorizante. Todas essas dúvidas me atingiram ao ler esse livro. E concordo com a citação de Stephen King na capa, esse livro também me assustou, mas não pela parte do exorcismo.

“Sua pele estava acinzentada, da cor de cogumelos que cresciam ao redor das raízes emaranhadas e serpenteantes das árvores lá de trás. As olheiras eram escuras e profundas. Seus cabelos pretos eram um polvo morto que escorria e deslizava de seu escalpo. Espinhas brancas pontilhavam seu queixo e laterais do nariz.”

Esse livro é completamente diferente de tudo que você já leu. Você simplesmente não consegue parar de ler até descobrir a realidade por trás disso. Avançamos na história cada vez mais abismados com tudo que acontece. Observamos uma mãe cada vez mais reclusa e escondida ao mesmo tempo que o pai se torna um religioso fervoroso. Ficamos divididos entre as reais intenções de todos. Tudo vira um jogo de interesses. E observamos de camarote a decadência de uma família.

Em outros momentos, sentimos grande pena das filhas, principalmente de Meredith, que era apenas uma criança quando tudo isso aconteceu. De uma criança ativa e inteligente, vermos ela se transformar em uma adulta silenciosa e com certeza cheia de marcos do passado. E quando mais avançamos, mais dúvidas são formadas principalmente sobre o real estado de Marjorie.

O maravilhoso da história é justamente essa dúvida: ela está realmente doente ou tratamos de um caso real de possessão? Ao mesmo tempo que Merry conta sua história, temos Karen questionando a veracidade dos fatos. Mostrando as comparações feitas com outros filmes de terror. Além de questionar sobre o velho clichê de homens brancos e religiosos salvando uma jovem. Ela faz críticas veementes aos pais das garotas, principalmente a John, e em como eles permitiram que a vida delas se transformasse nesse terror. Por diversas vezes senti muito ódio deles e ficava chocada em como as outras pessoas não percebiam o que estava acontecendo. Via claramente o estado de Marjorie, mas sempre ficava na dúvida: doença ou possessão?

“John Barrett representava a luta corajosa do patriarcado em nossa sociedade decadente, secular e pós-feminista, enquanto Marjorie era o objeto embaraçoso da câmera com olhar masculino.”

Um ponto que acredito ser muito relevante para a história é a mudança de tipografia na hora de separar o que está sendo contado por quem. Quando temos os relatos de Merry observamos o uso de uma fonte, mas quando muda para Karen temos algo mais elaborado, como se fosse tudo feito por uma máquina de escrever. Além da mudança da escrita, para algo mais pessoal, com piadas, rabiscos e marcações típicas de blogs. Como se tudo realmente fosse tirado de lá e falando diretamente com o leitor. Nesse blog temos as narrações minuciosas sobre o que aconteceu nos episódios e acreditamos na existência desse reality e que essa análise realmente foi feita. Tamanho o número de detalhes e descrições.

Desde o começo me questionei: será que posso acreditar em tudo isso? Afinal, tratam-se de memórias de uma criança de oito anos. Que viveu sob pressão e com a vida completamente invadida. Muitos detalhes são passados por ela, outros tantos pela mídia. Até que ponto tudo isso é real? No final, quando temos o desfecho dessa história e sua revelação, fiquei estarrecida. O livro merece as 5 estrelas e todos os meus corações. Essa história é única, envolvente e enervante. Quando notei tantas referências a outros filmes de terror e principalmente a Exorcista, imaginei que se tratava de outro clichê, mas quando a história desenvolve percebemos se tratar de algo muito maior e elaborado. Nunca li nada parecido e com certeza é um dos livros que vai para os meus favoritos e para a lista de recomendações.



site: http://resenhandosonhos.com/na-escuridao-da-mente-paul-tremblay/
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Cintya Plem 19/08/2018

Na escuridão da mente
Então você quer encontrar muito terror em uma história? Portanto lhe informo que não é isso que encontrará aqui, pelo menos do meu ponto de vista, e sim uma história perfeitamente esmiuçada na loucura e decadência de uma família. Nessa trama muitas perguntas ficam sem respostas, apenas ao encargo da imaginação de cada um.
Começamos com Marry sendo entrevistada, é possível compreender que algo aconteceu em seu passado o que nos transporta em vários momentos a ele. Ela é uma garotinha de 8 anos que vive com seus pais Sarah e John e sua irmã Marjorie de 14 anos, quando a mesma começa a apresentar comportamentos estranhos como ouvir vozes, irritabilidade e ataques que chagam a ferir seu próprio corpo. A situação vai se agravando com o tempo enquanto a família aos poucos vai desmoronando. Enquanto o pai busca ajuda na religião a mãe tenta encontrar solução na logica, até o ponto que o problema financeiro leva a oportunidade de uma serie televisiva sobre o exorcismo de Marjorie.
Anos depois vamos conhecer essa história detalhada pela visão de Marry quando pequena, em meio às lembranças conturbadas e o que isso tudo lhe causou na época e agora no tempo presente, onde ela busca por respostas.
Relações entre irmãos sempre me chamam a atenção e carregam um peso enorme, é visível o amor de Marry pela irmã, o quanto ela luta para acreditar e fazê-la melhorar. A questão que paira sempre é se Marjorie está mesmo possuída, é louca ou apenas está inventando tudo. Além do drama e do mau relacionamento familiar, o que mais me marcou nessa leitura foi à maldade (involuntária) de Marjorie.
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Jeff.Rodrigues 16/05/2017

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
Histórias de terror envolvendo casos de possessão dominaram as livrarias na década de 1970. Embalados pelo sucesso de O Exorcista, de William Petter Blatty, diversos autores exploraram esse desconhecido em obras de grande impacto e qualidade como O Demônio de Gólgota, de Frank De Felitta, ou O Bebê de Rosemary, de Ira Levin, por exemplo. Obviamente também tivemos a cota de tramas que transitavam do trash ao ridículo absoluto e, neste caso, vou me abster de exemplificar. O fato é que histórias envolvendo entidades demoníacas que se apoderavam de seres humanos tiveram sua época de ouro na literatura e mostraram seu poder de atrair o interesse do grande público tanto em sucesso de vendas quanto de bilheterias.

Ausente das obras de terror de qualidade há uns bons anos, o mistério da possessão reaparece no livro vencedor do Bram Stoker Award 2015. Na Escuridão da Mente, de Paul Tremblay, é uma joia rara da ficção sobre exorcismos na atualidade. Uma trama construída e desconstruída em uma narrativa envolvente, com muitas dúvidas e poucas explicações. É como se estivéssemos de olhos vendados sendo guiados pelo corredor que ilustra a capa do livro. Em cada quarto que paramos, nossa venda é rapidamente erguida. Apenas o suficiente para vermos, de relance, uma cena ou acontecimento. E logo seguimos em frente. Com isso, nunca temos certeza de nada e o autor, genialmente, ainda estimula essas dúvidas em algumas passagens sensacionais da obra.

Na Escuridão da Mente não é um livro para dar sustos, mas sim para causar perturbação. É o declínio de uma família, já abalada por problemas financeiros e emocionais, como espetáculo midiático e com o apoio da Igreja. E um declínio mostrado do ponto de vista de uma garota de oito anos de idade, o que torna a história ainda mais incômoda. Essa mesma garota que, já adulta, desconstrói parte do que viveu e joga nas nossas mãos a missão de decidir o que de fato os Barrett viveram naquelas semanas. Aja psicológico para lidar com toda essa tensão.

Dialogando com grandes obras de terror da literatura e dos cinemas, e cheio de referências a fatos e personagens da atualidade, Paul Tremblay inova no gênero, fugindo da obscuridade tradicional para colocar a possível possessão demoníaca em meio a câmeras, celulares e toda a histeria que episódios como esse causam na sociedade. É uma experiência de leitura única e que satisfaz com sobras aos fãs do gênero. É o tipo de história que, sem nenhum exagero, poderia acontecer com qualquer um de nós e isso é assustador!

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2017/05/15/resenha-na-escuridao-da-mente-paul-tremblay/
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Andrews 11/11/2019

Uma cabeça cheia de fantasmas
Ganhei esse livro da minha namorada, porque há tempos vinha rondando ele, mas não o comprava, ou porque pegava outro ou porque não tinha dinheiro. O fato é que esse livro chegou em minhas mãos e eu decidi lê-lo, passando na frente de outros que estavam na fila. Afinal, Stephen Fucking King, teve medo desse livro. Vamos lá, então.
O livro tem uma trama muito boa no que é proposto, o lance do leitor ficar entre a cruz e a espada, entre a memória da personagem e a realidade pesada, as vezes desconfiando de algum demônio que possuiu a pobre garota, as vezes, na maioria, desconfiando da natureza humana e seus defeitos, interfere em várias vezes durante a leitura. Paul Tremblay escreve muito bem, tanto que suas páginas passam rápido, tão rápido que o leitor pode acabar por querer mais explicações e não tanta velocidade. Eu senti que o livro tenta explicar muita coisa em pouco tempo, fato que as vezes prejudica a leitura. Pessoalmente, o medo que senti lendo o livro, foi devido a natureza humana que pode ser cruel e sem sentido, tal qual um demônio pode fazer e o peso das consequencias de uma atitude mal direcionada.
Em suma, o livro é bom, tem passagens boas e que fazem o leitor se assustar um pouco, mas por outro lado, o ritmo da narrativa tende a prejudicar a experiência.
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Caverna 01/05/2018

Merry é uma garotinha de 8 anos que tem sua casa invadida por câmeras e roteiristas que irão dirigir um reality show sobre sua irmã de apenas 14 anos, Marjorie, assim como a presença de padres que farão o exorcismo de Marjorie é constante.

De início, Sarah e John, pais das duas garotas, tentam levar a filha mais velha ao médico e ao psiquiatra, crentes de que Marjorie sofria de algum transtorno mental que a fazia agir de modo diferente e ouvir coisas. Apesar das tentativas de consultas médicas e tratamentos com remédios, Marjorie não melhorava; na verdade, suas atitudes se tornavam cada vez mais grotescas. Ela tinha surtos em que se grudava à parede, falava outras línguas e em tons diabólicos. Ela admitia aos pais estar possuída, com um demônio em seu corpo, e que não aguentava mais escutar as vozes.

A família aos poucos desmoronava. Sarah e John viviam discutindo quanto ao que fazer com relação à Marjorie, e embora tentassem afastar Merry de toda a situação, a garotinha sempre vira a irmã como uma melhor amiga, e agora vê-la contando histórias absurdas e horripilantes a assustava. Merry temia não apenas a irmã, mas temia por ela.

Depois de um tempo, John resolve levar Marjorie para ver um padre, e é quando surge a proposta de um reality show que veio a ganhar o nome de A Possuída. A família estava falindo, e a ideia veio a calhar, já que além de receberem retorno financeiro, os pais achavam que enfim poderia haver uma salvação para a filha com a ajuda dos padres.

Mas no fim, não é exatamente isso o que acontece.

Como muitos sabem, nós da Caverna adoramos terror. Estava ansiosa para conferir a obra desde seu lançamento, e já havia lido algumas resenhas que destacam a grande questão da história: Estaria Marjorie realmente possuída ou apenas fingindo?

Eu já tinha achado essa dúvida bem interessante, já que na maioria das histórias é determinado que a pessoa está possuída e ponto. Nesse sentido, a obra se faz original, principalmente por não existir uma resposta para a pergunta. Podemos criar teorias e chegarmos à nossa própria conclusão, mas em momento algum o autor revela se havia uma força sobrenatural na casa ou se toda a loucura fora proveniente da mente perturbada de Marjorie.

A história é narrada por Merry, portanto o autor dá uma “aliviada” na tensão através de devaneios da pequena garota, que fala bastante sobre querer chamar a atenção não só dos pais, mas também do pessoal do programa, como se tudo fosse uma brincadeira divertida. Sendo tão nova, o leitor pode visualizar com facilidade o quanto tudo afetou a vida de Merry e como, por ser apenas uma criança ingênua, foi manipulada de uma forma terrível.

Embora o gênero da obra seja terror, as cenas onde tais eventos ocorrem são poucas, então eu diria que é mais um terror psicológico do que de botar medo. Ao longo das páginas, temos partes em que uma blogueira comenta sobre a série de sucesso e sobre como possuía vários aspectos de outros filmes/livros conhecidos de terror e suas semelhanças. As referências para os amantes do gênero são bem legais, e as comparações só servem para levantar novamente a questão quanto à Marjorie estar realmente possuída. E, se não estivesse, porque ela faria tudo aquilo? Com que intenção?

Uma coisa é certa: Havia muitas sombras envolvendo Marjorie. Psicológicas, sobrenaturais, não importa; existia algo ruim e maldoso nela que não tardaria a aparecer.

Ainda assim, exceto nos momentos de insanidade, Marjorie era uma adolescente normal. Reclamava, interagia com os pais, e por isso chegar a uma opinião concreta quanto à possessão é algo realmente complexo pro leitor.

Paul escreveu um livro que pode não te aterrorizar, mas certamente te deixa incomodado e com uma sensação estranha, o que nem de longe é algo negativo. E quando achamos que já acompanhamos a pior parte da história de Merry, o final chega e é sombriamente surpreendente. O tipo de livro que termina e continuamos pensando nele por dias.

site: http://caverna-literaria.blogspot.com.br/2018/05/na-escuridao-da-mente.html
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Livrai-Nos 10/07/2017

Quase lá...
Na escuridão da mente é um livro de terror psicológico escrito por Paul Tremblay narrado em primeira pessoa divido em 3 partes subdivididos por capítulos enumerados. Com 266 páginas o livro teve lançamento no Brasil em Abril de 2017 pela editora Bertrand Brasil.

Marjorie é uma adolescente de 14 anos com comportamento típico da sua idade. Quando a garota começa a ter atitudes estranhas que fazem os pais a levarem a intensas sessões com um médico psiquiatra, o clima na casa começa a ficar cada vez mais tenso, afetando diretamente a rotina da família e o forte relacionamento que a garota tem com sua irmã Merry, de 8 anos.

Merry na verdade é a principal estrela da trama pois é ela que guia o leitor através de suas memórias para entender todo o caso de sua irmã. Sem sucesso com o médico, o pai das garotas apela para a religião e recorre a um padre para tentar entender, e se possível, tratar de sua filha. Quando as reuniões com o psiquiatra são canceladas e se iniciam sequencialmente com o padre, as coisas tendem a piorar.

A garota tem ataques de mudança de personalidade, falando e fazendo coisas bizarras e algumas vezes realmente assustadoras. A família - principalmente o pai, único crente na religião- se apega nos conselhos do padre, que acredita que Marjorie está possuída por alguma entidade demoníaca. A família que já não estava indo bem financeiramente, concorda com a proposta de vender sua história (ainda em andamento) para uma emissora transformar o decorrer do "tratamento" de Marjorie em um reality show. O nome? A POSSESSÃO.

A narrativa em primeira pessoa facilita a compreensão e a fluidez com que a história se escorre. Merry conta como tudo aconteceu com descrições precisas porém com suas lembranças de uma garota de 8 anos. Na trama, a irmã mais nova está contando a história para uma escritora que pretende lançar uma biografia sobre a mesma. Nesse retorno ao passado, algumas revelações sombrias virão à tona.

O enredo não é ruim e a proposta do livro também não. A trama é coerente apesar de previsível porém o livro se arrasta para um evento óbvio e com um punhado de cenas que apesar de serem interessantes de serem lidas são um pouco pedantes. Capítulos se arrastam para que algo de realmente interessante aconteça.

Não convence como terror nem como suspense. O final quase me surpreendeu. Senti falta de personagens que me cativassem mesmo sendo um gênero que não costuma fazer isso. Não tive ninguém para torcer por algo. Acabou e pronto, ok...próximo!? Se você gosta de livros com cenas de possessão, boa sorte! O livro contém, se tiver paciência de chegar até elas.

site: https://estantelivrainos.blogspot.com.br/2017/07/resenha-livro-na-escuridao-da-mente-de.html
Márcia Naur 15/01/2018minha estante
Gostei do seu comentário, acabei abandonando esta chatisse.


Dan Penguindrum 19/01/2019minha estante
Nossa... Resumiu o que achei dele perfeitamente. Não consegui ler tudo, quando chegou na 160, pulei pro final e... Foi um final quase surpreendente, de fato. Mas parece que o autor se perde na proposta, não sei... Faltou.




Junior 20/07/2018

Nada modesto, e com razão
Na Escuridão da Mente é um livro que se exibe e seduz o leitor desavisado logo quando é pego na estante da livraria. Um elogio gritante do King na capa, outros três no verso: Daily Mail, SFX e Guardian. Isso fora a menção ao Bram Stoker Award, como uma coroa que paira acima do título. Mas o que me chamou a atenção, de verdade, foi quando li que o Tremblay é professor de Matemática durante o dia. Fiquei ansioso por uma história de terror inteligente e robusta, bem construída, sem pontas soltas. Coesa. Não me decepcionei.
É fascinante a forma como o Tremblay destroça a própria atmosfera pesada que cria no início do livro na medida em que referencia os acontecimentos inexplicáveis - e o show de TV que os exibia - com tantos outros livros incríveis e clássicos do terror do horror, obras do cinema e notícias do dia a dia. Com isso, ele injeta um ceticismo pesado na própria obra e dá um banho de água fria no leitor, que no fundo, deseja ardentemente uma história estritamente próxima ao inferno tanto quanto fez Blatty no clássico O Exorcista (talvez a maior referência do Tremblay aqui). Ou seja: Você, leitor, é convidado a refletir sobre o que está acontecendo com Marjorie (a "endemoniada") e sobre suas próprias referências o tempo todo. Acreditas no demônio? E em deus? É cientificista? um ateuzinho revoltado? Tem religião? Lê livros de terror? Assiste filmes sobre isso? Está ansioso para saber quando a pobre menina vai girar a cabeça, masturbar-se e falar em línguas antigas decorrer da história? mas que leitor sádico!
Deste modo ácido, duvidoso e auto-crítico, Tremblay cativa e segura com força o lado cético e o lado supersticioso de cada um até a última página do livro, e isso me pareceu genial. A personagem da mãe da família (melhor personagem) carrega doses periódicas desse ceticismo corrosivo, e colocar em dúvida a veracidade dos acontecimentos torna-se a principal marca da obra.
Outra coisa feita com maestria são os relatos da Meredith: uma mulher de 23 anos que, na época em que a história se passa, tinha 8 anos e presenciou sua irmã, Marjorie, de 14, ser dominada por algo maligno. Mesmo as memórias de Meredith sendo suficientes para construir a história do livro, ainda não são toda a história. Ela não estava presente em todas as ocasiões em que sua irmã manifestava o mal que habitava dentro dela. Essa ausência de relatos ou a falta de detalhes nas lembranças da Meredith nos dá aval para imaginar todo tipo de horror que acontecia dentro daquela casa, e isso é perturbador. Fortemente inspirado em R. Chambers e Lovecraft, o último indireta e diretamente.
Li esse livro dentro de 24h e estou bastante impressionado com a quantidade de conteúdo que o Tremblay colocou em pouco mais de duzentas páginas de um jeito tão bem tramado e inteligentemente contado. Tanto, que vim fazer minha primeira resenha do Skoob. Com toda certeza vou ler mais livros desse cara.
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