O Protegido

O Protegido Peter V. Brett


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Resenhas - O Homem Pintado


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Ernani.Maciel 04/09/2018

Livros como este aumentam meu desejo em mergulhar fundo no estilo fantasia.
Gostei muito, não leio velozmente, mesmo assim, li em 9 dias; um recorde para mim. Gosto particularmente de livros deste tipo, mesmo fantasiosos precisam de uma base sólida e lógica.
O cosmo precisa ser bem desenhado como de fato foi, caso contrário, torna-se impossível a ele aderir.

Neste volume o protagonismo é dividido entre três distintos personagens, em nenhum momento misturei a vida de um com a do outro, por méritos do autor que dosou muito bem o que e como relevaria. Estes personagens têm suas histórias oportunamente entrelaçadas. A partir deste ponto foi quase impossível deixar a leitura de lado, a história foi bem amarrada.

Livros como este aumentam meu desejo em mergulhar fundo no estilo fantasia. Para quem curte este estilo, acredito que agradará tanto jovens quanto adultos.

Edição: a DarkSide não economizou no material, tampouco na arte gráfica, o livro é leve, mas resistente; de bom manuseio. No entanto, acredito que faltou uma boa revisão de texto, mesmo não sendo um especialista em português encontrei muitos erros ortográficos. No entanto, impossível não dar 5 estrelas.
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Tamirez | @resenhandosonhos 21/08/2018

O Protegido
Esse é um daqueles livros em que ao acabar você se pergunta porque não leu antes. A edição é linda, a história parece interessante, mas mesmo assim ficou esquecido. Também não há grandes incentivadores da história na internet, o que é uma pena. Porém, sendo mais um começo de série (e eu já estando definitivamente afogada em séries), resolvi dar o primeiro passo, sem arrependimentos.

A escrita de Peter V. Brett é fluída e cadenciada. O leitor quer continuar a leitura, é preciso descobrir o que virá a frente na história. Há duas divisões dentro do livro, a de ponto de vista e a temporal. Temos três narradores distintos, cada um de uma idade vivendo em locais diferentes desse mundo, todos pequenos vilarejos que sofrem com o mal dos demônios. Percorremos um período de aproximadamente 14 anos aqui e visitamos nossos personagens em momentos específicos de sua história.

Arlen é o que tem mais destaque, com o início da história e os capítulos mais longos. Ele é também o mais velho dos jovens, e aquele que parece carregar o maior peso. Depois do que acontece com sua mãe e da covardia do pai, ele toma para si a responsabilidade de fazer algo a respeito. Eles quer conhecer o mundo fora do pequeno vilarejo, e se tornar um mensageiro, para viajar por todos os lugares. Porém, nada disso acontecerá de forma fácil e haverá um longo caminho a trilhar. Arlen é o garoto corajoso, sonhador e determinado. Ele tem um coração enorme, e é gentil com as pessoas. É focado em seus objetivos e não há quase nada que o desvie do que ele almeja.

“Mas a humanidade queria mesmo ser salva? Merecia ser salva?”

Leesha é a menina que tirou a sorte grande. Ela tem o prometido mais desejado do vilarejo e recebe os olhares invejosos das amigas. Mas, arca também com a reputação da mãe, uma mulher cruel e que não mantém a fidelidade em alta estima. Quando os rumores a seu respeito começam a circular a partir da boca de seu próprio amado, seu mundo desmorona. A mãe lhe acusa, o pai se mantém apático, e é somente a ervanária Bruna que a ajuda. Ela tem uma personalidade forte, mas que somente é moldada ao longo do livro. Ao ser acuada ela fraqueja, mas no decorrer da narrativa cresce muito enquanto personagem.

Entretanto, é na construção dela que reside uma das duas coisas que me incomodou nesse livro. No final há uma situação péssima que envolve a garota. E tudo é rapidamente superado e ignorado. Algo que não verdadeiramente condiz com um comportamento real. Me parece que na única personagem feminina de destaque do livro, o autor não soube transpor características verossímeis.

Roger é o terceiro ponto de foco, e o mais fraco entre eles. Conhecemos pouco sobre o menino e sobre os anos que se passaram desde o incidente com sua mãe. Eles passou por alguns bons bocados, viajou com o menestrel. Ele é aventureiro, mas temeroso. Galanteador, mas inseguro. E não possui um objetivo definido, já que a única coisa que sempre desejou foi poder viajar como menestrel.

Conforme o livro passa e cada um segue sua jornada, ficamos intrigados sobre como o caminho deles vai se cruzar, pois é evidente que em algum momento chegaremos a esse ponto. Mas, muito mais legal do que conhecer os personagens é desbravar esse mundo. Conheceremos o povo de Krasia, uma civilização diferenciada, guerreira, e uma das poucas conhecidas que ainda persiste na luta contra os demônios ao invés de se esconder toda a noite em suas casas. São lendários, restritos, e detém uma das mais ricas culturas de símbolos.

Eles possuem um vocabulário bem rico de palavras diferenciadas, e acredito que faltou um pequeno glossário ao fim do livro esclarecendo os significados ao leitor. Aos poucos, a importância desse povo vai se mostrando presente, e é entre eles que encontraremos uma grande referência para a sequência.

Apesar dos lapsos temporais, talvez com exceção de Roger, não há realmente falta enquanto continuidade de história. Sabemos o que aconteceu no intervalo de tempo e ao olhar novamente o mundo através dos olhos do narrador, já somos capazes de ver o quanto ele mudou. Arlen é o que mais evolui enquanto personagem, e o que encontramos no final da trama, é bastante diferente e muito mais calejado.

Como acho que já deu para reparar, ele é também meu preferido. Acredito que por ser o mais bem desenvolvido, acabou se sobressaltando entre eles. E fico temerosa por não saber ao certo sobre o seu futuro. Como mencionei, Leesha carrega um pouco do meu desapontamento. Como a única personagem feminina de destaque estava esperando um pouco mais. O foco destacado nela reside em sua sexualidade, na forma como isso influencia seu comportamento e suas escolhas, porém o desenvolvimento pesa pra algo pouco crível ou bem pouco sensível, levando em consideração o que acontece. Acredito que o autor tentou, sem sucesso, descrever como uma mulher lidaria com aquilo.

O final do livro é o segundo contra ponto a todas as coisas positivas do livro. Apesar de termos uma história interessante, um mundo bem construído e uma vontade incessante de descobrir mais e mais sobre esse universo, faltou algo no final para fazer um cliff hanger e prender definitivamente o leitor a já ansiar pela continuação. A Lança do Deserto foi lançado em 2016 e espera-se que o terceiro saia esse ano, dando continuidade a série.

Não acho que essa questão do final desmereça a história como um todo, mas com o potencial apresentado, me pareceu um desperdício fechar o livro sem algo realmente sensacional. Esse é um mundo que quero realmente conhecer mais e com toda certeza quero seguir lendo em 2017. Para a continuação minhas expectativas estão em como a configuração estabelecida no final de O Protegido vai funcionar daqui pra frente e do quanto isso vai influenciar a história e as personalidades dos personagens.

Esse livro possui muito pouco romance, mas há uma chama dele sendo avivada ao final, que pode conduzir para um caminho que eu não gosto muito, e espero que o foco não se volte para isso. De qualquer forma, O Protegido entrou pras 10 melhores fantasias de 2016 e eu recomendo a todos os leitores que curtem o gênero e estão procurando alguma nova história pra apostar. Toda a trama é muito visual e certamente encantara qualquer leitor que se dispor a soltar a imaginação para visualizar esse mundo como ele merece.

site: http://resenhandosonhos.com/o-protegido-peter-v-brett-ciclo-das-trevas/
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Rodrigo.Oliveira 19/08/2018

Uma leitura prazerosa, contínua e harmoniosa
A história se passa em um mundo fictício, onde existem várias cidades e vilarejos, que 300 anos antes eram unificados e um grande país denominado Thesa e governado por um único rei. Já nessa época os seres humanos estão em uma constante guerra com demônios, que surgem por debaixo da terra, denominados Terraítas, são seres mágicos e, e tais criaturas surgem todas as noites para devorar todo ser vivo que encontram, no entanto os humanos se unem e conseguem matar boa parte dos demônios que em dia qualquer pararam de surgir e os humanos passaram a guerrear entre sí mesmos e as armas que usaram para matar os demônios caíram no esquecimento. Passados os 300 anos os Terraítas surgem novamente e praticamente massacram os seres humanos. Que ainda conseguem usar as Proteções os símbolos mágicos, que criam barreiras intransponíveis para os demônios, no entanto ocorrendo o mínimo erro no desenho dessas proteções os Terraìtas, conseguem passar e promovem verdadeiros massacres, devorando todo o ser humano que encontrar no caminho até o nascer do sol que é quando eles vão embora, pois a luz os mata. Não possuem mas armas e os símbolos são usados apenas para proteção. O país agora é dividido em grandes cidades, denominadas Cidades Livres, governadas por Duques, que movimentam a economia por negociações entre as cidades livre e pequenos vilarejos. E são em alguns destes pequenos vilarejos que conhecemos nossos personagens principais Arlen, Leesha e Rojer. Arlen é um garoto de 11 anos que vive o horror dos constantes ataques dos demônios a sua vila. Leesha uma garota de 13 anos prometida há um rapaz da sua vila, onde a religião tem peso muito forte. Devido a dois acontecimentos marcantes na vida deles, Arlen foge de sua vila e adentra em uma jornada para se tornar um mensageiro, mas o que ele realmente quer é lutar contra os demônios, e Leesha se torna uma ervanária. Rojer o mais jovem dentre os três torna-se um menestrel com apenas 16 anos. os personagens não se conhecem e suas histórias se encontram apenas no final do livro. Neste livro a história centrou-se na apresentação dos personagens e nos fatos que fizeram eles se tornarem quem são. O livro Ciclo das Trevas, O Protegido, primeiro volume da série Ciclo das Trevas, é uma daquelas histórias que quando começamos não conseguimos parar de lê-las, narrada de forma brilhante e contínua, e contada de forma precisa, sempre nos trazendo fatos novos e empolgantes!
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Duda Razzera 19/07/2018

Adorei! Uma dark fantasy que ensina muito sobre a vida!
O que importa é sobreviver!




O Protegido é o primeiro livro da saga Ciclo das Trevas do autor Peter V. Brett. Eu já estou lendo o terceiro volume (A Guerra de Luz) e espero trazer a resenha do segundo e terceiro aqui para vocês também. Mas, chega de enrolação. Do que se trata esse livro?



Basicamente, ele conta a história de como a raça humana se tornou refém de demônios de todos os tipos. Eles aparecem à noite, saindo das Profundas, e espalham terror, morte e tristeza por onde passam. Eles são conhecidos como Terraítas e o único jeito de se proteger é com proteções desenhadas em volta das casas. Mas não é todo mundo que sabe desenhar boas proteções e as proteções de combate, por exemplo, foram há muito tempo esquecidas. Ninguém mais tem esperança de que seja possível combater esses demônios, apenas tentar sobreviver.



A história de Arlen, Leesha e Rojer



Neste primeiro volume é isso que vamos ver. E eu simplesmente amei a maneira como a história foi ambientada, os personagens foram criando vida e crescendo, amadurecendo… Mais do que isso, adoro quando o autor começa a história isoladamente de cada personagem e depois as histórias vão se entrelaçando e foi isso que aconteceu.



O livro tem pouco mais de quinhentas páginas e nem vi o tempo passar. Li tudo em menos de uma manhã porque a história é muito boa, envolvente e eu não conseguia parar. A trama é muito bem entrelaçada e não há pontas soltas nessa história.



Começamos com a história de Arlen, que tem 11 anos e o sonho de conhecer as Cidades Livres e aprender as proteções de combate, pois ele já sabe desenhar as proteções muito bem para sua idade, é um talento nato. Quando sua mãe morre em um ataque dos Terraítas, ele deixa tudo para trás em busca de seu sonho.



Em seguida, conhecemos a história de Leesha, que tem 13 anos e vive um inferno na terra com a sua mãe Elona, e o pai Erny – que não faz nada para defendê-la da mãe. Ela fica amiga da curandeira da vila e aprende os seus ofícios, desenvolvendo-se cada vez mais nessa arte.



Por fim, conhecemos Rojer, o mais jovem. Sua família inteira morre em um ataque dos demônios e ele acaba sendo apadrinhado pelo menestrel que estava de passagem e passa a aprender o ofício.



O Protegido



Enquanto vamos acompanhando a história dos protagonistas, conhecemos O Protegido, na história de Leesha. Ele é um homem todo tatuado com proteções e enfrenta os demônios com as próprias mãos, diferente de todas as outras pessoas, que fogem e se escondem atrás das proteções de suas casas.



Mas ele quer ensinar a todos que é possível lutar e se defender, não apenas se esconder. E que é possível mandar todos os demônios de volta às Profundas.



Ainda conhecemos alguns personagens secundários nesse livro, como Reena, que terá maior participação no segundo e terceiro livro (e quem sabe nos próximos) e é bem interessante. A maneira como os personagens se relacionam, como os romances se desenvolvem e como a vida acontece nas vilas e aldeias é bem peculiar, pois além de ter que lidar com os demônios e toda desgraça causada por eles, cada personagem tem os próprios demônios pessoais para enfrentar, e é isso o que os torna humanos.





E em um mundo cheio de demônios, ódio e terror, é bom não perder a humanidade se você quer salvá-la, não é mesmo?

site: https://livrosetalgroup.blogspot.com/2018/04/resenha-o-protegido-peter-v-brett.html
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Rabello 29/05/2018

Muito bom mas esperava bem mais!!!
Uma bela introdução com as explicações sobre o mundo, seres, magia e personagens.
Eu ouvi muitos elogios sobre a série e acho que criei muitas expectativas sobre o início dela, porque faltou algo pra mim. Mas não tem como dizer que o livro não eh incrível.
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Matheus Bonfim 06/05/2018

Fantasia de qualidade
O Protegido, primeiro livro da série Ciclo das Trevas, é uma incrível introdução a esse universo em que as pessoas vivem presas por causa de demônios que aparecem ao cair da noite e a única coisa que se pode fazer é usar antigos símbolos de proteção para impedir o ataque desses monstros. O plot pode não parecer nada novo porém é executado bem, o autor cria um universo interessante e coeso, os três protagonistas vão te conquistar mas a única ressalva que tenho aqui é a escolha do Peter em relação a uma personagem, que fica contraditório com o que é construído e beira ao clichê mas não entrarei em detalhes para não soltar spoilers. Tirando isso o livro é sensacional e vai te prender, excelente leitura e uma ótima porta de entrada para o gênero.
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LT 10/04/2018

Oi, gente! Tudo bem?

Hoje venho com uma resenha em um estilo diferente do que normalmente trago por aqui: uma dark fantasy. Acredito que foi uma das primeiras que li e já estou apaixonada. Preciso compartilhar com vocês a minha opinião e recomendação!

[O que importa é sobreviver!]

O Protegido é o primeiro livro da saga Ciclo das Trevas do autor Peter V. Brett. Eu já estou lendo o terceiro volume (A Guerra de Luz) e espero trazer a resenha do segundo e terceiro aqui para vocês também. Mas, chega de enrolação. Do que se trata esse livro?

Basicamente, ele conta a história de como a raça humana se tornou refém de demônios de todos os tipos. Eles aparecem à noite, saindo das Profundas, e espalham terror, morte e tristeza por onde passam. Eles são conhecidos como Terraítas e o único jeito de se proteger é com proteções desenhadas em volta das casas. Mas não é todo mundo que sabe desenhar boas proteções e as proteções de combate, por exemplo, foram há muito tempo esquecidas. Ninguém mais tem esperança de que seja possível combater esses demônios, apenas tentar sobreviver.

[A história de Arlen, Leesha e Rojer]

Neste primeiro volume é isso que vamos ver. E eu simplesmente amei a maneira como a história foi ambientada, os personagens foram criando vida e crescendo, amadurecendo… Mais do que isso, adoro quando o autor começa a história isoladamente de cada personagem e depois as histórias vão se entrelaçando e foi isso que aconteceu.

O livro tem pouco mais de quinhentas páginas e nem vi o tempo passar. Li tudo em menos de uma manhã porque a história é muito boa, envolvente e eu não conseguia parar. A trama é muito bem entrelaçada e não há pontas soltas nessa história.

Começamos com a história de Arlen, que tem 11 anos e o sonho de conhecer as Cidades Livres e aprender as proteções de combate, pois ele já sabe desenhar as proteções muito bem para sua idade, é um talento nato. Quando sua mãe morre em um ataque dos Terraítas, ele deixa tudo para trás em busca de seu sonho.

Em seguida, conhecemos a história de Leesha, que tem 13 anos e vive um inferno na terra com a sua mãe Elona, e o pai Erny – que não faz nada para defendê-la da mãe. Ela fica amiga da curandeira da vila e aprende os seus ofícios, desenvolvendo-se cada vez mais nessa arte.

Por fim, conhecemos Rojer, o mais jovem. Sua família inteira morre em um ataque dos demônios e ele acaba sendo apadrinhado pelo menestrel que estava de passagem e passa a aprender o ofício.

[O Protegido]

Enquanto vamos acompanhando a história dos protagonistas, conhecemos O Protegido, na história de Leesha. Ele é um homem todo tatuado com proteções e enfrenta os demônios com as próprias mãos, diferente de todas as outras pessoas, que fogem e se escondem atrás das proteções de suas casas.

Mas ele quer ensinar a todos que é possível lutar e se defender, não apenas se esconder. E que é possível mandar todos os demônios de volta às Profundas.

Ainda conhecemos alguns personagens secundários nesse livro, como Reena, que terá maior participação no segundo e terceiro livro (e quem sabe nos próximos) e é bem interessante. A maneira como os personagens se relacionam, como os romances se desenvolvem e como a vida acontece nas vilas e aldeias é bem peculiar, pois além de ter que lidar com os demônios e toda desgraça causada por eles, cada personagem tem os próprios demônios pessoais para enfrentar, e é isso o que os torna humanos.

E em um mundo cheio de demônios, ódio e terror, é bom não perder a humanidade se você quer salvá-la, não é mesmo?

Um grande beijo e até a próxima!

Resenhista: Duda Razzera.

site: http://livrosetalgroup.blogspot.com.br/
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Acervo do Leitor 01/02/2018

O Protegido – Ciclo das Trevas #1 – de Peter V. Brett | Resenha
O Protegido é o primeiro livro da saga Ciclo das Trevas escrito pelo autor Peter V. Brett, que está sendo publicado pela Darkside, cujo terceiro volume, A Guerra da Luz, chega às livrarias neste mês. Com uma estrutura voltada à Dark Fantasy, O Protegido conta a história de uma humanidade que vive refém de demônios, sendo estes basicamente elementais, que durante as noites saem das Profundas para espalhar o caos pelo mundo. A única defesa das pessoas contra as Terraítas são as proteções, símbolos tribais, que variam suas funções de acordo com o desenho. De maneira geral, as únicas proteções ainda utilizadas, são àquelas voltadas à defesa de suas residências, ou espaços previamente delimitados. Proteções de combate que há muito, eram utilizadas para destruir os demônios, perderam-se com os tempos, histórias, e figuras de um passado que jaz nos incautos das lendas.

“Desesperada e temerosa, Leesha fez a única coisa que podia. Chorou. Chorou pelos mortos, pelos feridos e por si mesma. Em uma aldeia com pouco mais de quatrocentas pessoas, não havia ninguém cuja morte não a ferisse.”

Neste primeiro livro vamos acompanhar a trajetória, desde a infância, de três personagens: Arlen, um garoto de 11 anos que tem a ânsia de conhecer as Cidades Livres e aprender a como combater os demônios. Após um ataque dos terraitas, a mãe de Arlen sofre graves ferimentos, culminando em sua morte. O garoto revoltado com a covardia do pai, que os deixou sozinhos durante a noite no celeiro, foge em busca de uma companhia para chegar às cidades livres e iniciar sua caminhada rumo a vingança. Leesha uma garota de 13 anos que vive com a mãe Elona, uma figura autoritária e desprezível, e seu pai, Erny, que se esconde sob a ignorância e as palavras afiadas da esposa. Rojer, o mais jovem dos três, vê sua família sendo dizimada pelos demônios e foge com um menestrel que estava de passagem pela aldeia. O livro vai acompanhando e desenvolvendo cada um destes protagonistas em suas determinadas trajetórias de maneira cronológica. Todos são marcados pela fúria e ódio dos demônios, que de maneiras bastante diretas, tornaram suas vidas um turbilhão de horrores e medo.

“Estive tão ocupado pensando contra o que estava lutando que esqueci do motivo pelo qual lutava. Durante toda a vida não sonhei com nada além de matar demônios, mas do que adianta acabar com eles nas florestas e ermos, e ignorar aqueles que assombram os homens todas as noites?”

Confesso que a primeira parte do livro ficou muito aquém do esperado, com um desenvolvimento raso e pouco abrangente, com algumas passagens que soavam bastante forçadas pelo autor. Os primeiros capítulos de Leesha são no mínimo ridículos, e todo seu “romance” com Gared é de doer os olhos. Persisti, e que bom que assim o fiz. A segunda metade do livro é excepcional! Os personagens são muito mais críveis em suas ações (Leesha tem um desenvolvimento digno de aplausos), a ambientação é bem mais detalhada (ainda que não bastante), e as batalhas que circulam pelas páginas são de prender o fôlego. Arlen é aquele que está um passo à frente dos demais, e é protagonista da grande surpresa deste primeiro livro. Mas não é somente nos três protagonistas que a história se sustenta, os personagens secundários são muito bem construídos, ou pelo menos boa parte deles, com destaque para Bruna, a velha ervanária que treina Leesha em sua função.

Não sei se a impressão foi somente minha, ou mais alguém a compartilha comigo. Mas, principalmente lá pelo final do livro, me senti em um jogo de RPG eletrônico, ao melhor estilo Final Fantasy ou Breath of Fire, com cada personagem utilizando seus atributos à medida que enfrentam os Terraítas. A figura misteriosa do Protegido, um homem todo tatuado de proteções que enfrenta demônios com as próprias mãos, quando aparece subverte todas as outras. É interessante também acompanhar a “rivalidade” entre os diferentes tipos de Terraítas, e a maneira como isso pode ser sabiamente utilizada em prol da sobrevivência, demônios de madeira combatem os demônios de chama, pois estes ao causar incêndios, podem destruir seus habitats. Os demônios de rochas são até então os mais fortes e poderosos, e olham aos demais como simples insetos.

“Ergueu os olhos e viu as figuras ainda longe da estrada, mas perto o bastante para vê-lo. Ouviu um grito quando o mundo desapareceu na escuridão.”

SENTENÇA
Peter V. Brett criou um início de uma saga que tem tudo para figurar entre as melhores do gênero. Com uma primeira metade fraca e pouco convincente, o livro surpreende e muda sua figura na segunda metade, construindo de maneira emocionante os rumos dos protagonistas. Com batalhas alucinantes, e um panteão de demônios aterrorizantes. A Lança do Deserto, o segundo volume, tem tudo para alcançar a avaliação máxima, e esperamos ansiosamente por isso!



site: http://acervodoleitor.com.br/o-protegido-ciclo-das-trevas-resenha/
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Willianpm 03/01/2018

Bem legal
Uma premissa que me cativou assim que li a sinopse. Depois que anoitece todos devem se esconder em suas casas, pois, demônios da areia, vento, pedra e até do fogo saem para se alimentar. Mas apenas se esconder não basta, para se proteger de verdade dos demônios as pessoas devem usar simbologias antigas, uma espécie de runa, que através da magia não permitem que os monstros adentrem nos locais protegidos por ela.

Os primeiros capítulos se concentram em contar a história de Arlen e sua família enquanto lutam para sobreviver noite após noite em seu pequeno vilarejo. Mais a frente os capítulos passam a contar a história de Leesha, uma menina bem nova que foi prometida um filho de lenhador, num acordo entre famílias. Por último, também em capítulos separados iremos conhecer o garoto ainda mais jovem, Rojer e sua família.

É claro que mais tarde a história progride para o encontro dos três, e é quando o livro que já era frenético, se torna ainda mais. Fazia muito tempo que eu não lia um livro por mais de 7 horas seguidas, esse aqui me prendeu bastante.

Apesar disso o livro não é num todo perfeito, existem certas coisas que me incomodaram, principalmente quando falamos de pares românticos. Pelo decorrer da história achei forçado o acontecimento de alguns beijos e até mesmo paixões. Faltou o autor trabalhar melhor para convencer de fato o leitor que aquilo era natural e não forçado.

Ainda assim o livro é excelente e pretendo demais continuar lendo essa serie, é incrível. Uma dica é se você durante a leitura notar que realmente esta gostando da história, já vá providenciando o volume dois. O livro termina com muitas coisas em aberto, deixando o leitor bem curioso.
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Glau 21/12/2017

Que livroooooooooo
O Ciclo das Trevas conta a história de demônios que surgem no início da noite, das Profundezas, para caçar humanos. Nessa tragédia que acomete as cidades há centenas de anos, Arlen, Leesha e Roger passam pro provações desde criança e crescem rodeados de perdas e medos.

A mãe de Arlen é atacada pelos Terraítas, e o menino tenta a todo custo salvá-la das garras dos dos demônios, e quando conseguem se refugiar, pela covardia do pai, em poucos dias a mãe dele não resiste e morre. Arlen passa a nutrir um sentimento de repulsa pelo próprio pai, pelas atitudes tomadas posteriormente a morte da mãe e a covardia sem fim do homem. Acaba fugindo e aprendendo a se refugiar dos Terraítas.

Leesha é uma adolescente de 13 anos, filha de Elona, uma mulher de índole duvidosa, e extremamente rígida. É prometida de Gared, um rapaz de 15 anos, que a espera se tornar "moça" para realizarem o casamento, No entanto, Gared pisa na bola com ela e a decepciona de uma forma que Leesha não quer vê-lo nem pintado de ouro. Ela se refugia aos cuidados de Bruna, uma ervanária poderosa que cuida dos feridos atacados pelos Terraítas.

Roger perde os pais em um ataque dos Terraítas, com apenas 3 anos de idade, de uma forma brutal. Um conhecido deles, Arrick, fica responsável pela criação dele e ambos passam a viver de cidade em cidade como menestrel e assistente, para sobreviverem.

Os três protagonistas vão vivendo os anos a duras penas, adquirindo experiências específicas e particulares quem um dia vão os tornar únicos.

Apesar do livro ter 514 páginas, a leitura é bem fluida, os parágrafos não são extensos e contém pausas que não deixa a leitura cansativa. O autor usa várias referências associadas ao nosso mundo real, que facilita o nosso entendimento e torna a história mais interativa. O livro é repleto de ação, de ataques e luta pela sobrevivência. Apesar das 500 págs, ele se apresenta como uma introdução e preparação dos personagens para os próximos livros e tudo que ainda acontecerá.
Para que gosta de terrores noturnos e bastante ação, esse livro é um prato cheio.
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AndreRegal 04/12/2017

Bom, mas não me encantou.
Bem, minhas impressões foram as seguintes:
O livro tem um início alucinante, uma das melhores premissas que peguei nos últimos tempos. Demônios surgindo da terra à noite e devorando tudo que encontram pela frente? Traz mais! Ciclo das Trevas mostra um mundo onde a noite é amaldiçoada, as viagens só são feitas durante o dia e se, você não quiser ser comido pelos terraítas, tem que ser muito bom em fazer círculos de proteção.
Personagens começando a se desenvolver com maestria, inclusive. Pelo menos no início. O protagonista, Arlen, foi o único de quem gostei do início ao fim. Mesmo com a trama avançada, o autor conseguiu não deixá-lo cair no lugar-comum do herói invencível. Onde a musculatura e as proteções impecáveis o pintavam como virtualmente inquebrável, ele se mostrava, por dentro, cheio de questões e a velha cabeça-dura de garoto.
Pontíssimo pro autor!
Contudo, do meio para frente fui perdendo a empolgação. As novidades cessaram, os conflitos se tornaram previsíveis e o ritmo - já acelerado, o que me incomoda - manteve-se firme.
O final, para meu gosto, não foi nada climático.
Também não gostei muito das referências forçadas trazidas pelo autor, como sprays de pimenta medievais para impedir o avanço dos homens; um país onde as mulheres usavam burca e não podiam mostrar o rosto, exceto ao marido (alou?); críticas incrivelmente similares às nossas ao sistema religioso e político, etc.
Quanto aos dois personagens secundários, Leesha e Rojer, gostei mais do segundo. Mesmo ele não tendo quase nenhum peso na trama, foi mais bem construído e sustentado. Muito carismático, o aprendiz de menestrel. A garota, Leesha, porém, não me agradou nem um pouco. Ela teve um grande início, sim. Sua infância foi deliciosa de ler. Depois o autor esqueceu o que estava fazendo e começou a tomar decisões que, a meu ver, foram muito masculinas e dignas de uma bela duma personagem mosca-morta. Pra mim, Peter V. Brett não leva muito jeito para conduzir personagens femininas, mas essa é só minha opinião.
Enfim, foi uma boa leitura, sim! eu tiro um pouco da nota por causa dos deslizes, mas isso talvez tenha custado meu interesse pelas continuações.
Não sei se prosseguirei com a série.
só as Profundas dirão.
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Bruno 21/09/2017

Um livro de erros e acertos
Iniciando a saga, Peter V. Brevett apresenta um novo e interessante mundo de fantasia, no qual podemos traçar semelhanças metafóricas em relação ao poder do medo em nossa realidade.

O livro narra as histórias de três protagonista, porém o que recebe maior destaque dentre ele é Arlen, um garoto que aprende sobre como os humanos estão sendo sobrepujados pelos terraítas e que a humanidade precisa tomar uma atitude para não ser exinta.
Os outros personagens principais são Lessha, uma garota que tenta viver um vida comum, porém sofre as consequências de uma mentira, e Roger, uma criança que treina para ser um menestrel profissional- uma espécie de bardo.- Os dois desempenham papéis menores no livro, mas ainda são importantes na trama.

Falando na história do livro, ela se desenvolve de boa forma por quase todo o livro. No início, o leitor vai sendo apresentado ao mundo visto do ponto de vista dos personagens, oque ajudou o leitor a se sentir dentro do livro. Além disso, vemos diferenças de costumes e cultura existentes nas grandes cidades, espalhadas pelo continente, mostrando todo o potencial de história e criatividade neste mundo, que mais uma vez se pode traçar paralelos com o nosso mundo.
O desenrolar da trama e o desenvolvimento dos personagens é interessante e servem para expandir a complexidade do livro, mas tudo converge em uma conclusão fraca.
A partir de certo ponto do livro, todos os problemas que a trama evitou durante o livro quase todo aconteceram em sua reta final. Uma série excessiva de clichés, momentos importantes para os personagens que foram feitos e desperdiçados às pressas. Além disso, o clímax final é desprovido de tensão.

Peter V. Brevett entrega um livro que se inicia fascinante, porém entrega um péssimo aproveitamento do péssimo potencial, deixando uma impressão dúbia.
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Fabiano.Poeta 31/07/2017

Nunca Spoliler!!!!
Gostei muito do livro, a única coisa que não gostei foi o desenrolar da parte da personagem Leesha (não achei a personagem chata ) mas a história dela sim, pois tudo girava em torno de sua sexualidade ou grosseiramente falando de sua vagina, Parece que o mundo inteiro queria possui lá .....achei meio besta . Só minha opinião povão.
Barbara.Vasconcelos 03/08/2018minha estante
Eu também achei péssimo o desenvolvimento da personagem Leesha!!!


Fabiano.Poeta 05/08/2018minha estante
Já nos próximos livros ela melhora 100% se tornando uma das personagens mais legais, vale muito apena ler os outros livros.


Barbara.Vasconcelos 06/08/2018minha estante
Ainda bem. Eu gostei muito do livro, o único ponto fraco na minha opinião foi o desenvolvimento dela mesmo. Os outros devem ser foda então, ansiosa por eles agora rs




Whebson 11/07/2017

Um livro frenético, cheio de aventura e violência. Excelente.
Tudo na medida certa, uma história bem contada, enredo maravilhoso e sangrento. O livro valeu cada minuto lido. Recomendo.
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