Entre Cabras e Ovelhas

Entre Cabras e Ovelhas Joanna Cannon




Resenhas - Entre Cabras e Ovelhas


21 encontrados | exibindo 1 a 15
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Nana 21/10/2017

Envolvente, doce e divertido!
Este livro foi uma surpresa deliciosa, não esperava muita coisa e acabou entrando para meus favoritos.
Uma trama original com personagens interessantes que não são nem heróis e nem vilões, apenas pessoas normais que poderiam morar na nossa rua. As meninas Grace e Tilly são muito fofas.
A história gira em torno de um grupo de vizinhos, moradores de uma vila no interior da Inglaterra, e que guardam segredos do passado, além do sumiço misterioso de uma das moradoras no presente. A narração é feita a cada capítulo em uma das casas da vila no ano de 1976 e em algumas partes no ano de 1967.
Os capítulos contados por Grace e Tilly dão a leitura uma visão inocente e super divertida.
Com uma escrita simples e inteligente, a autora conseguiu expor as falhas e as complexidades dos seres humanos mostrando seus comportamentos diante da amizade, lealdade, preconceitos e mentiras.
​Adorei e quero ler muitos mais desta autora (este é seu primeiro livro!)
Fabiana 07/01/2018minha estante
Acabei hoje e gostei muito!
De cabras e ovelhas, todos temos um pouco ;)




Laís - Mania de Livro 25/05/2017

A delicada trama de Entre Cabas e Ovelhas se passa na Inglaterra de 1976, em uma pequena vila com mistérios e famílias peculiares.

Certo dia, uma das moradoras desaparece. Ninguém sabe o que aconteceu... Alguns acreditam que a Sra. Creasy tenha sido assassinada e jogada no rio, ou que o seu sumiço tem a ver com o estranho homem da casa 11. Há quem especule que o seu marido a matou.

A tensão entre os moradores é enorme. Juntos, eles escondem um escabroso segredo. E, a cada dia que a Sra. Creasy passa desaparecida, é mais um motivo que os leva a crer que ela descobriu a verdade. E que está se preparando para revela-la ao mundo.

Tilly e Grace, as duas garotas que dão cor a história, decidem que irão encontrá-la. Se Deus está em todos os lugares, elas acreditam que um bom lugar pra começar a busca seja procurando por Ele. Então, enfim, a verdade vai se mostrando.

Pra mim, as piores histórias são as que tratam da crueldade do ser humano, por isso esse livro se tornou assustador, na minha opinião. Nessa trama, a gente percebe claramente o poder das palavras e dos julgamentos.

O ponto chave desse livro é a narrativa encantadora. A autora não dá as respostas ao leitor - ela as joga sutilmente durante os capítulos e, cabe ao leitor, interliga-las. Nada fica explícito aqui. Entre Cabras e Ovelhas é um livro onde deve se abusar da sua percepção.

A história mostra alguns flashbacks, o que aguçou ainda mais a minha curiosamente. Eu simplesmente AMEI os personagens e a forma como a autora interligou as histórias de cada um. Como é narrado pela Grace (uma criança), o livro possui certa sutileza. Ela faz altas sacadas geniais sobre os adultos e seus comportamentos!

Se você gosta de um livro de mistério que envolva muito mais do que um suposto crime, esse é o livro que você estava procurando pra se tornar sua próxima leitura! Fiquei horas refletindo sobre o final e sobre as consequências dos nossos atos.
Fernando Lafaiete 25/05/2017minha estante
Nunca tinha ouvido falar deste livro... Mas sua resenha me fez ficar bem interessado.




Nicoly Mafra - @nickmafra 21/06/2017

Resenha - Entre Cabras e Ovelhas
Em 1976, em uma pequena vila da Inglaterra, a Sra. Creasy, moradora da casa n. 8, desaparece - alguns acreditam que ela tenha fugido, outros acreditam que ela tenha sido assassinada.

Depois da notícia do desaparecimento da Sra. Creasy, Grace e Tilly, garotinhas de dez anos, resolvem procurar pistas sobre o que de fato aconteceu com a vizinha, mas também aproveitam a jornada para sair à procura de Deus, pois - de acordo com o pároco da região-, se existe Deus em uma comunidade, ninguém se perderá.

Além do mistério do desaparecimento da Sra. Creasy, há um segredo que o bairro manteve por quase vinte anos, e ainda os próprios segredos de cada morador. A Sra. Creasy gostava de visitar seus vizinhos e era uma boa ouvinte – será que ela desapareceu por causa de algo que descobriu?

Entre Cabras e Ovelhas é um livro sobre julgamento e preconceito, uma estória incrível que nos mostra como as pessoas podem ser cruéis e como as mentiras podem afetar a vida daqueles que estão à nossa volta.

Com uma narrativa excelente, Joanna Cannon, deixa o leitor preso ao livro com a quantidade de pistas e informações que são deixadas durante as descrições e os diálogos. Porém, o detalhe mais interessante é como a autora brinca com a narrativa de momentos mais intensos – dos adultos – e com a narrativa de momentos mais inocentes – de Grace e Tilly -, o que torna a leitura agradável e viciante ao mesmo tempo.

Neste livro somos apresentados à muitos personagens, porém eles são muito bem desenvolvidos; senti que conhecia os personagens com profundidade e me senti muito conectada, principalmente com as meninas, Grace e Tilly - amadas!

Fiquei encantada com Entre Cabras e Ovelhas, este livro realmente me conquistou. Este é aquele tipo de livro que deixa uma marca, faz com que você reflita sobre seus atos. Recomendo muito a leitura – especialmente para quem gosta de um bom mistério!

site: www.instagram.com/nickmafra
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Leo Gois 20/07/2017

Há verdades e "verdades"
Não se trata necessariamente de um livro religioso, a religião é abordada de forma geral, porém o suspense que a autora emprega ao longo das páginas, nos faz refletir e re-pensar sobre a bondade do homem. Um dos pensamentos mais interessantes para as personagens Grace e Tilly, é que em suas mentes está nítido e claro que, (baseado nas próprias palavras da bíblia), sobre o quão ordenadas e fiéis são as Ovelhas e o quanto as Cabras são mal vistas, "metaforicamente falando é claro". O Deus punidor que irá perseguir as cabras e recompensar as ovelhas.  E a conclusão desse esteriótipo bíblico, leva Tilly a refletir que nem todos são cabras ou ovelhas, tudo é uma questão de quem está avaliando isso, assim como um dia Jesus foi julgado por ser a Cabra de seu tempo e longos anos após sua morte teve sua imagem alterada e provando uma nova verdade para uma nova sociedade, que foi repassando ao longo dos anos como verdade absoluta. Leia o review completo no link!

site: https://mundohype.com.br/review-entre-cabras-e-ovelhas-de-joanna-cannon/
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Ladyce 13/02/2018

Toda metrópole desenvolve áreas urbanas com sotaques, poder econômico, serviços que tornam bairros em verdadeiras aldeias dentro de seu perímetro. Elas facilitam a interação das pessoas, fazem de vizinhos, amigos e estabelecem regras de conduta nem sempre explícitas para os de fora, mas conhecidas pelos que ali moram. Não é a toa que há bairros tão famosos quanto as cidades onde se encontram: Nova York tem Queens, Brooklyn; Londres, East Side e Kensington Park; Paris, Montmartre e Trocadéro; São Paulo, Bexiga e Vila Mariana e Rio de Janeiro, Vila Isabel e Ipanema. Nos bairros, similaridade de gostos e atitudes são grandes e não é raro o comércio de sucesso em um local não ser bem sucedido em outra parte da cidade. A vila, de umas vinte casas, descrita em Entre cabras e ovelhas tem esse perfil de comunidade bem tecida. Críticos da obra, dizem que é 'mais uma história de vilarejo inglês', tema muito explorado. Mas o grupo de pessoas nesta obra forma uma sociedade preconceituosa que serve de mecanismo central para o desenrolar da trama e solução de um mistério.

A literatura mundial está repleta de exemplos da moralidade circunscrita a aldeias ou comunidades, mantida pelo mexerico ou especulação sobre o comportamento de um ou mais habitantes. Dar ouvidos a indiscrições, à maledicência é natural dos seres humanos. Yuval Noah Harari, no primeiro capítulo do livro Sapiens: uma breve história da humanidade relaciona o mexerico, a fofoca, como ferramenta importante na evolução cognitiva da humanidade. Decisões tomadas em conjunto, por uma aldeia, defendendo território ou valores locais não são incomuns e o comportamento tribal nem sempre é judicioso. Pode ser arbitrário e com frequência infundado. Na literatura moderna há numerosos exemplos retratando o irracional de um grupo: o romance vencedor do Prêmio Goncourt O sol dos Scorta (2004) de Laurent Gaudé; o conto de Mark Twain, The Man That Corrupted Hadleyburg (1900), a peça teatral Assim é (se lhe parece), de Pirandello (1917) são variações no tema. É justamente esse comportamento insular que permite duas meninas, fascinadas pelo desaparecimento de uma senhora da vila, saírem por conta própria para resolver este enigma, no meio do caminho resolvem para si o mistério da onipresença de Deus, instigadas pelo sermão dominical na igreja que frequentam.

O título do livro vem do evangelho de São Mateus (Mateus 25:31-46) e nos dá a diretriz da questão moral da trama. No Juízo Final fiéis seriam divididos entre bons e maus, ovelhas e cabras. Não há como ficar em cima do muro, ou você é cabra ou ovelha. Aos poucos, à medida que conhecemos os habitantes da vila, através das aventuras de Grace e Tilly, duas meninas de dez anos, que investigam o desaparecimento da Sra. Creasy e procuram achar Deus no lugar em que moram já que acreditam que Ele manteria todos os moradores a salvo, descobrimos que nem sempre se é simplesmente ovelha ou cabra. As duas meninas detetives, que traçam o caminho narrativo da trama, começam sua investigação no verão de 1976, um dos verões mais quentes da Inglaterra e para os moradores do local, aparentemente interminável. Intrigadas com o desaparecimento de alguém que conheciam, elas se mostram determinadas a descobrir o mistério. Mas suas perguntas acabam por explicar um acontecimento passado em 1967 que levou toda a comunidade a reagir de maneira inusitada. Nove anos depois essas pessoas ainda se encontram controladas pelo passado que as prende a um voto de silêncio coletivo, levado a sério até o presente.

Parte do charme da história está na investigação das meninas. Inocentes, elas vão de porta em porta, fazendo perguntas que para os habitantes da vila são indiscretas e abrem fissuras na cortina de silêncio que mantêm. Por causa de sua ingenuidade, as meninas oferecem um ponto de vista novo, cândido e, por isso, colocam seus interlocutores em situações de inesperado melindre e grande humor. Aliás, o humor prevalece nesta narrativa, com alguns momentos de riso espontâneo do leitor, o que dá um tom jovial e fino à história. Além disso há a sátira bem desenvolvida sobre a crença em milagres, imagens milagrosas, comportamento religioso e cobertura sensacionalista da imprensa.

Ao final, é quase irrelevante se descobrimos as razões do desaparecimento da Sra. Creasy. Narrado numa prosa pitoresca, com tradução de Celina Portocarrero, este livro retrata paranoia coletiva, preconceitos numerosos e atitudes arrogantes. É uma história repleta de mistério, suspense, intriga, interpretações maliciosas de ações do dia a dia, maledicências repetidas sem pensar em consequências e segredos. Tudo bem equilibrado pela ironia e humor.

Recomendo como um excelente entretenimento. A Semana Santa vêm aí, a pouco mais de um mês, este seria um ótimo companheiro para dias de lazer. De no máximo cinco estrelas, dou-lhe quatro, por dois motivos: primeiro, um muito pessoal, acho que a história poderia ser mais curta (mas esta tem sido uma objeção tão comum nas minhas leituras que me pergunto se não ando impaciente demais) e segundo, eu gostaria de ter tido no início do texto um pequeno mapa da vila e de suas casas. Li este livro em um dos meus grupos de leitura e todos os participantes acabaram por fazer anotações tentando localizar melhor as casas, para não ter que voltar a capítulos anteriores à procura de quem se falava. Mesmo assim uma leitura muito agradável.
raissa.pinto.9 13/02/2018minha estante
Ladyce, a edição britânica tem esse mapa das casas na versão paperback. A minha versão é a hardcover uk e não tem. Vou tentar ver se consigo a imagem na internet antes de iniciar a leitura. Este livro tem sido bem queridinho pelos youtubers gringos, inclusive a autora acabou de lançar um outro livro que está sendo bem elogiado também.


Ladyce 14/02/2018minha estante
Bom saber que já haviam antecipado a necessidade de um mapa. A narrativa não é linear e ainda tem dois tempos, 1976 e 1967. As ações se passam nas mesmas casas em ambas as datas. A tendência é realmente ir e vir no texto, voltando atrás muitas vezes para termos entender quem é quem e onde mora.




Acervo do Leitor 02/02/2018

Entre Cabras e Ovelhas – Joanna Cannon | Resenha
Sabe aqueles livros que não somente te prendem durante a leitura, mas te fazem pensar nele muitas horas/dias após tê-lo finalizado? Para o bem ou para mal, seja com um sentimento de alegria, tristeza ou até mesmo algo mais indigesto, quem dirá agridoce. Entre Cabras e Ovelhas se encaixa neste perfil, com uma história envolvente, apaixonante e trágica. Trazendo dois extremos puramente humanos, a inocência de uma criança e a tragédia e maldade latentes de um adulto.

“Era começo de dezembro e a geada já começava a pintar as calçadas. Pensava em dar a noite por encerrada, antes que a temperatura caísse ainda mais e a ida para casa se tornasse ainda mais perigosa. Talvez, se o tivesse feito, nada daquilo tinha acontecido. Embora soubesse, por experiência própria, que se algo de ruim vai acontecer, acontecerá independentemente do quanto se tente evitar. Coisas ruins nos encontram. Elas nos procuram. Pouco importa se tentamos ignorá-las, nos esconder ou andar na direção oposta. Elas acabam por nos descobrir eventualmente.
É sempre só uma questão de tempo”.

Entre Cabras e Ovelhas é um livro que aborda diversos temas com uma sutileza impressionante. Tudo começa quando uma das moradoras da Vila desaparece misteriosamente. Não se sabe se ela foi sequestrada ou se simplesmente foi embora, e quais motivos ela teria para fazer isso. Afinal, a srª Creasy é casada e sempre teve um relacionamento bastante positivo com seus vizinhos. Todos os demais moradores ficam preocupados com seu sumiço, em especial, obviamente, seu marido. Mas são duas crianças (Grace e Tilly) que partem numa investigação, que não somente trarão à tona os mistérios deste desaparecimento, como os segredos mais pérfidos que se escondem por baixo da pele da comunidade local.

“- As pessoas acreditam nas coisas mesmo sem saber se são mesmo verdadeiras – eu disse.
– Porque, se todo mundo acredita na mesma coisa, isso faz com que se identifiquem. É como se pertencessem ao mesmo grupo – disse Walter”.

Há vários pontos a serem considerados no livro. O entrosamento e cumplicidade apaixonantes de Grace e Tilly, duas crianças que veem somente inocência sobre os diálogos culposos dos adultos. A determinação delas em busca de respostas. O destaque individual dado a cada um dos moradores da Vila, todos municiados com seus dramas e demônios internos. E uma mistura genial de drama, suspense, calunias, debates religiosos, amizade, bullying, lealdade, amor e traição. São tantos gêneros misturados num único livro, que é de se admirar como a autora conseguiu conceber todos eles de maneira tão real, tão humana.

” – Mas eu não entendo – cochichou Tilly – Como é que Deus pode saber quais pessoas são cabras e quais são ovelhas.
– Acho que é aí que está o problema – retruquei – Nem sempre é fácil saber a diferença”.

O livro é intercalado com relatos em primeira pessoa feitos por Grace, e por pontos de vista sobre os moradores da Vila, culminando numa mistura de tempo presente e flashbacks. Entre Cabras e Ovelhas não é um livro de ação e de ritmo frenético, mas sim de descobertas, de segredos desenterrados e de consequências de seus atos. Um livro sobre o poder da mentira e a tragédia que nela resulta. Um livro sobre preconceitos, sobre julgamentos, sobre a eminente obscuridade que está soterrada sob o cerne da humanidade, sobre nossa capacidade de ferir uns aos outros de maneira cega e gratuita.

SENTENÇA

Entre Cabras e Ovelhas é sem dúvidas uma das minhas melhores leituras do ano. Um verdadeiro soco no estômago da sociedade e na sua conduta frente ao diferente. Grace e Tilly nos conduzem para uma autodescoberta. Ao final só há uma verdade, todos temos um pouco de Cabras e Ovelhas.


site: http://acervodoleitor.com.br/entre-cabras-e-ovelhas-resenha/
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morning_sato 27/02/2018

Meu deus do céu
Eu tenho um novo livro favorito.
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Fabiana 10/01/2018

Somos cabras, somos ovelhas.
A história se passa no ano de 1976 em uma pequena vila. Uma moradora, a senhora Creasy desaparece misteriosamente deixando muitas especulações na vizinhança.

No decorrer da história conhecemos as personagens principais: Grace e Tilly, duas meninas meigas, espertas e muito inteligentes que procuram por Deus na vizinhança, para que ele as ajude a encontrar a sra Creasy. Afinal, Deus está em todo lugar, como ouvem frequentemente durante a missa na igreja.

Conhecemos também o cotidiano e a vida dos demais vizinhos, suas virtudes e desvios. Como é comum em pequenas vilas, todos sabem a vida de todos e são muito próximos. Vizinhos jogam baralho, outra vizinha cuida da filha do casal da casa ao lado, alguns conversam entre o muro e outras coisas comuns em vizinhança de vila que pouco acontece nos dias de hoje.

Os questionamentos da personagem Grace sobre Deus ser fogo consumidor, suas sacadas sobre a autoridade do pároco sobre as pessoas (estando praticamente abaixo de Deus), os símbolos que as pessoas recebem de cabras ou ovelhas foram apaixonantes.

Em suma, a leitura nos faz refletir que nem sempre nossas ações são preto no branco, não somos definitivamente bons ou maus, dependendo onde o calo nos aperta, poderemos sim, ter certa flexibilidade moral. Afinal, de cabras e ovelhas, todos temos um pouco! 😊
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Annie - @queriaseralice 11/07/2017

Amei!
“Coisas ruins nos encontram. Elas nos procuram. Pouco importa se tentamos ignorá-las, nos esconder ou andar na direção oposta. Elas acabam por nos descobrir eventualmente.
É sempre só uma questão de tempo.”⠀

Inglaterra, verão de 1976.⠀

Grace e Tilly são duas garotinhas espertas, muito amigas e moradoras de uma Vila bastante peculiar. Certo dia, uma senhora – conhecida por todos como sra. Creasy – desaparece. Sem motivos e sem deixar rastros. Quem leva a culpa? Primeiramente o calor. Afinal, ele nos deixa um tanto fora de si e agitados, não é mesmo? ⠀

Porém, Grace e Tilly acreditam que o culpado não é ele, e elas decidem procurar a resposta batendo em todas as portas e procurando por Deus. Ora, ora, Ele? 🤔 Sim. Para elas e para o pároco da igreja, somos como ovelhas. Quando desviamos do caminho, Ele nos encontra e nos leva para casa.⠀

A busca pela sra. Creasy e por Deus acaba por mostrar que todos os adultos daquela Vila possuem segredos e alguns mentem por proteção – de si ou de outros.⠀

Se as duas encontram Ele, a sra. Creasy ou seja lá o que surgir pelo caminho eu não posso afirmar, mas preciso dizer: que livro incrível! 😍⠀

Entre Cabras e Ovelhas contém humor, doçura, mistério, aventura e muito amor envolvido. Grace e Tilly são duas crianças com questionamentos que não param de aparecer! Os diálogos entre as duas, a sra. Morton e Walter Bishop – o “vilão” da história – são simples e ao mesmo tempo fascinantes.⠀

Recomendo muito! A edição da @editoramorrobranco está, como sempre, impecável. Eu amei a escrita, os personagens, tudo! Já estou com saudades da Vila. 💙

site: https://www.instagram.com/p/BWLxkn7lOtP/
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Jeff.Rodrigues 22/01/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
Nada como o olhar de uma criança para as situações mais banais do nosso cotidiano. Ainda desprovidas daquele bom senso de convivência social, elas traduzem, em sua inocência, muito da realidade que nós, adultos, adoramos maquiar ou ignorar. É através do olhar de duas garotinhas em sua busca por Deus na pequena vila onde moram, que Entre Cabras e Ovelhas desnuda e investiga as diversas ações humanas e seus impactos na vida de cada morador daquela área. O resultado é uma obra divertida e encantadora, um tanto cruel, mas que persiste em nos provocar reflexões muito tempo depois de virada a última página.

Microcosmo do mundo, a Vila onde a história de Entre Cabras e Ovelhas se passa concentra a diversidade representativa ideal dos tipos sociais e, principalmente, dos comportamentos humanos. O sumiço de uma moradora é o gatilho que desencadeia a narrativa. A partir do momento em que a sra. Creasy sai de cena, o caldeirão de especulações e fofocas borbulha. Nada diferente do que cada um de nós está mais do que acostumado a viver e fazer em nosso dia a dia. O disse-me-disse em torno da sra. Creasy é o mesmo que fazemos com nossos amigos, familiares ou em grupos de WhatsApp. Mas a história vai além, porque a Vila guarda seus segredos, e esse desaparecimento acaba trazendo tudo à tona.

É pelo olhar de duas garotinhas, Grace e Tilly, que vamos acompanhando e desvendando dia após dia o comportamento de cada morador. Após ouvir um sermão em que o padre dizia que Deus está em todos os lugares, as duas decidem sair à procura de Deus ali na Vila. Elas acreditam que se encontrá-Lo, a sra. Creasy retornará. E aí… Como encontrar o Todo Poderoso? Como identificar os seus sinais? Como separar o joio do trigo, ou as cabras das ovelhas? Começa então uma divertida investigação em que nenhum detalhe é perdido e onde Joanna Cannon brinca com mensagens escondidas sob frases ou atitudes, aparentemente inocentes, mas que guardam inúmeros significados.

Os comportamentos dos personagens adultos expõem as fraquezas e vícios humanos. Nada escapa ao olhar da autora. Cada porta que se abre, descortina pessoas normais, comuns. Cada casa guarda pré-julgamentos, ódios, bondade, desilusão, passados sombrios, medos, traumas, segredos que prejudicaram pessoas, segredos que poderiam mudar a vida de pessoas. Ao percorrer a Vila encontramos uma miscelânea de atitudes humanas e vamos percebendo como cada atitude isolada, ao se combinar, acabou influenciando no todo, na comunidade. E onde estaria Deus nesse meio?

As respostas para as muitas perguntas que vão surgindo no livro aparecem em pequenas peças, soltas pelos capítulos. E à medida que o quebra-cabeças vai sendo finalizando e descobrimos o segredo que liga cada morador, podemos até ficar chocados, mas atire a primeira pedra quem não conhece nenhuma situação que se assemelhe. Entre Cabras e Ovelhas mostra que é muito difícil separar esses dois animais. Afinal, ninguém está imune às fraquezas humanas. Nem mesmo a garotinha Grace resiste, em determinada passagem em que a vaidade suplanta a amizade.

Narrativa envolvente e inesquecível, Entre Cabras e Ovelhas reúne toda a inocência e pureza infantis a críticas ácidas sobre o comportamento humano. Mesmo após o fim, os atos desses personagens ainda ecoam em nós. Acabamos por concluir que todos somos iguais e carregamos nosso lado cabra e nosso lado ovelha.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2018/01/17/resenha-entre-cabras-e-ovelhas-joanna-cannon/
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Michelle Trevisani 19/05/2017

Aquela leitura perfeita que deixa marcas na gente!
De imediato, quando esse livro chegou as minhas mãos, com essa capa e esse título, notei que teria uma conexão com ele. Uma boa conexão. Sei lá, tem livros que a gente sente essa vibração logo que coloca as mãos. Como é um lançamento eu não sabia muita coisa da história. Eu não sabia o que esperar dela. Mas sabia, bem lá no fundo do meu coração (hahah eita que piegas) que eu me renderia a esse livro.

E o primeiro capítulo, foi um dos primeiros capítulos mais espirituosos, cativantes, e marcantes que li nos últimos tempos. Sério gente, meus olhos brilharam logo no primeiro capítulo. E fiquei com tanto medo de avançar na leitura e de repente me decepcionar com o final! Mas está é a prova de que, o livro todo me emocionou muito, que o final foi perfeito, e cá estou feliz da vida com uma leitura concluída e linda de se apaixonar perdidamente hahah!

Entre cabras e ovelhas vai nos contar a história de uma pequena vila. Ambientada no ano de 1976, quando vizinhos ainda se encontravam nas ruas para conversar, bater papo no coreto central, ou simplesmente tomar um chá ali e acolá (pena que hoje em dia quase não temos mais isso. Tenho vizinhos que nem sei o nome, culpa de ambas as partes, já que estamos tão acostumados ao nosso pequeno mundinho particular). E como em toda pequena vila, tudo mundo sabe da vida de todo mundo. Bem, quase todo mundo. Alguns segredos foram muito bem escondidos. Alguns segredos permaneceram em silêncio por anos. E o recente sumiço da senhora Creasy colocou em polvorosa toda a vizinhança. Parece que a senhora Creasy sabe coisas demais. Ela era muito solidária aos vizinhos, logo estava na casa de um e de outro todo dia. Quando se participa muito da vida das pessoas assim logo acaba sabendo coisas demais.

Há muitas suspeitas em relação a esse sumiço: suspeita-se que o marido tenha dado um fim em sua querida esposa; suspeita-se que talvez ela tenha posto fim à própria vida; mas a maior suspeita de todas gira em torno de um morador, o morador da casa 11, Walter Bishop, um vizinho que é mantido bem longe de todos e que é considerado um excluído, julgado sem ter realmente cometido algum crime, mas que aparentemente é misterioso demais e estranho demais para ser considerado parte da vila. Sua casa é aquele tipo de casa que se é proibido aproximar. Todos da vila sabem disso. Todos sabem que Walter Bishop não é boa gente. Ele tem uma máquina fotográfica que utiliza para tirar fotos sem permissão das pessoas. E rola boatos que ele fez coisas no passado das quais deveria pagar e pagar muito.

Muito se especula sobre esse desaparecimento da senhora Creasy. E Grace e sua amiga Tilly estão realmente incomodadas com essa situação. Parece que depois que a sra Creasy sumiu a vila não é mais a mesma. Estão todos a flor da pele, todos medrosos e com a pulga atrás da orelha. Colocam a culpa no calor excessivo, mas Grace sabe que não é só isso. Então essas duas detetives mirins (já que são duas crianças mega fofas de 10 anos que dão uma cor super alegre em todo esse drama) resolvem procurar motivos pelos quais a senhora Creasy resolveu deixar a vila. E o principal motivo suspeitam é que talvez tenha sido culpa de Deus. E que quando encontrarem Deus, a senhora Creasy também será encontrada. Mas como procurar Deus em uma vila? Sair de porta em porta, procurando em cada casa será a solução. Mas Grace e Tilly encontrarão muito mais do que Deus. Encontrarão respostas duras e sinceras para as quais garotas de 10 anos talvez não estejam devidamente preparadas, e vão descobrir aos poucos que uma pequena vila esconde mais segredos do que deveria esconder.

Leia o restante da resenha lá no blog e também minha opinião desse livro maravilhoso!!! >> Blog Livro Doce Livro

site: http://meulivrodocelivro.blogspot.com.br/2017/05/resenha-entre-cabras-e-ovelhas-de.html
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Anne - @literatura.estrangeira 26/07/2017

Entre Cabras e Ovelhas é um livro que vai ser narrado por toda uma vila em terceira pessoa e também em primeira pessoa pela garotinha Grace de 10 anos. A história é contada em dois tempos: no inverno de 1967 e verão de 1976, que é o presente.

Logo no começo percebemos que aconteceu algo muito trágico em 1967 que acabou abalando todos os moradores, mas a revelação vai vindo com o passar da narrativa. Já em 1976 acontece o desaparecimento da sra. Creasy, e a vizinhança começa a agir de forma estranha. Isso não passa despercebido pela Grace e sua amiguinha Tilly. Elas acabam colocando na cabeça que o problema todo é porque Deus está sumido e se elas o encontrar, a sra. Creasy vai voltar e as pessoas voltarão ao normal. Então elas vão a procura de Deus, literalmente. Elas batem de porta em porta procurando por ele e é aí que nós leitores vamos conhecendo a personalidade dos moradores e alguns fatos que aconteceram em 1967 e também no presente.

"— Somos todos ovelhas — respondi — E ovelhas precisam de um pastor para mantê-las a salvo. Foi o que disse o pároco."

A partir daí a trama vai girando em torno do que aconteceu em 1967 e também porque a sra. Creasy sumiu. O que aconteceu com ela? Ela vai voltar? Os acontecimentos se interligam? Essas são perguntas que vamos fazendo ao longo de todo o livro, o que me incomodou um pouco, pois como leitora creio que os autores têm que ter a perspicácia de ir dando pistas mais concretas ao longo do livro, sem deixar que o leitor descubra de cara e sem deixar para a última página.

"Olhando para trás, não consigo me lembrar de quando tudo começou a dar errado. Era difícil de dizer, mas sei que dava para sentir sua chegada pelo cheiro do ar. Como a chuva."

Outro ponto que me incomodou também, mas que achei que daria para ser contornado, é a escrita bem poética. Ela usou uma linguagem muito rebuscada na narrativa da Grace, que tem apensas 10 anos. Ao meu ver ela tinha que ter sido mais simples nesse ponto e ter explorado mais esse tipo de narrativa em terceira pessoa. Afinal, uma criança de 10 anos, por mais inteligente e "madura" que seja, não vai saber os nomes dos pássaros que gorjeiam em tal árvore.

Mas a história trás alguns temas muito interessantes como as aparências, o julgamento, fofocas. Às vezes julgamos as pessoas por aquilo que nós vemos e não podemos ser assim. A história nos trás também uma pequena reflexão sobre o Alzheimer, mesmo que sutil, mas muito interessante.

"É estranho como o passado muitas vezes invade o presente como um intruso perigoso e indesejado. Porém, sempre que o passado era convidado a entrar, sempre que presença era solicitada, ele parecia se desvanecer no ar e nos fazer duvidar de que houvesse mesmo existido."

Eu achei a escrita maravilhosa, mas daria para ser mais aproveitada. Como eu disse no começo, o livro, mesmo que narrado em terceira pessoa, possui tantos pontos de vista de tantas pessoas, que me deixou bem confusa. Eu comecei a não saber mais quem era marido de quem, quem era filho de quem, e a leitura foi se arrastando, mesmo estando louca para saber o que tinha acontecido.

Mas o que não me incomodou em nada foi essa edição MARAVILHOSA. Gente, é muito amor que eu tenho por essa editora. Olha o detalhe dessas ovelhas e cabras, ficou demais!

Enfim, o livro não me agradou porque eu sou bem crítica com o propósito de cada elemento dentro da história e eu senti falta de várias explicações em algumas situações e até mesmo aparições de alguns personagens.

Sei com certeza que tem gente que vai adorar o livro, inclusive depois de ter lido, eu fui atrás de algumas resenhas para tentar entender porque esse livro não me pegou, e percebi que fui exceção. Mas tenho meus motivos. Acho que o significado da leitura é tão pessoal que não tem como comparar a sua experiência com a das outras pessoas e se eu tenho uma coisa pra falar aqui é para que leiam e tirem suas conclusões à respeito da história.

"As escolhas que fez são agora parte dela. Costuraram-se à pessoa em que se transformou e, quando ela se detém para ver quem é, descobre que o tecido com o qual foi modelada começava a sufocá-la."

site: http://www.literaturaestrangeira.com.br/2017/05/resenha-entre-cabras-e-ovelhas-por.html
Jesse 28/12/2017minha estante
Eu nao estou curtindo esse livro, e exatamente pelos motivos que vc mencionou! Estou pensando em abandonar. Ja dormi pela terceira vez lendo ele.




Paulo 15/07/2017

Quem mora em cidades pequenas sabe o quão prazeroso é habitar tais lugares: clima fresco, tranquilidade, uma certa liberdade. Mas, ao mesmo tempo, o ambiente de uma cidade pequena pode ser opressivo. Todos controlam a vida de todos. E esse pequeno núcleo fica desconfiado quando existe um elemento estranho coexistindo com eles. É esse cenário idílico, porém opressivo que a autora conseguiu representar de maneira incrível em seu romance.

Gostei demais da escrita da autora. O que ela faz na narrativa é incrível porque ela alterna entre uma escrita em primeira pessoa e outra em terceira pessoa. Não é algo simples de ser feito e exige técnica e experiência. Os capítulos narrados em primeira pessoa são do ponto de vista da Grace apresentando suas aventuras ao lado de sua companheira Tilly. Nesses capítulos a autora precisa mostrar o mundo através dos olhos de uma jovem menina de dez anos. Toda a ingenuidade e a leveza de uma menina que está se encontrando com o mundo, se maravilhando e se desiludindo. Já os capítulos em terceira pessoa são apresentados de diferentes pontos de vista dos moradores da cidade. A dificuldade aqui é apresentar o mundo nos olhos destas pessoas. Mesmo que não esteja em primeira pessoa, a narrativa é uma em terceira pessoa muito próxima, ou seja, nós continuamos a enxergar apenas o que a pessoa está vendo e pensando.

Também existe uma alternância entre capítulos no presente e no passado. Nesse ponto a escrita se encontra com a narrativa pela necessidade de completar o quebra-cabeças que é essa história. A cada novo flashback novas informações, mesmo que sutis, são apresentadas ao leitor. A escrita da autora é muito gostosa e na metade da história eu já devorava oitenta ou cem páginas de uma só vez só de curiosidade de saber o que viria a seguir. Alguns capítulos são bem curtinhos tornando a leitura veloz. Outros capítulos são maiores fazendo com que o leitor penetre a fundo na mente dos personagens e reflita sobre as decisões que eles tomaram para si.

Para aqueles autores que desejam aprender a como desenvolver bem seus personagens, fica a dica desse livro. Joanna Cannon dá uma aula de como construir personagens com vozes diferentes. Tirando Grace e Tilly que são as duas gracinhas dessa história, todos os personagens são humanos demais. Todos tem seus contornos bem delineados: qualidades, defeitos, trejeitos, tiques. A autora desenvolve subtramas para todos tocando em elementos como xenofobia, preconceito, bullying, alcoolismo, casamento, adultério, velhice. O que mais me surpreendeu foi o crescendo desses personagens ao longo da história. No começo, a narrativa se foca mais na duplinha Grace e Tilly, mas depois os outros personagens acabam pedindo passagem e tomam conta da história.

Aqui novamente vemos como os três elementos da resenha que eu apresento (escrita, personagens e narrativa) se fundem em uma coisa só. Não dá para dissociar uma coisa da outra nesse livro. A construção de personagens é intrinsecamente ligada à escrita e à narrativa. Por exemplo, Brian é um personagem que sofre ao viver com uma mãe que o cerca de todos os lados. Acabou por formar um personagem que é inseguro o tempo todo na história. Ou Sheila que é o estereótipo da mulher fútil. A quantidade de tramas que são apresentadas ao longo da história é fascinantes e todas se ligam ao plot principal.

Minha única crítica é a falta de desfecho para alguns personagens. Senti que a autora poderia ter finalizado algumas narrativas de uma maneira melhor. Ou o surgimento de novos personagens na metade final da história que só serviram para a construção de algumas situações. O que aconteceu a esses personagens? Algumas subtramas como a doença da Dot (apesar da revelação no finalzinho) ficam para trás. Eu entendo o que a autora quis fazer ao deixar muita coisa em aberto, mas me deixou um pouco frustrado.

Ah, tem uma situação no finalzinho que eu acho que ficou ruim quando foi traduzido. O "Ela está chegando" se refere ao pronome it em inglês. It pode ser tanto ele como ela, mas é normalmente usado para coisas. Fica essa observação para quem já terminou de ler o livro e vai entender porque eu fiz essa observação a respeito de uma frase que vem poucas linhas a seguir. E a frase não se refere ao ônibus e nem a quem está chegando. É uma metáfora.

Bem, quanto a narrativa, ela é muito gostosa. Raramente eu consigo me divertir e me emocionar tanto ao mesmo tempo. A história começa de um jeito tão doce e gentil com as duas meninas e depois ganha ares de complexidade e tensão que acabam trazendo o leitor para dentro daquele mundo. Algumas frases da Grace e da Tilly são tão bonitinhas. O que eu vou falar não é spoiler porque acontece nas vinte primeira páginas... Elas procurando Deus é muito bonitinho. E a forma como a autora consegue construir frases tão profundas com a inocência das duas meninas é de uma doçura ímpar. Também é legal como são criados alguns plots bem interessantes para as duas meninas, lidando com a amizade das duas e a relação que ambas tem com suas respectivas famílias.

Sobre o lado mais adulto, a construção de mundo feita pela autora é de suma importância. Ela conseguiu reproduzir bem o ambiente de cidade pequena na história. Em alguns momentos da narrativa, a impressão é que eu estava em um ambiente claustrofóbico e que todos na rua e em suas casas estavam me observando. Me lembro de ter conversado rapidamente com a representante da editora e ela havia me dito que a comparação com A Garota no Trem era exagerada por causa das meninas. Olha, digo o contrário. Parece sim com um thriller principalmente quando as coisas começam a serem reveladas. O leitor fica se perguntando: quem fez isso? quem fez aquilo? Digno de uma boa história desse gênero. E novamente... o final não me agradou. Aberto demais... inconclusivo demais. Fiquei um pouco chateado, mas não tirou nem um pouco o brilho da narrativa criada pela autora.

Entre Cabras e Ovelhas é um romance incrível que vai te colocar frente a frente com o que há de pior nas cidades pequenas: o ser cidade pequena. Grace e Tilly conquistaram o meu coração como as minhas protagonistas preferidas. E esse livro tem uma cara de série de TV; aquela carinha simpática, aquele rostinho posudo de série. Queria demais ver esse livro ganhando outras mídias porque essa é uma história que fala a todos nós. Que fala de amadurecimento, de casamento, de preconceito e de tantas outras coisas. Você vai se divertir e se emocionar com os personagens dessa pequena cidade do interior da Inglaterra.

site: www.ficcoeshumanas.com
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Moni Luz (@leituravoraz) 02/08/2017

Um deleite literário.
Entre Cabras e Ovelhas é um livro delicado e sensível. O personagem principal não é necessariamente uma pessoa, mas uma vila. A vila, com seus moradores, suas pequenas casas e seus segredos. A vila, onde o calor está insuportável; a vila de onde desapareceu a Sra. Creasy.
É incrível como Joanna consegue levar o leitor até a vila, faz com que ele de sinta morador, vizinho daquelas pessoas; faz com que o leitor sinta o calor; faz com que o leitor sinta que segredos espreitam pelas paredes bem fechadas de cada casa daquele lugar.
Desde que a Sra. Creasy desapareceu, a vila já não é mais a mesma. O que aconteceu realmente com a Sra. Creasy? As suspeitas são inúmeras e as respostas, nenhuma.
Achei genial que são exatamente duas crianças que decidem investigar esse sumiço. Com aquele olhar sapeca e esperto; com a inteligência pura e aguçada que só uma criança é capaz de ter, Grace e Tilly decidem procurar pela Sra. Creasy. Mas por onde começar? Ora, essas crianças são levadas á missa com constância, e os adultos lhe disseram que Deus está em todo lugar. Então onde Deus estava quando a Sra. Creasy desapareceu? Eis a sacada genial das duas: se encontrarem Deus, encontrarão a Sra. Creasy e poderão trazê-la de volta á vila.
Assim, acompanhamos Grace e Tilly irem de casa em casa procurando por Deus. Elas entram na casa e no misterioso mundo oculto de cada adulto que ali habita. Aos poucos, os segredos vão sendo revelados, pequenos segredos de cada um, jogados aqui e ali, que se entremeiam e se transformam em um segredo maior, em um segredo da vila, nossa personagem principal.
A loucura sã do Sr. Creasy, que só quer encontrar sua mulher; Brian, o adulto que nunca realmente cresceu; a Sra. Morton, sempre gentil e prestativa; o jardim perfeito do casal Forbes; entre outros personagens multidimensionais e cheios de camadas.
Grace e Tilly percebem que há algo muito errado: porque, afinal, as pessoas parecem, de certa forma, satisfeitas com o desaparecimento da Sra. Creasy? Porque todos acham que o estranho morador da casa 11 tem algo a ver com isso?
Ah, o morador da casa 11. A ovelha negra da vila, mas uma cabra na visão de todos os outros moradores. O morador da casa 11 é um homem mau; o morador da casa 11 deve ser expulso da vila; o morador da casa 11 não presta!
Grace e Tilly não entendem o porque de odiarem tanto um homem que aparentemente não fez nada de mais. E, além disso, porque não conseguem encontrar Deus? Teria ele abandonado a vila, assim como a Sra. Creasy?
Pobre Sra. Creasy! Conversava com todos, sabia muito sobre todos, sabia muitos segredos...foi muita coisa para ela dar conta.
Aos poucos, o desaparecimento, os segredos, tudo vai se interligando numa narrativa sensível e bela, na qual a autora aguça a sensibilidade do leitor, sem dar nenhuma resposta pronta, mas espalhando segredos aqui e acolá até que tudo se transforma em algo muito maior.
Entre Cabras e Ovelhas é um deleite literário, uma das melhores leituras que realizei até aqui esse ano. Joanna capturou muito bem as nuances do ser humano, sua bondade, sua crueldade, seu medo, sua vontade de aceitação, o desejo de viver em comunidade se sobressaindo ao indivíduo...um retrato bonito e difícil de encarar, mas importante na mesma medida.

site: https://www.instagram.com/leituravoraz/
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Fabii 04/08/2017

Sem Palavras
“Eu queria perguntar qual era o motivo, e por que Deus precisava ser tão misterioso em sua maneira de agir, mas a srª Forbes havia retirado a lista do bolso”.

Uma Narrativa envolvente, bem definida, de fácil compreensão. Uma estória que te prende, emociona, faz refletir e surpreende.
“Entre Cabras e Ovelhas” ficou nos meus favoritos. O livro traz uma trama muito interessante, aborda um assunto como DEUS de forma simples, mais ao mesmo tempo intensa. Não é um livro religioso, mas nos faz pensar bastante sobre Deus.
Além disso, a estória também traz como tema o caráter do ser humano, a pequinês da raça humana, o julgamento que fazemos com as primeiras impressões. Com certeza, é um daqueles livros que você tira várias mensagens com ele, e quer levar com você para todo lugar!
Foi ótimo!

site: https://ficadicablogger.wixsite.com/ficadica
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