A Zona Morta

A Zona Morta Stephen King


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Resenhas - A Zona Morta


27 encontrados | exibindo 1 a 15
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Natália | @tracandolivros 12/10/2018

Bastante de política
John Smith e Sarah estão saindo para ir no parque ver a feira de Halloween. A noite está ótima, os dois estão adorando e se dando muito bem, o melhor encontro do casal. Já no fim da noite, John resolve tentar a sorte na Roda da Fortuna, e ali ele consegue ganhar e ganhar, como se tivesse uma intuição de qual o número certo para marcar. Enquanto isso Sarah começa a sentir uma indigestão, provavelmente causada por um cachorro quente estragado.

Quando vão embora, John tem 500 dólares a mais na carteira e Sarah já vomitou e continua ruim. John a deixa em casa e pega um taxi para sua própria casa, porém no caminho ele sofre um acidente que o deixa em coma.

John só acorda do coma 4 anos e meio depois, e parece que o coma lhe trouxe um poder um pouco absurdo. Às vezes ao tocar em alguém ele tem um vislumbre de algo de seu passado, presente ou futuro.
.
Essa premissa já é por si só incrível, mas como King realmente é um rei, ele conseguiu aprofundar ainda mais todo o enredo.

Esse livro me deixou muito presa à sua história, em vários momentos do dia eu ficava imaginando o que mais iria acontecer. Em algumas cenas eu senti muito aquela tensão do mistério.

Todo o desenvolvimento do livro leva a um final completamente inesperado e um tanto abrupto até, mas é um livro que me agradou muito num todo.

site: https://www.instagram.com/p/BozrazyAIBw/?taken-by=tracandolivros
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Mabi Castro 01/09/2018

As coisas que estão na Zona Morta
Em Zona Morta, King trabalha com o sobrenatural de maneira inovadora. O livro conta a história de um jovem adulto que após um acidente de carro entra em coma por quatro anos e meio. Ao despertar, Johnny descobre que é capaz de ver o passado e o futuro de algumas pessoas quando as toca.

O livro passa por toda as complicações da vida pré acidente e pós acidente, como a enorme conta do hospital que Johnny e sua família precisam pagar após quatro anos em coma. Mas o clímax do livro é o momento em que Johnny conhece Greg, um aspirante a político que surge no meio do nada e ganha fama nacional ao ser o coringa das eleições.

Todos os personagens apresentam um desenvolvimento durante o livro, apesar de que alguns, como o próprio pai de Johnny, as vezes não tenham muito destaque por mais do que alguns capítulos.

O livro mostra como o destino, Deus e o sobrenatural não são justos muitas vezes, e como você não pode se esconder daquilo que não gosta e não quer fazer, porque o que deve ser feito vai chegar à você em algum momento.

Um bom livro para repensar como fazemos nossas escolhas, como as vezes as nossas escolhas são arrancadas de nós, e como devemos tomar cuidado com as pessoas que nós acreditamos ser boas, principalmente aquelas que surgem de lugar nenhum fazendo promessas que não são lógicas se pensadas friamente. Como sempre, Stephen King garantindo que o sobrenatural não seja somente um livro de terror qualquer.
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Aryanna 09/08/2018

Sejam bem-vindos à minha segunda experiência com esse autor que conheço há apenas 800 páginas mas já aprendi a amar. Em Zona Morta, Stephen King cria uma trama dramática, sobrenatural e com uma pitada de romance; nada tão assustador ou cheio de suspense como no livro anterior (O Bazar dos Sonhos Ruins) - mas nem por isso menos cativante.

John Smith era apenas um jovem professor de colegial - mais que querido pelos seus alunos, mais que realizado com seu recente namoro com Sarah. Após um descontraído encontro com sua nova namorada, John se envolve em um acidente de carro que colocará sua vida em stand by por longos 4 anos. Nesse período que pareceu não ter fim, seus amigos e parentes, desesperançosos, foram obrigados a seguir a vida. Vera, sua mãe, uma religiosa fervorosa, se agarrou às suas crenças e passou a dedicar toda sua energia e tempo para garantir uma vaga no Céu após o Apocalipse - o que, para ela, aconteceria a qualquer minuto. Herb, seu pai, tentava apenas pagar as contas e não sucumbir com o fanatismo e loucura de Vera. Sarah, aquela que um dia foi sua namorada, se apaixonou novamente e formou uma família - embora nunca tivesse esquecido aquele que fez seu coração bater mais forte anos atrás.

Em um momento que só podemos chamar de milagre, John acorda. Tentando assimilar tudo o que ocorreu enquanto sua vida parou, Johnny também descobre que não veio sozinho do lugar vazio que habitou nesses 4 anos: ele trouxe consigo uma habilidade - um dom? Uma maldição? Chame como quiser. Basta um toque em uma pessoa ou objeto que John é atingido por uma tempestade de informações que, muitas vezes, ele preferiria não saber. Datas, endereços ou acontecimentos marcantes. Presente, futuro ou passado. Tudo poderia chegar ao conhecimento de Johnny, embora algumas informações ficassem "presas" em algum lugar de sua mente, um lugar que ele passou a chamar de Zona Morta.

Após inúmeras cirurgias tentando reparar os danos que 4 anos deitado em uma cama de hospital fizeram a seu corpo, após a desilusão amorosa que o casamento de Sarah trouxe e após perder a mãe para o fanatismo religioso, nosso protagonista tenta retomar a vida pacata que levava antes do acidente que ceifou anos de sua vida - algo difícil após tantas entrevistas a respeito do rapaz que acordou de um coma com a habilidade de ler o presente, passado e futuro apenas com um toque. E é essa mesma habilidade, encarada por Johnny como uma maldição, que o leva a tentar salvar o futuro da nação e a colocar em jogo o que restava de sua sanidade.

Fiquei apaixonada por esse livro. Os personagens são profundos e conseguiram despertar, cada um, empatia ou ódio com a mesma intensidade. Os momentos em que Johnny tem contato com seu lado paranormal sempre transmitem muito suspense, eram umas das partes mais bacanas do livro! Além de tudo isso, são passagens profundas como essa, a qual transcrevo abaixo - em que um pai suplica por uma morte calma para seu filho - que mostram a versatilidade do autor e sua maestria.

Fui pega de surpresa pelo final. (...) Tudo bem, nem tanta surpresa assim, afinal, era o único desfecho possível, o único que garantia que tudo estava de volta a seu devido lugar. Em suma, Zona Morta é a leitura que recomendo para aqueles que gostam de um bom drama e não precisam de finais felizes para amar um livro.

(Resenha com trechos em : http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2017/11/resenha-zona-morta-stephen-king.html )
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Lucas.Costa 12/07/2018

Episódico e sem muuuuita motivação
Alternei entre momentos de muita empolgação e momentos de querer pular várias páginas... no fim tive a sensação da leitura de 3 episódios de uma estória maior onde perdi alguns detalhes.

ENREDO

o livro começa muito bem, as interações entre Sarah e Jhonnie são excelentes e eu não entendi o pq de serem tão pouco exploradas. Cada capítulo em que os dois apareciam eu torcia pra não acabar mais...
Tirando os 4 maiores capítulos do livro, onde toda a ação se concentra, o livro é arrastado e estranho! O autor constrói subtramas as quais não procura resolver, um dos núcleos de ação, apesar de ser muito bom e divertido, não tem conexão alguma com a estória, vem, vai e não muda nada no escopo central. Seria como um filler legal de um anime.
Eu também terminei o livro sem um objetivo claro em mente, qual o escopo do livro? Por isso o descrevi como episódico. Ele não apresenta uma clara ideia de seus objetivos apenas descreve uma série de eventos que se perde um pouco....
O desfecho é bem legal, mas não é tenso, pois o caminho que leva até ele é raso e desinteressante.

PERSONAGENS

Como já descrito, gostei bastante dos protagonistas as interações entre eles são muito boas, o período que Jhonnie está desacordado é excelente e atiça muito a curiosidade para saber como estarão as coisas quando ele acordar...
O antagonista é estranho demais! Não é construído. Ele aparece em alguns capítulos, tem algumas descrições e pá, já está lá pra "ser detido". Sem porque, sem pra que...

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Me diverti muito em alguns capítulos, me frustrei em outros. King é dono de uma escrita magnífica, mas a linha narrativa deste livro não me agradou tanto! Acho que ele tinha uma ideia muito boa, se tivesse focado em um só algoz e o construindo de maneira mais completa, com certeza seria melhor. Mas com a ideia de resolver ao longo da trama 3 problemas, faltou tempo para o principal deles...
Fabiano 13/07/2018minha estante
Ah, cara! Gostei muito desse livro. É um dos meus preferidos dele. Acho interessante como a clarividência do protagonista o leva ao limite no final graças a uma ideia q o perturba: Se pudesse voltar no tempo e matar Hittler você o faria?. Já li umas duas vezes.


Lucas.Costa 14/07/2018minha estante
Tem muita coisa boa nele, eu só esperava um enredo mais novela que episódico, mas é um bom livro sim! Excelentes debates são levantados! Quanto a Hitler, seria melhor impedir que o mesmo nascesse né kkkk




Biblioteca Álvaro Guerra 12/07/2018

Após passar cinco anos em coma profundo, Johnny Smith, um simples professor, acorda de seu estado inconsciente não reconhecendo certos objetos. Segundo os médicos, Johnny está com uma área de seu cérebro danificada, a qual eles chamam de Zona Morta. Mas, este será o menor dos problemas na vida de Johnny daqui para frente. Ele agora é capaz de, com um simples aperto de mão, saber fatos do passado das pessoas e prever seu futuro. Para aqueles que estão a sua volta, esta é uma dádiva. Para Johnny, não passa de uma maldição. Com isso, o professor torna-se popular, atraindo um número crescente de pessoas em busca de previsões. Mas, ao apertar a mão de Greg Stillson, um inescrupuloso político norte-americano, Johnny será atormentado por uma visão apocalíptica. Ele será, então, obrigado a tomar uma decisão que pode mudar não só a sua, como a história de todo o mundo.

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!


site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788556510334
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Adriano.Guterres 21/05/2018

Que baita final!
Segundo livro que leio de King, então partirei para a opinião pois a síntese deste encontra-se na página. O livro começa bem contando a vida de John Smith e sua família, inclusive não há como não se solidarizar com Herb Smith e com sua mãe, apesar desta mostrar tendência ao fanatismo religioso que se agrava ao longo da trama. Lendo o livro me deparo com uma figura que seria o mais próximo da nossa realidade Trump, na performance de Greg Stillson, um político sem escrúpulos para subir na carreira que não medirá esforços para isso. A Sara Hazlett deixou a desejar, pois eu particularmente queria um final dos dois juntos, queria ver a relação pegando fogo, bom, é vida que segue. As previsões de Smith o levam de santo a demônio, principalmente quando este cumprimenta Stillson em um comício e vislumbra no futuro sem precisão, mas dentro da geração deles, o fim do mundo, por meio de uma guerra nuclear e logo logo se vê no dilema de tentar impedir que algo muito no futuro aconteça ou tentar seguir sua vida nada convencional, levando a um final fantástico.
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Thalita Branco 13/05/2018

Resenha ~ A Zona Morta - Stephen King
John Smith sofre um pequeno acidente quando criança e desde então tem leves premonições. Já adulto, é um professor que leva uma vida normal apesar do pequeno dom. Um dia vai a uma feira com a namorada e usa sua habilidade para sair vitorioso em um jogo de roleta, mas pouco depois sofre um acidente e fica em coma por quase 5 anos.

Quando acorda, toca em uma enfermeira e tem uma visão. Diz a ela que tudo correrá bem na cirurgia do seu filho e a enfermeira fica impressionada quando realmente dá tudo certo. Não demora para ele perceber que ao tocar em qualquer pessoa consegue acessar lapsos de seu passado, presente ou futuro. Algumas vezes não tem percepção nenhuma, e em outras as sensações chegam com informações incompletas, coisas que ficam retidas no que ele chama de zona morta.

Lógico que sua condição paranormal lhe traz problemas, sobretudo quando ele, ao tentar fazer o bem, não consegue se segurar e conta suas previsões. Logo a mídia fica no seu pé e ele passa até mesmo a receber cartas de “fãs” que enviam objetos e solicitam respostas para os mais diversos questionamentos. Nesse meio tempo, conhecemos também Greg Stillson, ex vendedor de bíblias que possui grandes aspirações políticas e nenhum escrúpulo para chegar onde quer.

Todos os personagens são bem construídos e Johnny Smith merece grande destaque. Sua personalidade bem humorada e seu carisma fazem com que seja fácil sentir empatia por sua situação. Ele acorda e encontra um mundo mudado, sua mãe agora é uma completa fanática religiosa, seu pai está atolado em dívidas médicas e sua namorada casou-se com outro homem. E claro, ainda recebe de brinde uma habilidade bastante estranha. Senti um aperto no coração por ele em várias situações.

A Zona Morta tem trechos de pouca agitação e outros onde você pode pensar “onde isso vai dar?”, mas tudo se encaixa e em nenhum momento o texto se torna monótono, fazendo com que King entregue uma das suas melhores obras. A fluidez e riqueza do texto é incrível, os personagens são cativantes e a história é uma daquelas que ficam na cabeça dias após o fim da leitura.

Originalmente lançado em 1979, o livro recebe nova roupagem pela Suma que mais uma vez fez um lindo trabalho. A obra virou filme em 1983 e é uma adaptação decente apesar das alterações e da falta de simpatia no John Smith de Christopher Walken. Durante toda a leitura fiquei pensando o quanto seria bacana uma nova adaptação, ambientada nos dias atuais, onde muito provavelmente Johnny seria assediado incansavelmente por câmeras de celular e se tornaria viral no YouTube ao menor sinal do seu dom. Na minha opinião A Zona Morta é um dos livros mais humanos do Stephen King, e com certeza um dos meus favoritos.

site: www.entrelinhasfantasticas.com.br
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Luke 20/04/2018

Instigante e incrível.
Primeira leitura que faço de King e fiquei encantando. A leitura não é cansativa e te prende do inicio ao fim. Você fica apreensivo com Johnny Smith, sofre por ele e entende suas angústias, ao tempo que sente seus medos e tem compreensão do que ele enfrente ao seu redor. Ao menos eu fiquei com muita raiva da mãe dele e senti certo apreço pelo pai, já por Sarah nada além da compreensão e um certo desprezo devido aos acontecimentos no começo do livro. Meu conselho é que leiam e se deliciem.
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Vinícius Rodrigues 15/03/2018

Mais um clássico do rei. Estória incrível e bem construía. Como sempre o Stephen King deixa o leitor preso ao livro do começo até o fim de sua trama. Indico extremamente.
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leosilva 09/03/2018

Bom, porém cansativo
Que o texto de Stephen King, na grande maioria das vezes, é ótimo, disso ninguém tem dúvida. E Zona Morta não é diferente, tem um plot interessante, um início envolvente e... um desenrolar tedioso. Isso mesmo. O livro segue bem até mais ou menos a metade, e então começa a apresentar sinais de desgaste, culminando em um desastroso e apressado final. King, mais uma vez, se perde na história, acrescentando detalhes que só servem para tornar a leitura mais chata. Quando melhora, acaba. Poderia ter sido bem melhor se fosse um livro mais enxuto.
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Debyh 01/03/2018

Melhor livro do King
Tenho que começar dizendo que esta leitura pra mim na verdade foi uma releitura, já que eu tinha lido há muitos anos atrás outra edição desta história. E nossa apesar de entre este tempo todo eu ter lido outras coisas de King, este livro ainda é o meu favorito dele. Só pra ilustrar nosso favoritismo, também é o livro dele favorito da Angel Sakura.
John acordou de um coma do qual tinha poucas chances de voltar, porém além disso ele ganhou uma espécie de poder. Ele consegue ver o presente e o futuro, contudo nosso protagonista não acha que isso é um dom e sim uma maldição, quando percebe que ele tem que fazer algo pra impedir o fim do mundo John passa a ver aquilo como uma missão.

(continua no link)

site: http://euinsisto.com.br/a-zona-morta-stephen-king/
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DANY 28/02/2018

Resenha | A Zona Morta — Stephen King
O Stephen King ganhou meu coração com seu livro de memórias (clica aqui), e eu nunca tinha lido nada da sua ficção, até que li A Zona Morta. Esse livro é um dos primeiros que ele escreveu, lá pelos idos das década de 70 (setenta), e muitos fatos históricos ocorridos dessa época aparecem no desenrolar da trama, como a Guerra do Vietnã, a renúncia de Nixon, e as eleições presidenciais dos estados Unidos, com a eleição de Jimmy Carter como presidente. Então vamos à trama!

O livro conta a história de John Smith, um professor, que sofre um acidente de carro, e passa aproximadamente 5 anos em coma num leito de hospital. Logicamente, o mundo e as pessoas ao seu redor continuam a viver suas vidas normalmente, alguns seguiram a diante, como sua namorada na época do acidente, Sarah, que depois de tanto esperar pela sua recuperação, decide seguir a vida e casa-se com Walt, um advogado com aspiração pra carreira política; outros não, como sua mãe, que pelo ocorrido torna-se uma fanática religiosa, e já seu pai, fica desacreditado e por vezes torce para que o filho venha a óbito, para que cesse esse sofrimento que todos estão passando.

Num dia nem tanto esperado, John acorda, pra surpresa da enfermeira que cuidava dele, e ao tocá-la, ele tem uma sensação e consegue prever que a cirurgia que o filho dela vai fazer, será bem sucedida. Isso causa uma grande comoção em todos. Após se dar conta que o mundo ao seu redor mudou, ele também logo percebe que ele mesmo tinha mudado. E essa paranormalidade, é devido a uma sequela na sua zona morta, daí o nome do livro.

Bom, essa nova condição de paranormal vai trazer grandes problemas pra ele, e não vai desapercebida aos olhos da imprensa. Logo começam a chover repórteres a procura de Jhon, afim de entender que sequela foi essa do acidente. Isso se dá após ele, numa sessão de fisioterapia, prever um incêndio na casa da sua fisioterapeuta (isso depois de tocá-la, ele consegue ver isso). Mas ele, não querendo os holofotes, fica cada vez mais recluso, e tenta ter ma vida normal. Propostas não param de chegar, sua caixa de correio vive lotada, recebe pertences pessoais das pessoas, que desejam saber paradeiros de entes queridos, ou mesmo propostas de revistas com temática espirituais, mas ele recusa, tanto as propostas de trabalho, como as investidas de indivíduos desesperados por respostas.

Nesse intervalo, uma série de crimes deixa a população amedrontada. Um estuprador, que após cometer esse ato insano, não satisfeito, mata suas vítimas. Há 2 anos que ele vem cometendo essa série de crimes, e a polícia já não vê se é possível achar solução para o caso. Até que um dia, Jhon recebe uma ligação do xerife, que o convida para trabalhar no caso, mas Jhon, certo de que prefere insistir na vida reclusa, acaba por não aceitar. Quando ele soube que a última vítima foi uma criança de 9 anos, Jhon se sente instigado, e aceita trabalhar nisso, e acaba por desvendar e achar o verdadeiro culpado, este sentindo que a presença de Jhon no caso o descobriria, comete o suicídio.

Jhon mais uma vez chama a atenção da mídia, e mais uma vez decide pela reclusão, chegando a se mudar pra outra cidade. Trona-se tutor de um rapaz que tinha dificuldades de leitura, e passa um bom tempo na calmaria, até que certo dia, suas visões passam a pertubá-lo, e ele novamente tem uma visão de que a turma toda de Chck, seu aluno, morrerá se forem comemorar a formatura numa lanchonete da cidade, pois esta seria atingida por uma raio, que a arrasaria por completo. Seu patrão, pai de Chuck, não acredita muito, mas depois da insistência de Jhon, e de seu filho, acaba por aceitar que a festa seja transferida para sua casa. Alguns dos amigos de Chuck aceitam, outros permanecem com os planos de irem à lanchonete, e o desfecho se dá conforme as previsões de Jhon, uma verdadeira catástrofe.

Depois disso, Jhon se reclusa ainda mais, e fica a cada dia que se passa com uma aparência pior, de aspecto doentio. Mas muita coisa ainda tem pra acontecer, e certamente o ponto alto do livro é quando John se vê numa situação quase de obsessão pelo atual candidato Greg Stillson, um homem capaz de tudo pra chegar ao poder, um reacionário, com uma pitada de fascista. Jhon se vê seduzido a ir num comício de Greg, e lá consegue tocá-lo, e a visão do futuro que ele teve não foi das melhores. Mas a grande pergunta é: o que Jhon fará com essa informação?

Bom, aí só lendo pra saber o final!

No mais, é um livro de uma leitura fluida, e que prende o leitor. Stephen sabe como dar uma liga a série de fatos e personagens que há no livro, e no final cada parte tem a sua significância, não deixando nenhuma ponta solta. Devo confessar que às vezes fica um pouco arrastado, mas logo dá pra superar esses pequeno entrave. Não é à toa que ele é o mestre do suspense e terror.



Espero que tenham gostado.

Abraços.

site: https://180graus.com/balaio-cultural/resenha-a-zona-morta-stephen-king
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Marlei 28/02/2018

Resenha: "A Zona Morta" (Stephen King)
Tradução: Maria Molina

Por Sheila: Oi pessoas! Resenha de livro M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O para vocês!! (ok, perdoem o entusiasmo, mas eu sou uma Kingmaníaca confessa) seguindo com esse presentão aos fãs do Stephen King preparado pela nossa querida Suma de letras.

Lançado originalmente em 1979 e adaptado para as telinhas em 1983, com o título um pouquinho modificado - "Na hora da Zona Morta" - esse pode ser considerado um dos clássicos de Stephen King, e talvez também uma das melhores adaptações para o cinema, o que pode ser explicado pela simplicidade do seu enredo.

Já no prólogo, ficamos sabendo que algo aconteceu a John Smith em janeiro de 1953, quando ele tinha apenas seis anos de idade, algo que talvez explique por que ele se tornou o que se tornou, mas uma daquelas narrativas bem ao estilo King: ele nos relata os fatos, e deixa a nosso cargo decidir no que queremos ou não acreditar.

- Ei moleque! - gritou alguém. - Sai da frente!
Johnny não ouviu. Estava conseguindo! Estava patinando para tras! Tinha pegado o jeito - de uma hora para outra. Tudo dependia do ritmo no vaivém das pernas ...
Chuck Spier viu o que ia acontecer. Ele se levantou e gritou:
- Johnny! Cuidado!
O pequeno John Smith ergueu a cabeça ... e um instante depois o desengonçado patinador, com todos os seus setenta e três quilos, bateu a toda velocidade contra ele.

E foi assim, num esbarrão quase bobo, que John bateu a cabeça pela primeira vez. Mas, como não pareceu nada grave e, apos um breve período de confusão o menininho levantou-se e voltou a falar como se nada tivesse acontecido, ninguém deu muita ênfase ao ocorrido. Na verdade, os pais de John nem chegaram a ficar sabendo.

Da mesma forma, os pequenos atos premonitórios que começaram a acompanhar John desde então passaram completamente despercebidos. Ora, saber a próxima musica a tocar no rádio não é considerado um ato premonitório sério, é apenas coincidência, e algo que afeta nada ou quase nada a vida de uma pessoa.

É apenas após o segundo acidente que a vida de John Smith realmente se modifica, e após a segunda pancada na cabeça.

Mais ou menos ao mesmo tempo, seremos apresentados a Greg Stillson, com seus 22 anos de idade no verão de 1955. Stillson vendia biblias, após seu negócio com pinturas de casas haver falido. Greg vivia como uma espécie de caixeiro-viajante, sempre na estrada. Começamos a descobrir que Greg talvez não seja uma boa pessoa quando, na ausência dos donos de uma fazenda que visitava, ele borrifa amônia no cachorro de guarda da familia, e depois quase o mata a pontapés.

Há algo de errado com John Smith, em sua cabeça, que o faz enxergar e saber coisas que não gostaria. Mas, definitivamente, há algo de errado com Greg Stillson, em sua cabeça. E ele fará de tudo para esconder isso das outras pessoas.

Algumas semanas antes, levara uma moça para o celeiro (...) Depois de ser possuída, a moça disse que teve a impressão de ter sido seduzida por um pastor. Então Greg a esbofeteou, ele mesmo não sabia por que. Deu-lhe um tapa e foi embora.
Bem, não.
Na realidade, ele deu três ou quatro tapas. Até ela começar a chorar e depois gritar pedindo socorro. Então ele parou e de alguma forma (teve que usar cada grama do charme que Deus lhe deu) conseguiu consertar as coisas com a moça. Foi nessa ocasião que sua cabeça começou a doer, os grão pulsantes e brilhantes disparando, dando cambalhotas no seu campo de visão. Ele tentou dizer a si mesmo que era o calor, o calor explosivo do celeiro. Mas não foi apenas o calor que fez sua cabeça doer: foi a mesma coisa que sentiu no pátio da fazenda quando o cachorro rasgou sua calça, uma coisa obscura e insana.
- Não estou louco! - gritou ele no carro.


Bem, Greg pode até não estar louco, mas certamente vemos aqui e em outras passagens subsequentes que, a fim de conseguir o que quer, acaba tomando decisões e atitudes no mínimo duvidosas. E, já aqui, percebemos que Johns Smith e Greg Stillson estão em rota de colisão.

Não sabemos onde, não sabemos como, e com certeza ainda não sabemos mas podemos adivinhar o por que: Greg Stillson é perigoso. Como isso vai acontecer, onde, quando, e quais serão as consequências desse encontro deixarei a você descobrir ao se aventurar nas 479 páginas de muito suspense, drama e angústia que King nos reserva neste livro.

Preciso dizer que eu super, hiper, mega recomendo? E preciso reafirmar meu infinito amor pela Suma de letras? Acho que não precisa, não é mesmo?


site: http://www.dear-book.net/2017/07/resenha-zona-morta-stephen-king.html
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Coisas de Mineira 15/02/2018

- Vá pra o inferno! - ela disse em tom alegre. - E ninguém vive pra sempre.

Digamos que vaze na internet a lista de compras do Stephen King ou uma receita de picadinho de carne que ele mesmo criou, talvez a sua lista de tarefas do dia, não importa o que seja, se foi o King que escreveu, irei ler e amar, é simples assim que funcionam as coisas entre nós dois. Todos os seu livros que li entraram para a minha lista de favoritos, e quando acho que já tenho meu favorito entre os favoritos, leio mais um e descubro que ele nunca vai parar de me surpreender e me tocar profundamente. A Zona Morta não me atraiu pela sinopse, confesso, não é a minha pegada temas sobrenaturais, mas ainda bem que ignorei totalmente isso e me permitir ler o livro confiando apenas na meu amor pelo autor, ainda bem.

- As vezes eu acho que nada é justo - disse ele. - A vida é dura. Ás vezes, você simplesmente precisa se contentar com o pouco que tem e tentar viver com isso. Vá e seja feliz.

"De vez em quando, nos anos que se seguiram, Johnny tinha pressentimentos - sabia qual seria a próxima musica no radio antes que o DJ tocasse, esse tipo de coisa -, mas nunca tinha relacionado aquilo com o seu acidente no gelo. Já tinha se esquecido dele." Johnny quando criança caiu no gelo e bateu a cabeça, porem se esquece dele antes mesmo de completar o colegial, talvez graças a este acidente ele consiga sentir algumas coisas, nada de muita importância como adivinhar os próximos numero da loteria ou salvar o mundo, basicamente, ele é só um homem normal, professor do ensino médio, filho único, com um bom relacionamento com os pais, começando um relacionamento com uma professora do seu trabalho, bem humorado e considerado mais simpático do que bonito.

Entretanto um dia no parque a sua vida muda completamente, e ele começa a sentir as coisas de maneira muito mais claras, pulsantes e vivas, durante alguns instantes chega a pensar que é sorte, pois poderia até mesmo fazer algum dinheiro com isso, mas não muito tempo depois desse dia no parque, Johnny conclui que não é nem de longe um homem sortudo e sim amaldiçoado. No caminho de volta, ele sofre um acidente quase fatal de carro e fica 4 anos e meio em coma, contrariando as expectativas de todos John acorda, e notoriamente já não é mais o mesmo, e isso não é dito por causa da sua aparência mais velha ou seu corpo mais magro, ele não é mais o mesmo pois o seu dom que antes era apenas uma pontinha apagada de sua personalidade, se torna mais ou menos tudo que ele é.

Tocar nas roupas das pessoas e de repente conhecer seus pequenos temores, pequenos segredos, seus insignificantes triunfos - isso era anormal. Era um dom anormal, era uma maldição.

Ao tocar nas pessoas Johnny consegue ver algumas coisas a respeito do passado, do futuro e até mesmo do momento presente, as vezes ele toca e não sente nada, outras ao apenas encostar em algo aleatório pertencente a alguém, é o suficiente para ele descobrir tudo, ou quase tudo, já que um pedaço das informações sempre parecem estar escondidas na zona morta. Cenas o invadem, o possuem, conjuram, e nesse instante não é só ele que sente a energia, quem é tocado também, o milagre de acordar de um coma trouxe para Johnny um dom que mais se parece maldição, sem contar com a dificuldade em voltar a sua vida apos tanto tempo longe de tudo, a dificuldade com as relações e em aceitar que o amor da sua vida seguiu enfrente.

Mesmo sem querer chamar atenção, John não consegue esconder o que sente ao tocar algumas pessoas, pois ele sempre escolher fazer o bem, mesmo que isso cobre um preço alto, o que acaba atraindo uma certa atenção entorno dele, alguns são céticos e mesmo assim acreditam, outros duvidam e falam calunias ao seu respeito, a grande maioria sente medo do que ele possa estar vendo ou revelar e pouquíssimas compreendem o peso que é não ser normal. No meio desse furacão que é acordar de um coma, reaprender a viver, aceitar o ciclo, e lidar com o seu novo dom e a publicidade encima de si mesmo, John tenta seguir sua vida da maneira mais normal possível, dando suas aulas e vivendo com seus pais na sua antiga casa.


"Ele a escreverá em um dos cadernos e sempre voltava a ela. Escreverá com letra caprichada e depois traçará um circulo triplo em volta dela, como que para encerrá-la. A perguntara era a seguinte: Se você pudesse entrar em uma máquina do tempo e voltar a 1932, mataria Hitler?"

Ao longo da trama, John sente o mal duas vezes, uma ao ter contato com a cena de um crime hediondo, outra a tocar a mão de um politico em começo de carreira, na primeira vez ele sabe que pode ajudar e o faz, mas deixa para a policia resolver o caso, na segunda, ele está sozinho, não pode contar para ninguém o que aconteceu e se contasse, quem acreditaria? Cabe apenas á ele a tarefa de salvar o mundo, pois de alguma maneira sabe que aquele politico em algum momento de sua vida politica alcançará o poder e quando isso acontecer, destruição, morte e guerras será a sua unica marca. Então meus caros, uma condição que no começo do livro poderia ser um dom, se torna uma praga que trouxe junto uma dura função.

O que mais me chamou atenção é que a história que nos contam na sinopse é apenas um pedaço do livro, não ele inteiro, sabiamente King nos coloca dentro da vida de John, no seu dia-a-dia, nos seus programas e no que viveu de fato até tocar aquele politico. Compartilhamos suas experiencias, amizades, a evolução dos seus sentidos, o amadurecimento dele como homem e ser humano, é como se fosse talvez uma biografia de alguém muito conhecido que ja sabemos o desfecho final, então lemos tudo que ele fez, sem tirar a sombra do conhecimento que temos do que irá acontecer com ele em determinado momento. A Zona Morta é triste, visceral e denso, ao mesmo tempo que é sobre amor, esperança e a leveza de aceitar com resiliência o seu destino.

Acredito que o embate final foi pouco explorado, foi rápido, não que tenha deixado a desejar, King jamais faria isso, mas poderia sim ter sido descrito em mais paginas, o fim da trama foi justamente o que esperei e desejei desde o começo, este livro é pra quem gosta de sobrenatural, mistério, misticismo, paranormal. Este livro é pra quem não gosta de nada disso (igual eu), mas não dispensa uma boa leitura fora da sua zona de conforto e se permite explorar outros palcos, sem medo. Leiam Stephen King. Descubram Stephen King. Se apaixonem e o deixem entrar em sua mente, é um presente maravilhoso do universo vivermos na mesma época que um gênio da literatura e a unica maneira de ser grato, é o conhecendo por inteiro.

Com carinho, Taay (:

Por: Taynara Vieira
Site: http://www.coisasdemineira.com/2017/07/resenha-zona-morta-stephen-king.html
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Dark 13/02/2018

Todos nós fazemos o que podemos, e isso tem de ser bom o bastante... E se não é bom o bastante, temos de continuar fazendo.
Esqueça tudo que a sinopse te diz. Não tem nada ali que te diga o mínimo do que o livro de fato é.

O decorrer de mais ou menos sete anos de vida de John Smith está no livro. Seu amor verdadeiro por Sarah e a recíproca dela. Sua separação abrupta causada por um terrível acidente de carro e quatro anos e meio de coma. Um poder que já havia estado em si de maneira mais básica, se libertando junto de sua mente do coma. As consequências disso na vida dele. Como ele é temido, adorado e odiado pelas pessoas, sem nunca ser entendido, a não ser pelas pessoas a sua volta, que pra ele é o mais importante.

O toque de mão com Greg Stillson apenas sela seu destino. Tudo vai muito além desse aperto de mãos. Não atoa ele acontece por volta da página 300/350 do livro. Tem muito mais.

Stillson é um Rennie (vide Sob a Redoma) em processo de criação. Um político manipulador e chantagista nato, e isso vem de sua essencia, nada além. Um maldito. E jhonny sendo quase o único que o vê dessa forma, vai atrás de por um fim no legado político de assenções que o maníaco teria. Atrás de interromper uma possível catástrofe mundial.

King é de fato um mestre. Um mestre desde o início, já que esse é um dos primeiros. O sofrimento de John em perder Sarah e com isso suas chances no amor, a tristeza de perder tanto tempo de sua vida, a revolta de ter sua privacidade comprometida por tablóides sensacionalistas que enganam pessoas crédulas ou até ingênuas demais, a angustia de ter que seguir em frente com aquele dom, ou maldição, tentando achar um motivo para aquele tipo de tormenta. Tudo é exposto e te faz sentir a pessoa John Smith por completo. Todas as atitudes dele são justificáveis e ver sua ruína é deprimente. Um livro completo de sentimentos ruins, mas repleto de amor sincero e paz. Se não de dever cumprido, de luta com todas as forças para chegar a tal.

Obs. Frank Dodd, o assassino maníaco é uma parte extremamente forte, que não deve ser lida sem a devida atenção. Não é algo extremamente relevante (bom, mais ou menos) na história de John, mas é uma parte bruta mas sensível da história. Se você não sente a dor e desespero daquela parte, um pequeno problema de moral ou de caráter você tem!
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