A Zona Morta

A Zona Morta Stephen King




Resenhas - A Zona Morta


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"Ana Paula" 21/09/2017

Em Zona Morta vamos conhecer John Smith, um homem aparentemente comum. Um professor que está muito feliz com seu novo relacionamento. No entanto, John sofre um acidente e acaba em coma por quase cinco anos. Ao acordar, John vê sua vida completamente mudada e claro, a si mesmo.

John tem uma parte do cérebro, que batizou de Zona Morta, que não reconhece determinados objetos. Isso se deu ao fato de o mesmo ter sofrido um acidente quando ainda era criança, o que desencadeou esse dom, mas com menos intensidade. Se fosse só isso, ok, mas não é - depois do coma, ele passa a ter visões ao tocar as pessoas, detectando desde sentimentos até acontecimentos passados ou futuros.

"Mas essa teoria supõe que as pessoas com tendência a se recuperar de um longo estado de coma já sofreram algum tipo de lesão cerebral no passado... É como se o cérebro delas tivesse feito alguma adaptação como resultado do primeiro dano, uma adaptação que lhe permitiria sobreviver a um segundo."

A princípio, John não sabe o que fazer. Todos lhe dizem que seu dom é maravilhoso e, apesar dos pesares, John começa ajudar a quem precisa. Se torna uma pessoa pública, muitos vão atrás de seu "Dom" para explorá-lo ao máximo. Cansado dessa vida, John se esconde na casa de um aluno que tem dificuldade em aprender, ajudando com aulas particulares.
Mas nem tudo são flores neh? Na formatura de seu aluno, John prevê um acidente, mas nem todos os convidados acreditam e várias pessoas morrem.
Em outro momento, ao apertar a mão de um político, John tem a visão mais catastrófica que poderia ter. Uma série de acontecimentos sinistros que ocorrerá caso o mesmo seja eleito. E essas consequências envolvem mundo inteiro. Se esse homem for eleito ele levará o mundo a vivenciar uma guerra nuclear devastadora. Quem mais poderia impedir os acontecimentos que estão por vir além de John? Ignorar suas visões não é uma opção já que as mesmas se mostraram sempre certeiras.
Como John vai reagir e enfrentar o que está por vir? Bem, vocês terão que ler para saber!
Narrado em terceira pessoa, Zona Morta cria uma trama familiar em volta do personagem principal, John Smith. Vamos conhecê-lo a fundo, tornando-nos parte de sua história. O enredo não trás o terror arreganhado que estamos acostumados nos livros do autor, mas um suspense sobrenatural regado a muito drama.
Todo o enredo foi criado para surpreender o leitor. Com sua escrita calma e detalhista, nós não imaginamos o que está por vir até acontecer. King abusa de sua escrita marcante para nos prover um contexto rico e coerente.

"(...) é melhor que certas coisas não sejam vistas e é melhor que outras não sejam encontradas."

Zona Morta teve sua primeira publicação em 1979 e, mesmo com todos esses anos nas costas, a história não deixa de ser satisfatória. King coloca elementos que fazem com que o leitor analise a própria sociedade e os governos atuais.
A nova edição publicada pela Suma de Letras está linda; possui boa diagramação e a capa condiz com o enredo apresentado.
Do mais, só posso indicar e torcer para vocês gostarem tanto quanto eu gostei. É um livro extenso, a paciência é primordial para que o leitor desfrute das partes mais lentas que acompanham o enredo. Mesmo assim, vale a pena cada página lida. King é maravilhoso e suas histórias, incríveis!

site: http://livrosdeelite.blogspot.com.br/2017/09/resenha-zona-morta-stephen-king.html#.WcO1rtWPLDc
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Dhiego 01/11/2017

A Zona Morta
Algumas histórias têm poder suficiente para não apenas nos fazer imergir em suas páginas, mas também para nos arrebatar enquanto lemos. Outras poucas histórias possuem o efeito singular de, ao virar a última página, simular o efeito de calmaria ou inércia, mas basta que retornemos algumas folhas que esse efeito se esvai, a ilusão se quebra como vidro e então afundamos abruptamente. O leitor é pego na armadilha. As emoções borbulham. Só há compreensão e satisfação.

A Zona Morta, livro escrito no final da década de 70 é uma das obras mais aclamadas de Stephen King, indicada, inclusive, para o Locus Award (1980) e adaptada para os telões em 1983 por David Cronenberg, contando com Christopher Walken no elenco.

A história gira em torno de John Smith, um jovem professor de colégio apaixonado por Sarah, também professora. Ainda quando criança, a Roda da Fortuna girou pela primeira vez para Johnny, quando ele se acidentou patinando, em janeiro de 1953. A Roda está sempre girando, e a sorte parece ter uma preferência. Mas há um preço e uma consequência.

“Os olhos eram os de alguém que tinha acabado de ver algo terrível se movendo, se esgueirando nas sombras, algo terrível demais para ser descrito ou sequer nomeado”.

Anos depois de seu acidente juvenil, as lembranças já se misturam e tudo parece menos importante e bastante enevoado. Foi durante a feira de Fryeburg, em espírito de Halloween, que a sorte mudou mais uma vez. Jogando na Roda da Fortuna, um jogo em que ganhava quem acertasse o número em que o disco pararia, Johnny misteriosamente parecia saber todos os números. Algo em sua cabeça acionava, um clique, e a sensação de certeza, de premonição surgia. Sarah passa mal durante a diversão — malditos cachorros-quentes! — e John a leva para casa, dirigindo o veículo da namorada. Com a noite um pouco estranha, ele decide deixá-la repousar e pega um taxi para a própria casa. E então a Roda gira outra vez. A sorte é da Casa. Johnny sofre um acidente.

O resultado de tudo isso são quase cinco anos de coma. Quando John Smith consegue retornar à consciência, os seus membros haviam atrofiado, o mundo havia mudado e a sua vida já não era a mesma. O acidente tomara muito mais que a sua saúde, mas também o presenteou com algo poderoso: com apenas um toque, Johnny é capaz de saber o passado ou o futuro das pessoas. Basta um toque e ele descobre mais do que jamais desejou. Para alguns, um dom abençoado, entretanto, para John, um poder demasiado sinistro.

“Todos nós fazemos o que podemos, e isso tem de ser o bastante... e se não é bom o bastante, temos de continuar fazendo. Nada jamais é perdido, Sarah. Não há nada que não possa ser encontrado”.



King mais uma vez entrega uma história extremamente fluida, cuja trama atrai magneticamente o leitor para as suas páginas. A narrativa é cheia de tensão e em certos momentos é capaz de hipnotizar, conforme a sua imersão no livro. A Zona Morta possui uma escrita deliciosa, evidenciando Stephen King em sua melhor forma.

Além da história, o que torna A Zona Morta tão interessante e agradável de ler é as suas personagens. King constrói personagens assustadoramente fiéis, com personalidades e psicológico extremamente críveis, embora haja um clima pincelado por elementos do sobrenatural, da fantasia e ficção científica. Dificilmente o leitor deixará de nutrir uma empatia profunda por Johnny Smith, ou consternação, compaixão por Sarah, de tão ricamente caracterizados pelo autor. Da mesma forma, Greg Stillson deverá ser capaz de estimular outros sentimentos ainda no início do lvro.

A ambientação ­— Castle Rock — é mais um ponto positivo a ser dito, assim como na maioria das obras do autor. Não é por menos que os seus livros costumam ser longos, já que King tem preferência em trabalhar sem pressa toda a ambientação e suas subtramas. O resultado é normalmente um livro denso, completo, dotado de uma facilidade tremenda em imergir o leitor na história. A Zona Morta não é prolixa ou cansativa, pois King aposta em uma história dentro da outra, o que confere fluidez e tensão à trama.

Terminei o livro com a sensação de que algo havia me escapado. Não conseguia dizer se eu havia gostado muito ou simplesmente gostado. Refleti durante certo tempo e então decidi pegá-lo e reler as últimas páginas. À medida que eu relia, assimilava as informações e as conectava com o início da história, e, admito, King mais uma vez conseguiu me emocionar.

“Não. Matar só faz nascerem novos dentes no dragão. É no que acredito. É no que acredito de todo o coração”.



Com um final que em um primeiro momento parece ser simples demais — mas não é; por isso uma releitura das últimas páginas é interessante —, King entrega uma obra tensa e atraente, com personagens profundos, poderosos e bem articulados. O Destino e a Sorte são peças importantes na trama, enquanto desenham um passado e um futuro frágeis como teias de aranha.

A Zona Morta, onde todas as coisas estão perdidas e a Sorte é trágica. Trata-se de um livro sobre até onde estamos dispostos a ir quando temos conhecimento dos segredos que antes eram ocultos, dos pesadelos que chafurdam no passado dos homens e do inferno que toma forma no futuro.

A Roda da Fortuna está sempre girando, girando e girando. Sorte e azar são irmãos. Quanto você está disposto a arriscar?

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/resenhas/950-a-zona-morta-stephen-king
Gabriel 02/11/2017minha estante
Foi tu que escreveu esse texto?


Dhiego 03/11/2017minha estante
Foi sim, Gabriel :)
Pq?


Gabriel 06/11/2017minha estante
Escreve bem.


Dhiego 07/11/2017minha estante
Ah, muito obrigado pelo elogio =)




Bia 17/07/2017

Resenha publicada no blog Clã dos Livros
A Zona Morta é mais um clássico de Stephen King. Trazendo um suspense sobrenatural muito bem criado, a obra é uma ficção que poderá agradar tanto os leitores já adeptos do autor, quanto os novatos.

Fiquem tranquilos, pois não temos terror escancarado. É um suspense regado a drama.

John Smith é um simples professor. Jovem, engraçado, não muito bonito, porém sua simpatia foi suficiente para atrair a atenção da também professora Sarah.

No encontro mais importante do casal, algo terrível acontece: John sofre um acidente.

Seu estado é muito grave, ele se encontra inconsciente, sem perspectiva de vida.

Algo que, por mais trágico que seja, poderia facilmente acontecer com qualquer pessoa. Quatro anos e meio se passam, até que ele finalmente desperta. Além das sequelas do próprio acidente, John ainda acorda com um dom, um poder paranormal: o de ver o presente, o passado e até mesmo o futuro de uma pessoa pelo simples ato de toca-la.

Claro que nada acontece tão rápido assim, eu estou realmente ansiosa para contar a vocês do que se trata o livro, que precisei resumir o ápice para que todos consigam acompanhar minha opinião, através da minha experiencia de leitura.

John, antes de entrar em coma, já tinha esse dom, não tão intenso e dominante; que fique claro. Ainda na infância, ele sofrera um acidente, onde batera com a cabeça muito fortemente. E então, ele conseguia por vezes, adivinhar o que iria acontecer. Como por exemplo, a sequência musical que iria tocar no rádio.

No dia do seu acidente, ele conseguiu faturar uma grana jogando na roda da fortuna do parque em que fora com Sarah. Poderia ser seu dia de sorte!

O autor faz com que o leitor conheça o círculo familiar de John. E claro, Sarah. A personagem ganha nossa simpatia logo de início, e mesmo sabendo tudo que vai acontecer a John, torcemos por esse casal.

Nada acontece rápido. Apesar de eu estar sendo rápida nos acontecimentos do enredo, o autor abusa de sua característica detalhista e calma, nos fornecendo um enredo rico e coerente.

Ao começarmos a ler, conseguimos facilmente dar vida à história, e a impressão que temos, é que realmente se passaram quatro anos e meio até que John despertasse. E não ficamos sem notícias.

Nesse período difícil, seu pai sofrera muito. Primeiro com os custos para manter o filho no hospital, e ao mesmo tempo com a esposa. A mãe de John passou a ser uma fanática religiosa, capaz de fazer qualquer coisa por sua crença.

Sarah também sofrera. Mas era jovem, e lembrem-se, John não tinha perspectiva. Seguiu sua vida adiante, se casando com um homem digno.

O mundo seguia em frente. E John vegetava. Ninguém acreditava na possibilidade dele acordar. Aliás, muitas vezes, seu pai chegou a desejar que ele morresse, pois vê-lo naquele estado deplorável, lhe causava uma enorme dor.

Quando John abriu os olhos, nem mesmo os médicos acreditavam que era real. Sua mãe considerou um milagre, seu pai fora invadido por remorso e felicidade.

Vejam bem, acordar de um coma após tanto tempo, é algo realmente milagroso. Que deve ser comemorado. Mas vamos analisar a situação: o mundo seguia em frente e John vegetava. Sentiram algum impacto com essa minha frase? Ele não sabia por quanto tempo havia dormido, pra ele Sarah ainda era sua garota, ele ainda era um simples professor.

E então, as visões. De início não entendia, mas sempre teve convicção no que via ao tocar uma pessoa.

Imaginem se uma pessoa te toca agora e diz para você correr a sua casa pois ela está sendo incendiada. Considere que essa pessoa está isolada dentro de um hospital, não havia como ela saber o que estava acontecendo. Você acreditaria? E qual seria sua reação ao constatar que ela tinha razão?

O dom de John, tão poderoso, talvez tão estimado por muitos até mesmo na vida real, foi colocado de uma forma nua e crua na ficção de Stephen. Ele mostra ao leitor a incredulidade das pessoas, e os riscos que o personagem corria, a cada visão que revelava.

O que começou dentro de um hospital, se estendeu em toda cidade. Logo, até a imprensa sabia da existência do paranormal, e ao receber alta, pessoas de diversas partes tentaram contatar John. Mas ele não queria isso. Não queria ser um deus. Tão pouco fazer uso do seu dom.
"(...) é melhor que certas coisas não sejam vistas e é melhor que outras não sejam encontradas."
Toda essa realidade o deixava triste. Além de precisar se adaptar à realidade dos acontecimentos, ainda precisava conviver com o seu dom e com o que ele causava ao próximo. Sempre que fazia qualquer revelação, era com a simples intenção de ajudar, mas nem sempre quem a recebia, enxergava como ajuda.

Aberração. Farsa. Aproveitador. Era assim que a maioria das pessoas o enxergava.

Claro que o drama do personagem foi o que mais me envolveu na leitura. Porém, Stephen coloca ainda mais elementos na trama. Suspenses que nos prendem por inteiro, que infelizmente não poderei abordar para não estragar a surpresa do livro.

Narrado em terceira pessoa, a obra foi publicada pela primeira vez em 1979, e mesmo o enredo se passando na década de 70, não deixa de ser atual.

A edição, como sempre está perfeita. Suma sempre arrasando com os livros do autor.

Leitura recomendada!

P.S.: as imagens que utilizei na resenha, são do filme adaptado do livro, em 1983; intitulado nacionalmente como Na hora da Zona Morta.


site: http://www.cladoslivros.com.br/2017/07/resenha-zona-morta-de-stephen-king.html
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Carolina Durães 29/07/2017

"A Zona Morta" é narrado em terceira pessoa e tem como protagonista John Smith, um professor que leva uma vida pacata e rotineira, que está começando um relacionamento com Sarah e que tem uma vida que poderia ser considerada pacata. Em um dia normal, ele sofre um acidente e acaba ficando em como por quase cinco anos.

Quando acorda, as coisas estão um pouco diferente. Sarah seguiu em frente com a sua vida, assim como amigos e conhecidos. A adaptação já não seria fácil, mas no caso de John torna-se ainda mais difícil quando ele se dá conta de que acordou com o dom de ver situações apenas com um toque no objeto ou na pessoa. Inicialmente, os médicos realizam inúmeros exames tentando explicar esse fenômeno, mas a notícia acaba se espalhando e John vira uma celebridade.

".. Mas essa teoria supõe que as pessoas com tendência a se recuperar de um longo estado de coma já sofreram algum tipo de lesão cerebral no passado... É como se o cérebro delas tivesse feito alguma adaptação como resultado do primeiro dano, uma adaptação que lhe permitiria sobreviver a um segundo." (p. 140/141)

John não quer essa vida e sim uma vida tranquila, onde pode ficar em seu canto e sem ter pessoas tentando descobrir o que ele está fazendo ou querendo que ele segure um determinado objeto para ajudá-las. 

"Johnny não respondia a nenhuma das cartas e devolvia todos os objetos (inclusive o pedaço carbonizado de madeira), pagando as despesas do próprio bolso e sem fazer comentários. Chega a tocar em algumas peças. A maioria delas, como o pedaço de madeira queimada da mulher de Charlotte arrasada pela dor, não lhe dizia absolutamente nada. Mas, quando encostava a mão em algumas, imagens inquietantes lhe ocorriam, como se sonhasse acordado. Na maioria dos casos havia apenas um traço de imagem; uma figura se formava e se dissipava em segundos, deixando-o sem absolutamente nada de concreto, só uma sensação. Mas uma das peças..." (p. 226)

Mesmo contra a vontade, algumas situações são inevitáveis. Afinal, John não é um homem destituído de coração e se soubesse, por exemplo, de um acidente que teria inúmeras vítimas ou de uma situação que mudaria o cenário de um país inteiro ou até mesmo do mundo, ele teria que fazer algo a respeito. E é a partir dessa premissa que mais um livro maravilhoso do autor Stephen King se desenvolve.

Em meio a um suspense paranormal, Stephen King coloca elementos que fazem com que o leitor analise a própria sociedade e os governos atuais. Ganância, cobiça são alguns dos motivadores para determinados personagens, que farão de tudo para terem seus objetivos alcançados.

"A Zona Morta" é um livro que contêm todos os elementos necessário para deixar o leitor sem fôlego e ao mesmo tempo, impressionados pela sagacidade do enredo. Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho.

"Johnny não viu o que aconteceu em seguida. Oscilava, cabeça baixa, piscava lentamente, como um bêbado no amargo fim de uma semana de porre. Então a suave e crescente onda do esquecimento tomou conta dele e Johnny não resistiu; de bom grado ele não resistiu. E apagou." (p. 368)

site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Fabio Pedreira 11/08/2017

A Zona Morta
A Zona Morta é uma das obras mais aclamadas de Stephen King e não é à toa, o livro conta a história de Johnny Smith, um simples professor de inglês que sofre um acidente, deixando-o em coma por cinco longos anos e, ao acordar, Johnny não sofre aparentemente nenhuma sequela, a não ser o fato de não lembrar de alguns objetos devido a uma área do seu cérebro danificada durante o acidente (área essa denominada Zona Morta pelos médicos).

O problema é que isso não foi tudo que o acidente trouxe para a vida de Johnny, pois ao acordar ele também percebe que, ao entrar em contato fisicamente com outra pessoa ou um objeto daquela pessoa, ele pode ver coisas do passado, presente e até prever partes do futuro. Esse problema é ainda agravado quando John conhece Greg Stillson, um candidato a deputado que não mede esforços para conseguir o que quer, e passa a ter uma visão de um futuro horrível caso Stillson consiga alcançar seus objetivos.

Talvez pela sinopse e principalmente pela capa (quanto a isso a Suma de Letras relançou o livro esse ano ainda com uma capa muito mais bonita) algumas pessoas acabem não dando muito crédito para o livro (pelo menos a capa antiga que foi a que li o livro, mas troquei pela nova versão muito mais bonita), porém quem decide dar uma chance acaba devorando-o quase em uma sentada só, mesmo com suas 610 páginas (na versão de bolso antiga).

Isso porque o livro prende o leitor de uma forma espetacular. A escrita de King é muito fluida, ele consegue criar personagens simples mas que você consegue criar um vínculo muito fácil (como John) ou ódio (como Stillson) ou até mesmo repulsa (como a mãe de Johnny). Os personagens são todos muito bem trabalhados, tanto na descrição como em pensamentos, sentimentos e motivações.

Durante a leitura você consegue vivenciar junto com os personagens a angústia sofrida por Johnny após acordar depois de cinco anos e ver toda a mudança que aquilo trouxe para sua vida, seus amigos e familiares. Como ele consegue lidar com seu novo dom (ou maldição) e o que fazer em relação a Stillson.

Aí é que entra o único ponto que devo fazer uma observação, lendo a sinopse do livro dá a entender que o embate entre Johnny e Greg será tratado durante o livro todo, coisa que não acontece, o que em nada tira o brilho da obra e faz você perceber que na verdade o livro não é apenas um conflito entre dois personagens e sim uma reflexão sobre propósito e o impacto que suas ações e do ambiente podem trazer para alguém ou para o mundo.

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/08/resenha-zona-morta.html#more
Deivison.Nobre 14/08/2017minha estante
Bom saber que não fui o único a sentir repugnância pela mãe do Johnny.


Fabio Pedreira 14/08/2017minha estante
Pois. Não tem como. Parece que cada obra de King tem pelo menos uma pessoa assim kkkk




Erika 12/08/2017

Fenomenal!
Mais um livro do King para a conta!
Mais uma história que me impressiona e me deixa feliz por ter lido. King sempre mantém o clima de mistério e enreda o leitor da primeira à última página.

Em A Zona morta temos Jonny. Um sujeito normal, professor, tem família, uma namorada e uma vida normal. Depois de uma noite de muita sorte num parque de diversões onde ganhou uma grana na Roda da fortuna, parece que ao sair de lá vem o revés. Jonny sofre um acidente que o deixa em coma por 4 anos (não é spoiler por que já vem informando na resenha do livro). Quando acorda percebe que não só o mundo mudou, coisas aconteceram , tecnologias surgiram, mas ele mudou também. Em algumas situações ao tocar as pessoas ele sente que ganhou poderes paranormais. Pode ver coisas do passado delas, ou evitar desastres futuros.

Como lidar com isso?
E se fosse cada um de nós com esses poderes? Que pode ser uma benção ou uma maldição.

Um livro maravilhoso. Para refletir sobre nossas próprias escolhas.
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ViagensdePapel 28/08/2017

Stephen King não era um autor que eu tinha o hábito de ler. Todavia, nos últimos tempos acabei dando oportunidade para algumas obras clássicas do autor, que me fizeram ter outra dimensão do seu trabalho. Só esse ano, foram três leituras feitas do autor, sendo duas muito boas e a terceira aquela que venho aqui comentar sobre. A zona morta é um dos clássicos do autor, que ganhou uma nova edição, diga-se de passagem, muito mais atrativa.

Depois de quatro anos e meio em coma por causa de um acidente de carro, John Smith acorda acompanhado de poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro, nada está fora de alcance. Basta um toque e ele descobre mais do que jamais quis sobre as pessoas. O que pode parecer para o mundo um dom, para John é apenas uma maldição. Ele não desejou isso, e no entanto, não pode se livrar das visões. Logo, o que fazer quando, ao apertar a mão de um politico em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?

As propostas de Stephen King são um pouco diferentes do convencional. Para quem tiver interesse, Sobre a escrita é um bom livro para situar a obra do autor no tempo, associando a sua trajetória individual. Nesse sentido, A zona morta foi escrita num período de efervescência criativa, por volta dos anos 80 e até hoje é lembrado como um dos mais fantásticos livros do autor. No entanto, o que poderia ser algo bem trabalhado, tornou-se extenso e um pouco cansativo.

Apesar da sinopse ser direta e pontual, o desenvolvimento do livro se mostrou mais amplo que eu imaginava. E foi justamente nesse ponto que me desagradou. Não sou uma pessoa que se anima a ler livros extensos, a não ser que goste do autor ou algo do tipo. A zona morta tem quase 500 páginas, mas que poderiam ser resumidas um pouco. A primeira parte até o momento em que John acorda com poderes flui de maneira satisfatória. O que vai causando um certo estranhamento é a parte final do livro. O ponto alto da história, que na sinopse é a pergunta deixada ao final, ocorre apenas no último terço do livro e demora muito para ganhar fôlego. O que acontece? A leitura se mostra arrastada e um pouco cansativa.



Leia a continuação da resenha, acesse o link abaixo:

site: http://www.viagensdepapel.com/2017/08/27/resenha-a-zona-morta-de-stephen-king/
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Paula.Jorge 04/01/2018

A zona morta
Stephen King sempre me envolve em suas histórias, sua maneira de contar nos permite se entranhar no enredo, sentir os cheiros, o tempo e o espaço que são descritos, de uma forma unica ele consegue nos prender e nos conectar aos personagens... e com A Zona Morta não foi diferente, com uma historia fantástica e sem as conveniências dos clichês eles cria um romance e um suspense bem caracteristicos do autor, por isso muito recomendado.
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Kari 05/07/2017

Olá leitores queridos do Livros e Chocolate Quente, como estão?

Para quem não sabe, eu amooooooo Stephen King, então claro que eu tinha que vir falar sobre Zona Morta que eu já li faz uns anos mas está com "roupagem" nova pela Suma de Letras.


Em Zona Morta temos Johnny Smith um professor, pessoa aparentemente normal; tem uma vida comum por assim dizer; está no começo de uma relação e tudo parece caminhar bem, até que um acidente acontece. Ele sofre um acidente de carro que o deixa em coma por quase cinco anos e de repente ele acorda e tudo mudou e ele mesmo já não é mais o mesmo. Ele tem uma parte do cérebro, que batiza de zona morta que não reconhece determinados objetos e não para por aí; ele passa a ter visões ao tocar pessoas, essas são bem variadas, detectando desde sentimentos até acontecimentos passados ou futuros. Acordar de um coma e ter sua vida toda "perdida" por um longo período já deve ser devastador, imagina acordar com esse tipo de Dom ou Maldição - dependendo do ponto de vista, claro.



Ele passa a ajudar pessoas com essa nova habilidade que descobriu, acaba se tornando uma pessoa pública e popular, pois algo assim é impossível de se esconder por muito tempo, mesmo que deseje. Ele não tem mais um emprego, existe muitas pessoas interessadas em explorar seu dom e tenta mudar de ares para quem sabe assim ter um recomeço. Passa a dar aulas particulares a um menino rico com dificuldade em aprender, ele acaba morando nessa casa e por um tempo se vê em paz de todo mundo que o perseguia por conta do seu dom ou maldição. Mas não tem como escapar de algo assim não é mesmo? Então na formatura de seu aluno, ele prevê um acidente e claro tenta avisar as pessoas, mas nem todos acreditam e acabam morrendo. Isso o perturba e a nós leitores também que acabamos conectados nessa trama fantástica do mestre.


Em dado momento ao apertar a mão de político ele tem a visão mais catastrófica que poderia ter.. uma série de acontecimentos sinistros que ocorrerá caso o mesmo seja eleito. E essas consequências não envolve apenas um grupo isolado, mas o mundo inteiro. Pois se esse homem for eleito ele levará o mundo a vivenciar uma guerra nuclear devastadora. Quem mais poderia impedir os acontecimentos que estão por vir além de John? Ignorar suas visões não é uma opção já que as mesmas se mostraram sempre certeiras. O caminho para evitar o que está por vir talvez seja comento assassinato.


Será possível impedir o futuro mesmo tendo visões que alertam algo?

Descubram!


Eu sou suspeita para falar do mestre.. Mas sério! Essa é uma das obras dele que eu mais amo! Que eu tenho várias edições na estante e que não canso de ler e reler e pensar por diferentes perspectivas. Teve até um seriado de tv que acompanhei e queria que tivesse mais!


Eu mega recomendo essa leitura!

Até a próxima!

http://www.livrosechocolatequente.com.br/


site: http://www.mixliterario.com/
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Luan 01/12/2017

Stephen King e uma das gratas surpresas do ano
Fazer resenha de livro do Stephen King é, quase sempre, uma tarefa que parece redundante e repetitiva. Na maioria das vezes vou dizer que, sim, a história é ótima, a escrita é ainda melhor, e o encerramento poderia ser melhor. Em A Zona Morta, um dos mais antigos livros do autor, a situação praticamente se repete. Uma obra com um objetivo claro, uma história, para aquela época, bastante original, e muito bem contada. O autor já mostrava, desde o início, porque viria a se tornar o grande autor que é hoje.

A Zona Morta conta a história de John Smith, um rapaz até então normal, professor de escola, e em início de relacionamento com Sarah, também professora. E é em um desses passeios de começo de namoro que a vida dele vai mudar. Em um terrível acidente de táxi, John fica gravemente ferido, enquanto que o motorista perde a vida. O protagonista vai ficar em coma por quase cinco anos e quando acordar, já não vai ser tão normal quanto era anteriormente. O motivo, apesar de estar presente nas resenhas por aí, você só vai descobrir lendo o livro, pois é a parte mais interessante da leitura.

O mais bacana dos livros do King é como ele consegue ser verdadeiro e plausível em suas histórias, trazendo consigo discussões bastante relevantes. Que as histórias dele sempre flertam com o sobrenatural ou algo que vai além da nossa compreensão, todos já sabem. Mas King mistura a isso assuntos reais, como, no caso de A Zona Morta, fanatismo religioso, corrupção, política e tantos outros. Esse mix de ASSUNTOS, que à primeira vista parece uma confusão generalizada, nos dedos do autor se torna o seu maior trunfo.

É claro que o autor evoluiu sua escrita e a forma como contar e construir histórias, mas A zona morta chama atenção também pelo fato de como ainda em seus primeiros livros ele já apresentava uma qualidade impar e ainda características que levaria pela vida inteira em suas obras. O foco em contar a história com a qual se comprometeu é uma lição para muitos autores. A qualidade da escrita e o poder de desenvolver uma história com força para um ápice agitado estão ali presentes como em outras obras comemoradas.

Há, é claro, alguns problemas no percorrer do caminho. A história andou tão rápido que, sim, era possível que o livro pudesse ter mais algumas páginas para aprofundar algumas passagens importantes, mas que, aos meus olhos, foram trabalhadas de forma muito rápida. Queria, por exemplo, estar um pouco mais presente na mente do protagonista lidando com seus dilemas em relação ao que aconteceu com ele depois do acidente. Falo especificamente disso em situações da metade para o fim do livro, que me pareceu corrido. Há algumas decisões do autor que são bem diferentes do que eu estava esperando como leitor. Creio que King poderia ter transformado o livro em algo ainda mais grandioso.

Por fim, outro aspecto que quero citar são os personagens, que, novamente, são sempre muito bem construídos. Do protagonista à menor participação, eles são sempre muito reais e verdadeiros. Chamo atenção para a mãe do John, uma religiosa fanática que se assemelha a tantos casos que vemos no nosso dia a dia. Munido de todas essas armas fortes e perigosas, Stephen construiu uma das melhores obras que li no ano. Leve e forte ao mesmo tempo, A zona morta traz ao leitor aquilo que ele mais espera: reflexões e entretenimento andando um ao lado do outro. E ainda reforçou a admiração que sinto pelo autor.
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Silvia.Leticia 09/01/2018

Avassalador
Não li muitos livros do Stephen King, tendo em vista que ele tem MUITOS livros, mas dos que eu li esse foi o que mais mexeu comigo.

No início achei a narrativa lenta por conta da demasiada descrição que fazia com que a história não desenrolasse, mas valeu a pena insistir.

Há muito suspense até a última página e a narrativa é muito bem construída, sem buracos... enfim... incrível!!!!!!!
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Leandro 23/06/2017

Resenha - Diário de Seriador
Embarque no seguinte exemplo: você acabou de conhecer uma pessoa incrível, que você realmente gosta. Estão começando a sair juntos, mas está ficando sério. E daí, BAM! Você sofre um acidente e fica quase 5 anos em coma. É essa a história que o Sr. King nos trás em A Zona Morta, iniciando com algo que esperamos que não, mas pode acontecer com qualquer um, ele completa com uma história que mistura o sobrenatural, a ciência e decisões difíceis em mais esse grande livro.

Tendo sido lançado originalmente em 1979 e virado filme em 1983, é um livro que poderia muito bem estar "batido" ou "datado", mas não, ele segue bem atual. Mesmo com alguns fatos que remontam à um mínimo de conhecimento histórico, é fácil embarcar na trama e se ver nos anos 70 com John Smith. (...)

Para mais leia em Diário de Seriador!

site: http://www.diariodeseriador.tv/2017/06/livros-resenha-zona-morta.html
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