Em Nome dos Pais

Em Nome dos Pais Matheus Leitão




Resenhas - Em nome dos pais


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Eliz 12/03/2021

Ditadura
Relato forte, embora não seja o mais dramático que já li sobre o período. O final é simbólico e um triste retrato de como encaramos nosso passado, como nação: não há dialogo
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danda 14/12/2020

Em nome dos pais foi um livro um tanto difícil de ler... Embora o autor tenha narrado a história de forma amenizada é impossível não se sensibilizar tanto com os jovens que sofreram torturas como as angústias do autor na busca por respostas.
O livro de forma geral traz uma narração muito interessante de forma não linear dos fatos somada a uma perspectiva positiva não dos acontecimentos mas do crescimento espiritual que a busca por respostas levou o autor e seus familiares.
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Bruna 07/12/2020

Raiva, medo, angústia, revolta e admiração
Obra que inspira, porque não fala só do passado, mas também do presente e do futuro, por conta das consequências daquele tempo extremo que não deve ser esquecido e nem retornar, jamais.
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Marta Araújo 12/10/2020

Conta a história de uma família e também a história do nosso país! É envolvente, bem escrito e trás reflexão!
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Karla 27/09/2020

É nossa história também
Matheus Leitão escreveu neste livro parte da história dos pais, a história dele e a do Brasil, que é a nossa história também. É um livro emocionante, que embrulha o estômago em muitas partes, mas traz ambiente de paz em muitos outros. É também uma história de perdão. Matheus conta os detalhes da busca pelo passado dos pais quando foram presos e torturados pela ditadura militar. Este livro é mais um documento que nos mostra a importância de o nosso País reconhecer o que aconteceu naqueles anos e punir os responsáveis. Eu espero um dia ainda ver isso acontecer.
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Douglas | @estacaoimaginaria 13/08/2020

Um relato necessário sobre uma parte da nossa história
Ao som de “Cálice”, de Chico Buarque e Milton Nascimento, eu iniciava e terminava a leitura de “Em nome dos pais”, de Matheus Leitão. Assim como a música, eu só “soube” desse livro no ano passado, até que o comprei. Desde que tinha lido sobre, ainda mais pelo autor ser filho da jornalista Míriam Leitão, pensei: preciso ler esse livro. E, como a música de Buarque e Nascimento, o livro de Leitão é uma viagem à história do Brasil, mais precisamente, do regime militar.

E a obra “nada” mais é do que a busca de um filho para entender o passado da vida dos pais, Marcelo Netto e Míriam Leitão, vítimas da ditadura militar e do seu terrorismo praticado por 21 anos, a partir de 1964, quando aconteceu o golpe. O livro “Em nome dos pais” é resultado de uma série de investigações, entrevistas e outros mecanismos para chegar à verdade, começando pelo delator de dentro do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), que resultou na prisão do casal, e outros militantes, na década de 70, ponto de partida da história de Matheus, que entrelaça presente e passado.

Os relatos do autor começam com ele contando como começou a ouvir palavras como “perseguição” e “prisão”, quando ainda era pequeno, proferidas pelos pais, aos sussurros. A palavra “tortura” só veio depois… mas esse é o início, como aquilo acabou se tornando uma missão para ele, ao longo dos anos, a partir de algumas conversas com o pai, com aquilo que conseguia “pescar” antes de o pai, principalmente, dar por encerrada a rememoração do passado – ainda mais um tão marcante, mais pela violência, mas também pela resistência a um regime totalitário.

Matheus Leitão mostra a ditadura enquanto conta a história dos pais, a partir do que ouviu e investigou ao longo de anos. Isso, somente, já mostra uma profundidade enorme do livro, com uma carga emocional e ao mesmo tempo um capítulo da história do Brasil sendo contado, diferente dos livros de história, por exemplo.

Para tanto, ele reconta como foi uma das frentes da esquerda na luta contra a ditadura, nesse caso, em Vitória (ES), berço do pai Marcelo, e depois de Míriam – e mais de 40 anos depois, destino do próprio Matheus em busca da verdade. E esse é apenas um capítulo desse período perturbador, que muitos hoje pedem a volta ou o chamam de revolução – até porque esses não sentiram na pele o que foi o regime.

Em certos momentos, o autor chama seus pais pelos respectivos nomes, narrando suas ações. Para mim, isso representa uma tentativa de se afastar da história, tentar ser o mais “imparcial” possível, mas ainda assistir relatar o que seus pais viveram. Então há um diálogo interessante entre a história e o emocional, e a pessoalidade, se é que me entendem. E ainda assim foge do subjetivismo, porque há a história e os fatos.

Há partes mais densas para ler e outras mais instigantes, com diálogos. Sendo um livro de memórias e sobre um assunto tão forte como a ditadura, principalmente todos os horrores dela, é de se imaginar que será uma leitura mais “devagar”. O que não é em nenhum ponto negativo. E essa é minha leitura. Para outras pessoas pode ser diferente. Mas há algo nesse livro que se aproxima muito de uma estrutura narrativa de um romance, e isso ajuda muito na leitura.

O autor consegue equilibrar muito bem ao contar a história do pai, contar a história da mãe e contar parte da história da ditadura, revelando nomes e protagonistas daquele tempo – como o tal delatador e militares que teriam participado da tortura dos pais. Aliás, acho que esse é o ponto principal da obra. É a busca de Matheus pela verdade, iniciando por Foedes, o delator, seguindo pelo capitão Guilherme e outros militares. Há diálogos emocionantes e reveladores, em ambos casos.

Aliás, eu me emocionei muito lendo essa obra. Em diversos momentos, senti certa angústia, conhecendo os fatos ao mesmo tempo que Matheus… e o que mais me marcou é que uma das partes mais emocionantes foi, justamente, a conversa do jornalista com um militar que estava lá na época que Míriam e Marcelo foram presos – e torturados. Esse trecho foi o mais sensível, na minha visão.

Outro ponto importante é que Matheus Leitão nos mostra um pouco do seu trabalho jornalístico, e também como era ser jornalista na época dos pais, aos 20 e tantos anos, a partir dos relatos de Míriam, principalmente. O trabalho da imprensa, que sofria censuras à todo instante. E consigo me colocar no lugar deles, confesso. Me vi lá, tendo sensações parecidas, tentando lidar com tudo isso. Espero não termos que lidar com isso novamente.

Ou seja, ao passo que é uma obra que nos mostra apenas um capítulo da história, é uma aula de jornalismo investigativo, que resultou nesse livro. Há os relatos de tortura, física e psicológica, como agiam os militares na época, a volta às prisões, sem falar na “casa da morte”, cenário de crueldades inimagináveis. E há métodos jornalísticos que o levaram às suas descobertas – como o jornalista precisa agir, certos momentos, para chegar à verdade, ainda mais uma que é parte da vida dos seus pais.

Ao finalizar a leitura, me pego pensando no trecho de “Cálice”, que toca ao fundo: “Como é difícil acordar calado; Se na calada da noite eu me dano; Quero lançar um grito desumano; Que é uma maneira de ser escutado; Esse silêncio todo me atordoa; Atordoado eu permaneço atento; Na arquibancada pra a qualquer momento; Ver emergir o monstro da lagoa”. O que fica disso tudo, tomara, é a lição de que nenhum regime totalitário é saudável. E Matheus Leitão consegue deixar isso muito claro. Que seu livro seja exemplo, da busca pela verdade, mas também para nos lembrar do nosso passado sangrento.

site: https://estacaoimaginaria.com/2020/06/26/resenha-em-nome-dos-pais-matheus-leitao/
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Daniel Dornelas 30/06/2020

EU NUNCA LI NADA IGUAL
"Em nome dos pais" é um livro muito forte.

Narrado em primeira pessoa pelo Matheus Leitão, a obra representa a sua busca pela história dos pais, Miriam Leitão e Marcelo Amorim, que foram presos durante a ditadura militar.

A busca de Matheus inclui entrevistas muito tensas e relatos das torturas sofridas pelos pais e por outros colegas que também foram presos políticos.

Eu aprendi muito com esse livro e indico para todos os brasileiros, afinal, é necessário conhecer a História para não repetir os erros do passado.

A resenha completa está disponível no canal.

youtube.com/DANIELDORNELAS
Ana 30/06/2020minha estante
Eu amei o livro. Em pensar que temos negacionistas que ainda afirmam que a ditadura brasileira foi branda. Livro muito triste.


Daniel Dornelas 01/07/2020minha estante
Exatamente! O mais triste é que as pessoas tentam negar a história.




Lari Guimarães - @lendocomanatureza 02/06/2020

O livro que todos deveriam ler!!
O ano era 1968, iniciava a fase mais opressora da ditadura militar, um dos períodos mais sombrios da história brasileira. Nesse contexto, um jovem casal estudava na
Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e, assim como muitos outros jovens universitários, batalharam contra o governo militar. Eram eles Míriam Leitão e Marcelo Netto, a Amélia e o Mateus (codinomes).
Na obra Em nome dos pais, Matheus Leitão apresenta a batalha de seus pais e outros militantes contra a ditadura. Ele narra tais acontecimentos pela perspectiva de um filho que cresceu escutando sobre o passado trágico de seus pais e em busca de respostas que nunca foram respondidas, justiça que nunca foi efetivamente feita, Matheus detalha no seu livro a busca pelos vestígios desse período sombrio da sua história e da nossa história.
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Essa leitura foi um baita soco no estômago, como é triste ler sobre as torturas q eles e muitas outras pessoas sofreram nesse período. Um relato doloroso, mas necessário!! Nós precisamos estudar mais sobre a ditadura brasileira, precisamos entender o q realmente acontecia com pessoas inocentes q lutavam pela sua voz!! N é fácil, houve muitas situações horríveis, porém somente nos conscientizando sobre a gravidade disso podemos lutar para q td essa tragédia n se repita!!Essa leitura é extremamente importante e fundamental para todos, recomendo!!
( RESENHA COMPLETA NO INSTAGRAM @lendocomanatureza )

site: https://www.instagram.com/lendocomanatureza/?hl=pt-br
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Livrocitose 27/05/2020

Para todas as gerações
Que trabalho incrível Matheus fez! Só tenho a agradecer! Devorei o livro muito rápido. Me surpreendeu bastante, um misto de biografia, jornalismo e até mesmo um romance se estrutura quando estamos lendo. Eu que comprei em uma promoção maravilhosa em 2018, me arrependo de não ter lido antes. Acreditei que o livro retrataria os tempos de prisão de forma minuciosa, que seria como uma denuncia, mas me surpreendi e fiquei um tanto aliviada de que não seria assim. Nem tenho o que dizer, só leiam! Se em algum momento a leitura ficou cansativa (o que eu acho difícil visto que os capítulos são bem curtinhos, fazendo com que a leitura deslanche) vale a pena insistir. Obrigada, Matheus. A minha geração, dos nascidos no finalzinho do século, agradece!
@livrocitose
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RALPH 16/05/2020

Um livro por amor a verdade e aos Pais.
Como tema de fundo o período mais negro da história politica brasileira Matheus Leitão o autor, busca respostas sobre a estória de seus pais durante a repressão da ditadura. O livro é escrito em primeira pessoa, é a exibição dos sentimentos do autor, com relatos impactantes dos envolvidos, de um lado os agressores e do outro os agredidos seus pais. Uma historia de amor, dor e redenção em busca da verdade.
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carolabunita 20/04/2020

Jornalismo Investigativo
Coleciono biografias. A única q tinha lido de jornalismo investigativo era A Sangue Frio. Tão hipnotizante quanto foi esta leitura. Timing perfeito de leitura considerando pandemia e desgoverno atual.
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Priscila 23/03/2020

Em nome dos pais
O livro é excelente... mostra a busca de um filho pelo passado dos pais. Estes que sofreram na ditadura militar e carregam marcas do período. A coragem de Matheus em desenvolver o projeto, sua postura e seus sentimentos me emocionaram, chorei várias vezes durante a leitura. Acredito que sua missão de trazer o passado para a nova geração foi cumprida, a mensagem que carrega é grandiosa.
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luisanogueire 27/02/2020

Um estilo de documentário escrito muito bem desenhado.
Fácil se envolver na leitura e entender os fatos históricos que são contados com detalhes.
Adorei as fotografias!
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Ana 16/12/2018

Opinião
Escrito por Matheus Leitão, filho de Marcelo Netto e Miriam Leitão, ?Em nome dos pais? foi o livro mais impactante lido em 2018. Conta a história da Ditadura brasileira pela voz tanto dos presos políticos quanto do Exército, pelo menos os que quiseram falar. Não vou dar muitos detalhes, mas acredito que seja uma leitura obrigatória, afinal, apenas conhecendo o passado é possível evitar erros no presente. Recomendadíssimo!
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Maria Faria 07/01/2018

Em busca do passado
Confesso que a foto de Miriam Leitão e o sobrenome do autor na capa chamaram minha atenção na livraria. Acompanho os comentários de Miriam no podcast Rádio CBN diariamente e fiquei interessada em conhecer sua história.
Em Nome dos Pais é um livro reportagem narrado por Matheus Leitão, filho de Miriam e seu único objetivo é resgatar a história dos pais que sofreram nas mãos da ditadura. Sua busca durou muito tempo e teve como base os papeis do processo aberto na época da ditadura e depoimentos de Miriam e Marcelo e também de amigos e familiares que vivenciaram os dramas da época.
É um livro por vezes dramático que traz muitos relatos revoltantes. Apesar de alguns brasileiros negarem, é sabido que o período da ditadura foi violento com aqueles que não simpatizavam com o regime militar. Miriam e Marcelo, antes do nascimento de Matheus, foram presos e torturados. Em 1972, Miriam foi torturada fisicamente e psicologicamente, sendo possível lermos relatos muito fortes de cenas que não aconteceriam num regime democrático, tal como um evento em que ela foi colocada nua em uma sala escura com uma cobra.
Matheus passou muito tempo tentando conseguir informações dos próprios pais que tinham dificuldade de falar sobre o período. Mais desafiante ainda foi conseguir entrevistar os algozes e colegas que entregaram os amigos de partido para a ditadura. No livro, duas passagens são marcantes: a entrevista de Foedes que confessa ter dedurado todos os colegas de partido e uma carta escrita por Miriam onde ela relata uma de suas noites de tortura.
O livro é válido para conhecermos fatos e relatos sobre o período do regime militar e para nos fazer valorizar a liberdade de expressão que temos atualmente. A escrita do autor é fluida, mas carregada de uma dramaticidade pessoal. A leitura por vezes foi cansativa, pois Matheus floreava e relatava com muitos detalhes sua busca por informações.
Preferi concluir que seu cuidado no relato dos fatos e a excessiva dramatização de seus pensamentos podem ser explicados pelo cuidado em trazer à tona informações tão doloridas para quem as vivenciou. Para o leitor, são apenas informações que confirmam os absurdos praticados por militares que governaram o país naquele período, mas para os envolvidos foram fatos sentidos de perto.
Para quem gosta da jornalista Miriam Leitão é um relato interessante para conhecer melhor sua história.
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