A Guerra do Rock

A Guerra do Rock Robert Muchamore




Resenhas - A Guerra do Rock


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La Oliphant 01/06/2018

Eu tinha enormes expectativas sobre Guerra do Rock. E quando eu digo enormes, eu quero dizer que estava esperando uma grande história sobre bandas e referencias dos clássicos que eu ouvi quando era adolescente. Porém, apesar da capa maravilhosa e de boas recomendações no Goodreads, Guerra do Rock foi uma leitura complicada, com um enredo lento e sem nenhum foco nos personagens apresentados. Robert Muchamore conseguiu me surpreender, mas não de uma forma muito positiva, devo dizer.

Guerra do Rock narra a história de três adolescentes – Jay, Dylan e Summer – com vidas completamente diferentes, mas que acabam se inscrevendo na mesma competição com o único objetivo de tornar as suas bandas famosas. Cada um desses adolescentes tem uma característica específica e uma história que os levou até aquele momento, todos com o sonho de ganhar o tão sonhado prêmio: ter o seu álbum produzido por uma gravadora.

Narrado em terceira pessoa, o livro de Robert Muchamore é carregado de problemas – muito mais problemas do que eu realmente esperava. Primeiro, o enredo. O livro não tem um personagem principal, logo, a narrativa oscila entre os três personagens apresentados de forma muito vaga pelo autor. Acompanhamos todos os personagens, capítulo atrás de capítulo, tentando encontrar uma forma de colocar a sua respectiva banda na competição. E é apenas isso. Guerra do Rock, infelizmente, não teve o enredo desafiador que eu estava esperando. Os personagens não foram explorados pelo autor, embora todos tenham um background bastante interessante.

“- Vocês devem conhecer essa música – disse o rapaz grande. – A versão original é do One Direction. E se chama “What Makes You Beautiful.

Os quatro garotos do Brontobyte se entreolharam e resmungaram. Alfie resumiu o que achavam:

– Falando sério, eu preferia levar um chute no saco.”

Meu maior problema com essa leitura foi a narrativa. Acredito que de todos os pontos negativos do livro, este foi o que mais me incomodou. A leitura simplesmente não fluía para mim. A escolha da narrativa em terceira pessoa me deixava incomodada, principalmente quando o autor mudava o foco da leitura de capítulo em capítulo, oscilando entre os três personagens sem nenhum gancho, sem nenhum aviso prévio ou qualquer coisa que me mostrasse que a história estava mudando de foco. Além disso, a escrita de Robert Muchamore é arrastada, cheia de detalhes irrelevantes e informações que não agregaram nada ao enredo.

Summer, de todos os personagens, foi a que eu mais gostei. Apesar de não ser tão explorada, Summer era a personagem com a personalidade mais forte e isso fez com que ela se destacasse de Dylan e Jay, pelo menos para mim. Mas, infelizmente, eu não posso ir muito além de um simples “gostei”, já que o autor não explorou o background da personagem, nem tirou proveito das suas limitações, ou das limitações dos outros dois personagens do livro. É muito frustrante quando você acha um personagem interessante e o autor não explora todo o potencial dele na história.

“Coco tocou e Summer começou a cantar. Ela tentou cantar depressa e com agressividade, da forma que Lucy tinha pedido, mas soou péssimo com o violão em vez da banda completa. Depois de um verso, Summer recuperou seu jeito normal de cantar.”

Outro ponto bastante negativo são os diálogos e as referências depreciativas a outras bandas. Eu não sei qual era o público alvo planejado para esse livro, mas ofender One Direction sem nenhum motivo não foi muito legal da parte do autor. Ele praticamente trouxe de volta aquela velha – e idiota – discussão sobre o que é música de verdade, quando no mundo real é tudo uma questão de gosto. Achei bem imaturo essa parte do enredo e ofensivo para quem, de alguma forma, se identifica com esse tipo de música.

A leitura de Guerra do Rock foi muito complicada. Eu fiquei com esse livro dias a fio tentando me conectar com algum personagem, tentando encontrar uma forma de fazer o enredo fluir, avançando os capítulos sem entender muito bem onde ele poderia chegar. Foi confuso e muito cansativo. Eu esperava encontrar um enredo que explorasse a música de uma forma gostosa, com personagens que eu me sentisse “em casa” e com um enredo que me mostrasse mais do que pessoas tentando conquistar a fama. Eu não sei bem onde Muchamore quer chegar com esse enredo, mas espero que o segundo livro seja bem melhor que o primeiro.

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-guerra-rock-robert-muchamore
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Ju Zanotti 08/08/2017

A primeira coisa que eu preciso dizer é que eu não fazia ideia do porque solicitei Guerra do Rock para a Editora Rocco. Quer dizer, provavelmente o livro deve ter me chamado atenção na época da solicitação, mas quando ele chegou em casa eu me senti um ET. Logo eu, que não gosto de livros muito juvenis, fui solicitar esse livro? Bom, ainda bem que eu solicitei. Tenho que contar que levei um tremendo susto quando entrei no skoob e vi que a sugestão de livros similares eram todos infantis (Carrossel e afins). Mas sou muito grata por isso não ter se concretizado. Essa é a maior prova de que não devemos julgar um livro antes de conhecê-lo melhor. Não posso dizer que foi a melhor leitura do ano ou que cheguei a favoritar o livro, mas não foi uma perda de tempo.

Guerra do Rock é dividido em três pontos de vista. No decorrer da narrativa vamos acompanhar a história de três pré-adolescentes com histórias de vida bastante diferentes, mas, de certa forma, com um mesmo objetivo: a fama.

Jay, vem de uma família grande e disfuncional, para ele ter uma banda é um meio para um fim, ele sonha com a fama e seu maior desejo é viver de música. Contudo, as coisas com a Brontobyte, sua banda, não vão nada bem. Apesar de a maioria de seus colegas de banda tocarem razoavelmente bem, isso não acontece com o baterista, e em meio a tensão que isso provoca Jay se vê basicamente em um beco sem saída, tendo que encarar as consequências de seus atos.

Para Summer tudo começa como num tropeço, cantar em uma banda nunca nem sequer passou pela sua cabeça, mas isso acaba se tornando uma válvula de escape para a garota que antes passava a maior parte do tempo cuidando de sua avó doente. Em meio a um dia difícil e meio estranho Summer conhece uma garota maluca, que acaba se mostrando bem mais que uma encrenqueira. O maior problema agora é como superar o medo do palco.

Já Dylan não se preocupa com muita coisa, o que ele sabe é que não quer fazer parte do time de Rugbi da escola de elite em que estuda, e para isso precisa juntar-se a orquestra da escola. Apesar de ser bastante ligado a música fazer parte de algo tão formal nunca esteve em seus planos. É por isso que ele parece se encontrar quando conhece alguns garotos que parecem precisar de sua ajuda.

Não é apenas com relação a música que eles aparentam ser tão diferentes. Apesar do mesmo objetivo, cada um leva um tipo de vida completamente oposta dos outros. Foi por isso que achei tão interessante acompanhar um pouco do caminho de cada um deles. Como este é o primeiro livro da série ele nos serve mais como introdução, é aqui que vamos conhecer sobre os personagens e como tudo começou, o caminho até o grande momento. Muchamore trabalhou sem exagero em cada um dos personagens, mostrando suas dificuldades, seus sonhos e objetivos. Então o verdadeiro festival ainda não é apresentado aqui, como eu disse, em Guerra do Rock o autor se preocupa mais em mostrar como cada um dos personagens chegou a um mesmo destino.

Acredito que o autor fez um bom trabalho apresentando os personagens, não senti incoerência em suas personalidades e espero que todos eles cresçam conforme a história se desenrola. Além disso, a adição de referências musicais só deixou a história mais interessante, apesar de algumas delas nem existirem.O grande ápice da história ainda está por vir e vai ser interessante acompanhar como cada um irá se virar, tendo seus próprios problemas com os quais lidar.

Enfim, Guerra do Rock é um livro leve e despretensioso, a porta de entrada de uma série, e uma narrativa que cumpre o que se propõe: apresentar os personagens e a ideia do festival ao qual se refere. Poderia ser bem infantil, mas o fato de o autor trabalhar muito bem cada um dos personagens e suas história torna a narrativa bem mais ampla. No mais estou curiosa com a continuação e com certeza indico a leitura, principalmente por ser um daqueles livros que nos tira da ressaca literária.
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Silviane 21/10/2017

Como alguns já perceberam aqui em postagens anteriores eu adoro um bom e velho rock, então claro que quando chegou A Guerra do Rock eu fui logo querendo ler — mesmo que eu tenha feito o pedido para a Nathalia. Hehehe! Mas como resistir à alguns adolescentes indo participar de uma batalha de bandas? Esse não é o tipo comum de coisas que eu eu vejo na minha cidade, então nada como ver isso no mundo fictício.

O livro tem três personagens principais: JAY, SUMMER e DYLAN. Os três vivem realidades bem diferentes, mas que acabam levando-os a um mesmo caminho: a música. Jay tem um amor pela música desde que se conhece por gente e leva muito a sério essa coisa de ter uma banda, então grande parte de seu propósito no livro é poder ter a banda perfeita para um dia ser um grande rock star. É de se admirar isso nele, já que eu sei que muitas bandas que eu gosto e admiro começaram quando seus idealizadores eram apenas adolescentes. Então o principal motivo de eu ter gostado de Jay foi esse. Obviamente ele também é um clichê desses caras do mundo da música: sofre bullying e tem uma família fora dos padrões. Claro que são coisas que apenas o motiva mais a seguir seu sonho. Summer já é uma personagem mais... sofrida, digamos assim. Ela vive somente com a avó que tem sérios problemas de saúde e depende da menina o tempo inteiro. Ela não tem nenhuma aspiração a ser rock star, mas a oportunidade bate a sua porta. Ela acaba entrando nisso para se sentir como parte de algo e acaba gostando de verdade da ideia toda. E por fim Dylan, que é o garoto rico que tem pouco reconhecimento da família. Ele tem uma paixão pela música semelhante ao de Jay mas suas motivações são diferentes de um jeito somente dele. Dylan não é de levar as coisas muito a sério até que se vê obrigado a isso e percebe que o que deve ser feito para poder se sentir bem principalmente consigo mesmo.

Confesso que mesmo achando legal a história ser de adolescentes algumas coisas também me incomodaram. É que sinceramente achei a mentalidade deles muito avançada, sabe? Eu não consigo comprar a ideia de que adolescentes consigam ser tão maduros e passar por situações que muitas vezes um adulto reagiria mal tão bem. Ok, é por volta dessa idade que toda a coisa com música começa e os problemas citados pela sinopse do livro também, mas as reações não são exatamente as mais esperadas. E existem alguns altos e baixos em relação a isso. Em certo momento eles agem como adultos e outros como crianças que são e fica aquela pequena confusão para o leitor compreender de verdade o personagem.

Bom, o livro tem continuação (eu não esperava por isso, não tinha prestado atenção nesse detalhe quando li a sinopse) e não sei o que esperar da sequencia. Neste o foco foi mostrar a realidade dos três jovens e suas relações com amigos, família e escola. E claro na formação das bandas para poderem ir na competição que se seguira. Dois dos protagonistas acabam se conhecendo em um determinado momento e uma amizade legal eu acho que vai surgir dai. Na verdade eu acho que os três podem se dar muito bem por mesmo tendo realidades diferentes existe alguma conexão além da música. A segunda metade do livro decorre de uma forma mais fluída do que a primeira, ainda mais com uma determinada aventura que Summer acaba tendo com suas amigas e toda a tensão da primeira batalha de bandas que elas participam.

O maior ponto negativo do livro é que ele é musical e existem referencias musicais nele que talvez quem não gosta do gênero (rock) não entenda ou não goste. Eu realmente gostaria de ter escutado de verdade Christine ou Ursos, Motos, Morcegos e Sexo (mesmo achando a letra das duas musicas bem chata, as vezes a sonoridade pode ser boa). Como eu não conhecia todas as bandas citadas no livro eu também fiz questão de acabar ouvindo uma ou duas musicas enquanto lia somente para tentar compreender melhor o que eles queriam dizer quando pedia algo especifico para ser feito nas composições. Então mesmo que você não goste com um pouco de esforço da para entender sobre a verdadeira sonoridade das bandas do livro.

site: https://mementomoriporkzmiro.blogspot.com.br/2017/06/resenha-guerra-do-rock.html#more
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