Exorcismo

Exorcismo Thomas B. Allen




Resenhas - Exorcismo


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Paula 18/07/2016

Simplicidade
O que mais chama atenção no livro é a simplicidade na descrição dos acontecimentos. Nada daquilo que vemos habitualmente em filmes de terror deve ser esperado ao ler o livro. Apesar dessa simplicidade, o autor consegue inserir um certo terror e apreensão ao longo da história, em que a vontade de chegar logo ao final e descobrir se o exorcismo foi bem executado é enorme.
Além disso, a capa dura e texturizada do livro encanta muito.
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Guilherme.Ballas 10/07/2016

Interessante.
Tenho preconceito com livros, filmes ou séries de terror, então fiquei com um pé atrás para ler o livro e perder meu tempo.
Mas o livro se tornou mais interessante do que eu esperava.
Você vai entender o que é preciso para se fazer um exorcismo, vai conhecer a história de todos os padres envolvidos e entender algumas coisa da igreja católica.
Para ler esse livro é importante saber que não se trata de uma história de terror. O escritor detalha sobre o que é o exorcismo e como ele é tratado dentro da igreja católica.
Obs. Esse livro na vai dar medo. Se está procurando por algo assustador, procure outro livro.

site: www.instagram.com/guilhermebvg
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Hayla 06/07/2016

Exorcismo
Completo, detalhado.
Mostra todos os fatos, todas as opiniões e deixa você resolver se acredita ou não em tudo que foi descrito.
Comecei a ler com medo, pensando que seria como um filme de terror. Mas não é bem assim. Os fatos são narrados com simplicidade, e mesmo assim, em alguns momentos me arrepiei em ler o que se passou com Robbie.
Renato 10/08/2016minha estante
Você gostou ? Vale a pena ? É instigante assim como o filme ?




Erika 04/07/2016

Documentário do exorcismo real
Imaginei que Exorcismo fosse muito muito muito assustador, talvez porque minha expectativa estivesse focada no filme 🤔. É um pouco diferente... nada de giros de 360 graus da cabeça, nada de possuído grudado na parede, nem de vômitos verdes.
Mas o fato de não apresentar esses detalhes fantasiosos não impede o livro de ser muito bom. O sofrimento de Robbie e a perseverança dos padres envolvidos no exorcismo são colocados de forma simples, sem enfeites pra assustar. Mas assusta. Impressiona ter conhecido a história real, ter conhecido a fé das pessoas envolvidas frente a um mal que existe sim, e muito perto de nós.

Sobre a edição da Darkside... acho que nem tem muito o que falar. Todo mundo já sabe que está no padrão deles. A editora é de um capricho na confecção das suas edições, que dá até um brilho nos olhos da gente. Sem contar todo o trabalho de marketing em volta dos lançamentos... parabéns para eles!
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Lissa 04/07/2016

Exorcismo
O livro me chamou muita atenção por se tratar da documentação de uma história veridica, no início a leitura se mostrou muito interessante porém ao decorrer achei cansativo e muito repetitivo, vários detalhes sendo descritos repetidas vezes em repetidas passagens, isso tornou a leitura bem chata e tirou quase por completo a minha empolgação.

Quando chegou na parte do diário do padre, que eu mais estava afim de ler, praticamente passou batido, já não estava mais com vontade de ler pela milésima vez a mesma descrição. O fato descrito é muito interessante, porém, o autor tornou cansativo.
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Weslley Machado 29/06/2016

Relato de um leitor possuído
As datas evidenciam que o processo de exorcismo desperta há anos um medo profundo na alma humana. Em 1949, um garoto de apenas 14 anos sofreu uma suposta (acreditar ou não fica a seu critério) possessão demoníaca. Seu nome era Robert Mannheim. Em 1971, William Peter Blatty escreveu o clássico O Exorcista baseado no caso de Robert, livro que não demorou a ser adaptado para o cinema por William Friedkin em 1973. Agora estamos em 2016, e aqui estou eu para provar que um exorcismo ainda é um tema capaz de instigar a curiosidade e despertar pavores na maioria das pessoas. O relato a seguir é totalmente baseado na minha experiência de leitura; tem tudo a ver com as sensações que tive ao conhecer o caso que o garoto Robert esteve envolvido em 1949. Caso tenha curiosidade – recomendo que você tenha – e queira se aprofundar mais após essa leitura, o caso pode ser encontrado no livro Exorcismo, de Thomas B. Allen, lançado pela DarkSide Books.

Imagine o quão assustador é se deparar com o relato de um exorcismo verdadeiro, tendo em vista que apenas a ficção já é capaz de assustar bastante. Foi na condição de assustado que segurei Exorcismo em minhas mãos, com enorme receio do que viria pela frente. Assumo que foi uma decisão difícil abrir o livro e começar a correr meus olhos pelas páginas, pois sabia que não haveria uma maneira de voltar, uma maneira de desistir. Dizem que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, mas é óbvio que isso não funciona com as nossas vontades e sentimentos, pois naquele momento, medo e curiosidade ocuparam o mesmo lugar dentro de mim ao mesmo tempo. A curiosidade foi mais forte: é sempre melhor assim. Fui em frente, encarei, e não encontrei um caminho de volta, como havia previsto. As primeiras páginas foram o suficiente para despertar os mais diversos sentimentos e provar que o receio que senti desde o princípio não era nenhum tipo de bobagem – ali estava a realidade, invadindo sem cerimonia e me tornando imerso em sua agonia.

Eu caí. Uma queda rumo a uma dimensão em que os sentimentos se afloram. Durante a leitura, meu corpo reagiu, das mais diferentes formas, a cada estímulo que o caso exige do leitor. Não demorei a ser acometido pelos efeitos do medo – arrepios pelo corpo, olhar aflito, coração batendo forte, sensação de estar sendo observado. Foi com a aflição de quem teme por algo desconhecido que conheci o caso do jovem Mannheim; sofrendo, mesmo que não tenha sido no mesmo nível – mas imaginando o quão duro seria passar por isso – o que ele sofreu em 1949. Vivi o episódio do modo mais agradável que existe, e mesmo assim não posso dizer que me senti confortável. Senti o impulso de seguir adiante durante o começo, meio e fim. Senti que era meu dever aguentar firme e conhecer o caso por completo, sem ceder ao medo. Deveria honrar o sofrimento pelo qual o garoto passou, aproveitar a minha oportunidade de conhecer tudo em detalhes. Fui movido por algum tipo de determinação irracional, na base do custe o que custar, sabendo que minha recompensa seria obter o conhecimento absoluto de uma história que sobrevive com o passar dos anos – o conhecimento de um caso tão forte que inspirou um clássico.

Foi assustador o tempo todo e eu sei que tinha que ser assim, não existem alternativas para esse tipo de experiência. Medo, aflição e até mesmo desespero – esse é o preço que se paga pelo conhecimento de um famoso caso de exorcismo. Outra coisa que eu sei é que meu relato pode soar negativo ao ponto de inibir você, leitor, de querer conhecer o caso, de querer se arriscar no território do medo. Não é assim que eu quero que você se sinta, pelo menos não no começo. Deixe o medo por último e se permita conhecer a fundo este caso. Lembre-se: isso ser o relato de um leitor possuído não significa necessariamente algo ruim, mas sim que fui tomado inteiramente por esse conhecimento. Significa que a leitura me mudou de várias maneiras, alterou meu ponto de vista sobre determinadas coisas, e esse tipo de possessão tem um lado todo positivo, por isso a possessão é válida.

Possessão, demônios, exorcismo – verdade ou mentira? Não sou o dono da verdade, mas posso afirmar que a sensação de medo que tive ao ler o caso foi real. Este não foi simplesmente mais um contato com o famoso clichê do “baseado em fatos reais”, mas sim um documento que soa real de fato devido ao trabalho jornalístico e minucioso do autor. Palavras de um cético. Embora o tema esteja muito ligado com a ficção, o que encontramos no livro de Thomas B. Allen são informações reais, todo o relato foi montado com base no diário de um padre que participou diretamente do processo de exorcismo do garoto – não é à toa que o livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média. Se tudo que envolve o tema é real ou não, fica a critério do leitor, como eu disse no começo. Sendo assim, pode-se dizer tudo sobre o livro, menos que ele não tem uma base digna de confiança. Não há como negar que Exorcismo é fruto de um grande trabalho de pesquisa, o tipo de documento que levanta evidências e se sustenta muito bem.

site: http://bit.ly/LeitorPossuído
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Celly 28/06/2016

Exorcismo de Thomas B. Allen
Se você comprou Exorcismo pensando ser uma história fictícia, pense novamente. Na verdade não se trata nem de fatos verdadeiros sendo narrados, como Horror em Amityville. Não, o foco da obra de Thomas B. Allen é mergulhar profundamente no mundo daqueles onde o exorcismo em algum momento existiu de modo latente, não como a mera ficção que você assiste nos cinemas. Aqui o assunto é levado tão a sério que a leitura deve ser feita com cuidado, pois corre o risco de você se perder. É como se lesse um livro do colégio. A disciplina? Exorcismo, demonologia e o que há de pior no mundo.
Antes de ler a obra em si, eu dei uma olhada no Diário do Exorcista que tem no final do livro. Definitivamente foi o que mais me assustou. Enquanto a escrita de Allen é direta e simples, por se tratar mais de um livro jornalístico do que um horror fictício, no Diário você tem a transcrição completa do que de fato aconteceu com o adolescente Robbie.
O terror começou com a morte da tia espiritualista de Robbie, que começou a tentar contatá-la usando um tabuleiro Ouija que ela mesma lhe dera. Com isso acabou abrindo a porta para o lado de lá, tornando o seu corpo um instrumento de possessão demoníaca. Aos primeiros sinais de que havia algo de errado com o garoto, ele foi levado a especialistas da área médica mesmo, que diagnosticavam seu caso como simples “aborrescência” – é a idade, eles diziam. Aí veio o lado sobrenatural das coisas, as manifestações demoníacas, os objetos voando pelos ares. Os pais decidiram, então, recorrer à religião.
Se você é um entusiasta do assunto, esse livro é indispensável. Se você gosta de história, esse livro é indispensável. Se você, no entanto, gosta de uma visão mais ampla das coisas, talvez não se sinta muito confortável lendo as palavras de um autor que imprime suas crenças naquilo que escreve. Eu adoraria saber, por exemplo, o que é possessão para outras religiões que não a cristã, um horizonte além do catolicismo. Ainda assim, é um livro que vale muito a pena a leitura porque tem o que agregar aos seus conhecimentos. É o tipo de obra que Sam Winchester consultaria, se encontrasse disponível, para resolver algum caso de um adolescente possuído por um demônio – ou vários.
Exorcismo não foi um livro escrito para deixá-lo aterrorizado, mas se você consegue trazer o que lê para a realidade com muita facilidade, sugiro que não o leia durante a noite. Tenha em mãos também um bloquinho de notas para anotar o tanto de coisa interessante que saltará aos seus olhos. Essa foi, para mim, uma leitura que não apenas concluí, mas também aprendi. Talvez o único pecado (rs) do autor tenha sido não ser totalmente impessoal. Suas pesquisam foram impecáveis, ele realmente mergulhou de cabeça neste trabalho... Mas deixou transparecer uma visão limitada de um assunto amplo demais. É o único porém que tenho a mencionar. Ainda assim: LEIA. Se você se interessa pelo assunto, leia. Sem arrependimentos.
Ah, e pelo amor de Deus, NÃO USE AQUELE OUIJA. Eu também não acredito muito, mas nada de arriscar, né?

site: http://melivrandoblog.blogspot.com/
Alex666Messias 01/07/2016minha estante
Eu baseado em algumas opiniões, comprei "O Demonologista", da mesma Darkside Books e admito que esperava mais, não que o livro seja ruim mas sabe né? rsrs. O fato é que eu queria muito comprar "Exorcismo", mas não queria me arrepender, e foi justamente a sua resenha que me convenceu. Obrigado.




Cafecomtripas 21/06/2016

O livro tem uma escrita bastante gostosa, sempre tecida de maneira causar uma sensação de objetividade, como se estivéssemos acompanhando o evento quase em tempo real, como um observador solitário no canto da sala. Suponho que pessoas que tenham crenças religiosas fortes ou mesmo que, em algum lugar de seus corações, guardem espaço para o sobrenatural, tendam a aproveitar o livro muito mais que aquelas pessoas incrédulas e chatas que ficam procurando explicações em tudo, pois têm motivos a mais para sentir medo daquilo que estão lendo. Ainda assim, a obra não requer que adotemos o discurso do autor ou qualquer crença no sobrenatural para ser apreciada, pois seja como um discurso ambíguo, que pode ser real ou não, seja como um relato que penda para a crença ou descrença, ela contém uma narrativa confortável e fácil de acompanhar. Para além da história do garoto, por exemplo, vamos descobrindo várias informações interessantes sobre os EUA do meio do século vinte, a ordem jesuíta e vários outros elementos sociais e históricos que envolvem a vida do garotinho endemoniado, e nem sempre são fáceis de encontrar. Como entretenimento, então, Exorcismo funciona muito bem e pode ser lido rapidamente.

Leia a resenha completa:

site: http://cafecomtripas.blogspot.com.br/2016/06/literatura-exorcismo-thomas-b-allen.html
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Ju.Carvalho 20/06/2016

Livrai-nos de todo mal, amém!
Tai um livro (diário!?) que não indico para quem tem coração fraca e medo do capiroto! Se tiver medo de possessão recomento parar de ler a resenha e ir ler um livro clássico de romance porque a coisa é pesada nesse livro. Depois dessa leitura barulhos estranhos (gatos no telhado, carro passando na rua, uma colher caindo na cozinha) não serão como antigamente, tudo fará você sobressaltar (fez a mim que sou uma profunda assombrada quando o assunto são as obras do devil).

?LIVRAI-NOS DE TODO O MAL, AMÉM.?

Como dito na discrição do livro, ele é a história real que inspirou o filme mais assombroso de todos os tempos, que fez as pessoas desmaiarem, saírem vomitando do cinema, daí já sente o naipe do conteúdo.
O livro narra uma história real, de possessão, que aconteceu em 1949. Robert era um menino normal de 14 anos vivendo com a família até que ganhou uma tabua de ouija (a sobrecapa do livro replica essa tábua e o marcador de páginas é o planchette) da tia, essa tia morre e então começa a saga para livrar o Robert de um espírito, que inicialmente acreditava-se ser sua tia e depois comprova-se que não. O livro descreve, com maestria, todo o trajeto do personagem, tem o timer perfeito. Mostra com precisão os feitos do mau em todo. Do desgaste do Robert, o desespero da família ao estado de exaustão por aqueles envolvidos no exorcismo.
A abordagem do livro é muito sutil, sem o personagem descendo da escada de ponta cabeça, como no filme, e talvez por isso passa a ser mais assustador pois passa a ideia de que aquilo que está acontecendo no interior do menino é real, plausível, palpável e sujeito a acontecer com qualquer um. Me peguei, em diversos momentos, angustiada, tendo que dar uma pausa, e pela ?opressão? que o livro exerceu sobre mim optei por lê-lo apenas durante o dia.
Thomas B. Allen tem o meu respeito pois cada página do livro foi escrito com sensibilidade e conseguiu transmitir, com exatidão, as emoções de cada pessoa envolvida na história.
Patricia 28/06/2016minha estante
Adorei a sua descrição do livro!
Adoro livros de suspense e terror, mas confesso que este livro eu tenho medo de ler!! rsrs...


Ju.Carvalho 28/06/2016minha estante
Olha, admito que fiquei sobressaltada por uns dias. Mas sou bem assustada com essa temática.


Patricia 28/06/2016minha estante
Estou curiosa pra ler, mas morro de medo!! rsrsr...


Ed Goularth 03/09/2016minha estante
Caramba, é esse tipo de resenha que vc querer ler um livro. To namorando ele faz tempo. Vou comprar agora. obrigado ju


Eu 26/09/2016minha estante
Eu li o Demonologista e me decepcionei. Pensei em comprar o exorcista e estou com medo de ocorrer o mesmo. O livro é forte mesmo?




Andre.Aquino 11/06/2016

ahh lista boa!!
simplesmente não li ainda. culpa da lista haha
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Tiagoww 08/06/2016

Exorcismo-um exemplo do melhor jornalismo e de como a realidade pode ser assustadora.
Exorcismo, a obra-prima de Thomas B. Allen, conta a història real do exorcismo de robbie, um menino de 13 anos que foi possuído nos anos 40/50, no sul ( eu acho) dos Estados Unidos

Gente, eu tenho que dizer que esse è um dos pouxos livros que eu considero perfeitos (està junto de harry potter e guia do mochileiro das galàxias). Parte dessa perfeição vem do fato de que o autor consegue recriar essas pessoas no livro com absoluta perfeição, e a construção das personagens è feita com muito esmero e cuidado, alèm de mostrar muito o quão extensa a psquisa do autor foi para esse livro. ( no fiinal tambèm temos um momento assim, mas não posso falar, se não è spoiler)

O jeito como o autor penetra nessa història è impressionante. as descrições são todas detalhadas e absolutamente perfeitas.

a leitura è bem fluida embora muito densa, e o autor sempre tenta manter a coisa interessante, mesmo quando o capitulo è sò oração. o livro è detalhado e traz muuitas informações novas sobre exorcismos e temas teològicos. è basicamente maravilhoso


recomendo para todos que gostam de temas esotèricos, e que TENHAM ESTOMAGO FORTE. 5 estrelas e favoritado.

um beijo do seu amigo cancêriano, tchau!!!
daniel henrique 11/06/2016minha estante
Queria tanto ter gostado desse livro. Mas não foi a melhor leitura pra mim, embora eu AME o tema e tenha amado o livro "O Exorcista" do William Peter Blatty, inspirado nessa história real.




Matheus Fellipe 31/05/2016

Demônios Existem???
POSSESSÃO... DEMÔNIOS... EXORCISMO... São assuntos um tanto antagônicos, ao mesmo tempo que eles despertam a curiosidade e o interesse de uns, eles causam medo e repulsa em outros.

Com o livro “Exorcismo”, Thomas B. Allen traz luz ao tema e nos insere no contexto sombrio e nefasto dos rituais de exorcismo. Nesse livro, conhecemos o caso de Robbie Mannheim, pseudônimo utilizado pelo autor para se referir ao garoto de 14 anos que teria sido possuído por um demônio em 1949, em Maryland nos Estados Unidos.

Tudo começou com uma brincadeira. Robbie ganhou de sua tia Harriet, uma tabua Ouija. A família, mesmo não vendo com bons olhos, mas já acostumada com as práticas espiritualistas de Harriet, não viu nenhum problema do garoto “jogar com os espíritos”. Porém, coisas estranhas começaram a acontecer na casa, e com o passar dos dias, elas se intensificaram cada vez mais.

“Entraram em todos os cômodos, pararam e prestaram atenção, esforçando-se para encontrar a localização do som persistente e rítmico. [...] Entraram e, enquanto ouviam os pingos ruidosos, viram um Quadro de Cristo começar a chacoalhar, como se alguém estivesse batendo na parede atrás do quadro.” — Pág. 18

Primeiro, o barulho de algo gotejando. Depois vieram sons de arranhões sob as tábuas debaixo de uma cama. Objetos começaram a se mover sozinhos... Parentes, médicos, pastores e padres foram consultados, mas os eventos continuavam a se intensificar. Então, depois de algumas considerações, a família decidiu que a única coisa que poderia resolver a situação do garoto, seria a realização de um ritual de exorcismo.

“A possessão é o cativeiro do mal. Tanto culturas primitivas quanto desenvolvidas de todas as eras acreditam nela. E todas as culturas que acreditavam em possessão encontraram maneiras de aplaca-la. Para os católicos, essa maneira era o ritual do exorcismo. [...]” — Pág. 82

Foram inúmeras tentativas, o ritual se estendeu de janeiro a abril. A cada dia o garoto apresentava novos sintomas: seu corpo mostrava marcas de arranhões que surgiam espontaneamente e, vez ou outra, formavam palavras; sentia dores horríveis; cuspia, urinava e soltava gases aos montes; falava com vozes guturais; dizia coisas medonhas; se tornou agressivo com o tempo; entre muitas outras características bizarras e comumente relacionadas a possessos.

“O possuído girou e agarrou a mãe pela garganta. O tio desligou o veículo, mas o rádio não parou: a estática continuava. A chave pulou da ignição e caiu no chão na frente do banco traseiro. A estática seguiu crepitando.” — Pág. 136

O autor enriqueceu ainda mais sua obra fazendo referência a outros casos de exorcismo já relatados em outras épocas ao redor do mundo, dos relatos bíblicos mais conhecidos a outros casos mais isolados como o ocorrido na França no século XVIII, onde houve uma epidemia de possessões entre freiras em um convento ursulino em Loundun (o caso deu origem ao best-seller de Aldous Huxleu, “Os Demônios de Loundun” que foi publicado em 1952) e outro, ocorrido em 1928 nos EUA, na cidade de Earling, Iowa, onde uma mulher de 40 anos fora supostamente possuída por um demônio que dizia ser Judas Iscariotes.

Após explanar todo o caso e, bebendo de outras fontes como a psiquiatra moderna, Thomas faz algumas considerações acerca dos sintomas do menino Robbie, apresentando outras explicações possíveis para o fenômeno. Possessão ou não, tudo o que foi descrito no livro é fato, ou pelo menos há testemunhas e documentos que comprovam sua ocorrência. O ritual de exorcismo “curou” o garoto? Não há como saber. Mas depois de muito tempo, surtiu efeito e o garoto foi liberto desse mal que lhe acometia.

“Escrevi este livro como um jornalista que tenta contar uma história da maneira mais direta e minuciosa possível. Nunca antes tinha sentido a necessidade de mostrar minhas credenciais dessa maneira. No entanto, queria que meus leitores soubessem que o que eles leram foi escrito por um agnóstico criado como católico, educado por jesuítas e que ainda se pergunta a respeito do significado de spiritus.” — Pág. 253

O Diário do Exorcista, que compõe as últimas 50 páginas do livro me decepcionou um pouco. Ele é a principal fonte de informação utilizada pelo autor e é muito explorado nas páginas anteriores. Seu conteúdo original só serve para reforçar os dados e trazer um ar de realidade, mas não acrescenta nada e sua leitura foi até cansativa se comparada as duzentas páginas anteriores.

A edição da DarkSide está magnífica (o que não é nenhuma novidade). “Exorcismo” é um relato jornalístico, portanto é um livro de não-ficção. Se você espera encontrar um história de terror, lamento te informar, mas esse livro não é o que procura. É uma ótima leitura para quem se interessa no assunto, entretêm, informa e pode ou não dar medo. O livro recebe 4 estrelas.

site: http://leitornoturno.blogspot.com.br/2016/05/resenha-exorcismo-thomas-b-allen.html
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Neto 26/05/2016

Excelente, essencial numa estante e ser lido
Falar finalizar a parte de do diário em si mas após ter lido a maior parte deste livro tive que compartilhar enquanto as coisas estão recentes. Primeiramente é interessante comparar a obra do Will P Blatty que inspirou ao filme, pessoalmente após ler os dois, é perceber o quanto a obra do Blatty é fortemente inspirada o que já vale a menção honrosa, mas com adaptações compreendidas, já a narrativa em si achei incomparável a deste livro é muito superior. Esse confirmação pode ser feita no decorrer da leitura em que claramente (para a maioria) vai entender que aquilo que aconteceu foi real. Os fatos são narrados com detalhes e em vários momentos tive que parar e respirar porque é forte a batalha que existe entre a fé e o inominável. Mas ao fim é debatido também se o que ocorreu foi uma possessão.
Se você ainda não leu a obra do Blatty leia após ler este livro a experiência pode ser diferente, e nos últimos capítulos se é narrado como Blatty chegou a ter as informações. Porém,o mérito maior fica por conta do Thomas B Allen que fez um livro incrível, além, lógico, dessa edição da Darkside que é maravilhosa. Livros raros e com esse tipo de informações e fatos deve-se ter esse tipo de cuidado e serem porduzidos.
Por fim se você se interessa pelo horror é um livro essencial sem dúvidas e narrando os fatos é mais um motivo pra ter pesadelos... eu tive um.
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Dalmo Filho 01/04/2016

Pesado
Uma realidade que nos mostra que a personificação do mal existe e esta por aí!
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