Exorcismo

Exorcismo Thomas B. Allen




Resenhas - Exorcismo


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Jorge 15/08/2020

" Livra-nos do mal, amém."
Que livro! Que história! Fantástico! Simplesmente tudo que eu esperava.
Com a promessa de narrar um exorcismo em detalhes, o livro cumpre com excelência o prometido, ao ponto de causar vários arrepios durante toda a narrativa.
No decorrer da narrativa podemos perceber como a pesquisa foi profunda e como autor tentou trazer o máximo de detalhes possível, e conseguiu.
Vale destacar como o autor descreveu bem todo o trabalho árduo que foi feito pelos padres durante todo o processo.
Enfim, a narrativa é fantástica e se vc está a procura de um livro para saber mais sobre exorcismo pode entrar de cabeça nesse, pois até as orações do ritual romano que foram feitas o autor traz.
Para conclui recomendo o livro, mas já deixando o alerta que é preciso ter estômago e principalmente está em um bom estado de espírito, pois a história é pesada.

Obs: Como a cereja no topo do bolo, o livro termina com o diário que foi feito por um dos padres durante todo o exorcismo.
Édison Eduarddo 15/08/2020minha estante
Pela sua resenha, a leitura deve ter sido excitante feito uma montanha-russa, apesar de eu não crer muito em espíritos que invadem o corpo de outra pessoa... Deu vontade de ler...


Mirella 15/08/2020minha estante
Já quero ler!!!


Eu, Juno 15/08/2020minha estante
Eu amei


Jorge 15/08/2020minha estante
Recomendadissimo! Só tem que se preparar, pq ele é pesado.
Só de lembrar de algumas partes da um arrepio kkk


Jorge 15/08/2020minha estante
Edilson até isso o autor traz no livro, explica em detalhes o que a possessão, obsessão e etc, além de todos os relatos do que aconteceu, a partir daí decidimos se o que foi feito era necessário ou não.


Dani 16/08/2020minha estante
Nossa Deus me defenda kkkkk tenho medo kkkk


Jorge 17/08/2020minha estante
Kkk Dani e eu que cheguei a sonhar com os acontecimentos do livro. Até hj estou me recuperando ???


Ludmila.Avelar 18/08/2020minha estante
Ótima sua resenha. Fiquei curiosa para ler.


Jorge 19/08/2020minha estante
Obrigado Ludmila. Eu recomendo que vc faça a leitura, vale a pena.




Eduarda 10/08/2020

Robbie, é um menino franzino de 14 anos e de poucos amigos, sua única diversão são os jogos de tabuleiro. Ribbie depende muito dos adultos para brincar e um desses adultos é a tia Harriet, uma mulher excêntrica e adepta ao espiritismo que apresenta para seu sobrinho o tabuleiro de Ouija.
O tabuleiro é formado pelas letras do alfabeto, números de 0 a 9 e as palavras sim e não, e é usado principalmente para entrar em contato com espíritos deslizando a planchette por ele. Robbie ficou encantado pelo tabuleito, usava-o todos os dias junto ou não de sua tia. Mas os eventos que se sucederam com o jovem foram aterrorizantes e marcaram a família Mannheim e os envolvidos para sempre. "Livrai-nos de todo mal, amém."
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artwoid 07/08/2020

por ser um relato, é um livro um pouco cansativo e repetitivo, ainda que seja um assunto que tenho muito interesse tive que me esforçar muito para não abandonar - ele começa a prender mais atenção depois do capítulo 10. depois de um enorme relato de como foi desde o início da suposta possessão até o término do exorcismo, são levantadas as seguintes questões: era uma possessão ou robbie sofria de algum transtorno mental? a verdade nunca foi revelada, mas alguns religiosos e até mesmo testemunhas dão sua opinião sobre o assunto. a maioria acha que o mal tem meios melhores de se espalhar e que satã/fantasmas não perderiam o tempo entrando no corpo das pessoas, ou seja, eles acham que o exorcismo não era necessário e que um psiquiatra poderia ajudar. logo depois, temos o diário do exorcista, escrito por um dos padres que foi testemunha, é praticamente um resumo mais "organizado" de todo o relato.

particularmente, gostei muito do livro, por ser baseado no diário de um dos padres, tem muita coisa faltando e eu gostaria de ter várias outras informações, mas me contento e digo que, para quem tem interesse, vale muito a pena ler.
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Aline Obnesorg 04/08/2020

Devagar, quase parando.
Por ser um livro escrito em estilo "documentário", não me agradou muito.
Não posso negar que é muito interessante, principalmente por ser um relato real.
Há partes do diário do padre que realizou o exorcismo, o que torna tudo ainda mais aterrorizante.
O modo de escrita é lento e maçante, demorei muito para terminar de ler. Mas por outro lado, para quem gosta de histórias sobrenaturais/reais, é um livro obrigatório. Pois, através desses relatos foi que nasceu o maior clássico do terror cinematográfico (o qual ainda não tive coragem de assistir. Sim, tenho medo haha)
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Dudu 04/08/2020

Aterrorizante! Sempre me deixou cheio de medo. Só o lia a noite, mas logo fechava o livro e ia dormir, ou ler outra coisa mais ligth. Arrepiante e tão assutador quanto o filme, ou pior.
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nanah 01/08/2020

surto atrás de surto
Gostei do livro, se eu tivesse que fazer uma reclamação, ou dar uma justificativa para as 4 estrelas é que ele é altamente descritivo, fala muito sobre todos os padres e todas as pessoas que passam pelo caminho do menino e esse monte de coisa acaba cansando em alguns momentos...é um excelente trabalho e cumpre
seu papel, sendo macabro também por dentro e não só por fora
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Caroline 12/07/2020

Não é tão assustador quanto o filme, mas é rico em detalhes bem interessantes.
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Richards 03/07/2020

Tenso.
Não espere um livro de terror, mas se prepare para momentos tensos. Há momentos em que é preciso parar por um momento é absorver os eventos ocorridos. Mas algumas partes tendem a serem arrastadas por muitas informações e burocracias do ritual. Ainda assim, me surpreendeu com seus momentos de prender o fôlego.
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tracy 01/07/2020

Não sei o que dizer, apenas sentir! Que livro, meu Deus!!! Eu ainda estou me recuperando
Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
É forte?


tracy 01/07/2020minha estante
Ele tem partes bem explícitas do que acontecia com o menino


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Entendi.


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Tem que estar mentalmente bem pra ler.


tracy 01/07/2020minha estante
E recomendado kkkkk


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Kkkkk pela sua resenha dá pra perceber


tracy 01/07/2020minha estante
Eu sou péssima em resenhas, então sempre sou direta e reta kkkkkkkkkkkkkk


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Não achei ruim a resenha. É melhor assim, ser simples na opinião. Deu pra perceber que no mínimo o livro é bem impactante.


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Gosto de fazer resenhas curtas também. Não gosto de pensar muito no que escrever. Tento passar a ideia principal.


tracy 01/07/2020minha estante
Exato! As vezes eu me alongo e escrevo um tanto mais, mas no geral, é papi reto kkkkkkk eu nem usava esse recurso das resenhas, mas como pra cumprir desafio Skoob precisa delas, eu me esforço kkk


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Kkkkk não me a longo nas resenhas pois penso que ninguém vai ficar lendo um negócio gigante. É é mais fácil escrever pouco ?kkkkkkk


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Eu sou novo no skoob,nem sei usar tudo ainda.


tracy 01/07/2020minha estante
Eu uso faz uns anos kkkkk mas tem muita coisa que nunca explorei


Marcus Vinicius 01/07/2020minha estante
Kkkk vou parar agora senão vou me alongar e não vou deixar você ler hoje kkkkkkkkk




MF (Blog Terminei de Ler) 27/06/2020

"O exorcista" de William Peter Blatty & "Exorcismo" de Thomas B. Allen: o livro que inspirou o melhor e mais assustador filme de terror da história e o livro que conta o caso real que inspirou ambas as obras
Nota inicial: resenha com vários spoilers.

“O exorcista” de William Peter Blatty (em dezembro de 2019) e “Exorcismo” de Thomas B. Allen (em fevereiro de 2020), livros que estão relacionados diretamente com o filme “O exorcista”, de 1973. A obra de Blatty contribuiu para a elaboração do roteiro da premiada película cinematográfica. Já a obra de Allen conta a história do suposto caso real de possessão demoníaca de uma criança, na década de 1940, nos Estados Unidos.

O CASO REAL

No final da década de 1940, nos Estados Unidos, padres da Igreja Católica Romana realizaram uma série de rituais de exorcismo em um garoto anônimo, de 14 anos (nascido em 1935), identificado como “Roland Doe” ou “Robbie Mannheim” em todos os documentos existentes sobre o caso. O relato mais antigo foi feito pelo padre Raymond J. Bishop, que participou destes rituais, na forma de um diário.

O caso se tornou notório em meados de 1949, através da publicação em jornais de relatos anônimos sobre esse episódio. Segundo pesquisas feitas pelo historiador Thomas B. Allen, autor de um dos livros objetos da presente resenha, o garoto Robbie nasceu em uma família luterana, que viveu na cidade de Cottage City, em Maryland. Ele era filho único e dependia dos adultos que viviam na mesma casa como companheiros de brincadeira. Um destes adultos era a tia espiritualista Harriet, que apresentou ao garoto uma tábua ouija.

Após a morte de tia Harriet, a família começou a escutar ruídos dentro de casa, móveis se arrastando e objetos voando pelo domicílio, sempre que o garoto Robbie estava por perto. Posteriormente, o próprio garoto começou a sofrer de terríveis surtos. A família buscou a ajuda do pastor luterano Luther Miles Schulze, que tinha estudos com parapsicologia. Robbie, com permissão dos pais, foi dormir na casa de Schulze. Este, durante o passar da noite, teria testemunhado fenômenos de poltergeist. Assustado e impressionado, Schulze aconselhou os pais a procurarem um padre católico.

A família buscou ajuda no Hospital Universitário Georgetown, uma instituição jesuíta. Lá, o padre Edward Hughes iniciou um ritual de exorcismo que acabou interrompido quando Robbie, se debatendo, soltou uma das mãos que estavam amarradas, arrancou uma mola do colchão, e feriu o padre no braço com um golpe.

Após o episódio frustrante, a família viajou para a cidade de St. Louis, onde se hospedou na casa de parentes. O primo do pai de Robbie contatou um de seus professores na Universidade de St. Louis, o citado padre Raymond J. Bishop que, acompanhado de outro religioso, William S. Bowdern, visitaram o garoto. Na visita, teriam presenciado a cama de Robbie tremer sozinha, objetos voando e o garoto, em surtos violentos, dizer obscenidades e insultos com forte aversão a coisas sagradas/religiosas. Após isso, os padres obtiveram a permissão para iniciar uma série de exorcismos, utilizando o Ritual Romano como guia.

O exorcismo foi conduzido no Hospital Alexian Brothers, em South St. Louis, Missouri, posteriormente implodido. Outros padres jesuítas ajudaram nos rituais, destacando-se William Van Roo e Walter Halloran, que teria testemunha palavras como “mal” e “inferno” aparecerem no corpo de Robbie. Halloran ainda teria tido o nariz quebrado após receber um soco de Robbie, durante um dos rituais.

Após vários dias de desgastantes rituais, Robbie deixou de ter os surtos e, ao que tudo indica nas pesquisas de Allen, teve uma vida normal.

“O EXORCISTA”, LIVRO DE WILLIAM PETER BLATTY

Publicado originalmente em 1971, “O exorcista” é um romance de terror do escritor estadunidense William Peter Blatty.

Blatty, quando era estudante na Universidade de Georgetown, tomou conhecimento dos boatos sobre o exorcismo de Robbie e investigou, por conta própria, a história. Possivelmente, Blatty teve acesso aos diários do padre Bishop. Impressionado com os relatos, Blatty escreveu um romance baseado neles, fazendo alterações na história. Blatty substituiu o garoto de 14 anos Robbie por uma menina de 11 anos, chamada Regan. Substituiu o local do hospital para uma residência. Ao invés de um grupo de padres jesuítas, no romance optou por uma dupla de padres jesuítas: Lankester Merrin, um personagem mais idoso, que teria experiência com exorcismos, após ter conduzido um longo ritual na África contra o demônio Pazuzu, e Damien Karras, mais jovem, que passava por uma crise de fé associada ao falecimento de sua mãe.

Na trama, procurado pela mãe de Regan, ateia, após a filha ter sido consultada com inúmeros médicos sem sucesso, Karras concorda em visitar a menina como psiquiatra. Inicialmente cético, ele entrevista a possuída Regan, pesquisa em vários livros e, após recolher provas, solicita e obtém a permissão para iniciar o exorcismo, conduzido por Merrin. Este percebe que a entidade que aflige Regan é o mesmo Pazuzu, demônio que enfrentou no passado.

“O EXORCISTA”, FILME DE WILLIAM FRIEDKIN

Em 1973, o diretor William Friedkin resolveu adaptar o romance de William Peter Blatty que, por sua vez, fez o roteiro e auxiliou na produção. Embora o livro seja mais completo, devido à parceria, o filme é bem fiel à história escrita.

O filme foi sucesso de bilheteria e foi aclamado pela crítica, se tornando o primeiro filme de terror a concorrer ao Oscar de melhor filme. Foi indicado a outros nove prêmios: atriz (Ellen Burstyn), ator coadjuvante (Jason Miller), atriz coadjuvante (Linda Blair), diretor, roteiro adaptado, fotografia (Owen Roizman), edição (Jordan Leondopoulos, Bud S. Smith, Evan Lottman e Norman Gay), mixagem de som (Robert Knudson e Chris Newman), design de produção (Bill Malley e Jerry Wunderlich). Venceu nas categorias de melhor roteiro adaptado e melhor mixagem de som.

No prêmio Globo de Ouro, foi indicado em quatro categorias: melhor filme (drama), melhor diretor, melhor atriz coadjuvante, melhor roteiro (William Peter Blatty). Não chegou a vencer.

São notórias as reações do público durante as primeiras exibições do filme nos cinemas. Várias pessoas passaram mal com as cenas mais fortes. Alguns cinemas chegaram a distribuir sacos de enjoo ao público.

“EXORCISMO”, LIVRO DE THOMAS B. ALLEN

Publicado originalmente em 1993, “Exorcismo” é um livro-reportagem do já citado historiador Thomas B. Allen. A obra é o resultado da pesquisa detalhada de Blatty sobre o exorcismo do garoto Robbie, conforme citei no início da presente resenha.

Allen oferece no livro o consenso dos especialistas de hoje, ou seja, de que Robbie era apenas um garoto profundamente perturbado, com nada sobrenatural nele. Igualmente, ele deixa para que o leitor tire suas próprias conclusões. Para que fosse perfeito, faltou apenas um olhar mais cético sobre todos os pormenores lançados no livro. Visivelmente, Allen quis agradar tanto religiosos quanto os céticos, o que para mim não deixa claro, de forme inequívoca, a opinião do autor.

EDIÇÕES

A edição que li de “O exorcista” de William Peter Blatty foi lançada pela editora HarperCollins Brasil. Possui uma capa bem assustadora, que chamada a atenção das pessoas quando me viam lendo o livro na rua, gerando-me gargalhadas internas. Foi lançada em um box que traz ainda uma outra obra de Blatty: “a nona configuração”.

Já a edição que li de “Exorcismo” de Thomas B. Allen foi lançada pela Darkside Books e é um dos projetos gráficos mais interessantes que já tive em mãos. Traz anexos interessantes, incluindo o diário de Bishop. Atrás da capa há uma representação da tábua ouija. Para brincar com ela, há um marcador de página em forma de ponteiro. A capa é dura e, a cruz ilustrada na mesma, possui um relevo áspero diferenciado. O livro possui página em um tom mais creme, que favorece a leitura, bem como fita de tecido para marcação de página.

IMPRESSÕES

Tanto o livro de Blatty quanto o de Allen são ótimos.

Allen conduz uma reportagem detalhada, criteriosa e imparcial, bem redigida. É notável seu esforço em pesquisar diretamente os diários do padre Bishop, bem como outras fontes. A reportagem é interessante tanto para um leitor religioso quanto para um leitor cético, como eu.

Por sua vez, Blatty cria uma narrativa que traz contornos mais sobrenaturais e dramáticos à história. O que chama a atenção são as diferentes camadas apresentadas: o duelo do bem contra o mal, o drama de uma mãe querendo salvar a filha, o padre que busca recuperar a própria fé, o ceticismo versus a religiosidade. Personagens e ritmo bem desenvolvidos contribuem para uma leitura viciante e arrebatadora. Mesmo já tendo visto o filme, a leitura do livro enriqueceu a história, favorecendo a assimilação do universo criado por Blatty. Como história de terror, tanto no livro quanto no filme, é assustador ao dar ênfase aos dramas humanos, em detrimento do susto apelativo e fácil.

OPINIÃO E CONCLUSÃO

Embora sejam citadas pessoas reais no livro de Allen, e exista um documento detalhado do episódio (o diário de Bishop), não se pode concluir que tudo isso seja real. Ao longo da história humana, foram chamados de possessão demoníaca várias das doenças da mente existentes. O desenvolvimento gradual da medicina psiquiátrica fez com que esses casos diminuíssem.

Casos de possessão demoníaca ainda são apresentados em algumas religiões cristãs, especialmente no espectro da igreja evangélica, onde pastores, supostamente, realizam exorcismos aos gritos em fiéis, quase sempre, de origem humilde. É um espetáculo degradante e bizarro, apresentado também em canais de televisão comprados por líderes religiosos, que se enriqueceram com o dinheiro do dízimo de fiéis. Quando não se trata de uma fraude, de uma encenação, pode-se facilmente atribuir tais possessões à histeria coletiva, provocada por sugestões hipnóticas em pessoas suscetíveis. É algo documentado e estudado pela Psicologia. Nada de sobrenatural.

Boa parte das referências de Allen são boatos e é perfeitamente possível que os relatos tenham sido exagerados. A possibilidade de fraude não pode ser descartada. Lembremos que a família do garoto Robbie era religiosa, o que a tornava suscetível. E o próprio Robbie pode ter sofrido de doença mental ou abuso sexual – ou fabricou toda a experiência, opinião manifestada pelo próprio Allen em meados de 2013. Ainda segundo Allen, o padre Halloran “expressou seu ceticismo sobre possíveis eventos paranormais antes de sua morte”.

Portanto, possessões demoníacas, quando não se tratam de teatro deliberada e irresponsável, são resultado de histeria instigada por crenças religiosas ou, simplesmente, são boatos, mentiras aumentadas pelo famoso telefone sem fio e caracteriza a história de origem das lendas e das próprias religiões.

Isso, naturalmente, não impede que possamos apreciar obras que abordem a questão. A obra de Allen é um bom exemplo de pesquisa jornalística. Por sua vez, a obra de Blatty é uma fantasia incrível, bem desenvolvida, que instiga os mais diferentes e interessantes questionamentos.

Por fim, tanto o livro de Blatty quanto o filme que ele inspirou, são uma ótima amostra do que de melhor na literatura e no cinema de terror.

P.S.: Caso tenha gostado do que escrevi, visite https://mftermineideler.wordpress.com/
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Ci 25/06/2020

Esperava mais...
Realmente a minha expectativa com esse livro estava alta, me decepcionei um pouco por causa do estilo narrado do autor, e a necessidade dele de explicar cada assunto paralelo à estória que surgia no decorrer da narração.
Ficou um pouco maçante, já que o texto é todo sem diálogo (que foram incorporados ao próprio texto).
Mas realmente, se trata de uma narração imparcial sobre a luta entre o bem e o mal. A edição é maravilhosa e o livro é lindo.
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Vitória Cantergi 18/06/2020

O livro em si é bem interessante. Contém inúmeros relatos sobre o verdadeiro caso do exorcismo, -que inspirou o livro escrito pelo autor William Peter Blatty e posteriormente ao filme- mas mantendo a verdadeira identidade do caso real, como o nome do menino que foi possuído, o lugar onde morou, etc.
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Vladia 10/06/2020

Exorcismo (Thomas B. Allen) ????
Relato sobre o exorcismo que inspirou o filme O exorcista. A trajetória do garoto, a família e o que a conduta dos padres.
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Wally 02/06/2020

O CASO REAL DO FAMOSO FILME DE 1973!
Famoso na década de 70 e referência no terror até os dias atuais, O Exorcista foi adaptado do livro homônimo de William P. Blatty, o qual baseou-se no caso real ocorrido nos Estados Unidos no fim da década de 40 relatado neste livro!
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Como sempre gostou de jogos de tabuleiro, Robbie ganhou de sua tia espiritualista o famoso tabuleiro Ouija, o qual foi apontado como pivô de todo o caso. A partir de então, arranhões e pancadas começaram a ser ouvidos no piso e nas paredes, e objetos começaram a se mover sozinhos! Ninguém imaginava que era apenas o começo de algo assustador!
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Em Exorcismo, acompanhamos toda a luta e angústias do menino Robbie e de sua família durante os seus quase quatro meses sofrendo de ataques que a medicina não pôde explicar e que a Igreja não conseguia caracterizar como sendo uma possessão. Tudo isto baseado em um diário escrito por um dos padres que participou do exorcismo do garoto!
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Apesar de perturbador, o livro abrange várias curiosidades, desde a formação dos padres e a ordem de responsabilidade de cada membro dentro do clero, como também as manifestações de espíritos e os estágios até chegar na possessão em si! Além disso, desmistifica muita coisa que foi mostrada de forma exagerada no famoso filme e conta um pouco do surgimento do livro homônimo!
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Exorcismo é uma ótima leitura para quem deseja conhecer um dos primeiros casos ?registrados? de exorcismo da Igreja Católica, mas que se torna um pouco cansativo em algumas partes! Apesar disso, não é uma leitura indicada para pessoas de pouca fé!

Até a próxima!
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Pedro 25/05/2020

Exorcismo
Para as pessoas que gostam da temática é um livro bem interessante.
Na minha opinião, achei um pouco arrastado e minucioso demais, fazendo eu perder o interesse algumas vezes.
Mas o relato dos envolvidos no caso e os diários que o autor compartilha são muito interessantes, portanto acredito que vale a leitura.
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