A Desconhecida

A Desconhecida Mary Kubica




Resenhas - A Desconhecida


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Simone de Cássia 21/07/2017

Muito bom! Gostei mais do que A GAROTA PERFEITA! Uma trama tão bem construída que a gente acaba se envolvendo nesse dia-a-dia sem perceber. Explora bem o campo misterioso da psique de cada um e isso faz com que o adjetivo "desconhecida",na verdade,possa ser aplicado a todos ali presentes... cada um se torna um universo desconhecido mesmo para os que vivem na mesma casa. Aquela coisa do tipo: " eu nem podia imaginar que ele/ela se sentia assim"... Muito bom!!
Felipe.Freitas 28/11/2017minha estante
Ei Simone, vc pode por favor me indicar bons thrillers? estou caindo de cabeça nesse genero e preciso de recomendações




Cami 05/11/2020

eu te amo como os "bei" amam os "jos".
que livro incrível...
passamos o livro todo achando que já sabe o que vai acontecer, que já sabe quem é a vilã da história e no final as coisas mudam, e não é nada do que a gente pensou.
SIMPLESMENTE MARAVILHOSO.
Ana Lu 05/11/2020minha estante
vim fuxicar teu perfil e vou começar a ler esse aí ??




Ronaldo 30/06/2017

Não era o que eu esperava, mas curti mesmo assim
A autora é bastante descritiva, não na ambientação, mas mergulhando na mente de cada personagem, dissecando suas almas, explorando seus anseios, preconceitos, frustrações e medos. Faltando umas cem páginas para terminar, o livro dá uma grande virada e só então assume o ritmo de um verdadeiro thriller. Os personagens são pessoas comuns, com qualidades e defeitos e não heróis idealizados. Os conflitos internos de cada um deles fazem com que você se envolva com cada situação. Um texto muito fluído, apesar da ação ser quase toda psicológica. Uma leitura bem intrigante, curti muito o estilo da autora, principalmente a maneira como ela explorou a degradação mental de uma pessoa, mostrando o quanto a sanidade pode ser frágil, bastando um elemento catalisador para que a loucura domine.

Resenha completa no blog:

http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2017/06/a-desconhecida-mary-kubika.html?m=1

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Larissa Benevides 24/07/2017

Resenha: A desconhecida
"Sua imagem, de novo, fez uma mudança diante de meus olhos: a jovem impotente, com uma queda por chocolate, uma adolescente criminosa que conseguiu entrar furtivamente em minha casa."
A desconhecida é um suspense daqueles de te deixar com a pulga atrás da orelha, para desvendar todos os mistérios que a história traz, a cada capítulo lido.

Com a narração em primeira pessoa dividida entre três personagens. Temos a visão de Heidi e Chris contando fatos que estão acontecendo na presente narração, já os capítulos narrados pela Willow são dela em um momento "futuro" em relação a narração de Heidi e Chris.

Heidi é uma mulher que trabalha em uma organização que auxilia pessoas pobres na cidade. A maioria deles imigrantes. Além de realizar um serviço comunitário, também faz a separação dos lixos da casa para reciclagem, utiliza sacolas reutilizáveis para evitar a utilização das sacolas plásticas, bem como os vidros de leite, para não utilizar embalagens descartáveis. Um exemplo de pessoa consciente.

"É mais comum eu não estar lá do que estar, tem sido assim desde que começamos a namorar. Heidi está acostumada com minha ausência. Como dizem: a ausência faz crescer a saudade. De qualquer forma, é isso que ela responde, quando pergunto se sente minha falta. Acho que, em segredo, ela gosta de ter a cama inteira só para si."
Chris é um investidor, vive viajando e em reuniões para que cada vez mais consiga multiplicar o dinheiro da empresa. Da união com Heidi surgiu Zoe, a filha de doze anos. A jovem está na época em que acredita que deve discordar dos pais sempre e por conta das alterações de humor, é como uma bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento.


A história começa com a narração de Heidi. No caminho para seu serviço ela fica preocupada quando vê uma jovem com um bebê no colo na estação. Neste dia chovia, nem a mãe e nem a criança pareciam estar agasalhadas contra a chuva.
"Ninguém merece um destino desses, ficar sem um centavo e sem moradia, mas, com certeza, nenhum bebê merece isso. Penso no preço exorbitante das fórmulas para alimentação infantil e das fraldas, sabendo que, se aquela garota estivesse comprando fraldas para suas próprias necessidades."
Por mais que tentasse focar em outra coisa, seu pensamento sempre acabava voltando na jovem da estação e a preocupação com a situação dela. Estava passando fome? A neném sente frio? Onde passam a noite?


No dia seguinte a chuva piora e, quando Heidi encontra com a jovem, a bebê está chorando desesperadamente. O instinto materno de Heidi não a deixa seguir em frente, sem fazer nada para ajudar.
Após algumas investidas de Heidi, a mulher finalmente consegue descobrir que o nome da mãe é Willow e a bebê se chama Ruby. Não só isso, em um ímpeto acaba levando as duas para sua casa.
"Como é que alguém como ela acaba nas ruas? Vivendo sozinha, sem ter quem cuide dela, sem um guardião. Claro que fazer essa pergunta parece totalmente inapropriado, uma maneira eficaz de fazê-la correr de mim. Eu observo enquanto ela aprecia o chantili, e então se entusiasma, inclinando-se, colherada após colherada, até terminar, até derramar pelo canto da boca, enquanto a bebê a observa com olhos famintos, não mais encantada pela água gelada, mas por essa substância branca borbulhante que goteja da boca da mãe."
Logo de início Chris acha muita loucura de sua esposa trazer uma desconhecida para dentro do seu lar. Uma menina estranha com um bebê, para sentar na mesa com sua filha de doze anos. É ele quem vai tentar descobrir quem é Willow e porque está nas ruas.

Heidi fica completamente cega e acha maravilhoso ter outras pessoas para cuidar. Seu espírito materno estava bastante isolado, tendo em vista que Zoe tenta ao máximo deixá-la distante do seu dia-a-dia, e Chris não fica tanto tempo em casa para compartilhar o dia com a esposa.
"Era sempre quente lá, um tipo diferente de calor, um calor que você sente de dentro para fora, não de fora para dentro. Há muito tempo eu não me sentia assim, desde Mami, na verdade. Heidi foi a pessoa mais parecida com Mami que conheci nestes oito anos. Ela era gentil."
A narração de Willow é feita em um testemunho que está fazendo. Alguma coisa não acabou bem na casa de Heidi e Chris ou seria no passado da própria jovem? A cada capítulo vemos as peças se encaixarem e informações surpreendentes surgindo. O que aconteceu? Quem é o "vilão" desta história?

O livro vai tratar sobre pessoas de rua, de uma maneira bem direta. Além disso outros assuntos importantes são abordados: abuso infantil, sistema de adoção, traumas psicológicos, a importância de acompanhamento médico em casos de trauma, entre outros.

Posso dizer que vários capítulos deixaram meu coração apertado por pensar que os fatos ali narrados acontecem com diversas crianças pelo mundo, deixando a situação mais pesada a cada página.
"E, além disso, Joseph disse que ninguém acreditaria em mim. Ninguém. Era a palavra dele contra a minha. E eu era uma criança. Uma criança que ninguém queria - ninguém -, só ele e Miriam."
"Descubro que mais de mil crianças morrem por ano, em nosso país, vítimas de abuso ou negligência por parte de seus cuidadores. Mais de três milhões de abusos infantis são comunicados a cada ano por professores, autoridades locais, amigos da família, vizinhos ou por onipresentes telefonemas anônimos que o serviço de proteção à criança recebe. O abuso infantil pode resultar em danos físicos: hematomas e fraturas, suturas, danos à medula, ao cérebro, pescoço, queimaduras de segundo e terceiro graus. Com relação ao estado emocional, o abuso também é prejudicial, levando à depressão até as vítimas mais jovens, isolamento, comportamento antissocial, desordens alimentares, tentativas de suicídio, atividade sexuais ilícitas."
Assim como o livro A Garota Perfeita (resenha Aqui), a autora também nos surpreende no final, daquela maneira que você até para a leitura, para dar uma respirada e olhar ao redor. A história é bem amarrada e os personagens são bem desenvolvidos.

A diagramação está muito boa e o esquema de divisão de capítulos com narração de pessoas diferentes é sensacional. Novamente consegue cumprir o papel de dar ao leitor uma visão mais completa do quadro.

Um suspense de prender o ar e mais um livro da Mary que tem meu voto para ser transformado em filme. Uma história com diversos aprendizados para serem extraídos.
"O mais engraçado das alucinações é que a pessoa pode agir de forma relativamente normal quando está sob efeito delas. Suas alucinações não o levam inteiramente para fora do reino do possível."

site: http://www.cladoslivros.com.br/2017/07/resenha-desconhecida-de-mary-kubica.html
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Bia 08/08/2017

Resenha publicada no blog A Culpa é dos Leitores
Imaginem a seguinte situação: dia chuvoso, muito frio, uma estação de trem. Bem ali, ao canto, uma jovem (aparentemente adolescente), segura contra o peito um bebê choroso. Sujos, molhados, com toda certeza ambos tem fome.

Alguns poderiam ignorar essa cena, afinal é algo que infelizmente ocorre muito em cidades grandes. Não Heidi.

Heidi é uma mulher humanitária. Se preocupa com o próximo, trabalha em uma ONG sem fins lucrativos acolhendo refugiados e pessoas em situação de risco. Quando se deparou com essa cena, a mulher não conseguiu tirar o bebê e a jovem de sua cabeça. Queria fazer algo para ajudar aquela desconhecida.

Heidi é casada com Chris. Seu marido é totalmente o oposto da mulher. Enquanto ela se preocupa com a pobreza, Chris se preocupa com a riqueza de seus clientes, já que trabalha em um banco.

Muito ocupado, viaja sempre a negócios. A bondade de sua esposa, que foi um dos motivos que o encantou quando começaram a se relacionar, hoje o incomoda. Afinal, Heidi não recebe dinheiro para trabalhar.

Zoe é filha do casal. Pré-adolescente, está numa fase muito rebelde. Seu gênio acaba por afastar sua própria mãe.

A estação de trem é um caminho rotineiro de Heidi. Assim sendo, no outro dia, ela se depara novamente com a garota e o bebê. E acaba por se aproximar.

Descobre que a garota chama-se Willow, é muito fechada, e apesar de não aparentar, já possui 18 anos.

Willow é arredia, e mesmo sem teto, em condições precárias de higiene, prefere se manter nas ruas a ir para um abrigo.

Qualquer pessoa poderia chamar autoridades, visto que um bebê está nessas condições; ou simplesmente virar as costas e ir embora, já que Willow recusou qualquer oferta. Não Heidi!

Ela simplesmente resolveu levá-las para sua casa. Um ato de bondade? Uma loucura?

Por mais triste que era a situação de Willow, é válido destacar que ela continuava sendo uma desconhecida.

Bem, o fato é que a chegada de Willow e Ruby não agradou em nada Chris e Zoe. O que era pra ser apenas um dia de acolhida se tornou vários. Heidi se apega a cada dia pelo bebê e Willow continua fechada.

A garota não tinha roupas, nem documentos. Tudo que Heidi encontrou foi uma blusa manchada de sangue, mas se livrou dela, a fim de esconder de Chris.

Qual o interesse de Heidi em manter ambas sobre seu teto? Sua família estaria mesmo em segurança? Quem era Willow?
“O quanto você pode saber, de verdade, sobre uma pessoa?”
A Desconhecida foi um livro surpreendente! A narrativa se inicia bem calma, cheia de detalhes sobre a vida dos três narradores: Heidi, Chris e Willow.

Ver a perspectiva do enredo sob três pontos de vistas distintos colaborou ainda mais para a elaboração do suspense.

Confesso que de início, a trama não me prendeu. Achei tudo muito monótono, porém a chegada da narrativa de Willow aguçou completamente minha curiosidade.

Willow nos revela que já teve uma família, uma casa. E então nos perguntamos: o que fez com que ela se separasse de seus pais? Onde eles estariam? Ruby seria mesmo sua filha?
“(...) Você está muito encrencada. Mais encrencada do que você pode imaginar. Você é suspeita de dois assassinatos.”
Uma trama inteligente, capaz de instigar. Nada é o que parece, as respostas são fornecidas aos poucos. O leitor é introduzido sem perceber ao enredo, e de repente, se vê preso num suspense muito bem elaborado.

Suspense esse que se inicia brando e com o avanço das páginas se torna avassalador. A busca por respostas não me deixou largar o livro!

É um livro forte, com temas como assassinato, abuso sexual e depressão.

Infelizmente, não posso dar ganchos a respeito do desenrolar da trama, mas asseguro que é uma leitura fascinante.

Edição perfeita, com páginas amarelas, ideal para ler em uma toada só sem cansar os olhos. Eu passei o domingo todo presa ao livro.

Recomendo! Com toda certeza, você passará noites em claro tentando descobrir os mistérios de A Desconhecida.


site: http://www.aculpaedosleitores.com.br/2017/08/resenha-desconhecida.html
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Fernanda 14/08/2017

A desconhecida
Resenha no blog:

site: http://www.segredosemlivros.com/2017/08/resenha-desconhecida-mary-kubica.html
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Ana 16/08/2017

"O quanto você pode saber, de verdade, sobre uma pessoa?"
Heidi Wood é uma mulher exemplar, sempre disposta a ajudar quem precisa. Ela trabalha em uma ONG que atende refugiados e já está acostumada com o cotidiano triste de outras pessoas. Por isso, Heidi sempre tenta passar uma lição de empatia para a sua família.
Então, quando ela vê uma jovem mãe com uma bebê nos braços implorando por ajuda, resolve agir e acolhe ambas em sua casa. Mas Chris, seu marido, e Zoe, sua filha, não concordam com essa ideia, já que Willow, a garota que Heidi ajuda, é uma desconhecida e pode trazer riscos para a família.
Infelizmente, eles podem estar certos. Afinal, o quanto você pode saber, de verdade, sobre uma pessoa?

Narrado por três personagens (Heidi, Chris e Willow), o livro vai se desenvolvendo e ficando mais intrigante no decorrer da leitura. Os capítulos de Willow são os meus favoritos porque são narrados no futuro, um tipo de "depois", o que torna o livro ainda mais tenso, já que fica óbvio que aconteceu algo ruim, e cabe ao leitor juntar as pistas e desvendar os segredos. Esse clima de suspense que a autora criou foi o que eu mais gostei.

Não sei se foi algo proposital, porém o que me incomodou na leitura foram os personagens. Nenhum é totalmente bom porque todos eles são suspeitos até o final. A Willow foi a única que me conquistou um pouco mais depois das revelações sobre o passado dela.

Eu confesso que consegui descobrir o que aconteceria antes do final, mas, ainda assim, achei incrível. A autora criou um ótimo desfecho! Esse é o tipo de livro que nos deixa uma reflexão. Recomendo muito.
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Fer Kaczynski 01/09/2017

Logo que lançou este livro, eu tinha curiosidade, devido a tantos lançamentos de thriller/suspense desde o sucesso de A garota exemplar, de outra autora famosa, Gillian Flynn. A autora Mary Kubica, faz sucesso mundialmente com seus livros, inclusive A garota perfeita é outro livro dela que foi lançado recentemente e caiu no gosto dos leitores.

Nesta história, conhecemos a mãe de família Heidi, que trabalha numa ONG que atende refugiados. Num desses trajetos que faz diariamente ao trabalho, durante uma chuva torrencial que assola a cidade, observa uma adolescente meio atrapalhada, maltrapilha e pior, com um bebê no colo, que aparentava estar perdida na estação.

site: http://dailyofbooks.blogspot.com.br/2017/08/resenha-desconhecida-mary-kubica.html
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Lorena Schveper 06/09/2017

Lento, leve, bom... Mas dispensável.
“Mais um instigante thriller psicológico da mesma autora de A Garota Perfeita”. Apesar de saber que é puro marketing, que é pura vontade de manter os autores no topo e que são provavelmente falsas promessas sendo lançadas em busca que um leitor seja seduzido por elas e, enfim, as vendas cresçam e este autor permaneça no topo da cadeia alimentar dos escritores e, enfim, seja consagrado como um best-seller. E, infelizmente, A Desaparecida, de Mary Kubika, acaba se tornando um destes exemplares que você espera uma coisa e o que desaprece entre as páginas e páginas de suspense é a sua vontade de ler.

Não é que seja um livro ruim em sua totalidade – sejamos francos, encontrar um bom livro de thriller hoje em dia é uma tarefa árdua e que consiste em, geralmente, encontrarmos um a cada dez autores bons* e nos agarrarmos a ele da mesma forma como algum sobrevivente de um naufrágio quer agarrar-se a uma tábua para sobreviver. A história gira em torno de uma família totalmente dentro dos padrões, que já caiu nas “graças” da falta de empatia de um para com o outro e na dita rotina que, cedo ou tarde, pode acabar chegando a nós todos. Heide é quem encabeça essa trama toda, sendo uma humanitária que prefere ficar tagarelando à respeito de quantos imigrantes analfabetos Chicago possui, enquanto é odiada pela filha de doze anos, Zoe (que tragicamente inicia a passagem pela puberdade) e por Chris, seu marido workaholic que tenta de todas as formas possíveis não incomodar-se com o fato de que Heide sempre fala sobre as mesmas coisas.

(...)

A narrativa aqui é dividida entre três polos, sendo eles Heidi, Willow, Chris e não segue de forma nenhuma uma ordem fixa, e muito  menos uma forma cronológica correta. Primeiro porque somos apresentados à família dos Wood enquanto Heide, com seu jeito chato e tedioso, nos conta como conheceu Willow e sua bebê, Ruby. Como ela resolve abrigá-las dentro de sua casa, ignorando totalmente sua família e decidindo, por si só, bater o martelo sem sequer consultar seu marido. Então, temos Willow, que de uma forma mais atraente, mas ainda assim pouco desajustada, vai relatando sua vida pouco a pouco, desnudando seu passado de forma que nos leva a questionar como e por quê ela se encontra em um interrogatório, gerando expectativa no leitor. E, por fim, mas nem de longe menos importante, possuímos Chris. O belo Chris, administrador e analista de finanças, que trabalha como um condenado enquanto sua mulher já não é mais quem um dia ele viu.

(...)

É agradável, nada divertido, mas de longe não pode ser considerado um dos “melhores” thrillers deste ano.



LEIA A RESENHA COMPLETA EM: http://retalhoclub.com.br/literatura/resenha-a-desconhecida-mary-kubica/

site: http://retalhoclub.com.br/literatura/resenha-a-desconhecida-mary-kubica/
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Bia 16/09/2017

#MEUDEUSMESEGURA
É com esse “feeling” que venho contar para você sobre esse livro. A história começa sob o ponto de vista de Heidi, uma mulher que todo o dia pega o trem para ir da sua casa ao trabalho. Sendo voluntária numa instituição que ajuda refugiados, ela dedica todo seu tempo a eles, mesmo tendo uma filha adolescente e um marido a esperando em casa. Mas numa dessas viagens, ela vê uma menina carregando um bebê. Só que essa imagem da garota acaba não saindo da sua cabeça e ela começa a imaginar se a menina tem para onde ir, se ela está cuidando direito do seu filho, se ela tem o que comer e, pior, se a criança tem o que comer.

O que deveria ter sido um encontro único acaba não acontecendo. Ela vê novamente a menina com o bebê na biblioteca, uma mãe lendo para seu filho, e sua preocupação aumenta mais ainda. Até que um dia, voltando para casa do trabalho, ela vê os dois novamente, debaixo de uma chuva torrencial, perto do trem. Ela oferece para pagar o jantar da menina, esperando que ela vá se encontrar com ela em um restaurante. Apesar de achar que a menina não vai aparecer, Heidi espera e é recompensada ao ver que a menina e a criança vieram. E o jantar se transforma em uma oferta: ir para a casa de Heidi porque ela quer ajudar, ela quer dar um teto e comida a duas pessoas que não tem para onde ir.

“Havia fotos nas paredes, lá naquela casa, fotos da família, eles três abraçados, sorrindo. Felizes. Era sempre quente lá, um tipo diferente de calor, um calor que você sente de dentro para fora, não de fora para dentro”.

O que Heidi não imaginava é que a sua boa ação iria transformar sua vida completamente. Seu marido e sua filha tem medo do que essa garota desconhecida possa fazer. Roubar seria o mínimo. E o bebê? Até quando eles terão de dividir sua casa com uma estranha e sua filha? E se a pessoa que você acha que conhece não é realmente quem ela aparenta ser?
[...]

Para conferir o resto da resenha, acesse o blog e aproveite e deixa lá seu comentário ;)

site: https://paginaebooks.wordpress.com/2017/09/01/resenha-a-desconhecida/
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Mari 24/09/2017

Surpreendente
Ganhei esse livro na promoção do Skoob e comecei ele sem muitas expectativas, mas o livro foi me surpreendendo cada vez mais. A história é envolvente e pesada, e vai mostrando a evolução (ou não) dos personagens. Amo livros que são contatos de vários pontos de vista e misturam passado com presente.
Só me incomodou um pouco alguns erros na escrita, a palavra sol com letra maiúscula e "a bebê". A narrativa dos personagens também se assemelha um pouco, e o Chris parece uma mulher haha
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saoribooks 24/09/2017

#ResenhaDaSaori
Heidi Wood tem uma rotina. Todos os dias acorda, pega o trem de Chicago e vai ao trabalho. Sempre assim.
Nada parece mudar até que ela se depara com uma adolescente junto com um bebê e uma mala de couro, andando pela estação. Essa cena toca o coração de Heidi, que está sempre disposta a ajudar quem necessita. Ela vê a adolescente uma, duas, três vezes até que Heidi toma coragem e acolhe Willow e Ruby, a bebê, em sua casa.
Quando Chris, seu marido e Zoe, sua filha dão de cara com as novas visitas, eles têm plena convicção de que Heidi pirou. Aliás, quem é essa Willow? Quem os garante de que ela não vai os prejudicar? O que ela tanto parece esconder?
Ao desenrolar da história, Mary Kubica nos presenteia com uma narrativa voraz que nos revela a verdade pouco a pouco. Uma história triste, comovente, cheia de sofrimento, mas não é só isso, é também cheia de desconfiança e relações intrigantes de abandono, mostra também um pouco do lado perturbado das personagens que por um motivo não puderam ser mães e das que por algum motivo perderam suas mães, suas famílias.
É um livro triste, daqueles dramas cheios de tristeza e desgraça, confesso que estou embaraçada com tantos acontecimentos tristes, apesar de já ter lido muitos livros assim.
Eu sei que esse tipo de história de abandono é muito próximo da realidade de muitos! Estou realmente muito pensativa e um pouco triste.
Também tive sérios problemas de ódio por alguns personagens, mas okay, já entendi porque eles eram assim.
Ei, se você vai ler esse livro, já vou te adiantando: vai haver dias e noites de reflexão. Sinta-se à vontade para sentir na pele o que cada personagem sentirá.
3/5
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Larissa Benevides (Clã) 25/09/2017

Resenha: A desconhecida
"Sua imagem, de novo, fez uma mudança diante de meus olhos: a jovem impotente, com uma queda por chocolate, uma adolescente criminosa que conseguiu entrar furtivamente em minha casa."
A desconhecida é um suspense daqueles de te deixar com a pulga atrás da orelha, para desvendar todos os mistérios que a história traz, a cada capítulo lido.

Com a narração em primeira pessoa dividida entre três personagens. Temos a visão de Heidi e Chris contando fatos que estão acontecendo na presente narração, já os capítulos narrados pela Willow são dela em um momento "futuro" em relação a narração de Heidi e Chris.

Heidi é uma mulher que trabalha em uma organização que auxilia pessoas pobres na cidade. A maioria deles imigrantes. Além de realizar um serviço comunitário, também faz a separação dos lixos da casa para reciclagem, utiliza sacolas reutilizáveis para evitar a utilização das sacolas plásticas, bem como os vidros de leite, para não utilizar embalagens descartáveis. Um exemplo de pessoa consciente.

"É mais comum eu não estar lá do que estar, tem sido assim desde que começamos a namorar. Heidi está acostumada com minha ausência. Como dizem: a ausência faz crescer a saudade. De qualquer forma, é isso que ela responde, quando pergunto se sente minha falta. Acho que, em segredo, ela gosta de ter a cama inteira só para si."
Chris é um investidor, vive viajando e em reuniões para que cada vez mais consiga multiplicar o dinheiro da empresa. Da união com Heidi surgiu Zoe, a filha de doze anos. A jovem está na época em que acredita que deve discordar dos pais sempre e por conta das alterações de humor, é como uma bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento.


A história começa com a narração de Heidi. No caminho para seu serviço ela fica preocupada quando vê uma jovem com um bebê no colo na estação. Neste dia chovia, nem a mãe e nem a criança pareciam estar agasalhadas contra a chuva.
"Ninguém merece um destino desses, ficar sem um centavo e sem moradia, mas, com certeza, nenhum bebê merece isso. Penso no preço exorbitante das fórmulas para alimentação infantil e das fraldas, sabendo que, se aquela garota estivesse comprando fraldas para suas próprias necessidades."
Por mais que tentasse focar em outra coisa, seu pensamento sempre acabava voltando na jovem da estação e a preocupação com a situação dela. Estava passando fome? A neném sente frio? Onde passam a noite?


No dia seguinte a chuva piora e, quando Heidi encontra com a jovem, a bebê está chorando desesperadamente. O instinto materno de Heidi não a deixa seguir em frente, sem fazer nada para ajudar.
Após algumas investidas de Heidi, a mulher finalmente consegue descobrir que o nome da mãe é Willow e a bebê se chama Ruby. Não só isso, em um ímpeto acaba levando as duas para sua casa.
"Como é que alguém como ela acaba nas ruas? Vivendo sozinha, sem ter quem cuide dela, sem um guardião. Claro que fazer essa pergunta parece totalmente inapropriado, uma maneira eficaz de fazê-la correr de mim. Eu observo enquanto ela aprecia o chantili, e então se entusiasma, inclinando-se, colherada após colherada, até terminar, até derramar pelo canto da boca, enquanto a bebê a observa com olhos famintos, não mais encantada pela água gelada, mas por essa substância branca borbulhante que goteja da boca da mãe."
Logo de início Chris acha muita loucura de sua esposa trazer uma desconhecida para dentro do seu lar. Uma menina estranha com um bebê, para sentar na mesa com sua filha de doze anos. É ele quem vai tentar descobrir quem é Willow e porque está nas ruas.

Heidi fica completamente cega e acha maravilhoso ter outras pessoas para cuidar. Seu espírito materno estava bastante isolado, tendo em vista que Zoe tenta ao máximo deixá-la distante do seu dia-a-dia, e Chris não fica tanto tempo em casa para compartilhar o dia com a esposa.
"Era sempre quente lá, um tipo diferente de calor, um calor que você sente de dentro para fora, não de fora para dentro. Há muito tempo eu não me sentia assim, desde Mami, na verdade. Heidi foi a pessoa mais parecida com Mami que conheci nestes oito anos. Ela era gentil."
A narração de Willow é feita em um testemunho que está fazendo. Alguma coisa não acabou bem na casa de Heidi e Chris ou seria no passado da própria jovem? A cada capítulo vemos as peças se encaixarem e informações surpreendentes surgindo. O que aconteceu? Quem é o "vilão" desta história?

O livro vai tratar sobre pessoas de rua, de uma maneira bem direta. Além disso outros assuntos importantes são abordados: abuso infantil, sistema de adoção, traumas psicológicos, a importância de acompanhamento médico em casos de trauma, entre outros.

Posso dizer que vários capítulos deixaram meu coração apertado por pensar que os fatos ali narrados acontecem com diversas crianças pelo mundo, deixando a situação mais pesada a cada página.
"E, além disso, Joseph disse que ninguém acreditaria em mim. Ninguém. Era a palavra dele contra a minha. E eu era uma criança. Uma criança que ninguém queria - ninguém -, só ele e Miriam."
"Descubro que mais de mil crianças morrem por ano, em nosso país, vítimas de abuso ou negligência por parte de seus cuidadores. Mais de três milhões de abusos infantis são comunicados a cada ano por professores, autoridades locais, amigos da família, vizinhos ou por onipresentes telefonemas anônimos que o serviço de proteção à criança recebe. O abuso infantil pode resultar em danos físicos: hematomas e fraturas, suturas, danos à medula, ao cérebro, pescoço, queimaduras de segundo e terceiro graus. Com relação ao estado emocional, o abuso também é prejudicial, levando à depressão até as vítimas mais jovens, isolamento, comportamento antissocial, desordens alimentares, tentativas de suicídio, atividade sexuais ilícitas."
Assim como o livro A Garota Perfeita (resenha Aqui), a autora também nos surpreende no final, daquela maneira que você até para a leitura, para dar uma respirada e olhar ao redor. A história é bem amarrada e os personagens são bem desenvolvidos.

A diagramação está muito boa e o esquema de divisão de capítulos com narração de pessoas diferentes é sensacional. Novamente consegue cumprir o papel de dar ao leitor uma visão mais completa do quadro.

Um suspense de prender o ar e mais um livro da Mary que tem meu voto para ser transformado em filme. Uma história com diversos aprendizados para serem extraídos.
"O mais engraçado das alucinações é que a pessoa pode agir de forma relativamente normal quando está sob efeito delas. Suas alucinações não o levam inteiramente para fora do reino do possível."

site: http://www.cladoslivros.com.br/2017/07/resenha-desconhecida-de-mary-kubica.html
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