Crooked Kingdom - Vingança e Redenção

Crooked Kingdom - Vingança e Redenção Leigh Bardugo




Resenhas - Crooked Kingdom


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Queria Estar Lendo 09/08/2017

Resenha: Crooked Kingdom
Crooked Kingdom, a mais do que aguardada sequência de Six of Crows, da minha rainha e salvadora Leigh Bardugo, chegou até as minhas mãos. Foram 536 páginas de surtos, gritos e lágrimas, e foi absolutamente o melhor final que essa história poderia ter. Que me desculpe Sarah J. Maas, mas essa obra ganhou o pódio de Melhor Livro do Ano.

Estamos de volta a Ketterdam, alguns dias depois do fim de Six of Crows. As consequências da traição estão sobre o grupo, com um dos membros feito de refém e os outros lutando contra o tempo para que o resgate aconteça - e nenhum deles termine morto nesse processo. Do outro lado da moeda, eles se escondem nas sombras para que aqueles que os perseguem não os encontrem - cada um dos membros respectivamente assombrados por seus próprios pesadelos - em uma guerra pela fórmula de uma droga que pode transformar o mundo e a magia que existe nele.

Você sabe que um livro é um bom quando ele destrói a sua vida. Podemos dizer que Crooked Kingdom fez isso com o meu espírito, então imaginem o nível dessa leitura.

O que eu venero nessa duologia são os personagens. Uma história é ótima quando seus personagens são bem construídos, e se tem uma coisa que a Leigh Bardugo sabe fazer é desenvolver personagem. Os seis protagonistas têm os melhores arcos, os melhores diálogos e absolutamente a melhor presença em cena. Eu costumo amar muito os personagens de histórias que acompanho, mas aqui a situação é quase extrema. Colocaria minha mão no fogo por todos os seis. Eu enfrentaria um exército por eles. Esse é o poder dessa duologia; você ama e se importa com cada nome que aparece do lado dos mocinhos, e isso torna a história uma espiral de emoções.

E falando em espiral de emoções, que tal começarmos pelo meu favorito, meu filho, meu protegido mais precioso? Kaz Brekker, o líder do grupo, definitivamente um dos mais complexados - se não o mais - dentro dele. Kaz é um garoto sombrio, marcado por traumas e por uma perda grandiosa demais. Eu me apaixonei perdidamente por ele logo nos primeiros capítulos de Six of Crows, e aqui a situação se estendeu para o básico de toda fangirl: cair de cara no chão e ficar rolando e chorando porque a vida é muito injusta para alguém que merecia tanta felicidade.

Kaz é muito metódico. E, por metódico, eu quero dizer: faz as coisas do jeito dele, porque é o melhor jeito, e paciência se você não concordar. A porta é a serventia da casa. A maneira com que ele lidou com as situações de tensão e reviravoltas absurdas nesse livro mostra muito de sua personalidade contida e o peso que o passado tem em seu presente. Kaz é vítima de um trauma gigantesco, e esse trauma pontua suas decisões, os riscos que aceita, as cartas que coloca na mesa. Ele está lidando com pessoas, sim, mas para sua consciência todos os esquemas são parte de um jogo. E o prêmio é grandioso demais para Kaz aceitar qualquer possibilidade de derrota.
"Eu voltaria por você. E mesmo que não pudesse andar, eu me arrastaria por você, e não importa quão quebrados estivéssemos, nós lutaríamos juntos. Porque é isso que fazemos. Nós nunca paramos de lutar."

Aí vem sua relação com os outros personagens: esse grupo improvável divide muita confiança. Mesmo com a postura arredia e soturna, Kaz vê nos seus companheiros de vigarice tudo o que ele procura em aliados, mas tem aquela coisa além. A convivência trouxe amizade, a sensação de família que salta das páginas e ganha o coração do leitor. Apesar de Kaz virar as costas para o emocional, de trancá-lo em um lugar sombrio dentro do próprio coração, dá para notar o quanto ele se importa. O quanto ele gostaria de demonstrar que se importa. E isso é o que mais me machuca; Kaz é um garoto quebrado, e ainda que os membros do grupo entendam sua frieza e indiferença, poucos são os que conseguem compreender de onde isso vem.

E aí passamos para a Inej. A temível Espectro, presa por causa de uma traição. Eu já comecei essa leitura sofrendo por essa garota e pelos medos dela; a ideia de que não era tão valiosa a ponto de ser salva, o temor de ser deixada para trás para que o grupo pudesse continuar a guerra civil em que se enfiaram sem se preocupar com um membro descartável. O fato de a Inej se ver como um peão tem relação com seu psicológico, com a ideia de que tudo para Kaz não passa de um jogo. Porém, todavia, entretanto, ela é aquela pessoa que compreende as motivações de Kaz mais do que ninguém, que vê os fantasmas do passado dele assombrando seu olhar. O livro mantém esse suspense na relação dos dois, dos pontos até onde estão dispostos a ir um pelo outro - e eu digo que os dois se jogariam no inferno um pelo outro, apenas - e o quanto toda essa vida de crimes e sombras os marcou.

"Era um sorriso que ele morreria para merecer de novo."

Inej e Kaz são o tipo de casal que vai arrancar teu coração do peito e assistir com um sorriso enquanto você grita por eles. Porque é tanta emoção não dita, tantos olhares furtivos e sorrisos discretos. É aquele tipo de ship slow burn que literalmente queima teus pensamentos porque você só quer paz e quietude e eles juntos, pelo amor da deusa! Eu não vou comentar qualquer spoiler, mas como fiz com Liberta-me, digo o seguinte: capítulo 20. Preparem seus espíritos.

Outro lado importante da Inej nesse volume final é sua determinação a encontrar a tão sonhada liberdade. Não que ela seja escrava em toda a situação com o grupo, mas ela ainda tem um contrato e ela ainda serve um propósito que não o seu próprio. E com o avanço da guerra pela droga jurda parem, as intrigas e traições políticas e a certeza de que Kaz e seus aliados não deixarão tudo o que foi feito contra eles sem punição, Inej tem mais e mais certeza de que o preço da liberdade pode ser mais caro do que ela imaginava. E, mesmo assim, vale a pena lutar por ela.

Nina, a Grisha do grupo, carrega as consequências da jurda parem em seu corpo. A desintoxicação ainda está acontecendo, mas Nina já tem mais controle sobre si mesma - ainda que os poderes lhe sejam estranhos. Algo está acontecendo, e parece resultado da droga. Uma coisa inédita para pessoas com poderes como os dela. Nina vivencia essa experiência com medo e receio, uma vez que o grupo já tem problemas suficientes para ter que lidar com uma experiência mágica nunca antes vista. E, ainda assim, ela encontra apoio em todos eles. Principalmente em Matthias. E ainda assim ela é tão poderosa, tão independente e segura de si. Nina é, assim como Inej, uma força a ser exaltada.

"Zoya costumava dizer dizer que o medo é como uma fênix. Você o assiste queimar mil vezes e ainda assim ele vai retornar."

As relações entre os personagens foram muito bem apresentadas e desenvolvidas no primeiro volume, então Crooked Kingdom traz a sensação de familiaridade, de saudade. Nós sentimos falta desses relacionamentos, e vê-los ganhando novos ares, novas dúvidas e provações é emocionante. Nina e Matthias eram completos opostos um do outro; ele era o caçador, ela a caça. Confiança e amor os trouxeram para o mesmo lado, e nessa parte da história entendemos o quanto um é importante para o outro. O quanto Nina se tornou a causa de Matthias, e o quanto ela se deixou levar pelo coração grandioso e pelo espírito cheio de coragem do Fjerdano.

Eis, obviamente, outro ship que me destroçou emocionalmente. Enquanto Kaz e Inej eram aquela eletricidade discreta, a confiança cega e a ideia de que, mesmo quebrados, eles poderiam se apoiar um no outro, Nina e Matthias eram muito mais de proteger um ao outro, de estender a mão para os momentos difíceis e aceitar os erros e demônios que ambos esconderam tão bem até então.

E Matthias, meu querido exilado precioso que escolheu o lado justo da luta, que decidiu virar as costas para tudo o que fora treinado para acreditar, que decidiu olhar para as coisas que o assustavam e entender que o diferente não merecia ser tratado como monstruoso. Matthias teve tantas cenas incríveis neste livro que fica difícil decidir minha favorita; eu ri e chorei com seus momentos, com o quanto ele se entregou a Nina e aceitou tudo o que ela tinha a lhe dedicar, com o tamanho do seu amor e das suas emoções. Matthias era um guerreiro do gelo, treinado para matar e causar dor, e se mostrou um dos personagens mais doces e gentis de toda a história.

Por fim, para fechar esse grupo espetacular que roubou tanto o meu coração, temos Jesper e Wylan. Jesper, sem farpas na língua, e Wylan, que caiu de paraquedas no grupo e acabou se tornando uma peça indispensável dele. O atirador e o químico. A aproximação deles em Six of Crows foi bem sutil, mas aqui ela é indispensável para ambos os arcos.

Jesper vive um período instável da sua vida; ele foi responsável por um problema gigantesco no fim do primeiro volume e as consequências o perseguem ali. E também tem o lado familiar; vamos conhecer bastante de quem era o Jesper antes de se tornar um exímio atirador, como seu passado reflete em seu presente. Em sua personalidade, principalmente, e nos medos que ainda brecam determinadas decisões. Apesar de ser uma figura cheia de coragem, todo disposto a aceitar qualquer risco, Jesper é um garoto bem assustado, com medo do que suas escolhas podem resultar para aqueles com quem ele se importa.

E Wylan que foi uma grata surpresa para mim. Eu tinha afeição por ele e terminei Crooked Kingdom querendo edificar um palácio para esse menino. Ele é filho do maior inimigo de Kaz, e juntou forças com o criminoso depois de ver e entender a maldade do pai; ainda tem esperança como todo filho teria, mas mais e mais Wylan percebe que às vezes algumas pessoas não têm salvação, não importa o quanto você tente. E, claro, tudo o que o pai fez com ele espelha em muito do que Wylan faz dentro da história.

E o relacionamento entre Wylan e Jesper, ah minha deusa me abraça e leva pros céus. Que casal lindo e importante. Eles são os mais estáveis entre os três ships da história, eu diria, e nem por isso menos dolorosos. A relação entre eles vai mais de se entender com o tempo, construindo aquele início de convivência que se prova tão essencial para um relacionamento saudável. Jesper vê Wylan e o Wylan vê Jesper, eles veem seus medos e terrores, seus sonhos impossíveis, e eles começam a perceber seus sentimentos com uma lentidão arrepiante.

São tantos personagens quebrados que não me admira que ter gritado contra um travesseiro em determinados momentos desse livro, veja bem.

Além dos relacionamentos amorosos, a amizade é o ponto chave dentro da duologia. Companheirismo e a ideia de que mesmo nas horas mais sombrias, cada um deles lutaria pelos outros, independente do inimigo à sua frente. Eles são criminosos, mas não trabalham para o caos. Lutam para impedir que o caos domine tudo o que eles amam, os sonhos que almejam tornar realidade. Crooked Kingdom vem para mostrar a força da união entre esses personagens, e como a confiança que dividem pode significar a vitória que tanto desejam.

Também preciso falar sobre a genialidade dessa obra. Cada arco, cada capítulo vem pautado por uma corrida contra o tempo. Seja contra um inimigo pequeno, contra um mal que paira sobre todos eles, seja até contra um dos muitos medos que os personagens têm. O timing da história é perfeito; tem suspense, ação e desespero na medida certa. Leigh Bardugo consegue construir uma jornada de tensão do início ao fim, e intercala a história principal com pequenas ou grandiosas reviravoltas de te fazer gritar. Nunca dá pra saber o que está vindo, não importa quão bem você ache que está lendo as ações dos personagens. A surpresa intercalada ao suspense faz os momentos finais de Crooked Kingdom valerem tanto a pena quanto os primeiros capítulos.

É uma obra de arte, impecável do início ao fim.

Mais uma vez, Leigh Bardugo entrega uma história além do que a expectativa prometia. Crooked Kingdom é um livro sombrio sobre jovens criminosos, sobre sonhos inalcançáveis e sobre como um pouco de caos pode garantir a tão desejada ordem.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/08/resenha-crooked-kingdom.html
David 09/08/2017minha estante
PRECISO T.T


Puri Morais 10/08/2017minha estante
Não vou ler sua análise ainda. Pq To no CaP 4 e quero tá limpa kkkk mais janto morrendo!!!!!!!! Gente que saudades tava do Kaz ?????


Bia 11/08/2017minha estante
Resenha fantástica!!!


Thá 10/09/2017minha estante
TÔ URRANDO COM A SUA RESENHA


Queria Estar Lendo 03/10/2017minha estante
Obrigada pelos surtos, gente! Obrigada por compartilharem KJASNFUOASBASGO


Puri Morais 04/10/2017minha estante
A pessoa já leu, e fica caçando gente pra comentar, eu mesma, melhor do ano sem dúvida, e olha que eu já lê o Senhor das Sombras.




Jessica Borges 02/01/2018

Alguém me levanta, porque eu estou no chão!
É incrível como alguns livros tem o poder de te transportar para dentro da história. Esse foi o caso de Crooked Kingdom, o primeiro livro que eu li no ano, mas tenho certeza que já é um dos meus favoritos de 2018.

Meu povo, é tanta emoção, mas tanta emoção, que eu teria que escrever umas 10 resenhas só para descrever um pouco do que eu senti lendo esse livro. A história e os personagens dessa duologia são tão únicos, que já os tenho como amigos.

Esse livro me fez rir, chorar ( e muito) e me emocionar, mas, principalmente, me fez entrar com tudo dentro desse mundo fantástico da Leigh Bardugo. Se você ainda está com duvidas sobre começar a ler essa duologia, deixe esse receio de lado e vem ser mais um leitor apaixonado pelo criminosos/assassinos mais incríveis que a Leigh fez o favor de nos proporcionar.

( Orando para que tenha algum Spin-off ou continuação)
Jo Fernandes 01/03/2018minha estante
Quero muito ler esse livro!




Gisele @abducaoliteraria 14/08/2017

Mais! Eu preciso de mais!
Tenho uma quedinha por personagens. Aprecio uma boa história, criação de mundo e sistema de magia bem elaborados, mas a história me fisga de verdade através dos seus personagens.

E eu amo os personagens dessa história.

Depois de ser passado para trás, Kaz e o restante do seu bando precisam de um plano rápido e preciso para resgatar um membro importante de sua equipe e oferecer uma gloriosa vingança aos seus inimigos.

"Nós encaramos o medo. Cumprimentamos o visitante inesperado e escutamos o que ele tem para nos dizer. Quando o medo chega, algo está para acontecer".

Neste livro temos a continuidade do heist, planos com golpes ousados e ambiciosos, praticamente impossíveis sendo colocados em prática. As tramas políticas e jogos mentais se sobrepõem às cenas de ação, e mesmo assim a história teve um ritmo veloz, capaz de tirar o fôlego. Uma das coisas mais interessantes é saber que os protagonistas lidam com oponentes tão ou às vezes mais espertos do que eles. Tudo é possível. Tudo pode dar errado. Ganha quem tem mais fôlego e não desiste diante das situações mais complicadas.

Apesar de uma história incrível, mundo, enredo e narrativa brilhantes, o bom mesmo dessa história são os personagens. Fascinantes. Cinzas. Com inúmeras camadas e um grau de obscuridade profunda. São seis fuckings personagens distintos, com backstories e suas próprias motivações, que são muito bem desenvolvidos através de uma duologia. Difícil de acreditar, não é mesmo?

Jesper&Wylan e Nina&Mathias disputam o cargo de casal mais fofo que você respeita. Jesper é aquele tipo de personagem que é impossível não se apaixonar - não é à toa que arranca suspiros por onde passa. Foi incrível a forma como me aproximei dele, o que não tinha acontecido em Six of Crows. Me senti extremamente envolvida em seus problemas e vícios. Já Wylan, no qual não teve muita voz no livro anterior, teve a chance de mostrar o seu ponto de vista sobre a história, e eu não imaginava que ia ser tão intrigante.

Nina e Inej são umas das minhas personagens favoritas da vida! E eu achando que elas já tinham sido desenvolvidas o suficiente no livro anterior. Nina passa por uma transição difícil, que me deixou angustiada e com medo, mas ela é destemida e forte, e os meios pelo qual buscou força e aceitou as suas mudanças provaram isso. Inej é a personagem que se desenvolveu mais rápido, e este livro serviu para entendermos parte de sua convicção, princípios e limitações. E ela foi indispensável para a evolução de outros personagens também. O relacionamento dela com Kaz, tênue, sensível e substancial foi uma das ligações mais bonitas e bem construídas que já presenciei.
Mathias é o personagem que mais me identifico. Me senti comovida pela sua luta anterior, foi gratificante a sua evolução e a forma que ele escolheu lutar contra parte de sua natureza.

Talvez Kaz Brakker seja o personagem mais complexo que já li em toda minha vida de leitora. Todos os seus traumas e cicatrizes foram transformados na sua armadura, distanciando-o das pessoas e de uma vida comum. Ao tentar removê-la, ele se sente exposto e vulnerável, um risco que ele, em sua posição, não pode estar disposto a correr. O início de sua evolução é sutil e ao mesmo tempo plausível, porque alguém com os seus tormentos não é capaz de deixar tudo para trás em pouco tempo. Sua complexidade é sua atração mais intensa, mas claro, ele também é um personagem com a mentalidade ágil e assustadoramente inteligente. Acredito na teoria de que ele não é humano.

"- Ketterdam é feita de monstros. Acontece que eu tenho os dentes mais afiados".

Um bando improvável, mas que são incríveis trabalhando juntos. E os vínculos que eles criam entre si, a amizade e a empatia me faz querer carrega-los e defende-los.

"Wylan reuniu cada migalha de bravata que tinha aprendido de Nina, a força de vontade aprendida com Mathias, o foco que havia observado em Kaz, a coragem que havia aprendido com Inej, e a esperança selvagem e imprudente que tinha aprendido com Jesper, a crença de que, não importanta quão pequenas eram as chances, de alguma forma eles venceriam".

O que também não devo deixar de mencionar, são as deliciosas referências à trilogia Grisha e a presença ilustre e gratificante de personagens que gostamos TANTO da história anterior. Eu soltei um berro e fiquei eufórica com a presença de um personagem em especial.

Depois de esquemas mirabolantes e planos dentro de planos, a duologia foi impecavelmente finalizada, me entregou tudo o que eu esperava e ainda conseguiu arrancar de mim inúmeras emoções. Tensão, nervosismo, cabeça dando nó, garganta apertada, tristeza e também felicidade. E principalmente, muitas risadas. Algumas pontinhas ficaram soltas, o que me faz acreditar que a história dos Grishas está muito longe de acabar (POR FAVOR LEIGH, NÃO PARE DE ESCREVER HISTÓRIAS INCRÍVEIS COM PERSONAGENS INCRÍVEIS DENTRO DESSE UNIVERSO INCRÍVEL!). E como nunca te pedi nada, necessito de mais Kaz Brekker também. Por favor!

A rainha cruel Leigh Bardugo destruiu meu coração, depois pegou o que restou e me devolveu como se nada tivesse acontecido, me fazendo sentir grata por isso ainda por cima. Ela segue com o seu reinado absoluto, porque por enquanto ninguém é capaz de tirar o seu lugar como minha autora favorita.

site: http://abducaoliteraria.com.br/
Puri Morais 16/08/2017minha estante
Mulher nem falaaaaaa, terminei ontem e o cap 39 me destruiu, chorei horrores, e no final ele me da uma alegria. Esse demonia sabe escrever, e vou sentir muita, muita falta desses personagens.


Gisele @abducaoliteraria 19/08/2017minha estante
Esse capítulo foi destruidor mesmo, eu perdi o foco por um tempinho, precisei retomar a leitura mais tarde :(((( E já estou sentindo muita falta! Me diz que essa mulher já está escrevendo mais uns 10 livros, pfvr!


Puri Morais 23/08/2017minha estante
Nem FALA GISELI, JA TO MORTA DE SAUDADES. Fico atrás de alguém pra comentar pq não quero me despedir. kkkkk queria mas, queria saber como a Nina chegou em Ravka, se ele realizou o desejo do Mathias, e mais de Kaz e Inej. Ela escreveu agora, vai lançar esse mês lá fora, um livro sobre as mitologias do mundo Grisha.




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LauraaMachado 04/09/2017

Um dos melhores livros que já li
Este é definitivamente o melhor livro que eu já li de YA, fantasia ou qualquer outro gênero além de clássico. E tenho certeza de que daqui alguns anos ele vai entrar para a lista dos livros eternos, porque a história dessa duologia é simplesmente espetacular e não sobrou o menor espaço para os dois livros terem sido melhores.

Quando ainda faltavam 150 páginas para terminar esse segundo livro, me lembrei da primeira vez que eu os vi pessoalmente. Já tinha visto milhares de vezes pelo Instagram, já tinha achado as duas capas maravilhosas e visto que muita gente gostava da história. Mas, quando os peguei na mão em uma livraria, decidi que eles não eram para mim. Não sei por que, simplesmente achei que não eram meu estilo. E nem é questão de serem 'dark' demais, já que aparentemente eu nunca acho nada dark o suficiente (quando é divulgado assim). Alguma coisa nesses livros me deu a impressão de que eu não gostaria.
Foi só alguns meses depois, quando fui pesquisar de novo resenhas sobre eles que vi sobre o que era e resolvi que precisava tê-los para mim de qualquer jeito! Lembro de passar várias semanas sonhando com quando os teria e tentando aguentar minha ansiedade. Pois acabei comprando e ainda demorei um mês e meio para começar a ler o primeiro depois de eles chegarem aqui em casa.

E a lição é simples, uma bem batida que todo mundo já sabe: nunca julgue um livro pela capa. A diferença é que eu sempre tinha achado a capa maravilhosa, mas tive que aprender a não colocar limites ao meu próprio gosto, a dar uma chance para histórias que parecem não serem parte da minha zona de conforto. E tudo isso, porque essa duologia mudou a minha, porque esses livros vieram a significar mais para mim do que eu saberia explicar.

Eu só leio resenhas do primeiro livro quando é duologia/trilogia/série, por medo de spoilers. As resenhas de Six of Crows conseguiram deixar minhas expectativas super altas, mas ler o livro e gostar ainda mais do que eu esperava só me fez criar as expectativas mais absurdas e inalcançáveis para o segundo. Quanto mais eu lia Crooked Kingdom, mais eu me obrigava a pensar que talvez o final fosse ruim, talvez a história acabasse desandando. Eu tentei muito, mas foi impossível controlar minhas expectativas, que só cresciam a cada cena. E todas elas acabaram despedaçadas, porque esse livro foi impecável do começo ao fim. Amei cada segundo, cada parágrafo, cada evolução dos personagens, plano dando errado, beijo roubado e canal atravessado. Meu coração está destruído, mas ainda me sinto mais completa depois de ler esse livro extremamente maravilhoso.

Eu poderia falar desse livro para sempre, mas nunca conseguiria explicar mesmo todos os detalhes super bem pensados e bem criados dele. Nem toda a ansiedade que ele conseguiu me fazer sentir desde o primeiro capítulo até o último! Ou a felicidade de ver tudo se desenrolar, a sensação de vitória ao ver os personagens se superarem e se levantarem depois de caírem. Eles continuam sendo a melhor parte, a relação entre eles, como um melhora o outro, ajuda o outro a evoluir, como eles vão aprendendo a confiar em si mesmos e o realismo absurdo da personalidade deles, das ações e todo o desenrolar da história. Fiquei esperando a autora forçar uma cena aqui e ali só para apelar para o que os leitores costumam gostar, mas ela foi impecável! Se não consigo explicar meu amor pelo livro, minha admiração pela autora então, nem se fala. Daria meu sangue para saber que ela vai escrever outros livros nesse universo. Me recuso a aceitar que vou ter que me despedir desses personagens e já fiz várias promessas para os livros que voltarei a ler cada um deles logo!

Mas, se você está pensando em ler, a única coisa que eu posso te falar é que você não vai se arrepender, que, no máximo, vai ficar se perguntando por que demorou tanto para vir conhecer a gangue de seis corvos que se odeiam e se amam tanto. E se você já leu Six of Crows e achou que aquele livro é incrível, você não tem nem ideia do que te espera nesse daqui. Aproveite essa deliciosa descoberta e o melhor livro que eu já li em muito, muito tempo mesmo).

Por último, só porque eu não saberia terminar essa resenha sem falar isso, vou levar esses personagens para sempre no meu coração! Não consigo pensar em ter que me despedir deles! E aqui vai um abraço especial para o Colm, que fez toda a diferença nesse livro!
Andréa Araújo 04/09/2017minha estante
Eu poderia pensar "Nossa, mas que exagero, aposto que ela não ficou assim" mas sim, você ficou mesmo! Hahahaha como pode??? Mesmo se eu tivesse mil razões para não ler esse livro, eu leria agora só pela tua reação, pelo teu amor, por tu ter colocado ele acima de todos os outros.


Thalyta 10/09/2017minha estante
Meu Deus, ta chegando o meeeeu! Não aguento mais esperar! Vou chorar kkkkkkkkkk


Puri Morais 04/10/2017minha estante
NOSSA LINRÃO DA PO.... , Um dos melhores que lê na vidaaaa.




Nicoly Mafra - @nickmafra 02/01/2018

#ResenhaNickMafra: CROOKED KINGDOM: VINGANÇA E REDENÇÃO | @lbardugo | @editoragutenberg | Nota: 4,75.
"Eu teria ido atrás de você. E se eu não pudesse andar, rastejaria até você, e não importa o quanto estivéssemos machucados, nós lutaríamos juntos para escapar, facas em punho, pistolas ardendo. Porque é o que fazemos. Nunca paramos de lutar."

Após a perigosa missão enfrentada pelo Clube do Corvo em “Six of Crows”, o destino resolveu pregar uma peça no grupo. Devastados por uma enorme traição e com o sequestro de um valioso membro da equipe, com poucos recursos, aliados e, principalmente, poucas esperanças, Kaz e sua gangue terão que reunir forças e para lutar pelas suas vidas e resgatar aquele membro que faz muita falta.

Porém, como se não fossem provações suficientes, uma força poderosa ataca Ketterdam, e as tentativas dos inimigos para descobrir os segredos da droga jurdas parem só aumentam. Agora, além de enfrentar seus próprios demônios, fazer um resgate importantíssimo e tentar manter-se a salvo, o Clube do Corvo terá que enfrentar uma batalha épica que poderá decidir o futuro do mundo Grisha.

Não há dúvidas, essa duologia é o melhor trabalho feito pela Leigh Bardugo. É impossível não se identificar com algum dos personagens dessa história; cada um possui uma personalidade singular, problemas com seu passado e um desenvolvimento incrível. Definitivamente a melhor squad que já conheci!

Além da aventura de tirar o fôlego e do enredo genial, um ponto que gosto muito é como a amizade possui um papel muito importante nessa duologia. Os formados entre os personagens, o companheirismo, o modo em que eles lutam um pelos outros e dariam tudo para salvar a vida de seus amigos... É lindo!

“Crooked Kingdom” é uma conclusão épica! Toda a jornada do Clube do Corvo foi muito bem desenvolvida; são muitos momentos de ação, tensão e reviravoltas que impedem você de parar a leitura. Só tive problemas com alguns flashbacks que, na minha opinião, atrapalharam um pouco o ritmo da leitura, mas isso não é nada quando temos uma história tão extraordinária!

Recomendo muito a leitura dessa duologia, especialmente para os fãs de fantasia!

site: www.instagram.com/nickmafra
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Puri Morais 20/08/2017

MELHOR LIVRO DO ANO? CLARO QUE SIM!
São tantos sentimentos que nem sei por onde começar, mais uma coisa é certa, valeu esperar uma no pra ler esse livro maravilhoso, já to com saudades desses personagens, que são em grande parte o sucesso dessa duologia.

Voltamos para Ketterdam, e o livro continua algumas semanas após o final de Six of Crows, o grupo de Kaz corre contra o tempo para bolar um plano infalível para resgatar Inej. Mas, Kaz não quer apenas sua espectro de volta, ele também quer vingança pela traição, e ter sido passado para trás por seu mais novo inimigo, e não vai poupar esforços para isso. Em meio as vinganças e a busca por sua “recompensa” o grupo vai acabar no meio de uma disputa que coloca em risco a existências dos Grishas e a suas vidas.

Se você achou que Six of Crows tinha muita ação, se prepare, por que nesse livro, a cada pagina tem um plot twister, não da pra piscar, nossos personagens estão desde o começo no meio da ação. Kaz tem planos cada vez mais elaborados, e as tramas estão cada vez mais perigosas, e podemos ter uma visão maior sobre a politica e a economia que move Ketterdam.

“Ele não precisava ser capaz de ler as palavras gravadas sobre o arco. Tinha ouvido seu pai repeti-las incontáveis vezes. Enjent, Voorhent, Almhent. Industria, Integridade,Prosperidade. “

Logo no começo do livro vemos a situação em que Inej está, e é angustiante vê-la sofre,achando que não será resgatada, que ela não vale o esforço de seus amigos, e que talvez eles não queiram correr o risco de serem pegos por causa dela. E durante esses tempo presa ele se vê presa a lembranças dolorosas , e passa por torturas psicológicas fortes.

“Então onde eles estavam? a pergunta dilacerava algum remendo costurado apresadamente dentro dela. Onde estava Kaz? Ela não queria pensar muito no assunto.”

Claro que em quanto Inej estava presa, Kaz estava bolando um plano fantástico para tira ela das garras dos seus inimigos. Fica muito evidente que Kaz moveria céus e Terras pra resgatar Inej, apesar sua briga interna, com os sentimentos e o quanto isso pode se tornar uma fraqueza, ele não deixaria ela. Vamos falar mais desse dois lá na frente.

Não é só Inej que esta sofrendo, Nina, a Grisha do grupo, ainda esta se recuperando dos efeitos da Jurda parem, e não tem sido nada fácil para ela. Os efeitos da abstinência ainda estão presentes, a falta de apetite, o constate pensamento de usar a droga, e o mais importante seus poderes, Nina ainda tem medo de usa-los, e eles não são mais os mesmos. Podemos ver esse toda esse situação por ela, e por Mathias, que ficou ao lado dela em todos os momentos durante essa fase. Nina aos poucos, por seus amigos, vai tentando vencer as barreiras dos seus medos e a luta pela droga, e ser a Grisha forte, destemida e sedutora que ela sempre foi e é.

Um dos destaques desse livro sem dúvidas é o Mathias........

Continua em

https://nocasoumabookaholicblog.wordpress.com/2017/08/19/resenha-crooked-kingdom-leigh-bardugo/

site: https://nocasoumabookaholicblog.wordpress.com/2017/08/19/resenha-crooked-kingdom-leigh-bardugo/
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Tamirez | @resenhandosonhos 02/08/2018

CROOKED KINGDOM
Leigh Bardugo é uma daquelas autoras que vai cavando seu próprio espaço no coração – ou estante – dos leitores. Quando eu li a trilogia Grisha, com Sombra e Ossos, Sol e Tormenta e Ruína e Ascensão, o que encontrei foi um mundo instigante, viradas legais, mas uma história que tinha algumas coisas que não me deixaram 100% satisfeita. Com Six of Crows foi uma pegada bem diferente. Houve um enorme amadurecimento na construção de história da autora, na composição da escrita, no tom dado aos personagens. Eles ficaram mais vívidos, mais complexos, com mais camadas. E, quando a gente chega a um livro final, é claro que rola aquele friozinho na barriga com o medo de dar algo errado. Principalmente nesse caso, onde a história tinha tudo pra tomar um viés mais trágico.

Crooked Kingdom começa com três objetivos centrais: resgatar Inej, se vingar de Van Eck, pegar o dinheiro que deveriam ter recebido. Porém, nem mesmo o inteligentíssimo Kaz poderia prever a quantidade de coisa que iria dar errado. Aqui temos um plano sendo desfeito atrás do outro. A cada estratégia que falha algo é perdido. A cada caminho virado errado é preciso que haja uma reinvenção, e isso vai criando um clima de apreensão onde o leitor só espera o pior.

“Um bom ladrão é como um bom veneno, mercantezinho. Ele não deixa vestígios.”

O mais legal nesse livro foi o desenvolvimento dos personagens e a oportunidade que tivemos de conhecer melhor cada um deles. Por mais que os capítulos fossem divididos também no primeiro livro, me pareceu que em Six of Crows tínhamos uma obrigação maior de conhecer Inej, enquanto os outros personagens ficavam mais à parte. Aqui a coisa vira, e enquanto nossa Espectro apenas desenvolve o que já havíamos visto dela, os outros tem o espaço para nos contar suas histórias e criar um vínculo maior com o leitor.

“Nós encaramos o medo. Cumprimentamos o visitante inesperado e escutamos o que ele tem para nos dizer. Quando o medo chega algo está para acontecer.”

Nisso, gostaria de ressaltar dois pontos: minha personagem preferida aqui foi a Nina. Como ela cresceu e se tornou uma âncora dentro dessa trama. A criação e desenvolvimento dela abre todo um novo leque a ser explorado nesse mundo, o que pode muito bem gerar mais livros dentro do universo grisha, tomando sua condição como foco. Gostei muito de ela ter sido valorizado e de seus conflitos serem amplos e ricos na problematização. O vício, a resistência, o amor, o desejo, o dever, o não saber mais quem é, o descobrir e se reinventar. Eu não sei bem como me sinto com relação ao desfecho da personagem, mas entendo que há uma porta aberta ali a qual eu realmente quero ver mais coisas. E a segunda coisa diz respeito a um casal que surge do nada aqui. Eu achei super bonitinho, mas confesso não me lembrar de tamanha “tensão” ou sequer “clima” em Six of Crows. Por isso, talvez, tenha soado um pouco estranho já entrar aqui com a coisa rolando tão forte no ar.

Também vamos descobrir mais segredos sobre o Kaz e, apesar de eu curtir muito ele, ainda faltou algo aqui, com o que diz respeito ao final também. Eu esperava tão mais dele ou do que ele faria ao fim de tudo. Acho que eu já havia sido impactada em doses homeopáticas com o que vinha acontecendo que não serviu apenas ter um vislumbre de um possível futuro. Isso me deixou ainda mais frustrada com o escasso desenvolvimento de sua relação com Inej. Nós sabemos que há algo ali e por mais que seja clichê todo o contexto, ainda assim merecíamos ter recebido um pouco mais dos dois personagens em interação.

Algo legal aqui é o fato de que vamos encontrar vários personagens que apareceram na Trilogia Grisha. Tecnicamente você não precisa ter lido ela para adentrar o mundo de Six of Crows, mas essa duologia não é explicativa no que diz respeito à universo e há sim spoilers, a final o que acontece no fim de Ruína e Ascensão tem consequências no mundo todo, mesmo que essa trama não se passe no mesmo continente, então há coisas de que é impossível fugir. Então eu super recomendo que você siga a ordem de publicação e adentre esse mundo com a outra história primeiro.

“Podemos enfrentar todo o tipo de dor. Mas é a vergonha que devora o homem.”

Os personagens que encontraremos aqui não são os principais, mas são pessoas que marcaram aquela história e que com a caça aos grishas e a diminuição constante dessa “raça”, são nomes importantes dentro da comunidade, também por terem participado de forma direta ou indireta na resolução da política em Ravka, e dos conflitos que aconteceram na trama anterior. E, pra mim que sou uma adoradora desse universo, foi incrível reencontrar essas pessoas, ver como estavam suas vidas, em que posição se encontram agora e da importância que tem para o mundo em geral.

Pra quem não leu a primeira história, as pessoas vão ser apresentadas ao longo do seu desenvolvimento. Mas pra quem leu é um clique muito legal perceber que estão inseridas também nesse livro, principalmente porque não aconteceu no primeiro livro. Minha menção honrosa para Genya, Zoya e Sturmhond

site: http://resenhandosonhos.com/crooked-kingdom-leigh-bardugo/
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Tatiane 01/07/2018

Esse livro merece todas as estrelas, notas máximas, comentários positivos... Por que simplesmente é um livro sensacional. Apesar de ser narrado de tantos pontos de vistas diferentes, a autora soube diferenciá-los e encaixá-los perfeitamente ( diferente de outra autora, né Victoria Aveyard?!); sem contar que por diversas vezes ela colocou o passado dos personagens no meio da história no presente. E convenhamos, muitas vezes isso não dá certo, mas aqui coube tão bem que passou a ser um complemento divino.

O que falar do Kaz Brekker, e essa mente brilhante? Falar dele é preciso muita destreza para não estragar sua reputação ( POR ISSO LEIAM E AS VEJAM).

Eu poderia ficar aqui falando tanto desse e do livro anterior, mas prefiro que você os leia. Pois não vai se arrepender.
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Ana @relendopaginas 12/08/2017

Poderia ter sido melhor.
Depois dos acontecimentos em Six of Crows, Kaz e sua gangue precisam de um novo plano. Dessa vez, contra Van Eck, um poderoso representante do Conselho Mercante do qual eles fizeram acordos anteriormente. Mas não é só isso que eles terão que enfrentar; Ketterdam vem sofrendo ataque misteriosos e as tentativas dos inimigos em tentar por as mãos na jurda parem só aumentam.
Ufa! Muita coisa, não é? E na minha opinião, esse foi o erro. Eram tantos planos, que embora fossem muito bem bolados, acabaram se tornando algo repetitivo, frequentes demais.

"Sem lutos.
Sem Funerais."

Nesse livro, a influência do passado na vida dos personagens é mais evidente. Alguns demônios são enfrentados, outros foram parcialmente deixados de lado. O crescimento dos personagens é mais perceptível. Matthias e Wylan, por exemplo, tiveram mais destaque dessa vez.

Contudo, a história se tornou um pouco cansativa devido aos flashbacks incluídos desnecessariamente; num momento estávamos prestes a ver uma cena de luta, no outro éramos levados pelos pensamentos dos personagens a outro momento de suas vidas. Isso cortava totalmente o clima e quando voltávamos para o presente momento quase não era possível lembrar o que estava para acontecer.

Ainda assim, foi maravilhoso ver esses personagens tão amados por mim. O livro é cheio de ação e reviravoltas; o humor, algo tão característico nessa narrativa, também me agradou muito. Já os romances, infelizmente, deixaram um pouco a desejar. Apesar disso, tenho que ser justa, o meu erro com Crooked​ Kingdom foi querer mais. O livro foi, sim, uma ótima continuação de Six of Crows, mas nem de longe conseguiu suprir todas as minhas expectativas. O final em aberto deixou muito a desejar, e talvez, se vier a existir um terceiro livro ou outro no mesmo universo, isso possa ser perdoado.
Puri Morais 14/08/2017minha estante
eu acho os flashback necessários, pra gente saber da vida deles de antes. Eu ainda não acabei o livro.


Ana @relendopaginas 14/08/2017minha estante
Eu achei necessário no primeiro livro. E sim, ajuda a conhecer melhor, mas da forma como a Leigh colocou, na minha opinião, tornou a leitura um pouco arrastada.




Fran 09/04/2019

Maravilhoso!
"Sem luto. Sem funerais."

Sem mais...
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Sher 22/03/2018

AMÉM, LEIGH BARDUGO!
Estava ansiosa em voltar para Ketterdam e totalmente pronta para mais uma vez ser a sétima integrante do grupo de Kaz Brekker. Tem algumas horas desde que terminei a leitura e ainda estou um pouco perdida, de modo positivo.
Uma das coisas que me encantaram durante toda a duologia foi o amadurecimento na escrita de Leigh Bardugo e em seus personagens que aqui são muito mais profundos e complexos, a construção e as particularidades de cada um são bastante solidas e em muitas vezes me senti como se estivesse em meio de todo o caos com eles, lutando, brigando, sobrevivendo. Tudo flui enquanto você corre com eles por aduelas ou telhados e é impossível não se preocupar, não torcer para que no fim todos fiquem bem. Leigh Bardugo fez personagens pelos quais não pude deixar de me apaixonar.
Minha favorita é Inej, a Espectro ganhou meu coração desde Six of Crows e por ele passou por mais força depois da experiência com Crooked Kingdom, me apaixonei pela força em seus olhos e sua fé, por sua vontade de fazer justiça, pelos seus ideiais e até por seus medos. Suas interações com Kaz e o modo como ela é capaz de compreender suas razões e como ela conhece seus temores, AH EU A AMO MUITO! (Os dois juntos é sensacional, estou chorando por dentro)!

“Essas coisas não são lavadas com preces, Espectro. Não existe paz esperando por mim, não existe perdão, nem nesta vida nem na próxima.”

Kaz Brekker é SENSACIONAL, incrivelmente inteligente, mordaz, quebrado ao mesmo tempo em que é firme como uma pedra, tão complexo que se torna encantador. Me surpreendeu muito em Six of Crows e MULTIPLICOU TODA A MINHA SURPRESA INFINITAMENTE EM CROOKED KINGDOM, eu realmente invejei sua mente em diversos momentos deste livro assim como senti pena de seus inimigos, SE EU FOSSE VOCÊ NÃO ATIÇARIA O MÃOS SUJAS!
A outra mulher fantástica dentro do Grupo, Nina Zenik, tem de lidar com o que a parem fez com seu corpo e com as consequências sob seus poderes, obviamente não é algo fácil para ela, mas independente de seus problemas e limitações e novas descobertas ela se mantém afiada e destemida, dona de uma personalidade gloriosa, apoiando e sendo apoiada por seus amigos, principalmente por Mathias.
Mathias evoluiu bastante e ver o rapaz se colocar e depositar sua fé no lado em que se opõe a tudo aquilo no que ele um dia acreditou é um ato de bravura imensurável. Foi incrível vê-lo lutar e pertencer aquele grupo de modo tão genuíno.
Wylan também cresce bastante em Crooked Kingdom, se encaixando perfeitamente e sendo determinante em diversos planos maquinados por Kaz, demonstrando força e coragem, ele é dono de um coração encantador e tudo fica melhor ainda quando vemos que entre ele e Jesper existe algo mais, que cresce aos poucos diante dos nossos olhos.
Jesper é afiado, dono de um ótimo senso de humor e tem um grande charme, ele continua metendo os pés pelas mãos mas vemos o personagem se reerguendo e consertando seus erros, também foi possível conhece-lo melhor neste ultimo livro da duologia. Eu particularmente o amo, a maneira como ele se entrega a luta e a briga, a forma como a adrenalina corre por ele, adorava ver os capítulos na onde a ação rolava solta com ele sendo o foco da narração, era eletrizante.
Uma das melhores coisas sobre esta historia de Leigh Bardugo é a relação de seus personagens, é como interagiam e se apoiavam um no outro, sendo alicerce, sendo família, seis jovens desgarrados, com demônios internos puramente íntimos e fardos pesados que juntos podiam ser mais e que por conta disso podiam se sentir pertencer. Juntos Kaz, Inej, Jesper, Nina, Wylan e Mathias formavam uma maquina gloriosa de destruição e eu não me atreveria de entra em seu caminho.

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inari 17/02/2019

Simplesmente sem palavras.
"Sem luto. "

"Sem funerais."
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