Filha das Trevas

Filha das Trevas Kiersten White




Resenhas - And I Darken - Filha das Trevas


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Ritinha 30/07/2019

Eu tô impactada
Que livro bom! A história de Lada é maravilhosa e a sua jornada é melhor ainda. Ela sabe o que quer e no final consegue atingir seu objetivo, não importa o que ela tenha que deixar para trás.
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Elaine - @narealidadedasletras 07/07/2019

História incrível!!!
Em Filha das Trevas, temos a história de Lada e de seu irmão caçula Radu,que foram arrancados e abandonados pelo pai tirano Vlad Dracul na corte otomana.

Lada desde então, aprendeu que a chave para a sobrevivência era não seguir as regras,ela despreza os otomanos. Em silêncio ,planeja o retorno à Valáquia,sua terra,mas o irmão caçula Radu só quer se sentir seguro, seja onde for.
Quando conhecem Mehmed,o audacioso e solitário filho do sultão, aos poucos criam laços de amizade e Lada vislumbra alguém que por fim,parece merecer sua devoção.
Juntos os três vão enfrentar muitos problemas e cuidar um do outro.

Kiersten com uma escrita magnífica criou uma ficção histórica alternativa sobre Vlad lll,príncipe da Valáquia, mais conhecido como Vlad ,O Empalador. Porém, no livro sua história é contada através de uma garota, a incrível Lada Dragwlya.

Lada é uma das personagens mais forte que já li,ela vive em uma sociedade onde as mulheres são vista como graças,mas ela é determinada e se esforça o tempo todo para mostrar que é exatamente igual à qualquer homem ou até mais forte,ela é cruel,com seus erros e personalidade forte está longe da perfeição e ainda por cima não é dotada da beleza.Amei muito!!

Em contraponto Radu seu irmão é o oposto,delicado,observador,bonito e sensível e se mostra um ótimo estrategista.
Lada,Radu e Mehmed formam um triângulo tóxico que tensiona ao limite os laços de amor e da lealdade.

Esse é um livro com uma narrativa épica, excitante, cativante e a ambientação na Transilvânia é esplêndida, eu me vi em várias cenas junto dos protagonistas e os personagens são de abalar qualquer coração, fala de força e do poder feminino,de amor,dever,renúncia, religião, lealdade com muitos conflitos, estratégias e política.
Vale muito a pena dar uma chance à história de Lada,Radu e Mehmed e já estou louca pra ler a continuação.
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Priscila 17/05/2019

Eu fiquei com medo da Lada!! Hahaha
Hoje vou falar sobre um livro que curti a leitura e que estou curiosa para ler a sua continuação. Estou de #filhadastrevas da @authorkierstenwhite pela @plataforma21_ . Pelo título, podemos pensar em muitas coisas diabólicas, mas já lhes adianto que não é nada disso.
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O livro tem esse título, pois o foco principal da história á Lada, neta de Vlad Dracul (o príncipe da Valáquia). E logo no começo da história podemos perceber o quão forte é a personalidade de Lada. E ela tem um irmão, com uma beleza incrível e muito diferente de Lada. Seu nome é Radu, que estava em sua sombra junto com Bogdan (filho da ama que cuidava dos dois). Mas o reino de seu avô, estava com os dias contados e como tratado de paz, Vlad, covardemente, oferece os dois netos como “oferenda de paz” para um outro reino. E com isso eles conhecem Mehmed, e junto com ele, eles crescem e o ajudam a proteger o seu novo reino, seu novo lar.
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Claro que muitas coisas acontecem durante a história. Confesso que fiquei muito curiosa quando recebi esse livro pelo Turista Literário, mas só me peguei lendo mesmo muito tempo depois e gostei da história. Lada é um personagem feminino muito forte e não se curva para ninguém, nem para Mehmed. Como ela cresceu sem a presença materna, ela acaba entrando em conflito com os novos sentimentos que aparecem. É uma história bem bacana, cheia de viagens, ódio e muita vontade de vingança. Vale a pena a leitura, viu?!?
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Recomendo a leitura!!
Até a próxima!!

site: http://www.instagram.com/uniterario
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Queria Estar Lendo 02/05/2019

Resenha: Filha das Trevas
Uma releitura poderosa e impactante sobre o Conde Vlad Dracul e seu império de terror, centrando a história em dois órfãos abandonados pela guerra. Kiersten White entrega, em Filha das Trevas, uma obra arrebatadora.

Lada e Radu se tornam reféns da guerra travada por seu pai, e cada um aprende a sobreviver nesse cenário caótico. Abandonados por Vlad, os irmãos dividem experiências e aprendizados, mas se tornam distantes conforme a guerra se estende e a certeza de que são peões nesse jogo de poder cresce; Lada, uma guerreira nata e feroz, selvagem até o último fio de cabelo, e Radu, um jovem recatado e polido, de coração grandioso e inteligência sagaz. É um livro sobre guerra, conquista e poder.

"- Então qual é a escolha certa? Cometer um mal por um bom motivo ou evitar o mal, sabendo que as consequências serão piores?"

Maravilhoso nem começa a cobrir a complexidade dessa obra. Kiersten White desenvolveu uma história completa; mistura ficção e história de tal maneira que alguns fatos fictícios quase parecem reais. Quase dá para acreditar que as coisas realmente aconteceram do jeito que ela diz. O livro tem um desenvolvimento lento, mas equilibra isso ao crescimento dos seus protagonistas, dos descobrimentos e do amadurecimento de ambos.

"- Mas as mãos pintadas de vermelho são as que fazem o que precisa ser feito."

Foi uma leitura demorada exatamente por ser tão detalhista. A trama acompanha os irmãos, dando pontos de vista para ambos - o que ajuda a diferenciar suas personalidades, escolhas e reações aos acontecimentos que os cercam. Lada e Radu são o caos e a ordem, a vingança e a justiça.

Os dois são absolutamente diferentes entre si, por isso a dinâmica é tão rica e tensa. Lada é rebelde, arisca e perigosa; mortífera, mesmo quando criança. Ela é a definição perfeita do Caos, aliada à sede de violência e a vontade de se provar. Em um império onde mulheres se escondem atrás de véus e segredos, Lada quer ser uma voz, uma líder, uma guerreira - e precisa passar por cima de muitas pessoas para se provar capaz. Ela não aceita as coisas simplesmente como são, quer lutar por elas. Quer lutar por sua terra natal, abandonada à lembranças e história e a um pai cruel que preferiu virar as costas para os filhos do que guerrear por eles. Lada quer retribuição por ter sido esquecida, vendida a terras inimigas, escravizada como prisioneira de guerra. Ela quer ser respeitada e temida, tanto por aqueles que lutam com ela quanto os que lutam contra ela.

O desenvolvimento dela foi brilhante. Lada é uma personagem tão rica em atitude e ferocidade; é uma predadora. Suas interações com os personagens coadjuvantes se equilibram com perfeição com tudo que foi mostrado dela. Principalmente com Radu, com quem ela divide um amor estranho e possessivo, ao mesmo tempo em que o odeia por ser doce e gentil e por encarar o mundo com tanta ingenuidade - principalmente um mundo que os tratou como se fossem sombras dispensáveis.

Com Mehmed, herdeiro do trono do reino onde é prisioneira, a relação nasce como uma amizade conturbada, uma vez que Lada não se dobra facilmente aos próprios sentimentos, e se torna algo mais. Mehmed é extremamente fiel aos irmãos, entregue a Lada de todas as maneiras, mas a narrativa arrasta uma dúvida a respeito da entrega da própria Lada. Até que ponto ela está disposta a deixar o amor - aquele sentimento que detestou, que destrói e deixa ruínas no lugar do que um dia foi belo - entrar em sua vida.

Radu, por outro lado, é a Ordem. Um garoto civilizado, contido e educado, de beleza angelical e postura calma. Ele é razão onde a Lada é o extremismo; é estratégia onde a irmã é pandemônio. Radu é um pensador e estudioso, bastante inocente e quebradiço durante boa parte do livro. Uma criança assustada; sentenciado a um mundo em guerra, ao abandono e à incompreensão, ele encontra no Islã e nos ensinamentos religiosos uma maneira de reger sua personalidade frágil. Para desgosto da irmã, Radu encontra a própria força longe da terra natal, muito distante do pai e do que nunca foi um lar para ele.

"- Não julgue meu país pela crueldade de alguns poucos."

Em relação a Mehmed, Radu é muito de um amigo e família. Ele realmente se acha junto ao garoto, pertence a tudo que Mehmed apresentou para ele. Radu ama Lada, mas ama o mundo que conheceu depois que a guerra destruiu sua antiga casa, depois que o pai os abandonou à própria sorte. E tanto Lada quanto Radu aprenderam a construir sua sorte.

Outro ponto muito interessante e maravilhoso desse personagem tem a ver com suas escolhas; seu coração e a quem Radu decide entregá-lo e como isso o afeta. A dinâmica dos dois protagonistas com seus amores e desamores não é a trama principal, mas se desenvolve junto à guerra e aos afastamentos, às traições e escolhas irremediáveis.

E o cenário, senhoras e senhores... Que construção de cenário. A ambientação é tão verossímil e bem detalhada que chega a encher os olhos. Kiersten sabe por onde está caminhando. Sabe escrever batalhas em campos tão bem quanto disputas verbais. Divide a ação com conflitos internos, equilibra muito bem a obra com todos os pontos políticos e estratégicos.

A questão religiosa e a abordagem das diferentes culturas, da maneira com que os muitos personagens veem a situação da guerra e encontram medos nas conquistas e perdas de territórios, o que guia cada um deles dentro desse grandioso conflito, tudo é muito bem entregue na história. É uma ambientação perfeita.

"- Não sou mais a filha do dragão. Eu sou o dragão."

Filha das Trevas foi uma leitura incrível. O tipo de livro completo, com uma trama brilhante e bem orquestrada; o início de um grande império, definitivamente, com um final que promete coisas grandiosas para ambos os personagens principais - assim como toda a leva de secundários.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2019/05/resenha-filha-das-trevas.html
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Paraíso das Ideias 06/04/2019

Muito diferente do que eu esperava.
Em Filha das Trevas conheceremos Lada Vacul, a filha do poderoso e frio príncipe da Valáquia, Vlad Dracul. Vlad é um homem poderoso e impiedoso que só pensa em acumular cada vez mais terras e poder, e para isso será capaz de qualquer coisa.

?Acho que às vezes, quando uma única vida põe em jogo o destino de uma nação, decisões impossíveis devem ser tomados.?

Lada é a filha primogênita de um príncipe cruel que esperava que seu primeiro filho fosse homem e seu herdeiro, criada pela Ama e seu filho, desde pequena a menina aprende a se virar sozinha e aceitar que seu pai nunca estará por perto, mas ainda sim ela sonha em conquistar seu orgulho.

Logo após o nascimento de Lada, sua mãe teve Radu, mas apesar de ser o filho homem tão esperado, ele não poderia estar mais longe de ser o preferido. Ao contrário de Lada, Radu é um jovem medroso e assustado, meigo na maioria do tempo, ele é visto como fraco perto da sua iemã que não nega um desafio.

Os anos vão passando e vamos acompanhando o desenvolvimento dos jovens, até que numa busca por poder seu pai os entrega como reféns para serem criados na corte otomana. Ali os dois irão desabrochar, mas para caminhos e sentimentos completamente contrários, ah não ser pelo amor que sentem por Mehmed, o futuro Rei dos Otamanos.

?Amor e vida. Coisas que podiam ser concedidas e tiradas em um piscar de olhos, tudo em nome do poder.?

Durante sua estadia no reino Otamano tanto Lada quanto Radu amadurecerão e se encontraram, Lada se tornará uma grande guerreira e ganhará seu espaço fazendo aquilo que nasceu para fazer, e Radu se tornará um jovem culto e inteligente, capaz de enganar até o mais atencioso dos homens do Reino. Mas apesar de serem felizes em sua nova estadia, Lada quer voltar para sua terra, tomar seu trono e provar ao seu pai que é capaz de reinar muito melhor que qualquer homem.

Quando peguei Filha da Trevas para ler estava esperando uma fantasia com uma girl power tipo minha querida Kelsea, mas não foi bem isso que encontrei, apesar de ser forte e decidida, Lada é cruel, principalmente com Radu, que é oposto da menina em todos os sentidos, ao ponto de se sentir rejeitado e rebaixado por ela. Lada desde pequena é feroz e agressiva, enquanto Radu é doce e meigo, quando eles se mudam para o reino otamano ele é o primeiro a se adaptar e se sentir seguro e em casa, já Lada luta com todas as forças para renegar seu novo lar, e apesar de aprender a viver de uma forma melhor, seu único sonho é voltar para sua Valáquia.

Não posso dizer que a leitura foi fácil, por grande parte do livro ela foi arrastada e até um pouco cansativa, toda a ação que eu esperava ver só foi aparecer lá para o final da obra, e aí já era hora de se despedir e imaginar o próximo enredo. O contexto histórico por trás da obra é forte e de suma importância, já que a personagem Lada foi inspirada no verdadeiro príncipe Vlad da Valáquia.

?As pessoas reagem bem à gentileza, Lada. Confiam mais em um sorriso do que em uma promessa de deixar alguém se afogar no próprio sangue.?

O livro debate não só a história como feminismo e homossexualidade, o feminismo representado por Lada que luta com todas as suas forças para provar que mesmo sendo mulher é melhor que qualquer soldado, e o homossexualismo sendo representado por Radu, que aos poucos vai se descobrindo e que passa pelo momento complexo do auto reconhecimento.

Apesar do primeiro volume ter sido morno ao meu ver, tenho fé de que a autora tem condições de fazer grandes reviravoltas e transformar o terceiro volume em uma grande história, o que só garante que com certeza lerei o próximo volume logo a seguir, e claro se você curte uma aventura com um bom contexto histórico Filha das Trevas pode ser o seu livro.
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Mycaela 04/04/2019

Extraordinário
Apenas uma palavra para esse livro: Extraordinário! Com uma escrita maravilhosa e envolvente a autora recria os personagens da história de uma forma tão complexa que nos faz entender perfeitamente os sentimentos e as motivações que os levam às suas escolhas, fazendo com que ao fim não hajam dúvidas ou furos. Com certeza um dos melhores livros que já li.
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Lana 01/04/2019

Ótima leitura
Apesar de me demorar na leitura, por não ter uma ideia de até onde o livro me pretendia levar. O final foi simplesmente ótimo, um fechamento e ainda sim com uma abertura para os próximos.
Lada é foda, apesar de sua falta de trago social e emocional chega a incomodar em certos pontos. Radu é já o oposto, totalmente sensivel, emocional e fraco, mas que se desenvolve bem onde Lada tem seus defeitos. Apesar de se completarem tão bem, não se dão bem. E ainda se apaixonam pela mesma pessoa o que acaba separando mais os dois.
Ansiosa pelo próximo
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Jéssica 14/02/2019

Lada Dracul, O Dragão.
Lada, uma personagem mulher, astuta e forte, sempre pronta para a luta e que desafia todos os padrões impostos.
Se você é mulher lhe recomendo essa leitura, embora esse livro talvez não tenha sido escrito com a função de questionar a sociedade heteronormativa, acaba levando os leitores, principalmente nós mulheres, a uma profunda reflexão sobre a dominação masculina e o uso da mulher como moeda de troca.
Uma aventura extraordinária, com vários ensinamentos e questionamentos filosóficos, tudo isso com uma mulher como protagonista!
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Puri Morais 14/02/2019

Não é o que eu esperava, mais pode melhorar.
Filha das Trevas primeiro volume da trilogia A Conquistadora, vai contar a história dos irmãos Lada e Radu do Nascimento até os 17 anos.

O livro começa mostrando a vida na Valáquia,, o Reino comandado por Vlad Dracul e sua esposa jovem e fraca dando a luz a Lada, sua primeira filha legítima, e um ano depois o nascimento de Radu seu outro filho.

Logo nesse começo você percebe que Vlad só liga para seu reino, passando meses longe ou até anos, e sua esposa só quer voltar para sua família, e abandonar Vlad e seus filhos, o que eventualmente acontece, deixando a Ama responsável pela criação das crianças, e a única adulta que eles vai ter como referência.

Lada desde pequena sempre foi feroz, decidida, e ama seu irmão acima de tudo, mesmo quando está maltratando, se Radu precisar ela vai defendê-lo, e seu amor por Valáquia é muito grande, trata a terra como sua mãe. Radu, o doce e inocente filho mais novo que vive sendo maltratado por todos, só quer o amor e atenção da irmã , e da sua Ama, e morre de medo do pai.

Nesse começo do livro basicamente sobre a infância deles até os 12 anos. A convivência com o pai ausente, que só pensa em poder, e os dias de Lada ao lado se seu melhor amigo Bogdan, filho da Ama, e Radu tentando ganhar atenção deles e o respeito de outras crianças, e fugir dos maus tratos brutais do meio irmão deles, Mircea.

Mais tudo muda quando seu pai toma a decisão de vende-los, entregar os próprios filhos ao seu maior inimigo, o Impérios Otomano, tudo isso por ajuda militar para conseguir defender seu território.

A vida de Lada e Radu passa a ser de prisioneiros num país distante, com cultura e religião diferentes, no coração do inimigo, a traição do pai vai fazer tudo mudar para eles, principalmente quando eles conhecem Mehemed, o filho mais novo do Sultão, que acaba querendo Lada e Radu perto dele, por acreditar que são diferentes das outras pessoas da corte, e que eles podem ser amigos, essa amizade que vai muda os dois.


Eu tinha muita expectativa para esse livro, a capa, o título tudo chama atenção, eu esperava uma Lada com sangue nos olhos, tentando fugir do Império inimigo, se tornando mais feroz e forte para reconquista sua terra Valáquia, porém as coisas não acontecem assim. Lada se torna mais forte e feroz, a princípio para poder sobreviver nesse território de inimigos, mais depois ela faz isso pelo motivo que mais me desagrada no livro, por Mehemed, o filho do Sultão , a convivência com ele vai passando de amizade a ao mais profundo, que não creio que seja amor, ela passa a fazer tudo por ele, mata, se afasta de Radu, e aos poucos esquecendo de volta para Valáquia, claramente ela vai se perdendo, deixando ser ela mesmo por causa de Mehemed, quis da uns tapas nela toda vez que sentia feia, em relação às mulheres do harém dele ou quando ele tentava conseguir algo dela seduzindo-a e ela caia feito uma patinha apaixonada.

continua em : https://nocasoumabookaholicblog.wordpress.com/2019/02/05/resenha-a-filha-das-trevas-kiersten-white/

site: https://nocasoumabookaholicblog.wordpress.com/2019/02/05/resenha-a-filha-das-trevas-kiersten-white/
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Dhiego Morais | @liemderry_ 10/02/2019

Filha das Trevas
Talvez nem todo mundo se lembre da história que acompanha a aquisição de um livro, do momento em que o comprou ou recebeu de presente. Mas às vezes a gente guarda essa parte na memória pelo fato de serem momentos especiais. Sobre Filha das Trevas, o meu caso remonta a CCXP de 2017, quando, conversando com a Flávia Lago, editora da Plataforma 21, me indicou que levasse esse lançamento junto do que eu havia ido procurar (O Último dos Magos). Devo ser sincero em dizer que aquela curta conversa e o plot ser ambientado no Império Otomano já foram suficientes para roubar o meu interesse.
“Quando você tem uma coisa que todos querem, tem poder”.
Em Filha das Trevas, conhecemos Ladislav Dragwlya – Lada – e seu irmão caçula, Radu. Ambos são filhos de Vlad Dracul, o governante militar da Transilvânia, voivoda (príncipe) da Valáquia. Com a história se passando inicialmente durante a primeira metade do século XV, os leitores têm diante de si a reconstrução de uma época em que inúmeros conflitos na região da Hungria, Transilvânia, Moldávia, Sérvia e na extensão do Império Otomano e Bizantino ocorreram.
Lada é a única filha de Vlad Dracul e Vassilissa, tendo ainda outro irmão, mais velho, chamado Mircea, além do próprio Radu. Enquanto Lada é durona, muitas vezes inconsequente e fria, ela também ascende como uma jovem bastante inteligente, mais desejosa pelas batalhas e conquistas militares do pai do que pelas bonecas e pelo futuro frágil e aparentemente inevitável, aguardado pelos nobres pelo simples fato de ser mulher: se casar e gerar filhos. Lada não aspira algo assim, pois o que realmente quer se encontra ao seu redor: a Valáquia, sua terra-natal, bem como o reconhecimento pela figura do pai, a qual idolatra.
De outro lado temos Radu, o filho mais novo de Vlad. Radu é tudo o que Lada não é ou não consegue ser. Radu é mais gentil, mais delicado e consideravelmente mais amado pelas outras pessoas, ainda que seja desprezado pelo pai. Buscando a aprovação de Vlad, embora que por razões diferentes das de Lada, Radu demonstra certa força de vontade que inicialmente se mescla à solidão e à desilusão. Curiosamente, ao menos da forma como Kiersten White conduziu a sua narrativa, é mais fácil estabelecer um vínculo com Lada do que com Radu, meio insosso à história.
É quando Vlad Dracul é forçado a abandonar Lada e Radu para serem criados no coração do Império Otomano, sob o pretexto de paz entre as fronteiras e manutenção das posições de poder pelo Sultão Murad, que tudo se desenrola.
“Um dragão nas rastejava diante dos inimigos, implorando ajuda. Um dragão não receberia os infiéis em sua própria casa depois de jurar exterminá-los. Um dragão não fugiria de seus domínios no meio da noite como um criminoso qualquer”.
Por algum motivo que não me recordo bem, talvez induzido pelo título, acreditei que Filha das Trevas teria algo de literatura fantástica no meio da trama... Ledo engano. O romance de Kiersten White trata-se na verdade de uma ficção história realmente centrada no Império Otomano, consideravelmente rica e complexa, com a ressalva de uma pequena liberdade tomada pela autora, ao mudar a figura de Vlad, o Empalador, para uma personagem feminina.
Uma das coisas mais bacanas no livro é justamente a sua ambientação. A autora realizou uma série de pesquisas com a finalidade de reerguer ficcionalmente um dos mais interessantes impérios da história. Essa sensação de imersão é muito bem conduzida e consegue sustentar o clima de curiosidade por toda a trama. A cultura otomana e o funcionamento da sociedade são inseridos no texto pouco a pouco, permitindo que o leitor se acostume com as coisas e as estranhem inicialmente, claro, projetados representativamente pela figura de Lada.
Ao passo que Lada se torna uma jovem um tanto quanto arisca, avessa às transformações de uma criação otomana, além de se manter decepcionada pelo abandono do pai, no qual enxerga uma figura rebaixada e fraca; temos Radu, tão inteligente quanto a irmã, porém muito mais receptivo aos costumes do império, já que o seu desejo é não apenas ser amado pelos que o cercam, mas de ter a certeza de fazer parte de alguma coisa. A argamassa que une as duas figuras da Valáquia é Mehmed, o audacioso e solitário filho do Sultão, cujo papel é importantíssimo não apenas para a própria nobreza otomana, mas para o desenrolar da história dos jovens reféns valaquianos.
A narrativa de Kiersten White não se prende em demasia nos processos descritivos tão frequentes da ficção histórica. Além disso, na medida em que o leitor avança nas páginas, fica bastante interessante observar como a autora lidou com uma série de conflitos sociais e culturais que se mesclam à obra.
Nesse primeiro volume da série há certa dose de romance, todavia, não senti que houve prejuízo no fluxo da trama, muito menos uma dramatização exacerbada. Ainda assim, não omitirei que ao terminar a obra houve o estabelecimento, a germinação do que pode vir a se tornar um triângulo amoroso. Caso a autora saiba dosar bem, isso não comprometerá o plot da sequência, ainda mais considerando uma série de conflitos socioculturais estabelecidos até então.
“É assim que o mundo funciona. Você pode tomar a ofensiva, pode enfrentar os cruzados nas terras deles, ou pode ficar em casa esperando que eles venham. E eles viriam. Viriam trazendo o fogo, a doença, o sangue e a morte com suas espadas. A fraqueza é uma isca irresistível”.
Como primeiro volume o livro funcionou muito bem. Kiersten White foi bastante cuidadosa com a trama e manteve as descrições dos conflitos militares apenas nos diálogos das personagens, tão ouvintes quanto nós, leitores. Em Dona do Poder talvez encontremos essa dose visceral já conhecida dos fãs de Bernard Cornwell e Conn Iggulden, por exemplo.
Explorando a feminilidade e a real extensão do poder das mulheres, White promove a fusão de ficção e história, embebidas em uma narrativa épica que floresce em pleno coração otomano, em uma época em que as coroas de poder mudavam constantemente de mãos.


site: http://skullgeek.com.br/resenhas/resenha-filha-das-trevas-kiersten-white/
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Ladislav 03/02/2019

Indico muito!
Indico esse livro á todos, em especial aqueles que gostam de história, tanto que os personagens são baseados em personagens reais da época do Império Otomano! Estive completamente apaixonada pela Lada desde a sinopse do livro, me identifiquei muito com ela. Uma história cheia de mistérios e muito cativante! A princesa indomável nos trás muitas lições importantes principalmente pelo contexto machista da época, quebra padrões, impõe respeito e encanta o leitor. Bom, se vc gosta desse tipo de história, não vai se arrepender. Boa leitura! ?
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Caroli 24/01/2019

Favorito do ano.
Os personagens e as complicação da trama pela mudança de cenário nos joga dentro de uma cultura diferenciada. Foi tudo novidade e extremamente instigante. Eu não só queria saber mais sobre a história, mas também sobre a cultura, sobre como as coisas funcionavam naquele cenário mais antigo e diferente.
Só quero enaltecer o Radu, maravilhosoooo.
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Thalyta 24/01/2019

Viciante!
Terminei esse livro em menos de três dias, mesmo tendo muita coisa para fazer e sabendo que não podia de jeito nenhum ficar lendo até tarde, mas é que eu simplesmente não conseguia largar!

A Kiersten White une história e ficção numa narrativa emocionante que o tempo todo coloca a prova os sentimentos do leitor. Ela nos apresenta protagonistas cheios de defeitos, com vidas quebradas e destinos tortuosos, que precisam desesperadamente aprender a sobreviver num mundo cruel, principalmente para as mulheres.

Nesse cenário temos os irmãos Lada e Radu, filhos de Vlad Dracul, que por poder foi capaz de entregar os próprios filhos a um Império inimigo. Enquanto Lada usa de sua força e agressividade para continuar viva em uma época em que o máximo que uma mulher poderia sonhar era se casar com um homem de posses, Radu se vale de sua inteligência para se infiltrar nos perigosos jogos da corte Otomana, descobrindo segredos sussurrados nos corredores escuros do palácio.

Tendo somente um ao outro, Lada e Radu, a certo ponto, unem-se ao filho do sultão Murad, o solitário e astuto Mehmed, que acaba se tornando muito mais que um amigo para ambos os irmãos.

É um triângulo amoroso (?) um tanto diferente, o que temos aqui e eu me sinto horrível só de pensar que gostei disso! Dilemas sobre descoberta da sexualidade, religião, preconceitos e homofobia são postos em cheque durante a trama, que se enreda na dinâmica de pontos de vista de Radu e Lada.

É um livro bastante intenso, com personagens muito bem desenvolvidos psicologicamente, onde cada peça dentro da história se torna importante no momento certo. Eu adorei a escrita da Kiersten também, a achei bastante fluída e limpa, e isso facilitou muito durante a leitura.

Estou ansiosa pelos próximos volumes dessa trilogia!
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Luana | @leitorademundos 23/01/2019

Filha das Trevas é um reconto histórico, onde a autora utiliza a história de Vlad, o Empalador, para espelhar a personagem principal do livro, Lada.
Ela é a primeira filha do voivoda da Valáquia e, por ser mulher, desde seu nascimento foi considerada inferior por Vlad - seu pai - o que provocou nela uma grande necessidade de ser reconhecida por ele.


Um ano depois de seu nascimento, seu irmão, que passou a ser conhecido como Radu, também vem ao mundo. O tão esperado filho homem de Vlad chega, mas ao contrário do almejado por seu progenitor, Radu é um garoto sentimental e delicado, que não se interessa por guerras ou lutas.


Com o sentimento de ser indesejada pelo pai que tanto admira, Lada também passa a desejar ter nascido homem. Ela tem aquela ânsia de não querer ficar quieta e submissa, sentada tricotando e cuidando da casa, como as mulheres da época são instruídas; por esse motivo, Lada passa a treinar combate, aprender as histórias da guerra e demonstrar cada vez menos sentimentos, pois, para ela, "sentimento" era algo que expressava fraqueza.


A frieza que ela cultiva também afeta a relação com seu irmão e tudo se complica quando os dois são enviados para o Império Otomano, como estratégia para manter o poder de seu pai.
Lá eles conhecem Mehmed, um dos filhos mais jovens do sultão, um garoto que passa a despertar algo nos irmãos, algo que poderá separa-los ainda mais.


O livro não apresenta muitas reviravoltas e os acontecimentos estão mais relacionados a formação da personalidade de cada um dos três personagens.
Vemos um Mehmed crescer diante de um país instável politicamente, que se importa realmente com o povo e com as tradições.
Um Radu em conflito com suas emoções, sem entender os sentimentos que brotam nele, algo muito julgado na época.
E Lada, a garota que tenta se esconder por trás de uma fachada durona, mas que fica impossível não perceber sua verdadeira natureza protetora.


Acompanhar e conhecer um pouco sobre o Império Otomano foi algo muito prazeroso; o breve vislumbre da política da época, das tradições e costumes, da religião e da vida dessas pessoas também contribuiu positivamente para a obra.
Além disso, como a autora comenta no final, ninguém é completamente bom e ninguém é completamente mau. Todos possuem suas motivações e certezas. Por isso, ela trouxe personagens que ocupam o meio-termo: não são os heróis mas também não são os vilões.


Confesso que demorei um pouco para entrar na história, mas depois me vi presa, lendo o mais rápido possível para saber o que iria acontecer.
Estou muito ansiosa pela continuação para ver como a Lada vai lidar com uma época tão problemática.
Luuh 24/01/2019minha estante
Um dos meus preferidos! Amo


Luana | @leitorademundos 24/01/2019minha estante
Sim!!! Mal posso esperar para ler a continuação


Luuh 24/01/2019minha estante
Que bom! :)




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