Dumplin

Dumplin' Julie Murphy




Resenhas - Dumplin


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Coisas de Mineira 05/02/2018

“Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”

Willowdean Dickson é uma gorda assumida, que nunca teve problemas com a sua aparência. Foi apelidado de Dumplin’, por sua mãe que é ex-miss e não aceita muito bem que a garota não consiga emagrecer, esse fato, fez com que as duas acabassem se afastando e que a garota buscasse refúgio com sua tia, Lucy. Apesar disso, Will tem uma vida normal, é fã da Dolly Parton, tem uma melhor amiga que sempre a apoia, Ellen, e consegue se livrar do bullying de cada dia.

Mas, as coisas começam a mudar na vida de Will, quando ela vai trabalhar em uma lanchonete fast-food e conhece Bo, o garoto da escola particular, que é o típico menino dos sonhos de qualquer garota. Os dois acabam se envolvendo romanticamente, e em vez do fato aumentar sua autoconfiança, acaba fazendo com que Will comece a ter receio sobre o próprio corpo. Com o concurso de miss da cidade chegando, sua mãe cada vez mais envolvida na organização e sua estima sendo colocada em prova, uma descoberta faz com que a menina se inscreva no concurso e desafie a tudo e todos para mostrar que ela merece aquele título como qualquer garota que se encaixe no “padrão de beleza”.

“Eu perdi muito tempo na vida me preocupando com o que as pessoas diriam ou pensariam. E, às vezes, era em relação a coisas bobas, como uma ida à mercearia ou aos correios. Mas houve ocasiões em que me proibi de fazer coisas importantes; E tudo porque estava com medo de que alguém me olhasse e decidisse que eu não tinha valor.”

Os primeiros capítulos do livro faz com que você entre em um universo de autoconfiança, que eu gostei muito. Will não tem vergonha do próprio corpo e de se mostrar, e eu senti uma imensa vontade de ser como ela. Sua história com Bo, o galã da escola com a menina que não entra nos “padrões de beleza” da sociedade, me encantou em um primeiro momento e, as dúvidas que a personagem sentiu, fez com que ela parecesse mais real. Porque por mais que sejamos confiantes, não é sempre que estamos 100%, existem os momentos baixos da vida. O que me incomodou na história, foi o preconceito que Will demonstrou com alguns outros personagens, afinal, se ela está bem com a própria vida, deveria entender os outros também.

Apesar disso, o livro não perdeu pontos comigo, pelo contrário, só foi apresentando mais pessoas que me marcaram profundamente, como Hannah, outra garota que enfrenta muito bullying na escola e acaba surpreendendo quando também entra no concurso. E Mitch, um cara grandalhão que seria tachado como gordo se não fosse um atleta da escola, e que apesar de enfrentar seus próprios problemas, acaba achando um jeito de ajudar Will. Durante a leitura, pensei muito na sociedade em geral, e refleti sobre vários preconceitos que acabamos tendo conosco e com os outros em vários aspectos. Livros que trazem reflexão são sempre muito bem-vindos na minha vida. Outra reação minha com a leitura foi a inclusão da Dolly Parton na minha playlist do Spotify, e o replay em “Jolene”, uma música muito citada por Will na história.

A diagramação do livro ficou muito bonita, a primeira página de cada capítulo teve o texto com as letras grandes e o nome do capítulo foi escrito com a mesma tipografia da capa. A capa toda preta, deu o clima de luxo que um concurso de miss teria, com a personagem em destaque, representada em um vestido vermelho, e uma coroa logo acima da cabeça. Dumplin', lançado pela editora Valentina, é o primeiro livro no Brasil da autora premiada pelo The New York Times, Julie Murphy, que vive no Texas com o marido, o cachorro e os gatos, é ex-bibliotecária, e agora se dedica integralmente a profissão de escritora. Pesquisando um pouco mais, fiquei imensamente feliz em saber que Julie irá lançar “Puddin’” em 2018, um livro que conta um pouco mais sobre outra personagem bem bacana de Dumplin’.

“Não é deprimente? Como se a humanidade inteira tivesse que andar por aí com etiquetas para todo mundo poder se sentir mais tranquilo? Acho que as coisas são menos assustadoras quando as pessoas sabem que nome dar às coisas.”

Por: Ana Elisa Monteiro
Site: http://www.coisasdemineira.com/2017/12/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Amandaarrios 04/02/2018

?O sorriso é uma curva que endireita tudo.?
Não tenho palavras pra descrever o quanto esse livro me surpreendeu. Estou completamente apegada a essas personagens.
Hannah.
Millie.
Amanda. (A primeira Amanda retratada que não é uma otária)
E Willowdean.
Willowdean.
Esse nome é quase um novo significado pra mim. Como aqueles milhões de suspiros que a protagonista solta. Mas é aquele suspiro bom, de que foi sofrido, mas encontramos o caminho para felicidade.
Will me ensinou milhares de coisas, mas a que mais me marcou é que: Não importa os nossos defeitos ou o que os outros pensam de nós. Sempre vai ter alguém que te acha incrível.
Não é mesmo, Bo?
Kkkkkk.
Lindoooooo.
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Nati 31/01/2018

Palavras chaves: inspirador; divertido; romance clichê, mesmo assim fofo;


Dunplin’ era um daqueles livros que eu estava totalmente enlouquecida para ler, quando enfim surgiu a oportunidade de lê-lo eu comecei a devorar avidamente cada página desse livro que conta a história de Will, nossa protagonista.

Will, ou melhor Willowdean Dickson, é uma garota que a vida toda conviveu com a obesidade, a sua própria e de sua amada tia que faleceu recentemente.
Will não tem problemas com sua aparecia, ela sabe que não se encaixa nos “padrões ideais de beleza da sociedade” e não está nem aí para isso, ela tem uma autoestima invejável (de verdade, sentir muita inveja da autoestima dessa garota, rsrs) e nem o bullying praticado pelos colegas de escola abalam ela.

Mas, quando se vê apaixonada por um cara que ela considera espetacular, Wiil começa a se sentir mal com seu sobrepeso e para piorar o concurso de miss, que todo ano tem sua mãe, uma ex-miss e louca das dietas que sonha em vê Will magra, como parte da organização, invadi sua vida as coisas saem totalmente dos trilhos, levando embora suas certezas e fazendo-a descobri novos horizontes e novas perspectivas em seu relacionamento com a mãe, com a melhor amiga, com ela mesma e com o garoto dos seus sonhos.

Will é uma personagem encantadora, sua força de vontade e fé em si mesma a faz ser inspiradora, mas ela ainda é uma menina e como tal tem os medos, anseios, vontade de se auto afirmar e comete os erros próprios dessa fase da vida e autora mostrou isso muito bem, a personagem não é uma caricatura.

E o romance dela com “o garoto da escola particular” é bem fofinho, Bo é aquele tipo de cara que faz qualquer garota se derreter e ele do tipo garoto de família, mas confesso que também torci bastante pelo líder do time, apesar de nesse livro não haver a menor possibilidade de um triangulo amoroso. E isso é bom.

Outro ponto forte do livro é o relacionamento dela com a mãe, que vai se desenvolvendo ao longo do livro, elas nunca tiveram como acertar as arestas do relacionamento delas, Lucy, tia de Will, sempre esteve ali para mediar os conflitos entre elas e a falta dela fez elas terem que se confrontar e é muito bonito de acompanhar esse desenvolvimento de relacionamento ao longo do livro.

Também com o desentendimento da Will com a Ellen, sua melhor amiga desde a infância, com quem compartilha o amor pela Dolly Parton, ela se abre para novas inusitadas amizades, além de ser bem legal acompanhar como Will cresce longe da sombra da Ellen, que não foi uma da minhas personagens preferidas e não gostei muito a forma que as duas acabam se entendendo, parece que a autora resolveu simplesmente consertar tudo antes que as folhas acabassem.

Por falar nisso, o livro tem um ritmo excelente de leitura até mais ou menos 70% da leitura ( li no kindle) a partir desse ponto, parece que a autora se perdeu um pouco, a leitura começa a se arrastar e no finzinho a autora corre para resolver as questões que foi ficando solta ao longo da narrativa. E quando você vê o livro acabou e você fica procurando o restante das páginas. Não fica inconcluído, mas é incômodo para mim, principalmente depois da parte bem monótona que antecede o ápice da história.

Mesmo assim, eu amei a leitura, acompanhar a nossa Will foi experiência e tanto e esse é um daqueles livros que fica gravado na memória.


“Há algo no bíquini que faz com que as mulheres achem que precisam que conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”


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Bruh Silva 27/01/2018

Um livro cheio de empoderamento.
Willowdean, ou como gosta de ser chamada Willow é a nossa protagonista. Gorda assumida que convive bem com o próprio corpo.

Dumplin? é o apelido que recebeu da mãe, quando ainda era criança, porém ela não curte muito ser chamada assim.

A história se passa em uma pequena cidade do Texa, Clover City. Todos os anos, acontece o concurso que é muito aguardado pelas pessoas da cidade, o concurso de Miss Jovem Flor do Texas de Clover Cty. A mãe de Willow venceu o concurso no ano de 1997, e ainda é uma das organizadoras do evento. A história gira em torno desse concurso, e a partir daí veremos com Willow começa a ter uma maior confiança em si própria e percebe que para fazer o que deseja, só é preciso querer.

Após um desentendimento com a mãe, a tristeza pela perda da tia e um afastamento da melhor amiga, Will decide participar do concurso. Mesmo sabendo que o seu biótipo não é o esperado no concurso, ela decide tentar, afinal se todas podem porque ela não?

Aos poucos veremos a evolução da personagem, onde passara por altos e baixos e muitas provações. Veremos a confiança dela ser aflorada de uma forma genuína, mesmo que ela não perceba. A sua coragem de querer viver a vida, independente de onde e como está nos faz ter um pouco de esperança em nós mesmos.

Eu me apaixonei pelo livro, achei a narrativa excelente, muito fluida e rápida. Há partes muito engraçadas e os acontecimentos são bem reais, os sentimentos então nem se fala. É uma historia divertida, sincera e verdadeira. Mostra de uma forma simples e clara como o preconceito com pessoas acima do peso acontecem na vida real, e como a sociedade acaba privando essas pessoas de fazerem aquilo que desejam ou querem, pelo simples fato de não se encaixarem nos padrões de beleza exigidos.

A força que a personagem trás é surpreendente, ela trás uma visão simples e otimista de que não existem diferenças que não possam ser superadas entre as pessoas. Mostra que quando se quer realmente algo, se pode alcançar com alguns esforços. Além disso, veremos como a força e o empoderamento dela refletirá positivamente nos personagem secundários.

A capa é incrível e representa muito o contexto geral da história. O livro é maravilhoso e após a última pagina deixa um gostinho de quero mais.
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Larissa 23/01/2018

Blog Por Livros Incríveis
Quando comecei Dumplin' não imaginava, mesmo com os elogios que já havia lido, que ele seria esse livrão todo que me deixou encantada com a protagonista e tudo o que ela tem a ensinar. Comecei a ler despretensiosamente e quando dei por mim já estava devorando página atrás de página e enchendo as folhas de post-it pra marcar as inúmeras citações de que gostei.


Willowdean é gorda e esse é um fato que ela já aceitou, o que não significa que sua autoestima seja baixa, na verdade é o oposto disso. Mas um punhado de situações adversas - como o luto pelo falecimento de sua tia Lucy, uma grande briga com sua amiga de infância e a repentina paixão por Bo Larson, seu lindo colega de trabalho - fazem com que a garota se encha de inseguranças e incertezas sobre si mesma. Num ato impulsivo de rebeldia, Willowdean se inscreve no concurso de beleza Miss Jovem Flor do Texas, um concurso anual que para a pequena cidade de Clover City, onde ela mora, e que é organizado por sua mãe, que já foi uma das vencedoras. Assim, a jovem parte numa jornada nada convencional em busca de respostas e da autoestima perdida.

Essa é uma daquelas resenhas que eu nem sei direito como começar, uma vez que há tanta coisa boa para falar sobre o livro que acabo me perdendo nas ideias e querendo simplesmente falar "Vão ler esse livro, pelo amor de Deus!" haha. Pra início de conversa, então, devo dizer que o ponto alto do livro são os personagens. De personalidades distintas e muito bem delineadas, não há um que seja totalmente bom ou mau. Julie conseguiu criar personagens de atitudes muito reais que cativam, de um modo ou de outro, com muito sucesso.

Dumplin', a protagonista, é forte, decidida e corajosa mesmo com as inseguranças que a enchem de medo ao mesmo tempo em que é leve e divertida. Bem difícil não simpatizar com ela. Ellen, sua melhor amiga, é o seu oposto tanto fisicamente quanto em personalidade mas ambas não conseguem viver uma sem a outra desde que foram unidas ainda crianças pelo amor em comum pelas canções de Dolly Parton. Sempre se apoiando mutuamente, a amizade das duas é linda de se ver.
Há vários outros personagens louváveis a sua maneira, mas discorrer sobre cada um acabaria tirando o prazer da descoberta de quem for ler, então vou parar por aqui.

Narrado em primeira pessoa, o livro é dividido em capítulos curtinhos que deixam a leitura bem ágil e fluida, também por conta da escrita agradável da autora e dos diálogos cheios de sarcasmo, o que torna a leitura bastante divertida.

"Só porque é fácil não quer dizer que seja certo."
De modo geral, Dumplin' é um livro encantador que proporciona um belo entretenimento mas que ao mesmo tempo faz com muito afinco o leitor refletir acerca dos padrões de beleza que cercam a sociedade e do tratamento que as pessoas que não se encaixam nesses padrões recebem, assim como a forma como elas mesmas se veem. Willowdean veio pra mostrar que a graça do mundo é ter seres humanos tão diferentes uns dos outros, afinal se todos fossemos iguais, qual seria a graça? Com muito bom humor, ensinamento e uma boa dose de romance, esse é um livro que vale muito a pena ser lido.

Sobre o livro:

Dumplin' vai ser adaptado ao cinema e será estrelado por Danielle Macdonald e Jennifer Aniston mas ainda não há previsão de lançamento.
O livro contará com uma sequência que será lançada esse ano nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento por aqui.

Leia mais resenhas em:

site: http://porlivrosincriveis.blogspot.com.br/2018/01/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Mari 15/01/2018

Grata maravilhosa surpresa....Como é incrível cada página, cada personagem. Julie conseguiu trazer aquele livro estilo sessão da tarde, com aquele muito mais que te dá um up pra viver.
Obrigada, Julie
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Aline @issoateparecemagia 11/01/2018

"O sorriso é uma curva que endireita tudo."
Essa historia gira em torno de Willowdean, uma garota do ensino médio tentando lidar com a morte recente de sua tia Lucy que a entendia mais que qualquer um, uma briga com sua melhor amiga Ellen, uma mãe que sempre busca a perfeição, fato por ser uma das organizadoras do Concurso de beleza anual Miss Jovem Flor do Texas( um acontecimento em uma pequena cidade do texas chamada Clover City ) e o fato de ser apaixonada pelo seu colega de trabalho Bo Larson que é um cara lindo e que vai se mudar pra sua escola.

Will é uma garota gorda. Isso é um fato, e ela está muito bem consigo mesma, já se aceitou, mas então situações surgem que fazem com que as antigas inseguranças retornem e em um ato rebelde e tentando se conectar com a tia, ela decide entrar no concurso, com amizades inesperadas, a distancia de Ellen, suas dúvidas com relação a Bo ( que duvidas? Ele é um sonho ) e um outro carinha que entra na sua vida e muda muito suas perspectivas, Will tem muito o que enfrentar.

"A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu, você não tem o direito de dizer nada."
Um livro fofo, divertido, encorajador e também muito reflexivo.
Narrado somente pela Will em primeira pessoa temos uma perspectiva de como o pensamento de uma pessoa que sofre bullyng diariamente, com uma personagem forte, corajosa, que é uma amiga maravilhosa mesmo com seus defeitos e falhas, mas que admite o erro e está sempre disposta a perdoar, Will que tem uma visão distocida de si mesma e muitas vezes falha na autoconfiança, mas que levanta a cabeça e segue em frente, mesmo que algumas vezes tenha tido sim algumas lamentações, acho que isso é normal diante da situação da Will e me identifiquei muito com ela em alguns momentos. Um livro com uma mensagem linda e que eu indico muito.

Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin’. Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.


site: https://www.instagram.com/issoateparecemagia/
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Oliveira 06/01/2018

Dumplin
Livro inspirador, comecei esperando um romance forte e marcante, fui surpreendida por uma leitura leve e suculenta. Li em algumas horas deliciada com a escrita livre e carregada com tons de ironia e humor. É um romance juvenil, arrisco dizer que todas as pessoas que já duvidaram de sua autoconfiança devam ler essa história inspiradora, Will(Dumplin) me tornou uma pessoa menos crítica e mais feliz. Ainda agraciada com uma história tão simples e emocionante.
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Cia do Leitor 25/12/2017

Dumplin
Willowdean Dickson é uma jovem acima do peso que não se deixa abalar pelas piadinhas de mal gosto e olhares atravessados dos alunos de sua escola. Will era muito madura e de bem com sua aparência, não tinha paciência e nem tempo pra dar atenção ao coleguinhas maldosos, ignorar era sua maior estratégia.

Desde cedo Will teve o apoio de duas pessoas importantíssimas em sua vida: Sua melhor e inseparável amiga Ellen (a amiga linda e popular) e sua falecida tia Lucy (irmã de sua mãe) a culpada por fazê-la idolatrar a cantora Country e atriz Dolly Patron. Claro que ela amava sua mãe (responsável pelo detestado apelido de Dumplin) mas não concordava com as manias de querer mudar os seus hábitos. Rose a induzia fazer regimes para encaixa-la nos padrões de beleza impostos pela sociedade. E isso a enfurecia Will de tal forma que se afastava cada vez mais de sua mãe.

Após começar a trabalhar em um fast-food Willowdean conhece Bo, um jovem atraente, gentil e viril, o sonho de toda garota, não seria diferente com Will. Logo se encanta com o jeito de Bo e seus sentimentos tornam-se platônicos e recíprocos...

...Até que algo inusitado acontece. Algo que ela desejava, mas não esperava, e o inesperado a faz repensar e tomar atitudes surpreendentes e renovadoras. Tipo, entrar num concurso de beleza. O único e mais importante que acontecia anualmente na pequena cidade de Clover City no Texas.

Ao decidir participar do concurso regional Miss Jovem Flor do Texas com um corpo além das medidas, Will leva consigo mais três amigas (e agora fãs) igualmente fora dos padrões e todos os envolvidos no evento ficam em alvoroço já que é um acontecimento inédito, principalmente sua mãe que é a atual organizadora do evento que foi pega de surpresa.

Este foi o primeiro livro que li em parceria com a Editora Valentina. Enquanto lia a sinopse de Dumplin, fui me envolvendo e me identificando com a história. E conhecer uma protagonista que não segue os mesmos esteriótipos de outras personagens, bonitinhas, fofinhas, meiguinhas, frágeis, sentimentais, foi o motivo suficiente pra me fazer apaixonar pela obra antes mesmo de lê-la. (Já falei aqui que adoro personagens fortes, decididas e de bem consigo mesma? Não? Estão, fica aqui minha declaração amor) Willowdean me fisgou sem anzol, usou comigo a sua habilidade de fazê-la amar pelo que ela é, por seu caráter, força e simplicidade.

Claro que não fui fisgada apenas pela Will, a autora construiu personagens incríveis e envolventes. Não tem como deixar de citá-los nesta resenha, pois todos são essenciais para o desenvolvimento da obra, principalmente especiais na vida de Will. Os antagonistas não chegam a serem insuportáveis ou incrivelmente maus, simplesmente porque temos uma protagonista extraordinariamente forte e independente!

Ellen, a amiga de infância de Will, ao mesmo tempo que elas tem tudo a ver uma cm a oura, também podem ser tão diferentes, mas nem por isso deixar de se amar. Ela é tipo o alicerce na vida de Dumplin, conhece sua fraquezas e torce por suas vitórias. É àquela que está presente em todos os momentos, inclusive quando a tia de Will se foi, ambas tiveram o prazer de conhece-la e juntas se apaixonaram pela cantora country Dolly Patron, ídolo de sua tia. A amizade de Dumplin e Ellen é de dar inveja, e claro isso atrai invejosos.

Bo, que que isso homem?! É o tipo de rapaz pra se apaixonar e causar inveja (novamente) Bo não surgiu na historia a toa, é claro que ele vai esquentar e ser o responsável pelas mudanças de Will. Ao mesmo tempo que Willowdean o deseja, ela o afasta, pois começa a se questionar. A jovem segura de si que inicialmente fomos apresentadas dá vida a outra jovem que fica insegura quanto ao direito de ser feliz ao lado de alguém tão diferente, como ela gorda pode se envolver com alguém tão belo e cobiçado? É evidente que a gente vai torcer muito pra que tudo dê certo, até surgir Mitch.

"Fazer bem uma coisa não significa que se tenha de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo." Pág 167

Mitch é o tipico jogador de futebol americano, na verdade é o zagueiro gigante, ombros largos e popular. No entanto, ele prefere a discrição e isola-se para não chamar muita atenção (Coisa impossível com o tamanho que tem). Aos poucos vou gostando do personagem, ele é muito na dele e um forte candidato ao coração de Willowdean. É nessa hora que a gente fica dividida e não sabe pra quem torcer. *risos

Poderia passar horas falando de cada personagem desse livro delicioso, as novas amigas de Will, Millie, Amanda e Hanna. O trio dos horrores que resolveu seguir os passos de Dumplin e inscreverem no concurso mesmo não sendo "perfeitas". Adorei cada uma. A própria mãe de Will, apesar de aparentar uma chata, ela é o que é por amar a filha e age muitas vezes "errado" por já ter vivido algo ruim no passado e não quer que a filha sofra como ela sofreu. Ela foi igualmente gorda e conseguiu emagrecer, beleza, mas não lhe dá o direito de exigir o mesmo da filha, de alguma forma ela está sendo gordofóbica. Eu entendo ela, mas acho que deveria dar créditos à filha, Will é forte!

Fechei o ano lendo um livro fascinante com 329 páginas, divididos em 71 capítulos curtinhos deixando o livro mais rápido de ser devorado e com uma narrativa em primeira pessoa super fluida e divertida, já que Dumplin tem muito sarcasmos nas veias. Diversão garantida!

No geral, este livro além de nos trazer muitos momentos de prazer e divertimento, é um livro pra se refletir, muitas pessoas se sacrificam por esse estereótipo de beleza ideal e acham que todos devem seguir seus exemplos, quem não os segue são taxados de anormais, são excluídos, prejudicados, o preconceito muitas vezes vem em massa fazendo a vítima afundar num poço de depressão e mal-estar. Gordofobia cruel, qualquer tipo de preconceito é errado, temos muito que aprender pra não chegarmos a ferir outra pessoa mesmo "sem querer" Ser diferente não é errado é bom, ainda bem que existem as diferenças senão tudo seria chato, monótono, Will nos ensina isso. Willowdean dá um show de auto-confiança, claro que ela escorrega também, é normal... Mas, sobrevive.

Feliz em saber que teremos a continuação, será lançado em 2018 nos USA, espero que simultaneamente aqui no Brasil... Né Editora Valentina? Sem falar no filme, estrelado por Danielle Macdonald e Jennifer Aniston. Confesso que após saber do elenco, passei a imaginar as atrizes enquanto lia. :)

Nossa essa resenha está virando um livros de tão grande! *risos
Indico e assino embaixo,
Boa leitura!
Nizete
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Leitor Unicórnio 12/12/2017

Dumplin' - Blog Leitor Unicórnio
Willowdean ou melhor Will se já não bastasse ter que viver os dilemas da adolescência é uma adolescente gorda. Há alguns meses perdeu sua tia Lucy que para ela era um exemplo já que sua relação com a mãe não é das melhores. Vive cercada pelo concurso Miss Jovem Flor do Texas, no qual sua mãe já foi eleita e agora é cordeadora mas até conhecer Bo, Will nunca deu muita importância para o concurso.

"Houve ocasiões em que me proibi de fazer coisas importantes. E tudo porque estava com medo de que alguém me olhasse e decidisse que eu não tinha valor. Mas você não tem que se incomodar com essas bobagens."

Will é uma protagonista forte onde eu pude me identificar em vários momentos da trama ela é uma adolescente que tem suas inseguranças mas mostra tudo isso de uma maneira irônica e divertida o que eu achei incrível! Também não poderia deixar de falar sobre Millie, Hannah, Amanda e Ellen – as quatro amigas que também entraram no concurso, deram um toque ainda mais especial ao livro.

Foi uma leitura que mesmo que seja leve e divertida a autora conseguiu me fazer refletir em vários momentos onde ela aborda não apenas os padrões impostos pela sociedade mas também temas como: bullying, primeiro amor, amizade, relacionamento familiar, tudo isso de uma maneira que não fique dramático demais. Acredito que Dumplin’ é um livro que deveria ser lido por todas as pessoas pois em algum momento ira te fazer refletir.

site: Resenha completa: http://leitorunicornio.blogspot.com.br/2017/12/dumplin-de-julie-murphy.html
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Renata.Mello 10/12/2017

Eu entrei em clube do livro e esse foi o livro do mês.
Vou falar a verdade, nunca tinha ouvido falar desse livro e foi uma grande decepção. No começo eu gostei, tava ate empolgada, mas o final foi horrível. Ela simplismente correu no final... ?
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Tainara 09/12/2017

Para ter sido melhor só tendo mais páginas!
Oi pessoas.
Boa madrugada.
Eu tinha sumido né?!
Mas voltei hoje com essa leitura finalizada.
Hoje irei falar sobre Dumplin e foi um livro que me deixou sem palavras!
*
Ao lê-lo voltei a minha adolescência e ao bulliyng que sofri por ter sido gordinha e (e ainda ser), a história me tocou mais ainda. Por eu ter vivido esses apelidos bestas, essas brincadeiras fora de hora, as "humilhações" e tudo mais me identifiquei mais ainda com a Dumplin.
*
Teve várias frases desse livro que fizeram meus olhos se encherem de lágrimas.
*
A relação da Dumplin com a mãe foi a que mais me tocou, porque quem está dentro de casa prática mais bullyng do quê quem está lá fora, às vezes nem é por mal, é apenas a "força do hábito".
Um olhar, uma palavra, faz você se sentir a pior pessoa do mundo e em alguns casos vem daqueles que deveria te "proteger".
*
Bom deixando de lado um pouco esse momento reflexão vamos ao livro. Dumplin conta a história de Dumplin, uma adolescente que está entrando no terceiro ano do ensino médio, sendo que ela é gorda e tem uma amiga que é seu oposto. Tem uma queda por seu colega de trabalho que é um super gatoooooooooooooooooooo (o bundinha de pêssego). A mãe da Dumplin já foi miss da cidade em que elas moram e é uma puta contradição afinal a mãe foi miss e a filha passa longe dos padrões de beleza estabelecido pela sociedade.
*
Bom então agora vamos ao meu ponto de vista da história.
*
Primeira coisa que mais me chamou a atenção, como eu já citei lá em cima, foi a relação da Dumplin com a mãe.
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Segundo, as outras pessoas que sofriam bullying. A Millie, Amanda e Hannah, ahhh e não podemos esquecer da Ellen que pratica um bullying em si própria. É interessante que quando lemos um livro com esse assunto, nossa consciência começa a trabalhar se seríamos o tipo de pessoa que tenta proteger aquela pessoa que sofre o bullying ou se seríamos aquela pessoa que ajuda a fazer o bullying.
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Terceiro, a relação da Dumplin com o Bo. Eu gostei porque a autora não focou no romance deles, e nem nos problemas do Bo. Ela o trouxe para expor um problema que a sociedade tem, se um homem dentro dos padrões de beleza da se interessa por uma mulher fora dos padrões é uma "caridade"que ele está fazendo para ela. Para a Dumplin se envolver com ele estava complicado pelo simples fato de ela já está com esse pensamento tão enraizado nela que era difícil se deixar levar pela paixão que sentia por Bo. Ela passou a esquecer das suas qualidades como ser humano e ver apenas os defeitos do seu corpo, foi como se ela tivesse se conscientizado que tem defeitos no corpo, mas essa consciência não veio de um modo de aceitação e sim de um problema, ela passou a ver os "defeitos" no corpo como um problema.
*
Quarto foi os concursos de beleza. Tem-se um padrão para os concursos de beleza, mas quando uma candidata foge do padrão todos acreditam que ela irá passar longe de ganhar. A Millie sempre quis participar do concurso mas faltava o empurrão necessário e esse empurrão foi a Dumplin. Quando ela se inscreveu no concurso foi o empurrão que precisava para as outras se inscreveram também é começar a revolução. Agora imagine o que foi para a Millie ganhar em segundo lugar, um concurso de beleza onde os padrões são bem definidos? Ela tinha uma miss dentro de si mas só porque o corpo não condizia com o interior ela não teve a oportunidade de se mostrar a sua cidade. E os pais por medo da retaliação que ela poderia sofrer, porque eles sabem cono as pessoas podem ser cruéis com pessoas fora dos padrões, não permitiam que sua filha se expusesse a tal coisa.
*
Quinto, toda família tem problemas. Todas as sessões tem problemas, não julgue sem estar no meio família para saber o que acontece com eles.
*
Sexto, o Mitch é um cara grande mas por ele está no time de futebol da escola ninguém "percebe" isso.
*
Sétimo, com a pureza da alma eu queria ter lido mais sobre a Lucy pois ela parecia uma pessoa maravilhosa, e o episódio do avião que a Dumplin relata, me tocou profundamente. E a forma como ela morreu, foi triste.
*
Gente se eu for falar de tudo que esse livro tocou em mim, não será uma resenha e sim um texto! Rsrsrsrs.
*
Esse livro para mim foi como O Ódio que você Semeia, tocou em aspectos que eu simplesmente deixava passar por ser cotidiano.
*
Ahhh a capa é maravilhosa, além de ser MUITO condizente com a história né?
*
Eu adoraria ter tido uma amiga como a Dumplin na escola, para ter sido o empurrão que eu precisava para eu ter feito muita coisa.
*
Quem passa por bullying sofre por muitos questionamentos, principalmente quando criança e pre-adolescente e comigo não foi diferente. Quando eu era criança, na faixa de uns 9-11 anos questionei a Deus porque meu cabelo não era liso? Quando eu estava na pré-adolescência, questionei a Deus porque eu não era branca. Quando eu estava na adolescência eu questionei porque meu cabelo não era grande, eu não era branca, meu cabelo não era liso, eu não era magra, porque tal garoto nao queria ficar comigo e por aí adiante. E as outras crianças sendo perversas, porque criança na sua inocência pode ser sim muito perversa.

Então por eu ter passado por esses questionamentos e por bullying na escola esse livro me seduziu desde as primeiras linhas, quando ela conta que a paixão por uma artista trouxe o seu oposto (fisicamente) para ser sua amiga. Porque pessoas são pessoas, independente de seu corpo.

Nota 5.

Xero, Xero!
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Diabolikal 30/11/2017

Gostei muito da narrativa de Julie Murphy, bem leve e divertida, existem diversas passagens repletas de bom humor no livro que me fizeram gargalhar bem alto, e terminei essa leitura querendo ser amiga da Will! Acho que a autora conseguiu transmitir muito bem todos os dramas da adolescência, como: o primeiro beijo, o primeiro amor, insegurança com a aparência, novas amizades e intrigas, além da dor da perda. É um livro que vai muito além do peso.

“Há algo no bíquini que faz com que as mulheres achem que precisam que conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”

Leia a resenha completa em:

site: https://clubedofarol.blogspot.com.br/2017/11/resenha-dumplin.html
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Michele.Nunes 29/11/2017

Will & Bo
Simplesmente maravilindo, como eu queria encarar a vida como a Will, esse livro nos mostra como é importante a amizade e po amor mas nossas vida. Não sei descrever o que estou sentindo !!
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Estante Branca 19/11/2017

Um livro incrível e cheio de ensinamentos pra passar
Olá leitoras e leitores ou adoradores de resenhas, hoje vim falar de um livro muito especial pra mim, lançado pela editora Valentina ?Dumplin? da autora Julie Murphy. ??
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Willowdean, apelidada pela sua mãe ex miss de Dumplin, é uma gorda assumida e super de bem com a vida, apesar dos conflitos internos que envolvem sua vida como a morte da sua querida tia Lucy, em quem a menina se inspirava, as eternas brigas com a mãe sobre seu peso e sobre Will nunca poder participar do concurso de beleza por causa da sua estrutura, e os conflitos que envolvem Bo, o crush do trabalho. Will em um certo momento de coragem resolve participar do concurso e acaba convocando três meninas que não tem nenhum estereotipo típico de miss a participarem também, o que choca toda a população da cidade mas que não deixa de ser um tremendo ato de coragem.
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Queria começar dizendo que esse livro me ensinou muitas coisas, em relação a autoestima, autoconfiança,amizade, família... Tinha momentos que eu me colocava nas situações e pensava se eu fosse a Will me esconderia, e ela enfrentava tudo e continuava ali firme. Gosto de livros que passam algum tipo de ensinamento, e esse livro tem tudo isso. Pessoas gordas que não conseguem lidar com a situação, podem ler esse livro e entender que somos normais e podemos muito bem ser o que quisermos ou encontrar um amor ou ter amigos. Minha nota é 5/5 ?? e se eu pudesse dava mais.

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