Dumplin

Dumplin' Julie Murphy




Resenhas - Dumplin


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Jocasta | @curtaleitura 18/09/2017

Willowdean é maravilhosa!
👉 Atenção adolescentes, livro fofo na área!

O que significa Dumplin’ ?
Um bolinho de massa frito = bolinha de queijo, risóles, almôndega, coxinha…

Willowdean Dickson, apelidada de Dumplin’ por sua mãe, tem 16 anos, é gorda assumida e nunca teve problema com isso. Ela mora com a mãe, que é organizadora e ex-miss do concurso Miss Jovem Flor do Texas – um concurso popular do estado – e vem tentando superar a morte da tia, que tinha um papel muito importante em sua vida, mais até que a própria mãe. A tia de Will também também viveu uma vida acima do peso, sendo assim, a adolescente se sentia mais compreendida e mais amada por ela, já que ambas compartilhavam de uma mesma experiência.

Junto de sua melhor amiga Ellen, as coisas sempre deram certo para Will, ela não se incomodava com o bullying que sofria na escola, nem de colocar um biquíni e entrar na piscina até ela arrumar um emprego em uma lanchonete e conhecer Bo, o garoto bonito de uma escola particular. Will gostou de Bo desde a primeira vez que o viu, mas ela jamais esperou que esse sentimento fosse recíproco. É a partir daí que tudo começa a se tornar complicado na vida da adolescente, com esse novo romance, muitas dúvidas passam a surgir – questionamentos sobre o seu corpo, sua autoestima, sua segurança, sua amizade… Will começa a duvidar de si mesma por não entender como ela pode ser desejada por um cara tão lindo como Bo.

Essa insegurança muda a vida da adolescente, que se afasta de sua melhor amiga e vive mais conflitos com sua mãe ao se inscrever no concurso Miss Jovem Flor do Texas. Will se inscreve no famoso concurso com outras meninas que estão fora do padrão e está disposta a mostrar para a sociedade que pessoas acima do peso também tem seu charme e seu talento.

Que leitura bacana e gostosa de ler! Dumplin’/Will é cativante, corajosa, amiga e como toda adolescente, passa por um momento em que desacredita poder vencer o preconceito e o medo de ser aceita na sociedade. Ela é o tipo da personagem que deixa ao leitor, a sensação de ser real. Tem defeitos e qualidades, toda aquela insegurança por amar alguém tão diferente do seu padrão e a intensidade vivida na adolescência. Eu li o livro em um fim de semana e a narrativa, em primeira pessoa, fluiu super bem. Em alguns momentos eu amei e admirei a personagem 😍😍😍, em outros eu queria ter uma conversa séria com ela 😠😠😠, pedir que ela parasse de agir daquela maneira, que continuasse com aquela autoconfiança maravilhosa que ela sempre teve. Mas a adolescência é isso aí… altos e baixos. Acho que todo adolescente tem um momento de se perder em si mesmo, principalmente quando envolve o coração, né?

Eu gostei bastante da personagem e a mensagem que o livro traz. Will não é como sua mãe, que precisa estar magra e viver uma vida de dieta para se sentir bem e para se encaixar na sociedade. Will se aceita e é feliz do jeito que ela é. Eu adorei o fato dela se inscrever no concurso de miss e mostrar que não deveria existir um padrão específico para ser feliz, para realizar um sonho e se sentir bonita. No fim das contas, a nossa aparência não importa. Gordo ou magro, careca ou cabeludo, alto ou baixo, sempre iremos nos sentir inseguros em certos momentos da vida.

Dumplin’ tem o gênero voltado para os adolescentes mas eu indico a leitura para todos que queiram ler sobre o tema abordado. O livro fala sobre família, amizade, primeiro amor, bullying, superação, autoestima entre outros assuntos que envolvem o fato da protagonista ser gordinha e ter amigas que de alguma forma, sofrem com algum preconceito. A protagonista também fala muito de música no livro, ela é fã da Dolly Parton e a todo momento cita a cantora como inspiração. Eu ouvi várias músicas citadas no livro durante a leitura e isso foi algo que me aproximou ainda mais do mundo criado por Julie Murphy em Dumplin’. Me fez parecer amiga e confidente de Will. Eu gostei!


site: www.curtaleitura.com.br
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ViagensdePapel 12/09/2017

Para quem lê muitos livros em um curto período de tempo, fica difícil se apegar e ser tocado profundamente por uma história, pois com tantas histórias sendo lidas uma atrás da outra, as chances de passarmos superficialmente por essas narrativas é enorme. Mas quando acontece de um desses livros nos tocar profundamente, a sensação é incrível, e, para minha alegria, o título Dumplin‘, escrito pela autora Julie Murphy, e publicado no Brasil pela Editora Valentina, foi um livro que conseguiu me tocar muito.

Narrado em primeira pessoa pela nossa protagonista, Dumplin’ nos conta a história de Willowdean, uma adolescente que cresceu vendo sua mãe se orgulhando por ter sido coroada na juventude como a Miss Jovem Flor do Texas, mas por ser uma garota gorda, ela nunca pensou na possibilidade de seguir os passos da mãe. Seu relacionamento com seu corpo sempre foi algo com que ela lidou muito bem, Will sempre se mostrou segura de si e orgulhosa por ser quem é. Mas depois de conhecer Bo, um garoto lindo que com quem trabalha em uma lanchonete, Will passou a se sentir desconfortável em seu próprio corpo, acreditando que seus quilos extras não permitiriam que alguém como Bo se apaixonasse por ela.

Além de Bo, outra coisa que abalou o universo de Will foi a perda de sua tia Lucy, que morreu pesando mais de duzentos quilos. O seu relacionamento com ela era muito mais íntimo do que o relacionamento com sua própria mãe, e dentre todas as coisas boas que Lucy trouxe para vida de Will, o amor pela cantora Dolly Parton e a amizade com Ellen foram as coisas mais importantes que aconteceram na vida da garota graças à sua querida tia, e superar sua morte acaba sendo muito mais difícil para Will do que ela imaginou que seria.

Toda essa relação com o corpo e as descobertas da juventude foram muito bem trabalhadas pela autora Julie Murphy, que abordou com muita delicadeza todos os assuntos. Fica muito perceptível todo o trabalho que Julie dedicou à história, todos os personagens são muito bem desenvolvidos e possuem sub-tramas que os tornam únicos e especiais, eu adorei poder ler uma história onde todos têm importância e espaço.



Leia a continuação da resenha, acesse o link abaixo:

site: http://www.viagensdepapel.com/2017/09/01/resenha-dumplin-dumplin-1-de-julie-murphy/
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Atitude Literária 04/09/2017

Sobre aceitação, respeito e amor próprio.
E não é, que ele se mostrou totalmente diferente do que eu esperava. Calma, não chegou a ser algo ruim. Quando li a premissa, vi a capa e todo o marketing sobre o livro, pensei: Teremos uma Girl Power detonando, uma mulher mais velha, decidida, nascida para brilhar... Entretanto, aqui encontramos uma jovem de dezesseis/dezessete anos, se descobrindo, descobrindo o amor, tentando sobreviver à escola, a um concurso de beleza e se manter firme em suas convicções. A trama pode não ter se tornado algo memorável, mas com certeza foi boa o suficiente para ser considerada marcante e capaz de nos fazer refletir.

Will mora em uma cidadezinha do Texas, famosa por seu concurso de beleza Miss Jovem Flor do Texas, concurso esse do qual sua mãe já foi coroada a rainha, e hoje é uma das organizadoras do grande evento. Para que se possa entender a proporção do mesmo, toda a cidade para, pra acompanhar, todas as jovens sonham em se candidatar, é como se isso acrescentasse algo a mais em seu currículo, como se fosse capaz de mudar suas vidas. Todas menos Will, que mesmo tendo crescido cercada por tudo isso, tudo que deseja é distancia de toda a superficialidade e o que ele representa.

Quem nunca se sentiu insegura presa na sua própria pele? Quem nunca se olhou no espelho e desejou poder mudar algo? Quem nunca almejou ser aceita exatamente como é?

“(...) A perfeição não é nada mais do que um fantasma que perseguimos.”

Will sempre morou com a mãe e a tia, com quem dividia uma relação especial e algumas paixões como, por exemplo, o amor por Dolly Parton, infelizmente sua tia faleceu e mesmo que já tenha um tempo, para Will não está sendo fácil aceitar. Já o relacionamento com sua mãe nunca se mostrou tranquilo, Will não se sente exatamente amada pela mãe, que não a aceita, compara e sem perceber, ou até mesmo conscientemente causa uma dor imensa na própria filha. É possível sentir a fragilidade da relação entre ambas, a mãe de Will teme pela felicidade da filha, ela acredita que se Will for gorda a vida toda, acabara tendo o mesmo destino de sua irmã, ainda que imperceptivelmente também projeta na jovem suas inseguranças e medos, o que torna o relacionamento entre ambas ainda mais abalado. É como se estivessem constantemente pisando em ovos uma com a outra.

“Pela primeira vez na vida, eu me sinto ínfima. Minúscula. Mas não de um jeito que me intimida, e sim me torna livre e poderosa.”

Will me conquistou logo de cara. Ela é forte, inteligente e esforçada, porém como toda jovem que sofre e vê outros sofrerem bullying acaba se abalando e rachando junto. Ela tenta se manter forte, ter uma mente decidida, manter suas convicções, entretanto, quando se depara com o amor, em um envolvimento físico com outra pessoas, suas inseguranças afloram e fazem com que ela recue. Outro ponto de ruptura é quando sua melhor amiga parece se tornar cada vez mais distante e quando se dão conta já disseram e fizeram coisas das quais podem não ter volta. Diante tudo que está acontecendo, suas inseguranças, medos, relações abaladas, pessoas que parecem acreditar em sua força, ela toma uma atitude impulsiva, se inscreve no concurso de beleza e essa decisão pode não ser bem aceita...

“Talvez as gordas, as mancas, ou as gengivudas e dentuças não costumem vencer concursos de beleza. Talvez não seja a norma, mas o único jeito de mudar isso é marcando presença. Porque ninguém vai nos dar nada de bandeja.”

Dumplin’ é mais que apenas um livro sobre uma jovem gorda e insegura tentando sobreviver ao ensino médio. É um livro sobre aceitação, respeito e acima de tudo AMOR PRÓPRIO. A sociedade impõe tanto os padrões de beleza, focam tanto na “perfeição” física que isso se enraíza em quem somos, refletindo diretamente no modo como nos sentimos a respeito de nós mesmos. É quando passamos a nos julgar insuficientes, não merecedores, rejeitados, excluídos... É quando nos tornamos os próprios preconceituosos, julgando e apontando tanto quanto fazem conosco.

“— Sei lá, acho que você deve ser quem quiser ser, até sentir que é a pessoa que está tentando se tornar, seja lá quem for. Às vezes, fingir que a gente é capaz de fazer uma coisa é meio caminho andado.”

Ser gordo não é um crime, não te torna menos do que ninguém, não te torna doente. Ser gordo pode sim ser uma escolha, não há nada de errado em se assumir como é, e não se trata de aceitação, mas sim de RESPEITO, saber que ser diferente é legal, que não preciso ser o que querem que eu seja, basta eu ser eu mesma e estar bem com isso.

site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2017/07/resenha-dumplin-cresca-e-apareca-faca-e.html
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dleitores 01/09/2017

Willowdean tem 16 anos, mora com a mãe no Texas e está tentando superar a perda recente de sua tia. Ela está cursando o ensino médio e é completamente apaixonada por tudo que diz respeito a Dolly Parton e se considera gorda.

Ela começa a trabalhar em um fast-food e lá conhece Bo, por quem se apaixona . Bo é atleta, bonito e popular,Will fica surpresa quando descobre que ele também está apaixonado por ela, mas não suporta pensar nas criticas e nos olhares que vai receber quando as pessoas virem uma garota gorda namorando um cara bonito e polular, então decide se afastar de Bo e mudar algumas coisas em sua vida.

Impulsionada por esse espirito de mudança, ela se inscreve no concurso de beleza que sua mãe organiza todos os anos,junto com um grupo divertido de meninas gordinhas e desajustadas da escola e a partir as aventuras começam a rolar.

Will é uma personagem incrivel, ela não faz dietas para mudar seu corpo, ela tem ciência de que seu corpo não é como o da maioria dos seus amigos, não está exatamente feliz com isso, ela tem inseguranças, como qualquer um de nós, mas está confortável suficiente para se sentir a vontade,por exemplo, para usar um maiô e não se importar com os comentários e olhares das pessoas. Lentamente ela vai abraçando quem ela é!

A história é repleta de mensagens fortes e temas complexos, como o relacionamento entre uma filha gorda e uma mãe que ainda estava presa em seus gloriosos dias de rainha da beleza e entre quatro mulheres que foram vistas como fora dos padrões de beleza para um concurso. Os personagens de apoio desse livro são maravilhosos, amei o grupo de meninas que se formou na trajetória de Will e todas as mudanças que elas causaram na vida dela. Will cresceu bastante como personagem, depois desses laços de amizades inesperados.
Porém, o ritmo da história é um pouco lento, as coisas demoravam pra acontecer e senti que o final foi um pouco apressado. Mas, com um toque de romance, essa é uma história de aceitação e descobertas, com relacionamentos sólidos e personagens marcantes e eu amei cada um deles. Vale à pena a leitura!
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Carla Cássia 27/08/2017

Willowdean para melhor amiga!!! (ou presidente também serve <3)
Willowdean é cativante do começo ao fim. Às vezes ela estressa um pouco sim, mas quem não?!

Gorda, Will nunca viu isso de forma negativa ou como ofensa, ela era gorda e ponto, não ela não tem nenhuma doença, diabetes, glicose alta, nada disso pode parar. Will é assim, ela se ama assim. Bom, até se apaixonar pelo colega de trabalho e as inseguranças aparecerem.

Acho que todo adolescente tem um momento que se perde em si mesmo, bom esse é o momento que Will está vivendo, ela se ama, porém esta insegura com o cara que gosta, criando assim uma insegurança consigo mesmo, sua aparência, e para piorar só consegue ver a distância se formando entre si e sua melhor amiga. E nossos pais falam que adolescência é fácil. Pois não é mesmo.

No meio de toda confusão Willowdean ainda tem que enfrentar várias outras coisas, é uma cidade pequena focada em um concurso de Miss, um concurso que grita para todos os lados o quão “imperfeita” ela é. Cansada disso tudo Will, decide participar do concurso que ela mesma considerava uma das coisas mais idiotas do mundo, e é no momento de tomada de decisão até o concurso, então é que vemos como a personagem cresce brilhantemente.

Entre idas e vindas, momentos de conflitos, brigas e amizades, Willowdean vem com um grito de apoio as diferenças, que ser diferente é bom, não, é ótimo. E que não é só porque você não é a garota do catalogo de revistas que você não merece uma coroa com pedrinhas brilhantes.

Dumplin’ é um livro sensível, encorajador, incrível e acima de tudo representativo. SIM !!! Isso mesmo, representativo para todas as meninas que tem insegurança com seu corpo, ou seja, para todas as mulheres do mundo.

Se permita conhecer esse livro que você não vai se arrepender.

Para mais resenhas como essa, Link abaixo

site: www.blogcontracapa.com.br
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Malucas Por Romances 24/08/2017

Dumplin'
Recebi esse livro em parceria pela Editora Valentina e assim que soube dele fiquei louca pra lê-lo, mas não imaginava o impacto que ele teria durante a leitura. Dumplin' é o primeiro livro da autora Julie Murphy publicado aqui no Brasil, e foi também meu primeiro contato com a escrita da autora e posso garantir que foi o primeiro de muitos, porque estou totalmente encantada pela escrita da autora.
"... A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu, você não tem o direito de dizer nada. Seja a pessoa gorda, magra, alta ou baixa, não interessa."

Nesse livro vamos conhecer Willowdean Dickson, conhecida por Willow ou Will para os mais íntimos. Ela é filha de uma das ganhadoras do concurso de Miss Jovem Flor do Texas - um concurso de grande popularidade na região - Will é uma garota gorda e que não tem medo e nem vergonha de ser assim, Will aprendeu a ignorar comentários toscos e o bullyng que sofria na escola, além de ignorar principalmente as indiretas da mãe que sempre decide assistir com a filha algum programa de transformação onde a gorda não se ama e após emagrecer fica feliz da vida, ou vive enfiando dietas na vida dela. Ela perdeu a sua tia Lucy a pouco tempo por causa de um ataque cardíaco, mesmo não sendo relacionado direta a obesidade sua mãe fica ainda mais neurótica. Então além de perder a tia/amiga/mãe, sua mãe está ainda mais paranoica por causa do corpo da filha, e com isso algumas brigas familiares acontecem.
“Meu corpo é o grande vilão da história. É assim que ela o vê. Uma prisão que encarcera a parte melhor e mais magra de mim. Mas está redondamente enganada.”
Só que esse ano a vida de Willow está passando por uma grande mudança, já que ela está apaixonada por Bo seu companheiro de trabalho, e ela é correspondida. Poderia ser algo normal e até mesmo banal pra muitos, mas pra ela mexe diretamente com sua insegurança com seu corpo. Pra ela o menino lindo que toda garota iria querer ficar jamais iria realmente gostar dela, uma garota gorda.

Durante esse tempo ela e sua melhor amiga Ellen, amiga que é o oposto dela, já que é a tipica beldade americana, começam a se afastar e acabam brigando quando Willow decide participar do concurso Miss Jovem Flor do Texas. Ela queria somente o apoio de sua amiga e não a participação direta dela no concurso, na verdade as coisas já estavam estranhas entre elas e essa foi a gota d'água que faltava pro copo transbordar.

No momento que ela decidiu participar do concurso ela não imaginou que sua iniciativa iria afetar outras pessoas, até ser surpreendida com outras três meninas da escola totalmente "fora dos padrões" que decidem participar também. E é no meio de tudo isso que conhecemos os medos e dilemas de Will.
“Detesto ver gordas na tevê ou no cinema, porque parece que o único jeito de o mundo aceitar um gordo é se ele estiver infeliz com o próprio peso ou se for o melhor amigo piadista. E eu não sou nenhuma das duas coisas.”
Eu não imaginei me sentir tão representada em um livro como me senti nesse. Em vários momentos da leitura eu me vi derramando lágrimas, não pelo livro ser triste, mas sim por está lembrando os meus medos diários. Aquela luta diária pelo corpo que a "ideal". O gordo(a) que nunca sofreu bullyng que atire a primeira pedra, é muito difícil quando você está fora dos padrões que a sociedade determina, e muitas vezes os comentários depreciativos faz você se sentir cada vez pior.
“Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”
A insegurança que ela tem em relação ao Bo, quando ele abraça ela e sente suas gordurinhas, é como se eu estivesse lendo minha história. Quantas vezes eu me encolhia eu me esquivava por medo do que iam ou vão pensar do meu corpo, quantas vezes eu fiz dietas loucas só pra ser a magra que todo mundo deseja. Bo eu achei ele um garoto totalmente decidido, e que não tá nem aí pra opinião dos outros. Não posso mentir, mas foi paixão a primeira página pelo Bo kkkkk.
“Marcus resmunga não sei o quê sobre TPM e, para minha surpresa, vem a voz de Bo da cozinha: - Por que ela não pode estar tendo um dia ruim? Não precisa inventar nenhum motivo idiota pra isso.No escritório, Ron solta um assovio baixinho.”

O dilema que ela tinha com a mãe é outro que até hoje tenho com a minha família, o apelido Dumplin (Dumplin’ é tipo um salgadinho frito) que sua mãe deu e considera carinhoso, nem sempre é bem vindo, e esse foi mais uma das coisas que mexeu comigo. Muitas vezes conseguimos ignorar as pessoas da rua, da escola ou qualquer estranho, mas é tão difícil fazer o mesmo com a família, principalmente quando começam com as malditas piadas gordofóbicas que só humilham e menosprezam o corpo de uma pessoa gorda.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy.html#axzz4qghIRLKc
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paula 22/08/2017

DUMPLIN
AMEEIIIIIIII.
Poderoso!
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Ana Luiza 21/08/2017

Fofo, divertido e empoderador!
A HISTÓRIA
Willowdean Dickson, apelidada de Dumplin pela mãe, é uma jovem texana que sabe muito bem que está fora dos padrões, algo impossível de se esquecer em uma cidade tão pequena como a dela, ainda mais em uma conhecida por abrigar o concurso de miss mais antigo do estado. Contudo, Will está bem satisfeita com quem ela é. Diferente do resto do mundo, ela não acredita que ser gorda é um defeito e suas curvas nunca a incomodaram, apesar de que Will percebe muito bem o olhar preconceituoso das outras pessoas e sabe que a maioria das lojas não tem roupas para o seu tamanho. Mas, tendo que lidar com tal tipo de pressão e irritação até dentro de casa, graças a sua mãe, uma ex-miss que sempre quer a colocar em dietas, Will aprendeu logo cedo, e com ajuda da também gorda, mas já falecida tia, a não dar a miníma para as opiniões alheias.

Além da tia, Will sempre contou com o apoio incondicional da melhor amiga Ellen, que mesmo sendo uma beldade clássica – loira e magra -, também nunca se importou com os padrões e esteve sempre ao lado de Will. Mas, as coisas começam a mudar quando Ellen revela que está pensando em perder a virgindade com seu namorado. Não que Will esteja com inveja da melhor amiga, mas ela começa a se perguntar quando será a sua vez de ser a paixão de algum cara. Porque mesmo nunca tendo sequer beijado alguém, Will está profundamente apaixonada por Bo, seu colega de trabalho em uma lanchonete de fast-food. Bo é calado e misterioso, Will não sabe muito sobre ele além de que ele estuda na escola mais cara da cidade e é viciado em pirulitos. Contudo, Bo sempre tratou Will com respeito, o que, somado ao fato de que ele é um gato, fez com que ela ficasse caidinha por ele.

Entretanto, Will nem se dá ao trabalho de contar tudo isso para Ellen, porque sabe que não há qualquer chance de Bo gostar dela. Mas, durante o verão antes do último ano do ensino médio, algo mágico acontece e Bo revela que também gosta de Will, e há muito mais tempo do que ela esperava. Nos primeiros momentos parece que Will está no paraíso, já que todos os dias, depois do trabalho, ela e Bo trocam beijos apaixonados e quentes. Mas, após passar algumas semanas se agarrando escondido com Bo, Will começa a pensar: porque parece que o relacionamento deles é um grande segredo a ser mantido? Será que Bo tem vergonha de estar com uma garota gorda? Será que ser gorda é motivo de vergonha?

Assim, a antes inabalável Will se vê em uma espiral de dúvidas e medos. Pela primeira vez na vida ela começa a se perguntar se suas curvas não são um problema, se ser gorda é algo ruim, algo que a impedirá de ser amada e desejada, de ter uma vida longa e feliz com, claro, um cara que goste dela ao seu lado. Então, quando tudo começa a desmoronar, o relacionamento com sua mãe, seu namoro com Bo e até sua amizade com Ellen, Will percebe que precisa arranjar uma maneira de trazer sua boa autoestima de volta. E, para isso, ela faz uma loucura e resolve participar do concurso de miss da sua cidade, mesmo não sendo o tipo de beldade magra e perfeita que entra nesse tipo de coisa. Mas será que, mesmo com o apoio de outras três participantes fora do padrão, Will conseguirá levar essa história até o fim?

(...)

CONCLUSÕES FINAIS
Com humor, romance e crítica, Dumplin' se torna uma leitura deliciosa e necessária. Além de divertir, essa história adolescente, apesar de alguns clichês, consegue fugir dos padrões ao trazer uma protagonista gorda e nos fazer refletir sobre padrões de beleza, e relacionamentos tanto amorosos, como familiares e de amizade. Com uma protagonista engraçada e empoderada, que ao recuperar sua autoestima ao longo da trama, contagia o leitor com uma boa dose de amor-próprio e uma visão positiva do mundo. Fofo, divertido e emocionante, eu recomendo Dumplin' para todos – e estou ansiosa para ler a continuação desse livro e mais obras da Julie Murphy.

LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO NO BLOG:

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Dryh 21/08/2017

Sensacional!
Willowdean, também conhecida como Will (e Dumplin’ = bolinho de massa, pela mãe), é uma adolescente de 16/17 anos que trabalha numa lanchonete fast-food e tem uma grande crush pelo colega de trabalho, Bo, um garoto que estuda numa escola particular. Até este momento, as coisas corriam normalmente para ela, Will aceitava seu corpo como ele era e ignorava os comentários de sua mãe, que sonhava com o dia em que a filha “decidiria” emagrecer.

Mas aí Will descobre que a atração que sente por Bo é reciproca, e começa a ter dúvidas em relação ao próprio corpo, afinal, o que um garoto com ele iria querer com alguém como ela? Junto a isso, sua amizade com Ellen (sua melhor amiga) começa a ficar estranha, e ela sente cada vez mais falta de sua tia Lucy. Para provar ao mundo (e a si mesma) que não se é necessário estar nos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade para ser feliz, Will decide que vai se inscrever no Concurso Miss Jovem Flor do Texas, que acontece todos os anos em sua cidade.
Ela só não contava que fosse se tornar uma inspiração para outras meninas, que também decidem se inscrever no concurso.

Não vou fazer isso para me tornar uma espécie de Joana D’Arc das Gordas. Vou fazer isso por Lucy. E por mim. Estou pronta para voltar a ser a garota que eu era antes de conhecer o Bo. Participarei desse concurso porque não há qualquer motivo para não fazer isso. Vou em frente porque quero cruzar a fronteira que me separa do resto do mundo. – página 143

Eu simplesmente amei este livro! A sinopse, por mais que esteja muito boa, não faz jus ao livro, e acho que nem minha resenha o fará, mas prometo fazer o meu melhor.
Will é o tipo de personagem que consegue conquistar o leitor já nas primeiras páginas, e mesmo que ela seja uma cabeça dura de vez em quando, é impossível sentir raiva. Ela e a tia eram muito amigas, e, quando a tia morreu, Will se sentiu sozinha e perdida, e viu no Concurso uma chance de fazer uma última coisa pela tia, que falecera aos 30 e poucos anos de um infarto fulminante, ligado à sua obesidade.

Também gostei bastante dos personagens secundários, em especial das novas amigas de Will, as meninas que, ao verem que ela iria se inscrever no concurso, decidiram fazer o mesmo. Amanda, Hannah e Millie não se encaixavam nos padrões assim como Will, mas cada uma tinha um motivo para colocar um vestido e subir naquele palco. Elas sabiam que as possibilidades de ganharem eram nulas, mas o que importava era tentar, e provar que não era necessário estar nos padrões para participarem. E foi o que fizeram.

Há algo diferente em nós. Dá para sentir. Não tem a ver com o andar nem com as dicas de maquiagem. Não é uma coisa que se possa rotular ou fotografar, mas que fica lá no fundo como a sensação de ser o dia do seu aniversário – nada que seja visível, mas que intuitivamente se sente. – página 241

Dumplin’ é incrível, sem mais! É aquele tipo de livro em que a gente consegue sentir o que a personagem está sentindo, e até mesmo fica tensx nas partes em que alguma coisa pode dar errado. Ri muito com a escrita da autora, e quase chorei em outras partes. É o tipo de livro em que a gente só percebe que está mergulhadx na leitura quando as páginas já estão acabando, e bate aquele arrependimento de ter lido tão rápido.

Fiquei triste quando o livro acabou, e já ia falar que o final ficou muito em aberto, mas descobri que vem ai uma continuação \0/ só espero que a editora Valentina consiga trazê-lo logo para nós...haha’
Dumplin’ é um prato cheio para quem gosta de histórias com muito empoderamento, girl power, reflexão e a busca pela autoaceitação. Mais uma vez, eu não poderia ter escolhido livro melhor para começar a parceria com a editora Valentina, que caprichou muito nessa edição linda de morrer. Livro mais do recomendado \0/

Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin’. Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa. – página 325

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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Carol 16/08/2017

Um tapa na cara da sociedade...
"Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin', Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa."

Willowdean, também conhecida como Will, é uma jovem americana de 18 anos que sempre esteve acima do peso, assim como a maioria das pessoas que habitam o nosso adorado planeta, e por esse motivo não faz parte do padrão de beleza, o que pode não ser nada legal quando se mora em uma pequena cidade do Texas que tem um famoso concurso de beleza e pode ser menos legal ainda quando sua mãe já foi miss e agora é uma das organizadoras desse tal concurso.

A relação com a sua mãe não é nada fácil, querendo que sua filha se enquadre nesses padrões já mencionados, ela acaba a apelidando "carinhosamente" de Dumplin', um salgado com um formato que se assemelha a nossa coxinha. Will sofre pela perda recente de sua Tia Lucy, que teve um infarto, possivelmente pela obesidade.

Will sempre se aceitou e sempre se sentiu muito bem com o seu corpo, até se apaixonar por Bo, um cara gente boa e gato pra caramba, e ele corresponde seu interesse, deixando sua autoconfiança abalada, afinal o que ele iria querer com ela? Para comprovar a si mesmo que ela pode ser gorda, linda e feliz, Will se inscreve no concurso de beleza da cidade e isso além de mudar todo o rumo do concurso, também irá mudar todo o rumo de sua vida?

Quem nunca teve uma crise de autoestima? Quem nunca teve a sua confiança abalada ao se apaixonar? Quem nunca esteve fora dos padrões de beleza? Quem nunca odiou um pedacinho do seu corpo?

A obra "Dumplin' " foi feita para todos nós: pessoas reais que já passaram por isso. Hoje vemos tanto sobre preconceito, mas não olhamos para a "gordofobia", afinal quem mandou ser gordo, né?! O livro de Julie Murphy é aquela obra que vem dar um tapa na cara dos padrões de beleza. Padrão esse que nem deveria existir, afinal, se a maioria das pessoas não se encaixam nele como pode ser um PADRÃO? Quem disse que uma pessoa não pode se amar e se aceitar da maneira que é?

Por isso eu indico esse livro de olhos fechados a todos que queiram se encantar uma história bem humorada e muito bem escrita, que queiram fazer e acontecer, mas principalmente, que queiram enxergar que a verdadeira felicidade não está no número de calça que você veste e sim dentro de você.

site: www.nossaressacaliteraria.com.br
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Aline Marques 13/08/2017

Diferente não é o mesmo que errado! [IG @ousejalivros]
Willowdean é gorda e está bem com isso. Até que não está mais.

Sim, a palavra é essa mesma. GORDA. A mesma palavra que salta a sua mente toda vez que vê alguém que não corresponde ao socialmente esperado, por vezes, a palavra que repete ao se olhar no espelho. Uma CARACTERÍSTICA, não uma identidade.

Como qualquer adolescente, Dumplin', anseia por mais. Mesmo que ainda não saiba o que necessariamente deseja (ou precisa).
Durante meses tentou suavizar a dor da perda, buscando viver da forma que sua tia, a pessoa mais importante de seu mundo, ensinou, mas que não foi capaz de concretizar.

Tentando ignorar o medo de não ser o bastante, e a vergonha de não corresponder as expectativas, Willowdean comete erros e acertos, ao lutar por si mesma, enquanto o leitor a acompanha de perto, como um bom amigo.

A narrativa de Murphy é despretensiosa e familiar, seus personagens são acolhedores e os diálogos carregados de chavões culturais que trazem ainda mais significado para a história. Uma história que nos leva a refletir sobre como a felicidade é um risco e a perfeição, uma ilusão.

A insegurança e incertezas de Will trazem uma dubiedade enervante ao enredo, o tornando mais plausível, afinal, a vida não é nenhum conto de fadas, com soluções miraculosas e perseverança inabalável.

Uma bela edição, com uma diagramação delicada e atraente, que celebra a amizade de um jeito único, ideal para jovens (e não tão jovens) leitores.

O maior ato de coragem é ser. Não abra mão disso, jamais.
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Blog De Bem Com a Leitura 11/08/2017

Willowdean Dickson mora em uma pequena cidade do Texas. Clover City é famosa pelo evento que sedia, o concurso Miss Jovem Flor do Texas. A mãe de Will é uma ex-miss e dirige o comitê organizador. Will não tem um bom relacionamento com a mãe, mas só quando a tia de Will morre é que ela se dá conta do abismo que existe entre elas.

Will é gorda e não tem problemas em aceitar o seu corpo da maneira como ele é, mas a mãe tem e isso é um dos principais pontos que as deixam tão separadas. A mãe até lhe deu um apelido horroroso: Dumplin' (um tipo de salgado da culinária chinesa).

"-Talvez você não tenha notado, mãe, mas a questão vai muito além daquele apelido idiota. Você nunca vai assumir isso e dizer com todas as letras, mas sei que não suporta que a sua filha tenha essa aparência."

Mas o fato de estar acima do peso não a faz ter uma baixa autoestima, pelo contrário, ela é muito confiante. Só que as pessoas são cruéis e ela sofre bullying na escola por ser gorda. Will não abaixa a cabeça e se defende, ela aprendeu que quando se é alvo dessas pessoas é pior se acuar ou chorar pelos cantos.

"Já fui provocada o bastante na vida para saber que há várias maneiras de reagir ao bully. Só precisei chorar um vez, no segundo ano, para compreender que as lágrimas só servem para excitar a violência das pessoas."

Will vai trabalhar em um fast-food e a sua vida muda completamente. Começando por ela ter se apaixonado por Bo, um garoto lindo e reservado que trabalha com ela. Mas ela nunca imaginou que o sentimento que nutria por ele era correspondido e se surpreende quando os dois trocaram o primeiro beijo. O relacionamento com o Bo provoca sensações inesperadas nela. Will passa a temer o que os outros vão achar dela e também não se sente confortável quando ele apalpa a sua cintura e sente as suas gordurinhas.

Mas as mudanças não param por aí. Will tem uma melhor amiga, a Ellen, as duas sempre foram confidentes uma da outra e são inseparáveis... pelo menos eram. Uma briga acontece entre elas e a amizade fica de lado. Will sente muito a falta da amiga e tenta a todo custo reatar a amizade, o que não é uma tarefa fácil, as duas se magoaram bastante com as coisas que foram ditas.

Por algumas razões pessoais, Will decide que vai participar do concurso. Ela vai mostrar para os outros que pode ser feliz e gorda ao mesmo tempo e que o seu peso não deveria constranger ninguém. A sua atitude incentiva outras meninas que estão fora dos padrões de beleza a se inscreverem também. Elas sabem que não vai ser fácil, mas querem mostrar que são dignas de participar como qualquer outra garota.

Leia mais no link > http://vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br/2017/08/resenha-dumplin.html

site: www.vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br
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Kamilla 11/08/2017

Esse livro foi encantador!
Willowdean, Will ou Dumplin' (como sua mãe a chama) é uma protagonista que foge dos padrões que nós estamos acostumados a ver. Ela é gorda e não se envergonha disso, mas isso não quer dizer que ela não se sinta insegura algumas vezes, afinal ela humana. Ela lida com o bullying e tira de letra, não se deixa abater. Mas há algo que a incomoda mais, a relação entre ela e sua mãe. Na pequena cidade há um concurso de Misses, que é bastante conhecido e adivinhem quem já participou e ganhou? a mãe da nossa protagonista, mas mais que isso até hoje ela faz parte do corpo de jurados e preparação do evento. Então imaginem quanto a mãe segue esses "padrões" e tentou por muito tempo fazer sua filha emagrecer. Por outro lado, a sua tia Lucy - irmã de sua mãe - que já falecera era gorda e tinha se privado de muitas coisas, mas não se orgulhava disso e tentava fazer nossa protagonista entender que ela deveria ser quem ela era e se orgulhar.

“Porque a palavra gorda deixa as pessoas constrangidas. Mas, quando alguém me vê, a primeira coisa que nota é o meu corpo. E o meu corpo é de uma gorda. Por exemplo, eu posso notar que algumas garotas têm peitos grandes, cabelos oleosos ou joelhos ossudos. São coisas que é permitido dizer sem rodeios. Mas a palavra gorda, que é a melhor que me descreve, deixa as pessoas desconfortáveis.”

E é a partir daí que a nossa Will resolve participar do concurso, em nome da Lucy, mas no decorrer da trama ela percebe que ela tem que fazer isso por ela também. Pelas amizades que ela construiu por causa do concurso, algumas meninas resolveram participar porque ela tomou essa decisão, várias adolescentes que fogem do "padrão" imposto pela sociedade, mas que não deixam de ser maravilhosas.

Willowdean tem uma paixãozinha, o Bo. E quando eles começam a ficar, ela se sente desconfortável, com vergonha do corpo e odeia a sensação, sem falar de como as pessoas zoariam a relação né? Ela gorda e ele um menino que várias gurias queriam. Ela também está lidando com o afastamento da sua melhor amiga, Ellen.

“–Não podemos ter coisas maravilhosas o tempo todo.– comento. – Esqueceríamos o quão maravilhosas elas são.”

Dumplin' é um livro que faz várias críticas sobre esse padrão que a sociedade insiste em dizer o que é bonito, ser magra, não ter deficiência, não pode ser alta demais e nem baixa demais, não ter estrias, celulites, não pode fugir nada do que se encontra em capas de revistas com modelos perfeitas (cheias de photoshop, ou seja, que nunca vai existir). Mas a autora abordou tudo de forma sutil, nos apresentando a protagonista e sua força, além de vê-la tendo cada vez mais orgulho de quem era e de seu corpo.

O foco da trama recai na maior parte no concurso, sua melhor amiga decide participar também e é por isso que há um rompimento na amizade. Para Will, a amiga não consegue entender que ela não está participando pra ganhar, mas sim que ela pode participar independente do que as pessoas acreditam que pode ou não. Mas apesar disso ela acaba se envolvendo com outras meninas: Hanna, Amanda e Millie. Que são diferentes as suas maneiras e maravilhosas, por causa da Will elas resolvem participar do concurso também. O que nos rendem muitos aprendizados, inclusive a própria Will, já que em muitos momentos sente pena do bullying que as meninas sofrem, chega a ter pensamentos um tanto quanto preconceituosos, mas ela percebe com o convívio das meninas e aprende com elas, que o problema não é com elas. E sim com as pessoas que acham no direito de menosprezar alguém por não ser "perfeita".

“– Willowdean Opal Dickson , você é linda. Foda-se qualquer um que já tenha te feito se sentir menos do que isso.”

Sem dúvidas essa é obra tem muita representatividade e empoderamento feminino, o que achei maravilhoso. É uma narrativa fluída e cativante, a autora foi muito feliz em toda a construção da obra, desde a história em si quanto nos personagens. Que a grande maioria são super reais, super humanos sabe? você consegue visualizá-los, vê-los nitidamente no nosso dia a dia. O livro é muito leve, divertida e com assuntos que são importantes serem debatidos e conversados. Apesar de toda ficção, acaba se tornando uma história real.

Eu poderia falar e falar por horas sobre esse livro, porque eu simplesmente amei tudo na obra. Aprendi, refleti, fiquei com raiva e até chorei. Dumplin' é um livro que deveria ser lido por todos, independente se você é jovem ou velho, gordo ou magro. É uma história com críticas, mas mais que isso: com muitos aprendizados pra quem o lê. Só teve algo que me incomodou um pouco, algumas coisas ficaram um pouco corridas no final, em parte porque eu queria bem mais da Will, dos amigos, daquela história.

“Há lago no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”

Sobre os detalhes: A capa desse livro é maravilhosa! Todos os detalhes tem muito a ver com a obra, o vestido vermelho, na contracapa um maiô de bolinhas. A Valentina arrasou! Sem falar que em cada início de capítulo tem uma coroa. Não encontrei erros.

Comentário final: Senti que não conseguir fazer uma resenha condizente com tudo que eu senti lendo, mas devo dizer que é um livro incrível. Que todos deveriam correr pra ler!


site: http://www.lendoeapreciando.com/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Nicoly Mafra - @nickmafra 09/08/2017

Resenha - Dumplin’
Willowdean Dickson é uma gordinha assumida. Filha de uma ex-miss, Will sempre teve que lidar com muitos comentários sobre o seu corpo – até da sua própria mãe -, porém, a autoconfiança de Will sempre impediu que tais comentários a deixassem abatida.

A rotina de Will é bem normal, a garota está terminando o ensino médio, trabalha meio período em uma lanchonete e nos finais de semana se diverte com sua melhor amiga, Ellen. Porém, é no trabalho que a vida de Will é mais interessante.

Will possui é apaixonada por seu colega de trabalho, Bo – um garoto misterioso e tudo de bom -, mas imagine a surpresa de Will quando ela descobre que a atração é recíproca. Porém, a informação inesperada abala muito a garota; Will começa a ter problemas com sua autoconfiança e fica com medo a reação dos colegas da escola.

Para tentar recuperar a sua autoconfiança, Will decide fazer algo surreal: ela irá se inscrever no Concurso Miss Jovem Flor do Texas, e provará que ela também merece estar lá e mostrará para todos a sua beleza.

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Após finalizar a leitura de Dumplin’ o primeiro pensamento que tive foi: “todo mundo deveria ler este livro”.

Com uma escrita cativante e fluída, Julie Murphy nos conta uma história sobre aceitação, relações familiares, amizade, amor e bullying – temas importantíssimos para ser discutidos em livros YA.

Will é uma musa inspiradora; gostei muito da personagem e do jeito que ela leva a vida, aceitando seu corpo de jeito que é, tentando relevar os comentários que não acrescentaram nada à sua vida e mostrando para todo mundo o quanto ela incrível. O desenvolvimento da personagem é maravilhoso; foi muito especial acompanhar a jornada de Will e ver como as escolhas e atitudes da garota influenciaram a vida de outras pessoas à sua volta.

Dumplin’ é um livro encantador! Uma leitura muito gostosa e cheia de representatividade! Recomendo muitíssimo a leitura! A @edvalentina arrasou mais uma vez publicando aqui no Brasil um livro tão especial! Puro amor!
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"Talvez porque nem sempre seja preciso vencer um concurso para se pôr uma coroa na cabeça."

site: www.instagram.com/nickmafra
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Leonardo 08/08/2017

Dumplin' foi um livro que me surpreendeu positivamente. Acredito que livros como este são extremamente importantes, principalmente no mundo em que vivemos. Willowdean é uma protagonista segura de si e incrivelmente divertida, mas em alguns momentos ela acaba sedendo para o padrão imposto pela sociedade e isso me deixou um pouco chateado, é claro que ela passa a mensagem de autoconfiança muito bem mas talvez ela não seja tão autoconfiante assim. Sendo assim, acabei me questionando sobre a construção da personagem, se ela realmente precisava "deslizar na lama" para se autoafirmar na história. Este foi o ponto mais negativo que achei, mas compreendo que isso faz parte do nosso dia-a-dia e nem todo mundo é cem por cento confiante em si mesmo.

Os personagens secundários são maravilhosos, me apaixonei por cada um deles e foi lindo ver como o tema "amizade" foi abordado nesta história. Julie Murphy conseguiu me cativar muito mais do que eu esperava e isso é um puta elogio.
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