Dumplin

Dumplin' Julie Murphy




Resenhas - Dumplin


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Queria Estar Lendo 06/07/2017

Resenha: Dumplin'
Dumplin’, lançamento da Editora Valentina, que cedeu um exemplar para a resenha, é uma história divertida e muito inteligente sobre uma garota que mostra que para ser confiante e amar a vida não tem nada a ver com o número da balança.

Willowdean, ou mais conhecida por Willow, é a protagonista. Dumplin’ é o apelido que ela recebeu da mãe, desde pequena, mas não curte muito. É difícil não gostar de Will, com todos os seus sonhos e vontades, sua confiança, mesmo que ela não perceba, e sua coragem de querer viver a vida, independente de onde está e como está.

"- Tive um dia muito cansativo. Preciso de um tempo.
Marcus resmunga não sei o quê sobre TPM e, para minha surpresa, vem a voz de Bo da cozinha:
- Por que ela não pode estar tendo um dia ruim? Não precisa inventar nenhum motivo idiota pra isso.No escritório, Ron solta um assovio baixinho."

A história se passa em uma pequena cidade do Texas, Clover City, onde metade do ano é focado no maior triunfo do lugar: um concurso de miss. A mãe de Willow, inclusive, foi uma das vencedoras há muitos anos e toda vez que essa época chega, é uma das organizadoras do evento. Pode-se dizer que parte da história também gira em torno desse concurso, pois é a partir dele que Will começa a construir a confiança em si mesma e percebe que para fazer o que ela deseja, só é preciso querer.

Todo o ano, quando o concurso se aproxima, a mãe de Will fica obsessiva, o que só faz a garota querer passar longe dele desde criança. Mas após muitos acontecimentos que parecem ter se transformado numa bola de neve, Will começa a refletir como seria sua participação no concurso. É então que, através do mau relacionamento com a mãe, a tristeza pela morte recente da tia querida, seu afastamento de Bo, o garoto que ela tem uma paixonite forte e teve um romancezinho no verão, e o distanciamento da melhor amiga, Will decide entrar. Se todas aquelas garotas podem, por que ela não poderia?
"
- Minha mãe é doida de pedra. Desculpe.
- Vocês se parecem.
Tento engolir, mas minha boca está seca feito um deserto. Ninguém jamais tinha dito isso sobre mim e mamãe. Era sempre em relação da Lucy. Você se parece com sua tia. Não me envergonho disso, mas gosto da ideia de ter puxado à minha mãe."

Ao poucos vemos a personagem evoluir, passando por altos e baixos e provações que, tanto derivam dos fatores externos quanto de dentro de si. O enredo é muito real, pois a evolução dela não é algo reto e somente crescente. Will evolui porque comete erros, porque alcança a maturidade para resolvê-los e, conforme as coisas vão acontecendo, ela também perde um pouco da confiança em si mesma, o que é um motivador interno para que aumente sua coragem e comece a fazer as coisas, recuperando sua confiança por si só, algo que ela nem notava que tinha antes de perdê-la.

Os personagens secundários são bem construídos e durante a narrativa acabamos conhecendo o suficiente sobre eles para que haja uma estrutura bem formada na história, sem que estejam ali apenas para dar continuidade à história da protagonista.

A narrativa é excelente, muita fluída e rápida, nada cansativa. Há muitas tiradas engraçadas e acontecimentos muito reais, sentimentos muito reais. É uma história divertida, sincera e verdadeira. O livro me surpreendeu muito, pois admito que esperava algo diferente, o que foi bom, pois não teria gostado tanto quanto gostei se fosse aquilo que eu imaginava. Uma das coisas mais legais também no livro é que ele é cheio de referências à Dolly Parton, o que é incrível, porque até mais sutil das coisas se descobre ser o nome de uma música da cantora. A relação que a autora fez da Dolly com a Will é muito bem construída e me fez querer ouvir as músicas delas durante um dia inteiro.

"- Você detesta esse apelido, não detesta?
Sorrio.
- Não tanto como no passado.
- Posso parar de te chamar...
- Não. Acho que já o assumi. - Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin', Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa."

Adorei a capa, representa muito bem a história. A margem permite muito bem a leitura sem precisar abrir demais o livro e a fonte é ótima para leitura rápida. A única coisa que me incomodou foi o aumento do tamanho da fonte na primeira página de cada capítulo, talvez seja o TOC. Fora isso, a edição está ótima.

E por fim, devo dizer que o livro me encantou e assim que finalizei a leitura, fiquei com vontade de carregá-lo para todo lado e reler umas 10 vezes. Com pouco mais de 200 páginas, ele deixa um gostinho de quero mais e é impossível não ficar imaginando o que aconteceu depois da última página. Bem que podia vir um volume dois, que eu não ia reclamar hahaha.
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Kris - Conversas de Alcova 04/07/2017

É sobre empoderamento feminino, bebê. - Livro lindo e cheio de representatividade ♥
Oi gente, hoje eu estou aqui pra trazer para vocês a resenha de Dumplin' uma das minhas leituras preferidas do ano. Uma obra voltada a um público jovem-adulto, mas que contém uma história tão doce, profunda e representativa que com certeza é capaz de passar uma forte mensagem as pessoas de todas as idades.

"A perfeição não é nada mais que um fantasma que perseguimos."

A história nos apresenta Willowdean Dickson, ou simplesmente, Will uma jovem de 18 anos que conviveu a vida toda com seu sobrepeso, o que lhe faz estar fora dos padrões de beleza. Ela mora em Clover City uma cidadezinha no interior do Texas, famosa por seu concurso de beleza : Miss Jovem Flor do Texas, sua mãe foi uma dessas misses e ainda hoje é muito envolvida no concurso cuidando de sua organização. Will tem sofrido pela perda recente de sua Tia Lucy, que faleceu de um infarto, causado provavelmente pela obesidade.
Ela tem também uma melhor amiga, chamada Ellen, uma jovem que se destaca por sua aparência perfeita, porém El é um amor de pessoa, completamente despretensiosa e não dá importância a aparência. Juntas El e Will formam uma forte dupla de fãs da Dolly Parton.

O relacionamento entre Will e sua mãe é complicado, principalmente devido as diferenças de peso, a mãe de Will não acredita que a filha nunca conseguirá ser feliz, devido ao seu peso e isso a faz usar meios desagradáveis para fazer com que a garota se enquadre. Foi da mãe que a garota recebeu o 'não tão carinhoso' apelido de Dumplin' (uma espécie de salgado em forma de "trouxinha", algo próximo a uma coxinha).

O diferencial é que Will se aceita na maior parte do tempo, o máximo que uma adolescente é capaz de se aceitar. Ela sabe que é gorda e que isso não faz dela menos que ninguém e que as pessoas devem respeita-la apesar dessas diferenças. Porém essa autoconfiança de Will é colocada em cheque, quando ela se apaixona por um cara gato, que todas as garotas paqueram e ele retribui o interesse.
E todo mundo sabe que se relacionar com um garoto bonito é algo que mexe com a auto-estima de qualquer mulher e isso não é diferente com Will, que decide comprovar, para si e para todos que ela pode ser gorda e feliz, que ela pode ser gorda e se aceitar, que ela pode ser gorda e bonita. E a sua atitude incentivou outras meninas que não correspondiam ao padrão de beleza a participarem também.

"Talvez as gordas, as mancas, ou as gengivudas e dentuças não costumem vencer concursos de beleza. Talvez não seja a norma, mas o único jeito de mudar isso é marcando presença. Porque ninguém vai nos dar nada de bandeja."

Apesar de ter encarado situações de bullying na época da escola, não conheço sofrer bullying por estar acima do peso, por isso não posso falar como quem tem vivência de causa. Porém, convivendo com meninas que passam por isso e conversando muito com elas, posso afirmar que Dumplin' é uma obra que traz a essas meninas uma forte representatividade, porque por diversas vezes enquanto lia, identifiquei no texto coisas semelhantes ao que eu ouvi dessas minhas amigas.

No início da leitura, eu imaginei que odiaria a mãe da Will, porém enquanto lia e via os argumentos dela, pude compreendê-la. Apesar de erradas as suas atitudes eram visando o bem estar de sua filha. A mãe da Will tem um complexo com a sua aparência física e projeta isso na filha. Na cabeça dela a filha não pode ser feliz com o seu corpo, porque ela não se aceitaria com aquele corpo, então ela tenta "ajudar" a filha e acaba fazendo a mal. Por isso eu acredito que Dumplin' não seja uma obra que vai falar só com essas meninas gordas, mas com as mães, as tias, as professoras e as amigas delas também. Vai ajuda-las a refletir e pensar em como essas garotas se sentem e que se as amam devem aceita-las e não tentar muda-las.

"Fazer bem uma coisa não significa que se tenha obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo."

Quando a Will se envolve com o Bo, ela muda completamente. Eu li umas resenhas no Goodreads criticando isso e realmente, não consegui entender como essas pessoas não percebem que estamos falando de uma adolescente. Independente dela ser gorda e se aceitar, ela é uma adolescente e tem os mesmos problemas. Se relacionar com uma pessoa que você acha extremamente bonita é algo que mexe completamente com a autoestima das pessoas, por mais satisfeitas consigo mesma que elas estejam. Então, imagina com alguém que sempre nadou contra a corrente, pra se aceitar quando os outros apontavam e diziam que ela era feia, que ela não se encaixava?
Apesar do foco da trama ser os problemas enfrentados por garotas gordas, a trama não se restringe a isso. A Julie mostra na sua história, outras garotas que também não se enquadram nessa "perfeição" que a sociedade exige e são julgadas por isso. O bullying é algo abordado na trama de maneira bem direta e é enfrentado, porque a autora criou uma personagem que não baixa a cabeça.

"Às vezes descobrir quem você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin'. Will. Willodean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa."

Acho que algumas pessoas poderam tentar se enganar que o foco do livro é o romance, mas não é. O livro é sobre a Will, o romance é um mero detalhe. Assim como na nossa vida, nós amamos nos apaixonamos, mas não é isso que dita quem nós somos. Dumplin' é um livro sobretudo sobre empoderamento feminino. É um enredo que fala sobre coragem, determinação, sobre enfrentar tudo e todos (inclusive a sua própria cabeça) é sobre se aceitar.
A história nos mostra o amadurecimento da personagem, nos mostra que até mesmo quem sofre julgamentos está passível de julgar as pessoas. Muitas vezes esse julgar o outro vira até um hábito, pois acaba sendo visto como autopreservação.

E esses são só alguns pontos levantados nessa leitura, se eu for falar de todos essa resenha iria ter uns dois metros...

(leia a resenha completa no blog)

site: http://www.conversasdealcova.com/2017/07/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Neyla 08/11/2017

Esse é aquele famoso livro que eu estava doida pra ler desde que foi anunciado seu lançamento. Sempre achei muito legal livros que trazem personagens que estão fora dos padrões impostos pela sociedade e, inicialmente, foi essa proposta que me fez querer ler Dumplin'. Esperava uma história que fosse divertida e que trouxesse à tona assuntos que fizessem refletir. E ele não decepcionou!
Willowdean, ou simplesmente Will, é aquele tipo de garota que certamente você gostaria de ter como amiga. Além de ser uma fofa, ela exala segurança e se sente bem consigo mesma, mesmo estando acima de seu peso. Podemos dizer que ela é uma garota muito bem resolvida e sem neuras. Sua mãe é uma ex-miss e sua melhor amiga, Ellen, é o tipo que para o trânsito, uma verdadeira beldade. O relacionamento com a mãe não é dos melhores, ainda mais depois que sua tia Lucy, que era tão importante em sua vida, faleceu. A tia a amava e aceitava como ela era; já sua mãe parece estar sempre incomodada com seu peso e até mesmo lhe colocou o apelido de Dumplin'.
Will trabalha na lanchonete Happy's Burgers & Dogs e foi lá que conheceu Bo, um garoto lindo que anda tirando seu sono. Ela jamais imaginava que um dia iria acontecer algo entre eles, afinal de contas não existia um interesse mútuo, era apenas ela quem babava secretamente por ele. As coisas mudam totalmente quando, um belo dia, Bo a beija. E quando eu falo em mudar totalmente me refiro a tudo mesmo. Will, que sempre foi segura e não ligava para o que pudessem pensar do seu corpo, começa a ficar tensa pensando o que ele pode achar dela, afinal de contas está totalmente fora dos padrões.
Como se não bastasse, tem também o Concurso Miss Jovem Flor do Texas onde sua mãe, e toda a escola, fica em polvorosa. Todas as garotas estão se preparando, pensando em seus trajes, nos talentos e tem até mesmo um treinamento para isso (liderado por quem? Pela mãe de Will, claro, já que ela é atualmente uma das organizadoras do concurso). Querendo fazer a diferença, ela decide então se inscrever no concurso. Mas ela não fará isso sozinha. Algumas meninas, que também estão longe dos altos padrões de beleza impostos pela sociedade, também vão encarar esse desafio junto com Will e juntas irão mostrar a todos que são garotas incríveis!

Sabe quando você começa a ler um livro e sente um prazer enorme em acompanhar a trama, torcendo e ficando curiosa para descobrir o que vai acontecer a seguir? Foi o que aconteceu comigo e com Dumplin'. Eu já imaginava que encontraria uma história divertida, mas não achava que iria me envolver tanto com o livro e com a Will. Ela é o tipo de pessoa que eu adoraria ter no meu círculo de amizades e que, certamente teria muito a acrescentar em minha vida.
Eu sempre gostei muito de personagens bem resolvidas, que não estão nem aí para o que pensam a seu respeito e que vive feliz sendo quem é. Pessoas assim sempre vão ter minha admiração, afinal de contas eu tenho lá as minhas neuroses e de vez em quando fico com aquele famoso medinho de fazer algo por não saber o que os outros irão pensar. Como se isso importasse, não é mesmo?
Muito embora não tenha noção disso, Will é uma fonte de inspiração para as meninas que, assim como ela, não são cotadas para ser miss por estarem acima do peso ou por não terem uma aparência estonteante. Ela sabe que seu peso está longe de ser o ideal, mas não é por isso que ela vai deixar de se sentir bem consigo mesma, afinal de contas sabe que seu peso é apenas uma pequena parte do que realmente é.
O fato é que Will representa toda e qualquer menina que não se encaixa no que dita a moda e que alguma vez já se sentiu insegura por conta da aparência. E até mesmo quando passa a se sentir receosa por conta de suas gordurinhas, ela não deixa de nos representar, afinal quem nunca se sentiu insegura quando está ficando com aquele boy magia e ele passa mão pela nossa cintura? Os pensamentos de "Ai Senhor, ele vai notar minha barriga e meus pneus" já fizeram parte da minha vida e enxerguei a Neyla adolescente nas páginas daquele livro.
A trama é bem escrita, tem uma personagem incrível, que é a Will (claro), e traz à tona questões interessantes, como bullying, amizade, superação e questões familiares, de uma forma leve e divertida. A história me deixou vidrada e só não terminei o livro mais rápido porque precisava trabalhar e dormir. O romance é bem delicado e não é o foco da história. Nós sabemos que existe algo ali, mas a autora estava bem mais focada em mostrar outros fatos da história. Achei isso maravilhoso, já que por mais que eu tenha achado os dois um casalzinho muito fofo, queria mesmo era saber o que aconteceria com a Will no concurso.
Esse é um daqueles livros voltado para um público mais jovem e, nesse ponto, eu preciso dizer que, na minha humilde opinião todo adolescente precisava ler ele por retratar tão bem essa fase da vida que, de certa forma, é cheia de descobertas, dramas, dúvidas e inseguranças. Mas não pensem vocês que é um livro indicado só para adolescentes. Dumplin' é o tipo de história que, com certeza, vai agradar a todas as idades. Recomendo muito!
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Renata.Mello 10/12/2017

Eu entrei em clube do livro e esse foi o livro do mês.
Vou falar a verdade, nunca tinha ouvido falar desse livro e foi uma grande decepção. No começo eu gostei, tava ate empolgada, mas o final foi horrível. Ela simplismente correu no final... ?
Rafaelly Monike 19/03/2018minha estante
Enrolou, enrolou e não fez nada. ?


Kelly 29/04/2018minha estante
Me senti da mesma forma, esperava bem mais. Esperava uma jovem empoderada e feliz com o corpo, não insegura e fujona.




Aline 01/05/2018

Bom, mas...
Que final foi esse?! O livro é bom, mas o final foi de matar, fiquei com raiva quando terminei...
Se não tiver muita expectativa, ele até passa...
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Gisele 01/05/2018

Dumplin
Dumplin da @edvalentina 3 ?'s

***
???? O livro vem mostrar a história de Willowdean, uma adolescente acima do peso, fã de Dolly Parton e amiga fiel. Will sofre com os preconceitos acerca de seu peso, apesar de conviver bem com seu próprio corpo. Isso começa a mudar quando ela se envolve com Bo, um garoto "tudo de bom". Will começa a duvidar de se mesma e sentir vergonha dos seus colegas da escola. Em meio a esses conflitos psicológicos, ela decide se inscrever em um concurso de miss - Concurso Miss Jovem Flor do Texas - e acaba incentivando mais garotas fora do padrão de beleza a fazer o mesmo.

***
???? Esperava mais desse livro, pois vi muitas críticas positivas. Achei um bom livro, porém muito repetitivo e com diálogos muito clichês. Além disso, a maior parte do livro se passa com Will se achando inferior e sem se permitir viver, o que deixa o enredo bem chatinho e triste. Quando olho pelo lado de que esses pensamentos e reações são bem reais na vida de pessoas que se acham "fora do padrão", o livro faz mais sentido e foi o que me fez finalizá-lo.

***
???? Além de discussões sobre padrão de beleza, o livro trás muitas lições sobre amizades e amor. Um livro bem filme de sessão da tarde, fofinho e simples.

#ResenhaReadMore #LeiaDumplin #Resenha #livros #leiamais
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palavrascruciais 24/02/2018

Extremamente maravilhoso!
Willowdean é adolescente, fã de Dolly Parton e Texana. Melhor amiga de Ellen e apaixonada por Bo, seu colega de trabalho em uma lanchonete. Também é gorda, mas ao contrário do que se é esperado, ela está bem com isso. Afinal, qual o problema em ser gordo? Ou magro demais? Alto ou baixo?

Mesmo que passe por situações de bullying e algumas dificuldades, Willow não abaixa a cabeça diante nenhuma dessas coisas, até que seus sentimentos por Bo começam a ser correspondidos. Ele é perfeito perante os olhos da sociedade e dela também. Mas, por que diabos ela também não seria perfeita? E em busca dessa resposta, Willow faz a única coisa que poderia fazer... Se inscreve no evento mais aclamado de sua cidade. O concurso Miss Jovem Flor do Texas.

Juro que não sei por onde começar a falar desse livro. A primeira vez que ouvi falar sobre ele, me interessei imediatamente e o adicionei a minha wishlist. Na bienal, foi o primeiro que fisguei nas prateleiras da Valentina. Logo, estava realmente empolgada e minhas expectativas foram todas superadas. A obra de Julie é delicada, doce e divertida. Seus personagens são contagiantes e é impossível não gostar de cada um deles! É o tipo de leitura que prende e que quando você se dá conta, já leu cinquenta páginas, assim... em um pulo!

Em Dumplin' encontramos de maneira muito bem trabalhada a forma como a busca da perfeição e do corpo ideal pode nos atingir desde a infância, perseguir pela adolescência e alcançar a vida adulta com força inenarrável. Willow e diversas outras personagens, mostram como a sociedade pode ser capaz de afetar uma pessoa apenas por ela não se encaixar em um padrão que ninguém sabe o porquê de ser imposto como perfeito. Além disso, Julie também nos traz como são os efeitos do primeiro amor, a busca dos sonhos durante a adolescência e como a idade de alguém não o impede de sentir tudo que faz parte da vida humana. Tristeza, felicidade, inseguranças, confiança, incapacidade, medo, força, alegria, dúvidas e o desejo por respostas.

Eu amei a Willow e me identifiquei com ela. Lembrei dos meus tempos de escola e de como ás vezes era complicado estar dentro do meu próprio corpo, de como ainda é. Amei Bo, um adolescente quietão e ao mesmo tempo com um mundo de coisas para falar. Mitch, o grandão com coração molinho. Todos, todos, todos! Não tenho palavras para descrever meu amor por esse livro. Aliás, falando de personagens masculinos, foi maravilhoso ler algo sem qualquer teor machista. Estava me fazendo falta!

Enfim! Falei, falei, falei e não disse metade do quão fantástico é esse livro. Recomendo para todos como leitura necessária! Por favor, leiam Dumplin' mesmo que não sejam muitos chegados no gênero. Prometo que não vão se arrepender.

site: https://www.instagram.com/palavrascruciais/
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Rebeca 16/05/2018

Achei um pouco monótona a leitura, mas só pelo fato de termos uma protagonista gorda que não termina emagrecendo daria 5 estrelas. Precisamos de representatividade em diversos temas inclusive na literatura, e este livro faz isso! Ser gorda na nossa sociedade ainda é ser/ter uma identidade marcada como diria Guacira Louro (àquela identidade que sofre por fugir da tal norma, isto é, daquela identidade presumida que nem precisa dizer de si porque todas as outras são comparadas à ela).
Além de expor vulnerabilidades, propor reflexão, é uma grande oportunidade para calçarmos o sapato do outro procurando ver como ele se sente/pensa/vive. Também fala de outras personagens com suas diferenças entrando no concurso de beleza unidas, tornando mais confiantes consigo mesmas ao longo de todo processo :)
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Blog Stalker Literária 06/07/2017

Representatividade importa!
Desde a divulgação desse lançamento nas redes sociais da editora eu estava LOUCA para tê-lo em mãos, LOUCA para conhecer a história e conhecer melhor a incrível Willowdean que é gorda e super segura do seu corpo, e eis que finalmente realizei essa leitura e NOSSA, preciso desabafar com vocês o quanto esse livro vai além de uma história com uma menina gorda, vai além de falar de representatividade, vai além de tudo que você pode esperar ao embarcar nessas páginas.

“Mas essa sou eu. Gorda. Não é nenhum palavrão. Não é nenhum insulto. Pelo menos, não quando eu digo. Por isso, sempre me pergunto: por que não chutar logo de uma vez para longe essa pedra do caminho?”

Willowdean é gorda, e pra piorar ela é filha de uma das ganhadoras da Miss Jovem Flor do Texas (um concurso de beleza que é o ápice do ano daquela cidade interiorana). Ela ama seu corpo, há muito tempo aprendeu a amá-lo e a ignorar o bullying que sofria na escola por causa de suas curvas, aprendeu também a ignorar as ~nada sutis~ indiretas de sua mãe que vive empurrando ela para dietas, conferindo o estoque de comida da casa para saber se ela não o atacou a noite e também a colocando para assistir programas de emagrecimento na TV. Sinceramente ela já não tem paciência para essa insistência da mãe, ainda mais depois que sua tia Lucy morreu sozinha em casa, um infarto na frente da TV e que foi diretamente associado a sua obesidade pela sua mãe obcecada pelo corpo.

Mas esse ano sua vida começa a mudar quando Bo (seu colega de trabalho/ crush da sua vida) a beija no final do expediente. Parece que esse evento desalinhou seu mundo, pois inseguranças com relação ao seu corpo começam a surgir, sua melhor amiga briga com ela e pra piorar ela resolve se inscrever em um concurso que é feito exclusivamente de mulheres magras e perfeitas. Como tudo isso foi acontecer com Willowdean justamente quando parecia que tudo na sua vida estava prestes a melhorar, e não piorar?

Então vamos lá falar desse livro maravilhoso que eu amei desde a primeira página que queria indicar pra todo mundo como se fosse um guia, porque aprendi tanto com Willow nesse livro que sinceramente ele se tornou um dos meus favoritos da vida bem antes de finalizar a leitura.

Mas antes só queria dizer que sou separar essa resenha em duas postagens. Hoje vou falar um pouquinho por cima do livro, o que achei, colocar algumas quotes e fotos dele por dentro pra vocês verem, e amanha é o post de desabafo, um vídeo + textão pra gente conversar do quanto esse livro é bom e que precisa ser lido por todos.

“Extra, extra! Um homem não vai resolver meus problemas!”

Willowdean Dickson, ou Will, ou Dumplin’ (como sua mãe a chama, Dumplin’ é tipo um salgadinho frito) é a nossa protagonista dessa história. Ela é uma adolescente com seus 17 anos que é gorda, e que ama suas curvas. Ela é uma protagonista que desde a primeira página conquista o leitor por um simples fato: ela é real, suas inseguranças são reais, seus medos são reais, suas neuras são reais DEMAIS, e não tem como o leitor não entrar de corpo e alma nessa leitura, principalmente se você é ou já foi gorda ( o).

Sua insegurança ao se relacionar com Bo pode parecer um pouco bobo para alguns, mas a autora consegue colocar bem as claras todos os pensamentos da garota de: se os outros já praticam bullying com ela sozinha, imagina se ela aparecer namorando o cara mais gato da escola? Imagina a vergonha que ela vai fazer ele passar por andar com a menina gorda, imagina como os outros vão comentar que ele está fazendo uma boa ação ou é completamente louco de pedra. Para alguns esses questionamentos podem parecer forçados demais, mas quando você é o gordo da relação, o diferente, isso tudo passa pela nossa cabeça, toda essa neura é real, e você acaba travando sua felicidade com medo de sofrer mais.

Mas Will acaba – em um impulso louco e em memória da sua tia Lucy – fazendo uma loucura: se inscrevendo no concurso de beleza da cidade, afinal no formulário de inscrição não diz que você precisa ser magra pra participar, e se ela se acha linda porque não pode concorrer? Essa loucura momentânea dela acaba levando outras garotas ‘fora do padrão’ da escola a se inscreverem também, e a partir daí começa uma linda mensagem sobre empoderamento, união, amizade e principalmente representatividade.

Não quero entrar muito em detalhes nessa resenha sobre os temas levantados pela autora, pois quero falar mais deles no post de amanhã.

“Você não merece vencer nada nem participar de qualquer concurso até ir à luta, batalhar. Talvez as gordas, as mancas ou as gengivudas e dentuças não costumem vencer concursos de beleza. Talvez não seja a norma. Mas o único jeito de mudar isso é marcando presença. Não podemos esperar as mesmas coisas que as outras garotas esperam até começarmos a exigi-las. Porque ninguém vai nos dar nada de bandeja, Will.”

A autora aborda muito sobre como a representatividade é importante, e não é só com uma gorda, você pode colocar qualquer outra minoria que sofre preconceito no contexto desse livro que ele vai se encaixar perfeitamente, e isso é o que torna ele tão belo, ele é um exemplo para todos que já se sentiram excluídos, humilhados e julgados por ser diferente, por não estar no padrão, por não querer mudar para agradar alguém.

Apesar de ter o tema de bullying no livro ele não é o foco central. É claro que há mensagens sobre como aquelas pessoas que são diferentes sofrem, principalmente na escola onde há sempre a turminha dos idiotas que se acham o máximo, mas através daquelas amigas que decidem quebrar os padrões e entrar no concurso vamos entender o quanto é importante se amar, o quanto é importante não deixar a opinião daquelas pessoas idiotas lhe atingir e acima de tudo o quanto é importante você se impor, não se esconder, não se diminuir por causa de crítica alguma.

Outro tema muito importante abordado na história é o relacionamento de Will com a mãe. Ela é uma gorda que emagreceu na infância e desde então vive em dietas e no controle total de seu peso, e tem uma paranoia imensa com o corpo da filha e com o fato de ela nunca aceitar suas sugestões para emagrecer. Isso também é algo muito real que a autora colocou nessa história, a gordofobia dentro da família é uma coisa muito comum, infelizmente, é algo que nos deixa pra baixo, acaba com nosso emocional, e que nos faz ficar na defensiva, assim como Dumplin’ fica com a mãe. Mas a autora trás uma mensagem muito necessária sobre tal relacionamento, às vezes precisamos relevar, às vezes precisamos tentar conversar, às vezes precisamos ficar menos na defensiva para tentar criar um relacionamento saudável com essa pessoa, porque ela nos ama e só quer nosso bem, e por mais que esse bem seja um pouco distorcido, a presença daquela pessoa é importante em nossas vidas.

Não tem como não amar os personagens dessa história, pois mesmo que ela se concentre em Will, todos ali possuem um papel importante e uma mensagem importante sobre amizade, aceitação, luto, família, e muitos outros… Você vai conhecer essas pessoas dessa cidadezinha nada peculiar e vai se sentir na história, vai se sentir abraçado por aquelas pessoas e vai torcer para que o concurso dê tudo certo e que essas garotas possam mostrar para aquela cidade que elas são lindas também, a sua maneira.

“Linda, foi o que ele disse. Gorda, é o que eu penso. Mas será que não posso ser as duas coisas ao mesmo tempo?”

O trabalho gráfico da editora não poderia estar mais perfeito, além da capa ter um acabamento fosco e as ilustrações originais, as páginas são amarelas e bem grossinhas, temos uma coroa no começo de cada capítulo e quando há algum termo ou trecho de música em inglês temos notas de rodapé para entendermos melhor o que estão dizendo. Fora a incrível tradução e as abas internas maiores que em livros convencionais.
Essa resenha vai ficar por aqui, não quero me estender muito nos temas porque se não o
post de amanhã ficaria repetitivo e este muito grande, e estou tentando equilibrar as coisas rsrsrsrs

Dumplin é um livro muito necessário, que mesmo tendo o público jovem adulto como alvo serve para todas as idades, para todas as minorias que se sentem pouco representadas na literatura e que precisam aprender a se aceitar, a se amar mais. É um livro leve e fofo, para ser lido em poucas horas, mas que ficará no seu coração para sempre e que possivelmente entrará para seus favoritos. Você não precisa ser gordo para entender essa história, não precisa fazer parte da minoria, não precisa ser diferente, mas se for… ele terá todo outro significado pra você, e pode ter certeza que vai mudar a sua vida para sempre.

“Sei que as garotas gordas deveriam ter alergia a piscinas, mas eu adoro nadar. Não sou boba: sei que as pessoas ficam encarando, mas não podem me culpar por eu querer dar uma refrescada. E por que isso deveria fazer alguma diferença? Por que ter coxas enormes e cheias de celulite me obriga a pedir desculpas à humanidade?”

“Detesto ver gordas na tevê ou no cinema, porque parece que o único jeito de o mundo aceitar um gordo é se ele estiver infeliz com o próprio peso ou se for o melhor amigo do piadista. E eu não sou nenhuma das suas coisas.”

“Meu corpo é o grande vilão da história. É assim que ela o vê. Uma prisão que encarcera a parte melhor e mais magra de mim. Mas está redondamente enganada.”

“Fazer bem uma coisa não significa que se tenha a obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo.”

“Acho que você deve ser quem quiser ser, até sentir que é a pessoa que está tentando se tornar, seja lá quem for. Às vezes, fingir que a gente é capaz de fazer uma coisa é meio caminho andado.”

“Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”

“Acho que, às vezes, a perfeição que vemos nos outros é feita de mil pequenas imperfeições, porque tem dias em que a porcaria do zíper do vestido não sobe de jeito nenhum.”


site: http://www.gordinhaassumida.com.br/2017/07/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Malucas Por Romances 24/08/2017

Dumplin'
Recebi esse livro em parceria pela Editora Valentina e assim que soube dele fiquei louca pra lê-lo, mas não imaginava o impacto que ele teria durante a leitura. Dumplin' é o primeiro livro da autora Julie Murphy publicado aqui no Brasil, e foi também meu primeiro contato com a escrita da autora e posso garantir que foi o primeiro de muitos, porque estou totalmente encantada pela escrita da autora.
"... A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu, você não tem o direito de dizer nada. Seja a pessoa gorda, magra, alta ou baixa, não interessa."

Nesse livro vamos conhecer Willowdean Dickson, conhecida por Willow ou Will para os mais íntimos. Ela é filha de uma das ganhadoras do concurso de Miss Jovem Flor do Texas - um concurso de grande popularidade na região - Will é uma garota gorda e que não tem medo e nem vergonha de ser assim, Will aprendeu a ignorar comentários toscos e o bullyng que sofria na escola, além de ignorar principalmente as indiretas da mãe que sempre decide assistir com a filha algum programa de transformação onde a gorda não se ama e após emagrecer fica feliz da vida, ou vive enfiando dietas na vida dela. Ela perdeu a sua tia Lucy a pouco tempo por causa de um ataque cardíaco, mesmo não sendo relacionado direta a obesidade sua mãe fica ainda mais neurótica. Então além de perder a tia/amiga/mãe, sua mãe está ainda mais paranoica por causa do corpo da filha, e com isso algumas brigas familiares acontecem.
“Meu corpo é o grande vilão da história. É assim que ela o vê. Uma prisão que encarcera a parte melhor e mais magra de mim. Mas está redondamente enganada.”
Só que esse ano a vida de Willow está passando por uma grande mudança, já que ela está apaixonada por Bo seu companheiro de trabalho, e ela é correspondida. Poderia ser algo normal e até mesmo banal pra muitos, mas pra ela mexe diretamente com sua insegurança com seu corpo. Pra ela o menino lindo que toda garota iria querer ficar jamais iria realmente gostar dela, uma garota gorda.

Durante esse tempo ela e sua melhor amiga Ellen, amiga que é o oposto dela, já que é a tipica beldade americana, começam a se afastar e acabam brigando quando Willow decide participar do concurso Miss Jovem Flor do Texas. Ela queria somente o apoio de sua amiga e não a participação direta dela no concurso, na verdade as coisas já estavam estranhas entre elas e essa foi a gota d'água que faltava pro copo transbordar.

No momento que ela decidiu participar do concurso ela não imaginou que sua iniciativa iria afetar outras pessoas, até ser surpreendida com outras três meninas da escola totalmente "fora dos padrões" que decidem participar também. E é no meio de tudo isso que conhecemos os medos e dilemas de Will.
“Detesto ver gordas na tevê ou no cinema, porque parece que o único jeito de o mundo aceitar um gordo é se ele estiver infeliz com o próprio peso ou se for o melhor amigo piadista. E eu não sou nenhuma das duas coisas.”
Eu não imaginei me sentir tão representada em um livro como me senti nesse. Em vários momentos da leitura eu me vi derramando lágrimas, não pelo livro ser triste, mas sim por está lembrando os meus medos diários. Aquela luta diária pelo corpo que a "ideal". O gordo(a) que nunca sofreu bullyng que atire a primeira pedra, é muito difícil quando você está fora dos padrões que a sociedade determina, e muitas vezes os comentários depreciativos faz você se sentir cada vez pior.
“Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”
A insegurança que ela tem em relação ao Bo, quando ele abraça ela e sente suas gordurinhas, é como se eu estivesse lendo minha história. Quantas vezes eu me encolhia eu me esquivava por medo do que iam ou vão pensar do meu corpo, quantas vezes eu fiz dietas loucas só pra ser a magra que todo mundo deseja. Bo eu achei ele um garoto totalmente decidido, e que não tá nem aí pra opinião dos outros. Não posso mentir, mas foi paixão a primeira página pelo Bo kkkkk.
“Marcus resmunga não sei o quê sobre TPM e, para minha surpresa, vem a voz de Bo da cozinha: - Por que ela não pode estar tendo um dia ruim? Não precisa inventar nenhum motivo idiota pra isso.No escritório, Ron solta um assovio baixinho.”

O dilema que ela tinha com a mãe é outro que até hoje tenho com a minha família, o apelido Dumplin (Dumplin’ é tipo um salgadinho frito) que sua mãe deu e considera carinhoso, nem sempre é bem vindo, e esse foi mais uma das coisas que mexeu comigo. Muitas vezes conseguimos ignorar as pessoas da rua, da escola ou qualquer estranho, mas é tão difícil fazer o mesmo com a família, principalmente quando começam com as malditas piadas gordofóbicas que só humilham e menosprezam o corpo de uma pessoa gorda.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy.html#axzz4qghIRLKc
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Léia 28/04/2018

Dumplin'
Pra todos aqueles que sofrem de insegurança, Dumplin é um show de coragem.

A história é linda e contagiante, me fez perceber que todos os seres humanos, por qualquer que seja o motivo, passa por momentos de fraquezas e dúvidas internas, será que faço, será que posso, será que errei, será que fiz certo, será que peço perdão?

Uma dose de coragem, faz com que consigamos fazer coisas que antes jamais teríamos imaginados.

Dumplin é uma menina como qualquer outra, cheia de medo e de inseguranças, mas pelas referências que tem da vida, pela sua formação pessoal decidi fazer algo até então, pra ela e pro seu contexto atual e cotidiano, IMPOSSÍVEL, que sendo gorda, participar de um concurso de beleza.

As cenas são lindas e marcantes, um chacoalhar nas nossas ideias e pensamentos. Amei
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Rosana 12/05/2018

O livro vai apresentar uma protagonista gorda que se sente muito bem com o próprio corpo, porém em algum momento isso vai mudar e vai deixar nossa protagonista questionando a própria autoestima.

O livro vai contar a a estória da Willowdean, ela é uma adolescente gorda que se sente segura e bem com o próprio corpo. O título do livro se dá pelo fato de sua mãe usar "Dumplin'" como um apelido carinhoso para ela. Will repudia esse apelido e fica muito brava sempre que sua mãe a chama desse jeito, inclusive acontece uma vez em público e Will quase tem um treco por conta disso.

Will é gorda assumida e não tem problema nenhum com o seu peso, e também não se importa com que as pessoas vão pensar por conta disso. Ela não tem problema com o seu peso, mas a sua mãe sim. Sua mãe é a ex-miss de um concurso de beleza da cidade (que acontece todo ano) e com isso, ela está sempre tentando dietas milagrosas e fazendo com que Will também faça essas dietas, mas é claro que elas nunca dão certo. Como Will mesma diz, as dietas funcionam por um ou dois meses e depois sua mãe desiste.

“Eu perdi muito tempo na vida me preocupando com o que as pessoas diriam ou pensariam. E, às vezes, era em relação a coisas bobas, como uma ida à mercearia ou aos correios. Mas houve ocasiões em que me proibi de fazer coisas importantes; E tudo porque estava com medo de que alguém me olhasse e decidisse que eu não tinha valor.”

Por ter um relacionamento bem complicado com a mãe, Will acabou aproximando-se mais de sua tia Lucy, que também sofria por ter sobrepeso. As duas sempre entenderam muito bem, mas Lucy acaba falecendo e Will se vê sem chão e com os julgamentos constantes de sua mãe, que tem medo do mesmo acontecer com sua filha.

Will trabalha em uma lanchonete e acaba descobrindo que seu colega de trabalho gosta muito dela e isso faz com que ela comece a questionar-se e duvidar das próprias capacidades. Sua confiança fica abalada, pois ela não acredita com que o cara gatinho do serviço e o popular da escola possa gostar dela.

"A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu, você não tem o direito de dizer nada."

Com o concurso de beleza da cidade chegando, Will decide participar, para provar à ela mesma que ela consegue, para provar para a mãe que subestima a beleza da filha e provar as pessoas que seu peso não muda em nada a pessoa que ela é.

É um livro recheado de auto-aceitação, amor próprio e confiança, não só em si mesmo, mas confiar no próximo também. Os relacionamentos de amizade e amor, aqui representados, parecem reais e verdadeiros. A relação com sua mãe é algo real e aceitável, há discussões, momentos de alegrias e questionamentos, como qualquer relacionamento familiar.

O romance do livro é algo fofo, mas não é meloso. Há um pseudo triangulo amoroso que não faz muito sentido, mas até que é importante para a narração. As relações de amizade com Ellen e com as outras personagens que aparecem, são cheias de altos e baixos, mas são verdadeiras e plausíveis.

Apesar de gostar muito do livro, da narração e da escrita (é um livro muito leve e rápido de ler), parece que a autora deu uma corrida no final para tentar responder todas as questões pendentes. Além do quesito autoestima, o livro apresenta conflitos e situações reais com uma homenagem à Dolly Parton. No geral, gostei bastante e super recomendo a leitura. Mal posso esperar para a continuação que será lançado em Maio lá na gringa *___*

site: http://www.tudoquemotiva.com/2018/03/dumplin-julie-murphy.html
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Amandaarrios 04/02/2018

?O sorriso é uma curva que endireita tudo.?
Não tenho palavras pra descrever o quanto esse livro me surpreendeu. Estou completamente apegada a essas personagens.
Hannah.
Millie.
Amanda. (A primeira Amanda retratada que não é uma otária)
E Willowdean.
Willowdean.
Esse nome é quase um novo significado pra mim. Como aqueles milhões de suspiros que a protagonista solta. Mas é aquele suspiro bom, de que foi sofrido, mas encontramos o caminho para felicidade.
Will me ensinou milhares de coisas, mas a que mais me marcou é que: Não importa os nossos defeitos ou o que os outros pensam de nós. Sempre vai ter alguém que te acha incrível.
Não é mesmo, Bo?
Kkkkkk.
Lindoooooo.
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Felipe Miranda 27/07/2017

Dumplin' - Julie Murphy por @ohmydogestolcombigods
O problema com a auto estima é que ela, infelizmente, não depende apenas da gente. Não é algo tão pessoal assim. Não faz jus ao “auto” da palavra. É um conjunto de fatores. O reflexo que a gente vê no espelho é influenciado pelo que acontece fora do nosso quarto. Do nosso mundinho seguro. Como eu posso me achar bonito e forte o suficiente para enfrentar o universo quando não consigo acreditar em mim mesmo? Representatividade importa. Sentir-se sozinho não colabora no processo de crescimento. Estar sozinho é diferente de se sentir único.

E quando você foge dos padrões que a mídia tanto defende isso complica ainda mais. Eu tenho minhas inseguranças, claro, mas hoje eu sinto que não me abalo tão facilmente. Em Dumplim, a protagonista é gorda, e acho que a gente pode usar, sim, essa palavra sem soar ofensivo. Porque é uma verdade. E as verdades devem ser ditas sem causar espanto. As verdades representam o impulso necessário para o próximo passo, que não é emagrecer ou adotar a dieta do momento. O próximo passo parte de dentro para fora. É simplesmente se entender. Aceitar-se e abraçar a guerra. Não há nada que você não consiga. A primeira e mais valiosa decisão é não se autossabotar. Depois vem a autoestima. E todos os autos que você achar importante.

Diferente da maioria das adolescentes do Texas, Dumplin’ nunca se viu desfilando em trajes de banho e discursando sobre a paz mundial para vencer um concurso de beleza. Diferente da sua mãe, uma das vencedoras mais emblemáticas desse mesmo concurso, ela não é magra ou cabe num vestido de gala número 38. Willowdean Dickson já aprendeu a lidar com os olhares tortos e comentários ofensivos. Ela não se esconde, não quer emagrecer e está muito bem, obrigado, até que sua rotina é alterada por perdas e um amor. Ela se vê obrigada a sair de sua zona de conforto.

Willow nunca foi muito próxima da mãe. Sua tia Lucy sempre foi mais presente nesse papel. Mas Lucy morreu dezenas de quilos acima do peso e parece que nenhuma das duas, nem Willow e sua mãe, sabem como seguir em frente sem apagá-la de uma vez da memória ou mantê-la num quarto que expira tristeza e sonhos não realizados.

Quando Dumplin’ se vê afastada de sua melhor amiga de infância e arrodeada de garotas que a veem como um exemplo, ela decide ir além. Não que ela queira ser algum tipo de heroína, mas segredos do passado de Lucy mostram a ela que nada é impossível quando se tem coragem. Willow simplesmente vai. Ela não quer vencer e ganhar uma coroa. Ela quer comprovar que praias não são exclusivas para modelos de corpos sarados. Ela quer provar que qualquer um pode ser lindo por fora também. Ela quer marcar presença em um evento voltado para magricelas para mudar um cenário distorcido e errado.

Cada capítulo desse livro me relembrou um ensinamento importante sobre como é difícil viver em sociedade. Não por eu ser antissocial, pelo contrário. A obra de Julie Murphy só reforçou o que eu mais prezo na vida, que é considerar as consequências de tudo que faço e deixo de fazer. Willow, apesar de ser muito mais forte que 90% dos adolescentes que a gente conhece, possui suas fraquezas. Claro que possui. E acho que isso faz dela um personagem que deveria ser conhecido em sala de aula. Eu voto em Dumplin’ para leitura obrigatória no ensino fundamental. Porque ela mostra que para conquistar algo é preciso, primeiro, vencer as próprias batalhas interiores. Uma percepção que talvez não esteja sendo tão exemplificada nos primeiros anos de estudo.

Se você sentiu falta de um romance até agora nessa resenha, calma, que tem e muito. Willow se vê entre dois caras, inclusive. Dois jovens que se apaixonam por tudo que ela representa. Ela é linda. E sabe o que impede ela de viver qualquer um desses amores? Insegurança. Ela se acha incapaz, menor. Ela tem medo do que os outros vão pensar ao vê-la do lado de rapazes populares e bonitos. Como se ela não estivesse preparada para enfrentar os comentários, entende? E meu coração doeu quando eu li todas as reflexões dela. Até externa-las, de fato, é um longo caminho. E ao final de todo esse percurso a gente entende duas coisas: a primeira é que se amar é, mesmo, mesmo, mesmo, o essencial. Chega a ser suficiente até. Compreender que nossa gengiva saliente, cabelo crespo, quilos a mais ou nariz avantajado é parte de quem somos e de quem seremos no futuro. É motivo de orgulho porque, ei, é único. Você precisa encarar. Você precisa escolher a forma de encarar tudo.

E a segunda coisa é que amor a dois não se sustenta sozinho. E se, depois do amor próprio e do reconhecimento das próprias virtudes, ainda assim você não achar que pode segurar a mão de alguém e fazer jus a um “sim”. É melhor não tentar mesmo. Até para fracassar você precisa estar disposto. Não estou falando de pessimismo. Estou falando de ser fiel ao que se sente. É sobre verdade e entrega.

Willow precisa descobrir um talento para expor no concurso de beleza e pensar nas vestes dos desfiles enquanto ajuda suas novas amigas a serem fortes e encararem o desafio como ela, de frente. Willow precisa se entender com a mãe e viver o luto de um jeito mais saudável. Willow precisa resgatar a amizade mais importante de sua vida e viver um amor sem poder dividir dúvidas e frios na barriga. Willow precisa apenas ser ela mesma para realizar tudo isso e mais um pouco.

site: http://ohmydogestolcombigods.blogspot.com.br/2017/07/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Natalia 25/12/2017minha estante
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