Dumplin

Dumplin' Julie Murphy




Resenhas - Dumplin


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Queria Estar Lendo 06/07/2017

Resenha: Dumplin'
Dumplin’, lançamento da Editora Valentina, que cedeu um exemplar para a resenha, é uma história divertida e muito inteligente sobre uma garota que mostra que para ser confiante e amar a vida não tem nada a ver com o número da balança.

Willowdean, ou mais conhecida por Willow, é a protagonista. Dumplin’ é o apelido que ela recebeu da mãe, desde pequena, mas não curte muito. É difícil não gostar de Will, com todos os seus sonhos e vontades, sua confiança, mesmo que ela não perceba, e sua coragem de querer viver a vida, independente de onde está e como está.

"- Tive um dia muito cansativo. Preciso de um tempo.
Marcus resmunga não sei o quê sobre TPM e, para minha surpresa, vem a voz de Bo da cozinha:
- Por que ela não pode estar tendo um dia ruim? Não precisa inventar nenhum motivo idiota pra isso.No escritório, Ron solta um assovio baixinho."

A história se passa em uma pequena cidade do Texas, Clover City, onde metade do ano é focado no maior triunfo do lugar: um concurso de miss. A mãe de Willow, inclusive, foi uma das vencedoras há muitos anos e toda vez que essa época chega, é uma das organizadoras do evento. Pode-se dizer que parte da história também gira em torno desse concurso, pois é a partir dele que Will começa a construir a confiança em si mesma e percebe que para fazer o que ela deseja, só é preciso querer.

Todo o ano, quando o concurso se aproxima, a mãe de Will fica obsessiva, o que só faz a garota querer passar longe dele desde criança. Mas após muitos acontecimentos que parecem ter se transformado numa bola de neve, Will começa a refletir como seria sua participação no concurso. É então que, através do mau relacionamento com a mãe, a tristeza pela morte recente da tia querida, seu afastamento de Bo, o garoto que ela tem uma paixonite forte e teve um romancezinho no verão, e o distanciamento da melhor amiga, Will decide entrar. Se todas aquelas garotas podem, por que ela não poderia?
"
- Minha mãe é doida de pedra. Desculpe.
- Vocês se parecem.
Tento engolir, mas minha boca está seca feito um deserto. Ninguém jamais tinha dito isso sobre mim e mamãe. Era sempre em relação da Lucy. Você se parece com sua tia. Não me envergonho disso, mas gosto da ideia de ter puxado à minha mãe."

Ao poucos vemos a personagem evoluir, passando por altos e baixos e provações que, tanto derivam dos fatores externos quanto de dentro de si. O enredo é muito real, pois a evolução dela não é algo reto e somente crescente. Will evolui porque comete erros, porque alcança a maturidade para resolvê-los e, conforme as coisas vão acontecendo, ela também perde um pouco da confiança em si mesma, o que é um motivador interno para que aumente sua coragem e comece a fazer as coisas, recuperando sua confiança por si só, algo que ela nem notava que tinha antes de perdê-la.

Os personagens secundários são bem construídos e durante a narrativa acabamos conhecendo o suficiente sobre eles para que haja uma estrutura bem formada na história, sem que estejam ali apenas para dar continuidade à história da protagonista.

A narrativa é excelente, muita fluída e rápida, nada cansativa. Há muitas tiradas engraçadas e acontecimentos muito reais, sentimentos muito reais. É uma história divertida, sincera e verdadeira. O livro me surpreendeu muito, pois admito que esperava algo diferente, o que foi bom, pois não teria gostado tanto quanto gostei se fosse aquilo que eu imaginava. Uma das coisas mais legais também no livro é que ele é cheio de referências à Dolly Parton, o que é incrível, porque até mais sutil das coisas se descobre ser o nome de uma música da cantora. A relação que a autora fez da Dolly com a Will é muito bem construída e me fez querer ouvir as músicas delas durante um dia inteiro.

"- Você detesta esse apelido, não detesta?
Sorrio.
- Não tanto como no passado.
- Posso parar de te chamar...
- Não. Acho que já o assumi. - Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin', Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa."

Adorei a capa, representa muito bem a história. A margem permite muito bem a leitura sem precisar abrir demais o livro e a fonte é ótima para leitura rápida. A única coisa que me incomodou foi o aumento do tamanho da fonte na primeira página de cada capítulo, talvez seja o TOC. Fora isso, a edição está ótima.

E por fim, devo dizer que o livro me encantou e assim que finalizei a leitura, fiquei com vontade de carregá-lo para todo lado e reler umas 10 vezes. Com pouco mais de 200 páginas, ele deixa um gostinho de quero mais e é impossível não ficar imaginando o que aconteceu depois da última página. Bem que podia vir um volume dois, que eu não ia reclamar hahaha.
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Kris - Conversas de Alcova 04/07/2017

É sobre empoderamento feminino, bebê. - Livro lindo e cheio de representatividade ♥
Oi gente, hoje eu estou aqui pra trazer para vocês a resenha de Dumplin' uma das minhas leituras preferidas do ano. Uma obra voltada a um público jovem-adulto, mas que contém uma história tão doce, profunda e representativa que com certeza é capaz de passar uma forte mensagem as pessoas de todas as idades.

"A perfeição não é nada mais que um fantasma que perseguimos."

A história nos apresenta Willowdean Dickson, ou simplesmente, Will uma jovem de 18 anos que conviveu a vida toda com seu sobrepeso, o que lhe faz estar fora dos padrões de beleza. Ela mora em Clover City uma cidadezinha no interior do Texas, famosa por seu concurso de beleza : Miss Jovem Flor do Texas, sua mãe foi uma dessas misses e ainda hoje é muito envolvida no concurso cuidando de sua organização. Will tem sofrido pela perda recente de sua Tia Lucy, que faleceu de um infarto, causado provavelmente pela obesidade.
Ela tem também uma melhor amiga, chamada Ellen, uma jovem que se destaca por sua aparência perfeita, porém El é um amor de pessoa, completamente despretensiosa e não dá importância a aparência. Juntas El e Will formam uma forte dupla de fãs da Dolly Parton.

O relacionamento entre Will e sua mãe é complicado, principalmente devido as diferenças de peso, a mãe de Will não acredita que a filha nunca conseguirá ser feliz, devido ao seu peso e isso a faz usar meios desagradáveis para fazer com que a garota se enquadre. Foi da mãe que a garota recebeu o 'não tão carinhoso' apelido de Dumplin' (uma espécie de salgado em forma de "trouxinha", algo próximo a uma coxinha).

O diferencial é que Will se aceita na maior parte do tempo, o máximo que uma adolescente é capaz de se aceitar. Ela sabe que é gorda e que isso não faz dela menos que ninguém e que as pessoas devem respeita-la apesar dessas diferenças. Porém essa autoconfiança de Will é colocada em cheque, quando ela se apaixona por um cara gato, que todas as garotas paqueram e ele retribui o interesse.
E todo mundo sabe que se relacionar com um garoto bonito é algo que mexe com a auto-estima de qualquer mulher e isso não é diferente com Will, que decide comprovar, para si e para todos que ela pode ser gorda e feliz, que ela pode ser gorda e se aceitar, que ela pode ser gorda e bonita. E a sua atitude incentivou outras meninas que não correspondiam ao padrão de beleza a participarem também.

"Talvez as gordas, as mancas, ou as gengivudas e dentuças não costumem vencer concursos de beleza. Talvez não seja a norma, mas o único jeito de mudar isso é marcando presença. Porque ninguém vai nos dar nada de bandeja."

Apesar de ter encarado situações de bullying na época da escola, não conheço sofrer bullying por estar acima do peso, por isso não posso falar como quem tem vivência de causa. Porém, convivendo com meninas que passam por isso e conversando muito com elas, posso afirmar que Dumplin' é uma obra que traz a essas meninas uma forte representatividade, porque por diversas vezes enquanto lia, identifiquei no texto coisas semelhantes ao que eu ouvi dessas minhas amigas.

No início da leitura, eu imaginei que odiaria a mãe da Will, porém enquanto lia e via os argumentos dela, pude compreendê-la. Apesar de erradas as suas atitudes eram visando o bem estar de sua filha. A mãe da Will tem um complexo com a sua aparência física e projeta isso na filha. Na cabeça dela a filha não pode ser feliz com o seu corpo, porque ela não se aceitaria com aquele corpo, então ela tenta "ajudar" a filha e acaba fazendo a mal. Por isso eu acredito que Dumplin' não seja uma obra que vai falar só com essas meninas gordas, mas com as mães, as tias, as professoras e as amigas delas também. Vai ajuda-las a refletir e pensar em como essas garotas se sentem e que se as amam devem aceita-las e não tentar muda-las.

"Fazer bem uma coisa não significa que se tenha obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo."

Quando a Will se envolve com o Bo, ela muda completamente. Eu li umas resenhas no Goodreads criticando isso e realmente, não consegui entender como essas pessoas não percebem que estamos falando de uma adolescente. Independente dela ser gorda e se aceitar, ela é uma adolescente e tem os mesmos problemas. Se relacionar com uma pessoa que você acha extremamente bonita é algo que mexe completamente com a autoestima das pessoas, por mais satisfeitas consigo mesma que elas estejam. Então, imagina com alguém que sempre nadou contra a corrente, pra se aceitar quando os outros apontavam e diziam que ela era feia, que ela não se encaixava?
Apesar do foco da trama ser os problemas enfrentados por garotas gordas, a trama não se restringe a isso. A Julie mostra na sua história, outras garotas que também não se enquadram nessa "perfeição" que a sociedade exige e são julgadas por isso. O bullying é algo abordado na trama de maneira bem direta e é enfrentado, porque a autora criou uma personagem que não baixa a cabeça.

"Às vezes descobrir quem você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin'. Will. Willodean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa."

Acho que algumas pessoas poderam tentar se enganar que o foco do livro é o romance, mas não é. O livro é sobre a Will, o romance é um mero detalhe. Assim como na nossa vida, nós amamos nos apaixonamos, mas não é isso que dita quem nós somos. Dumplin' é um livro sobretudo sobre empoderamento feminino. É um enredo que fala sobre coragem, determinação, sobre enfrentar tudo e todos (inclusive a sua própria cabeça) é sobre se aceitar.
A história nos mostra o amadurecimento da personagem, nos mostra que até mesmo quem sofre julgamentos está passível de julgar as pessoas. Muitas vezes esse julgar o outro vira até um hábito, pois acaba sendo visto como autopreservação.

E esses são só alguns pontos levantados nessa leitura, se eu for falar de todos essa resenha iria ter uns dois metros...

(leia a resenha completa no blog)

site: http://www.conversasdealcova.com/2017/07/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Blog Gordinha Assumida 06/07/2017

Representatividade importa!
Desde a divulgação desse lançamento nas redes sociais da editora eu estava LOUCA para tê-lo em mãos, LOUCA para conhecer a história e conhecer melhor a incrível Willowdean que é gorda e super segura do seu corpo, e eis que finalmente realizei essa leitura e NOSSA, preciso desabafar com vocês o quanto esse livro vai além de uma história com uma menina gorda, vai além de falar de representatividade, vai além de tudo que você pode esperar ao embarcar nessas páginas.

“Mas essa sou eu. Gorda. Não é nenhum palavrão. Não é nenhum insulto. Pelo menos, não quando eu digo. Por isso, sempre me pergunto: por que não chutar logo de uma vez para longe essa pedra do caminho?”

Willowdean é gorda, e pra piorar ela é filha de uma das ganhadoras da Miss Jovem Flor do Texas (um concurso de beleza que é o ápice do ano daquela cidade interiorana). Ela ama seu corpo, há muito tempo aprendeu a amá-lo e a ignorar o bullying que sofria na escola por causa de suas curvas, aprendeu também a ignorar as ~nada sutis~ indiretas de sua mãe que vive empurrando ela para dietas, conferindo o estoque de comida da casa para saber se ela não o atacou a noite e também a colocando para assistir programas de emagrecimento na TV. Sinceramente ela já não tem paciência para essa insistência da mãe, ainda mais depois que sua tia Lucy morreu sozinha em casa, um infarto na frente da TV e que foi diretamente associado a sua obesidade pela sua mãe obcecada pelo corpo.

Mas esse ano sua vida começa a mudar quando Bo (seu colega de trabalho/ crush da sua vida) a beija no final do expediente. Parece que esse evento desalinhou seu mundo, pois inseguranças com relação ao seu corpo começam a surgir, sua melhor amiga briga com ela e pra piorar ela resolve se inscrever em um concurso que é feito exclusivamente de mulheres magras e perfeitas. Como tudo isso foi acontecer com Willowdean justamente quando parecia que tudo na sua vida estava prestes a melhorar, e não piorar?

Então vamos lá falar desse livro maravilhoso que eu amei desde a primeira página que queria indicar pra todo mundo como se fosse um guia, porque aprendi tanto com Willow nesse livro que sinceramente ele se tornou um dos meus favoritos da vida bem antes de finalizar a leitura.

Mas antes só queria dizer que sou separar essa resenha em duas postagens. Hoje vou falar um pouquinho por cima do livro, o que achei, colocar algumas quotes e fotos dele por dentro pra vocês verem, e amanha é o post de desabafo, um vídeo + textão pra gente conversar do quanto esse livro é bom e que precisa ser lido por todos.

“Extra, extra! Um homem não vai resolver meus problemas!”

Willowdean Dickson, ou Will, ou Dumplin’ (como sua mãe a chama, Dumplin’ é tipo um salgadinho frito) é a nossa protagonista dessa história. Ela é uma adolescente com seus 17 anos que é gorda, e que ama suas curvas. Ela é uma protagonista que desde a primeira página conquista o leitor por um simples fato: ela é real, suas inseguranças são reais, seus medos são reais, suas neuras são reais DEMAIS, e não tem como o leitor não entrar de corpo e alma nessa leitura, principalmente se você é ou já foi gorda ( o).

Sua insegurança ao se relacionar com Bo pode parecer um pouco bobo para alguns, mas a autora consegue colocar bem as claras todos os pensamentos da garota de: se os outros já praticam bullying com ela sozinha, imagina se ela aparecer namorando o cara mais gato da escola? Imagina a vergonha que ela vai fazer ele passar por andar com a menina gorda, imagina como os outros vão comentar que ele está fazendo uma boa ação ou é completamente louco de pedra. Para alguns esses questionamentos podem parecer forçados demais, mas quando você é o gordo da relação, o diferente, isso tudo passa pela nossa cabeça, toda essa neura é real, e você acaba travando sua felicidade com medo de sofrer mais.

Mas Will acaba – em um impulso louco e em memória da sua tia Lucy – fazendo uma loucura: se inscrevendo no concurso de beleza da cidade, afinal no formulário de inscrição não diz que você precisa ser magra pra participar, e se ela se acha linda porque não pode concorrer? Essa loucura momentânea dela acaba levando outras garotas ‘fora do padrão’ da escola a se inscreverem também, e a partir daí começa uma linda mensagem sobre empoderamento, união, amizade e principalmente representatividade.

Não quero entrar muito em detalhes nessa resenha sobre os temas levantados pela autora, pois quero falar mais deles no post de amanhã.

“Você não merece vencer nada nem participar de qualquer concurso até ir à luta, batalhar. Talvez as gordas, as mancas ou as gengivudas e dentuças não costumem vencer concursos de beleza. Talvez não seja a norma. Mas o único jeito de mudar isso é marcando presença. Não podemos esperar as mesmas coisas que as outras garotas esperam até começarmos a exigi-las. Porque ninguém vai nos dar nada de bandeja, Will.”

A autora aborda muito sobre como a representatividade é importante, e não é só com uma gorda, você pode colocar qualquer outra minoria que sofre preconceito no contexto desse livro que ele vai se encaixar perfeitamente, e isso é o que torna ele tão belo, ele é um exemplo para todos que já se sentiram excluídos, humilhados e julgados por ser diferente, por não estar no padrão, por não querer mudar para agradar alguém.

Apesar de ter o tema de bullying no livro ele não é o foco central. É claro que há mensagens sobre como aquelas pessoas que são diferentes sofrem, principalmente na escola onde há sempre a turminha dos idiotas que se acham o máximo, mas através daquelas amigas que decidem quebrar os padrões e entrar no concurso vamos entender o quanto é importante se amar, o quanto é importante não deixar a opinião daquelas pessoas idiotas lhe atingir e acima de tudo o quanto é importante você se impor, não se esconder, não se diminuir por causa de crítica alguma.

Outro tema muito importante abordado na história é o relacionamento de Will com a mãe. Ela é uma gorda que emagreceu na infância e desde então vive em dietas e no controle total de seu peso, e tem uma paranoia imensa com o corpo da filha e com o fato de ela nunca aceitar suas sugestões para emagrecer. Isso também é algo muito real que a autora colocou nessa história, a gordofobia dentro da família é uma coisa muito comum, infelizmente, é algo que nos deixa pra baixo, acaba com nosso emocional, e que nos faz ficar na defensiva, assim como Dumplin’ fica com a mãe. Mas a autora trás uma mensagem muito necessária sobre tal relacionamento, às vezes precisamos relevar, às vezes precisamos tentar conversar, às vezes precisamos ficar menos na defensiva para tentar criar um relacionamento saudável com essa pessoa, porque ela nos ama e só quer nosso bem, e por mais que esse bem seja um pouco distorcido, a presença daquela pessoa é importante em nossas vidas.

Não tem como não amar os personagens dessa história, pois mesmo que ela se concentre em Will, todos ali possuem um papel importante e uma mensagem importante sobre amizade, aceitação, luto, família, e muitos outros… Você vai conhecer essas pessoas dessa cidadezinha nada peculiar e vai se sentir na história, vai se sentir abraçado por aquelas pessoas e vai torcer para que o concurso dê tudo certo e que essas garotas possam mostrar para aquela cidade que elas são lindas também, a sua maneira.

“Linda, foi o que ele disse. Gorda, é o que eu penso. Mas será que não posso ser as duas coisas ao mesmo tempo?”

O trabalho gráfico da editora não poderia estar mais perfeito, além da capa ter um acabamento fosco e as ilustrações originais, as páginas são amarelas e bem grossinhas, temos uma coroa no começo de cada capítulo e quando há algum termo ou trecho de música em inglês temos notas de rodapé para entendermos melhor o que estão dizendo. Fora a incrível tradução e as abas internas maiores que em livros convencionais.
Essa resenha vai ficar por aqui, não quero me estender muito nos temas porque se não o
post de amanhã ficaria repetitivo e este muito grande, e estou tentando equilibrar as coisas rsrsrsrs

Dumplin é um livro muito necessário, que mesmo tendo o público jovem adulto como alvo serve para todas as idades, para todas as minorias que se sentem pouco representadas na literatura e que precisam aprender a se aceitar, a se amar mais. É um livro leve e fofo, para ser lido em poucas horas, mas que ficará no seu coração para sempre e que possivelmente entrará para seus favoritos. Você não precisa ser gordo para entender essa história, não precisa fazer parte da minoria, não precisa ser diferente, mas se for… ele terá todo outro significado pra você, e pode ter certeza que vai mudar a sua vida para sempre.

“Sei que as garotas gordas deveriam ter alergia a piscinas, mas eu adoro nadar. Não sou boba: sei que as pessoas ficam encarando, mas não podem me culpar por eu querer dar uma refrescada. E por que isso deveria fazer alguma diferença? Por que ter coxas enormes e cheias de celulite me obriga a pedir desculpas à humanidade?”

“Detesto ver gordas na tevê ou no cinema, porque parece que o único jeito de o mundo aceitar um gordo é se ele estiver infeliz com o próprio peso ou se for o melhor amigo do piadista. E eu não sou nenhuma das suas coisas.”

“Meu corpo é o grande vilão da história. É assim que ela o vê. Uma prisão que encarcera a parte melhor e mais magra de mim. Mas está redondamente enganada.”

“Fazer bem uma coisa não significa que se tenha a obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo.”

“Acho que você deve ser quem quiser ser, até sentir que é a pessoa que está tentando se tornar, seja lá quem for. Às vezes, fingir que a gente é capaz de fazer uma coisa é meio caminho andado.”

“Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”

“Acho que, às vezes, a perfeição que vemos nos outros é feita de mil pequenas imperfeições, porque tem dias em que a porcaria do zíper do vestido não sobe de jeito nenhum.”


site: http://www.gordinhaassumida.com.br/2017/07/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Malucas Por Romances 24/08/2017

Dumplin'
Recebi esse livro em parceria pela Editora Valentina e assim que soube dele fiquei louca pra lê-lo, mas não imaginava o impacto que ele teria durante a leitura. Dumplin' é o primeiro livro da autora Julie Murphy publicado aqui no Brasil, e foi também meu primeiro contato com a escrita da autora e posso garantir que foi o primeiro de muitos, porque estou totalmente encantada pela escrita da autora.
"... A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu, você não tem o direito de dizer nada. Seja a pessoa gorda, magra, alta ou baixa, não interessa."

Nesse livro vamos conhecer Willowdean Dickson, conhecida por Willow ou Will para os mais íntimos. Ela é filha de uma das ganhadoras do concurso de Miss Jovem Flor do Texas - um concurso de grande popularidade na região - Will é uma garota gorda e que não tem medo e nem vergonha de ser assim, Will aprendeu a ignorar comentários toscos e o bullyng que sofria na escola, além de ignorar principalmente as indiretas da mãe que sempre decide assistir com a filha algum programa de transformação onde a gorda não se ama e após emagrecer fica feliz da vida, ou vive enfiando dietas na vida dela. Ela perdeu a sua tia Lucy a pouco tempo por causa de um ataque cardíaco, mesmo não sendo relacionado direta a obesidade sua mãe fica ainda mais neurótica. Então além de perder a tia/amiga/mãe, sua mãe está ainda mais paranoica por causa do corpo da filha, e com isso algumas brigas familiares acontecem.
“Meu corpo é o grande vilão da história. É assim que ela o vê. Uma prisão que encarcera a parte melhor e mais magra de mim. Mas está redondamente enganada.”
Só que esse ano a vida de Willow está passando por uma grande mudança, já que ela está apaixonada por Bo seu companheiro de trabalho, e ela é correspondida. Poderia ser algo normal e até mesmo banal pra muitos, mas pra ela mexe diretamente com sua insegurança com seu corpo. Pra ela o menino lindo que toda garota iria querer ficar jamais iria realmente gostar dela, uma garota gorda.

Durante esse tempo ela e sua melhor amiga Ellen, amiga que é o oposto dela, já que é a tipica beldade americana, começam a se afastar e acabam brigando quando Willow decide participar do concurso Miss Jovem Flor do Texas. Ela queria somente o apoio de sua amiga e não a participação direta dela no concurso, na verdade as coisas já estavam estranhas entre elas e essa foi a gota d'água que faltava pro copo transbordar.

No momento que ela decidiu participar do concurso ela não imaginou que sua iniciativa iria afetar outras pessoas, até ser surpreendida com outras três meninas da escola totalmente "fora dos padrões" que decidem participar também. E é no meio de tudo isso que conhecemos os medos e dilemas de Will.
“Detesto ver gordas na tevê ou no cinema, porque parece que o único jeito de o mundo aceitar um gordo é se ele estiver infeliz com o próprio peso ou se for o melhor amigo piadista. E eu não sou nenhuma das duas coisas.”
Eu não imaginei me sentir tão representada em um livro como me senti nesse. Em vários momentos da leitura eu me vi derramando lágrimas, não pelo livro ser triste, mas sim por está lembrando os meus medos diários. Aquela luta diária pelo corpo que a "ideal". O gordo(a) que nunca sofreu bullyng que atire a primeira pedra, é muito difícil quando você está fora dos padrões que a sociedade determina, e muitas vezes os comentários depreciativos faz você se sentir cada vez pior.
“Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”
A insegurança que ela tem em relação ao Bo, quando ele abraça ela e sente suas gordurinhas, é como se eu estivesse lendo minha história. Quantas vezes eu me encolhia eu me esquivava por medo do que iam ou vão pensar do meu corpo, quantas vezes eu fiz dietas loucas só pra ser a magra que todo mundo deseja. Bo eu achei ele um garoto totalmente decidido, e que não tá nem aí pra opinião dos outros. Não posso mentir, mas foi paixão a primeira página pelo Bo kkkkk.
“Marcus resmunga não sei o quê sobre TPM e, para minha surpresa, vem a voz de Bo da cozinha: - Por que ela não pode estar tendo um dia ruim? Não precisa inventar nenhum motivo idiota pra isso.No escritório, Ron solta um assovio baixinho.”

O dilema que ela tinha com a mãe é outro que até hoje tenho com a minha família, o apelido Dumplin (Dumplin’ é tipo um salgadinho frito) que sua mãe deu e considera carinhoso, nem sempre é bem vindo, e esse foi mais uma das coisas que mexeu comigo. Muitas vezes conseguimos ignorar as pessoas da rua, da escola ou qualquer estranho, mas é tão difícil fazer o mesmo com a família, principalmente quando começam com as malditas piadas gordofóbicas que só humilham e menosprezam o corpo de uma pessoa gorda.

RESENHA COMPLETA NO BLOG

site: http://malucaspor-romances.blogspot.com.br/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy.html#axzz4qghIRLKc
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Felipe Miranda 27/07/2017

Dumplin' - Julie Murphy por @ohmydogestolcombigods
O problema com a auto estima é que ela, infelizmente, não depende apenas da gente. Não é algo tão pessoal assim. Não faz jus ao “auto” da palavra. É um conjunto de fatores. O reflexo que a gente vê no espelho é influenciado pelo que acontece fora do nosso quarto. Do nosso mundinho seguro. Como eu posso me achar bonito e forte o suficiente para enfrentar o universo quando não consigo acreditar em mim mesmo? Representatividade importa. Sentir-se sozinho não colabora no processo de crescimento. Estar sozinho é diferente de se sentir único.

E quando você foge dos padrões que a mídia tanto defende isso complica ainda mais. Eu tenho minhas inseguranças, claro, mas hoje eu sinto que não me abalo tão facilmente. Em Dumplim, a protagonista é gorda, e acho que a gente pode usar, sim, essa palavra sem soar ofensivo. Porque é uma verdade. E as verdades devem ser ditas sem causar espanto. As verdades representam o impulso necessário para o próximo passo, que não é emagrecer ou adotar a dieta do momento. O próximo passo parte de dentro para fora. É simplesmente se entender. Aceitar-se e abraçar a guerra. Não há nada que você não consiga. A primeira e mais valiosa decisão é não se autossabotar. Depois vem a autoestima. E todos os autos que você achar importante.

Diferente da maioria das adolescentes do Texas, Dumplin’ nunca se viu desfilando em trajes de banho e discursando sobre a paz mundial para vencer um concurso de beleza. Diferente da sua mãe, uma das vencedoras mais emblemáticas desse mesmo concurso, ela não é magra ou cabe num vestido de gala número 38. Willowdean Dickson já aprendeu a lidar com os olhares tortos e comentários ofensivos. Ela não se esconde, não quer emagrecer e está muito bem, obrigado, até que sua rotina é alterada por perdas e um amor. Ela se vê obrigada a sair de sua zona de conforto.

Willow nunca foi muito próxima da mãe. Sua tia Lucy sempre foi mais presente nesse papel. Mas Lucy morreu dezenas de quilos acima do peso e parece que nenhuma das duas, nem Willow e sua mãe, sabem como seguir em frente sem apagá-la de uma vez da memória ou mantê-la num quarto que expira tristeza e sonhos não realizados.

Quando Dumplin’ se vê afastada de sua melhor amiga de infância e arrodeada de garotas que a veem como um exemplo, ela decide ir além. Não que ela queira ser algum tipo de heroína, mas segredos do passado de Lucy mostram a ela que nada é impossível quando se tem coragem. Willow simplesmente vai. Ela não quer vencer e ganhar uma coroa. Ela quer comprovar que praias não são exclusivas para modelos de corpos sarados. Ela quer provar que qualquer um pode ser lindo por fora também. Ela quer marcar presença em um evento voltado para magricelas para mudar um cenário distorcido e errado.

Cada capítulo desse livro me relembrou um ensinamento importante sobre como é difícil viver em sociedade. Não por eu ser antissocial, pelo contrário. A obra de Julie Murphy só reforçou o que eu mais prezo na vida, que é considerar as consequências de tudo que faço e deixo de fazer. Willow, apesar de ser muito mais forte que 90% dos adolescentes que a gente conhece, possui suas fraquezas. Claro que possui. E acho que isso faz dela um personagem que deveria ser conhecido em sala de aula. Eu voto em Dumplin’ para leitura obrigatória no ensino fundamental. Porque ela mostra que para conquistar algo é preciso, primeiro, vencer as próprias batalhas interiores. Uma percepção que talvez não esteja sendo tão exemplificada nos primeiros anos de estudo.

Se você sentiu falta de um romance até agora nessa resenha, calma, que tem e muito. Willow se vê entre dois caras, inclusive. Dois jovens que se apaixonam por tudo que ela representa. Ela é linda. E sabe o que impede ela de viver qualquer um desses amores? Insegurança. Ela se acha incapaz, menor. Ela tem medo do que os outros vão pensar ao vê-la do lado de rapazes populares e bonitos. Como se ela não estivesse preparada para enfrentar os comentários, entende? E meu coração doeu quando eu li todas as reflexões dela. Até externa-las, de fato, é um longo caminho. E ao final de todo esse percurso a gente entende duas coisas: a primeira é que se amar é, mesmo, mesmo, mesmo, o essencial. Chega a ser suficiente até. Compreender que nossa gengiva saliente, cabelo crespo, quilos a mais ou nariz avantajado é parte de quem somos e de quem seremos no futuro. É motivo de orgulho porque, ei, é único. Você precisa encarar. Você precisa escolher a forma de encarar tudo.

E a segunda coisa é que amor a dois não se sustenta sozinho. E se, depois do amor próprio e do reconhecimento das próprias virtudes, ainda assim você não achar que pode segurar a mão de alguém e fazer jus a um “sim”. É melhor não tentar mesmo. Até para fracassar você precisa estar disposto. Não estou falando de pessimismo. Estou falando de ser fiel ao que se sente. É sobre verdade e entrega.

Willow precisa descobrir um talento para expor no concurso de beleza e pensar nas vestes dos desfiles enquanto ajuda suas novas amigas a serem fortes e encararem o desafio como ela, de frente. Willow precisa se entender com a mãe e viver o luto de um jeito mais saudável. Willow precisa resgatar a amizade mais importante de sua vida e viver um amor sem poder dividir dúvidas e frios na barriga. Willow precisa apenas ser ela mesma para realizar tudo isso e mais um pouco.

site: http://ohmydogestolcombigods.blogspot.com.br/2017/07/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Nicoly Mafra - @nickmafra 09/08/2017

Resenha - Dumplin’
Willowdean Dickson é uma gordinha assumida. Filha de uma ex-miss, Will sempre teve que lidar com muitos comentários sobre o seu corpo – até da sua própria mãe -, porém, a autoconfiança de Will sempre impediu que tais comentários a deixassem abatida.

A rotina de Will é bem normal, a garota está terminando o ensino médio, trabalha meio período em uma lanchonete e nos finais de semana se diverte com sua melhor amiga, Ellen. Porém, é no trabalho que a vida de Will é mais interessante.

Will possui é apaixonada por seu colega de trabalho, Bo – um garoto misterioso e tudo de bom -, mas imagine a surpresa de Will quando ela descobre que a atração é recíproca. Porém, a informação inesperada abala muito a garota; Will começa a ter problemas com sua autoconfiança e fica com medo a reação dos colegas da escola.

Para tentar recuperar a sua autoconfiança, Will decide fazer algo surreal: ela irá se inscrever no Concurso Miss Jovem Flor do Texas, e provará que ela também merece estar lá e mostrará para todos a sua beleza.

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Após finalizar a leitura de Dumplin’ o primeiro pensamento que tive foi: “todo mundo deveria ler este livro”.

Com uma escrita cativante e fluída, Julie Murphy nos conta uma história sobre aceitação, relações familiares, amizade, amor e bullying – temas importantíssimos para ser discutidos em livros YA.

Will é uma musa inspiradora; gostei muito da personagem e do jeito que ela leva a vida, aceitando seu corpo de jeito que é, tentando relevar os comentários que não acrescentaram nada à sua vida e mostrando para todo mundo o quanto ela incrível. O desenvolvimento da personagem é maravilhoso; foi muito especial acompanhar a jornada de Will e ver como as escolhas e atitudes da garota influenciaram a vida de outras pessoas à sua volta.

Dumplin’ é um livro encantador! Uma leitura muito gostosa e cheia de representatividade! Recomendo muitíssimo a leitura! A @edvalentina arrasou mais uma vez publicando aqui no Brasil um livro tão especial! Puro amor!
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"Talvez porque nem sempre seja preciso vencer um concurso para se pôr uma coroa na cabeça."

site: www.instagram.com/nickmafra
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Dryh 21/08/2017

Sensacional!
Willowdean, também conhecida como Will (e Dumplin’ = bolinho de massa, pela mãe), é uma adolescente de 16/17 anos que trabalha numa lanchonete fast-food e tem uma grande crush pelo colega de trabalho, Bo, um garoto que estuda numa escola particular. Até este momento, as coisas corriam normalmente para ela, Will aceitava seu corpo como ele era e ignorava os comentários de sua mãe, que sonhava com o dia em que a filha “decidiria” emagrecer.

Mas aí Will descobre que a atração que sente por Bo é reciproca, e começa a ter dúvidas em relação ao próprio corpo, afinal, o que um garoto com ele iria querer com alguém como ela? Junto a isso, sua amizade com Ellen (sua melhor amiga) começa a ficar estranha, e ela sente cada vez mais falta de sua tia Lucy. Para provar ao mundo (e a si mesma) que não se é necessário estar nos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade para ser feliz, Will decide que vai se inscrever no Concurso Miss Jovem Flor do Texas, que acontece todos os anos em sua cidade.
Ela só não contava que fosse se tornar uma inspiração para outras meninas, que também decidem se inscrever no concurso.

Não vou fazer isso para me tornar uma espécie de Joana D’Arc das Gordas. Vou fazer isso por Lucy. E por mim. Estou pronta para voltar a ser a garota que eu era antes de conhecer o Bo. Participarei desse concurso porque não há qualquer motivo para não fazer isso. Vou em frente porque quero cruzar a fronteira que me separa do resto do mundo. – página 143

Eu simplesmente amei este livro! A sinopse, por mais que esteja muito boa, não faz jus ao livro, e acho que nem minha resenha o fará, mas prometo fazer o meu melhor.
Will é o tipo de personagem que consegue conquistar o leitor já nas primeiras páginas, e mesmo que ela seja uma cabeça dura de vez em quando, é impossível sentir raiva. Ela e a tia eram muito amigas, e, quando a tia morreu, Will se sentiu sozinha e perdida, e viu no Concurso uma chance de fazer uma última coisa pela tia, que falecera aos 30 e poucos anos de um infarto fulminante, ligado à sua obesidade.

Também gostei bastante dos personagens secundários, em especial das novas amigas de Will, as meninas que, ao verem que ela iria se inscrever no concurso, decidiram fazer o mesmo. Amanda, Hannah e Millie não se encaixavam nos padrões assim como Will, mas cada uma tinha um motivo para colocar um vestido e subir naquele palco. Elas sabiam que as possibilidades de ganharem eram nulas, mas o que importava era tentar, e provar que não era necessário estar nos padrões para participarem. E foi o que fizeram.

Há algo diferente em nós. Dá para sentir. Não tem a ver com o andar nem com as dicas de maquiagem. Não é uma coisa que se possa rotular ou fotografar, mas que fica lá no fundo como a sensação de ser o dia do seu aniversário – nada que seja visível, mas que intuitivamente se sente. – página 241

Dumplin’ é incrível, sem mais! É aquele tipo de livro em que a gente consegue sentir o que a personagem está sentindo, e até mesmo fica tensx nas partes em que alguma coisa pode dar errado. Ri muito com a escrita da autora, e quase chorei em outras partes. É o tipo de livro em que a gente só percebe que está mergulhadx na leitura quando as páginas já estão acabando, e bate aquele arrependimento de ter lido tão rápido.

Fiquei triste quando o livro acabou, e já ia falar que o final ficou muito em aberto, mas descobri que vem ai uma continuação \0/ só espero que a editora Valentina consiga trazê-lo logo para nós...haha’
Dumplin’ é um prato cheio para quem gosta de histórias com muito empoderamento, girl power, reflexão e a busca pela autoaceitação. Mais uma vez, eu não poderia ter escolhido livro melhor para começar a parceria com a editora Valentina, que caprichou muito nessa edição linda de morrer. Livro mais do recomendado \0/

Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin’. Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa. – página 325

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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Jocasta | @curtaleitura 18/09/2017

Willowdean é maravilhosa!
👉 Atenção adolescentes, livro fofo na área!

O que significa Dumplin’ ?
Um bolinho de massa frito = bolinha de queijo, risóles, almôndega, coxinha…

Willowdean Dickson, apelidada de Dumplin’ por sua mãe, tem 16 anos, é gorda assumida e nunca teve problema com isso. Ela mora com a mãe, que é organizadora e ex-miss do concurso Miss Jovem Flor do Texas – um concurso popular do estado – e vem tentando superar a morte da tia, que tinha um papel muito importante em sua vida, mais até que a própria mãe. A tia de Will também também viveu uma vida acima do peso, sendo assim, a adolescente se sentia mais compreendida e mais amada por ela, já que ambas compartilhavam de uma mesma experiência.

Junto de sua melhor amiga Ellen, as coisas sempre deram certo para Will, ela não se incomodava com o bullying que sofria na escola, nem de colocar um biquíni e entrar na piscina até ela arrumar um emprego em uma lanchonete e conhecer Bo, o garoto bonito de uma escola particular. Will gostou de Bo desde a primeira vez que o viu, mas ela jamais esperou que esse sentimento fosse recíproco. É a partir daí que tudo começa a se tornar complicado na vida da adolescente, com esse novo romance, muitas dúvidas passam a surgir – questionamentos sobre o seu corpo, sua autoestima, sua segurança, sua amizade… Will começa a duvidar de si mesma por não entender como ela pode ser desejada por um cara tão lindo como Bo.

Essa insegurança muda a vida da adolescente, que se afasta de sua melhor amiga e vive mais conflitos com sua mãe ao se inscrever no concurso Miss Jovem Flor do Texas. Will se inscreve no famoso concurso com outras meninas que estão fora do padrão e está disposta a mostrar para a sociedade que pessoas acima do peso também tem seu charme e seu talento.

Que leitura bacana e gostosa de ler! Dumplin’/Will é cativante, corajosa, amiga e como toda adolescente, passa por um momento em que desacredita poder vencer o preconceito e o medo de ser aceita na sociedade. Ela é o tipo da personagem que deixa ao leitor, a sensação de ser real. Tem defeitos e qualidades, toda aquela insegurança por amar alguém tão diferente do seu padrão e a intensidade vivida na adolescência. Eu li o livro em um fim de semana e a narrativa, em primeira pessoa, fluiu super bem. Em alguns momentos eu amei e admirei a personagem 😍😍😍, em outros eu queria ter uma conversa séria com ela 😠😠😠, pedir que ela parasse de agir daquela maneira, que continuasse com aquela autoconfiança maravilhosa que ela sempre teve. Mas a adolescência é isso aí… altos e baixos. Acho que todo adolescente tem um momento de se perder em si mesmo, principalmente quando envolve o coração, né?

Eu gostei bastante da personagem e a mensagem que o livro traz. Will não é como sua mãe, que precisa estar magra e viver uma vida de dieta para se sentir bem e para se encaixar na sociedade. Will se aceita e é feliz do jeito que ela é. Eu adorei o fato dela se inscrever no concurso de miss e mostrar que não deveria existir um padrão específico para ser feliz, para realizar um sonho e se sentir bonita. No fim das contas, a nossa aparência não importa. Gordo ou magro, careca ou cabeludo, alto ou baixo, sempre iremos nos sentir inseguros em certos momentos da vida.

Dumplin’ tem o gênero voltado para os adolescentes mas eu indico a leitura para todos que queiram ler sobre o tema abordado. O livro fala sobre família, amizade, primeiro amor, bullying, superação, autoestima entre outros assuntos que envolvem o fato da protagonista ser gordinha e ter amigas que de alguma forma, sofrem com algum preconceito. A protagonista também fala muito de música no livro, ela é fã da Dolly Parton e a todo momento cita a cantora como inspiração. Eu ouvi várias músicas citadas no livro durante a leitura e isso foi algo que me aproximou ainda mais do mundo criado por Julie Murphy em Dumplin’. Me fez parecer amiga e confidente de Will. Eu gostei!


site: www.curtaleitura.com.br
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dleitores 01/09/2017

Willowdean tem 16 anos, mora com a mãe no Texas e está tentando superar a perda recente de sua tia. Ela está cursando o ensino médio e é completamente apaixonada por tudo que diz respeito a Dolly Parton e se considera gorda.

Ela começa a trabalhar em um fast-food e lá conhece Bo, por quem se apaixona . Bo é atleta, bonito e popular,Will fica surpresa quando descobre que ele também está apaixonado por ela, mas não suporta pensar nas criticas e nos olhares que vai receber quando as pessoas virem uma garota gorda namorando um cara bonito e polular, então decide se afastar de Bo e mudar algumas coisas em sua vida.

Impulsionada por esse espirito de mudança, ela se inscreve no concurso de beleza que sua mãe organiza todos os anos,junto com um grupo divertido de meninas gordinhas e desajustadas da escola e a partir as aventuras começam a rolar.

Will é uma personagem incrivel, ela não faz dietas para mudar seu corpo, ela tem ciência de que seu corpo não é como o da maioria dos seus amigos, não está exatamente feliz com isso, ela tem inseguranças, como qualquer um de nós, mas está confortável suficiente para se sentir a vontade,por exemplo, para usar um maiô e não se importar com os comentários e olhares das pessoas. Lentamente ela vai abraçando quem ela é!

A história é repleta de mensagens fortes e temas complexos, como o relacionamento entre uma filha gorda e uma mãe que ainda estava presa em seus gloriosos dias de rainha da beleza e entre quatro mulheres que foram vistas como fora dos padrões de beleza para um concurso. Os personagens de apoio desse livro são maravilhosos, amei o grupo de meninas que se formou na trajetória de Will e todas as mudanças que elas causaram na vida dela. Will cresceu bastante como personagem, depois desses laços de amizades inesperados.
Porém, o ritmo da história é um pouco lento, as coisas demoravam pra acontecer e senti que o final foi um pouco apressado. Mas, com um toque de romance, essa é uma história de aceitação e descobertas, com relacionamentos sólidos e personagens marcantes e eu amei cada um deles. Vale à pena a leitura!
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ViagensdePapel 12/09/2017

Para quem lê muitos livros em um curto período de tempo, fica difícil se apegar e ser tocado profundamente por uma história, pois com tantas histórias sendo lidas uma atrás da outra, as chances de passarmos superficialmente por essas narrativas é enorme. Mas quando acontece de um desses livros nos tocar profundamente, a sensação é incrível, e, para minha alegria, o título Dumplin‘, escrito pela autora Julie Murphy, e publicado no Brasil pela Editora Valentina, foi um livro que conseguiu me tocar muito.

Narrado em primeira pessoa pela nossa protagonista, Dumplin’ nos conta a história de Willowdean, uma adolescente que cresceu vendo sua mãe se orgulhando por ter sido coroada na juventude como a Miss Jovem Flor do Texas, mas por ser uma garota gorda, ela nunca pensou na possibilidade de seguir os passos da mãe. Seu relacionamento com seu corpo sempre foi algo com que ela lidou muito bem, Will sempre se mostrou segura de si e orgulhosa por ser quem é. Mas depois de conhecer Bo, um garoto lindo que com quem trabalha em uma lanchonete, Will passou a se sentir desconfortável em seu próprio corpo, acreditando que seus quilos extras não permitiriam que alguém como Bo se apaixonasse por ela.

Além de Bo, outra coisa que abalou o universo de Will foi a perda de sua tia Lucy, que morreu pesando mais de duzentos quilos. O seu relacionamento com ela era muito mais íntimo do que o relacionamento com sua própria mãe, e dentre todas as coisas boas que Lucy trouxe para vida de Will, o amor pela cantora Dolly Parton e a amizade com Ellen foram as coisas mais importantes que aconteceram na vida da garota graças à sua querida tia, e superar sua morte acaba sendo muito mais difícil para Will do que ela imaginou que seria.

Toda essa relação com o corpo e as descobertas da juventude foram muito bem trabalhadas pela autora Julie Murphy, que abordou com muita delicadeza todos os assuntos. Fica muito perceptível todo o trabalho que Julie dedicou à história, todos os personagens são muito bem desenvolvidos e possuem sub-tramas que os tornam únicos e especiais, eu adorei poder ler uma história onde todos têm importância e espaço.



Leia a continuação da resenha, acesse o link abaixo:

site: http://www.viagensdepapel.com/2017/09/01/resenha-dumplin-dumplin-1-de-julie-murphy/
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Carolina Durães 30/07/2017

"Dumplin'" se passa em Clover City, no Texas e é narrado em primeira pessoa por Willowdean Dickson, Willa para as amigas e Dumplin' para a mãe. Willa tem 16 anos de idade e está no segundo ano do ensino médio. Sua vida se divide em casa, escola e seu trabalho na lanchonete Harpy's Burgers & Dogs. A melhor amiga de Willa é Ellen Dryver, a El.

Willa se considera uma garota que tem uma ótima aceitação de sua própria imagem, se considera uma gorda assumida e é feliz com o que é. Mas a verdade é que ela só está confortável consigo mesma quando se encontra na sua zona de conforto. Veja bem. Enquanto ela passa sem despertar muita atenção na escola e no trabalho, tudo está ótimo. Mas quando Bo, outro funcionário da lanchonete e um atleta lesionado da escola particular de Clover City demonstra interesse em se relacionar publicamente com a protagonista, tudo isso muda de cenário. Para Willa, um casal como eles (um garoto com um corpo atlético e uma garota gordinha) vão chamar atenção demais e ser alvo de comentários maldosos e tal situação é insuportável apenas de pensar para ela.

Em casa, sua vida já é um emaranhado de emoções. Sua tia Lucy faleceu alguns meses atrás e ela era sua fonte de aceitação incondicional em casa. Sua mãe ganhou há muitos anos atrás o  concurso Miss Jovem Flor do Texas de Clover City, o evento mais importante da cidade. Desde então, mantêm seu corpo em forma para vestir o mesmo vestido anualmente (pois é chefe do comitê e apresentadora oficial do evento). Durante todo o ano, ela trabalha em um asilo, mas quando chega a época do concurso, ela vive os momentos de glória.

"Esse concurso foi a única realização importante da vida da minha mãe. Ela ainda cabe no vestido - fato que não deixa ninguém esquecer, razão por que, na qualidade de chefe do comitê e apresentadora oficial, faz questão de se espremer no dito-cujo, numa espécie de bis anual para os fãs de carteirinha." (p.17)

Porém, viver na glória do passado não é o maior problema. Willa e sua mãe vivem tensas uma com a outra. Para Willa, sua mãe não a aceita do jeito que é, e está sempre tentando mudá-la, mostrando programas de televisão onde pessoas acima do peso emagrecem ou passam por um desafio e realizam cirurgias. Na concepção de Willa, sua mãe não a acha boa o bastante ou não a ama o bastante. Quem era o amortecedor desse relacionamento era sua tia Lucy. Lucy era obesa e com o passar dos anos encontrou limitações, mas sempre estimulava Willa a experimentar as coisas, tentar pelo menos uma vez antes de tirar a atividade da lista. Além disso, foi tia Lucy que apresentou para Willa sua grande paixão: Dolly Parton e como consequência, colocou El em sua vida. 

Na escola, Willa observa as garotas que não se encaixam no padrão sofrendo bullying principalmente por um atleta chamado Patrick Thomas. Patrick encontra motivos para debochar dos outros, seja pelos dentes a mostra, pela escolha da roupa, pelo tamanho da pessoa ou pela fisionomia. E isso chateia Willa, que tenta passar desapercebida e não se tornar o próximo alvo.

Todas essas questões começam a sobrecarregar Willa e sua autoconfiança vai diminuindo. Além disso, seus sentimentos por Bo vão se desenvolvendo, mas ela não tem coragem para dar o próximo passo, até que conhecendo um pouco mais sobre a vida da tia Lucy, ela decide se inscrever no concurso Miss Jovem Flor do Texas de Clover City apenas para provar para si mesmo que pode. E é assim que Willa terá sua grande epifania e lição de vida.

O livro é espetacular! As lições representadas na história servem para qualquer um que se sente deslocado ou que tem problemas de confiança. Não se trata apenas da questão do peso e sim de auto conhecimento, auto estima e crescimento pessoal. 

Willa é a protagonista, mas outras personagens como Hannah, Millie, Amanda e até mesmo Bo e El tem suas próprias histórias, seus desafios e receios. Os personagens são carismáticos, humanos e por consequência, repleto de falhas e é por isso mesmo que são apaixonantes. É fácil para o leitor se identificar com eles, rir e chorar junto com cada um deles e terminar o livro com um sorriso no rosto e cantando "Jolene".

Em relação à revisão, diagramação e layout a Editora Valentina realizou um trabalho excepcional. A capa combina perfeitamente com um dos momentos mais incríveis da história.

site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Fernanda 04/08/2017

Dumplin'
Resenha no blog:

http://www.segredosemlivros.com/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy-editora.html

site: http://www.segredosemlivros.com/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy-editora.html
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Maravilhosas Descobertas 03/08/2017

DUMPLIN', DE JULIE MURPHY
Uma garota gorda, um concurso de beleza, uma história sensacional, muitos motivos para ser feliz do jeito que é.

Willowdean, Will ou Dumplin' é uma protagonista diferente de todas as que já li até hoje. Ela foge literalmente dos padrões, isso não só por ser gordinha (estilo plus size), mas pela sua personalidade. Seu jeito de ser e viver é o que mais impressiona porque diferentemente do que estamos acostumados, uma garota no auge da juventude é cheia de inseguranças e medos, mas esse não é o estilo de Will a nossa querida protagonista. Ela é forte, determinada, no melhor estilo auto estima de ser. Will é aquela garota que independente das piadas e brincadeiras (idiotas por sinal) que fazem tanto com ela, quanto com as amigas ela consegue tirar de letra.

A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu, você não tem direito de dizer nada.


Willl morava com a mãe e a tia Lucy. Mas a poucos dias sua tia faleceu e ela agora se vê perdida e sentindo muito a sua falta. Lucy era mais que uma tia, era uma segunda mãe, foi dela que Will herdou o amor pela diva Dolly Parton. Elas se davam super bem, até melhor do que a relação de Will com a mãe. Além de Lucy, Will tem uma única melhor amiga e irmã de coração, Ellen, a qual é inseparável. Bom, isso até o momento em que elas brigam e se distanciam. E o que era pra ser uma solidão e desilusão vira um ciclo de novas amizades. Millie, Hannah, Amanda serão junto com Will a esperança e orgulho de muitas pessoas.


Talvez ela só tenha estado aqui para te orientar por um tempo, até você aprender a ser a sua própria bússola e encontrar o seu caminho no mundo.


Will como toda garota tem aquela sua paixonite de juventude e ele é aquele que a faz suspirar em todos os momentos que seus olhares se cruzam. Bo é muito bonito, desejado por muitas mas ele só tem olhos para uma, a qual nem imagina que isso possa acontecer. Seus sonhos começam a se tornar realidade e ela se vê suspirando ainda mais por ele. Como na vida real, a ficção nos mostrar que há sempre um "talvez" ou uma insegurança rondando o nosso coração e nem a Will é imune a isso.

Linda foi o que ele disse. Gorda, é o que eu penso. Mas será que não posso ser as duas coisas ao mesmo tempo?


A história se desenvolve através da nossa protagonista e da aventura que será a sua participação num concurso. Se preparem porque ela vai te envolver nesse meio e quando você menos esperar estará sentada no sofá ou na cama do quarto apoiando e dando ideias para a ocasião. É muito divertido o jeito como a história flui e nos leva a ver a vida pelos olhos da bela Dumplin'.

Julie consegue com maestria nos mostrar como é o mundo do bullying e como podemos lidar com ele. Confesso que sofri muito bullying quando era mais jovem e isso me machucava muito. E quem sabe se eu tivesse lido essa história naquela época ou se eu tivesse metade da força de Dumplin' talvez eu teria me magoado menos, porque não há jeito melhor de colocar uma pessoa ruim assim no seu lugar do que mostrar a ela que você é superior e que aquilo não lhe afeta. Cada um tem uma opinião sobre tudo e todos, mas não é por isso que pode sair por aí maltratando, julgando e denegrindo as pessoas.

Não podemos ter coisas maravilhosas o tempo todo... esqueceríamos o quão maravilhosas elas são.


Um livro que traz o poder das amizades, o paradigma da sociedade quanto a beleza, a superação e conquista do amor entre mãe e filha, o amor nas suas formas avantajadas ou não, a coragem e garra de uma jovem mas muito sábia. Dumplin' traz para cada leitor uma história inspiradora, várias mensagens que cabem em muitos momentos na nossa vida, traz preconceito e superação dos mesmos, e em especial traz a realidade de muitas meninas e meninos por aí. Além de ter as músicas e de Dolly Parton que é a diva de Will e Ellen.

Simplesmente amei conhecer e me aventurar nesse história!
A capa está um arraso, com letras envernizadas e em alto relevo, e um preto fosco que é lindo aos olhos. A diagramação teve o seu diferencial que adorei.
Super indico a todos que assim como eu, já sofreram ou sofrem qualquer humilhação ao longo da sua vida. Gorda ou magra (meu caso), alta ou baixa, preta ou branca... qualquer que for a sua diferença é essa que lhe faz especial!

Às vezes descobrir que você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin'. Will. Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.


Acompanhe no vídeo abaixo as curiosidades sobre o livro com a própria Julie Murphy

site: http://www.maravilhosasdescobertas.com.br/2017/07/dumplin-de-julie-murphy.html
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Kamilla 11/08/2017

Esse livro foi encantador!
Willowdean, Will ou Dumplin' (como sua mãe a chama) é uma protagonista que foge dos padrões que nós estamos acostumados a ver. Ela é gorda e não se envergonha disso, mas isso não quer dizer que ela não se sinta insegura algumas vezes, afinal ela humana. Ela lida com o bullying e tira de letra, não se deixa abater. Mas há algo que a incomoda mais, a relação entre ela e sua mãe. Na pequena cidade há um concurso de Misses, que é bastante conhecido e adivinhem quem já participou e ganhou? a mãe da nossa protagonista, mas mais que isso até hoje ela faz parte do corpo de jurados e preparação do evento. Então imaginem quanto a mãe segue esses "padrões" e tentou por muito tempo fazer sua filha emagrecer. Por outro lado, a sua tia Lucy - irmã de sua mãe - que já falecera era gorda e tinha se privado de muitas coisas, mas não se orgulhava disso e tentava fazer nossa protagonista entender que ela deveria ser quem ela era e se orgulhar.

“Porque a palavra gorda deixa as pessoas constrangidas. Mas, quando alguém me vê, a primeira coisa que nota é o meu corpo. E o meu corpo é de uma gorda. Por exemplo, eu posso notar que algumas garotas têm peitos grandes, cabelos oleosos ou joelhos ossudos. São coisas que é permitido dizer sem rodeios. Mas a palavra gorda, que é a melhor que me descreve, deixa as pessoas desconfortáveis.”

E é a partir daí que a nossa Will resolve participar do concurso, em nome da Lucy, mas no decorrer da trama ela percebe que ela tem que fazer isso por ela também. Pelas amizades que ela construiu por causa do concurso, algumas meninas resolveram participar porque ela tomou essa decisão, várias adolescentes que fogem do "padrão" imposto pela sociedade, mas que não deixam de ser maravilhosas.

Willowdean tem uma paixãozinha, o Bo. E quando eles começam a ficar, ela se sente desconfortável, com vergonha do corpo e odeia a sensação, sem falar de como as pessoas zoariam a relação né? Ela gorda e ele um menino que várias gurias queriam. Ela também está lidando com o afastamento da sua melhor amiga, Ellen.

“–Não podemos ter coisas maravilhosas o tempo todo.– comento. – Esqueceríamos o quão maravilhosas elas são.”

Dumplin' é um livro que faz várias críticas sobre esse padrão que a sociedade insiste em dizer o que é bonito, ser magra, não ter deficiência, não pode ser alta demais e nem baixa demais, não ter estrias, celulites, não pode fugir nada do que se encontra em capas de revistas com modelos perfeitas (cheias de photoshop, ou seja, que nunca vai existir). Mas a autora abordou tudo de forma sutil, nos apresentando a protagonista e sua força, além de vê-la tendo cada vez mais orgulho de quem era e de seu corpo.

O foco da trama recai na maior parte no concurso, sua melhor amiga decide participar também e é por isso que há um rompimento na amizade. Para Will, a amiga não consegue entender que ela não está participando pra ganhar, mas sim que ela pode participar independente do que as pessoas acreditam que pode ou não. Mas apesar disso ela acaba se envolvendo com outras meninas: Hanna, Amanda e Millie. Que são diferentes as suas maneiras e maravilhosas, por causa da Will elas resolvem participar do concurso também. O que nos rendem muitos aprendizados, inclusive a própria Will, já que em muitos momentos sente pena do bullying que as meninas sofrem, chega a ter pensamentos um tanto quanto preconceituosos, mas ela percebe com o convívio das meninas e aprende com elas, que o problema não é com elas. E sim com as pessoas que acham no direito de menosprezar alguém por não ser "perfeita".

“– Willowdean Opal Dickson , você é linda. Foda-se qualquer um que já tenha te feito se sentir menos do que isso.”

Sem dúvidas essa é obra tem muita representatividade e empoderamento feminino, o que achei maravilhoso. É uma narrativa fluída e cativante, a autora foi muito feliz em toda a construção da obra, desde a história em si quanto nos personagens. Que a grande maioria são super reais, super humanos sabe? você consegue visualizá-los, vê-los nitidamente no nosso dia a dia. O livro é muito leve, divertida e com assuntos que são importantes serem debatidos e conversados. Apesar de toda ficção, acaba se tornando uma história real.

Eu poderia falar e falar por horas sobre esse livro, porque eu simplesmente amei tudo na obra. Aprendi, refleti, fiquei com raiva e até chorei. Dumplin' é um livro que deveria ser lido por todos, independente se você é jovem ou velho, gordo ou magro. É uma história com críticas, mas mais que isso: com muitos aprendizados pra quem o lê. Só teve algo que me incomodou um pouco, algumas coisas ficaram um pouco corridas no final, em parte porque eu queria bem mais da Will, dos amigos, daquela história.

“Há lago no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda ver!”

Sobre os detalhes: A capa desse livro é maravilhosa! Todos os detalhes tem muito a ver com a obra, o vestido vermelho, na contracapa um maiô de bolinhas. A Valentina arrasou! Sem falar que em cada início de capítulo tem uma coroa. Não encontrei erros.

Comentário final: Senti que não conseguir fazer uma resenha condizente com tudo que eu senti lendo, mas devo dizer que é um livro incrível. Que todos deveriam correr pra ler!


site: http://www.lendoeapreciando.com/2017/08/resenha-dumplin-julie-murphy.html
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Léo Oliveira 08/08/2017

Dumplin' foi um livro que me surpreendeu positivamente. Acredito que livros como este são extremamente importantes, principalmente no mundo em que vivemos. Willowdean é uma protagonista segura de si e incrivelmente divertida, mas em alguns momentos ela acaba sedendo para o padrão imposto pela sociedade e isso me deixou um pouco chateado, é claro que ela passa a mensagem de autoconfiança muito bem mas talvez ela não seja tão autoconfiante assim. Sendo assim, acabei me questionando sobre a construção da personagem, se ela realmente precisava "deslizar na lama" para se autoafirmar na história. Este foi o ponto mais negativo que achei, mas compreendo que isso faz parte do nosso dia-a-dia e nem todo mundo é cem por cento confiante em si mesmo.

Os personagens secundários são maravilhosos, me apaixonei por cada um deles e foi lindo ver como o tema "amizade" foi abordado nesta história. Julie Murphy conseguiu me cativar muito mais do que eu esperava e isso é um puta elogio.
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