Extemporâneo

Extemporâneo Alexey Dodsworth




Resenhas - Extemporâneo


9 encontrados | exibindo 1 a 9


Gustavo Barberá 29/05/2019

Uma leitura sem dimensões
Título Original: Extemporâneo
Autor: Alexey Dodsworth
Ano: 2016
Editora: Presságio
Páginas: 232
Onde comprar: Amazon

Obra gentilmente cedido pela editora

Imagine a agonia que seria quando você fosse dormir e no dia seguinte, ao acordar, não saberia o local que estaria, com quem estaria e qual sexo você teria, (homem ou mulher). E o pior seria ter algumas horas para se lembrar de como é a sua nova vida naquela nova realidade. É o que se trata o livro “Extemporâneo”, que a cada capítulo lido, uma nova emoção surge a tona.

O livro conta a história de um personagem que está em eterna mutação, onde acordar está em um local diferente e com todas as características já citadas acima. Porém, o pior pesadelo são as situações que ele está passando e precisa resolver, que são bem complicadas.

A obra é um pouco filosófica e metafísica, assim podemos dizer, mas nada que nos deixe desinteressado, que deixe a leitura complicada, pelo contrário, a mesma fica bem interessante, aguçando nossa curiosidade.

“Eu poderia escrever a minha vida anterior, mas perderia horas preciosas do dia, descrevendo o que já passou e, além disso, quanto mais o tempo passa, menos me lembro”.

Narrada em primeira pelo próprio personagem, o livro possui um enredo carregado de suspense e fantasia, onde o tempo psicológico é bem acentuado e com modificações constantes a cada novo espaço criado pelo novo momento a ser contado.

Não vão pensar que esse livro retrata espiritismo, pelo modo que o personagem acorda em outra vida e entre a passagem de uma vida para outra, ele consegue levar algumas memórias consigo e esse momento é regido pela rainha de Lethes que tem como objetivo apagar a memória da vida anterior. Isso é ficção algo meio sci fi como o antigo seriado Arquivo X, eu achei pelo menos.

“O que eu parecia ignorar ou ter esquecido, é que a vida real não é como nos livros. Nos livros, as personagens são obedientes, fazem o que os autores desejam. A vida real é um tantinho mais complicada...”.

Achei o livro muito bonito e bem feito. Sua diagramação é perfeita e tranquila de se ler, as páginas são amareladas que dão um conforto visual, principalmente à noite e a capa é bem a cara da história contada.

Agora se está curioso e deseja saber o que esse personagem passou, quantas vezes ele acordo na história e o que ele fez, só lendo Extemporâneo e você irá se surpreender com o que ele passou no decorrer dessas páginas. Recomendo.

site: http://www.leituraenigmatica.com
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Rony 05/10/2017

Uma voz na sua cabeça
Quem acompanha as palestras e as postagens do autor nas redes sociais, vai perceber que esse é seu livro mais pessoal. Está tudo lá: a astrofísica, a dúvida na crença, o esoterismo, a sexualidade e um momento delicado de sua profícua vida. Isso torna esse livro inspirador por si só. Mas os demais vão perceber que esse livro parte de premissas geniais para compor uma história repleta de surpresas e reflexões. O estilo é mais parecido com seu livro "Glamour" do que com "O Esplendor" (de longe, ainda meu preferido). Ágil, chegando a ser coloquial, o livro parece que foi uma criação da nossa própria mente, como quando a gente sonha e sabe que aquilo não é nossa realidade, mas ainda assim, parte de nós. Ao criar uma realidade tão diferente mas ao mesmo tempo tão pessoal, o autor nos transporta facilmente para a experiência de viver em um mundo paralelo. E se aquela famosa frase "Parem o mundo, eu quero descer!" fosse verdade, o que você faria? Alexey parece já saber o que fazer.
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Raquel.Lima 06/09/2019

O que você faria se acordasse sempre na mesma data, em um universo paralelo e sendo uma pessoa totalmente diferente a cada dia?

É o que acontece com a personagem desse livro. A data é sempre a mesma: 14 de janeiro de 2015.
Todos os dias ela se transforma em um novo indivíduo, ora homem, ora mulher. E o mais curioso é que não é somente o corpo que é diferente, as memórias e a realidade também são. Ao acordar, ele(a) é tomado pelas memórias do antigo corpo, mas com o passar das horas ele(a) passa a incorporar as memórias do novo indivíduo.

No início ele(a) pensa que acontece somente com ele(a), mas a cada troca de "roupagem humana" e a cada situação que ele(a) se envolve, alguns fragmentos do que pode estar acontecendo são captados e assim, ele(a) percebe que todo mundo passa pela mesma mutação, porém é o único que ainda consegue se lembrar da vida que viveu no dia anterior.

E é com esse enigma encadeado em sua mente que ele(a) começa a ir em busca de mais informações sobre o que está acontecendo para tentar acabar com esse ciclo vicioso de múltipla existência que tem tornado sua vida um eterna confusão.

Extemporâneo é um misto de fantasia e ficção científica. Dois gêneros que se misturaram de uma forma surpreendente. Logo nas primeiras páginas o leitor já se vê envolvido na trama. Eu sinceramente pensei que não seria uma boa leitura, mas estava totalmente equivocada. O autor, Alexey Dodsworth, soube deixar a história instigante com sua objetividade e boa escrita, deixando a leitura fluida e agradável. Sem contar que mexe com a imaginação do leitor por ser cheio de mistérios, com cenários paralelos na linha irremediável entre tempo e espaço.

Sentiu curiosidade em conhecer essa história louca? Então se jogue. Vale muito a pena embarcar nessa intrigante jornada sobre infinitos mundos que promete te deixar obcecado até o final.

Instagram: @destaqueliterário
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Rahmati 22/07/2017

Deliciosamente perturbador (ou perturbadoramente delicioso?)
Se há uma coisa que é difícil eu fazer é comprar livros na pré–venda. Sei lá, não vejo urgência em ter algo que não seja de primeira necessidade — e, queiramos ou não, livros não o são. Para que isso aconteça, ou eu tenho que estar esperando desesperadamente um lançamento — cof cof, Os Ventos do Inverno, cof cof — ou o preço da pré–venda tem que estar lá embaixo. Pois bem: com Extemporâneo não aconteceu nenhum dos dois. Então por quê, Rahmati, você comprou esse livro antes do lançamento?

Simples: porque Alexey Dodsworth se encaminha perigosamente para ser o meu autor de ficção científica nacional favorito. Só não o afirmo abertamente porque ele tem um páreo duro no Luiz Bras.

Extemporâneo conta a vida de uma pessoa como todos nós, que acordamos todo dia num corpo e numa realidade diferente. A grande diferença é que o/a protagonista se lembra disso e nós não. (Ou, ao menos, é isso o que o/a protagonista nos diz.) Mas por que eu estou usando esse “o/a”? Uai, eu não disse que ele/ela acorda todo dia num corpo diferente? Mas tem, ainda, um elemento complicador: não é “todo dia”. É sempre dia 14 de janeiro de 2015. Os dias passados e futuros são ilusões, histórias criadas — pelo seu cérebro ou não — para dar a impressão de continuidade. Pense: você sempre vive no hoje, não é? O ontem é uma lembrança — que pode não ser real —, e o amanhã é só — e sempre — uma expectativa.

Assim sendo, nosso(a) digníssimo(a) protagonista acorda, para começar o dia, no começo do livro, no corpo de George Becker, um brasileiro que vive em uma realidade onde o nazismo é a filosofia reinante no mundo, e há um homem, amarrado nu na sala de estar, sendo torturado pela namorada e por ele — ou, para ser mais exato, pelo “eu” em que ele acaba de cair. Como eu disse, o/a protagonista é diferente dos outros; ele/ela demora a retomar as memórias do novo corpo, e ainda está lutando, nesse início, com as memórias da dançarina espanhola de dança do ventre que era sua identidade antes de dormir.

Mas chega da história e vamos à narrativa. Dodsworth, naturalmente, a constrói com maestria. “Naturalmente” porque eu já esperava isso, por ter lido o excelente Dezoito de Escorpião. Os elementos da história vão sendo apresentados no ritmo certo e de maneira muito eficaz para manter o interesse e aumentar a tensão com a situação esdrúxula que o/a personagem passa. Ele escreve muito bem, também, sem usar de malabarismos para “enriquecer o texto” — o que, invariavelmente, acaba empobrecendo–o. Ele diz o que precisa dizer com as palavras necessárias, assim como Gaiman. A única ressalva aqui é quanto ao trabalho de revisão da editora Presságio, que deixou passar muitos (muitos mesmo!) errinhos de digitação e diagramação. (A minha cópia teve até mesmo um capítulo inteiro repetido.) Há de se ter muito mais atenção quanto a essas coisas, senhores editores e revisores.

No entanto, é claro que isso não diminui a qualidade da obra. Dei 5 de 5 estrelas no Skoob, porque de fato é isso que ela merece. Extemporâneo desconstrói preconceitos, clichês e expectativas de maneira deliciosamente perturbadora :)

site: www.rahmati.com.br
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AmadosLivros 22/09/2017

Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de livro nacional capaz de te fazer duvidar se sua vida é sua mesmo, ou se toda santa noite você dorme sendo uma pessoal, e acorda em outra existência sem saber. Parece quase um roteiro de filme de ficção científica, mas é basicamente isso que acontece com nosso personagem principal na trama de Extemporâneo. Qual o nome dele? Hoje é difícil dizer, mas ao longo das 232 páginas, ele assumiu alcunhas, aparências e personalidades distintas. Mas calma que eu vou explicar tudinho para vocês!

Imagine acordar todos os dias no mesmo dia: 14 de Janeiro de 2015. Isso mesmo que você leu. Mas, além de apenas acordar sempre neste dia, imagine que a cada acordar você seja um "novo" você. Um dia você acorda no corpo de um Nazista, no outro você é uma mulher trans com poderes paranormais, no próximo despertar você é uma adolescente diagnosticada com múltiplas personalidades, e por aí vai. Nosso personagem principal, no começo do livro desperta na pele de George Becker, e nessa realidade, é algo como "Hitler venceu a guerra, e olha no que deu".

O mais interessante é ver que ao despertar ele não sabe nada sobre seu novo eu, e ainda encontra-se muito apegado no "eu" anterior. Entretanto, a medida que o dia vai fluindo, as lembranças vão retornando e ele se torna o George, para ao dormir, acordar em outro corpo totalmente diferente, não só fisicamente mas de ideais também, fora uma realidade completamente nova e passar novamente por todo o processo de adaptação.

A escrita do Alexey é bastante fluída, e vamos avançando na história com facilidade. A cada novo capítulo tentando juntar as peças do quebra-cabeça e criando teorias. Eu mesma criei tantas teorias que foram caindo por terra, que ao final do livro eu fiquei "mas será?". Um livro intrigante, que nos faz pensar bastante e que eu recomendo.

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2017/09/livro-extemporaneo.html
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Paulo 06/09/2019

Uma das coisas que eu mais gosto na escrita do Dodsworth é em como ele consegue sair do lugar comum. Como a escrita dele consegue beirar a ficção científica dura e, mesmo assim, atender a uma ampla gama de públicos. Extemporâneo talvez seja um dos livros mais acessíveis do autor para aqueles que querem conhecer a magia de suas histórias. Em uma linguagem simples e divertida, ele consegue quebrar o clichê do dia que se repete após o outro, plot que ficou famoso principalmente com o filme O Feitiço do Tempo.

Estamos diante de um personagem que já não se lembra mais de seu nome. Ele está preso em um loop infinito de um dia que se repete. Mas, no caso dele, ele ou ela sempre acorda em um corpo diferente e, às vezes, em um mundo diferente. Ele precisa viver aquele dia normalmente e, quando o personagem vai dormir, desperta em outro lugar e em outra pessoa. É divertido ver as checagens matinais que o personagem faz para saber se é homem ou mulher, onde acordou, como acordou. As possibilidades são infinitas. Tudo o que o nosso protagonista deseja é sair desse loop. Ao final de cada dia, sempre desperta em um lugar onde uma fila segue em direção a uma cachoeira onde todos tomam banho. Após aparecer uma luz branca, uma nova realidade surge.

Após tantas trocas, há uma sensação de cinismo da parte do personagem que depende muito até da personalidade da pessoa que ele incorporou. E o curioso é que as memórias anteriores são apagadas. A ideia aqui é encontrar uma maneira de manter essas memórias para tentar descobrir algum tipo de padrão que possa ajudar a sair dessa situação. Claro que existe uma força superior por trás de tudo o que acontece para o personagem. Mas, a maneira como Dodsworth brinca com a própria memória do personagem nos coloca em um dilema. Isso porque, como a narrativa é em primeira pessoa e a memória do personagem é manipulada constantemente, o protagonista é um narrador muito pouco confiável. Cabe ao leitor fazer as conexões para tirar suas conclusões.

A maneira como Dodsworth brinca com o clichê é fenomenal. Logo de cara ele nos alerta que nem tudo será da maneira como você imagina. Se estamos esperando um Dia da Marmota em um mesmo mundo, ele nos dá uma rasteira de cara. A primeira história se passa no Rio de Janeiro em um mundo em que os alemães ganharam a Segunda Guerra Mundial. A sociedade é baseada em raças, muito na filosofia da raça ariana como superior. É uma subversão do tema que permite ao autor brincar com o que ele quiser. Os dois únicos limitadores é que a narrativa precisa se passar na Terra e alguns personagens como Hitler e Michael Jackson sempre se repetem. São espécies de constantes presentes em várias versões dos diferentes mundos. A posição destes personagens é sempre importante, mas seu papel pode mudar.

Eu queria ter visto o Dodsworth pirar mais na narrativa. Apesar de o primeiro mundo ser bem louco e scifi, os outros três são bem próximos à nossa realidade com pequenas mudanças aqui e ali. O que me pareceu é que a narrativa é muito mais intimista do que o próprio autor deixa transparecer à primeira vista. Já vou chegar nos personagens de apoio, mas Extemporâneo é mais sobre um personagem e sua capacidade de se conformar ou não com aquilo que lhe deram. Isso porque poderíamos vê-lo ser mais relutante em lutar contra o status quo, mas desde o princípio o personagem é alguém que deseja algo diferente. Às vezes ele coloca a si mesmo em situações bem perigosas, mas não consegue ver determinadas situações acontecendo. Gosto desta abordagem do autor porque muitas vezes o tema do herói relutante acaba se tornando uma justificativa para um personagem reativo. Este tipo de personagem me incomoda porque ele acaba não tomando a gerência de sua própria vida, deixando que os acontecimentos venham até ele.

Em algum momento a história vai sair de seu momento estático onde o personagem apenas nos apresenta como ele lida com as múltiplas realidades. É aí que o personagem decide sair em busca dos padrões que se repetem nos vários mundos. No começo, não percebemos muito onde eles estão, mas à medida em que a história avança, pouco a pouco o autor vai soltando os easter eggs. Quando chegamos no final da terceira parte e no início da quarta, nossa cabeça explode. Dodsworth deixou muitas pistas em sua narrativa, mas só vamos nos dar conta da presença delas tempos mais tarde. Isso porque o leitor tinha os dados, mas não conseguia relacioná-los ou decodificá-los da maneira correta, O que o autor fez na narrativa é brilhante, e é um testemunho à sua habilidade de contar uma história.

Das quatro narrativas, a segunda foi a que melhor manteve o equilíbrio entre mistério e personagens empáticos. Pelo fato de serem várias histórias que se interconectam, algumas delas acabam sendo mais poderosas do que outras. A narrativa de Cassandra é interessante porque acabamos nos importando com o personagem ali. A partir desse momento, desejamos acompanhar os personagens até o final. Stephanie funciona melhor do que Júlia, par romântico do personagem na primeira narrativa. A narrativa de mistério mantém o leitor preso na história até o final quando acontece um plot twist sensacional. Dodsworth brinca muito de plot twists ao longo de todo o livro, mas este aqui é, sem dúvida alguma, um dos mais impactantes.

Por conta dessa preferência por uma narrativa, eu senti que os personagens de apoio nas outras três narrativas ficaram mais fracos. Foi necessário dar atenção à narrativa principal para que a história caminhasse em frente. Por essa razão não foi possível estabelecer relações exatas com o protagonista. Além do mais, não foi possível dar profundidade a estes personagens de apoio. E digo isso porque possuir profundidade é essencial, já que Extemporâneo se baseia fundamentalmente na capacidade do personagem de criar laços e de o quanto estes são importantes para que ele possa seguir em frente e questionar sua realidade. Por exemplo, eu não senti a menor empatia pela psicóloga da terceira narrativa simplesmente porque não deu tempo de me importar com ela.

O livro tem uma batida bem veloz porque o personagem tem pouco tempo para estabelecer suas relações. Os capítulos passam muito rápido e não é incomum lermos vinte, cinquenta páginas de uma vez só. Eu li no mesmo dia. Sim, essa é mais uma prova do poder da escrita do autor. E, mesmo sendo veloz, é um livro tranquilo de ler, sem o emprego de jargões ou expressões complexas. No final ele questiona o tema de sermos responsáveis por nossas próprias vidas; tomarmos a frente sobre o que desejamos para nós mesmos. Nunca esperar que um mecanismo chamado destino regule nossas escolhas. Nesse sentido, Dodsworth retoma temas que ele trabalhou, por exemplo, em Dezoito de Escorpião. Aliás, tem até uma brincadeira com este livro lá na quarta parte.

Enfim, terceiro ano lendo algo do Dodsworth, terceiro ano sendo arrebatado por suas narrativas. Ficou mais um livro do autor que eu estou guardando para 2020.

site: www.ficcoeshumanas.com.br
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Kelly Midori @kemiroxtvliterario 01/08/2019

Resenha: Extemporâneo
Extemporâneo é um livro de fantasia e ficção escrito pelo autor Alex Dodsworth. Eu recebi em parceria com a @pressagioeditora junto com o livro Imcompletos e alguns marcadores. O livro foi lançado em 2017 e contém 232 páginas.



Conteúdo do livro: O personagem pode mudar de corpo e se tornar uma pessoa completamente diferente uma mulher, homem , de jeitos e formas diferentes. E em lugares e tempos diferentes em universos diferentes onde pode ter ocorrido por exemplo que os nazistas ganharam a guerra por exemplo, ser uma trans que prevê o futuro e entre outras possibilidades. Leia o livro e descubra essa incrível ficção.





Minha análise é o seguinte, eu achei bem semelhante ao livro Todo dia do David Levithan no começo mas depois com o passar da história é muito diferente e gostei muito, minha leitura foi realmente fluída, esse livro é o melhor livro da Editora Presságio que eu li até agora, muito bom mesmo. Dá para se ler tranquilo e terminar rápido de tão bom.Eu super indico foi uma ótima leitura de julho e eu li na maratona literária de inverno MLSegredos do Geek Freak do Victor Almeida o booktuber. Portanto esse é uma ótima escolha de leitura meu caro leitor.

@kemiroxtvliterario

site: https://kemiroxtv.blogspot.com/2019/08/resenha-extemporaneo-alexey-dodsworth.html
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Thaisa 02/08/2019

Por Thaisa Lima no blog Minha Contracapa
Vou falar uma coisa a vocês: eu não dava nadinha por esse livro, mas Extemporâneo me surpreendeu muito positivamente desde suas primeiras linhas. Sei que o autor já escreveu outros livros, porém eu não o conhecia e não fazia ideia que sua escrita seria tão envolvente.

O que acontece quando o autor une dois gêneros que sou apaixonada (fantasia e ficção científica), escreve de uma forma que beira à realidade e mexe com meu lado escritora? O livro entra para a lista de favoritos do ano! Sim, meus queridos fofoletes, Alexey Dodsworth conseguiu me conquistar nas primeiras palavras de seu livro. Fantástico, em todos os sentidos.

Alexey trabalha muito bem o conceito de múltiplos universos, relatividade do tempo, viagens entre mundos e aproveita para fazer uma crítica sobre sociedade, religião e sistemas políticos. Tem coisas tão atuais na narrativa que me perguntei diversas vezes se é realmente um livro de ficção…

Como escritora, já me peguei pensando de onde surgem as histórias em minha cabeça, como um personagem fictício (será mesmo?) consegue impor tanto suas vontades na hora em que estou contando sua história, e nesse livro, bem, Alexey fala sobre algo que desconfio… será que é real o que o personagem nos conta em Extemporâneo? Será que a teoria dos multiversos é verdadeira e existem várias “Thaisas” vivendo em outros mundos, de formas diferente? Entendeu como o autor consegue nos fazer pensar?

A leitura é deliciosa. Com uma narrativa ágil e linguagem que aproxima o leitor do personagem, Extemporâneo é aquele livro que só conseguimos largar quando chegamos à última página. Um tapa na cara da sociedade é o que ele é! Alexey desconstrói preconceitos, nos presenteia com personagens fascinantes e apresenta situações deliciosamente incômodas para nos tirar da zona de conforto. Se recomendo a leitura? Muito mais do que você possa imaginar!

site: http://minhacontracapa.com.br/2019/08/resenha-extemporaneo-de-alexey-dodsworth/
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