Estrelas Perdidas

Estrelas Perdidas Bianca da Silva




Resenhas - Estrelas Perdidas


11 encontrados | exibindo 1 a 11


Daiane Maia 17/04/2020

Um amorzinho de livro
Personagens bem construídos, uma leitura que é emocionante mas sem drama, você sente que o final vai deixar o coração feliz apesar das circunstâncias tristes, que os personagens vão encontrar o seu caminho, e a conexao da Lola e Lavínia, a importância disso, muito lindo!!
comentários(0)comente



Kethy 09/04/2020

História amorzinho. Mais com uma mensagem significativa,

Amei a escrita da autora

site: https://www.instagram.com/minhaestanteemuitomaisblog/
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Krous 07/08/2019

Veja só: eu que sempre tiro ponto dos livros quando aparece a sentença clichê "soltei o ar que nem sabia que estava segurando" estou aqui para afirmar que após a leitura deste livro fiz exatamente isso.

Isso porque sou useira e vezeira de tentar apoiar de todo meu coração escritor nacional, especialmete os que eu conheço (mesmo que seja virtualmente) e o tiro sair pela culatra a ponto de eu ter que me esforçar muito para encontrar um elogio e me desdobrar para não ser direta e dizer: é uma bosta, talvez você devesse deixar a escrita de lado.

Apesar do meu nervosimos quando peguei este livro, eu adorei tudo aqui. Bianca da Silva tem uma escrita muito boa e natural. Os diálogos são adequados e os personagens cativantes. Além disso, ela soube misturar drama e humor muito bem e desenvolver com sutileza os temas que inseriu aqui.

Minha única crítica negativa é que tive a impressão de que este livro foi escrito em inglês e depois traduzido ao pé da letra, pois algumas expressões só faziam sentido se eu lesse em inglês.

Fora isso, foi um excelente modo de encerrar o mês de leituras de julho.
comentários(0)comente



Ivy (De repente, no último livro) 01/02/2019

Resenha do blog "De repente, no último livro"
Na trama conheceremos Lavínia, uma garota que se considera literalmente "quebrada". Desprezada pelos colegas da escola após incidentes vergonhosos acontecerem em uma festa, logo após Lavínia teve que lidar com a trágica morte da mãe, em um acidente de carro onde também ela esteve envolvida e pôde experimentar uma experiência de quase morte. Em virtude dessa experiência de quase-morte, Lavínia agora consegue ver o que ninguém consegue: seu próprio anjo da guarda.



Lola foi escolhida para ser o anjo da guarda da difícil Lavínia. Lola acabou de morrer, ainda está lidando com o luto por sua própria morte e tentando entender quais foram as escolhas erradas que culminaram com seu falecimento precoce, ainda assim ela é designada para lidar com a solitária Lavínia, sendo que esta será sua única oportunidade de garantir um par de asas, e o direito de continuar sendo um anjo, longe do purgatório.

O grande problema é que Lola não sabe como ajudar Lavínia e ela tem certeza que sua missão será um fracasso já que não tem idéia de por onde começar, além disso tem o detalhe de que sua protegida pode vê-la e falar com ela, o que impede Lola de usar seus poderes celestiais para tentar influenciar Lavínia.

Assim, Lola e Lavínia terão que se aceitar e se ajudar, aprendendo a confiar uma na outra de maneiras que até então nenhuma das duas tinha tentado.

Lavínia não pode falhar como Lola falhou em vida, e Lola quer garantir seu par de asas para, quem sabe, desde o alto de sua nuvem, continuar observando seus pais. Lavínia tem que aprender a voltar a sorrir, e voltar a viver. E Lola, além de lidar com um chefe bem sério, Isaac, também vai ter que aprender a dizer adeus e encarar o mais difícil de sua nova realidade.



Esse livro foi simplesmente uma delicia de ler. Em tempos de ressaca literária, devo dizer que Estrelas Perdidas veio em meu resgate, pois aos poucos a leitura foi me embalando e fui me envolvendo com os dramas as duas meninas e a ligação especial que as une.

O par de protagonistas é incrível, Lavínia é humana, sofrida, mas também possuí uma leveza que me faz amá-la. É um personagem que vai evoluindo aos poucos, e que apesar de seus medos iniciais, está tentando de verdade acertar. Eu gostei porque Lavínia desde o começo tenta ser forte e resistir, e ainda que suas escolhas nem sempre fossem corretas, ela se esforça de verdade, e achei isso muito válido. Os caminhos que Lavínia vai trilhando vão empolgando o leitor, porque a gente é testemunha de como aquela garota perdida e triste aos poucos volta a desabrochar e a acreditar.

Lola foi meu personagem favorito. É um anjo da guarda autêntico, divertida, encantadora de verdade. Os melhores momentos para mim foram justamente acompanhando a trajetória de Lola, e o dia a dia atarefado lá no céu, que nesta trama é bem diferente daquele lugar de repouso que a gente imagina.

Infelizmente, senti que faltou algo para contar da Lola. Esperei entender a personagem totalmente até o final, e queria demais ter conhecido mais detalhes de sua vida prévia, do porquê de suas escolhas não a terem salvado, senti falta de compreender melhor as razões que levaram Lola à falhar como humana. Eu queria que a narrativa dela nos desse algum vislumbre de seu passado, fiquei curiosa por isso. Mas ainda assim, continua sendo o personagem mais carismático da trama, e por quem certamente mais torcia.

O rol de secundários é super bem desenvolvido. Temos aqui duas ambientações diferentes. Tem a galera lá do céu, encabeçada por Isaac, o chefe de Lola que é quem mais se destaca. E também conheceremos mais rapidamente outros anjos.

E na terra, teremos o núcleo de Lavínia, que é o grupo de amigos que aos poucos vai ganhando a afeição da garota, com maior destaque para Evan, seu par romântico, o típico garoto que a gente quer guardar numa caixinha pois é exatamente "aquele cara" que todas nós já desejamos conhecer quando éramos adolescentes. E também há Daisy, que esbanja carisma, e cumpre com perfeição o papel da amiga de todas as horas. Essa leitura me embalaou demais pois há tantos momentos que me fazem lembrar minha propria adolescência e a trilha sonora que a autora insere na trama, é um presente, pois enquanto relembramos as canções, vamos sendo embalados pelas conquistas e vitórias de Lavínia e Lola.



A narrativa ds Bianca é tão leve que li o livro sem dar conta do passar das páginas. É uma narrativa gostosa, verdadeira e sincera, que não perde tempo em descrições desnecessárias e nem naquelas enrolações cansativas e clichês. Aliás, eu curti demais porque a trama toda foge de qualquer clichê. Lavínia é um personagem muito real e novo, nem perfeitinha e nem rebelde demais, apenas verdadeira, tentando se levantar, e essa veracidade dos personagens é um dos pontos fortes, pois tanto Lavínia, como Evan ou Daisy são pessoas que a gente consegue visualizar, pessoas que nos convencem de suas intenções e isso deixa a trama bem cheia de sentimento.



Estrelas Perdidas não é um livro que foca muito na ambientação. Mesmo o céu de Lola é descrito brevemente, e aqui não senti falta mesmo de maiores descrições. O próprio tom leve da história pede mesmo por detalhes resumidos e a autora acertou em cheio em não se prolongar nisso. Aliás, o leitor não chega sequer a saber em que cidade a história se passa, e isso não fez a menor falta aqui, pois a história em si é daquelas que poderia ter ocorrido em qualquer lugar, e isso é bem legal porque o leitor acaba criando de certa maneira seu próprio cenário.



Enfim, Estrelas Perdidas foi mais uma grata surpresa em 2018. Um livro que deixa a gente com um sorriso no rosto ao terminar e uma sensação gostosa, típica de quando estamos diante de finais felizes.

O tom da mensagem que a história traz é tão importante, pois é uma trama que fala sobre recomeçar, aceitar a realidade e não se deixar abater e, mais que tudo, acreditar, confiar, saber que mesmo que a vida seja feita de altos e baixos, ainda vale a pena. Acho que o grande trunfo do livro que me faz amar a trama foi justamente essa veracidade, ver os personagens passarem por tudo de ruim e tudo de bom, deixando sempre para o leitor aquela certeza de que nada é para sempre e que reviravoltas sempre acontecem quando a gente nem espera. Recomendo demais esse livro pra quem curte uma história juvenil, cheia de doçura, mas que por trás disso trata também temas sérios sem perder o tom leve e otimista que dá fôlego à história do princípio ao final.

site: http://www.derepentenoultimolivro.com/2018/12/review-252-estrelas-perdidas.html
comentários(0)comente



Silvana - Blog Prefácio 04/01/2019

"A MORTE NÃO É O FIM DA VIDA, MAS SIM, O INÍCIO DA ETERNIDADE. Bem, pelo menos é o que continuam me falando. Meu nome é Lola Dewitt e essa não é a história da minha vida, mas sim da minha morte."

Lola Dewitt tem vinte e um anos e a vida toda pela frente. Pelo menos é o que ela achava. Mas então ao atravessar a rua em um dia qualquer indo para uma aula na faculdade ela foi atropelada, e quando percebeu já estava olhando seu corpo estendido na rua. Foi então que ela descobriu que o céu realmente existe, mas não é nada do que ela imaginava. O céu na verdade mais parece uma repartição pública humana e seu chefe, Isaac, o encarregado pelos Anjos da Guarda, é um anjo sabe tudo insensível, e que fica a todo momento lembrando como ela falhou na sua missão terrestre e não pode se dar ao luxo de fazer o mesmo com sua missão celeste como anjo da guarda. Coisa aliás que ninguém perguntou se ela queria ser.

Lola não se conforma de ter morrido e antes de mais nada ela implora de todas as maneiras que conhece para ter sua vida de volta. Quando não consegue ter seu desejo atendido, ela aceita ficar de bobeira em uma nuvem quando descobre que de lá ela consegue ver os seus pais. Mas então Isaac diz que para permanecer no céu ela tem que conseguir suas asas e para isso ela deve ajudar uma garota humana a cumprir sua missão terrena. Lola diz que não vai ajudar ninguém já que ela mesma morreu sem ajuda. É então que Issac usa de chantagem e diz que se Lola não trabalhar como anjo da guarda, ela vai voltar para a sala de espera, onde será decidido se ela vai para o céu ou para o inferno. E o mais importante para Lola, ela não vai mais poder ver seus pais

Diante disso Lola aceita ser um anjo da guarda, mas mal olha para o arquivo da sua protegida. E quando percebe Issac já a deixou na casa da garota. O nome dela é Lavínia Sloan e durante os últimos meses, depois que sofreu um acidente onde teve uma experiencia de quase morte e perdeu sua mãe, Lola é o quarto anjo da guarda da garota. Sem saber o que fazer, porque ela não tem nem ideia de qual é a missão da Lavínia que ela precisa ajudar, Lola fica perdida e começa a se irritar e reclamar de tudo o que Lavínia faz. O que Lola nem imaginava era que depois do acidente, Lavínia consegue ver os anjos e está vendo e ouvindo todas as bobagens que Lola falou desde que se encontraram. E depois de um começo dificil as duas terão que trabalhar juntas para conseguirem cumprir sua missões.

― Se... Tudo que a gente faz é uma sucessão de “e se...”. Ninguém sabe o que vem pela frente e todo mundo continua dando o seu melhor.

Quando li a resenha da Luiza e vi ela falando que essa resenha era uma das mais difíceis que ela já escreveu, eu acreditei, mas não sabia que ia passar por isso também. Sem dúvida Estrelas Perdidas é um livro que mexe tanto com a gente que você senta na frente do computador e não sabe o que escrever para dizer o quanto a história é maravilhosa e merece ser lida por todas as pessoas. É um livro que aborda tantas coisas fortes, entre elas a principal o luto, de uma maneira tão leve e simples que as páginas parecem virar sozinhas e quando a gente percebe já terminou. Sem falar que os personagens e suas atitudes são tão reais que poderia ser eu ou você vivendo aquilo tudo.

Das protagonistas, Lola é amor a primeira vista. Quando você conhece ela, já se encanta pelo seu jeito atrapalhado e ao mesmo tempo de uma segurança que faz o leitor desejar ter alguém como ela como anjo da guarda. Já Lavínia vai ganhando a gente aos poucos. Ela aparenta ser uma pessoa fria e arrogante, mas que conforme conhecemos se mostra uma pessoa inteligente, divertida e que você quer como amiga. Fica dificil escolher entre as duas, mas acho que mesmo amando o jeito da Lola, ainda me identifico mais com a Lavínia.

"Sim, fácil. Ela pode ver você. Você pode influenciá-la diretamente. Tudo que tem que fazer é ajudá-la a se encontrar, como uma amiga. A verdade é que 90% do tempo os humanos estão com um medo terrível de tudo e todos. E eles precisam de alguém para ajudá-los, guiá-los."

E se tem uma coisa que amei nesse livro foi a amizade entre elas. Foi uma coisa tão real que não tem como não se identificar. No começo uma só queria se ver livre da outra, depois foi meio que uma necessidade para chegar a um objetivo e então elas estavam brigando, se apoiando e contando tudo uma para a outra. Teve cenas tão lindas que acabei rindo e chorando ao mesmo tempo. Como li ele em casa acho que minha mãe pensou que eu estava ficando louca hehe. A sororidade foi destaque na história e não só entre Lola e Lavínia, mas também entre Lavínia e Daisy, no caso uma amiga "real" que ela faz incentivada por Lola, já que para Lavínia era impossível acreditar tanto no amor como na amizade depois de um episódio triste que aconteceu no passado.

E já que falei em amor, vamos falar de Evan Walsh. Gente que personagem incrível. Eu não acredito em amor a primeira vista, mas me apaixonei por ele em sua primeira aparição no livro. Ele é aquele garoto fofo que está ali para ser o que Lavínia quiser e antes de mais nada eles serão amigos. O amor entre eles vai surgindo aos poucos e uma coisa que amei foi que Evan não é o responsável por mudar nada em Lavínia. Ele está ali para apoiar, não como um bote salva-vidas. E não posso deixar de mencionar que torci o livro todo por um romance entre Lola e Isaac, eles formam o casal perfeito já que um aparentemente é o oposto do outro e eles se completam. Mas nem sei se poderia ficar shippando eles porque como dizem, anjos não tem sexo hehe.

"― É sério, Lola. Cupidos podem ser problemáticos e se apaixonar pode não mudar nada na maior parte das vezes. Até porque, não é a outra pessoa que vai salvá-la, é a capacidade dela de encontrar forças para se salvar."

E como disse antes o tema principal do livro é o luto e aqui vemos os dois lados da moeda. Da pessoa que ficou e da pessoa que se foi. Lola não aceita que morreu e não consegue deixar de sofrer ao ver o quanto faz falta para seus pais, mas fica indo até eles o tempo todo se martirizando por algo que não pode mais ser seu. Já Lavínia não sabe o que fazer depois que sua vida e sua família desmoronou com a morte da sua mãe. E tanto ela, como o pai e a irmã passam pelo luto de uma maneira diferente. Teve algumas vezes que eu achei a irmã dela egoísta, mas era a forma dela lidar com a perda da mãe. A mesma coisa com o pai que se tornou ausente.

Enfim, esse é um livro tão fofo e tão cheio de sentimentos que não tem como não indicar para todo mundo. Eu chorei, eu ri, eu me apaixonei, eu sofri com coisas que infelizmente não deveriam acontecer com ninguém, principalmente com adolescentes, mas me identifiquei com várias coisas e me vi um pouco (bastante na verdade) no Isaac. Sou bem parecida com ele. Por isso quando der, leiam o livro. Ele se tornou um dos melhores do ano e está na briga pelo melhor. E para quem não sabe, eu não sabia, o livro foi escrito pela Bianca do blog Queria Estar Lendo. Gente essas meninas do blog tem tanto talento hehe. Muito obrigada Bianca por ter cedido o livro para resenha. E muito obrigada por ter escrito algo que foi tão especial para mim.

"Esse é o nosso trabalho. Acreditar neles, ser a esperança que eles perderam ao longo do caminho."


site: https://blogprefacio.blogspot.com/2018/12/resenha-estrelas-perdidas-bianca-da.html
comentários(0)comente



Luiza Helena (@balaiodebabados) 23/10/2018

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
"Como alguém quebrado pode esperar curar outra pessoa, ser um guia?"

Fazer a resenha desse livro entrou para a lista de resenhas mais difíceis que tive que fazer na vida. Foram tanto sentimentos durante a leitura que eu tenho certeza que tudo que escrever aqui não vai ser nem 1% do que senti. Mas vamos tentar porque né…

Lola é uma personagem que te cativa nas primeiras páginas do livro. Ela é uma personagem super alto astral e divertida, me fazendo crer que esses foram os motivos para ela ter sido designada anjo da guarda de Lavínia. Por baixo de toda a dor causada pela perda da mãe, Lavínia tem uma personalidade bem marcante e sensível ao mesmo tempo.

Um ponto super importante no livro é a questão do luto. Acredito que tenha lido poucos livros que tratassem da superação da morte de alguém e esse aqui foi o que conseguiu tratar desse assunto um tanto pesado de uma forma leve e engraçada até. Todo mundo tem uma forma de lidar com o luto e Bianca mostra isso aqui. Por muito tempo, Lola continuou na fase de negação da sua morte. Já Lavínia vive com um ressentimento com sua mãe que morreu e a culpa pelo rompimento da sua família. É bem emocionante acompanhar a jornada das duas na superação desses sentimentos.

Outro ponto que se destaca na história é a amizade entre Lola e Lavínia. Claramente havia aquela aversão e ambas se tratavam como uma obrigação: Lola colocar Lavínia de volta em seu caminho e ela fazer sua anjo da guarda ganhar suas asas. Com a convivência, ambas vão descobrindo um apoio incrível uma na outra, nascendo uma amizade fofa de se acompanhar.

Apesar do foco entre Lavínia e Lola, os personagens secundários foram bem trabalhados, principalmente na vida das duas. Vemos como Lavínia sofre com sua irmã e seu pai lidando com a morte da mãe da maneira deles, a excluindo e isolando das suas vidas. Ao mesmo tempo, acompanhamos como um grupo de pessoas bem divertidas ajudam Lavínia a sair desse abismo que ela se encontra, principalmente um nadador ruivo chamado Evan.

Da parte de Lola, vemos como acompanhar o processo de luto dos seus pais afeta no seu próprio processo de aceitação da morte, fazendo com que ela recebesse algumas broncas de Isaac, seu supervisor, sendo ele uma espécie de Grilo Falante para Lola, sempre a voz da razão e consciência. E, apesar de aparecer pouco, gostei muito das interações entre Lola e Magnólia.

"[...] Esse é o nosso trabalho. Acreditar neles, ser a esperança que eles perderam ao longo do caminho."

Apesar de não ser o foco do livro, temos um romance de esquentar o coração entre Lavínia e Evan. O modo como Lavínia vai se apaixonando por ele é tão sutil e fofo que nem ela própria repara. Evan é um menino de ouro, sensível e (como ele sempre diz) um livro aberto. Como a própria Lavínia disse, ele não foi sua salvação, mas uma corda que lhe ajudou a sair do fundo do poço e eu gostei muito dessa metáfora. Algumas vezes só precisamos que alguém nos ajude e acredite que somos capazes, e Lavínia achou não somente Evan, mas uma cambada de gente.

Também senti algumas fagulhas entre Lola e Isaac, mas não sei se é possível rolar romance entre anjos… Fica aí o questionamento.

Cheguei ao final dessa resenha e garanto para vocês que não consegui expressar metade do que senti/sinto em relação a esse livro. Só digo para lerem e vocês irão entender tudo o que falei aqui e muito mais porque Estrelas Perdidas entrou para a lista de favoritos de 2018.

"Felicidade é um estado de espírito."

site: https://balaiodebabados.blogspot.com/2018/10/resenha-325-estrelas-perdidas.html
comentários(0)comente



Bia 13/10/2018

Resenha Estrelas Perdidas
Lola era uma jovem cheia de sonhos e toda uma vida pela frente, até que morre em um acidente. No céu, para ganhar suas tão sonhadas asas, ela é designada como anjo da guarda de Lavínia, e seu grande trabalho é ajudar a salvá-la.

Lavínia perdeu a mãe, e durante alguns momentos também perdeu a vida depois de uma batida de carro, isso fez com que ela adquirisse o dom de ver anjos. Por causa desse dom o convívio das duas torna o trabalho de Lola muito mais muito complicado, já que uma amizade muito forte começa a surgir, e ajudar Lavínia não é mais apenas pelo trabalho.

"Estrelas Perdidas" fala muito sobre como lidamos com perdas, aqui temos vários exemplos que são explorados. Talvez por ter passado por uma perda recente o livro tenha mexido comigo muito mais do que mexeria em outros momentos, eu conseguia entender todos esses sentimentos.

Lavínia é uma personagem que está tentando seguir em frente, com a chegada de Lola, ela tem o apoio de alguém que a incentiva todo o momento e mesmo assim ainda é difícil superar tudo. O crescimento dela durante a história é incrível.

Já Lola aborda um caso bem diferente, o de como superar sua própria morte, todos aqueles sonho que você tinha não vão se concretizar e observar seus pais tendo que seguir em frente. Essas partes até conseguiram me arrancar algumas lágrimas.

A história do livro aborda muitos outros temas superinteressantes, mas que é legal você ir descobrindo com a leitura, no meu caso foi uma surpresa e talvez por isso eu tenha gostado tanto dele. O livro também tem um pouco de romance, o que acaba aliviando um pouco todo o peso da carga dramática que tem na história.

Apesar de ter demorando um pouco para me apegar a história no início o livro me pegou quando as coisas começaram a acontecer de fato, e por isso eu indico esse livro por trazer uma história sobre anjos diferente das que eu estou acostumada, e conseguir um resultado maravilhoso. Por último posso dizer que o livro tem um dos finais mais fofos que eu já li.

site: https://www.instagram.com/p/Bo0y1uJHv2U/?taken-by=beatrizgmrs
comentários(0)comente



Mari Scotti 12/05/2018

Resenha Blog Coração de Papel

"Somos todos estrelas perdidas tentando iluminar o escuro."

Oiiie!!

Finalmente as minhas leituras estão fluindo e fico feliz em trazer a resenha deste livro, pois a Bianca foi uma das pessoas que mais me apoiou quando a ideia do Cobiçado surgiu. Ela, a Eduarda e a Denise Flaibam formam um time de leitoras-beta-assessoras incrível! E são maravilhosas quando decidem opinar sobre um livro em formação.
Eu lembro que comprei este e-book há algum tempo – muito tempo – mas, não sei o motivo, não tinha assimilado que era da mesma Bianca que eu admiro. Outro dia, atualizando meu kindle, esse título apareceu e decidi ler. Apesar de uma certa notícia não ter me agradado (não tem continuação) eu amei o livro e agora vou compartilhar o motivo com vocês:

Lola Dewitt era uma garota de apenas vinte e um anos quando morreu e se descobriu desperta em uma sala de espera no Céu.
E como eu não costumo ler sinopse, essa informação me conquistou logo nas primeiras linhas. Fiquei pensando: Como assim morreu? Como teremos um romance com um fantasma? Ai meu Deus, esse livro é fantasia!!!
E quanto mais eu avançava, mais perguntas e mais incertezas surgiam em meu coração.
Por que Lola recebeu uma segunda chance e foi parar no Céu com a possibilidade de virar um anjo de verdade?
Quem era ela? Por que morreu?
Ai meu crush, será que ela e o seu chefe de asas serão um casal?

Ela descobre que morreu, que nunca terá a chance de voltar a ser humana e que se fracassar em sua missão – que ela não sabe qual é, terá de descobrir enquanto tenta acertar – ela voltará para a sala de espera e provavelmente, terá moradia eterna no inferno.
O que faz dessa garota revoltada, um ser revoltado, choroso e louco, precisando cuidar para que uma humana tão ou mais revoltada que ela, não destrua as suas chances de uma vida no caminho correto e morra também.

Lavínia Sloan sofreu um acidente há alguns meses, chegou a morrer, mas voltou à vida e ganhou de brinde, uma visão peculiar do sobrenatural: ela consegue enxergar seus anjos da guarda. E, apesar desse presente “divino” ela perdeu a mãe nesse mesmo acidente, o que a deixa ainda mais irritada com o Universo.
Não temos muitos detalhes sobre como o acidente aconteceu ou como foi a morte de Lola, mas essas duas são literalmente obrigadas a se aceitar, já que são a última chance uma da outra, e obrigadas a superar suas revoltas com o mundo, os anjos e até Deus.

Lola não entende porque morreu e ela quer loucamente ser viva de novo. Podemos deduzir que ela tem inveja de Lavínia por ter sua segunda chance ainda em vida, o que dificulta a convivência das duas durante o início de sua jornada. Para ajudar, Lola ainda não se acostumou com suas perdas, não viveu o luto de não ter mais sua família por perto e está prestes a explodir.
Isaac, seu anjo-chefe, não facilita também, exigindo que ela aja como um anjo agiria, sendo menos propensa a reações humanas e mais focada nas necessidades de sua protegida Lavínia.
Eu gostei muito da Lola porque, apesar de estar vivendo um drama inimaginável e duas perdas gigantescas, afinal ela morreu, mas não poder mais conviver com os pais é como uma perda de morte, ela consegue não ser tão egoísta como se espera e visualizar soluções simples para que Lavínia comece a superar seu luto e ter uma vida melhor.
Seu foco em Lavínia acaba por ajuda-la também, a se enxergar, a se descobrir e a entender porque morreu tão precocemente. Mas, não espere um milagre, a mocinha sem noção se tornando um anjo da guarda invejado de tão perfeito, não. Lola tem muito o que aprender, muito o que amadurecer e essa trajetória não será nada fácil.

Por outro lado, Lavínia também precisa ceder e aceitar Lola – o anjo que só ela vê – em sua vida, dando palpites, dormindo todas as noites em seu quarto e arrumando as coisas como se morasse lá. Como ela é invisível para todos, menos a Lavínia, fiquei muito tempo pensando em como ela pintaria um mural no teto ou arrumaria o quarto da garota. Eu gosto de pensar no sobrenatural e, se eu puder implorar, gostaria muito que a autora decidisse escrever um continho com meu casal-crush explicando um pouco mais sobre os anjos.
Não compreendam mal, não ficou faltando informações na história, a visão que temos é de uma humana jogada, literalmente, no mundo sobrenatural. Ela não presta atenção às aulas, não lê os livros que pega na biblioteca do Céu e não se atenta a nada que ensinam, portanto, nós também ficamos no escuro e a personagem ter mantido sua personalidade me alegrou muito, pois ninguém se torna perfeito do nada, mesmo com a chance de virar um anjo. A imperfeição é que me fez sentir a história crível.

Isaac também tem um passado e um bem conturbado, o que me deixou super curiosa para ler a visão dele dessa história toda, talvez conhecer seu passado e ter um vislumbre do futuro. Gostei tanto dele que quase escrevi uma fanfic só para ficar mais tempo perto do meu anjo! Haha. Ele tem uma personalidade forte, viril, que todas nós amamos.

Esse é um livro sobre segundas chances. Sobre amizade. Sobre confiança. Autoconhecimento e perdão. É uma comédia, um drama. É um romance, mas também uma fantasia. E eu acredito que conquistará vocês!

Bem, eu me empolguei! Não vou revelar mais nada, só quero que vocês leiam e façam campanha comigo para a Bianca escrever mais! Desde que li Denise Flaibam um personagem não me conquista tanto. Espero que vocês gostem tanto quanto eu e que venham aqui compartilhar comigo seus surtos, suas teorias e sua vontade de mais!

Beijos, até a próxima resenha!


site: www.mariscotti.blogspot.com.br
comentários(0)comente



Kleysinha 17/12/2017

QUERO O FÍSICO ?
Um livro muito envolvente, que fala sobre superação, amizade, perdas, auto conhecimento e amor. Cada personagem te ensina algo para levar a vida toda. Amei ler Estrelas Perdidas, valeu a pena ter baixado e começado a ler. Super recomendo.
Bibs | @queriaestarlendo 27/01/2018minha estante
Fico feliz que tenha curtido! Obrigada por deixar sua opinião.
Aliás, o livro físico por enquanto está disponível no clube de autores.




Queria Estar Lendo 15/06/2017

Resenha: Estrelas Perdidas
Falar sobre Estrelas Perdidas talvez seja uma das coisas mais difíceis da minha vida, porque esse é um dos livros mais especiais e incríveis que já tive a alegria de ler. Com delicadeza e uma escrita marcante, Bianca da Silva lança seu primeiro livro e mostra que tem muito talento a entregar para o mundo literário.

Lola tinha uma vida perfeita, até que não tinha mais. Ela morreu em um acidente e agora está no céu; e o céu é curiosamente parecido com um escritório, para sua maior surpresa. Lola descobre que tem uma missão, e precisa ajudar uma garota a se salvar para que possa receber suas asas de anjo. Burocracia, sabe como é. A questão é que a garota é muito mais complicada do que Lola esperava - e pode vê-la. O que facilita, mas também complica a sua vida. A amizade entre as duas vai se construir aos trancos e barrancos, afinal de contas, Lavínia tem os próprios demônios a serem enfrentados, e Lola precisa aceitar e viver seu luto para ajudar a menina a qual foi destinada como anjo da guarda.

Vocês já sabem que a história me ganha a partir do momento em que seus personagens conquistam minha atenção. Estrelas Perdidas faz isso logo nos primeiros capítulos; dali para frente, você se importa. E criar empatia no leitor é a fórmula correta para desenvolver uma história como essa. A partir do momento que você entende Lola e Lavínia, a história delas se torna sua também.

Lola é uma figura carismática, cheia de farpas na língua e que responde a muita coisa com seu humor latente. Mas também é uma garota assustada com a ideia da própria morte, de que o mundo vai continuar girando, seus pais vão continuar vivendo, tudo que ela conhecia ainda vai continuar existindo mesmo depois que ela deixou de existir. O arco de superação da personagem é pesado e emocionante graças ao próprio luto; Lola precisa aceitar que seu tempo em terra acabou, mas não consegue evitar espiar os pais, sua casa, as coisas que pertenciam a ela antes do acidente. As cenas da Lola confrontando seu luto são as mais dolorosas e certamente as mais delicadas dessa obra. É impossível ler e não chorar com a fragilidade de uma vida. Quão rápido pode acabar, a marca que ela deixa na rotina de outras pessoas. Lola precisa entender que morrer não é deixar de existir, ainda que pareça tão doloroso dizer adeus a tudo que ela era para que possa ser o que o céu agora precisa.

Quanto à sua missão de anjo, isso traz o equilíbrio perfeito para o drama. Lola é hilária. Sua convivência com Isaac - praticamente o chefe do seu departamento angelical - é de chorar de rir. Os dois são cabeças duras, mas Isaac se retém às normas e regras e às ordens superiores, enquanto Lola quer mais que se explodam. Ela faz do jeito dela - que, obviamente, nunca é o jeito correto. Só para maiores dores de cabeça do Isaac.

"Somos todos estrelas perdidas tentando iluminar o escuro."

Lavínia é a missão de Lola; tudo o que a futura-anjo sabe é que precisa ajudar a garota a se salvar. Do quê? Por quê? O que aconteceu com a adolescente que a tornou um risco em potencial suficiente para que o céu designe um anjo para salvá-la? Tudo isso é explicado durante o livro. E é outro tipo de superação; diferente do luto de Lola, as trilhas que Lavínia está seguindo são mais de "potencial" do que de perda definitiva. Ela perdeu alguém, sim, mas a história sobre sua salvação tem a ver com ela mesma. Com as escolhas que vai fazer, coisas que a definirão dali para frente.

Em contraponto a Lola, Lavínia é uma figura bem contida. Ela é divertida, sim, e tem tiradas de escárnio muito bem encaixadas na história. Tem toda uma personalidade marcante, mas se contém pelo medo de julgamento e de como o passado pode afetar seu futuro. Lavínia é uma garota marcada por cicatrizes; seu emocional está estilhaçado. E Lola é um tipo de ímã para a âncora que Lavínia se tornou. O relacionamento entre as duas é bem inconstante, cheio de brigas e desconfianças a princípio, mas acaba se tornando uma das melhores amizades que já li. Aquele tipo crível com piadinhas internas e silêncios bem-vindos. Eu sou apaixonada pelas interações entre as duas, por toda a relação saudável que constroem ao se aproximarem.

Além da Lola, Lavínia tem em seu pai e em sua irmã mais velha alguns alvos de seus problemas. Não que eles sejam ruins, longe disso; mas perdas são capazes de desestruturar qualquer pessoa, mesmo a mais forte delas. E, como Lola nos mostra, há diversas maneiras de lidar com o luto. A sensibilidade em apresentar esses fatos e em desenvolver a superação de cada personagem é outro ponto chave da história.

"Felicidade não é um destino, mas sim um estado de espírito."

Em relação aos coadjuvantes, eu obviamente falarei do meu amorzão supremo, Isaac. Como já mencionado, ele e Lola são o yin-yang do departamento de anjos da guarda. Ele é bem mais centrado e sério que a recém-chegada, mas sua convivência com Lola acaba dissolvendo lentamente a faceta de Anjo Vingador que ele adora exibir. Por trás dos escudos, Isaac é uma figura cheia de emoções e sorrisos. O tipo de personagem que esconde os sentimentos por medo do que eles possam significar; e ele é um anjo, afinal de contas. Tem seu dever a cumprir. Não que isso o impeça de se aproximar da Lola e, bem, a gente de shippar os dois como se não houvesse amanhã.

Me conceda esse momento para falar sobre esse OTP. Romance não é um foco no arco da Lola, mas quem é fangirl por acaso precisa de foco pra encontrar a fagulha do amor de um ship? Óbvio que não. Basta eles terem química e respirarem o mesmo ar e tá ali: o casal que eu pedi aos céus - literalmente, nesse caso. Isaac e Lola são uma dupla bagunçada, cheia de sarcasmo pra lá, referência que o Isaac não entende pra lá, sorrisos sutis e abraços envergonhados. Eles são o tipo de ship que se torna importante e sempre existiu e provavelmente sempre vai existir; o tipo que não precisa de nenhum envolvimento amoroso para provar que é endgame. Eu amo esses dois com todas as minhas forças e poderia casá-los se tivesse licença pra fazer isso, porque o que existe entre eles vai além da amizade e ninguém, nem Miguel nem Rafael ou Gabriel, me convence do contrário.

Do outro lado, outro coadjuvante muito importante para a obra é o Evan. Meu garotinho ruivo desconjuntado, tímido e cheio de alegrias para distribuir. Ele é muito engraçado e fofo, o tipo de personagem que aparece e você já quer colocar em um potinho porque é precioso demais para o mundo. Ele se torna parte do núcleo da Lavínia e de repente os dois se aproximam e você grita POR FAVOR SE AMEM!

A amizade é um ponto chave, a conexão entre os dois acontece devagar, no tempo certo. Não é aquele romance instantâneo; é um olhar, um sorriso, um toque, um beijo. É gradativo e adorável. É emocionante como eles se conectam, como se entendem e se deixam levar. Lavínia é ela mesma com o Evan. A garota sorridente, geek e peculiar.

Junto ao Evan, mais alguns personagens compõem esse grupo de amigos que aparece para causar boas mudanças na vida da Lavínia. Kimie, Carter e Daisy são espirituosos. É aquele grupo que se mete em muitas confusões - oi narrador da Sessão da Tarde, você por aqui - e se diverte a beça sem se importar com as consequências, mas também é um grupo sensato, que comete erros e mancadas e entende sobre a vida e seus escorregões. Eu gostei principalmente as interações entre a Daisy e a Lavínia porque, além da amizade, surge uma sisterhood importante que fala muito sobre sororidade e sobre o perigo dos julgamentos alheios. Sobre como é importante apoiar uma garota, independente de ser sua amiga ou só alguém que você viu sofrer alguma injustiça por parte de outras pessoas.

Estrelas Perdidas é carregado com mensagens simples e pesadas, coisas que precisam ser vistas e discutidas e apagadas do nosso dia a dia. É uma história sobre se encontrar, sobre se deixar perder. Sobre amizades e sobre família, sobre seu lar e suas perdas. É um livro emocionante do início ao fim, o tipo de obra que vale a pena ser conhecida e adorada.
Nana 15/06/2017minha estante
Que capa linda


Mari 16/06/2017minha estante
Adorei a resenha!! Quero ler


Hanna 26/05/2020minha estante
EssA sua resenha me fez ler o livro. É eu só quero te dizer uma coisa: TE ODEIO.
Que livro incrível, cara, desenvolvi um amor por essas paginas tão grande que mesmo depois te tanto tempo que eu li, ainda me sinto completamente APAIXONADA. Então, obrigada.
Eu nunca vou superar esse livro.




11 encontrados | exibindo 1 a 11