A Literatura Como Remédio

A Literatura Como Remédio Leandro Karnal
Dante Gallian




Resenhas - A Literatura Como Remédio


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Denize.Dias 21/05/2018

REMÉDIO X MEDICAMENTO
Comecei a ler "A literatura com remédio" no dia 29 março de 2018, mesmo dia em que meu Messenger/Facebook foi invadido por quatro perfis falsos e acabei me apaixonando por um deles. Foram momentos intensos, felizes e prazerosos, principalmente com a leitura desse livro, tão verdadeiro e que aguardou quietinho por nove meses, até que eu começasse a desfrutar de suas palavras. O falso romance durou umas três semanas mas a leitura deste santo remédio se estendeu por mais de dois meses e em cada trecho eu pensava: será que temos algum grupo de leitura aqui em Uberlândia como o LabLei? Ou eu vou para São Paulo viver a prescrição do Dr. Dante in loco: "desocupa-te, despreocupa-te e, sem pressa, desfruta do substancioso remédio da literatura. E, de preferência, tomando-o segundo a posologia do Laboratório de Leitura".
Em tempo: medicamentos são os produtos, como clonazepam, fluoxetina, AS, Natelle, comprimidos ou gotas ou spray, que são prescritos pelos médicos. Remédios: pode ser um chá, uma caminhada, uma boa noite de sono, um livro...
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Michelle Trevisani 18/12/2017

A leitura como remédio!
Oi gente! Tudo bem? Vamos para a resenha de hoje? Um livro extremamente interessante, que me deu muitas idéias e que foi caprichosamente publicado pela Editora Martin Claret (que sempre arrasa MUITO nas edições, sempre pensadas com carinho e de tirar o chapéu) – A literatura como remédio, os clássicos e a saúde da alma, escrito por Dante Gallian foi uma grata surpresa. Desde que foi lançado esse livro eu fiquei com vontade de ler. Adorei a capa, gostei muito da escolha do apresentador do livro: o Leandro Karnal, um cara que admiro muito, então o livro tinha todos os preceitos para me agradar, hahah, inclusive porque fala do poder da leitura nas vidas das pessoas que se arriscam nadar os mares das palavras.

Dante vai justamente nos mostrar isso neste livro: sua experiência na implementação de um laboratório de leitura, ao qual chamou de LabLei. Falando assim parece extremamente raso, mas se engana o leitor. Esse livro é quase um TCC digamos assim, pois mostra desde o objeto de estudo: a necessidade de implantar algo novo em uma escola de medicina, onde a maioria dos alunos é extremamente técnica e que tentam pensar friamente sobre seus atos e estudos, desde sua implementação, suas conquistas, seus avanços e as coisas lindas que a leitura promove na vida das pessoas.

Dante teve essa idéia: de montar um laboratório de leitura, porque sempre gostou de ler e queria aproximar mais os alunos. Resolveu começar com alguns. Começou com pequenos artigos, que partilhava entre 5 a 6 pessoas, liam e depois discutiam o que haviam lido. De repente a necessidade de leitura começou a crescer e passaram então a ler livros. Livros clássicos, aqueles que a gente sempre quis ler, mas por ser uma leitura mais difícil e cansativa, talvez precisasse de um empurrãozinho a mais para acontecer. E o exercício era esse: todos lêem o mesmo livro, depois sentam por uma hora nas sextas feiras para falar dele. Os capítulos são determinados semanalmente, tudo muito tranqüilo, para ser sentido como um prazer. Semana após semana é discutido entre o grupo o que foi lido e como o que foi lido tocou de diferentes formas cada pessoa. Esse mecanismo foi implementado primeiramente justamente para isso, desacelerar um pouco, trazer de volta nas pessoas à vontade de ler somente por prazer e nada a mais. E como sempre cada momento conta com um coordenador, as leituras são compartilhadas e as dúvidas sanadas, porque você não é obrigado e entender tudo em um livro clássico. A beleza de compartilhar o que foi lido é justamente essa: as pessoas tem diversas formas de ver um mesmo trecho que foi lido. E essa troca de experiência é linda.

O LabLei porém ficou conhecido na faculdade. Conhecido até demais. Logo outras pessoas começaram a participar dos encontros. E o mais engraçado era que as pessoas não procuravam o LabLei apensa pela experiência da leitura, já que ler é uma coisa que se faz sozinho na maioria das vezes, você não precisa de outras pessoas para ler um livro. Mas a partilha, o ouvir outras pessoas, o conversar sobre a história, era um momento relaxante. Dante começou a perceber que as pessoas procuravam o grupo porque ler e discutir sobre era um mecanismo riquíssimo para driblar dramas, tristezas, solidões, e problemas. Muitos relatos das pessoas que participaram do LabLei no livro enfatizam que ler um trecho de algum livro ajudou a resolver um problema pelo qual estava passando no momento.
O LabLei ficou tão conhecido que virou uma matéria na faculdade. Uma matéria linda, que te convidava a ler um livro e a discutir sobre ele. Simples assim. A prática de leitura também ficou conhecida no meio organizacional e a Natura resolveu adotar esse modelo de “relaxamento” na empresa, e os frutos colhidos desse trabalho foram os mais lindos.
Conforme eu avançava na leitura, ficava cheia de uma alegria já de longa data conhecida minha: eu sei o poder transformador que a leitura é capaz de empregar em cada um de nós. Eu já senti esse poder, e isso é maravilhoso! Ver que mais pessoas estão pensando nessa linha, e que projetos tão simples podem modificar tanto as pessoas! Isso é lindo demais gente! Fiquei muito emocionada com essa leitura.

Os livros que leio, sempre os procuro discutir com minha mãe (que é uma super leitora também, até mais que eu hahah) e essas conversas já renderam tantas reflexões boas! Acho que as melhores reflexões que já tive na vida. E às vezes a gente discorda, claro. E defendemos nosso ponto de vista. Mas quando concordamos, quando nos complementamos, a sensação é demais! Esse livro me deu umas ideais muito boas, que pretendo colocar em prática em breve. Acredito que muitas organizações deveriam ler esse livro, para colocar em prática esse modelo de laboratório de leitura. Modificar pessoas, fazê-las crescer. E nada mais lindo que fazer isso através da leitura. Obrigada Dante, por espalhar o seu conhecimento conosco em forma de livro. Também acredito no poder de cura através da leitura!

"[...] creio que deixei claro aqui a prescrição: desocupa-te, despreocupa-te e, sem pressa, desfruta do substancioso remédio da literatura. E, de preferência, tomando-o segundo a posologia do Laboratório de Leitura. Não te prometo a cura, mas garanto que, pelo menos, te sentirás cuidado e aliviado de tua pressa, preocupação, e, talvez, da tua solidão. O que não deixa de ser algo bastante importante para a saúde da alma. Não é mesmo? ".

Leia mais resenhas no meu blog> LIVRO DOCE LIVRO


site: http://meulivrodocelivro.blogspot.com.br/2017/12/resenha-literatura-como-remedio-dante.html
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