Meia Guerra

Meia Guerra Joe Abercrombie




Resenhas - Arqueiro


18 encontrados | exibindo 1 a 15
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Rafael.Lois 13/11/2018

Me decepcionei
Eu esperava uma conclusão melhor. Não chegou aos pés dos primeiros dois livros
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Bart 23/09/2018

Meia Guerra - 3º livro da trilogia Mar Despedaçado *Joe Abercrombie*
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O livro conta o desfecho (ótimo por sinal) da trilogia do "Mar Despedaçado", na em fim guerra já anunciada nos livros anteriores contra o Rei Supremo, um miserável de carteirinha. .
Nessa trama o autor repete a fórmula de apresentar novas personagens e focar a trama nelas, já as que conhecemos ele dá uma ênfase menor, mas nem por isso o livro perde o brilho, muito bom por sinal!
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A trama gira em torno da Princesa Skara de Throvenland que foi traída e teve a família e boa parte do povo massacrado!
Conhecemos tbm Raith, o guarda-costas da princesa Skara, o cara vive no meio do sangue literalmente!
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.Personagens do livro anterior não menos importantes como Brand, Thorn , Rin , Koll e claro Yarvi (a trilogia começou com ele) estão presente tbm e posso dizer que tem mortes importantes. Nesse livro nós podemos perceber o quanto Yarvi é inteligente e mestre no que faz(é um peste)!
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Um ótimo livro, sempre tive preconceito com o nome do autor... e o cara se garante!!
Uma característica dos 3 livros: "uma leitura rápida!"
Bianca Dieke 27/09/2018minha estante
escrever resenha é um vício né


Bart 24/10/2018minha estante
Kkkkkkkkkkkkk com certeza!
Daí vc escreve sobre, da sua opinião e as outras pessoas concordando ou não chegam tbm. Aqui o pessoal conversa, troca ideia mesmo sendo opniões opostas!!


Bart 24/10/2018minha estante
Esse app p/mim é um dos melhores!! E foi daqui q te conheci!! ;) mas só volto a ler livros semana que vem, a faculdade tá acochando kkkkkkkkkkkkk


Bianca Dieke 24/10/2018minha estante
É muito bom! Eu escrevo resenhas mas nem curte kkkk mas não me importo. Tbm dei uma pausa nas leituras


Bianca Dieke 24/10/2018minha estante
Ngm*


Bart 27/10/2018minha estante
Não se preocupe se alguém curtir ou não, o que interessa é a ligação que vc criou com aquele livro!! Boa parte das minhas coisas, são vc e uma amiga daqui quem curte kkkkkkkkkkkkk p/mim já tá ótimo kkkkkkkkkk


Bianca Dieke 27/10/2018minha estante
Vdd ;)




@fabiano.poeta999 20/09/2018

Algumas palavras
Sem sombra de dúvidas esse foi o melhor livro da trilogia mar despedaçado, achei ele bem mais profundo é sendo assim com muita sabedoria através dos diálogos dos personagens.

Penso que Joe Abercrombie estava muito inspirado ao escrever esse livro.
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Diogo Matos 16/08/2018

O mais fraco da trilogia
Considero esse livro o mais fraco da triligia, pois apresenta os protagonistas mais desinteressantes e é o que tem a maior barriga dos 3 livros, além é claro, do final simples e acelerado. Apesar de tudo, a escrita de Joe Abercrombie é sempre agradável e acima da média.
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Tamirez | @resenhandosonhos 01/08/2018

MEIA GUERRA - Joe Abercrombie
Meia Guerra fecha essa trilogia de Joe Abercrombie e a história que começou com Yarvi, passou por Thorn e se encerra com Skara. E, de longe, ela foi a narradora de quem menos gostei, no livro que me pareceu mais bem escrito. Faz sentido?

Há personagens escorregadios, que escondem coisas, que tem muitas facetas e há Skara. Ela, à princípio parece inofensiva, apenas uma bela princesinha. Ai do nada ela é super sagaz, volta a ser ingênua, tem uma sacada muito esperta, comente um erro banal. Sua personalidade é uma gangorra e como ela surge completamente do nada e precisa se “desenvolver” no meio da tempestade, sua construção ficou extremamente comprometida.

“Às vezes parecia que tudo que ele tinha por dentro era medo. De perder seu lugar. De ficar sozinho. Das coisas que havia feito. Das coisas que poderia fazer.”

Pra salvar a trama, no entanto, e dar ao livro o peso que ele merece, temos Yarvi, como sempre muito astuto e com muitas tramoias no bolso e Thorn, nossa temível Escudo Escolhido. Também voltamos a ver a rainha Laithlin, Brand e Avó Wexen. Além de novos personagens, com um destaque especial para Raith, que ajudou a salvar toda a narrativa.

Ele é, de longe, o melhor personagem desse volume em termos de crescimento do começo ao fim do livro. Daquele que carrega a espada de Grom-Gil-Gorm a alguém que passa tanto ou mais sentimento e o peso que carrega nas costas do que já havíamos visto em Thorn, em Meio Mundo. Aliás, personagem essa que poderia ter tido um pouco mais de destaque, mas que também apareceu bem quando lhe dado espaço. Há uma cena de despedida muito divertida e sua última parte no livro também vale a leitura.

Com relação à trama e ao fato de ter curtido mais esse livro do que os outros, se deve totalmente à reviravolta final. Quem diria que fôssemos ser tão trouxas. Eu, pelo menos, me senti assim. Tanta coisa que não era bem o que imaginávamos, que não víamos como o todo. Personagens que representavam algo, mas interpretavam um papel completamente diferente. Não que fosse completamente inesperado, eu apenas me senti bem enganada quando tive certos nomes em alta estima e os vi sendo atirado ao chão por serem na verdade cobras traiçoeiras. Então, já vai o aviso, adentre a leitura de olhos bem abertos para não ser picado.

“Como acontece frequentemente com os homens, mostram-se mais ferozes falando do que lutando.”

E, claro, a proposta é realmente encerrar o ciclo com um final digno para todos. Por um segundo eu achei que iríamos ter algo muito aberto, mas isso logo foi resolvido. O que, de certa forma, também soou levemente abrupto. Mas mesmo que pareça que o livro tem vários problemas, a jornada foi tão instigante que consigo deixar tudo isso de lado e apenas ficar feliz com todo o fechamento.

Foi, certamente, o livro que li mais rápido dentre os três, mesmo não gostando de quem estava me contando a história e isso por si só já é estranho. Mas, novamente, acho que todo o meu fascínio com Meia Guerra é pela descoberta final e os muitos picos que temos aqui. Há pequenas e grandes batalhas pra todo lado e não apenas um confronto final. Isso ajuda a distribuir o peso do livro e também sair da fórmula tradicional.

Meia Guerra me entregou o que eu precisava pra adicionar o nome de Joe Abercrombie a lista de autores de fantasia que eu fico de olho e despertou a vontade de ler a outra trilogia do autor que já havia sido previamente publicada pela Arqueiro, mas nunca me chamou a atenção por suas capas.

Sendo assim, se você só precisa ler Meia Guerra pra encerrar essa trilogia, vá em frente. Agora, caso você esteja procurando uma dica de fantasia para se aventurar, Mar Despedaçado é uma boa pedida. Os três livros tem narradores diferentes em uma história linear, que possui um tom e um foco bem diferente em cada um deles, tornando a descoberta de juntar todas as peças ainda mais surpreendente.

site: http://resenhandosonhos.com/meia-guerra-joe-abercrombie/
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Mundo de Tinta 14/06/2018

Blog Mundo de Tinta
Após assistir ao assassinato de seu avô, o rei Fynn de Throvenlan, Skara foge para Gettland em busca de segurança e apoio para reconquistar o seu país perdido para Yilling, o Brilhante, tirano a serviço do Rei Supremo.
Apesar de sua pouca idade, Skara sabe que tem uma responsabilidade com seu povo e uma vingança a realizar por seu avô.
Com suas habilidades desenvolvidas para quando herdasse o trono associada ao seu dom natural para eloquência, ela logo consegue convencer os reis inimigos Uthil e Grom-gil-Gorm a lutarem lado a lado em seu benefício. Skara recebe um grande apoio, mas sabe que tudo tem um preço. Mais a frente cada um dos seus parceiros irá mostrar a que veio e qual o seu interesse na guerra. Afinal, quase todos ali tem juramentos e vinganças a cumprir.
Nesse enredo, encontramos o já muito experiente Pai Yarvi, nosso antigo conhecido daqui; sua mãe, a rainha Laithlin; Thorn, a heroína girlpower do livro 2; Brand e outros personagens que apareceram e cresceram durante o desenrolar da história.
A trilogia é juvenil mas não faz feio frente às adultas.
É difícil não soltar spoiler porque as tramas estão muito envolvidas por isso vou ser breve...
Gostei da protagonista Skara, personagem multifacetada, inteligente e engenhosa. Consegue envolver seus servos e também seus leitores. Tem muita desenvoltura com sua posição mas no fundo, continua uma adolescente tímida, instável, cheia de hormônios e com pouca auto-estima. Não torci muito por ela mas também não decepcionou.
Pai Yarvi continua sendo meu personagem favorito, gostei de suas reviravoltas, das justificativas e das conclusões, achei tudo muito impressionante e coerente. Senti falta da Thorn durante boa parte do livro, e isso não me agradou, principalmente pela alta expectativa (pô, já que ele escreveu um livro só pra contar a história dela, pode-se imaginar que ela será muito importante no terceiro, né?!). Pois bem, esperava muito mais ação da parte dela, principalmente nas batalhas principais.
E por falar em batalhas... Rei Uthil, Grom-gil-Gorm, Raith, a bruxa Skifr (uma das personagens mais bacanas dos três livros) e o próprio Yilling, não pouparam esforços e renderam grandes confrontos. Minhas partes favoritas!!
Esse foi de longe, o mais sangrento de todos, com combate corpo a corpo, com armas mágicas e muitas estratégias de guerra, emocionante!!
Fiquei de bem com meu querido Joe Abercrombie, apesar de não totalmente satisfeita com os finais; ainda acho que ele tem muitos ganchos na mente, mas no papel não funcionam muito bem. O destino de alguns personagens muito importantes é finalizado sem nenhum carinho com o leitor, de uma forma simplista e eu diria até descuidada.
Concluindo... Leiam a Trilogia Mar Despedaçado e leiam Joe Abercrombie. Ele arrebenta nossos corações mas é muito bom!!


site: http://blogmundodetinta.blogspot.com/2018/06/resenha-de-tinta-meia-guerra.html#more
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George 31/05/2018

Surpreendente
Joe Abercrombie tem uma capacidade de criar personagens complexos, surpreendentes. Sai do convencional, suas criações sao humanas com emoções próprias e parece que dotados de vida própria, o final de cada capitulo e cheio de surpresas, quase impossível nos permitir tempo entre um exemplar e outro... nao quero parar de ler.... Maravilhoso...
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Amanda 07/05/2018

O aço é a resposta
Conclusões sempre são arriscadas, a meu ver. Precisamos de respostas, de conexões, nos apegamos aos personagens e imaginamos seus desfechos. Queremos que acabe deste ou daquele modo e toda essa responsabilidade está nas mãos do autor. Já comentei por aqui que Abercrombie é ousado e implacável em sua escrita e isso não muda em Meia Guerra. Aliás, essas são as características primordiais da trilogia e interferem diretamente nesta jornada até a finalização.

Sempre que o leitor se pega pensando “mas ele não pode fazer isso”... bem, ele pode sim. Ele faz, doa a quem doer. Para uma trilogia que começou, repito o que disse na resenha de Meio Mundo, com uma premissa aparentemente tão clichê, pautada na promessa de vingança de Yarvi, é um choque acompanhar sua trajetória, sua evolução. Joe Abercrombie pega o caminho inverso de muitos Young Adults e pesa um pouco mais a mão a cada página, amadurecendo seu jovem leitor à medida que a história progride. ​

Um dos pontos mais destacados por mim em Meia Guerra foram as referências à cultura nórdica mais claras do que nos volumes anteriores. Sempre houveram alusões, como o comércio marítimo, os saques, as incursões, as paredes de escudos, mas agora temos um contato mais sólido com rituais pagãos, tradições, superstições. Isso enriqueceu muito a trama, nos dando um panorama mais completo desse mundo e uma camada a mais para explorar.

“Palavras bem escolhidas resolvem a maior parte dos problemas, só que, por sua experiência, o aço bem afiado é ótimo para lidar com os que sobram”.

Novamente, somos apresentados a novos personagens principais e novos pontos de vista, assim como o autor já havia feito em Meio Mundo. Conhecemos, então, a princesa Skara, o lacaio Raith e entramos no ponto de vista de Koll. Sempre há uma passagem temporal indefinida, porém curta, entre os livros, suficiente para os personagens anteriores terem crescido e amadurecido. Assim, ainda temos a presença de Yarvi, Thorn, os reis Uthil e Grom-gil-gorm, a rainha Laithlin, avó Wexen e o Rei Supremo, entre outros. Porém, o foco agora é nos mais jovens. Isso deu certo em Meio Mundo mas, em Meia Guerra não foi bem assim. ​

“– Os homens vão discutir de quem era o peito mais cabeludo e o rugido mais alto. Os bardos vão cantar sobre o aço reluzindo e o sangue derramado. Mas o plano foi seu. A vontade foi sua. Suas foram as palavras que mandaram esses homens cumprir com seu propósito”.
Thorn era interessante, raivosa, divertida, ao passo que a princesa Skara não me pareceu uma troca muito justa. Thorn nos foi entregue pronta, bem construída desde a primeira impressão e aprofundada aos poucos. Skara, não. Por causa do desenrolar dos eventos, Skara cresce rápido demais de uma menininha chata e chorona para uma das mulheres mais poderosas da trama. Não há uma evolução tão natural e a personalidade dela não é cativante, é apenas ok. Raith é outro personagem que ficou aquém de Yarvi e de Brand, pontos de vista do primeiro e segundo livros. Também sem uma grande motivação, buscando uma redenção que não nos conta nenhuma grande novidade. Senti falta de personagens mais interessantes, como é tão comum nas criações de Abercrombie. Não chega a desmerecer a leitura e os leitores talvez nem se incomodem com isso, mas fica a ressalva.

​No entanto, a presença feminina continuou firme e forte. É inegável que é a escrita de um homem sobre mulheres, mas não há nenhum problema nisso porque é extremamente bem feita. Abercrombie não é de trabalhar com diferenças entre os gêneros – apesar de existirem no mundo do Mar Despedaçado papéis sociais mais esperados de mulheres do que de homens. O autor deixa claro ao não atribuir características estereotipadas a nenhum dos lados, demonstrando não ser essa a sua visão. As mulheres promovem uma representatividade que nos enche de orgulho.

O que permanece como constante em todos os três livros é a presença imponente de Yarvi. Cada vez mais manipulador, ele é o artifício de Abercrombie para puxar todas as linhas dessa trama, sem deixar nenhuma ponta solta. Yarvi é o maestro do Mar Despedaçado, ditando o tom da história mesmo nas sequências onde não é citado. Ele é uma presença incansável de forma a surpreender o leitor.

“Com muita frequência, quando derrubamos uma coisa odiosa, em vez de quebrá-la e começar do zero, nós nos colocamos no lugar dela”.

Meia Guerra é cheio de ação e artimanhas. Os livros anteriores preparam o terreno para o combate, mas senti uma demora para chegar na guerra propriamente dita. Esse tempo foi gasto com mais joguetes e diplomacia e isto poderia ter sido encurtado ou preenchido com elementos não tão explorados, como o reino da Imperatriz do Sul ou as relíquias élficas de tempos passados. Faltou falar mais sobre eles, tendo ficado mais na nossa imaginação do que no papel. O combate em si continua ótimo e imprevisível, mas, pessoalmente, as soluções apresentadas me pareceram um pouco fáceis, apesar de serem bem plausíveis.

Mais do que guerra e violência, esta é uma história de escolhas e consequências, prioridades, força e amadurecimento. Meia Guerra conclui muito bem a história do Mar Despedaçado e torna esta uma das trilogias obrigatórias para qualquer fã de fantasia, do mais jovem ao mais experiente, desde o mais clássico ao mais revolucionário.

site: http://www.ficcoeshumanas.com/fantasia--ficcao-cientifica/resenha-meia-guerra-mar-despedacado-vol-3-de-joe-abercrombie
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Deia 13/04/2018

Meia guerra
O que possa falar a não ser que amei essa trilogia, terminou direitinho, sem nenhuma ponta solta e o melhor como pensei que os acontecimentos seguiriam. Recomendo!
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Na Nossa Estante 05/04/2018

Meia Guerra
Meia Guerra é o livro de conclusão da trilogia Mar Despedaçado, que é composta por Meio Rei e Meio Mundo.

Como o título sugere, o Mar Despedaçado está à beira de uma guerra e todos querem estar do lado vencedor. A história aqui é contada pelo ponto de vista de Skara, Koll e Raith.

Skara viu toda sua família e seu reino serem tomados da noite pro dia. Após pedir apoio para Yarvi e seus aliados para retomar seu reino, ela se vê tendo que tomar decisões sobre o futuro de seu povo e de suas terras. Ao longo do livro, vemos Skara passar de uma garota amedrontada e confusa para uma rainha de verdade, convicta e confiante.

Raith é um guerreiro que só sabe falar a língua das espadas, machados e sangue. Tendo uma criação para se tornar uma arma, ele não questiona as ordens que recebe; só vai e executa. Quando é designado para se tornar guarda de Skara, a jovem rainha e seus ideias fazem com que ele comece a questionar suas ações.

Koll é um jovem que está dividido entre seguir a carreira no Ministério e seu amor por Rin. Assim como ele deseja mudar o mundo, sendo conselheiro de reis e rainhas, ele também quer passar o resto de sua vida ao lado de Rin. Claramente um exclui um outro e é o destino dessa guerra que vai influenciar em sua decisão.

Apesar do nome do livro ser Meia Guerra, a história aqui foca mais em todos os artifícios e politicagem que levam à guerra de fato. Como Skara diz, “somente meia guerra é feita através das espadas; a outra metade é feita através de palavras”. Não temos muitas cenas de batalhas, mas todas são bem angustiantes e bem descritas. Boa parte do livro é focado em Yarvi e suas artimanhas para vencer a guerra contra o Rei Supremo. Interessante ver a mudança do personagem que conhecemos lá em Meio Rei para o que nos é apresentado aqui.

Essa trilogia foi meu primeiro contato com as histórias do Joe Abercrombie. De primeira, confesso que estranhei tudo: escrita, narração. Não sei se isso se deve ao fato de que leio poucas fantasias escritas por homens. Porém, depois que esse estranhamento passou, eu me vi super envolvida na história e já querendo saber como tudo ia acabar. Um dos pontos positivos do Joe é que ele não nos poupa de como realmente é a vida no Mar Despedaçado. Algumas de suas descrições podem incomodar os leitores, mas elas são bem mais críveis.

Somente dois pontos me incomodaram nesse livro. O primeiro foi a morte de um personagem que eu gostava bastante. Não entendi muito bem porque ele quis ceifar a vida do personagem, fora que achei algo bem fora de contexto, mas vida que segue. O outro ponto foi a inclusão de um romance entre Skara e Raith. Eu achei tudo um tanto quanto forçado porque, pra mim, em todo contexto em que se passa a história não cabe desenvolver um romance. Abstraindo esses dois detalhes, a leitura foi muito boa.

Meia Guerra fecha de forma satisfatória a trilogia Mar Despedaçado. Super recomendo para quem gosta de histórias que envolvem reinos, politicagem, manipulações e conspirações porque nem toda guerra pode ser iniciada com espadas, mas sim com algumas palavras sussurradas no ouvido certo.

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2018/03/meia-guerra-resenha-literaria.html
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 28/03/2018

Originalmente postada em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/
Meia Guerra é o livro de conclusão da trilogia Mar Despedaçado, que é composta por Meio Rei e Meio Mundo. Você pode ler a resenha dos anteriores clicando aqui e aqui.

Como o título sugere, o Mar Despedaçado está à beira de uma guerra e todos querem estar do lado vencedor. A história aqui é contada pelo ponto de vista de Skara, Koll e Raith.

Skara viu toda sua família e seu reino serem tomados da noite pro dia. Após pedir apoio para Yarvi e seus aliados para retomar seu reino, ela se vê tendo que tomar decisões sobre o futuro de seu povo e de suas terras. Ao longo do livro, vemos Skara passar de uma garota amedrontada e confusa para uma rainha de verdade, convicta e confiante.

Raith é um guerreiro que só sabe falar a língua das espadas, machados e sangue. Tendo uma criação para se tornar uma arma, ele não questiona as ordens que recebe; só vai executa. Quando é designado para se tornar guarda de Skara, a jovem rainha e seus ideias fazem com que ele comece a questionar seus ideais e ações.

Koll é um jovem que está dividido entre segue a carreira no Ministério e seu amor por Rin. Assim como ele deseja mudar o mundo, sendo conselheiro de reis e rainhas, ele também quer passar o resto de sua vida ao lado de Rin. Claramente um exclui um outro e é o destino dessa guerra que vai influenciar em sua decisão.

Apesar do nome do livro ser Meia Guerra, a história aqui foca mais em todos os artifícios e politicagem que levam à guerra de fato. Como Skara diz, “somente meia guerra é feita através das espadas; a outra metade é feita através de palavras”. Não temos muitas cenas de batalhas, mas todas são bem angustiantes e bem descritas. Boa parte do livro é focado em Yarvi e suas artimanhas para vencer a guerra contra o Rei Supremo. Interessante ver a mudança do Yarvi que conhecemos lá em Meio Rei para o que nos é apresentado aqui.

Essa trilogia foi meu primeiro contato com as histórias do Joe Abercrombie. De primeira, confesso que estranhei tudo: escrita, narração.. Não sei se isso se deve ao fato de que leio poucas fantasias escritas por homem. Porém, depois que esse estranhamento passou, eu me vi super envolvida na história e já querendo saber como tudo ia acabar. Um dos pontos positivos do Joe é que ele não nos poupa de como realmente é a vida no Mar Despedaçado. Algumas de suas descrições podem incomodar os leitores, mas elas são bem mais críveis.

Somente dois pontos me incomodaram nesse livro. O primeiro foi a morte de um personagem que eu gostava bastante. Não entendi muito bem porque ele quis ceifa a vida do personagem, fora que achei algo bem fora de contexto, mas vida que segue. O outro ponto foi a inclusão de um romance entre Skara e Raith. Tipo assim… eu achei tudo um tanto quanto forçado porque, pra mim, em todo contexto em que se passa a história não cabe desenvolver um romance. Abstraindo esses dois detalhes, a leitura foi muito boa.

Meia Guerra fecha de forma satisfatória a trilogia Mar Despedaçado. Super recomendo para quem gosta de histórias que envolva reinos, politicagem, manipulações e conspirações porque nem toda guerra pode ser iniciada com espadas, mas sim com algumas palavras sussuradas no ouvido certo.

FICHA TÉCNICA
Título: Meia Guerra (Meio Rei #3)
Autor: Joe Abercrombie
Editora Arqueiro
Nota: 4

Leia mais resenhas em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2018/03/meia-guerra-resenha-literaria.htm
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Minha Velha Estante 24/03/2018

Resenha da Tata
Esse mês esta meio estranho, muitas séries finalizadas. Geralmente, a gente passa tanto tempo esperando o lançamento dos livros finais daquelas séries que mais amamos (E ai George R. R. Martin? Cadê meu sexto livro de GOT?) que, quando a gente finalmente os tem em mãos, chega bate aquele sentimento de perda.

No entanto, neste quesito, a editora Arqueiro está mais que de parabéns. Nos últimos anos ela vem lançado obras de grandes nomes da literatura internacional e, não bastando, tem feito isso de forma rápida e eficiente.

Minha gente, foi outro dia que eu li Meio Rei (primeiro livro da trilogia, cuja resenha você pode ler aqui) e já tenho em mãos o último livro da série e, inesperadamente, esse capítulo final da trilogia acabou sendo o melhor de todos.

Pois bem, a trilogia do Mar Despedaçado foi pensada, claramente, para atingir um público mais jovem, um público que tem interesse em começar livros de fantasia, mas que tem medo dos tijolões e séries infinitas (o que, vamos combinar, é a realidade).

Nesse sentido, Joe Abercrombie (um gigante da fantasia atual), idealizou essa série, que, supostamente, é simples (vai olhar os tijolões que são os livros dele) mas que, na realidade, acaba por se consagrar como uma trilogia criativa e, até certo ponto, com uma história complexa, para um público/leitor mais jovem.

Antes de tudo, o que você tem que entender sobre essa série é que ela é uma história sobre uma jornada de autoconhecimento e de autoafirmação. Uma série onde minorias e rejeitados de uma sociedade baseada na força física, descobrem (e jogam na cara do mundo) o seu verdadeiro valor.

No primeiro livro temos um jovem príncipe com limitações físicas devido às suas deficiências, e no segundo, uma menina guerreira no meio de uma sociedade machista.

Nesse terceiro livro lidamos com uma princesa, alguém supostamente poderosa (por sua posição social) mas que não possui voz em seu mundo violento, alguém que descobre a força que o jogo de palavras pode ser mais eficiente e mortal que uma disputa de espadas. É complicado explicar a história desse livro sem dar spoilers por conta das constantes reviravoltas que acontecem, mas vamos tentar.

E é em Skara que reside o grande triunfo desse livro. A história começa com a reviravolta que sua vida se tornou. Aos 18 anos, anos estes vividos de forma extremamente protegida, ela vê seu avô ser traído, apesar de seus esforços para restabelecer a paz com o Rei Supremo, ser morto e seu reino devastado. Aos 18 anos ela vê sua vida por um fio, sua própria existência um aborrecimento para os assassinos de seu avô.

Em busca de sua sobrevivência (e de vingança) e da reconstrução de seu reino, Skara é levada por um velho pirata para o reino de sua prima, onde começa a desenvolver e a descobrir sua habilidade com as palavras.

Esse terceiro e último livro tem como personagens principais, além da Skara, o Raith (um guerreiro feroz, viciado em adrenalina, fiel ao seu rei e guarda costas da Skara) e do Koll (que está em um dilema quanto a se tornar um ministro ou em desistir disso por amor), o aprendiz do Yarvi.

Eu sou uma bobona por romances, principalmente romances em livros de fantasia e, a forma que os relacionamentos foram tratados realmente atiçaram a minha curiosidade em saber como suas historias terminariam.

Aproveitando a deixa, os personagens antigos que aprendemos a admirar retornam também, apesar de o foco do livro não estar centrado neles, como é natural, é maravilhoso ter a oportunidade de revê-los e ver como suas vidas progrediram. Principalmente Yarvi, que começa a série como um príncipe inseguro, inocente e desvalorizado pelos próprios súditos, que vira rei, vira escravo, volta a ser livre, vira um ministro e agora se torna um eloquente e poderoso homem (um homem com vários tons, nem todos bons, que cruza algumas linhas que, na minha opinião, não deveriam ter sido cruzadas). Que jornada, que jornada!!!!

E vamos dizer aqui: Thorn é um dos meus personagens favoritos dessa série e eu gostaria que tivesse tido mais espaço nesse livro do que recebeu (BADASS aqui é a palavra chave haha).

Mas tudo bem também, porque ganhamos um novo personagem principal badass maravilhoso que é o Raith e eu meio que me apaixonei por ele (se tivesse um livro só dele, eu leria facilmente), principalmente pelas interações dele com a princesa.

Dizer que sou uma romântica irremediável é eufemismo e, por isso, de certa forma, eu não gostei inteiramente do final desse livro. Eu consigo entender como ele foi planejado e porque ele foi feito daquela forma (eu consigo até, em certos níveis, gostar dele), mas eu ainda sou uma boba que gostaria de um final um pouco mais feliz.

Mas vamos ser francos aqui, todas as histórias retratadas nunca foram e nunca tentaram ser felizes (até porque todos os personagens possuem vários tons). É uma serie sobre guerra, sobre vingança e sobre redescoberta pessoal e, nessa linha, uma serie que cumpre seu objetivo.

Quanto a edição do livro, ele segue o padrão dos anteriores da série, com a diferença que, na minha opinião, leva a capa mais bonita das três.

Meia Guerra é um ótimo final para uma boa trilogia e irá satisfazer os fãs da série e do gênero.

Ps: Eu sei que esse livro está classificado para jovens leitores, mas eu não recomendaria o mesmo para menores de 14 anos em função de cenas com violência e certas cenas com certo teor sexual.


site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2018/03/meia-guerra-joe-abercrombie.html
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Nina 06/03/2018

É com uma dorzinha no coração que chego ao fim da Trilogia Mar Despedaçado, uma das fantasias mais interessantes que já li. Nela Joe Abercrombie cria um mundo fantástico, cheio de personagens fortes e ardilosos, e de uma maneira sutil, nos mostra que não existem heróis ou bandidos, que isso depende do lado da batalha em que você se encontra.

Em cada dos livros, a narrativa girou em torno de um personagem: no primeiro Yarvi, o astuto ministro aleijado, e no segundo Thorn Bathu, uma guerreira implacável. Agora é a vez de Skara contar sua história. Aos 18 anos, a princesa de Throveland não esperava ter ter que fugir no meio da noite enquanto sua família e seu reino ardiam em chamas nas mãos de Yilling, o Brilhante. Eles foram traídos por avó Wexen e Skara só conseguiu fugir graças à rapidez de mãe Kyre, que faz com que o pirata Jenner, o Azul, a leve em segurança para Gettland, o reino de sua prima Laithlin.

Apenas meia guerra é travada com espadas. - Ela pressionou a ponta do dedo na lateral da cabeça com tanta força que doeu, acrescentando: - A outra metade é travada aqui.

Cabe a Skara equilibrar a frágil aliança entre o Uthil, rei de Gettland, e Grom-gil-Gorm, o rei de Vasterland. Eles foram inimigos por toda a vida, mas graças a pai Yarvi perceberam que a única esperança de vitória é lutarem lado a lado. Mas Uthil e Grom não se entendem em nada, e cabe a Skara todos os votos decisivos. Justo a Skara, a menina que se viu rainha sem um reino, cercada por uma corte emprestada e díspar: Jenner, um pirata, Owen,uma aprendiz de ministra, e Raith um guerreiro impiedoso.

- Não me sinto uma rainha - murmurou Skara. Em seguida, tomou um gole e se encolheu ao sentir o álcool queimar descendo pela garganta dolorida. - Me sinto covarde.
- Então finja que é corajosa. Ninguém jamais se sente preparado. Ninguém jamais se sente crescido. Faça as coisas que uma grande rainha faria. Então será uma, independentemente de como se sentir.

Enfim, chegou o momento do acerto de contas e Joe Abercrombie soube dar um final épico para a série, exatamente como eu esperava. Em Meia Guerra, mesmo com o foco narrativo em Skara, Yarvi ainda é um dos personagens principais e cabe a ele tecer a trama que desenrolar essa guerra. Thorn tem bem menos destaque (o que é uma pena, já que ela foi minha personagem preferida) mas outros aparecem como Raith, o guerreiro atormentado pelo seu passado e que, ao conviver com Skara, começa a perceber a gravidade de suas ações. E Koll, que durante a série foi de escravo à aprendiz de ministro, e terá que fazer uma difícil escolha: viver ao lado do amor de sua vida ou mudar o mundo como ministro de Gettland?

Às vezes parecia que tudo que ele tinha por dentro era medo. De perder seu lugar. De ficar sozinho. Das coisas que havia feito. Das coisas que poderia fazer.
Lutar era a única que não o apavorava.

Não quero revelar muito sobre o enredo, mas já saibam que tem muita ação e reviravoltas. Mas o desfecho que Abercrombie traz me mostrou que o grande cerne dessa série não é a guerra, e sim o que uma pessoa é capaz de fazer para ter o que quer. Mentir, roubar, matar, conspirar, sacrificar a vida de amigos… vale tudo pelo poder? E com personagens bem distintos, ele mostra as consequências das escolhas de cada um. Eu fiquei petrificada durante toda a série ao perceber as sutis mudanças de um determinado personagem que mostravam no que ele estava se transformando. E de outro lado, temos Skara com toda sua virtude e coragem, mostrando que lutar pelo bem ainda vale a pena.

As pessoas não são apenas covarde ou heróis. São as duas coisas ou nenhuma das duas, dependendo da situação. Dependendo de quem esteja com elas, de contra quem elas estejam. Dependendo da vida que tiveram. Da morte que esperam.

Mar Despedaçado é uma série que não traz grandes histórias de amor. Mas traz grandes personagens que me cativaram por não serem nem heróis e nem vilões, somente seres humanos falhos e inseguros. Uma série que me fez rir, torcer, vibrar e chorar muito (nunca vou perdoar Abercrombie pela morte de uma certa pessoa, chorei como um bebê!!!!). Uma série que não me canso de indicar. Leiam, é incrível!!!

site: http://www.quemlesabeporque.com/2018/03/meia-guerra-joe-abercrombie.html
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cotonho72 20/02/2018

Excelente!!!!
A Princesa Skara de Throvenland tinha de 17 anos e era uma garota pequena e magra, perdeu praticamente tudo, ela viu seu avô o rei Fynn e sua ministra Mãe Kyre, serem assassinados por Yilling, o Brilhante, depois de serem traídos pela avó Wexen a ministra do Rei Supremo. Skara conseguiu escapar e sobreviver graças à astúcia da ministra Mãe Kyre, que ordenou Jenner, o Azul, a fazer um juramento solar e um juramento lunar e levar a princesa para um lugar seguro. Jenner era um velho pirata muito conhecido no mar despedaçado e não quebraria por nada esse juramento.

Eles chegaram em segurança em Gettland no navio de Jenner, o Cão Negro, Skara foi recebida pela sua prima a rainha Laithlin, que ofereceu proteção e lhe fez uma proposta para que ela lutasse por Gettland. O imbatível guerreiro e rei de Vansterland Grom-gil-Gorm e o rei de ferro de Gettland Uthil nunca foram aliados, mas agora estavam juntos discutindo como iriam guerrear contra o Rei Supremo, ambos aguardavam o rei Fyn de Throvenland, pois ainda não sabiam de sua morte, mas em seu lugar apareceu a princesa Skara que com suas palavras apaziguou os ânimos e deu um novo rumo a todos. Ela deve unir uma aliança frágil entre Gettland e Vansterland, enquanto se aproxima de ser uma rainha e, portanto, seu voto será decisivo nos esquemas intermináveis ​​do pai Yarvi.

Pai Yarvi, ministro de Gettland, continua ainda mais ardiloso, com seus jogos ele faz aliados entre antigos rivais, Thorn Bathu continua com a mesma fúria incontrolável e temida por todos, Brand, agora seu marido, com a mesma força e coração, a guerra está declarada só que ainda não começou a batalha, mas os jogos e manipulações não pararam.

Outros personagens aparecem para enriquecer mais a história, Koll é filho do casal que Yarvi prometeu proteger e agora é o seu aprendiz de ministro, Raith, o portador de espadas de Grom-Gil-Gorm, um grande guerreiro, violento e sem emoção, só amava o seu irmão Rakki, além de mãe Owd.

O autor Joe Abercrombie mais uma vez não decepcionou, nesse terceiro livro seguimos de perto as jornadas dos protagonistas e a forma como eles mudaram e cresceram durante o decorrer do livro, avaliando posições, onde estavam e onde querem chegar, é interessante ver como suas decisões causam consequências durante toda a história à medida que elas mudam. Onde Yarvi, Thorn, Skara, entre outros enfrentam a ideia de que para chegar nos seus objetivos eles devem fazer coisas horríveis, precisam estar preparados para fazer qualquer sacrifício para vencer, e isso afeta as vidas de todo que buscam isso.
As respostas não são fáceis, e os heróis e vilões se misturam e se alternam ao longo da narrativa, nessa inesquecível trilogia vemos que em todos os livros jovens passando da adolescência para a idade adulta, têm de tudo nessa história, grandes guerreiros, traições, batalhas, amor perdido, os mocinhos fazendo coisas ruins e os vilões fazendo coisas boas e um final surpreendente.
Você acha que sabe onde a história está indo, e de repente tudo muda, essa é uma fantasia para todas as idades, mais quanto a quem são os vencedores e perdedores, isso é algo que o leitor terá que descobrir. Os juramentos são quebrados, a traição floresce e os amores são perdidos quando a guerra finalmente chega aos reinos que cercam o Mar Despedaçado. As palavras também são armas.


"Você só pode dominar os temores enfrentando-os. Esconda-se e eles a dominam." pag. 100.

site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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Romullo 19/02/2018

Apenas meia guerra é travada com espadas.
A outra metade é travada com palavras.

A cada capítulo, Joe Abercrombie lembra o leitor o porquê do nome do livro, assim como em Meio Rei e Meio Mundo. Apesar de ter achado os desfechos dos livros anteriores mais intrigantes e reveladores, é muito bom conferir o derradeiro trecho da estória que começou com um Yarvi tímido diante dos obstáculos que enfrentaria (Meio Rei) e evoluiu pelos intrincados planos de Pai Yarvi (Meio Mundo).

Meia Guerra mostra de uma forma interessante a evolução de personagens já conhecidos e de outros recém apresentados. Em terceira pessoa, porém, o livro é centrado principalmente nas impressões de Skara (princesa herdeira de Throveland), de Raith (o enchedor de copos de Grom-gil-Gorm, rei de Vansterland) e de Koll (aquele mesmo, apresentado no finalzinho do primeiro livro e que viajou por todo o Meio Mundo no Vento Sul).

Abercrombie consegue apresentar uma estória em que o vilão de um pode ser o herói de outro e vice-versa. As nuances de um mundo pós-apocalíptico ficam um pouco mais evidentes, no entanto, está longe de ser o centro do livro; conserva mais uma lição de moral cíclica para a humanidade (e os antigos elfos, que seja!).
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