Meia Guerra

Meia Guerra Joe Abercrombie




Resenhas - Arqueiro


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Fernando Lafaiete 31/01/2018

Trilogia Mar Despedaçado: Vale a pena a leitura?
*** NÃO possui spoiler da trilogia***
Nota: 3.5

A trilogia em questão (citada no título desta resenha), tinha tudo para se tornar minha trilogia de fantasia YA favorita. Joe Abercrombie foge dos clichês e nos apresenta personagens fortes e situações angustiantes. No primeiro livro, intitulado de Meio Rei, o protagonista Yarvi se vê vítima de um golpe que lhe tira o direito de ocupar o trono. O personagem possui uma deficiência física e sofre preconceitos pesados por conta deste mero destalhe. Todo o desenvolvimento da trama é muito bacana e os plot-twists são bem inseridos e de fato surpreendem. O personagem central cresce com o virar das páginas e o equilíbrio entre coragem e covardia provenientes de Yarvi são bem trabalhados pelo autor. Meio Rei não é um livro perfeito, mas é um começo excelente para uma trilogia que prometia.

O segundo volume (Meia Mundo) é ainda melhor. Nos é apresentada uma nova protagonista. Thorn é uma personagem que sonha em meio à um ambiente machista e hostil se tornar uma guerreira do reino. O autor desenvolve sem exageros uma trama bem ágil, que foca em feminismo, com uma protagonista maravilhosa e uma trama magnífica. Thorn divide o espaço narrativo com Yarvi e o relacionamento dos dois é impecável. A inteligência de um com a força do outro move a história de maneira viciante. Ambos os personagens são humanos, fortes, determinados, destemidos e buscam justiça em um mundo movido por guerras.

Mas o que falar do terceiro livro, o tão aguardado Meia Guerra?

O terceira volume é um livro muito bom, mas que tem muita coisa que eu não consegui entender. Não entendi o porquê do autor ter feito determinadas escolhas. Acredito que terminar a leitura de Meio Mundo sem se apegar aos personagens e torcer pelos mesmos é algo impossível. Thorn e Yarvi é uma dupla fabulosa. Mas o que acontece em Meia Guerra não me agradou.

Uma nova personagem é apresentada. Scara é uma princesa que testemunha o assassinato da família ordenado pelo Rei Supremo. Com a ajuda de um aliado improvável, ela consegue fugir para o reino de Yarvi e se alia a ele para reconstruir seu reino e vingar a morte de seus entes queridos.

O equilíbrio encontrado no segundo livro não existe neste terceiro. Thorn é deixada de lado e quase não dá as caras. Quando aparece, é apenas para desempenhar o papel de matar. Scara é uma boa protagonista, mas que demora para mostrar a que veio. Ela permanece boa parte do livro muito morna e apenas no final toma atitudes relevantes. Já o Yarvi é um personagem que é completamente desconstruído. Não encontrei vestígios do Yarvi de Meio Rei e de Meio Mundo. O livro já começa mostrando um Yarvi desequilibrado, que só pensa em vingança, e que age de maneira inescrupulosa.

Eu não tenho problema com desconstrução de personagens, apenas acredito que este artificio narrativo deve ser trabalho aos poucos e não de maneira abrupta. Adoro histórias de vingança, com muita ação e sangue. Mas Meia Guerra é um livro sem sentido por mostrar personagens que beiram a psicopatia sem aspectos trabalhados previamente. Yarvi de Meia Guerra acaba se tornando a mistura do Mindinho de As Crônicas de Gelo e Fogo com o Jorg da Trilogia dos Espinhos. Um personagem louco, detestável, desumano, mal-caráter e completamente manipulador. Comecei a leitura da trilogia amando o personagem, mas infelizmente terminei o odiando em um grau que ele se torna um personagem o qual o preferia que tivesse morrido no livro 1.

Joe Abercrombie escreve muito bem e cria histórias interessantes... mas tendo como base esta trilogia, afirmo que ele não sabe desconstruir personagens. O autor precisa ler George Martin e Peter V. Brett para aprender a usar esta técnica de maneira convincente.

E o que falar das cenas de morte e dos desfechos dos protagonistas?

Existem alguns vilões incríveis que protagonizam cenas brutais de assassinatos. O autor cria toda uma expectativa no leitor referente às possíveis mortes destes seres detestáveis assim como cria em relação à outras. A maneira como alguns personagens importantes morrem é patética. A morte dos vilões é porcamente descrita e todas são anti-climáticas. O autor tira o direito de vingança de alguns e monopoliza essas mortes em apenas um protagonista. Ou seja; volto a repetir: Não existe equilíbrio.

Os desfechos de Yarvi, Thorn e Scara são na minha opinião horríveis. Sem falar do final de outros personagens que são excelentes, mas que ganham finais tão ruins quanto. O que mais me irrita, é perceber que este livro é bom se analisado separadamente. Mas em conjunto com os demais, ele é no mínimo problemático.

A ideia do autor é muito boa... mostrar e provar que o poder corrompe e que muitas vezes justiça e vingança são termos frequentemente deturpados e confundidos entre si. Uma pena Abercrombie resolver mudar o protagonista no último livro de uma série que merecia um final épico.

Vale a pena a leitura da trilogia como um todo?

Com certeza vale. Não é perfeita... mas pra quem procura algo que foge de clichês, com ação, sangue, bons vilões e magia, Mar Despedaçado ainda é uma trilogia que indico e muito.

É uma trilogia com um começo bom, um meio perfeito e um final mediano.
Noronha 31/01/2018minha estante
Muito bom!


Fernando Lafaiete 31/01/2018minha estante
Muito obrigado pelo comentário Erich. Você já leu essa trilogia? Se sim, o que achou? Senão, pretende lê-la?


Jaqueline.Santos 31/01/2018minha estante
Até que enfim alguém p falar desse livro !!!
Nossa tenho que te dizer odiei ele , não gosto tanto de romances em livros desse tipo , mas n precisava ter feito aquilo com um personagem que me ganhou no segundo livro :(
E a desconstrução do Yarvi e a nova protagonista ... não rolou ... sabe quando vc fecha um livro e pensa : O que foi que ele fez ... então foi meu sentimento


Fernando Lafaiete 31/01/2018minha estante
Pois é Jaqueline... Aberbrombie foi muito infeliz em fazer essa desconstrução do Yarvi. Detestei o Yarvi, detestei o sumiço da Thorn e achei a Scara bem apagada. Resumindo: Este livro foi meio decepcionante!! :/


Jaqueline.Santos 31/01/2018minha estante
Pois é Fernando ... O Abercrombie meio que viajou ... vc sabe se vai ter um quarto livro ? Pq acabou , pelo q eu entendi em aberto ...


Fernando Lafaiete 01/02/2018minha estante
Vou te responder de novo Jaqueline, porque tinha entendido que você havia falado que teria um quarto livro. Então... Na verdade é uma trilogia. Um amigo meu pesquisou e parece que querem um quarto volume. O autor ainda não se pronunciou a respeito, mas se esse final não for bem recebido pela maioria , não duvido nada que ele lance mais um. Eu acho que isso só serviria para ele arrumar toda a merda que ele fez nesse suposto último livro.


Thaeder 19/02/2018minha estante
Yarvi não foi descontruido, desde do primeiro livro ele foi moldado no que se tornou. Foi por isso que Brad o recusou quando Yarvi lhe ofereceu o posto de piloto no vento sul. Yarvi avia planejado desde o início a luta de thorn com o quebador de ossos, o Brand o confronta no final perguntando o que teria acontecido se Thorn morresse e ele responde de maneira inderefente. Aí já dar para notar que ele não tem escrúpulos nenhum e fará tudo por sua vingança. Creio que o livro mostra que toda ação tem um consequência e que todo mundo tem um lado que se considera certo. Lendo o primeiro livro sofremos com Yarvi quando ele vira escravo, no segundo vimos partes do que ele ira se torná e no ultimo o que era previsto, já estava ali o tempo todo. O Rulf fala no primeiro livro ao Yarvi que ele mudou e para mim foi nesse parte que Yarvi mostrou o que viria ser. Gostei muito, sem aquele bla bla bla que todos os heróis são bons mas nas palavra do Koll " Todo herói é o vilão de alguém".
Toda a trilogia nos faz questionar o que e certo, qual o bem maior e o mal menor.


Fernando Lafaiete 20/02/2018minha estante
Então Ice Luna... entendi o seu ponto de vista e ainda assim o Yarvi deste último livro não funcionou comigo. Pra mim as pistas deixadas pelo autor foram sutis demais e em Meia Guerra tudo me soou como uma desconstrução repentina. Gosto quando o autor brinca com as minhas emoções de maneira mais clara, me deixando confuso a respeito de quem amar e quem odiar. Temos um exemplo perfeito de quem sabe fazer isso com maestria: Peter V. Brett.


Gabi 23/02/2018minha estante
Disse tudo sobre esse livro. Terminei tão decepcionada com Yarvi que eu amava tanto...


Fernando Lafaiete 24/02/2018minha estante
Exatamente Gabi... Acho Meia Guerra um bom livro, mas passou longe de suprir minhas expectativas e de ser excelente. Que bom que a maioria das pessoas estão gostando, assim o autor não escreve um quarto... Estou tão decepcionado que não desejo um novo livro. :/


Noronha 24/02/2018minha estante
Quero ler


Fernando Lafaiete 24/02/2018minha estante
Leia mesmo... é uma boa trilogia apesar de vários pesares.


Gabi 24/02/2018minha estante
Sim. Como trilogia, foi ótima. Mas que terminei onde terminou. Não precisa de mais não.




Diogo Matos 16/08/2018

O mais fraco da trilogia
Considero esse livro o mais fraco da triligia, pois apresenta os protagonistas mais desinteressantes e é o que tem a maior barriga dos 3 livros, além é claro, do final simples e acelerado. Apesar de tudo, a escrita de Joe Abercrombie é sempre agradável e acima da média.
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Acervo do Leitor 31/01/2018

Meia Guerra – Trilogia Mar Despedaçado #3 | Resenha | Acervo do Leitor
O que pode unir uma rainha de ouro, um sábio aleijado, um velho marinheiro, uma lutadora selvagem, um guerreiro invencível, um rei de aço, um brilhante espadachim amante da morte, um louco amor de um matador com uma princesa doente, elfos mortos e magia? Apenas a genial caneta veloz e furiosa de Joe Abercrombie. É hora de acertos de contas, é hora de reunir os fragmentos de um mundo inundado por um mar despedaçado. É hora do alucinante desfecho desta aclamada trilogia!

“Só os inimigos não podem nos trair.”

É tempo de guerra. Uma guerra como não se via há séculos. Muitos não aguentam mais o jugo do Rei Supremo e os jogos mortais de sua ministra Avó Wexen. Anos de opressão e a necessidade de dobrar seus joelhos para sua divindade já não são mais tolerados. Cabe a um bando de poderosos e destemidos personagens encerrar essa história. Três forças, antes irreconciliáveis, vão se unir para depor aquele que não pode ser vencido. O imbatível guerreiro rei Grom-gil-Gorm, o rei de aço Uthil e uma jovem e frágil princesa, a Skara estão reunidos devido aos jogos e maquinações do Pai Yarvi, outrora um “meio-rei”. Apenas unindo suas forças e exércitos eles poderão partir em uma marcha suicida para refrear o maior exército que já existiu, o do Rei Supremo. Mas, para essa aliança vingar, eles antes precisarão sobreviver uns aos outros.

“A vingança é um modo de nos agarrarmos ao que perdemos.”

Há algo mais forte que o amor que une os homens, o ódio. Contando com isso essa frágil aliança vai em busca de antigas magias e armas élficas esquecidas pelo tempo para conseguirem uma vitória. Muitos ficarão pelo caminho, e os que retornarem não serão mais os mesmos. Cabe a inteligência e sensibilidade de uma jovem e debilitada princesa garantir essa frágil união e a defesa da última grande fortaleza enquanto nossos “anti-heróis” não retornam. Nessa aventura Skara encontrará vida, paixão e morte em meio ao caos. O Rei Supremo está chegando e à frente de seus exércitos aquele que ama e serve a Morte, Yilling, o Brilhante. Um invencível espadachim que deixa reinos queimados e vísceras espalhadas por onde passa. O destino de todos irá colidir e o mundo nunca mais será o mesmo.

“A confiança é como vidro. É linda, mas só um idiota coloca muito peso em cima.”

A conclusão da trilogia YA (jovem adulto) “Mar Despedaçado” é simplesmente insana! Em suas poucas páginas o monstro Joe Abercrombie (autor) no ápice de sua criatividade destila toda sua genialidade em uma narrativa eletrizante repleta de personagens carismáticos e inesquecíveis. Abercrombie tem a marca de não “desperdiçar” nenhuma linha ou parágrafo, tudo que escreve é contundente e pertinente para a trama, e dessa vez não foi diferente. Levando o fator lúdico da literatura fantástica a outro patamar Yarvi e companhia deixarão saudades. Compre este livro e reverencie o mestre da escrita que afirma que o aço, sempre será a melhor resposta… e alguém duvida?

site: http://acervodoleitor.com.br/meia-guerra-resenha/
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Tamirez | @resenhandosonhos 01/08/2018

MEIA GUERRA - Joe Abercrombie
Meia Guerra fecha essa trilogia de Joe Abercrombie e a história que começou com Yarvi, passou por Thorn e se encerra com Skara. E, de longe, ela foi a narradora de quem menos gostei, no livro que me pareceu mais bem escrito. Faz sentido?

Há personagens escorregadios, que escondem coisas, que tem muitas facetas e há Skara. Ela, à princípio parece inofensiva, apenas uma bela princesinha. Ai do nada ela é super sagaz, volta a ser ingênua, tem uma sacada muito esperta, comente um erro banal. Sua personalidade é uma gangorra e como ela surge completamente do nada e precisa se “desenvolver” no meio da tempestade, sua construção ficou extremamente comprometida.

“Às vezes parecia que tudo que ele tinha por dentro era medo. De perder seu lugar. De ficar sozinho. Das coisas que havia feito. Das coisas que poderia fazer.”

Pra salvar a trama, no entanto, e dar ao livro o peso que ele merece, temos Yarvi, como sempre muito astuto e com muitas tramoias no bolso e Thorn, nossa temível Escudo Escolhido. Também voltamos a ver a rainha Laithlin, Brand e Avó Wexen. Além de novos personagens, com um destaque especial para Raith, que ajudou a salvar toda a narrativa.

Ele é, de longe, o melhor personagem desse volume em termos de crescimento do começo ao fim do livro. Daquele que carrega a espada de Grom-Gil-Gorm a alguém que passa tanto ou mais sentimento e o peso que carrega nas costas do que já havíamos visto em Thorn, em Meio Mundo. Aliás, personagem essa que poderia ter tido um pouco mais de destaque, mas que também apareceu bem quando lhe dado espaço. Há uma cena de despedida muito divertida e sua última parte no livro também vale a leitura.

Com relação à trama e ao fato de ter curtido mais esse livro do que os outros, se deve totalmente à reviravolta final. Quem diria que fôssemos ser tão trouxas. Eu, pelo menos, me senti assim. Tanta coisa que não era bem o que imaginávamos, que não víamos como o todo. Personagens que representavam algo, mas interpretavam um papel completamente diferente. Não que fosse completamente inesperado, eu apenas me senti bem enganada quando tive certos nomes em alta estima e os vi sendo atirado ao chão por serem na verdade cobras traiçoeiras. Então, já vai o aviso, adentre a leitura de olhos bem abertos para não ser picado.

“Como acontece frequentemente com os homens, mostram-se mais ferozes falando do que lutando.”

E, claro, a proposta é realmente encerrar o ciclo com um final digno para todos. Por um segundo eu achei que iríamos ter algo muito aberto, mas isso logo foi resolvido. O que, de certa forma, também soou levemente abrupto. Mas mesmo que pareça que o livro tem vários problemas, a jornada foi tão instigante que consigo deixar tudo isso de lado e apenas ficar feliz com todo o fechamento.

Foi, certamente, o livro que li mais rápido dentre os três, mesmo não gostando de quem estava me contando a história e isso por si só já é estranho. Mas, novamente, acho que todo o meu fascínio com Meia Guerra é pela descoberta final e os muitos picos que temos aqui. Há pequenas e grandes batalhas pra todo lado e não apenas um confronto final. Isso ajuda a distribuir o peso do livro e também sair da fórmula tradicional.

Meia Guerra me entregou o que eu precisava pra adicionar o nome de Joe Abercrombie a lista de autores de fantasia que eu fico de olho e despertou a vontade de ler a outra trilogia do autor que já havia sido previamente publicada pela Arqueiro, mas nunca me chamou a atenção por suas capas.

Sendo assim, se você só precisa ler Meia Guerra pra encerrar essa trilogia, vá em frente. Agora, caso você esteja procurando uma dica de fantasia para se aventurar, Mar Despedaçado é uma boa pedida. Os três livros tem narradores diferentes em uma história linear, que possui um tom e um foco bem diferente em cada um deles, tornando a descoberta de juntar todas as peças ainda mais surpreendente.

site: http://resenhandosonhos.com/meia-guerra-joe-abercrombie/
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 28/03/2018

Originalmente postada em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/
Meia Guerra é o livro de conclusão da trilogia Mar Despedaçado, que é composta por Meio Rei e Meio Mundo. Você pode ler a resenha dos anteriores clicando aqui e aqui.

Como o título sugere, o Mar Despedaçado está à beira de uma guerra e todos querem estar do lado vencedor. A história aqui é contada pelo ponto de vista de Skara, Koll e Raith.

Skara viu toda sua família e seu reino serem tomados da noite pro dia. Após pedir apoio para Yarvi e seus aliados para retomar seu reino, ela se vê tendo que tomar decisões sobre o futuro de seu povo e de suas terras. Ao longo do livro, vemos Skara passar de uma garota amedrontada e confusa para uma rainha de verdade, convicta e confiante.

Raith é um guerreiro que só sabe falar a língua das espadas, machados e sangue. Tendo uma criação para se tornar uma arma, ele não questiona as ordens que recebe; só vai executa. Quando é designado para se tornar guarda de Skara, a jovem rainha e seus ideias fazem com que ele comece a questionar seus ideais e ações.

Koll é um jovem que está dividido entre segue a carreira no Ministério e seu amor por Rin. Assim como ele deseja mudar o mundo, sendo conselheiro de reis e rainhas, ele também quer passar o resto de sua vida ao lado de Rin. Claramente um exclui um outro e é o destino dessa guerra que vai influenciar em sua decisão.

Apesar do nome do livro ser Meia Guerra, a história aqui foca mais em todos os artifícios e politicagem que levam à guerra de fato. Como Skara diz, “somente meia guerra é feita através das espadas; a outra metade é feita através de palavras”. Não temos muitas cenas de batalhas, mas todas são bem angustiantes e bem descritas. Boa parte do livro é focado em Yarvi e suas artimanhas para vencer a guerra contra o Rei Supremo. Interessante ver a mudança do Yarvi que conhecemos lá em Meio Rei para o que nos é apresentado aqui.

Essa trilogia foi meu primeiro contato com as histórias do Joe Abercrombie. De primeira, confesso que estranhei tudo: escrita, narração.. Não sei se isso se deve ao fato de que leio poucas fantasias escritas por homem. Porém, depois que esse estranhamento passou, eu me vi super envolvida na história e já querendo saber como tudo ia acabar. Um dos pontos positivos do Joe é que ele não nos poupa de como realmente é a vida no Mar Despedaçado. Algumas de suas descrições podem incomodar os leitores, mas elas são bem mais críveis.

Somente dois pontos me incomodaram nesse livro. O primeiro foi a morte de um personagem que eu gostava bastante. Não entendi muito bem porque ele quis ceifa a vida do personagem, fora que achei algo bem fora de contexto, mas vida que segue. O outro ponto foi a inclusão de um romance entre Skara e Raith. Tipo assim… eu achei tudo um tanto quanto forçado porque, pra mim, em todo contexto em que se passa a história não cabe desenvolver um romance. Abstraindo esses dois detalhes, a leitura foi muito boa.

Meia Guerra fecha de forma satisfatória a trilogia Mar Despedaçado. Super recomendo para quem gosta de histórias que envolva reinos, politicagem, manipulações e conspirações porque nem toda guerra pode ser iniciada com espadas, mas sim com algumas palavras sussuradas no ouvido certo.

FICHA TÉCNICA
Título: Meia Guerra (Meio Rei #3)
Autor: Joe Abercrombie
Editora Arqueiro
Nota: 4

Leia mais resenhas em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2018/03/meia-guerra-resenha-literaria.htm
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Rafael.Lois 13/11/2018

Me decepcionei
Eu esperava uma conclusão melhor. Não chegou aos pés dos primeiros dois livros
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George 31/05/2018

Surpreendente
Joe Abercrombie tem uma capacidade de criar personagens complexos, surpreendentes. Sai do convencional, suas criações sao humanas com emoções próprias e parece que dotados de vida própria, o final de cada capitulo e cheio de surpresas, quase impossível nos permitir tempo entre um exemplar e outro... nao quero parar de ler.... Maravilhoso...
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cotonho72 20/02/2018

Excelente!!!!
A Princesa Skara de Throvenland tinha de 17 anos e era uma garota pequena e magra, perdeu praticamente tudo, ela viu seu avô o rei Fynn e sua ministra Mãe Kyre, serem assassinados por Yilling, o Brilhante, depois de serem traídos pela avó Wexen a ministra do Rei Supremo. Skara conseguiu escapar e sobreviver graças à astúcia da ministra Mãe Kyre, que ordenou Jenner, o Azul, a fazer um juramento solar e um juramento lunar e levar a princesa para um lugar seguro. Jenner era um velho pirata muito conhecido no mar despedaçado e não quebraria por nada esse juramento.

Eles chegaram em segurança em Gettland no navio de Jenner, o Cão Negro, Skara foi recebida pela sua prima a rainha Laithlin, que ofereceu proteção e lhe fez uma proposta para que ela lutasse por Gettland. O imbatível guerreiro e rei de Vansterland Grom-gil-Gorm e o rei de ferro de Gettland Uthil nunca foram aliados, mas agora estavam juntos discutindo como iriam guerrear contra o Rei Supremo, ambos aguardavam o rei Fyn de Throvenland, pois ainda não sabiam de sua morte, mas em seu lugar apareceu a princesa Skara que com suas palavras apaziguou os ânimos e deu um novo rumo a todos. Ela deve unir uma aliança frágil entre Gettland e Vansterland, enquanto se aproxima de ser uma rainha e, portanto, seu voto será decisivo nos esquemas intermináveis ​​do pai Yarvi.

Pai Yarvi, ministro de Gettland, continua ainda mais ardiloso, com seus jogos ele faz aliados entre antigos rivais, Thorn Bathu continua com a mesma fúria incontrolável e temida por todos, Brand, agora seu marido, com a mesma força e coração, a guerra está declarada só que ainda não começou a batalha, mas os jogos e manipulações não pararam.

Outros personagens aparecem para enriquecer mais a história, Koll é filho do casal que Yarvi prometeu proteger e agora é o seu aprendiz de ministro, Raith, o portador de espadas de Grom-Gil-Gorm, um grande guerreiro, violento e sem emoção, só amava o seu irmão Rakki, além de mãe Owd.

O autor Joe Abercrombie mais uma vez não decepcionou, nesse terceiro livro seguimos de perto as jornadas dos protagonistas e a forma como eles mudaram e cresceram durante o decorrer do livro, avaliando posições, onde estavam e onde querem chegar, é interessante ver como suas decisões causam consequências durante toda a história à medida que elas mudam. Onde Yarvi, Thorn, Skara, entre outros enfrentam a ideia de que para chegar nos seus objetivos eles devem fazer coisas horríveis, precisam estar preparados para fazer qualquer sacrifício para vencer, e isso afeta as vidas de todo que buscam isso.
As respostas não são fáceis, e os heróis e vilões se misturam e se alternam ao longo da narrativa, nessa inesquecível trilogia vemos que em todos os livros jovens passando da adolescência para a idade adulta, têm de tudo nessa história, grandes guerreiros, traições, batalhas, amor perdido, os mocinhos fazendo coisas ruins e os vilões fazendo coisas boas e um final surpreendente.
Você acha que sabe onde a história está indo, e de repente tudo muda, essa é uma fantasia para todas as idades, mais quanto a quem são os vencedores e perdedores, isso é algo que o leitor terá que descobrir. Os juramentos são quebrados, a traição floresce e os amores são perdidos quando a guerra finalmente chega aos reinos que cercam o Mar Despedaçado. As palavras também são armas.


"Você só pode dominar os temores enfrentando-os. Esconda-se e eles a dominam." pag. 100.

site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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Mundo de Tinta 14/06/2018

Blog Mundo de Tinta
Após assistir ao assassinato de seu avô, o rei Fynn de Throvenlan, Skara foge para Gettland em busca de segurança e apoio para reconquistar o seu país perdido para Yilling, o Brilhante, tirano a serviço do Rei Supremo.
Apesar de sua pouca idade, Skara sabe que tem uma responsabilidade com seu povo e uma vingança a realizar por seu avô.
Com suas habilidades desenvolvidas para quando herdasse o trono associada ao seu dom natural para eloquência, ela logo consegue convencer os reis inimigos Uthil e Grom-gil-Gorm a lutarem lado a lado em seu benefício. Skara recebe um grande apoio, mas sabe que tudo tem um preço. Mais a frente cada um dos seus parceiros irá mostrar a que veio e qual o seu interesse na guerra. Afinal, quase todos ali tem juramentos e vinganças a cumprir.
Nesse enredo, encontramos o já muito experiente Pai Yarvi, nosso antigo conhecido daqui; sua mãe, a rainha Laithlin; Thorn, a heroína girlpower do livro 2; Brand e outros personagens que apareceram e cresceram durante o desenrolar da história.
A trilogia é juvenil mas não faz feio frente às adultas.
É difícil não soltar spoiler porque as tramas estão muito envolvidas por isso vou ser breve...
Gostei da protagonista Skara, personagem multifacetada, inteligente e engenhosa. Consegue envolver seus servos e também seus leitores. Tem muita desenvoltura com sua posição mas no fundo, continua uma adolescente tímida, instável, cheia de hormônios e com pouca auto-estima. Não torci muito por ela mas também não decepcionou.
Pai Yarvi continua sendo meu personagem favorito, gostei de suas reviravoltas, das justificativas e das conclusões, achei tudo muito impressionante e coerente. Senti falta da Thorn durante boa parte do livro, e isso não me agradou, principalmente pela alta expectativa (pô, já que ele escreveu um livro só pra contar a história dela, pode-se imaginar que ela será muito importante no terceiro, né?!). Pois bem, esperava muito mais ação da parte dela, principalmente nas batalhas principais.
E por falar em batalhas... Rei Uthil, Grom-gil-Gorm, Raith, a bruxa Skifr (uma das personagens mais bacanas dos três livros) e o próprio Yilling, não pouparam esforços e renderam grandes confrontos. Minhas partes favoritas!!
Esse foi de longe, o mais sangrento de todos, com combate corpo a corpo, com armas mágicas e muitas estratégias de guerra, emocionante!!
Fiquei de bem com meu querido Joe Abercrombie, apesar de não totalmente satisfeita com os finais; ainda acho que ele tem muitos ganchos na mente, mas no papel não funcionam muito bem. O destino de alguns personagens muito importantes é finalizado sem nenhum carinho com o leitor, de uma forma simplista e eu diria até descuidada.
Concluindo... Leiam a Trilogia Mar Despedaçado e leiam Joe Abercrombie. Ele arrebenta nossos corações mas é muito bom!!


site: http://blogmundodetinta.blogspot.com/2018/06/resenha-de-tinta-meia-guerra.html#more
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Romullo 19/02/2018

Apenas meia guerra é travada com espadas.
A outra metade é travada com palavras.

A cada capítulo, Joe Abercrombie lembra o leitor o porquê do nome do livro, assim como em Meio Rei e Meio Mundo. Apesar de ter achado os desfechos dos livros anteriores mais intrigantes e reveladores, é muito bom conferir o derradeiro trecho da estória que começou com um Yarvi tímido diante dos obstáculos que enfrentaria (Meio Rei) e evoluiu pelos intrincados planos de Pai Yarvi (Meio Mundo).

Meia Guerra mostra de uma forma interessante a evolução de personagens já conhecidos e de outros recém apresentados. Em terceira pessoa, porém, o livro é centrado principalmente nas impressões de Skara (princesa herdeira de Throveland), de Raith (o enchedor de copos de Grom-gil-Gorm, rei de Vansterland) e de Koll (aquele mesmo, apresentado no finalzinho do primeiro livro e que viajou por todo o Meio Mundo no Vento Sul).

Abercrombie consegue apresentar uma estória em que o vilão de um pode ser o herói de outro e vice-versa. As nuances de um mundo pós-apocalíptico ficam um pouco mais evidentes, no entanto, está longe de ser o centro do livro; conserva mais uma lição de moral cíclica para a humanidade (e os antigos elfos, que seja!).
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@fabiano.poeta999 20/09/2018

Algumas palavras
Sem sombra de dúvidas esse foi o melhor livro da trilogia mar despedaçado, achei ele bem mais profundo é sendo assim com muita sabedoria através dos diálogos dos personagens.

Penso que Joe Abercrombie estava muito inspirado ao escrever esse livro.
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Deia 13/04/2018

Meia guerra
O que possa falar a não ser que amei essa trilogia, terminou direitinho, sem nenhuma ponta solta e o melhor como pensei que os acontecimentos seguiriam. Recomendo!
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Cia do Leitor 16/02/2018

Meia Guerra
Nesse último livro da trilogia do Mar Despedaçado nós iremos conhecer dois novos personagens, que irão se juntas aos já conhecidos na guerra contra o Rei Supremo. Como aconteceu no segundo livro, os personagens anteriores perdem o destaque que tinham e sendo assim, a narrativa será focada nesses dois novos e um antigo, que já conhecemos mas que não teve grande importância nos livros anteriores.

"O orgulho vale pouco até mesmo para os vivos."

O grande destaque desse livro é a princesa Skara, uma jovem de 18 anos que vê sua vida ser destruída diante de seus olhos pelo campeão do Rei Supremo, Yilling, o Brilhante. Seu avô havia se juntado à aliança com Gettland e Vansterland, porém foi conhecido por sua ministra a voltar atrás e restabelecer a paz com o Rei. Porém esse esforço não serviu para nada, pois eles foram traídos pela avó Wexen, que acabou não cumprindo com sua palavra e matou tanto o rei quanto a ministra, sem contar os inúmeros civis de Throvenland. Além de todas as mortes, Throvenland ainda por cima foi incendiada pelo Yilling.

"Os derrotados podem vencer no futuro. Os mortos perderam para sempre."

Sara consegue escapar por pouco e acaba buscando refúgio em Gettland, junto a sua prima, a rainha Laithlin. E é por lá que ela irá mais uma vez se juntar à aliança, para buscar a sua vingança pelo seu avô e pela sua terra. Mas engana-se quem pensa que Skara é uma daquelas personagens que não tem medo de nada, muito pelo contrário. Ela não sabe muito sobre o mundo ou a vida, e desde o ataque parece estar sempre com medo. Porém ela aprendeu com sua antiga ministra a demonstrar seus verdadeiros sentimentos e a manter uma máscara de força e determinação.

"A nobreza não é demonstrada pelo respeito que damos aos mais elevados, mas pelo respeito que dedicamos aos mais baixos. Palavras são armas. Devem ser manuseadas com o cuidado adequado."

E ao que parece sua máscara é excelente, pois todos realmente acabam a vendo como uma mulher forte e decidida, que não tem medo de nada. Grande parte dessa fama também é conquistada graças as suas palavras, ela acaba descobrindo que tem o dom de dizer a coisa certa, no momento certo. Mesmo sem ter a força para lutar com uma espada, Skara acaba encontrando outra forma de participar dessa guerra e contribuir para a aliança.

"Coragem e vida longa raramente andam juntas."

O outro novo personagem desse livro irá juntar à Skara, contra sua vontade, e se tornará seu guarda-costas. O nome é Raith, o carregador da espada do rei Gorm. Ele é um jovem que cresceu em meio à violência, e foi justamente a violência e a matança que o levou até onde ele e seu irmão estão hoje. Ele é um matador que nunca se importou muito com quantidade de sangue já derramou, ele sempre foi o primeiro a correr em direção à uma batalha. Mesmo sendo tratado como um cão pelo rei Gorm, ele considera o seu lugar invejável e admira o seu rei.

"Você só pode dominar os temores enfrentando-os. Esconda-se e eles a dominam."

E não é só por causa da posição que ele tanto lutou para alcançar, ao seu enviado para Skara, Raith acaba ficando separado do seu irmão, a única família que ele tem. Sempre houve uma certa separação de deveres entre os irmão, Rakki é a inteligência, enquanto Raith é a força. Então Raith teme pela vida do irmão por ele não estar por perto para protegê-lo. Mas o que no início parece ser quase que uma punição para Raith, esse novo papel de guarda-costa da Skara acaba se revelando muito mais para ele. Ele começa a descobrir um lado dele que até então era desconhecido até para sim próprio e começa a perceber que ser um matador talvez não seja tudo o que ele poderia ser.

"Todo conhecimento, como todo poder, pode ser perigoso nas mãos erradas. O que importa é o uso feito dele."

O antigo personagem que ganhou um destaque nesse último livro é o Koll, aquele menino do segundo livro que acompanhou Yarvi, Brand e Thorn na viagem pelo Divino e o Renegado. Pois ele agora já é um homem, aprendiz do pai Yarvi e que em breve irá prestar o seu exame ao Ministério. Só tem um porém, quando se tornar um Ministro, Koll deverá renegar qualquer possibilidade de ter uma família, mas ele está apaixonada pela Rin, a irmã mais nova do Brand. Ele quer ser o melhor homem possível, não quer decepcionar o pai Yarvi, mas também não quer decepcionar a Rin e o Brand. Mesmo não sendo nem um pouco corajoso, Koll acaba também se tornando uma importante peça nesse jogo que é a guerra contra o Rei Supremo.

"A confiança é como vidro. É linda, mas só um idiota coloca muito peso em cima."

Por mais que não tenha uma narrativa exclusiva, Yarvi continua sendo o personagem chave da trama. Seus esquemas nesse livro chegam à outro nível e eu estava sempre altamente curiosa em saber o que ele faria a seguir. Infelizmente eu não posso entrar em detalhes, afinal não quero estragar a graça de ninguém. Mas se você já chegou nesse terceiro livro, você já conhece muito bem a inteligência do Yarvi.

"Um guerreiro que não tem pelo que lutar, a não ser por si mesmo, não é mais do que um bandido."

A narrativa, como eu já disse, segue a Skara, o Raith e o Koll, dessa forma cobrindo toda a extensão da estória. Como nessa trilogia em nenhum momento são narrados os fatos que estão se desdobrando no lado inimigo, a estória fica ainda mais emocionante, pois não temos ideia do que irá acontecer a seguir, se os planos darão certo ou não. A forma como o autor leva os leitores através das páginas é uma coisa impressionante. Bastava alguns segundos para me fazer esquecer do mundo real e mergulhar completamente no Mar Despedaçado. Devorei o livro rapidamente, pois não existe outra forma de ler esse estória. Além de possuir uma escrita fluida, a estória te puxa com ganchos que sempre te fazem querer saber o que irá acontecer a seguir.

"Todo mundo descobre um modo de tornar seu lado o correto, afinal de contas."

Joe mais uma vez conseguiu criar excelente personagens, pois novamente não temos heróis perfeitos. Mais uma vez temos seres humanos comuns, tentando fazer o melhor possível, repletos de medo, dúvidas e mesmo assim, coragem. É muito fácil simpatizar com os personagens, mesmo que eles não sejam sempre completamente bons. Muitas coisas importantes ocorrem nesse último livro, batalhas que me causaram princípios de infarto. Rolaram muitos momentos “por favor, não mate esse personagem”, mas não posso revelar o resultado das minhas rezas, hahaha.

"Aproveite as fagulhas que uma pessoa provoca na outra. Elas são a única luz nas trevas do tempo."

Por muitas vezes me parecia que esse não seria o último livro, que ainda teria um próximo. De certa forma o autor poderia até fazer uma nova trilogia, pois esse universo do Mar Despedaçado é muito rico e ainda existem muitas estórias que gostaria de saber sobre aquele mundo e sobre vários personagens. Fica realmente eu decidir qual foi o melhor livro da trilogia, mas esse aqui é um forte candidato. O autor não me decepcionou, mas ainda assim me deixou com gostinho de quero muito mais. Então ainda tenho esperanças que um dia ele retorne à esse universo.

"Os loucos e os idiotas não sentem medo. Os heróis temem e, mesmo assim, enfrentam o perigo."

Sobre a edição do livro, ela segue a linha dos dois primeiros, com páginas amareladas. A capa, mais uma vez, ilustra de forma maravilhosa os personagens do livro. Eu realmente amo as ilustrações dessa trilogia, são muito lindas.

"As pessoas não são apenas covardes ou heróis. São as duas coisas e nenhuma das duas, dependendo da situação. Dependendo de quem esteja com elas, de contra quem elas estejam. Dependendo da vida que tiveram. Da morte que esperam."

Eu já recomendei o primeiro e o segundo livro, então com esse aqui não seria diferente. É um maravilhoso livro de fantasia, com uma estória única e personagens maravilhosos. O que não falta nessa trilogia são batalhas e sangue. Mas um aspecto que me conquistou ainda mais é que as batalhas não são ganhas apenas com força bruta, mas com inteligência também. Eu sou apaixonada por personagens inteligentes, que mesmo sem serem os mais fortes fisicamente, acabam mudando o rumo da história. Se você gosta de fantasia épica, sem dúvidas você deveria incluir essa trilogia na sua lista de próximas leituras. Você não irá se arrepender.

"Apenas meia guerra é travada com espadas. - Ela pressionou a ponta do dedo na lateral da cabeça com tanta força que doeu, acrescentando: - A outra metade é travada aqui."

Resenha de Patricia Paiva do blog Cia do Leitor

site: http://www.ciadoleitor.com/2018/02/resenha-meia-guerra-de-joe-abercrombie.html
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Bart 23/09/2018

Meia Guerra - 3º livro da trilogia Mar Despedaçado *Joe Abercrombie*
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O livro conta o desfecho (ótimo por sinal) da trilogia do "Mar Despedaçado", na em fim guerra já anunciada nos livros anteriores contra o Rei Supremo, um miserável de carteirinha. .
Nessa trama o autor repete a fórmula de apresentar novas personagens e focar a trama nelas, já as que conhecemos ele dá uma ênfase menor, mas nem por isso o livro perde o brilho, muito bom por sinal!
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A trama gira em torno da Princesa Skara de Throvenland que foi traída e teve a família e boa parte do povo massacrado!
Conhecemos tbm Raith, o guarda-costas da princesa Skara, o cara vive no meio do sangue literalmente!
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.Personagens do livro anterior não menos importantes como Brand, Thorn , Rin , Koll e claro Yarvi (a trilogia começou com ele) estão presente tbm e posso dizer que tem mortes importantes. Nesse livro nós podemos perceber o quanto Yarvi é inteligente e mestre no que faz(é um peste)!
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Um ótimo livro, sempre tive preconceito com o nome do autor... e o cara se garante!!
Uma característica dos 3 livros: "uma leitura rápida!"
Bianca Dieke 27/09/2018minha estante
escrever resenha é um vício né


Bart 24/10/2018minha estante
Kkkkkkkkkkkkk com certeza!
Daí vc escreve sobre, da sua opinião e as outras pessoas concordando ou não chegam tbm. Aqui o pessoal conversa, troca ideia mesmo sendo opniões opostas!!


Bart 24/10/2018minha estante
Esse app p/mim é um dos melhores!! E foi daqui q te conheci!! ;) mas só volto a ler livros semana que vem, a faculdade tá acochando kkkkkkkkkkkkk


Bianca Dieke 24/10/2018minha estante
É muito bom! Eu escrevo resenhas mas nem curte kkkk mas não me importo. Tbm dei uma pausa nas leituras


Bianca Dieke 24/10/2018minha estante
Ngm*


Bart 27/10/2018minha estante
Não se preocupe se alguém curtir ou não, o que interessa é a ligação que vc criou com aquele livro!! Boa parte das minhas coisas, são vc e uma amiga daqui quem curte kkkkkkkkkkkkk p/mim já tá ótimo kkkkkkkkkk


Bianca Dieke 27/10/2018minha estante
Vdd ;)




Minha Velha Estante 24/03/2018

Resenha da Tata
Esse mês esta meio estranho, muitas séries finalizadas. Geralmente, a gente passa tanto tempo esperando o lançamento dos livros finais daquelas séries que mais amamos (E ai George R. R. Martin? Cadê meu sexto livro de GOT?) que, quando a gente finalmente os tem em mãos, chega bate aquele sentimento de perda.

No entanto, neste quesito, a editora Arqueiro está mais que de parabéns. Nos últimos anos ela vem lançado obras de grandes nomes da literatura internacional e, não bastando, tem feito isso de forma rápida e eficiente.

Minha gente, foi outro dia que eu li Meio Rei (primeiro livro da trilogia, cuja resenha você pode ler aqui) e já tenho em mãos o último livro da série e, inesperadamente, esse capítulo final da trilogia acabou sendo o melhor de todos.

Pois bem, a trilogia do Mar Despedaçado foi pensada, claramente, para atingir um público mais jovem, um público que tem interesse em começar livros de fantasia, mas que tem medo dos tijolões e séries infinitas (o que, vamos combinar, é a realidade).

Nesse sentido, Joe Abercrombie (um gigante da fantasia atual), idealizou essa série, que, supostamente, é simples (vai olhar os tijolões que são os livros dele) mas que, na realidade, acaba por se consagrar como uma trilogia criativa e, até certo ponto, com uma história complexa, para um público/leitor mais jovem.

Antes de tudo, o que você tem que entender sobre essa série é que ela é uma história sobre uma jornada de autoconhecimento e de autoafirmação. Uma série onde minorias e rejeitados de uma sociedade baseada na força física, descobrem (e jogam na cara do mundo) o seu verdadeiro valor.

No primeiro livro temos um jovem príncipe com limitações físicas devido às suas deficiências, e no segundo, uma menina guerreira no meio de uma sociedade machista.

Nesse terceiro livro lidamos com uma princesa, alguém supostamente poderosa (por sua posição social) mas que não possui voz em seu mundo violento, alguém que descobre a força que o jogo de palavras pode ser mais eficiente e mortal que uma disputa de espadas. É complicado explicar a história desse livro sem dar spoilers por conta das constantes reviravoltas que acontecem, mas vamos tentar.

E é em Skara que reside o grande triunfo desse livro. A história começa com a reviravolta que sua vida se tornou. Aos 18 anos, anos estes vividos de forma extremamente protegida, ela vê seu avô ser traído, apesar de seus esforços para restabelecer a paz com o Rei Supremo, ser morto e seu reino devastado. Aos 18 anos ela vê sua vida por um fio, sua própria existência um aborrecimento para os assassinos de seu avô.

Em busca de sua sobrevivência (e de vingança) e da reconstrução de seu reino, Skara é levada por um velho pirata para o reino de sua prima, onde começa a desenvolver e a descobrir sua habilidade com as palavras.

Esse terceiro e último livro tem como personagens principais, além da Skara, o Raith (um guerreiro feroz, viciado em adrenalina, fiel ao seu rei e guarda costas da Skara) e do Koll (que está em um dilema quanto a se tornar um ministro ou em desistir disso por amor), o aprendiz do Yarvi.

Eu sou uma bobona por romances, principalmente romances em livros de fantasia e, a forma que os relacionamentos foram tratados realmente atiçaram a minha curiosidade em saber como suas historias terminariam.

Aproveitando a deixa, os personagens antigos que aprendemos a admirar retornam também, apesar de o foco do livro não estar centrado neles, como é natural, é maravilhoso ter a oportunidade de revê-los e ver como suas vidas progrediram. Principalmente Yarvi, que começa a série como um príncipe inseguro, inocente e desvalorizado pelos próprios súditos, que vira rei, vira escravo, volta a ser livre, vira um ministro e agora se torna um eloquente e poderoso homem (um homem com vários tons, nem todos bons, que cruza algumas linhas que, na minha opinião, não deveriam ter sido cruzadas). Que jornada, que jornada!!!!

E vamos dizer aqui: Thorn é um dos meus personagens favoritos dessa série e eu gostaria que tivesse tido mais espaço nesse livro do que recebeu (BADASS aqui é a palavra chave haha).

Mas tudo bem também, porque ganhamos um novo personagem principal badass maravilhoso que é o Raith e eu meio que me apaixonei por ele (se tivesse um livro só dele, eu leria facilmente), principalmente pelas interações dele com a princesa.

Dizer que sou uma romântica irremediável é eufemismo e, por isso, de certa forma, eu não gostei inteiramente do final desse livro. Eu consigo entender como ele foi planejado e porque ele foi feito daquela forma (eu consigo até, em certos níveis, gostar dele), mas eu ainda sou uma boba que gostaria de um final um pouco mais feliz.

Mas vamos ser francos aqui, todas as histórias retratadas nunca foram e nunca tentaram ser felizes (até porque todos os personagens possuem vários tons). É uma serie sobre guerra, sobre vingança e sobre redescoberta pessoal e, nessa linha, uma serie que cumpre seu objetivo.

Quanto a edição do livro, ele segue o padrão dos anteriores da série, com a diferença que, na minha opinião, leva a capa mais bonita das três.

Meia Guerra é um ótimo final para uma boa trilogia e irá satisfazer os fãs da série e do gênero.

Ps: Eu sei que esse livro está classificado para jovens leitores, mas eu não recomendaria o mesmo para menores de 14 anos em função de cenas com violência e certas cenas com certo teor sexual.


site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2018/03/meia-guerra-joe-abercrombie.html
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