Fortaleza Impossível

Fortaleza Impossível Jason Rekulak




Resenhas - Arqueiro


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Minha Velha Estante 24/01/2018

Resenha da Mylena Suarez
O livro conta a história de Billy Marvin e seus amigos, Alf e Clark, garotos de familias batalhadoras que estão cheios de hormônios e são meio ETs na escola pelas peculiaridades de cada um:
Billy : “ Eu era o aluno mais alto do nono ano, mas não o tipo certo de cara: cambaleava pelo colégio como um filhote de girafa, com minhas pernas esqueléticas e meus braços desengonçados ,à espera de que o resto de minha figura encorpasse.”
Alf : “ Alf era mais baixo, mais gordo, mais suarento, e penava por ter o mesmo nome do alien mais popular da televisão."


Clark : “ Era alto, musculoso, de cabelos louros ondulados,olhos azuis -escuros e pele perfeita. (...) Clark nascera com os dedos da mão esquerda colados, formando uma espécie de pinça rosada de caranguejo. “


Com essas descrições, já dá para imaginar que eles não eram muito populares na escola e dá para entender porque a fascinação para ter a revista Playboy com uma apresentadora de Tv famosa nas mãos.

Como eles são menores de idade, obviamente, ter a revista era um sonho distante mas, nem por isso, eles deixaram de tentar. Com vários planos infalíveis bem parecidos com aqueles do Cebolinha e do Cascão, eles só fazem uma besteira atrás da outra até que mais um plano é bolado e Billy se oferece para ajudar pois ele queria se aproximar da filha do dona da revistaria, Mary, para descobrir informações para concretizar o plano.

Ao conhecer melhor Mary, Billy já fica encantado pois ela tem um computador como o dele e sabe programar músicas a máquina. Ela propõe que eles se inscrevam num concurso de criação de games para computador e eles acabam criando o game Fortaleza Impossível. Formada a parceria, Billy começa a agir como um agente duplo tanto querendo ficar com Mary como querendo ajudar os amigos.

O livro, apesar de não ter uma divisão clara, tem dois momentos distintos. No início, o escritor apresenta todas as tramas dos garotos para conseguir a revista e, num segundo momento, apresenta um paralelo entre a história do game e outro plano dos garotos para conseguir a redenção para Billy.

Eu adoro ler livros escritos por homens, não sei se porque o universo dos livros que leio é dominado pelas mulheres e acho diferente a escrita masculina, mas sempre acho fascinante ver como o sexo oposto percebe determinados detalhes da vida de forma bem diferente de nós, mulheres.

Em Fortaleza Impossível, o autor não só lançou mão das descobertas e anseios de uma fase de mudanças sob um olhar e narrativa masculinos como construiu uma trama “chiclete” divertida e cheia de elementos da minha época... Uma trama daquelas que te prende de tal forma que você não quer largar o livro.



Em 1987, ano em que se passa a trama, eu tinha a mesma idade do personagem principal (Nem pense em me chamar de coroa, hein? hehehehehe) e tive a alegria de viver o início da era digital com todas as suas nuances, assim como Billy, mas claro com a diferença básica de que ele era fascinado por computadores.

Enfim, embora a era dos computadores pessoais ainda estivesse fora do alcance nesta época da classe operária, que era a minha, eu ouvia as músicas e via as séries citadas no livro. Então já dá para imaginar os momentos Ratatoulle que vivi lendo a trama. Ah! Sem deixar de falar que eu tinha um colega que tinha um Comodore 64, então, para mim não foi estranho ouvir sobre essa máquina.

Mesmo com algumas ressalvas sobre uma situação que, para mim, meio que estragou o brilho do livro lá pelo final, gostei da aventura chicklit dos garotos. (Podia tirar o trecho completamente que não faria diferença na trama, foi algo desnecessário e não combinou com a história, sabe?).

De qualquer forma, recomendo para aquela galera que gosta de programação ou que apenas quer relembrar os saudosos anos 80.

Não posso deixar de falar desta capa perfeita e que toda aberta mostra um pouco do que eu falei sobre as divisões do livro.



Beijos, Myl


site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2017/09/livros-da-gata-fortaleza-impossivel.html
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Vorspier 19/01/2018

Esperava mais
Fortaleza Impossível é uma leitura rápida e leve, com várias referências aos anos 80. A história lembra muito aqueles filmes de adolescentes da Sessão da Tarde, com os clichês típicos do gênero - os amigos desajustados no ambiente escolar, o garotão cool e marginal, um plano tosco que vai colocar os desajustados na mira da polícia. Rola também um romance bobo entre o protagonista e a filha do vendedor de materiais para escritório, uma menina que também não se encaixa nos padrões de beleza ditados pela Playboy.
Gostei do fato de Mary, a filha do vendedor, ser uma programadora de jogos para computador.

O livro só me empolgou mesmo lá no final, com a revelação de um segredo de Mary - o que ainda assim me deixou com uma sensação de "wtf?!". A história em si não é ruim, mas eu esperava mais de um livro que se diz uma ode aos anos 80. Dá pra ler, mas não é uma maravilha.

Enfim, vi que desperdicei dinheiro depois de ter comprado pelo preço integral dele na FNAC.
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Felipe.Goularte 17/01/2018

A Nostalgia de Quem Não Viveu os Anos 80
No momento atual em que vivemos (início de 2018), estamos saturados com obras se passando nos anos 80 (Stranger Things, Remake de IT: A Coisa,...). Os anos 80 são "cool" e não há como negar. Nesse ambiente surge Fortaleza Impossível de Jason Rekulak, que já chega estampando na capa brasileira: "Uma declaração de amor aos anos 1980". O que deveria atrair na verdade me deixou receoso, já que não desejava passar precioso tempo de minhas férias com 272 páginas de mais do mesmo. Já adianto, fui surpreendido positivamente.
A história é realmente uma grande homenagem aos anos 80 e seus filmes, cheia de referências esfregadas na sua cara (não vivi os anos 80 então a maior parte passou desentendida por mim), porém não se limita a ser apenas uma ode a década. Sim, a história é a clichê aventura do grupo de garotos deslocados da escola, porém existem pontos que o tornam único e diferenciado das obras do gênero que consumi até hoje. Como primeiro ponto positivo há o destaque que o autor dá a programação nos tempos de computadores dinossauros (na época eles não eram dinossauros claro). É curioso e divertido acompanhar a criação do jogo pelos jovens, entendendo como é complexa a arte de criar games.
Como já admiti antes nesse texto não vivi a década de 1980, portanto foi uma grande surpresa ver como o autor conseguiu me transportar novamente para quando eu tinha apenas 14 anos. Na metade do livro eu já estava completamente imerso naquele universo jovem, e foi bom me sentir novamente rodeado por amigos nos quais se pode contar, passando horas jogando jogos e falando porcaria. Até mesmo se sentir o excluído da escola novamente foi bom. O fato do autor conseguir trazer um sentimento tão grande de nostalgia, em uma história que se passa em um tempo que o leitor jamais viveu é de grande mérito.
Além disso, o que o livro apresenta como clichê é bem feito: a trupe dos garotos estranhos é feita de personagens cativantes e únicos entre si, as aventuras pelas quais eles passam são cativantes, e o deslocamento proposital dos adultos em relação a história é trabalhado eficientemente.
Ao terminar a leitura percebe-se como a história na verdade não traz uma grande aventura única no qual se apoiar. Parece tratar mais sobre a vida de um adolescente (mais próximo da realidade masculina exclusivamente) e como o próprio leitor já teve seus próprios dramas adolescentes. Nesse quesito o livro se destaca mesmo em um mar de obras tão parecidas.
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Galáxia de Ideias 11/01/2018

Uma viagem nostálgica ao passado

2017 definitivamente foi o ano nostalgia anos 80. Tivemos várias pérolas como a série Stranger Things, o remake muito bem produzido de It, e ainda no finalzinho do ano a Netflix nos presenteou com a espetacular série Dark. Não tinha timing melhor do que esse para Fortaleza do impossível ter sido lançado. Jason Rekulak nos leva a uma viagem gostosa ao passado despertando sensações de reconhecimento e familiaridade, principalmente para a galera que foi jovem entre final dos anos 80 e início dos 90. Apesar de ter apreciado e vivenciado essa neblina nostálgica, o autor pecou em alguns aspectos que considero importante, principalmente quando um livro é destinado ao público juvenil.


"Mas foi então que playboy publicou as fotos da apresentadora da Roda da Fortuno, Vanna White, por quem me apaixonei perdidamente, e tudo começou a mudar."


Em Fortaleza Impossível acompanhamos a história de três amigos de 14 anos tímidos, levemente excluídos e que não namoram, mas são obcecados pelo sexo feminino. O desejo dos garotos é tanto que eles alugam a mesma fita de filme toda semana somente para assistir 10 segundos de nudez. A maior musa do trio é Vanna White, apresentadora gata do programa Roda da Fortuna. A história realmente começa quando descobrem que ela posou nua para Playboy mudando totalmente suas vidas. O grande problema é que eles são menores de idade, e como tal, ninguém os venderia a revista, e assim, começa uma sucessão de planos para adquirirem um exemplar.


"– Mas dessa vez é diferente. Não tenho nem computador. [...]– Está bem – declarou Zelinsky. – Você pode usar o showroom. Mas isso não muda nada. [...]E foi assim, sem mais nem menos, que voltamos à atividade."


Após vários planos fracassados, os garotos encontram auxílio em um garoto mais velho que bola um plano no qual é necessário que um deles deve conquistar Mary, a filha do dono da loja na qual vende a revista. Billy fica encarregado da tarefa, o jovem só não contava que Mary compartilhasse da mesma paixão que ele: programação. Todas as tardes os dois se encontram na loja e produzem o jogo Fortaleza Impossível, e aos poucos, o foco de Billy muda, e conseguir a revista para seus amigos já não é sua prioridade. Mas após acontecimentos inesperados, os amigos tomam uma atitude desesperada que faz com que Billy possa perder tudo aquilo que lutou para conquistar.

Assim que finalizei a leitura de Fortaleza Impossível fiquei pensando no quanto Jason Rekulak foi bem sucedido no quesito prender o leitor no enredo. Sério, é surreal o quanto mesmo discordando das atitudes dos personagens o enredo foi intrigante ao ponto de não fazer o leitor parar. Grande parte desse sucesso se deve ao fato dos personagens serem envolventes e coerentes com aquilo que foram propostos a fazer.

O trio de amigos são como a maior parte de garotos de 14 anos. Cheios de hormônios, fazem piadas sujas, comem muita besteira e falam muita besteira. Esses atributos acompanhados dos anos 80 foi sensacional. Billy é o que ganha mais destaque e também o personagem que teve maior crescimento ao longo da estória (e nem foi tanto assim, mas está valendo). Ele mora sozinho com sua mãe que trabalha a noite deixando-o sempre sozinho, então, sua casa vira o point dos garotos. O sonho dele é ser um grande programador de jogos, coisa extremamente difícil e para poucos. Grande parte de seu crescimento pessoal se deve a convivência junto de Mary, que de fato é uma ampla dose de girl power na história.

Mary sofre bastante preconceito por ser acima do peso, e aí entramos nos pontos negativos do livro. Devo alertá-los que eles são de cunho pessoal, me incomodaram mas pode não incomodá-los. Pois bem, as atitudes e falas dos meninos são extremamente preconceituosas. Durante a leitura fiquei chocada com o disparate e falta de respeito que apresentam, no entanto, após a leitura percebi que isso era uma prática do passado. Os adolescentes colocavam apelidos maldosos uns nos outros, ofendiam-se, tomavam atitudes preconceituosas, mas não era considerado bullyng, era visto como algo normal, claro que não mudou meu ver sobre tais atitudes, só me fez refletir o quanto melhoramos nesse aspecto como humanidade. Acho justamente que essa foi a intenção do autor, ou prefiro pensar que foi, se me senti desconfortável com tais palavras é sinal de que minha consciência sobre preconceito e bullyng foi desperta. É algo a ser pensado não é mesmo?

Fora isso devo destacar que estava adorando o desenvolvimento do enredo, foi crescente e chega à um ápice, no entanto não gostei no ponto que cumina. Vejamos, em certo ponto os meninos fazem algo que tem consequências pesadas, só que o autor desvia desse foco no qual eles poderiam ter um aprendizado com suas ações indo em direção à um segredo revelado, tal segredo foi desnecessário e detonou essa aprendizagem que poderiam ter obtido. Senti que o autor criou o segredo de Mary somente para fazer com que o Billy se sentisse mal pelo que fez anulando totalmente a possibilidade de um verdadeiro arrependimento, dando assim espaço para um remorso. Pra mim foi um erro essa escolha (mais uma vez, minha opinião).

Mas deixando de lado os aspectos negativos, o ponto alto da trama é sem dúvida a ambientação dos anos 80. Me peguei lembrando dos momentos em que jogava vídeo game com meu irmão e assoprava a fita quando não pegava (sabiam que isso nunca resolveu? Muito pelo contrário só oxidava o interior devido a saliva. Bizarro não, mas funcionava!). Ou quando saia da escola e ia a locadoras alugar fitas. Ou das tardes que perdia com meu irmão nas lojas de Games Online. Pura nostalgia, o autor trouxe com grande veracidade essa época encantando a cada página. Além disso, para aqueles que gostam e desejam, Fortaleza impossível, o jogo que eles criam, foi desenvolvido e vocês podem se divertir jogando-o.

A edição física do livro é um elogio a parte. A editora arqueiro arrasou no quesito referência. A capa trás uma interpretação do jogo com cores fortes e que despertam visualmente a curiosidade de todos que veem. Internamente não deixa a desejar, cada começo de capítulo trás um código de programação e o título todo pixelizado. Um verdadeiro charme a parte.

Enfim, esse livro é o tipo que deve dividir opiniões, ou você amará, ou odiará. Eu particularmente tive uma experiência positiva e recomendo para aqueles que gostam da temática, mas alerto, não é o tipo de livro que agrade a todos.

site: http://www.rillismo.com/2018/01/resenha-fortaleza-impossivel-por-jason.html
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Camila Nunes | @focanaresenha 10/01/2018

Muito gostosa a leitura para quem gosta do estilo...
Billy Marvin era um garoto de 14 anos, nerd e esquisito que tinha dois amigos inseparáveis, Alf e Clark. Após Alf ver as fotos escandalosas da Vanna White na Playboy de 1987, eles ficam fascinados e ficam planejando roubá-la da banca do Sr. Zelinsky de qualquer maneira. Nesse meio tempo Billy conhece Mary, filha do Sr. Zelinsky, e descobre que ela sabe fazer a sua maior paixão, programar jogos e é aí que tudo começa a mudar.

Até a próxima 210 eu confesso que minha nota para esse livro era 3,5, mas eu gosto quando personagens que eu não gosto enfim aprendem uma lição. E para mim foi difícil aturar esses amigo do Billy. Eu ficava me perguntando o que Billy tinha visto neles. Principalmente Alf. O menino insuportável, ele era preconceituoso e só fazia escolhas erradas que deixavam a vida do Billy pior. E eu ficava pensando: Se isso é amigo, o que é inimigo?. -

Confesso que minhas partes favoritas eram quando Billy estava com Mary, não porque de um possível romance, mas porque ele podia ser ele mesmo. Um garoto de 14 anos conhecendo uma garota legal e fazendo o que ama, programado jogos. -

Que foi outra coisa que eu amei, esse universo geek dos anos 80, voltado para jogos. Quando era mais nova era fanática por jogos de todos os tipos, falo até hoje que um sonho de consumo é ter uma sala de jogos para os meninos com direito a todos os jogos que já existiram. -

Mas, apesar de todas as minhas resalvas com os amigos do Billy e suas escolhas erradas, no fim, entre mortos e feridos todos forma salvos, e as coisas acabaram se encaixando.

Amizade muitas vezes é aceitar as pessoas como elas são e apoiá-las a serem melhores, não simplesmente excluir as pessoas do seu grupo de amigos por causa das coisas erradas. E muitas vezes julgamos as pessoas pelo que elas nos apresentam pela por fora, sem conhecer quem ela realmente é. -

Super recomendo para quem gosta de um livro com um plot twist surpreendente e muita línguagem geek. E ah, adora jogar um bom jogo, porque o jogo Fortaleza Impossível está disponível para jogarmos. -

Um beijo,
Camila

site: https://www.instagram.com/p/BcFDySlgPEF/?taken-by=focanaresenha
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Duda - @dudabooks 05/01/2018

#ResenhasDudaBooks | FORTALEZA IMPOSSÍVEL
No livro, somos apresentados Billy e seus amigos, Clark e Alf. Eles estão loucamente interessados em obter a mais nova edição da revista Playboy. Eles tentam de tudo para conseguirem a revista, só que seus planejamentos não saem como esperado.
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Com uma nova ideia em mente, eles irão invadir uma loja que vende a tal revista e pegá-la, mas para isso acontecer, Billy terá que se aproximar da filha do dono, Mary.
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Em um romance dos anos 80, Billy fará o possível para não revelar seus sentimentos irreconhecíveis por Mary e de conseguir efetuar o seu principal objetivo: Conseguir o código do alarme da loja.
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Com uma pegada Geek e retrô, Fortaleza Impossível será a sua leitura mais divertida e nem um pouco clichê.
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A história não foi tão interessante quanto eu pensei que seria. Em relação aos personagens, achei-os bem imaturos para suas respectivas idades. Mas apesar desta pequena falha, a leitura foi super leve.
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Recomendo para leitores de YA!
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Lídia Maria - Depois da Leitura 31/12/2017

{Resenha} Fortaleza Impossível - Jason Rekulak
Desde o lançamento do livro Fortaleza Impossível, eu fiquei vidrada no premissa da estória. Eu amo romance e o autor Jason Rekulak, elaborou uma história envolvendo informática e romance. Esse livro superou todas as minhas expectativas, seja só porquê.

Em 1987, na cidade de Wetbridge, Billy, um garoto de 16 anos vive sozinho com a sua mãe. Depois da escola, Billy e seus amigos Alf e Clark brincam com os jogos digitais feitos pelo próprio Billy, em um computador Commodore 64.

Billy é um garoto sortudo, pois, não é todas as casas que possui um Commodore 64. No seu tempo livre e na escola, ele estuda a linguagem de programação, e na prática cria muitos jogos.

Uma amizade inseparável, até Alf avistar uma revista Playboy mostrando a apresentadora do programa Roda Da Fortuna, Vanna, a mulher mais famosa da TV. Após contar a notícia para Clark e Billy, eles começaram a elaborar um plano para conseguir comprar uma revista na loja sr. Zelinsky, era a única loja na cidade que vendi a Playboy. Zelinsky não gosta de “garotos” pertubando na sua loja, logo, não irá vender as revista para garotos de 16 anos. Mas, ao executar o primeiro plano, a missão Vanna foi um fracasso. Logo em seguida, eles arquitetaram um novo plano, que deu errado novamente. Após envolver outras pessoas, a missão Vanna tinha tudo para dar certo, porém, existem vários empecilhos, como um cachorro, caminhar entre prédios, não ser pego e conseguir o código de segurança da loja. Mas é claro que os meninos não elaboram esse plano sozinho. Um garoto mais velho elaborou todo o plano. Ele já trabalhou na loja onde vende a Playboy e sabe a melhor forma de entrar sem ser visto. Alf e Clark fizeram o favor de vender as revistas na escola, sem ter a mercadoria. Então, o plano tem que dar certo.

Então foi aí que o Billy conheceu a Mary, uma garota muito inteligente que trabalha junto com o seu pai na loja. Mary tem o dom para programar, e nisso, Billy e seus amigos enxergam uma oportunidade para conseguir o código da loja para praticar o plano. É aí que entra o romance da história.

Mary apresentou para o Billy um concurso de jogos digitais e o vencedor irá ganhar um computador novinho (para a época). Se Billy ganhasse ele iria passar o seu Commodore 64 para Mary. Para vencer eles só precisavam desenvolver o melhor jogo do concurso. Além de uma amizade entre a garota e o garoto, alguma coisa diferente está acontecendo entre eles. Mas nesse livro nem tudo é o que parece, acredite!

Bom, aí vocês podem perceber que o Fortaleza Impossível não é somente um jogo digital. A vida também é um jogo e, usando os “comandos” errados pode causar um BUG na vida de Billy e Mary.

Um plano muito perigoso e envolvendo um crime não me agradou muito, mas, tudo tem uma consequência né…
Mesmo se você não tem noção sobre informática, você pode ler Fortaleza Impossível. Claro que existem algumas palavras específicas, mas nada que te deixe perdido(a). Ri horrores neste livro. Senti saudade do meu Windows 98 (só que não). Fiquei muito feliz com as amizades desse livro, porque mesmo nas horas difíceis eles se mantiveram unidos.

Não tive dificuldades nessa leitura, é uma história simples, mas rica de sentimentos bons. Não tem vilã(o) (os meninos conseguem ser o próprios vilões para si mesmo, rsrsrs.) Geralmente não gosto de ler romances adolescentes, mas Fortaleza Impossível ganhou meu coração. O autor conseguiu fazer que o drama da Playboy, romance e informática prendesse totalmente o leitor de forma gloriosa. Sem forçar muito a barra e sendo uma leitura muito gostosa. A capa tem tudo a ver com o enredo. A editora soube fazer algo tão perfeito ficar esplêndido.

Estou muito feliz por ter lido o livro Fortaleza Impossível.
E, você já leu?
Me conta aí o que achou!!
:)

site: bit.ly/depoisdaleitura
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Lane @juntodoslivros 26/12/2017

Muito fofo!
Tudo se inicia quando a maior apresentadora de televisão dos anos 1980 vai sair na revista playboy: Vanna White. Todo garoto da época era apaixonada por ela e todos querem ter a revista em mãos.

Com Billy, Alf e Clark não poderia ser diferente. Os três, garotos de 14 anos, montam um plano mirabolante para conseguir comprar a revista na loja de máquinas do Sal Zelinsky, mas óbvio que o plano sai totalmente errado. Como eles vão comprar uma playboy sem serem barrados? É aí que surge Tyler, um garoto mais velho que eles, com um plano para roubar as revistas. Porém os garotos devem conseguir acesso ao código de alarme da loja.

Nessa parte do plano um deles deve se aproximar de Mary, filha de Zelinsky, e conquistar a confiança da garota. Billy ama jogos de computador e pretende um dia trabalhar com isso. Ele descobre que Mary também tem essa paixão, então decide se aproximar dela com o objetivo de conseguir o código e de quebra ter uma juda com seu jogo para ganhar o prêmio em um concurso de jogos de computador.

Entre Billy e Mary acaba surgindo uma bela amizade, mas outros sentimentos também vão surgindo. Sentimentos esses que confundem todo o plano e pode acabar revelado um segredo de Mary. Será que toda essa situação vai fugir do controle dos garotos?
A edição está linda! Um capricho só! A capa está incrível e combina muito com a história. No início de cada capítulo temos alguns códigos de jogos de computador que Billy está fazendo. A narração fica por conta da visão exclusiva de Billy, mas eu confesso que queria a visão de Mary também.

Billy foi um personagem contraditório para mim. No início, não gostava muito dele, mas depois que alguns fatos começaram a ficar sérios, ele vai mudando algumas de suas atitudes. Já Mary era uma garota muito bacana e extremamente esperta, porém vamos vendo que ela é mais que isso.

Fortaleza Impossível não era o que eu imaginava. Como mal leio as sinopses, eu imaginava que ia ter aventura no estilo fantasia ou algo desse tipo, mas não foi isso que aconteceu. O livro não foi ruim, pelo contrário. Ele só está um pouco infantil para o meu gosto pessoal, mas está muito bem construído. Gostei de toda a interatividade dos personagens e suas peripécias.

O livro é um giro no mundo geek dos anos 80 e também tem muito sobre os adolescentes daquela época. Muitas confusões são feitas com Billy, Alf e Clark. Esses personagens e suas histórias nos divertem e eu me senti novamente com 14 anos de idade. Aprontando, não como eles, mas me divertindo muito com os amigos. Momento nostalgia ativado. Rsrs...

Fortaleza Impossível fala sobre o poder da amizade e das escolhas que fazemos na vida. Com momentos regados a pura nostalgia, Jason Rekulak escreve divinamente bem as dúvidas e os anseios de um adolescente ainda em fase de descoberta e em busca de sonhos. Recomendo o livro para os apaixonados pelo mundo geek e para os que querem recordar seus tempos de infância.

site: http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2017/10/resenha-fortaleza-impossivel.html
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geórgea 11/12/2017

Fortaleza Impossível
O ano é 1987. William Marvin ou apenas Billy, se você preferir, está no auge dos seus 14 anos. Ele vive na pequena cidade de Wetbridge, nos Estados Unidos. Assim como todos os jovens da sua geração, ele tem algumas peculiaridades. Billy é um nerd, apaixonado por programação e sonha em ser um grande programador de jogos. Juntamente com seus amigos, também nerds, Alf (gordinho e parecido com um ET) e Clark (que chama a atenção das garotas até elas olharem para a sua mão deformada), passam seus dias matando o tempo e fazendo tudo aquilo que garotos dessa idade fazem. Certo dia a revista Playboy do mês de maio publica fotos da musa desses garotos: Vanna White. A apresentadora do Roda da Fortuna está na capa. E é nesse momento que eles decidem tramar um plano para conseguir essa revista.

O trio cria a “Operação Vanna” e partem numa jornada atrás de alguém que os ajude. Acontece que o lugar que tem o seu objeto de desejo é guardado por Sal Zelinsky. Um homem sério e carrancudo que não deixa ninguém passá-lo para trás. Nessas inúmeras tentativas para concluírem seus planos. Billy conhecerá Mary Zelinsky, filha do dono da loja. Uma nerd como ele, gordinha e isolada. Com a desculpa de conseguir o código de acesso para a loja do pai, Billy se aproxima dela e uma grande amizade surge. Os dois passam a trabalhar no jogo que é um dos sonhos do jovem: “Fortaleza Impossível”. Juntos, eles passam semanas programando, compartilhando segredos e aprendendo um com outro. Dessa união pode nascer uma bela história, mas também podem surgir muitos problemas.

“E eis que acontecera. Após 14 anos de mau futebol, de basquete ruim, de notas deploráveis, e de fazer péssimas escolhas no quesito moda, após 14 anos sendo eu mesmo, eu não estava acostumado a elogios. Meu rosto ficou muito vermelho.”

Dentre diversos planos fracassados, segredos e computadores, embarcamos em uma aventura recheada de humor e juventude. Observamos um jovem dividido entre ajudar os amigos ou dedicar-se ao seu sonho. Billy passa seus dias com sua nova amiga programando o seu jogo, sob o olhar atento do seu pai e ouvindo um looping de uma seleção de músicas muito especiais. Será que eles vão conseguir concretizar o seu plano? Billy finalmente terminará o seu jogo? E qual o segredo que está escondido nessa história?

Minha Opinião

Esse livro é uma viagem ao passado. A cada entrada de capítulo temos códigos como se fosse uma programação. A capa e as referências encontradas dentro do livro servem para mergulharmos mais ainda nesse mundo. Toda o desenvolvimento nos lembra dos filmes dos anos 80. Por várias vezes tive lembranças do seriado Freaks and Geeks, que também conta com um trio de amigos nerds que me lembraram muito os desse livro. A referência a uma “fortaleza impossível” pode ser encontrada tanto no jogo, quanto para adentrar o local onde a revista se encontra e também no coração de alguém. Os capítulos são curtinhos e de muito bom humor.

Apesar de ser uma história bem diferente do que estou acostumada a ler, meio infantil e com um toque de romance, fiquei extremamente envolvida e tocada pelos seus personagens. Enquanto eu seguia minha leitura focada nos dilemas dos garotos e na aparição de Mary, nem percebi que o final escondia um grande segredo que me pegou completamente de surpresa. É claro que eu sentia que tinham peças faltando nessa trama, mas nunca imaginei que seria o que foi. Eu não estava preparada para esse plot.

Temos aqui uma narrativa doce, com toda a inocência encontrada no nosso primeiro amor. O livro tem aquele humor juvenil, mostrando a realidade do jovem da época. Com suas incertezas, erros e desejos. Todos estão com os hormônios à flor da pele, descobrindo o amor e o sexo. Algo que achei extremamente positivo nessa história foi a interação presente com as tecnologias existentes na época. Como os recursos tecnológicos eram extremamente limitados, acabamos tendo que esperar por respostas assim como os personagens.

Cada um dos garotos do trio possui algum defeito, algo que faz com que eles se sintam incomodados e deslocados no colégio. Billy se classifica como um desengonçado. Alto demais para a sua idade, sem jeito para os esportes e nem para os estudos. Sua paixão são os computadores. É neles que ele encontra conforto e uma válvula de escape para as dificuldades que passa em casa, com a mãe, e fora dela. Alf, o amigo mais exagerado do grupo, é constantemente comparado ao alienígena Alf, o ETeimoso. Por ser mais gordinho, baixinho e realmente lembrar esse ser. Enquanto Clark, mesmo sendo muito bonito e tendo porte, não faz sucesso com as garotas por possuir um defeito na mão, que faz com que ela pareça uma garra de um caranguejo.

Cada vez que eles sofrem algum tipo de ofensa, ficamos penalizados com a situação. Fato que acontece constantemente nas escolas de hoje e que não é algo exclusivo dos anos 80. Assim, percebemos, que não mudamos muito desde então. A aparência ainda conta muito, os mais fracos ainda são alvos de piada e aqueles que são mais tímidos ou deslocados ainda sofrem nas mãos dos outros. Isso nos leva a fazer uma reflexão sobre o quanto algumas atitudes negativas estão enraizadas nas nossas vidas.

“Eu era o aluno mais alto do nono ano, mas não o tipo certo de cara alto: cambaleava pelo colégio como um filhote de girafa, com minhas pernas esqueléticas e meus braços desengonçados, à espera de que o resto da minha figura encorpasse.”

Mary Zelinsky é muito inteligente, criativa e engraçada. Ela sempre supera as expectativas de Billy. Por ser muito isolada, ela dedica grande parte do seu tempo aos computadores e revela-se uma programadora muito superior a Billy. Isso, ao invés de gerar desconforto nele, acaba servindo como inspiração. Os dois se ajudam mutuamente, com suas paixões em comum. Unindo seus medos, dúvidas e incertezas.

Depois de um tempo a história fica parecida com todas as outras que encontramos por aí. O seu diferencial, são as referências aos anos 80 e termos tecnológicos. O mais interessante foi usar uma figura que realmente existiu, com um fato que realmente aconteceu, para dar o foco central da história. Isso parece dar certa credibilidade ao que é exposto, formando assim uma mistura emocionante de bom humor e a aquela sensação doce de quando nos apaixonamos pela primeira vez. Viajamos no tempo com essa história que lembra aqueles filmes da sessão da tarde, que estamos tão acostumados, mas que acaba tendo diferenciais que dão o toque que faltava para prender o leitor.



site: http://resenhandosonhos.com/fortaleza-impossivel-jason-rekulak/
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Igor Izard // @igorizard 02/12/2017

Ganhar, perder... quem se importa?
Billy Marvin é um garoto de 14 anos apaixonado por videogames.

Com os amigos Alf e Clark, ele passa noites assistindo filmes e conversando sobre música.

Quando a playboy publica fotos íntimas da famosa apresentadora de TV Vanna White, eles bolam planos para adquirir a edição da revista, mas o fato é que Billy, Alf e Clark são menores de idade.

E mais, Billy acaba conhecendo Mary Zelinsky, uma garota apaixonada por música e que assim como ele, ama programar videogames.

Depois disso, a vida de Billy nunca mais será a mesma.

Fortaleza Impossível é um livro de leitura rápida, com uma narrativa leve e repleta de aventuras. Um livro que faz rir e emociona.

Abordando temas como amizade, confiança, o amor, sonhos e outros dilemas acerca da adolescência, Jason Rekulak nos faz suspirar e ansiar por mais. Toda a magia dos videogames, computadores e música dos anos 80 deixa a trama ainda mais envolvente.

Após algumas tentativas sem conseguirem ter a revista de Vanna, um novo plano surge.

É quando Billy promete para Alf e Clark que conseguirá o código de segurança da loja do pai de Mary.

Billy passa tardes nos fundos da loja produzindo o jogo eletrônico Fortaleza Impossível junto com Mary. Eles pretendem inscrever o jogo no Concurso Anual dos Jovens Programadores.

Billy ou Will, como Mary o chama, está apaixonado pela mesma.

Ele trairia a confiança dela para conseguir a código de segurança da loja?

Billy escolherá Mary ou os amigos?

A trama vai avançando, reviravoltas impensáveis acontecem e dilemas precisam ser resolvidos.

Billy e os amigos terão a playboy de Vanna White nas mãos?

Ele e Mary ganharão o tão esperado prêmio por Fortaleza Impossível?

Eles podem ter um futuro juntos?

Eu amei cada página de Fortaleza Impossível.

Na vida, nem sempre ganhamos. Mas não podemos desistir. É essa a mensagem deixada pelo autor.

Fortaleza Impossível é mais do que uma declaração de amor aos anos 80. É uma contagiante celebração do amor e aventuras adolescentes. Aqui, o espírito nerd não morre.

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Marriete 21/11/2017

Fortaleza Impossível ? Resenha Autor: Jason Rekulak Editora: Arqueiro ISBN: 9788580417487 Pág: 269
Billy é um nerd de 14 anos fissurado em programação, videogame e Vanna White, uma famosa apresentadora de TV. Tudo ia perfeitamente bem quando na primavera de 1987, fotos de Vanna White nua são veiculas pela Playboy. Então, Billy e seus amigos Alf e Clark enlouquecem, decidindo que precisam dessas fotos. Mas garotos de 14 anos não podem comprar revistas que estampam mulheres nuas em suas páginas, eles bolam um plano para roubar a revista e é a partir desse momento que as coisas desandam.

 

No meio dessa aventura, Billy conhece Mary, uma garota tão nerd quanto ele e que também tem a programação como paixão. Billy abre para Mary seus projetos de programação e começam a trabalhar juntos. Eles programam utilizando o Commodore 64, o famoso computador doméstico mas que poderá sucumbir perante o PS/2, que tem uma tecnologia mais avançada e não por acaso é o prêmio de um concurso que os dois pretendem participar.

 

Billy se aproximou da garota pelos motivos errados, mas, com o passar dos dias, a proximidade e a cumplicidade, seus sentimentos se modificam, colocando-o numa bela enrascada. Qual caminho escolher?

 

Fortaleza Impossível é um livro nostálgico que une minhas duas paixões: literatura e informática. Em 87 eu tinha apenas um ano, (exatamente em maio rs), mas poder ter uma breve visão do que era a programação naquela época é fantástico! O livro tem um enredo leve e divertido, sem deixar de ser sério. Fala muito mais do que somente sobre programação. O livro nos conta sobre como eram os jovens daquela época, suas motivações, dúvidas e transgressões.

 

A leitura é saborosa! Livro de cabeceira com certeza!

 

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Jéssika @saymybook 19/11/2017

"Um trio de garotos esquisitos e uma nerd brilhante que esconde um grande segredo.
Um inesperado romance que surge em meio a computadores e disquetes.
Um ousado e perigoso assalto para roubar a edição de maio de 1987 da revista Playboy, com imagens escandalosas de uma famosa apresentadora de TV." .

Não gosto de usar sinopses prontas, mas essa que está nas costas do livro ficou tão simples e resumiu de uma forma tão perfeita que não resisti. .

Fortaleza impossível foi uma leitura meio gostei/não gostei pra mim... Eu desejava muuuito esse livro mas esperava algo diferente. .

Expectativa: muitas referências aos anos 80; grupo de amigos simpáticos e engraçadinhos; mergulhar no jogo do livro. .

Realidade: pouquíssimas referências; um trio de amigos imaturos, com piadas ofensivas e sem filtro de noção; tem mais uma descrição das idéias pro jogo e não tanto a imersão da leitura nele. .

Não foi bem um livro que amei, foi bom. Os personagens não me cativaram e fiquei muito incomodada com a construção da história, com alguns pontos sem moral e as piadinhas ofensivas; não importa o ano que o livro se passa, caráter não tem idade. A leitura flui muito rápido, ao mesmo tempo que os personagens apresentam planos super sem noção, você sabe que vai dar errado mas quer ler até o fim. .

É um livro juvenil pra passar o tempo, uma leitura que não aprofunda nem nas referências, nem no romance, nem nos assuntos que aborda. Não que isso seja ruim, quero dizer que é um livro pra se ler em uma tarde e não é do tipo YA clichê. É uma dica diferente pra quem quer algo leve e rápido. .

PS: o jogo apresentado no livro também foi desenvolvido pra quem quiser jogar no site do autor, achei bem legal!

site: www.instagram.com/saymybook
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Dani 18/11/2017

Livros & Café
Eu gosto muito de tudo que esteja relacionado aos anos 80 e quando li a sinopse de Fortaleza Impossível, me peguei desejando muito ler o livro. O problema aqui é que ele não é tudo aquilo que pensei que fosse.

A obra gira em torno de Billy e seus amigos, Clark e Alf. Os garotos estão obcecados com a perspectiva de obter a nova edição da revista Playboy. Eles tentam de tudo para conseguir a revista, só que, nada acontece do jeito que eles planejam. Sem saber como farão para comprar a revista, eles bolam um plano para invadir a loja que vende a Playboy e pegá-la. Para isso, Billy precisa se aproximar da filha do dono da loja, Mary. No primeiro encontro entre os dois, eles logo descobrem que sentem uma paixão em comum com programação de jogos para computadores.

Fortaleza Impossível possui um enredo bem legal. Quem é fã de jogos vão se envolver muito bem com a narrativa. Gostei do Billy. Ele é um garoto bem legal, que ama jogos de computadores e programá-los. Quando ele se junta com Mary, as coisas ficam ainda mais legais. Esses momentos deles dois foi o que mais gostei no livro.

Contudo, apesar da personalidade do personagem, uma coisa me incomodou no livro: os amigos de Billy e os diálogos deles. Clark e Alf são preconceituosos, e acabam falando muita besteira durante a narrativa. Quando Billy começa a amizade com Mary, seus amigos não deixam de expressar o fato de a garota ser gorda; como se isso fosse um grande problema. Além disso, como seus amigos sempre ficam pressionando o garoto, Billy acaba sendo bem infantil em alguns momentos. Como se precisasse fazer isso apenas para ser aceito pelos amigos e mostrar ser alguém que ele não é.

Em suma, Fortaleza Impossível é uma leitura agradável, porém esperava mais do livro. Eu pensei que o livro seria uma coisa, no entanto, ele me mostrou algo completamente diferente. É melhor você ler e tirar suas próprias conclusões.
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LOHS 12/11/2017

Romance fofo, divertido e nerd dos anos 80
Já faz algum tempo que tem havido uma tendência - na moda, na cultura pop e na vida - no estilo de “ode aos anos 80”. Fortaleza Impossível, o primeiro romance de Jason Rekulak, faz parte desse movimento que gosta de homenagear e demonstrar todas as maravilhas da década de 1980.

Devo confessar que não vivi nos anos 80 e não faço ideia de porque as pessoas acham que tudo era tão incrível. Mas Fortaleza Impossível logo chamou minha atenção pela questão nerd da história. Confesso aqui que nunca resisto a um livro que coloca um protagonista nerd. É fato! (Hahahaha)
No fim, desejei tanto conhecer essa história que recebi o e-book em parceria com a editora, e depois ainda acabei ganhando um exemplar do livro físico no último Encontro com Livreiros que compareci.

O livro se passa em 1987, apresentando o jovem Billy Marvin, com 14 anos, que mora em Nova Jersey. Ele é um garoto que não consegue prestar muita atenção às aulas, principalmente porque passa as noites em claro fazendo o que mais ama: criando videogames em seu computador.
Embora sua mãe viva pegando no seu pé por conta das notas baixas, Billy não consegue parar de ler sobre programação de computadores e criar diferentes jogos.

A vida normal de Billy começa a mudar quando a Playboy publica fotos de Vanna White, uma das mais famosas apresentadoras de TV do momento. Billy e seus melhores amigos, Alf e Clark, são completamente fascinados por ela e decidem conseguir essa revista de alguma forma, mas todos os planos que eles tentaram seguir não dão certo. Veja bem, no Estados Unidos é proibido a venda de revistas Playboy para menores de 18 anos. E lá eles seguem a lei à risca. Então, os três garotos de 14 anos nunca conseguiriam comprar a revista normalmente.

Isso até Tyler Bell, o estudante mais velho e com uma fama não tão boa assim, entrar em cena. Tyler ensina aos garotos o plano perfeito: eles vão invadir a única loja de conveniência da cidade, do Sal Zelinsky, para “comprar” as revistas sem serem impedidos. Embora Tyler tenha um plano bom, ele logo avisa que sem o código de segurança da loja, o alarme irá tocar e a polícia chegaria para levar todos presos.

É assim que todos decidem que alguém deveria seduzir a jovem Mary Zelinsky, filha de Sal Zelinsky, para conseguir o código do alarme e colocar o plano em andamento. Billy se oferece para o cargo sabendo que nunca vai conseguir o código do alarme, mas ele quer ter alguma desculpa para se aproximar de Mary, que é uma talentosa programadora de computador, assim como ele.

Tudo isso porque Billy descobre que haverá uma competição de videogames com ninguém menos que Fletcher Mulligan, dono da Digital Artists, como juiz. Billy gostaria muito de impressionar o homem que revolucionou os games, mas precisará da ajuda de Mary para resolver todos os bugs de Fortaleza Impossível - que é sem dúvidas o melhor videogame que ele já criou.

Enquanto os dois começam a programar o game Fortaleza Impossível para participar da competição, Billy percebe também que está tendo sentimentos por Mary, mas a garota vive enviando sinais contraditórios. Em meio a toda essa confusão, os melhores amigos de Billy começam a pressionar o garoto para conseguir o código para que possam enfim comprar a Playboy com as fotos de Vanna White.

A grande aventura de Billy tem uma forte pegada daqueles filmes de Sessão da Tarde: fofo, divertido e leve. Eu gostei da história e de como foi desenvolvida. O autor ainda nos surpreende no fim com algo realmente inesperado, mas totalmente crível.

O ponto negativo para mim foi uma questão bem pessoal. Isso porque o protagonista acabou me irritando em alguns momentos e isso sempre me tira um pouco do prazer da leitura. Mas, no demais, não tenho o que falar de ruim. A narrativa flui muito bem e em pouco tempo se termina o livro. A parte de diagramação também é incrível porque antes de cada capítulo se tem pedaços do código do jogo criado por Billy e Mary, o Fortaleza Impossível, que também serve como uma identificação de que ponto está na história.

Outra coisa incrível é que o autor, Jason Rekulak, pediu ajuda a alguns amigos e conseguiu criar o jogo do livro!!! E nós podemos jogar!!! Já devo dizer a vocês que é muito fácil de se jogar e também é um pouco viciante. Infelizmente, só cheguei ao nível 3 até agora, mas pretendo conseguir finalizar! Para quem tem interesse em conhecer o game Fortaleza Impossível, é só clicar aqui.

No fim, recomendo esse livro para todos aqueles que amam os anos 80, para quem curte um bom nerd programador de computadores que nem existem mais e para quem gosta daqueles filmes fofos da Sessão da Tarde.

Lembrando que o Top Comentarista deste mês estará sorteando um exemplar de Fortaleza Impossível!! Não deixe de participar!! ;)

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/11/fortaleza-impossivel.html
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Ciça 07/11/2017

Fortaleza Impossível
Will é um garoto de 14 anos que passa as noites com seus dois amigos, Clark e Alf, enquanto sua mãe sai para trabalhar eles só estão sendo garotos de 14 anos. Até que um dia Alf descobre "a coisa mais incrível que já vi", ou seja, Vanna White nua na playboy. E é assim que o livro começa, com uma pequena missão: Conseguir a nova edição da revista.

Obviamente, por serem menores de idade, eles não poderiam comprar a revista, então surgem várias ideias para conseguir a playboy. Eles chegam até a pedir para um cara maior de idade, mas ele assalta os meninos. Então a melhor solução que os mesmos encontram foi: Pegar a revista escondido e deixar o dinheiro no caixa.

E é assim que se inicia mais uma tentativa. Tentativa que, obviamente, dá completamente errada. Entretanto, é nessa tentativa que Will conhece Mary Zelinsky, a filha do dono da loja. Estaria tudo bem se ela fosse apenas isso, mas na verdade, Mary é uma garota incrível - que sofre bullying por seu peso - que entende tudo sobre programação assim como Will, mas francamente, ela entende até mais do que ele. Uma amizade vai surgindo no meio do "assalto" a loja, mas além dessa amizade, surge um concurso: Concurso Anual dos Jovens Programadores.

No dia em que conheceu Mary, ele voltara para casa apenas pensando em como participar do concurso. Olhou em todos os seus jogos e finalmente achou um que poderia ajuda-lo: Fortaleza Impossível. Infelizmente, o jogo estava tão lento que o mesmo não sabia o que fazer a tempo do concurso.

Só que enquanto Will estava preocupado com programação, Clark e Alf estavam preocupados em arranjar a revista playboy, fazer cópias dela e vender para os alunos do colégio. E é assim que surge um novo plano: Com a ajuda de Tyler, aluno mais velho da escola que já trabalhou na loja do pai de Mary, eles entrariam escondidos à noite na loja para pegarem a revista. Só que havia um problema: O código do alarme.

Will que já não se importava em ver Vanna White nua começou a ir contra esse plano, só que por não aguentar a zoação dos amigos, decidiu que iria participar de toda aquela situação. Assim então, ele decidiu ficar responsável em descobrir o código, logo, ele poderia passar mais tempo com Mary e os dois poderiam criar uma nova versão de Fortaleza Impossível, uma mais rápida e com design melhor.

Tudo estaria bem se não fosse pelo real motivo que de ele estar ali.

O que falar sobre Fortaleza Impossível que eu só li uma vez, mas já considero muito? De verdade, quando acabei a obra, só sabia fazer uma coisa: Amar ela um pouco mais e reclamar por Jason Rekulak não ter mais livros publicados, independentemente de ser em português ou não.

A história é leve, fluída e tem uma leitura muito fácil, o que não achem que seja um problema, é, de certa forma, o ideal para os assuntos que são tratados no livro. Jason não tem uma escrita densa e descritiva, ele só simplesmente fala o que tem que falar e ponto, mas por incrível que pareça, foi com essa forma que eu me senti muito mais nos anos 80.

Em um mundo cheio de programação, conhecemos toda a história pelo ponto de vista de Will. Seus medos, suas descobertas, suas decepções, suas notas a baixo da média, suas tentativas de conseguir uma revista, suas amizades, seus sentimentos e seu primeiro amor, são os focos principais de toda a trama.

[...]

Leia o resto no meu blog | As 365 Cores do Universo
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