Fortaleza Impossível

Fortaleza Impossível Jason Rekulak




Resenhas - Arqueiro


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Ellem - @colecionandoprimaveras 07/08/2017

Billy tem 14 anos e ama programar jogos de videogame. Ele faz uns jogos bem legais, mas seus dois melhores amigos, Alf e Clark, não estão nem aí, porque não entendem nada de programação.

Então, a revista Playboy publica umas fotos de Vanna White, uma famosa apresentadora de TV e os três meninos começam a arquitetar vários planos loucos e engraçados para conseguirem comprar a revista na única loja da cidade que tem pra vender.

Em uma dessas tentativas, Billy conhece Mary Zelinsky, a filha do dono da loja. Mary também tem 14 anos e é uma nerd brilhante e apaixonada por programação.

A partir de então, Billy e Mary começam a trabalhar juntos no jogo Fortaleza Impossível, para submetê-lo a um concurso super importante de videogames. E, entre disquetes, Commodore 64 e um fundo musical com "Todas as Suas Canções de Amor Favoritas dos Anos 80', começa a surgir um romance.

Porém, Mary é uma garota e é gorda, então, para que seus amigos não fiquem zoando, Billy faz com que eles pensem que o seu envolvimento com ela é apenas parte do plano para conseguir a Playboy. E, bem, é claro que isso não vai dar certo, né?!

Gente, esse livro é um amorzinho. Ele aborda o universo nerd adolescente dos anos 80, o que dá aquele clima nostálgico bem legal.

A história é narrada em primeira pessoa pelo Billy e a leitura flui super bem. Tem vários termos de programação e computação que eu não fazia nem ideia do que era, mas isso não atrapalhou em nada a leitura, pelo contrário, fez com que eu me sentisse mesmo dentro do mundo geek haha'

Os personagens são muito legais, engraçados e típicos adolescentes esquisitos haha', eu adorei a Mary, ela é bem diferentona das 'meninas normais'.

Mas o que eu mais amei mesmo foi o clima de anos 80 (pra quem não sabe, depois do século 19, os anos 80 são minha época favorita ❤). Eu passei a leitura toda ouvindo as músicas da playlist 'Todas as Suas Canções de Amor Favorita dos Anos 80'.

Mas lá pro final teve uma reviravolta que me deixou MUITO surpresa, mas não me agradou muito. Eu fiquei sem entender qual foi o objetivo daquilo na história haha'. Se tivesse seguido o clichê, eu com certeza teria amado muito mais.



site: https://www.instagram.com/p/BXbpI7agG5Z/?taken-by=colecionandoprimaveras
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Álex 09/10/2017

Bom, mas problemático.
Fortaleza Impossível é o meu primeiro contato com o autor. Como ainda não tinha visto ninguém comentando sobre ele ou sobre o livro, iniciei a leitura com expectativa zero, logo, me surpreendi. Gostei da narrativa rápida e direto ao ponto do autor, que, ao longo de todo o livro, constrói seus personagens e dá profundidade à trama. Ele não se prende a detalhes pequenos, nos levando direto à "ação".

Os personagens desse livro são profundos, são tridimensionais. Os protagonistas têm 14 anos, então pra mim, que sou um garoto, rolou muita identificação. Conforme eu ia lendo, via o Álex de 14 anos ali, o que foi bem legal. A dinâmica Billy-Clark-Alf é bem legal; é fácil se sentir parte desse grupo de amigos, se sentir abraçado. Uma coisa que me incomodou em 80% dos personagens é que eles são meio gordofóbicos/machistas. Eles têm uns discursos e certas atitudes que foram incômodas pra mim, que sou magro e homem. Enfim, não sei o que você aí, que tá lendo essa resenha, acredita que seja um problema, então vale o alerta.

O livro se passa na década de 80, logo, faz MUITA referências as coisas da época: filmes, jogos, costumes e, principalmente, MÚSICA! Ele tem uma vibe muito nostálgica que fez com que eu tivesse de recomeçar a leitura assim que finalizei. Muito bom mesmo!

A questão do jogo Fortaleza Impossível dentro da história é bem legal! O tempo todo a gente fica a fim de saber no que vai dar tudo isso, torcendo pra que Billy e Mary atinjam seus objetivos. Além disso, o jogo existe na vida real e é bem legal!

Fortaleza Impossível é um livro de leitura rápida, que nos transporta pra década de 80, junto a personagens simples e carismáticos.

site: http://www.umbookaholic.com/2017/10/fortaleza-impossivel.html
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mylena.suarez 22/09/2017

uma gostosa aventura chicklit
O livro conta a história de Billy Marvin e seus amigos Alf e Clark, garotos de familias batalhadoras que estão cheios de hormônios e são meio ETs na escola pela peculiaridades de cada um:
Billy : “ Eu era o aluno mais alto do nono ano, mas não o tipo certo de cara: cambaleava pelo colégio como um filhote de girafa, com minhas pernas esqueléticas
e meus braços desengonçados ,à espera de que o resto de minha figura encorpasse.”
Alf : “ Alf era mais baixo, mais gordo, mais suarento, e penava por ter o mesmo nome do alien mais popular da televisão.
Clark : “ Era alto, musculoso, de cabelos louros ondulados,olhos azuis -escuros e pele perfeita. (...) Clark nascera com os dedos da mão esquerda colados, formando uma espécie de pinça rosada de caranguejo. “

Com essas descrições já dá para imaginar que eles não eram muito populares na escola e dá para entender porque a fascinação para ter a revista Playboy com uma apresentadora de Tv famosa nas mãos. Como eles são menores de idade obviamente , ter a revista era um sonho distante mas nem por isso eles deixaram de tentar. Com vários planos infalíveis bem parecidos com aqueles do Cebolinha e do Cascão, eles só fazem uma besteira atrás da outra até que mais um plano é bolado e Billy se oferece para ajudar pois ele queria se aproximar da filha do dona da revistaria , Mary ,para descobrir informações para concretizar o plano.
Ao conhecer melhor Mary ,Billy já fica encantado pois ela tem um computador como o dele e sabe programar músicas com ele. Ela propõe que eles se inscrevam num concurso de criação de games para computador e eles acabam criando o game Fortaleza Impossível. Formada a parceria , Billy começa a agir como um agente duplo tanto querendo ficar com Mary como querendo ajudar os amigos.

O livro apesar de não ter uma divisão clara, tem dois momentos distintos . No início o escritor , apresenta todas as tramas dos garotos para conseguir a revista e num segundo momento depois do plano acima não ter dado certo ,apresenta um paralelo entre a história do game e o plano dos garotos para conseguir a redenção para Billy.

Eu adoro ler livros escritos por homens ,não sei se porque o universo dos livros que leio é dominado pelas mulheres e acho diferente a escrita masculina, mas sempre acho fascinante ver como o sexo oposto percebe determinados detalhes da vida de forma bem diferente de nós mulheres.

Em fortaleza Impossível, o autor não só lançou mão das descobertas e anseios de uma fase de mudanças sob um olhar e narrativa masculinos como construiu uma trama “ chiclete” divertida e cheia de elementos da minha época….Uma trama daquelas que te prende de tal forma que você não quer largar o livro.



Em 1987 ,ano em que se passa a trama eu tinha a mesma idade do personagem principal (Nem pense em me chamar de coroa, hein? hehehehehe …..) e tive a alegria de viver o início da era digital com todas as suas nuances assim como Billy, mas claro com a diferença básica de que ele era fascinado por computadores .

Enfim, embora a era dos computadores pessoais ainda estivesse fora do alcance nesta época da classe operária que era a minha , eu ouvia as músicas e via as séries citadas no livro. Então já dá para imaginar os momentos Ratatoulle que vivi lendo a trama. Ah ! Sem deixar de falar que eu tinha um colega que tinha um Comodore 64 , então para mim não foi estranho ouvir sobre essa máquina.
.
Mesmo com algumas ressalvas sobre uma situação que para mim meio que estragou o brilho do livro lá pelo final, gostei da aventura chicklit dos garotos. ( podia tirar o trecho completamente que não faria diferença na trama, foi algo desnecessário e não combinou com a história, sabe?). .Recomendo para aquela galera que gosta de programação ou que apenas quer relembrar os saudosos anos 80.

3,5/ 5 estrelas
Beijos,Myl





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geórgea 11/12/2017

Fortaleza Impossível
O ano é 1987. William Marvin ou apenas Billy, se você preferir, está no auge dos seus 14 anos. Ele vive na pequena cidade de Wetbridge, nos Estados Unidos. Assim como todos os jovens da sua geração, ele tem algumas peculiaridades. Billy é um nerd, apaixonado por programação e sonha em ser um grande programador de jogos. Juntamente com seus amigos, também nerds, Alf (gordinho e parecido com um ET) e Clark (que chama a atenção das garotas até elas olharem para a sua mão deformada), passam seus dias matando o tempo e fazendo tudo aquilo que garotos dessa idade fazem. Certo dia a revista Playboy do mês de maio publica fotos da musa desses garotos: Vanna White. A apresentadora do Roda da Fortuna está na capa. E é nesse momento que eles decidem tramar um plano para conseguir essa revista.

O trio cria a “Operação Vanna” e partem numa jornada atrás de alguém que os ajude. Acontece que o lugar que tem o seu objeto de desejo é guardado por Sal Zelinsky. Um homem sério e carrancudo que não deixa ninguém passá-lo para trás. Nessas inúmeras tentativas para concluírem seus planos. Billy conhecerá Mary Zelinsky, filha do dono da loja. Uma nerd como ele, gordinha e isolada. Com a desculpa de conseguir o código de acesso para a loja do pai, Billy se aproxima dela e uma grande amizade surge. Os dois passam a trabalhar no jogo que é um dos sonhos do jovem: “Fortaleza Impossível”. Juntos, eles passam semanas programando, compartilhando segredos e aprendendo um com outro. Dessa união pode nascer uma bela história, mas também podem surgir muitos problemas.

“E eis que acontecera. Após 14 anos de mau futebol, de basquete ruim, de notas deploráveis, e de fazer péssimas escolhas no quesito moda, após 14 anos sendo eu mesmo, eu não estava acostumado a elogios. Meu rosto ficou muito vermelho.”

Dentre diversos planos fracassados, segredos e computadores, embarcamos em uma aventura recheada de humor e juventude. Observamos um jovem dividido entre ajudar os amigos ou dedicar-se ao seu sonho. Billy passa seus dias com sua nova amiga programando o seu jogo, sob o olhar atento do seu pai e ouvindo um looping de uma seleção de músicas muito especiais. Será que eles vão conseguir concretizar o seu plano? Billy finalmente terminará o seu jogo? E qual o segredo que está escondido nessa história?

Minha Opinião

Esse livro é uma viagem ao passado. A cada entrada de capítulo temos códigos como se fosse uma programação. A capa e as referências encontradas dentro do livro servem para mergulharmos mais ainda nesse mundo. Toda o desenvolvimento nos lembra dos filmes dos anos 80. Por várias vezes tive lembranças do seriado Freaks and Geeks, que também conta com um trio de amigos nerds que me lembraram muito os desse livro. A referência a uma “fortaleza impossível” pode ser encontrada tanto no jogo, quanto para adentrar o local onde a revista se encontra e também no coração de alguém. Os capítulos são curtinhos e de muito bom humor.

Apesar de ser uma história bem diferente do que estou acostumada a ler, meio infantil e com um toque de romance, fiquei extremamente envolvida e tocada pelos seus personagens. Enquanto eu seguia minha leitura focada nos dilemas dos garotos e na aparição de Mary, nem percebi que o final escondia um grande segredo que me pegou completamente de surpresa. É claro que eu sentia que tinham peças faltando nessa trama, mas nunca imaginei que seria o que foi. Eu não estava preparada para esse plot.

Temos aqui uma narrativa doce, com toda a inocência encontrada no nosso primeiro amor. O livro tem aquele humor juvenil, mostrando a realidade do jovem da época. Com suas incertezas, erros e desejos. Todos estão com os hormônios à flor da pele, descobrindo o amor e o sexo. Algo que achei extremamente positivo nessa história foi a interação presente com as tecnologias existentes na época. Como os recursos tecnológicos eram extremamente limitados, acabamos tendo que esperar por respostas assim como os personagens.

Cada um dos garotos do trio possui algum defeito, algo que faz com que eles se sintam incomodados e deslocados no colégio. Billy se classifica como um desengonçado. Alto demais para a sua idade, sem jeito para os esportes e nem para os estudos. Sua paixão são os computadores. É neles que ele encontra conforto e uma válvula de escape para as dificuldades que passa em casa, com a mãe, e fora dela. Alf, o amigo mais exagerado do grupo, é constantemente comparado ao alienígena Alf, o ETeimoso. Por ser mais gordinho, baixinho e realmente lembrar esse ser. Enquanto Clark, mesmo sendo muito bonito e tendo porte, não faz sucesso com as garotas por possuir um defeito na mão, que faz com que ela pareça uma garra de um caranguejo.

Cada vez que eles sofrem algum tipo de ofensa, ficamos penalizados com a situação. Fato que acontece constantemente nas escolas de hoje e que não é algo exclusivo dos anos 80. Assim, percebemos, que não mudamos muito desde então. A aparência ainda conta muito, os mais fracos ainda são alvos de piada e aqueles que são mais tímidos ou deslocados ainda sofrem nas mãos dos outros. Isso nos leva a fazer uma reflexão sobre o quanto algumas atitudes negativas estão enraizadas nas nossas vidas.

“Eu era o aluno mais alto do nono ano, mas não o tipo certo de cara alto: cambaleava pelo colégio como um filhote de girafa, com minhas pernas esqueléticas e meus braços desengonçados, à espera de que o resto da minha figura encorpasse.”

Mary Zelinsky é muito inteligente, criativa e engraçada. Ela sempre supera as expectativas de Billy. Por ser muito isolada, ela dedica grande parte do seu tempo aos computadores e revela-se uma programadora muito superior a Billy. Isso, ao invés de gerar desconforto nele, acaba servindo como inspiração. Os dois se ajudam mutuamente, com suas paixões em comum. Unindo seus medos, dúvidas e incertezas.

Depois de um tempo a história fica parecida com todas as outras que encontramos por aí. O seu diferencial, são as referências aos anos 80 e termos tecnológicos. O mais interessante foi usar uma figura que realmente existiu, com um fato que realmente aconteceu, para dar o foco central da história. Isso parece dar certa credibilidade ao que é exposto, formando assim uma mistura emocionante de bom humor e a aquela sensação doce de quando nos apaixonamos pela primeira vez. Viajamos no tempo com essa história que lembra aqueles filmes da sessão da tarde, que estamos tão acostumados, mas que acaba tendo diferenciais que dão o toque que faltava para prender o leitor.



site: http://resenhandosonhos.com/fortaleza-impossivel-jason-rekulak/
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Jean.Artacho 27/09/2017

Que livro fofo!
Esse livro não tem o objetivo de ser uma obra que estraçalha sua mente nem o leva a ter grandes questionamentos. Li em um dia, numa ida e volta de ônibus.
Mas eh tão divertido! Sério, da pra dar umas risadas boas.

Billy, Alf e Clark são três amigos que dividem uma nerdice gigante, além de um empenho maior ainda de ver (só ver) partes íntimas de garotas. Até que um dia, uma grande estrela da TV faz fotos para a Playboy, e o trio se vê diante de planos mirabolantes para comprar a revista do único estabelecimento a comercializar, a loja do rabugento Sr. Zelinsky.

No meio disso, Billy conhece Mary, filha do Sr. Zelinsky. Acabam ficando amigos e traçam um objetivo: fazer um jogo de computador para concorrer num concurso de programadores amadores.

Li sem pretensão alguma, e me surpreendi. Prepare-se para muitas referências aos anos 80, e pra quem já leu os primeiros livros do Stephen King, irá sentir certa semelhança na escrita.
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Beta Oliveira 10/10/2017

A obsessão de três amigos pela Playboy de uma famosa apresentadora de TV é o mote para embarcar no túnel do tempo, mas não esperava a sequência de “como”, quê?”, “hein?”, “eita!”, “peraí” tudo ao mesmo tempo! E um livro que cita Phil Collins é pra respeitar! Só não dei nota máxima, porque fiquei um pouco perdida na parte técnica que ele cita da programação de computador, mais falha minha (admito) que do livro. Mas a leitura compensa muito.

O texto completo está no Literatura de Mulherzinha:

site: http://livroaguacomacucar.blogspot.com.br/2017/10/cap-1396-fortaleza-impossivel-jason.html
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Junior.Silva 23/10/2017

Resenha: Fortaleza Impossível – Jason Rekulak
Hoje é dia de voltar aos anos 80, uma excelente época para ser retratada em livros, filmes e séries, com milhares de fãs, e conhecer três jovens nerds que se aventuram para roubar uma edição da revista playboy de 1987, com a apresentadora Vanna White, a queridinha da America naquela época. Na apresentação do livro podemos esperar uma história leve, engraçada, emocionante e totalmente nostálgica, mas na realidade só encontramos uma história cheia de polêmicas, um enredo cansativo e, em algumas partes, bem forçado e confuso, mas a história tem seus méritos.

No romance de estreia de Jason Rekulak, tecnicamente o autor seguiu bem a cartilha pra prender o leitor: capítulos curtos, boa apresentação, personagens interessantes… o problema começa justamente nessa primeira etapa da história, quando você começa a ler cheio de vontade a história não se desenvolve, com três adolescentes inventando mil coisas para comprar, acredite, uma revista playboy de 4 dólares. Dando um crédito à licença poética, continuamos a leitura e os personagens vão ganhando seu espaço, criando um plano bem mirabolante que servirá de base para todo o desenvolvimento do restante da história.

Curiosamente o livro vem causando polêmica na blogosfera literária, já que em diversos momentos os personagens adolescentes são extremamente preconceituosos. Confesso que fiquei incomodado em alguns momentos, apesar de saber que na década de 80 não havia muito pudor para comportamentos como esse. Onde o agressor falava qualquer coisa livremente e a vítima se comportava como culpada pelo preconceito alheio. Porém, se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos anos é que ao resgatar algo tão nostálgico como a década de 80, o autor deveria preservar o que realmente valeu a pena. Comportamentos como vimos nos personagens do livro não precisavam ter sido incorporados tão gratuitamente, sem um propósito evidente.

O autor tem potencial para cativar os leitores, mas nessa estreia ficou devendo. Se inicialmente a coisa demorou a andar, o final foi um tsunami de acontecimentos, com desenvolvimentos corridos, previsíveis e meio sem sentido, entrelaçando uma série de novas histórias que deram mais a sensação de estarem ali só para causar um efeito “caramba, que surpresa!”, mas na verdade a única sensação que conseguiu foi “jura que você fez isso?”.

O grande mérito está na criação, por Rekulak, para o nosso mundo real, do jogo Fortaleza Impossível, você inclusive pode acessá-lo e jogar acessando o site do autor.

O livro tinha tudo pra ser uma viagem incrível e fazer com que o autor marcasse um golaço na sua primeira publicação, mas acabou sendo apenas decepcionante e previsível. De toda forma, é importante destacar que essa é uma impressão pessoal minha e se você quer relembrar (ou conhecer) todo o universo dos anos 80, esse livro pode valer a pena e a sua opinião do livro pode ser outra.

site: http://leitorcompulsivo.com.br
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Jéssika @saymybook 19/11/2017

"Um trio de garotos esquisitos e uma nerd brilhante que esconde um grande segredo.
Um inesperado romance que surge em meio a computadores e disquetes.
Um ousado e perigoso assalto para roubar a edição de maio de 1987 da revista Playboy, com imagens escandalosas de uma famosa apresentadora de TV." .

Não gosto de usar sinopses prontas, mas essa que está nas costas do livro ficou tão simples e resumiu de uma forma tão perfeita que não resisti. .

Fortaleza impossível foi uma leitura meio gostei/não gostei pra mim... Eu desejava muuuito esse livro mas esperava algo diferente. .

Expectativa: muitas referências aos anos 80; grupo de amigos simpáticos e engraçadinhos; mergulhar no jogo do livro. .

Realidade: pouquíssimas referências; um trio de amigos imaturos, com piadas ofensivas e sem filtro de noção; tem mais uma descrição das idéias pro jogo e não tanto a imersão da leitura nele. .

Não foi bem um livro que amei, foi bom. Os personagens não me cativaram e fiquei muito incomodada com a construção da história, com alguns pontos sem moral e as piadinhas ofensivas; não importa o ano que o livro se passa, caráter não tem idade. A leitura flui muito rápido, ao mesmo tempo que os personagens apresentam planos super sem noção, você sabe que vai dar errado mas quer ler até o fim. .

É um livro juvenil pra passar o tempo, uma leitura que não aprofunda nem nas referências, nem no romance, nem nos assuntos que aborda. Não que isso seja ruim, quero dizer que é um livro pra se ler em uma tarde e não é do tipo YA clichê. É uma dica diferente pra quem quer algo leve e rápido. .

PS: o jogo apresentado no livro também foi desenvolvido pra quem quiser jogar no site do autor, achei bem legal!

site: www.instagram.com/saymybook
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Camila Paulino 27/09/2017

Gostei muito!
A vida de Will já era complicada pelo fato de ser somente ele e sua mãe para cuidarem da casa. Além disso, o garoto não ia bem na escola, mas sempre nutriu um gosto peculiar em programar jogos para computadores e quando seus amigos Alf e Clark sugerem um plano para pegar a Playboy do mês que continha fotos da queridinha dos Estados Unidos, a sua vida muda de ponta cabeça.

Acontece que Alf estava mais interessado em ver as partes íntimas da apresentadora e planeja um assalto, só que não é bem assalto se você invade o estabelecimento de madrugada e deixa o dinheiro na caixa registradora, certo? A ideia era se tornar amiga da filha do dono da loja, mas as coisas saem terrivelmente errado e como tudo na vida, haverá consequências.

"O herói se arrastava pela tela com os guardas se esforçando para persegui-lo, como se estivessem meio atolados na lama. Jogar o jogo era como escutar um disco de 45 em 33 rpm: dava para entender o conceito básico, mas, passado um minuto, aquilo enlouquecia a gente."

A história é leve, fluida e muito divertida. Faz o leitor viajar no tempo em uma época onde nem todos tinham computadores em casa e os códigos de programação eram muito mais complexos do que atualmente. Will nos leva a uma dimensão totalmente inesperada e envolvente. O clássico que todo fã de jogos gostará de ler!

Will é um garoto que nunca teve muitas expectativas na vida, mas então Mary, a filha do Sr. Zelinsky, o proprietário da loja, aparece com uma proposta de uma competição entre os maiores gamers da época e então os dois começam a trabalhar juntos em um jogo revolucionário e original, mas o que ele dizia aos amigos é que estava conquistando a moça para conseguir a senha e assim ter passe livre para a Playboy.

"De repente tive vontade de estar a léguas de distância de Mary. Eu me senti idiota por ter tentado, e mais idiota ainda por ter mostrado a ela o jogo. Planet Will Software! Onde eu estava com a cabeça?"
Os capítulos começam com códigos de programações antigas, algo bem temático e de acordo com os cenários. O projeto gráfico que a editora arqueiro desempenhou está fantástico! Outro ponto legal também é que em alguns momentos Will conversa com o leitor, quebrando a quarta parede, o que me fez gostar ainda mais da obra.

Não posso deixar de parabenizar o autor pela riqueza de detalhes na obra! Esse é o tipo de livro que cativa fãs de todos os públicos e tem um apreço especial para a comunidade geek. Qualquer semelhança com Stranger Things é mera coincidência (bem pouca mesmo, quase nada). A história é bem original, pelo menos eu nunca li nada parecido e adorei viver essa aventura ao lado de Will e seus amigos.

"E eis o que acontecera. Após 14 anos de mau futebol, de basquete ruim, de notas deploráveis, e de fazer péssimas escolhas no quesito moda, após 14 anos sendo eu mesmo, eu não estava acostumado a elogios."

Por falar em amigos, Clark e Alf são os amigos que todo garoto solitário sonha em ter! Eles são muito unidos e topam qualquer parada pelo bem da amizade. Foi muito sensível e interessante da parte do autor destacar esses laços e atenuar a importância da família também. Mas sou suspeita para falar, pois adoro livros juvenis.

Recomendo a obra a todos que se consideram geeks, ou que gostariam de ser, pois essa obra vai mudar a sua vida com certeza!



"Eu não sei onde ela arranjava aquela segurança. Era como dizer: a gente não precisa aprender todo o mandarim chinês; só precisa aprender o suficiente para traduzir o Discurso de Gettysburg. Mary tendia a acreditar que tudo era possível desde que a gente de dispusesse a tentar."

site: http://leiturize-se.blogspot.com.br/
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Galáxia de Ideias 11/01/2018

Uma viagem nostálgica ao passado

2017 definitivamente foi o ano nostalgia anos 80. Tivemos várias pérolas como a série Stranger Things, o remake muito bem produzido de It, e ainda no finalzinho do ano a Netflix nos presenteou com a espetacular série Dark. Não tinha timing melhor do que esse para Fortaleza do impossível ter sido lançado. Jason Rekulak nos leva a uma viagem gostosa ao passado despertando sensações de reconhecimento e familiaridade, principalmente para a galera que foi jovem entre final dos anos 80 e início dos 90. Apesar de ter apreciado e vivenciado essa neblina nostálgica, o autor pecou em alguns aspectos que considero importante, principalmente quando um livro é destinado ao público juvenil.


"Mas foi então que playboy publicou as fotos da apresentadora da Roda da Fortuno, Vanna White, por quem me apaixonei perdidamente, e tudo começou a mudar."


Em Fortaleza Impossível acompanhamos a história de três amigos de 14 anos tímidos, levemente excluídos e que não namoram, mas são obcecados pelo sexo feminino. O desejo dos garotos é tanto que eles alugam a mesma fita de filme toda semana somente para assistir 10 segundos de nudez. A maior musa do trio é Vanna White, apresentadora gata do programa Roda da Fortuna. A história realmente começa quando descobrem que ela posou nua para Playboy mudando totalmente suas vidas. O grande problema é que eles são menores de idade, e como tal, ninguém os venderia a revista, e assim, começa uma sucessão de planos para adquirirem um exemplar.


"– Mas dessa vez é diferente. Não tenho nem computador. [...]– Está bem – declarou Zelinsky. – Você pode usar o showroom. Mas isso não muda nada. [...]E foi assim, sem mais nem menos, que voltamos à atividade."


Após vários planos fracassados, os garotos encontram auxílio em um garoto mais velho que bola um plano no qual é necessário que um deles deve conquistar Mary, a filha do dono da loja na qual vende a revista. Billy fica encarregado da tarefa, o jovem só não contava que Mary compartilhasse da mesma paixão que ele: programação. Todas as tardes os dois se encontram na loja e produzem o jogo Fortaleza Impossível, e aos poucos, o foco de Billy muda, e conseguir a revista para seus amigos já não é sua prioridade. Mas após acontecimentos inesperados, os amigos tomam uma atitude desesperada que faz com que Billy possa perder tudo aquilo que lutou para conquistar.

Assim que finalizei a leitura de Fortaleza Impossível fiquei pensando no quanto Jason Rekulak foi bem sucedido no quesito prender o leitor no enredo. Sério, é surreal o quanto mesmo discordando das atitudes dos personagens o enredo foi intrigante ao ponto de não fazer o leitor parar. Grande parte desse sucesso se deve ao fato dos personagens serem envolventes e coerentes com aquilo que foram propostos a fazer.

O trio de amigos são como a maior parte de garotos de 14 anos. Cheios de hormônios, fazem piadas sujas, comem muita besteira e falam muita besteira. Esses atributos acompanhados dos anos 80 foi sensacional. Billy é o que ganha mais destaque e também o personagem que teve maior crescimento ao longo da estória (e nem foi tanto assim, mas está valendo). Ele mora sozinho com sua mãe que trabalha a noite deixando-o sempre sozinho, então, sua casa vira o point dos garotos. O sonho dele é ser um grande programador de jogos, coisa extremamente difícil e para poucos. Grande parte de seu crescimento pessoal se deve a convivência junto de Mary, que de fato é uma ampla dose de girl power na história.

Mary sofre bastante preconceito por ser acima do peso, e aí entramos nos pontos negativos do livro. Devo alertá-los que eles são de cunho pessoal, me incomodaram mas pode não incomodá-los. Pois bem, as atitudes e falas dos meninos são extremamente preconceituosas. Durante a leitura fiquei chocada com o disparate e falta de respeito que apresentam, no entanto, após a leitura percebi que isso era uma prática do passado. Os adolescentes colocavam apelidos maldosos uns nos outros, ofendiam-se, tomavam atitudes preconceituosas, mas não era considerado bullyng, era visto como algo normal, claro que não mudou meu ver sobre tais atitudes, só me fez refletir o quanto melhoramos nesse aspecto como humanidade. Acho justamente que essa foi a intenção do autor, ou prefiro pensar que foi, se me senti desconfortável com tais palavras é sinal de que minha consciência sobre preconceito e bullyng foi desperta. É algo a ser pensado não é mesmo?

Fora isso devo destacar que estava adorando o desenvolvimento do enredo, foi crescente e chega à um ápice, no entanto não gostei no ponto que cumina. Vejamos, em certo ponto os meninos fazem algo que tem consequências pesadas, só que o autor desvia desse foco no qual eles poderiam ter um aprendizado com suas ações indo em direção à um segredo revelado, tal segredo foi desnecessário e detonou essa aprendizagem que poderiam ter obtido. Senti que o autor criou o segredo de Mary somente para fazer com que o Billy se sentisse mal pelo que fez anulando totalmente a possibilidade de um verdadeiro arrependimento, dando assim espaço para um remorso. Pra mim foi um erro essa escolha (mais uma vez, minha opinião).

Mas deixando de lado os aspectos negativos, o ponto alto da trama é sem dúvida a ambientação dos anos 80. Me peguei lembrando dos momentos em que jogava vídeo game com meu irmão e assoprava a fita quando não pegava (sabiam que isso nunca resolveu? Muito pelo contrário só oxidava o interior devido a saliva. Bizarro não, mas funcionava!). Ou quando saia da escola e ia a locadoras alugar fitas. Ou das tardes que perdia com meu irmão nas lojas de Games Online. Pura nostalgia, o autor trouxe com grande veracidade essa época encantando a cada página. Além disso, para aqueles que gostam e desejam, Fortaleza impossível, o jogo que eles criam, foi desenvolvido e vocês podem se divertir jogando-o.

A edição física do livro é um elogio a parte. A editora arqueiro arrasou no quesito referência. A capa trás uma interpretação do jogo com cores fortes e que despertam visualmente a curiosidade de todos que veem. Internamente não deixa a desejar, cada começo de capítulo trás um código de programação e o título todo pixelizado. Um verdadeiro charme a parte.

Enfim, esse livro é o tipo que deve dividir opiniões, ou você amará, ou odiará. Eu particularmente tive uma experiência positiva e recomendo para aqueles que gostam da temática, mas alerto, não é o tipo de livro que agrade a todos.

site: http://www.rillismo.com/2018/01/resenha-fortaleza-impossivel-por-jason.html
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Fefa 07/08/2017

Resenha do Blog Lendo e Esmaltando
Fortaleza Impossível conta a história de Billy Marvin, um pequeno nerd de 14 anos. Ele e seus melhores amigos Alf e Clark estão sempre juntos comendo guloseimas, assistindo o mesmo filme e conversando sobre músicas e filmes. A mãe de Billy trabalha de madrugada e como ele sempre fica sozinho, o garoto vira as noites programando jogos de videogame em seu computador.

A vida dos três adolescentes começa a mudar quando a Playboy publica a edição da Vanna White, uma famosa apresentadora de TV. Como os meninos são menores de 18 anos, não possuem autorização para comprar e então decidem bolar um plano para conseguir botar as mãos na famosa revista. Em meio a criação desse plano Biily conhece Mary Zelinsky, igualmente nerd e programadora de videogames.

Uma aventura juvenil que relembra as glórias da década de oitenta. Eu não nasci nessa época, mas meu irmão sim e por tudo o que ele fala eu tenho certeza que era uma época gloriosa e que deixou muitas memórias. Foi uma prazer ter uma percepção melhor de como tudo funcionava na época, um deslumbre dos costumes e do avanço tecnológico.

O livro é bem juvenil, então não espere comportamentos maduros. O enredo gira basicamente em torno dos amigos criando planos e mais planos para ter acesso a revista da Vanna White e na amizade entre Billy e Mary.

A narrativa do Jason Rekulak é maravilhosa, e eu que não me considero uma fã do gênero, consegui terminar a leitura em um tempo recorde, foi uma leitura muito deliciosa e preciosa. Fui perfeitamente inserida em 1987 e me peguei curiosa em descobrir mais coisas da época. O livro tem muitas menções a músicas e filmes, o que eu achei muito legal. Biily, Alf e Clark são os típicos adolescentes de 80 e eu me diverti muito com eles.

Mary foi uma personagem surpreendente, aos poucos ela foi me conquistando e no final se tornou minha personagem preferida do livro. Eu entendi todo o sentimentalismo que ele carregava e o final foi incrível, fiquei chocada com a reviravolta criada pelo autor.

Esse não é um livro apenas sobre jogos, não espere encontrar isso. Acho que Fortaleza Impossível é, acima de tudo, um livro sobre amizade, amor e amadurecimento. É um livro que remonta a década de 80, então se você nasceu por aí, vai se sentir bem saudoso. É um enredo juvenil, tenham isso em mente, as atitudes dos personagens podem lhe parecer idiotas ou bobas, mas lembre-se que eles são adolescentes e que jovens são exatamente assim, imprudentes e as vezes irracionais.

Enfim, gostei dos personagens e da ambientação do enredo, mas principalmente amei a narrativa que prende o leitor do começo ao fim, assim como amei a reviravolta no final do livro. Recomendo muito para quem adora uma aventura juvenil e também para quem morre de saudade dos anos 80/90.

Eu tive acesso a prova do livro, portanto não li a versão final, mas já posso dizer que a diagramação proposta esta incrível e todo capítulo se inicia com referências a programação. A capa é maneira e não faz referência ao enredo em si, mas ao jogo criado por Billy e Mary.

site: http://lendoeesmaltando.com
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Aline|@Meninatecária 05/09/2017

Um livro sobre amizade, primeiras escolhas, diversas inteligências e amor, inclusive o amor pelos anos 1980.
"Olhei-a nos olhos, para que visse que eu estava dizendo a verdade; fiz força para que acreditasse em mim. A Fortaleza Impossível era verdade. A Radical Planet era verdade. Tudo o que eu sentia por Mary era verdade." - pág 235

O ano é 1987, Billy, Clark e Alf são garotos na faixa dos 14 e 15 anos, apaixonados por jogos de computador (a super novidade da época), musicas, filmes e programas de TV, completamente nerds e felizes. Billy é filho de mãe solteira e passa a maior parte do seu tempo sozinho em casa programando seus próprios jogos de computador feitos a 8-bits, mas ele vem apresentando sérios problemas na escola por não acompanhar a sua turma, o que acabará apresentando sérios problemas ao garoto.

Outro entretenimento que era auge naquela época era a revista Playboy, que acaba publicando fotos escandalosas de uma das apresentadoras de TV que o trio de nerds adora, Vanna White. Porém, por serem de menor e não possuírem amigos mais velhos para comprar a tão desejada revista, Billy, Clark e Alf planejam um "assalto" para conseguir a revista. Mas, até onde é um assalto se você pretende pagar pelo produto?

Contudo os garotos vão ter que conseguir se livrar de vários obstáculos para conseguir invadir a única loja da cidade que vende a Playboy, sendo eles: um policial; um cachorro escandaloso; atravessar dois prédios e conseguir o código de alarme da loja. É aí que entra na jogada a enigmática e super inteligente, Mary Zelinsky, filha do dono da loja que o trio quer invadir, e sobra para Billy a tarefa de conseguir o código do alarme. Porém, tudo começa a mudar a partir do primeiro contato de Billy com Mary.

Um livro sobre amizade, primeiras escolhas, diversas inteligências e amor, inclusive o amor pelos anos 1980.

Com uma escrita incrível, repleta de referências aos anos oitenta, Fortaleza Impossível é um prato cheio para quem morreu de amores por Os Goonies, ou por Stranger Things, vocês precisam ler esse livro, sério! Por mais que no meio do livro tenha muito assunto sobre computadores e programação eu não senti dificuldade na leitura. Enfim, vale a pena conferir esse livro!

site: https://www.instagram.com/meninatecaria/?hl=pt-br
CAMILA 05/09/2017minha estante
''Suponho que esta leitura, deva trazer novamente o passado bom que não se presencia mais no cotidiano". interessante livro!


Aline|@Meninatecária 13/09/2017minha estante
Sim! Arrasou na frase.


CAMILA 13/09/2017minha estante
Obrigada! Aline. Beijos!




Duda - @dudabooks 05/01/2018

#ResenhasDudaBooks | FORTALEZA IMPOSSÍVEL
No livro, somos apresentados Billy e seus amigos, Clark e Alf. Eles estão loucamente interessados em obter a mais nova edição da revista Playboy. Eles tentam de tudo para conseguirem a revista, só que seus planejamentos não saem como esperado.
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Com uma nova ideia em mente, eles irão invadir uma loja que vende a tal revista e pegá-la, mas para isso acontecer, Billy terá que se aproximar da filha do dono, Mary.
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Em um romance dos anos 80, Billy fará o possível para não revelar seus sentimentos irreconhecíveis por Mary e de conseguir efetuar o seu principal objetivo: Conseguir o código do alarme da loja.
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Com uma pegada Geek e retrô, Fortaleza Impossível será a sua leitura mais divertida e nem um pouco clichê.
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A história não foi tão interessante quanto eu pensei que seria. Em relação aos personagens, achei-os bem imaturos para suas respectivas idades. Mas apesar desta pequena falha, a leitura foi super leve.
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Recomendo para leitores de YA!
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Cheiro de Livro 14/08/2017

Fortaleza Impossível
Fui adolescente em um período pré mundo conectado, era um mundo vasto e analógico. Vi a chegada dos computadores, da internet e toda a modificação que eles causaram. “Fortaleza Impossível” fala desse momento em que os computadores começavam a chegar na vida das pessoas e, mesmo assim, o mundo ainda era analógico. A pequena aventura de Will, Clark, Alf e Mary é nostálgico e carrega todo o clima de clássicos como “Goonies” e “Uma noite de Aventuras”.

Jason Rekulak pega um trio de amigos adolescentes, um deles, Will, um nerd antes de ser nerd virar cool na década de 00, e os coloca diante de um desafio: a playboy da Vanna White. Para nós brasileiros pode não dizer nada o nome de Vanna White, mas nos EUA ela era a musa e, em 1987, a playboy era A fonte de fotos sensuais de mulheres. A revista não podia ser vendida por ninguém com menos de 18 anos, com isso o trio elabora um plano que mais se parece com os planos infalíveis do Cebolinha para conseguir a revista. Não, esse não é um livro sobre garotos querendo uma revista de mulher pelada. A parte do plano que cabe a Will, ele se oferece na verdade, é seduzir Mary. Will não quer seduzir Mary, Will, um programador em formação, quer é trocar seus conhecimentos de computação com ela, quer aperfeiçoar o seu jogo Fortaleza Impossível para concorrer a um prêmio.
Tudo no livro é nostalgia, o inicio dos capítulos com códigos em BASIC, as referencias aos jogos de texto, o desconhecimento da maioria das pessoas sobre computação, está tudo nas páginas. Tenho que admitir que cada vez que se falava em programação e jogos de computação dos primórdios eu lembrava do meu irmão e o seu TK-85 e de jogar Carmen Sandiego no meu super moderno 286. Em meio a tanto anos 1980 o que faz desse livro algo tão divertido é que esses adolescentes podem estar no mundo analógico mas seus sentimentos, confusões, brigas, amores, tudo é igual em qualquer época.

Vou dizer apenas que tem um segundo plano infalível que acho bem mais legal do que o da playboy, não falarei mais do que isso para evitar spoiler. É nesse momento do livro que surge uma reviravolta que causa bastante estranheza. Não chega a estragar a experiência como um todo, mas que é uma reviravolta estranha é. Mesmo assim recomendo a leitura, ainda mais para as crianças e adolescentes da década de 1980 mas não só para elas.

Ah, já ia esquecendo. Se você, como eu, quer ver como ficou o jogo do Will é só entrar aqui e se viciar. Estou lá tentando melhorar meu recorde! Venha

site: http://cheirodelivro.com/fortaleza-impossivel/
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Dani 18/11/2017

Livros & Café
Eu gosto muito de tudo que esteja relacionado aos anos 80 e quando li a sinopse de Fortaleza Impossível, me peguei desejando muito ler o livro. O problema aqui é que ele não é tudo aquilo que pensei que fosse.

A obra gira em torno de Billy e seus amigos, Clark e Alf. Os garotos estão obcecados com a perspectiva de obter a nova edição da revista Playboy. Eles tentam de tudo para conseguir a revista, só que, nada acontece do jeito que eles planejam. Sem saber como farão para comprar a revista, eles bolam um plano para invadir a loja que vende a Playboy e pegá-la. Para isso, Billy precisa se aproximar da filha do dono da loja, Mary. No primeiro encontro entre os dois, eles logo descobrem que sentem uma paixão em comum com programação de jogos para computadores.

Fortaleza Impossível possui um enredo bem legal. Quem é fã de jogos vão se envolver muito bem com a narrativa. Gostei do Billy. Ele é um garoto bem legal, que ama jogos de computadores e programá-los. Quando ele se junta com Mary, as coisas ficam ainda mais legais. Esses momentos deles dois foi o que mais gostei no livro.

Contudo, apesar da personalidade do personagem, uma coisa me incomodou no livro: os amigos de Billy e os diálogos deles. Clark e Alf são preconceituosos, e acabam falando muita besteira durante a narrativa. Quando Billy começa a amizade com Mary, seus amigos não deixam de expressar o fato de a garota ser gorda; como se isso fosse um grande problema. Além disso, como seus amigos sempre ficam pressionando o garoto, Billy acaba sendo bem infantil em alguns momentos. Como se precisasse fazer isso apenas para ser aceito pelos amigos e mostrar ser alguém que ele não é.

Em suma, Fortaleza Impossível é uma leitura agradável, porém esperava mais do livro. Eu pensei que o livro seria uma coisa, no entanto, ele me mostrou algo completamente diferente. É melhor você ler e tirar suas próprias conclusões.
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