Maria e o Caso das Gravuras Desaparecidas

Maria e o Caso das Gravuras Desaparecidas Paula Brackston




Resenhas - Maria e o Caso das Gravuras Deparecidas


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Kari 18/10/2017

Quem me conhece sabe que AMOOOOOOO contos clássicos e mais ainda os modernos que são recontados para os dias atuais.

Quem aí não conhece a tão famosa e clássica história dos Irmãos Grimm sobre João e Maria? Na história clássica os irmãos são atraídos para uma casa maravilhosa feita de doces onde mora uma bruxa horrenda que se alimenta de crianças. Para essa mesma história já li muitas versões, desde as mais lindas e com finais felizes a umas com finais macabros e assustadores. Bom.. Sem fugir do assunto.. Levando em conta o conto clássico conhecido pela maioria, o que Paula Brackston nos traz é a vida dos irmãos na fase adulta.

Maria cresce e aparece tornando-se uma detetive famosa e se envolve no caso das gravuras desaparecidas as mesmas são do pintor Albert Durer. Mas, mesmo com toda sua vocação e destreza em sua área ela encontra muitos obstáculos no decorrer de sua investigação que não está sendo nada fácil. Mesmo assim, Maria é dedicada e não desiste fácil.. O caso oferece uma enorme recompensa, então ela e seu irmão João vão em busca dos mistérios que envolvem esse desaparecimento. Eles vão rumo a uma cidade bastante incomum onde as pessoas são bem vestidas e charmosas e o lugar está bem cheio devido a um festival gastronômico, que aliás deixa João bem interessado, pois ele parece amar comida.. rsrs

A pessoa que os recebe na cidade é peculiar aos olhos e parece astuto e logo Maria percebe que tem muito por detrás do desaparecimento das gravuras; mas não é somente isso, tudo na cidade parece maravilhoso demais, perfeito demais a ponto de despertar em Maria que algo está errado com a cidade.

A história é encantadora como deveria e com uma narrativa fluida e inteligente nos trazendo humor e mistérios. Quem espera um conto bobinho e sem sal, engana-se, aqui encontramos humor, encontramos ironia, ação e muito mistério. Além de João e Maria também temos uma aparição de outro personagem importante dos clássicos.

Um toque muito importante que tenho que dar a vocês - Nada é o que parece! As aparências podem enganar totalmente. Um dos pontos altos de todo conto moderno é encontrar nele características que nos remetem ao próprio dia a dia, por mais que parece que possa ser impossível isso é bem real! Quem está acostumado com esse tipo de leitura sabe bem do que estou falando.

Maria se torna uma mulher destemida, forte e voraz em seus propósitos e seu irmão parece que vê nela seu porto seguro, uma espécie de mãe talvez, e isso também faz-nos refletir devido a história de vida de ambos e como pais fazem falta. Mas ele não é apenas o irmãozinho que Maria cuida.. Ele é enorme e protetor e mexe com Maria para ver! O mais importante que aprendemos sempre que não basta ter a determinação apenas de Maria para enfrentar problemas e situações perigosas, mas como diz o ditado: "a união faz a força".

Paula Brackston é uma autora completa que simplesmente nos traz muito mais do que poderíamos esperar de uma obra que talvez para muitos possa parecer boba ou infantil, na verdade ela acrescenta tanto que de certa maneira fico tão encantada com sua escrita como já fiquei anteriormente. Isso apenas me mostrou o quanto ela é uma autora completa, não importa o tipo de história que escreva; já li outra história da autora e amei.. Agora virei fã!

"O FIM, E MESMO ASSIM
TAMBÉM O COMEÇO."

Super Recomendo!

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filipepenasso 19/08/2017

Fantástico!
Ótima oportunidade para ler uma sátira de P. J. Brackston que reverencia um dos contos mais famosos dos irmãos Grimm: João e Maria. Nesse caso, a menina se torna a melhor detetive de seu país e é acionada para resolver um mistério que se refere ao desaparecimento de gravuras valiosas. O livro cativa os leitores por seus personagens marcantes e cenários bávaros que valem a pena ser conhecidos!

► Leia a resenha completa no site Pena Pensante.

site: www.penapensante.com.br
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Leh Golz 29/10/2017

Gostei, vale a pena
Quem nunca ouviu falar dos contos dos Irmãos Grimm, e especificamente do de João e Maria? A história dos irmãos que ainda crianças foram atraídos por uma bruxa para uma casa feita de doces, já rendeu muitas releituras modernas, e Maria e o caso das gravuras desaparecidas, de P. J. Brackston faz referência a esse conto.

Nesse livro veremos os irmãos na fase adulta. Maria se tornou uma detetive particular muito conhecida e requisitada em seu país, e fora chamada à luxuosa cidade de Nuremberg para investigar o desaparecimento das gravuras de sapo de Albrecht Dürer, propriedade de Herr Dürer. João, que ainda mora junto com a irmã e tem uma grande atração pela culinária, embarca junto com ela para a tal cidade com o intuito de participar de um festival gastronômico. Ao chegar na cidade Maria já encontra algumas coisas erradas e levanta alguns suspeitos do roubo das gravuras. A irmã de João terá ainda muitas surpresas até o fim da investigação.

É natural que eu estivesse curiosa por esse livro, já que adoro livros que fazem referência aos contos dos Irmãos Grimm, ainda mais quando podem nos trazer situações reais do dia-a-dia. A obra de Brackston, apesar de possuir elementos fantasiosos, como duendes arrumadeiros e ratos falantes, toca em situações reais que tornam a leitura mais interessante. Apesar de Maria e João serem unidos, achei interessante a autora colocá-la como a "chefe de família" e a mais centrada dos dois. João chega até a irritar no começo, com seu modo meio infantil e suas bebedeiras. Porém, ele também se mostra um irmão protetor e prestativo. Outra coisa que a autora acrescentou, que talvez tire a inocência que o leitor ache que a leitura tenha, é a inserção de um bordel na trama. Um toque de realidade, misturado à fantasia que, obviamente não pode estar ausente, foi uma das coisas que me agradou na obra.

Outro ponto positivo é o humor presente. Para começar me diverti com João, que como já citei era meio infantil e até bobo às vezes. Maria, como toda mulher vaidosa, não resistia às tentações ao entrar em lojas de roupas e perucas. Sem falar que os dois irmãos possuem uma tendência a amar demais tudo que se refere a comida - também pudera, com um passado como o deles! Os personagens secundários que vão surgindo também rendem muitos momentos descontraídos. Nesse ponto gostei como a autora desenvolveu os diálogos e uma narrativa totalmente envolvente. Com certeza esse humor e algumas ironias deram um toque especial ao enredo.

"Até receber um adiantamento de seu cliente, ela não tinha dinheiro para fazer compras. Entretanto, assim que recebesse... bem, os deslumbrantes exemplares na vitrine da costureira já lhe haviam despertado o interesse." (p. 64)

Maria e o caso das gravuras desaparecidas é um livro juvenil que recomendo para quem gosta dos contos dos Irmãos Grimm. Por ser uma leitura mais leve e descontraída do que ligada fortemente ao mistério, achei que a investigação de Maria no caso não foi algo tão instigante. Porém, o livro cumpriu seu papel ao trazer uma referência ao conto de João e Maria e me divertiu com certeza. Vale a pena ter na estante. Em minha avaliação pessoal, só não recomendaria para um público infantil, por alguns motivos que já citei entre outras coisinhas!

site: https://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2017/10/resenha-maria-e-o-caso-das-gravuras.html
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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 17/11/2017

Resenha para o blog Pétalas de Liberdade
Primeiramente, quero destacar que esse não é um livro para crianças. A obra nos mostrará como estão João e Maria depois dos fatos acontecidos em sua infância (no conto clássico de "João e Maria"). O ano é 1776, na Baviera (Alemanha). Aos 35 anos, Maria é uma detetive que tem um mensageiro morto no tapete da sala. Ele veio lhe trazer uma mensagem do herdeiro do famoso pintor Albrecht Dürer, mas morreu pouco após cumprir sua missão. A mensagem era um pedido para que Maria fosse para Nuremberg investigar o desaparecimento de algumas gravuras de sapos, obras bem valiosas do pintor.

E é para lá que Maria vai, acompanhada de seu irmão João. Ela meio que tem que sair fugida de sua cidade, a pacata Gesternstadt (como se pronuncia isso, Brasil?!!!), pois um dos soldados da cidade tinha uma certa implicância com os modos não oficiais de Maria conduzir as investigações, e tendo um homem morrido na casa dela, certamente faria de tudo para atrapalhá-la. Será que Maria conseguiria desvendar o desaparecimento das gravuras? Leiam para descobrir.

"Maria e o caso das gravuras desaparecidas" pende mais para o lado do suspense policial do que para a fantasia, algo que eu não esperava. Na parte fantasiosa, temos duendes mal humorados e ratos falantes, mas poucas referências ao passado dos irmãos. Na parte da investigação, eu até tentei, mas não consegui desvendar o caso, as pistas eram muito sutis e só foram percebidas mesmo pelo Maria. Confesso que cheguei a duvidar da capacidade de investigadora da protagonista, visto que casos anteriores que comprovassem seu talento como detetive não eram comentados a fundo, mas no fim ela me surpreendeu. E é cada coisa que ela foi capaz de fazer, em cada lugar que foi se meter, que vocês não tem ideia!!! O fato é que rendeu cenas/confusões/enrascadas super engraçadas.
"Maria esfregou os olhos e sacudiu a cabeça, mas, quando olhou novamente, o rato continuava ali. Ainda olhando para ela. Será que estava enlouquecendo? Será que era isso que acontecia quando você se entregava à depravação? Será que a sanidade da pessoa se afrouxava da mesma forma que sua moral? Ela fez o máximo para permanecer calma, deixando que a irritação por ser perturbada e a vaidade abalada por causa do ataque à sua visão lhe oferecessem um pouco de bom senso." (página 85)
No início, estranhei ver os irmãos da forma como foram descritos, mas no decorrer dos capítulos fui me encantando por eles e pelos demais personagens. João era um rapaz glutão, não muito inteligente, que só pensava em comer, mas que tinha talento para a cozinha. Maria também gostava bastante de comer, mas não de cozinhar. Ela estava cansada da calmaria da cidade onde morava, então a ideia de ir para Nuremberg deixou-a super animada para estar no meio de uma sociedade mais refinada, nobre, e poder exercitar seu lado consumista e vaidoso.

O que Maria não esperava era encontrar seu crush em Nuremberg, ela tinha um certo interesse pelo General Ferdinand (que trabalhava para o rei), e durante a investigação acabaria conhecendo mais sobre ele. Há uma insinuação de um romance na obra, algo bem leve, mas é interessante ver esses sentimentos de uma mulher já mais adulta. Assim como foi interessante a ambientação no século dezoito: pude ter um vislumbre das roupas, comidas e costumes da Alemanha da época, claro que levando em conta que é uma obra de ficção. Gostei também de como a arte foi mostrada como capaz de tocar as pessoas.

A Editora Bertrand adaptou a capa original (apenas traduzindo as palavras), que é bonita, mas que acho que passa uma ideia de história mais infantil. As páginas são amareladas. A diagramação é simples, com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e achei bem bonita a letra que abria cada capítulo.

"Maria e o caso das gravuras desaparecidas" tem pouco mais de duzentas páginas, uma leitura rápida não só por isso, mas também pela escrita fluida da autora. Foi diferentes das minhas expectativas, mas eu gostei. Só acho que a trama poderia ter aprofundado mais o passado dos irmãos e os detalhes da investigação, mas como descobri que haverá outros volumes com mais casos para Maria solucinoar, talvez a trama se aprofunde mais.

Fica a minha recomendação de leitura para quem gosta de histórias de época com uma pontinha de fantasia, um mistério a ser investigado e personagens super divertidos que vão nos conquistando aos poucos.

site: https://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2017/09/resenha-livro-maria-e-o-caso-das.html
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