No Seu Pescoço

No Seu Pescoço Chimamanda Ngozi Adichie




Resenhas - No Seu Pescoço


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Lauraa Machado 03/10/2017

Emocionante
Há um tempo atrás eu percebi que escrever contos e escrever romance são duas coisas completamente diferentes. São talentos diferentes. Só porque uma pessoa sabe escrever romances maravilhosamente bem, não significa que ela também vai conseguir escrever contos. Pelo contrário, na verdade, já que dificilmente o mesmo autor é bom nas duas coisas. Deve ser por isso que agora estou com um pouco de receio de ler algum romance da Adichie.

Quer dizer, esse livro me deu bastante vontade de ler um livro maior dela, porque muitas vezes quis que ela continuasse contando da história de alguns personagens. Ou então quis que a história tivesse sido devagar, para eu poder ir aproveitando cada fase, como foi com o conto que dá nome ao livro. Mas é impossível negar a habilidade dela de escrever contos, como ela sabe criar um mundo inteiro em poucas linhas e uma complexidade para cada situação e cada personagem que costuma faltar em romances grandes.

É daí que vem meu receio, meu medo de que talvez ela seja melhor com contos do que com livros maiores. Mas já decidi que vou arriscar! Ela consegue escrever de um jeito quase delicado, mas forte e profundo, que é realmente emocionante. Esse foi um livro que eu comecei prometendo ler só o primeiro conto e só parei depois de terminar. Não esperava que ia me importar tanto com os personagens, que ia sentir tanto com suas histórias tristes e sofridas em alguns momentos.

Mas ele é maravilhoso, é impecável. E fico bem feliz de tê-lo ganhado de presente, porque talvez nunca chegasse a comprar sozinha!
Andréa Araújo 11/10/2017minha estante
Ai aue bom!!! Ja queria ler livros dela, acho que vou começar por esse!


Flá 21/10/2017minha estante
Meu primeiro contato com a autora foi em Hibisco Roxo e posso dizer que Chimamanda mantém muito o nível. Pra mima experiência foi até melhor pq ela tem mais espaço pra desenvolver temas que aparecem em No Seu Pescoço


helen pinho 04/01/2018minha estante
leia! pode ir sem medo ;)


Dida 17/01/2018minha estante
pode ir sem medo!! comecei pelos romances e me apaixonei completamente pela autora. São fantásticos!


Merielle 12/03/2018minha estante
Já tinha lido Americanah e Hibisco Roxo antes de ler este, e ainda prefiro os romances dela. São incríveis, dá vontede de morar neles.




Eveline 07/01/2021

No Seu Pescoço, de Chimamanda Ngozi Adichie
Era comum uma literatura mundial dominada, quase que exclusivamente, pelas produções de homens brancos, elitizados e pertencentes a países ditos soberanos. Sendo assim, os repertórios de leitura e visões de mundo por aqueles que tinham acesso aos livros eram construídos sob uma limitada realidade literária. Como prejuízo, os trabalhos que fugiam ao parâmetro dos brancos eram dados como inexistentes.

Ir de encontro e ganhar espaço em uma literatura colocada como tão restrita foi o que a Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie fez com os seus escritos. Uma escritora negra, mulher e natural do continente Africano, com títulos carregados de preconceitos, abalou as estruturas pré-estabelecidas e revolucionou com as temáticas abordadas em suas obras, as quais são, dentre tantas outras, sobre o machismo, imigração, violência, racismo, desigualdade de gênero, colonialismo, relações familiares.

No Seu Pescoço, um livro que compila 12 contos, Chimamanda coloca todos os temas acima dentro de múltiplas realidades cotidianas do povo Nigeriano. Esse livro foi publicado pela primeira vez em 2009 e hoje é um grande referencial da literatura africana. Essa obra conta com uma linguagem fluida, a qual colabora para que as histórias sejam devoradas rapidamente. Contudo, isso não acontece porque os enredos são simplórios, pelo contrário, damos de cara com personagens complexos e peculiares.

Os contos deste livro têm em comum o protagonismo por partes de mulheres negras e alguns têm a presença de um narrador em segunda pessoa do singular. A meu ver, tais marcas de escrita são essenciais para dar visibilidade a grupos historicamente preteridos e estabelecer um elo de proximidade entre a história narrada e o leitor. Nesse sentido, narrar usando o pronome ‘você’ é nitidamente uma invocação para o leitor se colocar no lugar do personagem e imaginar se todos os acontecimentos estivessem acometendo a si.

A potência das palavras da Chimamanda me tocou em todas as narrativas traçadas nos contos, mas o penúltimo me rasgou emocionalmente de uma forma bem mais pungente. “Amanhã é tarde demais” traz a vida de ‘Você’ e de seus familiares. A relação, já conflitante, da família se torna insuportável com a morte do ‘queridíssimo’ Nonso, irmão da protagonista. Ao longo da trajetória de ‘Você’, a acompanhamos sendo subestimada e com os seus talentos reduzidos a um futuro casamento, especialmente por parte da sua avó paterna. Em cada mínimo detalhe, desde subir no topo de uma árvore até à porção de uma comida, Nonso é sempre priorizado. Não à toa, é incutida no interior de sua irmã uma aversão em relação a essa preferência fragilmente fundamentada no fato dele ser homem.

A fúria de ‘Você’ também tomou o meu ser e em momento algum consegui julgá-la pelos acontecimentos desencadeados pela sua aversão. O meu incômodo foi despertado mais em relação ao seu pai que se mostrava uma figura paterna ausente e a cultura na qual estavam emergidos, que carregava como consequência o machismo alimentado por essa família. Eu destaco como bem marcante a cobra que surge, carregando o mesmo nome do conto, e supostamente assusta Nonso. Ela apaga não só esse garoto, mas uma possível vida mais cheia de carinho e reconhecimento para ‘Você’. O final se dá de forma surpreendente, o qual arranca lágrimas não apenas da protagonista, como as minhas também.

Ler, não só esse conto como a obra completa, é essencial para que as portas da literatura feminina, negra e africana sejam cada vez mais escancaradas e valorizadas pelo seu potencial. A leitura desse livro, bem como de qualquer obra da Chimamanda, é parada obrigatória para todos(as) que querem expandir os horizontes como leitor e ser humano. Assim, isso contribui para que a literatura mundial não tenha como molde os limites dos privilégios dos grupos dominantes.
Thássya 08/01/2021minha estante
Sua resenha está incrível Eveline, parabéns!


Eveline 08/01/2021minha estante
Obrigada, maravilhosa!


Wendy 08/01/2021minha estante
Parabéns pelo excelente trabalho, Eveline! ??????


Rebeca 08/01/2021minha estante
Parabéns, Eveline! Excelente resenha!!


Eveline 08/01/2021minha estante
Muito obrigada, Rebeca e Wendy. É recíproco!




ACarolinneUs5 17/02/2020

Legal
Não gostei muito dos 2 ou 3 primeiros contos, me deram sono, mas todos os outros são muito bons.
Este foi meu primeiro livro da autora, o qual gostei muito da escrita. Todos os contos possuem um aprofundamento muito interessante, tendo como base assuntos como abuso, imigração, racismo e etc.
Recomendo a leitura. Provavelmente lerei outros livros da autora.
@leituras.dalana 18/02/2020minha estante
Chimamanda é maravilhosa, eu amo. Estou lendo o último conto. Que por sinal estou demorando muito para terminar hehe. Eu amei todos, mas tem alguns que marcam, né?!


ACarolinneUs5 18/02/2020minha estante
Sim, tem uns bem profundos


Patricia 15/04/2020minha estante
Também recomendo o livro hibisco roxo.


ACarolinneUs5 16/04/2020minha estante
Pretendo ler :D


Arthur 12/10/2020minha estante
Recomendo "Americanah". Muito bom.




Fernando Lafaiete 01/04/2018

No seu Pescoço: Que fique registrado os meus agradecimentos!!
**Projeto leituras conjuntas**

Tema do ano: Representatividade e problemas sociais na literatura.

Livro 1: No seu Pescoço - Mês: Março

Próximo livro do projeto: Menino de Ouro (fica o convite para lerem e debaterem no final do mês com a gente através dos comentários da resenha que eu postar)

***NÃO contêm spoiler****
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Quando se trata de feminismo, Chimamanda Ngozi Adiche é o principal nome que vêm na cabeça da maioria das pessoas hoje em dia. Foi por este motivo que escolhi No seu Pescoço para ser o primeiro livro de um grupo de leitura o qual faço parte. Por ser março o mês do dia internacional da Mulher, acreditei que seria uma leitura mais que válida.

Difícil começar a ler Adiche sem muitas expectativas, mas fico feliz de dizer que mais uma vez ela arrasou. É através dos 12 contos do livro, que ela vai apresentando uma realidade nua e crua envolvendo nigerianos em diversos tipos de situações e contextos. A escrita da autora é simples, mas nos toca de um jeito extremamente profundo.

A autora vai abrindo nossos olhos para situações áridas, claustrofóbicas e reflexivas. Os contos abordam temas como imigração, violência, estupro institucionalizado, submissão da mulher, intolerância religiosa, inferiorização das filhas e supervalorização dos filhos, imigração, a proibição de liberdade de expressão, infidelidade e religião. A autora aborda esses temas e nos choca com situações pesadas. As atitudes dos personagens são atitudes que podem levantar julgamentos por parte dos leitores. É importante saber que para ler um livro como esse se faz necessário ter muita empatia. Durante toda a leitura me peguei em dois momentos cometendo esses julgamentos. Precisei parar para pensar que estava lendo histórias de pessoas que se encontravam em situações completamente desconhecidas para mim. Não sei dizer se teria forças para viver em um país tão opressor como a Nigéria.

As personagens femininas são obviamente o foco dos contos. Elas representam mulheres sofredoras que são obrigadas a se casarem e a aceitarem toda e qualquer atitude do marido. Elas se veem fazendo parte de uma sociedade machista que as oprime de todas as maneiras possíveis. A autora também aborda com maestria situações de perda de identidade. No conto Os Casamenteiros, Chimamanda apresenta o casamento e a mudança de uma nigeriana para os Estados Unidos. Durante o debate realizado com os demais participantes do grupo, ficou perceptível o desconforto das mulheres em relação a esta história. O marido impõe diversos comportamentos a esposa e vai exigindo que assim como ele, que ela abra mão de sua cultura para ser aceita em outra.

Vários contos me emocionaram e vários me chocaram tanto, que fiquei com uma visão bem negativa da Nigéria. Cheguei a perguntar aos membros do grupo se eles conseguiam apontar alguma coisa boa deste país. Cada um à sua maneira contribuiu para um debate incrível que me fez amar ainda mais este livro. Nem todas as opiniões foram concordantes, mas todas foram sensacionais. Quero deixar registrado aqui o meu agradecimento aos membros do grupo que leram e debateram e também aos que leram e ainda assim não puderam por algum motivo participar do debate. Ari Phanie. Lucas, Filipe Faria, Joelma, Thaís Damasceno, Adriano Araújo (li seu comentário no Skoob e fico feliz de saber que gostou) e Andressa. Recebam o meu mais sincero obrigado por terem aceitado participar desta leitura que se tornou uma das mais especiais que já fiz. Vocês são demais!!

Para quem já leu, sinta-se à vontade para debater comigo aqui nos comentários. Ficarei mais do que feliz de conhecer outras opiniões acerca deste livro maravilhoso. Devo ressaltar que no começo, os desfechos abruptos me desagradaram. Aos poucos fui me acostumando com os mesmos..., mas foram os meus colegas que me fizeram enxergar tais finais com outros olhos. O fato de ser um livro de contos dificultou a leitura para alguns já que nem todo mundo é acostumado e gosta de ler este tipo de história. Mas ainda assim, todos terminaram a leitura com um saldo positivo. Indico demais esta obra e a autora. Para quem nunca leu nada da autora em questão, indico bastante este. Ele entrega um panorama excelente sobre os temas que Chimamanda costuma abordar.

Não posso terminar esta resenha sem antes agradecer esta autora corajosa e fantástica que é a Chimamanda. Muito obrigado por ter escrito este livro. Você é para mim um exemplo de mulher. Espero que um dia eu possa dizer isso à ela pessoalmente.

Livro marcante do início ao fim!
Thaís Damasceno 01/04/2018minha estante
Parabéns, ótima resenha. Realmente o debate foi bem bacana, já estou ansiosa pro próximo.


Fernando Lafaiete 01/04/2018minha estante
Também gostei bastante do debate. Espero que no próximo mais pessoas participem. Quanto mais opiniões expostas, mais engrandecedor o debate. Adorei a experiência!


Joelma 01/04/2018minha estante
Gostei muito de participar do debate com vcs :)


Fernando Lafaiete 01/04/2018minha estante
Que bom Joelma. Vamos arrasar ainda mais no próximo. :)


Rose @arosaeoslivros 05/04/2018minha estante
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Anderson.Luiz 24/11/2018

Nunca tinha lido um livro de contos e como primeira experiência gostei bastante. Gostei dos temas abordados e com histórias ricas em detalhes. O conto da embaixada e o que leva o título do livro foram meus favoritos. Quero ler mais livros da autora, gostei do estilo dela de contar histórias.
Vivian 29/11/2018minha estante
Leia Hibisco roxo e Meio sol amarelo,pra ontemmmm. Americanah e todos os outros tb são bons rsrs acabei esse agora e vim ler uns comentários.


Anderson.Luiz 02/12/2018minha estante
Obrigado pelas dicas!


Vivian 02/12/2018minha estante
Por nadaa ?




Ingrid - @ingridysses 09/01/2019

Leiamos todos Chimamanda
Em 2017, “Hibisco roxo” já havia me impactado tanto, que adiei várias vezes a leitura de “No seu pescoço” por receio de confundir as histórias (ou por receio de amá-lo mais do que o primeiro).

Após a leitura, folheei esse livro algumas vezes tentando recordar se houve algum conto do qual não gostei. Não consegui. A narrativa da Chimamanda consegue me envolver de tal maneira que só lendo é que se entende. Ela tem um jeito particular de fazer críticas à sociedade, com uma escrita equilibrada entre o objetivo e o subjetivo.

É difícil escolher um conto favorito, mas ouso dizer que o conto homônimo ao livro, assim como “Amanhã é tarde demais”, chamaram mais a minha atenção, pois eu aprecio bastante a habilidade de se escrever com foco narrativo em segunda pessoa.

“No seu pescoço” tornou-se um dos meus livros favoritos da vida, mesmo que eu ainda prefira a complexidade da Kambili em Hibisco roxo.

site: Se quiser me seguir: https://www.instagram.com/ingridysses/
Nay Lopes 10/01/2019minha estante
Legal! Ele está na minha meta de contos deste ano!


Ingrid - @ingridysses 10/01/2019minha estante
Leia sim, Chimamanda é amor.


Raíssa 01/02/2019minha estante
Os contos que você citou também fizeram parte dos meus favoritos, esse livro é incrível, mas também ainda prefiro Hibisco roxo, muito maravilhoso.




Flávia Pasqualin 25/02/2019

#DesafioLiterárioSkoob2019
Fevereiro - Um livro de contos

Já que a ideia do desafio é sair da zona de conforto, decidi por uma autora que eu não conhecia, e que surpresa positiva! O livro narra em seus doze contos diferentes críticas à sociedade. São histórias que nos fazem refletir. Os temas incluem religião, imigração e ate mesmo os conflitos familiares. Os contos que mais me marcaram são: Uma experiência privada, Jumping Monkey Hil, e Os casamenteiros. O tipo de leitura que enriquece o leitor, recomendo.
R o s e 05/03/2019minha estante
Recomendo todos os outros livros da escritora. São maravilhosos! Tenho todos e esse de contos é o único que ainda não li, mas já está na meta para este ano.


Flávia Pasqualin 11/03/2019minha estante
Já estou doida atrás dos outros dela, escritora incrível.




Hester 06/09/2017

Segundo livro que leio desta autora, assim como o primeiro gostei demais. Ela fala sobre a Africa, a situação econômica, a situação da mulher , sentimentos, relacionamentos...
Samara 11/10/2017minha estante
Louca pra ler algum livro dela




Xuxu 10/12/2018

Neste livro de contos Chimamanda nos trás estórias com o foco em sua terra natal e situações familiares cheias de tradições e elementos culturais. A escrita da autora é simplesmente apaixonante e envolvente!
Guilherme 26/12/2018minha estante
Olá! Vi que você leu o livro "No seu pescoço", da Chimamanda Ngozi Adichie, e venho lhe convidar para ler a resenha dele que publiquei no meu perfil literário lá no Instagram: https://www.instagram.com/p/Br3KrYmBnKE/?utm_source=ig_web_copy_link. Caso goste e queira acompanhar mais, seria de grande ajuda se você pudesse seguir também! Muito obrigado, e desculpe qualquer coisa :)




@leituras.dalana 05/03/2020

incrivel
Ganhei de aniversário dos meus amigos @joao.deyvid e Míria, ano passado essa obra de arte da maravilhosa #chimamandangoziadichie #noseupescoço. Eu amei ❤️ gratidão irmãos, ainda não entendi o motivo que não li antes rsrs.
.

É impossível ler Chimamanda e sair ileso. .

No seu pescoço é um livro de contos e nele contém doze contos, um mais tocante que o outro. Encontramos a sensibilidade da autora para as temáticas do racismo, imigração, machismo, desigualdade racial, conflitos familiares, política, a cultura nigeriana, além de outras temáticas importantes. .

TODAS as histórias despertaram em mim sentimentos profundos, logo no primeiro conto precisei parar a leitura, respirar fundo algumas vezes, e retornar. Não tenho nenhum favorito, todos são necessários. .

Chimamanda escreve o mundo real, pessoas de verdade, que nos identificamos. Além da escrita fina e profunda, natural e sem enrolação, somos premiados com um contexto cultural bem diferente. .

Bom, a leitura foi uma experiência muito maravilhosa, li com calma os contos, sem pressa, e livros que expressam mensagens importantes precisam ser refletidas com sensibilidade, empatia e ser recomendadas hehe.
Recomendo

site: https://www.instagram.com/p/B9XK0r-D4NS/
Carol 05/03/2020minha estante
Minha diva essa mulher e amo esse livro.




Kaire 23/12/2018

Que maravilha!
O único defeito desse livro são as histórias durarem tão pouco. Fosse um romance, passaria mais tempo envolvida com os personagens e lugares. Queria mais, muito mais, deles. A primeira história já me envolveu de um jeito inexplicável, e, apesar de cada conto ter outros protagonistas, outras vivências, havia algo que os unia - e não falo só do fato de serem pessoas nigerianas em busca de seu lugar no mundo. A atmosfera do livro é incrível. Apesar de tudo, senti que a liberdade foi alcançada de várias maneiras, e isso me acalenta.

Chimamanda, tu é esplêndida!
Guilherme 26/12/2018minha estante
Olá! Vi que você leu o livro "No seu pescoço", da Chimamanda Ngozi Adichie, e venho lhe convidar para ler a resenha dele que publiquei no meu perfil literário lá no Instagram: https://www.instagram.com/p/Br3KrYmBnKE/?utm_source=ig_web_copy_link. Caso goste e queira acompanhar mais, seria de grande ajuda se você pudesse seguir também! Muito obrigado, e desculpe qualquer coisa :)




Elisabete Bastos @betebooks 19/07/2018

Contos
Doze contos céleres que marcam alguns tópicos: preconceito, choque de cultura dentro do País Africano colonizado e a cultura do colonizador, a imigração para os EUA - problemas, conflitos religiosos, relações familiares, posição inferior da mulher. É muitos conflitos aparentes ou não nos Países da África, além da instabilidade política.
Gostei, particularmente, de outro livro da autora: o romance Hibisco Roxo.
Leitura válida.
Fernanda.LuA 18/08/2018minha estante
Como chorei lendo Hibisco Roxo....




Mila F. @delivroemlivro_ 28/12/2017

Incrível!
The Thing Around Your Neck (2009) no Brasil: No Seu Pescoço é mais um livro da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, também autora de Sejamos Todos Feministas e Para Educar Crianças Feministas, já resenhados aqui, no blog.

No Seu Pescoço não um lançamento, pois originalmente foi publicado em 2009, mas apenas este ano foi traduzido e lançado no Brasil. Aqui vamos nos deparar com uma coleção de 12 contos, que abordam questões muitas vezes cotidianas e existenciais do tão estereotipado "sexo frágil", no entanto, Adichie, mostra que de frágil as mulheres não tem nada.

É incrível como Adichie consegue transitar bem entre romance, manifesto, cartas e contos sem perder a essência do feminismo e mostrando que esta batalha não é para se tornar melhor ou pior que o homem, mas buscar uma linha que os posicione de maneira que cada um se sinta confortável - porque igualdade mesmo isso não existe, nem de homem para homem, mas existe algo que todos podemos conquistar: o conforto e a possibilidade de manter opiniões e vontades.

No volume seremos apresentados aos contos: "A cela um", "Réplica", "Uma experiência privada", "Fantasma", "Na segunda-feira da semana passada", "Jumping Monkey Hill", "No Seu Pescoço", "A embaixada americana", "O tremor", "Os casamenteiros", "Amanhã é tarde demais" e "A historiadora obstinada".

Adichie é uma escritora referência para quem gosta de ler livros sobre feminismo e empoderamento feminino, pois ela tem uma forma bem particular e "pé no chão" de ver esta corrente e levantar esta bandeira. Todos os contos são uma preciosidade, mas obviamente há alguns que sempre vamos achar melhores que os outros, por conta de nossa própria bagagem e identificações pessoais.

A cada conto que ia lendo ficava e mais e mais surpresa pela forma como Adichie denunciava preconceitos, diferenças raciais e sexuais, alguns contos foram tocantes, outros profundos e alguns tristes, mas minha sensação durante a leitura foi de revolta por ainda sermos vistas de forma tão fragilizada e por ainda termos que lutar e falar de algo que não devia mais acontecer: essas terríveis diferenças que muitas vezes subjugam o sexo feminino. Por incrível que pareça o sexo feminino ainda é visto como objeto, como algo inferior.

Sem sombra de dúvida No Seu Pescoço é o tipo de livro que tenho vontade de presentear para todo mundo, por achar que TODOS deveriam ler, sobretudo as mulheres, porque é como se estivéssemos compartilhando experiências com a escritora e com suas personagens. É incrível! Além disso Chimamanda não vitimizou suas personagens, de modo que as tornou mulheres cheias de atitude para reconhecerem o preconceito, o desconforto social que passam apenas por terem nascido mulheres - que pode acontecer de forma "escancarada", mas também pode acontecer de forma sutil - e terem a coragem e a possibilidade de mudar.

No Seu Pescoço me fez sentir uma mulher poderosa, porque tem personagens femininas destemidas, forçudas, lutadoras, cheias de personalidade e esperança para escreverem suas histórias e pedirem ajuda quando precisam, mas, durante a leitura, também senti muita tristeza porque sei que injustiças sempre irão existir e que o preconceito e o ódio, por vezes, chegam a "falar" mais alto, fato que faz com que se dissemine ainda mais preconceito e ódio (é uma reação cíclica). Aquilo que se semeia tende a crescer, então você vai colher o que semeia, certo? Seria tão bom que os seres humanos semeassem apenas amor, esperança e justiça... Mas há sempre um fio de esperança.

Depois de tudo o que escrevi é desnecessário dizer que indico o livro, porque já ficou claro minha posição. Aproveitem a oportunidade!

site: www.delivroemlivro.com.br
Mi 04/01/2018minha estante
Que resenha! Uau. Ele já está à muito tempo na lista de desejados. Mas depois dessa resenha preciso lê-lo o mais rápido possível




Betinha 10/01/2018

Intenso e delicioso
Eu demoro sempre vários dias para escrever depois de um livro assim. Fico navegando pelas sensações que ele desperta, pelas lembranças dos personagens e tentando acomodar o desconforto desencadeado por algumas histórias.

Em “No seu pescoço”, Adichie reúne 12 contos sobre nigerianos morando na Nigéria, nos Estados Unidos, em aldeias e em cidades, de diferentes etnias e com distintos graus de instrução. Nessa diversidade de histórias, ideias e personagens, o que se destaca é a sensibilidade da autora ao apresentar questões políticas, sociais, preconceito racial e diferenças de gênero, além da habilidade em representar pessoas complexas e incrivelmente cativantes.

Esse é o caso de Chinedu, do conto “O tremor”, um nigeriano que se oferece para rezar com sua vizinha ao saber que um avião caiu na Nigéria. Também nigeriana e morando sozinha nos Estados Unidos, Ukamaka está angustiada porque seu ex-namorado poderia estar no avião. A partir desse encontro, Ukamaka conta a Chinedu sobre seu longo relacionamento que terminou e, gradativamente, descobre um pouco sobre a vida desse homem simples e gentil.

"“Acabei de lembrar que já vi você no ônibus uma vez. Eu sabia que era africano, mas achei que podia ser do Gana. Parecia gentil demais para ser nigeriano.”
“Quem disse que sou gentil?”, perguntou Chinedu, rindo."

Depois de muitos encontros Chinedu começa a falar sobre sua vida. Pra mim foi impossível não me apaixonar por esse personagem. Queria adiar o final do conto e saber como seria a vida dos dois depois daquela última conversa.

“Jumping Monkey Hill” é o meu conto preferido desse livro. É, também, a história que sintetiza o que sinto ao ler as obras de Chimamanda. Ujunwa, a personagem principal, é escritora e está participando de um Workshop para escritores africanos, no qual cada escritor produzirá um conto, que será analisado pelos demais participantes.

O conto intercala fatos da vida de Ujunwa, trechos de seu conto e acontecimentos durante sua estadia no resort Jumping Monkey Hill. O que parece corriqueiro revela preconceitos e machismo, numa narrativa muito fluída.

"Nunca é exatamente assim na vida real, não é? As mulheres nunca são vítimas dessa maneira tão grosseira, e certamente não na Nigéria. A Nigéria tem mulheres em posição de poder. A ministra mais importante do gabinete é mulher."

Em primeiro momento, não é a história mais impactante. “A embaixada americana” e “Uma experiência privada” são histórias muito mais trágicas e chocantes. Contudo, foi impossível não pensar em Ujunwa durante vários dias. O que mais me agrada nessa história é a crítica sutil às violências cotidianas que as pessoas sofrem por serem quem e como são.

Como sempre acontece com os livros da Chimamanda, terminei a leitura com uma tristeza profunda e o livro ficou cheio de post-its em passagens para reler posteriormente.

Encerro essas breves reflexões com um trecho do conto “A historiadora obstinada”, que reflete muito dos meus dias pós-leitura. Até a próxima!

"Grace refletiria sobre isso durante um longo tempo, com grande tristeza, e, por causa desse ocorrido, veria com clareza a ligação entre educação e dignidade, entre as coisas duras e óbvias que são impressas nos livros e as coisas suaves e sutis que se alojam na alma."

site: http://pacoteliterario.blogspot.com.br/2017/10/resenha-no-seu-pescoco.html?m=1
Naiara.Martins 24/02/2018minha estante
Compartilho cada palavra com você. Parabéns pela bela resenha!




Thiarlley 08/06/2018

Para escrever contos você precisa saber escrevê-los
Eu conheci o trabalho da Chimamanda quando li uma resenha de Americanah (2013) nesse mundo da blogsfera. Com a promoção de Dia da Mulher lançada pela Saraiva, aproveitei para comprar alguns títulos e fui sugerida pelo site para adquirir o No Seu Pescoço e, resolvi fazer o teste. Seria este o primeiro livro de contos que eu leria escrito por uma mulher.
Para escrever contos você precisa saber escrevê-los. E Chimamanda sabe muito bem o que está fazendo nos 12 contos que completa o No Seu Pescoço. Confesso que o primeiro não me chamou muita atenção, vi-me confusa com muitos termos e localizações, mas do segundo em diante, foi surpresa atrás de surpresa. As histórias são completas e possuem uma imprevisibilidade impressionante, fazendo-me lembrar de um dos contos de Machado de Assis que mais gosto, intitulado “A Cartomante”.

Contos como “Réplica” e “A embaixada americana” nos mostram um pouco da dura realidade de países africanos, principalmente a Nigéria, e que não envolve diretamente a fome, como estamos acostumados a ver nos telejornais, portais da internet e vlogs de “voluntários”. O livro apresenta ainda feminismo e assédio, resistência em períodos de ditadura, conflito religioso e homossexualidade.

"[...] Uma pequena multidão se formara. Um soldado estava açoitando um homem de óculos com um longo chicote que serpenteava no ar antes de estalar sobre o rosto do homem, ou sobre seu pescoço, ela não tinha certeza, pois as mãos dele estavam erguidas, como se ele quisesse afastar o chicote. Ela viu quando os óculos do homem escorregaram e caíram no chão. Viu o calcanhar da bota do soldado esmagar a armação negra, as lentes escuras. [...]" (A embaixada americana, p. 140)

O conto “No Seu Pescoço”, que dá nome a obra, conta a história de uma nigeriana (que no enredo é tratada na segunda pessoa, como se nós leitores fôssemos a personagem) que vai para os Estados Unidos viver com o tio. As quatorze páginas do conto são de tirar o fôlego com a jornada da personagem principal e nos leva a uma reflexão sobre o preconceito (às vezes velado, às vezes escancarado) que temos nas Américas com estrangeiros de cor. A jornada de uma mulher negra sem recursos tentando ascender na vida, relações inter-raciais.

No Seu Pescoço é uma leitura quase obrigatória para todos nós que acreditamos ter empatia e conhecer o outro. É necessário pensar em todas as variáveis antes de conceber um (pré)conceito a respeito da vida do outro. Chimamanda consegue, menos de 300 páginas, fazer-nos rir, chorar, refletir, sensibilizar e mudar.

Mudar, sobretudo, quem somos como seres sociais.
Fernanda.LuA 18/08/2018minha estante
Muito bom




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