Uma longa queda

Uma longa queda Nick Hornby




Resenhas - Uma Longa Queda


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Helder 07/06/2014

Humor negro britanico
Tinha esquecido como é bom ler um livro de Nick Hornby com seu humor negro britânico. Na noite de ano novo, 4 pessoas completamente diferentes se encontram no terraço de um prédio onde muitas pessoas vão se suicidar em Londres. A única coisa em comum entre eles é que todos tiveram a mesma ideia na mesma data, mas aquilo que poderia dar um conto, nas mãos do sarcástico Nick Hornby vira um livro divertidíssimo, com diversos diálogos impagáveis.
Martin é um apresentador de TV que caiu em desgraça após ser preso por transar com uma menor de idade. Maureen é mãe solteira de um menino com deficiência, Jess é uma demente que perdeu sua irmã preferida e nãoo consegue se aproximar dos pais, e por fim JJ, que está deprimido por diversos motivos.
É impossível não se divertir com esta estória. A primeira tentativa de suicídio acaba literalmente em pizza, mas como hoje tudo é midia, porque não ganhar um dinheirinho com esta estória indo parar na televisão e assim por diante. E porque não tentar sobreviver até o dia dos namorados, outro dia triste?
Prepare-se para dar muitas risadas com o cinismo dos personagens.
Renata CCS 13/06/2014minha estante
Gostei da proposta do livro!




Carla 06/10/2009

Identificação
Adorei, acho q em algum momento me vi como a Maureen o que me deixou muito deprimida, chorei e tudo, mas foi muito boa a experiência, não conhecia o trabalho do Nick e ja me tornei fã aqui.
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Daniel 01/10/2012

Longa queda mesmo
Não gostei, achei bem fraco...
Neste livro muito pouca coisa acontece: você consegue resumir a história toda em três linhas. Não há aquela ironia, sequencias engraçadas e emocionantes, típicas de Hornby nos livros anteriores.
E as reflexões, que muitas vezes são até mais interessantes que a própria ação, também deixam a desejar.
Parece que tudo o que ele diz desta vez são idéias requentadas dos outros livros. Até os personagens parecem reciclados:
a 'rebelde' Jess lembra a Ellie de "Um Grande Garoto";
a Maureen lembra a Kate de "Como ser legal";
JJ lembra o Rob do "Alta Fidelidade"...

E não há uma página se quer que faça você parar e pensar: 'que legal isso', com acontece várias vezes quando você está lendo o ALTA FIDELIDADE, livro que, na minha opinião, ainda é o melhor dele.
Tuca. 21/07/2012minha estante
Bah, esse ainda é um dos que mais curto do autor. Se bem que eu meio que curto muito tudo dele. Até Febre de bola eu tava conseguindo ler, mas eu não tava no espirito de tolerar livro sobre futebol.

Mas acho muito interessantes as visões do autor para o suicídio. E, em especial, a cena em que eles se reencontram no alto da torre e um cara está lá para se jogar, mas se jogar MESMO, não como eles.

Os finais do autor me decepcionam um pouco, como se ele não soubesse para onde ir. Mas, hey, até isso eu perdoo. Fica parecendo mais real, mais autentico, nada muito climático.




Graciela 23/07/2010

Cada vez que leio um livro do Nick Hornby (Uma Longa Queda foi o terceiro, os outros: Alta Fidelidade e Febre de Bola) vou me apaixonando mais pelo modo deste escritor escrever. Um jeito leve, como se estivesse conversando com um amigo, que neste caso é o leitor. É um livro com pitadas de humor britânico, com algumas cenas engraçadas. Conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no alto de um prédio, na noite do ano novo. Os quatro foram lá pra cima para pular, se matar, e decidem tentar ajudar um ao outro a resolver seus problemas para acabar com a ideia do suicídio. O interessante é que são quatro personagens totalmente diferentes e a cada momento a história é narrada na visão de um deles. O autor até coloca o nome de quem tá narrando, mas é tão bem escrito que só pelo modo do personagem falar você sabe quem é. Virei fã de carteirinha do Nick e já vou correr para a estante e pegar outro dele em breve.
*Carina* 09/08/2010minha estante
Gostei muito da sua resenha, Gra. Também adoro o Nick, tenho esse mas ainda não li, agora acho que ele será o próximo. :)
Beijos!


Kynne 20/11/2012minha estante
Fiquei com vontade de ler! Vou ler rrs!




Márcia 30/09/2014

Lamentável.
Esse livro me foi a prova cabal de que ir com sede em demasia ao pote não dá certo. Passei anos curiosa e interessada nessa história e quando finalmente a pego para devorá-la com a ânsia correspondente me sinto um balão murchando com a decepção.

O que encontrei nessa história foram quatro pessoas, em sua maioria nem um pouco louváveis como heroínas, confusas, a partir de certo ponto entediantes e nem um pouco cativantes.

Mas a pior parte deste livro é a narrativa em si. Ela é feita na segunda pessoa, de uma forma cansativa. Não há capítulos no livro, a história é dividida entre os personagens, de modo que eles vão intercalando seus pontos de vistas e pensamentos sobre os acontecimentos que vão surgindo. Todos os personagens utilizam o mesmo recurso de metáforas insistentemente, além de reflexões chatas e presunçosas, num blá blá blá sem fim que não os leva a conclusão alguma.

Há uma tentativa do autor de criar personalidades distintas para os personagens, mas no fundo a narrativa dos quatro tem o mesmo estilo. Essa questão das personalidades poderia ter sido melhor explorada se o autor não tivesse se preocupado tanto em criar situações implausíveis, talvez com o intuito de criar humor. Essa foi uma das premissas que me interessou no livro, o humor aliado à morbidez do suicídio, mas sinto que o autor se perdeu entre esses temas e não criou humor, nem emoção, apenas tédio.


"Uma longa queda" trata-se de mais um exemplo de livro com uma premissa incrível e um desenvolvimento lamentável.
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Luciana 05/08/2009

O bom argumento (pessoas sobem ao topo de um prédio para se suicidar e lá encontram outras pessoas com a mesma intenção) não se transforma em um bom livro. O mais interessante é a estratégia de narração, ou melhor, a execução da estratégia. Cada capítulo é “escrito” por uma personagem e o autor do livro respeita a linguagem e o contexto de cada um. Além disso, é possível elogiar também algumas poucas mas boas “tiradas” em relação a vida, relacionamentos, frustrações etc. No mais o livro é exatamente o que li depois em uma resenha crítica: “Um livro tolo, com final previsível”
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Sr.Lohan 31/03/2010

Para quem gosta, assim como eu, de um bom humor negro, Uma Longa Queda é uma ótima pedida. Nick Hornby (primeiro livro que leio do autor) mistura muito bem o delicioso humor britânico com cultura pop e pequenas pitadas de Drama.
A História acompanha quatro "perdidos" de diferentes idade, sexo, nacionalidade e problemas, mas que têm a mesma idéia: pular de um prédio. Por ironia do destino, escolhem o mesmo lugar e noite (de Réveillon) para fazer isso, e acabam atrapalhando os planos uns dos outros, virando assim companheiros numa espécie de clube de suicidas.
Os personagens são extremamente bem construídos, e a narrativa onde cada capítulo é narrado em 1ª pessoa por cada um deles, ajuda muito nesse quesito.Cada qual com seu estilo próprio de falar, pensar e agir se reflete até mesmo na estrutura do texto como no caso da personagem que censura palavrões. E acaba tornando tudo mais pessoal (exatamente como pede o tema "suicídio"), coisa que obviamente não aconteceria se fosse narrado em 3ª pessoa. É quase como se os personagens fossem seus amigos íntimos, despejando tudo o que se passa em suas cabeças. O texto flui tão naturalmente entre discussões sobre qual a melhor noite para se jogar de um prédio e referências ao American Idol, que não é difícil você se identificar com alguns dos personagens, mesmo que não esteja tentando se matar.
O desenrolar da trama é satisfatório, guardando algumas surpresas do meio para o fim, ainda que termine tão "normal" quanto na vida real.
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gleicepcouto 03/07/2014

Conheci o trabalho do inglês Nick Hornby pelo cinema, na adaptação de Alta Fidelidade (com John Cusack), e desde então vim fazendo o caminho inverso ao ler seus livros. Até agora, gostei de todos, pois se mantiveram na média bom-muito bom, o que é uma ótima marca para quem tem dezenas de livros publicados. Em Uma Longa Queda (Cia das Letras), Hornby alcança a marca do muito bom.

O autor partiu de uma boa premissa, mas também perigosa. Falar sobre suicídio com um toque de humor ácido, sem cair na canastrice, é difícil. Hornby soube encaixar bem à sua história o lado tragicômico do nosso cotidiano.


Sua narrativa é ágil o bastante para nos prender às páginas (ele fez um ótimo desenvolvimento de 4 pontos de vista), e seus diálogos nos fazem esquecer de que aquelas falas são de personagens e não de pessoas de verdade. É essa possibilidade de identificação é o que faz de Hornby o escritor que é. Pois mesmo que o suicídio nunca tenha sido uma opção para você, ou que você não seja um apresentador decadente ou a mãe de uma criança deficiente ou qualquer outra pessoa, você conseguir visualizar partes de você na história. Essa empatia permeia todo o livro, nos levando a torcer pelos personagens de forma passional, e por vezes pouco convencional. Algo do tipo: “Ok, Martin. Tá difícil. Quer se matar, né? Vai lá que tô nessa contigo.”

Hornby consegue ainda embutir uma crítica à sociedade do espetáculo, quando seus personagens viram subcelebridades e quando ao mesmo tempo que exploram a mídia, se deixam ser explorados por ela (suicídio de valores?), levando tudo às últimas consequências.

Assim, Uma Longa Queda se mostra atual, mesmo tendo sido escrito em 2005. Na verdade, se o leitor ficar mais atento, perceberá uma série de cutucadas na ferida no livro: a mãe cansada de cuidar do filho deficiente sozinha (sim, porque mães são humanas também); o cara famoso que faz sexo com uma jovem de 15 anos e vai para a cadeia (que mesmo após o cumprimento de sua pena, não se absolve e muito menos é absolvido pelo status quo); o entregador de pizza que acha que só dá pra ser músico se for megafamoso (e os milhares que ganham a vida cantando em bar, casamento etc e se sentem realizados?); e por aí vai…

Por fim, Hornby conseguiu dar a sua cara a um tema tabu: Uma Longa Queda diverte e ainda te faz rever certos conceito. Indico muito.

Recentemente, o livro ganhou uma adaptação com um elenco de peso (Pierce Brosnan, Toni Collette, Aaron Paul), mas a crítica detonou o filme…

Observação maldosa: Nick Hornby é tudo o que David Nicholls quer ser, mas né?

site: http://murmuriospessoais.com/resenha-uma-longa-queda-nick-hornby-cialetras/
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seriously 24/02/2014

Uma Longa Queda
“Eu queria escrever um livro que chocasse, sobre algo extremamente para baixo, e queria ver se conseguiria tirar esses personagens do fundo do poço sem ser sentimental ou irrealista. Se eu escrevesse um livro sobre depressão completamente depressivo, por que alguém o leria?”

Nick Hornby.

A gente sabe que Nick Hornby é um autor britânico, na casa dos cinquenta anos, que ama futebol, cultura pop, música; e que é pai de um filho autista, e vive uma vida bastante comum e ordinária típica da classe média inglesa. Mas, mesmo munido dessas informações, é meio difícil acreditar que ele seja apenas um cara. Isso porque quando Nick abre a boca, ou melhor, quando ele escreve seus livros, ele dá voz a personagens tão variados e distintos entre si que a impressão que ele deixa é de ser muitos – e não um só.

Alta Fidelidade, seu romance mais famoso, fez com que acreditássemos que ele era mais ou menos como seu protagonista: um sujeito imaturo, consciente de seus defeitos, e aficionado por discos e canções. Mas isso era um truque e havia uma distância abismal entre Rob Fleming, a personagem principal de Alta Fidelidade, e ele próprio. Talvez, se seus livros seguintes tivessem saído sob pseudônimos, teríamos a mesma impressão de que eles também eram autobiográficos, visto que basta ler Como Ser Legal para sacar que a habilidade do autor é justamente nos convencer que ele é outro. No livro citado, por exemplo, é perfeitamente possível crer que ele é uma mulher de quarenta anos frustrada com a vida e com o casamento. Já em Slam, o autor vira um adolescente que não acredita na história (com toques fantásticos) que conta e que não está preparado para lidar com os imprevistos da vida. E se em Juliet, Nua e Crua, Hornby consegue se dividir em dois para mostrar dois lados de uma mesma história (ou de um mesmo tema); em Uma Longa Queda, de 2005, ele ambiciosa mais e se fragmenta em quatro personagens, e em quatro narradores.



site: http://www.outrapagina.com/blog/uma-longa-queda-nick-hornby/
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Dose Literária 28/07/2013

Uma Longa Queda
A história do livro começa em uma noite de Ano Novo em que quatro pessoas resolvem se suicidar no topo de um prédio de Londres (prédio esse com fama de ser o "point" dos suicidas). Essas quatro pessoas se encontram por acaso e o fato de se encontrarem "estraga" o plano de suicidarem já que cada uma queria ter privacidade para tal.
O livro já prende logo no início já que encaramos a situação altamente constrangedora desses quatro indivíduos, são eles: Martin um ex-apresentador de televisão, Maureen uma senhora de meia-idade, JJ um jovem rapaz americano e Jess uma adolescente um tanto desequilibrada...

Continue lendo em...

site: http://www.doseliteraria.com.br/2013/05/uma-longa-queda-nick-hornby.html
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Alessa 26/09/2016

Favorito da vida!!!
Sei que gostar ou detestar um livro é algo muito relativo, mas eu simplesmente amei esse livro. Ele traz muitas reflexões sobre a vida, relacionamentos e quem nós somos. Guardo muito do que aprendi com o Martin, a Jess, o JJ e a Maureen, mal acabei o livro e já sinto saudade deles. A narrativa é bem engraçada e divertida, também achei muito leve e equilibrada a forma que o autor tratou do tema do suicídio. Vale a pena ler!!!
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Nana 16/01/2010

Adoraria se tivesse uma continuação desta estória...
Confesso que nas primeiras páginas achei meio chatinho e quase desisti, mas resolvi insistir um pouco e logo em seguida comecei a gostar e muuuito!
O livro é divertidíssimo!! Escrito com muito humor e pitadas de ironia.
Apesar de tratar de assuntos sérios como depressão, angústia e suicídio, a estória é muito leve e engraçada e flui facilmente .
O livro conta basicamente a estória de 04 pessoas totalmente diferentes, que se encontram no topo de um prédio na noite de ano novo com a intenção de se atirarem lá embaixo. Ao se conhecerem começam a conversar sobre seus problemas e a partir daí acontecem várias situações hilárias.
A narração é feita a cada momento por um dos personagens. Não é dividido em capítulos e sim contado alternadamente a percepção de cada um deles.
A personagen JESS é de longe a preferida e ela faz do livro uma comédia.
Se você procura diversão e boas risadas, leia que vale a pena!!
Pêdra Carla 18/04/2013minha estante
Eu tambémmmmm!! O livro é, simplesmente, divino!!! Dei muitas risadas! Recomendo! :)




Leonel 15/09/2009

Livro engraçado e ao mesmo tempo um pouco mórbido. Nick Hornby me conquistou com esse livro! O jeito que a história dá voltas prende o leitor a cada página, até que acabe... recomendo!
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Kathy 18/06/2016

Uma Longa Queda
O livro conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no terraço de um dos maiores prédios de Londres, na noite de ano-novo, com a intenção de se suicidar.
Como explica o autor "eu queria escrever um livro que chocasse, sobre algo extremamente para baixo, e queria ver se conseguiria tirar esses personagens do fundo do poço sem ser sentimental ou irrealista. Se eu escrevesse um livro sobre depressão completamente depressivo, por que alguém o leria?".
O resultado é que, diante da absurda situação o leitor não sabe se ri ou chora, se sente pena ou raiva. O livro é contagiante! Nick Hornby sabe criar diálogos sagazes e confortar o leitor de maneira realista. Este livro não vai expôr saídas para os problemas, porém ele explicita que ter problema é normal, saudável.
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Douglas 31/05/2016

Uma Longa Queda
Gostei mais de "Uma Longa Queda" por sua narrativa do que pelo seu enredo, de fato.
A história é narrada por quatro personagens radialmente opostos, onde o único ponto em comum foi terem cogitado cometer suicidio no mesmo lugar, no mesmo dia. A dinâmica entre eles e as suas interações são muito mais interessantes do que de fato a resolução apresentada para os problemas que afligem cada um que, na minha opinião, foi mediana. Nick Hornby, como lhe é característico pisca para o leitor várias vezes com referências de cultura pop que fazem você esboçar um sorriso sempre que pegar uma delas.

Existem histórias que tem o mérito em sua jornada, não no seu final. Hornby, em "Um Longa Queda", me contou pela primeira vez uma história onde o veículo é mais importante que a jornada ou o final.
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