O Palácio da Memória

O Palácio da Memória Nate Dimeo




Resenhas - O PALACIO DA MEMORIA


9 encontrados | exibindo 1 a 9


iagofelipeh 13/05/2020

Ótimo passatempo.
A premissa é muito boa, o responsável pelo podcast tem uma capacidade literária incrível, sabe contar histórias como poucos na atualidade, de modo aconchegante, humano, emocionante e belo, traz a tona reflexões sutis de uma parcela alternativa e pouco difundida entre grandes momentos da história humana.

Gostei bastante da leitura, infelizmente realizei-a num momento não tão positivo. Talvez funcione mais como podcast mesmo. Mas como é em inglês, não há como não reconhecer a relevância dessa tradução em formato de livro.
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Fábio 20/06/2019

Tocante e acima de tudo interessante
Como quase todo livro de coletânea de contos é irregular, todavia em quase sua totalidade de contos é interessantíssima, sobretudo por dar um patamar muito real da cultura e historia dos Estados Unidos.
O grande destaque vai para os contos com o tema sobre o racismo e segregação que fazem parte da historia que tanto gostamos de jogar para debaixo do tapete.
Recomendo a leitura.
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Aguinaldo 15/10/2017

o palácio da memória
Esse curioso livro é uma genuína invenção caetanogalindonesca, pois foi graças a seu engenho que rematerializaram-se em papel as histórias narradas por Nate DiMeo e mantidas em podcast desde novembro de 2008. Nate DiMeo é um jornalista americano de quarenta e poucos anos, especialista em usar o rádio como mídia. As histórias dele brotam de fatos e biografias verídicas, sobretudo histórias que fazem parte de uma espécie de mitologia dos deserdados americanos (americanos do norte, vamos combinar), aquele tipo de história que parece ser o que dá liga às narrativas épicas dos pilares da sociedade americana, aqueles pilares dos grandes ícones, dos grandes feitos, das grandes conquistas, do grande sonho. Claro, as historias impressionam pelo que há de universal nelas, pelas epifanias que evocam, pelo que fixam da experiência humana (acontece que os americanos, do norte, se especializaram em deixar vistos perenes destes feitos, destes acontecimentos). O leitor acompanha em curtos episódios causos que se equilibram entre o inusitado, quase bizarro, e o tocante, quase piegas. Há um lirismo, que enternece o coração cínico que quase todos temos hoje; uma fé no valor intrínseco da aventura humana, que não julga, não culpa, não achincalha; um registro físico, que oferece às futuras gerações de homo sapiens algo para reflexão. As histórias contam cousas dos anos 1800 e da primeira metade dos anos 1900 (acho que os sucessos da segunda grande guerra e da conquista da Lua são as mais recentes registrados no livro). Há um leve engajamento, uma escolha temática talvez, que valoriza contar os sucessos e as tragédias daqueles mais vulneráveis e deserdados, que experimentaram mais aborrecimentos e desgraças. Se pessoas como Nate DiMeo não fizer esse tipo de trabalho, quem o fará? Edmund Wilson cunhou o bom aforismo que nos ensina "não haver segundo ato na vida dos americanos" (se é que me lembro bem ela pensava na obra e biografia de Scott Fitzgerald quando escreveu isso). As histórias de Nate DiMeo parecem ilustrar muito bem a ideia de Wilson. Gostei particularmente das historias sobre a influência das ações do homens em grandes extinções, ou quase extinções (de lagostas, castores, populações indígenas). Gostei também dos causos derivados da guerra civil americana e daqueles relacionados a luta pelos direitos civis. As histórias sobre trambiqueiros, ilusionistas, mentalistas, gente que vive de enganar os outros, e também a se enganar, são tocantes. Há várias histórias em que se registra a antiga prática de usar jornais e revistas para enganar a população crédula (precisamos sempre lembrar que as "fale news" não são invenção recente). As histórias sobre inventores amalucados e suas obsessões são as mais divertidas. Lembrei imediatamente daqueles livros do Schott, dos almanaques de antigamente, que enfileiravam curiosidades e efemérides, e serviam para abastecer o repertório dos leitores que não tiveram educação formal. Galindo conta em um curto posfácio o assombro que a primeira audição dos podcast lhe causou. A força das narrativas de Nate DiMeo deixou-o sem sono e sem fôlego. E graças a esse assombro temos esse livro em mãos. Evoé Caetano, evoé! Em tempo: Vale a pena acessar o "The Memory Palace" original. Bom divertimento.
Registro #1221 (contos #143)
[início: 13/09/2017 - fim: 23/09/2017]
"O palácio da memória", Nate DiMeo, tradução de Caetano W. Galindo, São Paulo: Editora Todavia, 1a. edição (2017), brochura 14x21 cm, 256 págs. ISBN: 978-84-93828-01-0 [edição original: The Memory Palace, a podcast, since Nov 12, 2008]

site: http://guinamedici.blogspot.com.br/2017/10/o-palacio-da-memoria.html
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void_Indigo 12/01/2018

Surrealmente tocante
Este livro realmente não era o que eu esperava. Comecei a ler pensando em que seria sobre técnicas de memorização, mas na verdade o livro é uma coletânea de histórias sobre personagens verídicos. Digo personagens porque nem todos são humanos! ;o)

A maioria é uma espécie de minibiografia de pessoas dos Estados Unidos que tiveram vidas ou realizaram feitos bastante extraordinários mas que são apesar disso na maior parte desconhecidas. Outras trazem histórias sobre animais ou populações, todas muito interessantes.

O estilo das histórias é bem variado, mas algumas me pareceram meio piegas, bem água-com-açúcar mesmo. A última história (do tradutor dos textos e também parecida com as histórias do livro) explica que todas elas são de um podcast (The Memory Palace, do autor Nate Dimeo) que se dedica justamente a descobrir e divulgar essas histórias extraordinárias e desconhecidas. Imagino que ouvir essas histórias seja uma experiência diferente de apenas ler, e as figuras que parecem piegas ganhem uma conotação diferente se usadas num crescendo emocional.

O que tirei do livro foi uma experiência de profunda humildade ao reconhecer a amplitude de experiências humanas no nosso mundo. Até me interessei de procurar o podcast original, apesar de não ser muito do meu gosto. Imagino que outras histórias extraordinárias não devem estar por lá...

#DesafioLiterárioSkoob2018
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Bruno Garcia 16/04/2018

A memória é uma ilha de edição
O contador de histórias é ao mesmo tempo testemunha e autor. Reproduzindo o que leu ou ouviu acrescenta sua visão aos fatos. Quando bem contada, uma história pode levar o ouvinte/leitor para outra época criando sua própria versão em imagens. O Palácio da Memória reúne histórias extraordinárias de pessoas desconhecidas e histórias desconhecidas (mas não menos incríveis) de pessoas extraordinárias. Ou seja, um palácio suntuoso para quem gosta de caçar fatos e descobrir memórias.

site: http://iradex.net/14486/caca-aos-fatos-o-palacio-da-memoria/
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Nirley 08/04/2020

Você é protagonista da sua história...
Várias pessoas fizeram coisa extraordinárias, mas nem sempre tiveram os devidos reconhecimentos ou se quer permaneceram lembradas.
Esse livro é muito fofo, tantas histórias incríveis de homens e mulheres que batalharam para mudar algo em suas vidas e que serve de inspiração, fico feliz por DiMeo ter trago essas memórias à tona mais uma vez...
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DaniM 26/09/2018

Nate DiMeo tem um podcast muito famoso nos EUA desde 2008 - The Memory Palace. O sucesso é tanto que acabaram reunindo algumas de suas histórias neste livro maravilhoso. ‘Suas histórias’ é modo de dizer, porque ele narra fantásticos enredos de vida real de pessoas comuns, que de comuns, não tem nada. Seu sucesso pode ser explicado pela capacidade de gerar empatia no leitor. Empatia, essa palavra tão fora de moda nos tempos atuais. Fato é que me emocionei com cada um dos relatos, chorei, gargalhei, sonhei junto com cada um e me senti parte de um mundo mágico, em que pessoas podem ser extraordinárias, ainda que todo o universo conspire contra.
Livro indicado para quem quer voltar a acreditar que a humanidade pode dar certo.
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Tibúrcio 13/12/2018

Leitura maravilhosa
Sabe aquele livro que te surpreende desde a primeira página? Sabe aquela narrativa que envolve você? Pois bem! O Palácio de Memória reúne várias histórias de pessoas comuns que a história tratou de esquecer ou não deu a devida importância.
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Nate DiMeo nasceu com o dom de contar histórias e faz isso maravilhosamente bem nesse livro. Ele transforma suas narrativas - de suas pesquisas históricas - em contos arrebatadores. A gente termina de ler os episódios e sente a necessidade de compartilhá-los com alguém.
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A narrativa de DiMeo te engole e quanto mais se lê, mais profundo se mergulha nas páginas de O Palácio de Memória.
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Há, aqui, acontecimentos extraordinários em meio a tempos tão conturbados da história americana, relatados nesta obra. Seus personagens são pessoas fortes e admiráveis que enfrentam e/ou apresentam ao mundo sua força e importância. Há histórias de superação, de preconceito, de amor. É um livro de surpresas.
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Ler esse livro é aprender o início de tantas histórias que explicam grandes revoluções de forma leve, ora dramática e tantas outras vezes poéticas.
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12/04/2019

Triste saber que 90% das pessoas contidas nesse livro não são celebradas e foram esquecidas. Tipo a Hazel Scott, prodígio musical e defensora dos direitos civis que acabou entrando para a lista negra de Hollywood, ou a Ellen e o William Craft, escravos que planejaram uma fuga bem sucedida que daria um belo filme, ou a Margaret Knight que foi a primeira mulher a conseguir patentear uma invenção, ou o Minik Wallace que foi tirado de sua terra lá na Groenlândia, levado para os EUA com a sua família onde presencia a morte de cada um deles e acaba se vendo sozinho nesse novo mundo.

O livro é composto por várias histórias curtinhas a respeito de pessoas e de várias outras coisas bem curiosas. Aposto que você não sabia que a lagosta um dia foi comida de camponês, ou da existência do pombo-passageiro e de como ele ficou extinto. Pois é.

Tudo isso narrado de uma forma tão gostosa de ler. Eu não sabia que O Palácio da Memória era na verdade um Podcast – bem famoso, aliás – e isso explica porque a gente acaba se aproximando tanto das histórias. Dá a sensação de que alguém está contando aquilo tudo só para você.
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