A Jaca do Cemitério é Mais Doce

A Jaca do Cemitério é Mais Doce Manoel Herzog




Resenhas - A Jaca do Cemitério é Mais Doce


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Jhoni 17/12/2020

Leitura válida
Literalmente a história de uma vida e de uma época. Não conhecia o autor. Me cativei pela narrativa.
É uma breve história sobre toda uma vida de um personagem, como qualquer outra vida. Ótimo para se ler em uma tarde, já que é uma obra curtinha.
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Juliano.Ramos 09/05/2020

Livro com um título inusitado, gostei bastante da história, vale a pena dar uma chance.
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Tiago 02/05/2020

Composteira de descomposturas
Um dos vencedores do Prêmio Machado de Assis e semifinalista do Prêmio Oceanos, ano passado, "A Jaca do Cemitério É Mais Doce", romance do paulista Manoel Herzog, faz jus à sua repercussão positiva. Parte da sua autenticidade se deve ao seu estranhamento, esse atributo que não fica só no título: é produto da própria linguagem de Herzog, que se adequa tão bem ao por natureza inadequado personagem de Santiago, um trabalhador industrial de Cubatão que, nas horas vagas, dedica-se à gafieira com Natércia, sua mulher. A outra parte é tão ou mais difícil de explicar: é a parte do imponderável, este elemento que sempre cerca a grande literatura.

Dividindo a casa com dois gatos e uma composteira (dispositivo caseiro que transforma o lixo em insumo agrícola), Santiago rumina a história de amor cheia de pequenas tragédias que envolveu ele, Natércia e Vivaldo, o professor de dança com quem ela vai ao baile na ausência do marido aos sábados - em seus plantões na indústria química. A composteira não é apenas um elemento-chave da trama desta narrativa (cujas tensões vão fermentando, transformando o enredo falsamente banal num poderoso thriller noir suburbano), mas uma verdadeira metáfora para a literatura de Herzog aqui: uma mixórdia de fragmentos, lascas do cotidiano matrimonial de Santiago e Natércia, bem como da sua rotina no clube ou na indústria - a camaradagem, os desafetos... - ingredientes que o escritor vai lançando ao léu e deixando descansar até que, no decorrer das páginas, reste apenas o húmus que vai adubar o terreno para um organismo vivo que cresce frondoso, já no terceiro ato da obra, rendendo seu doce e suculento fruto.

É quando a violência que irrompe da relação com Natércia confere à morosidade da vida de Santiago, agora inválido, na companhia de outras figuras femininas - como Mitiko, Marcleide e Cremilda -, um clima de suspense que Herzog conduz com uma habilidade quase hitchcockiana, compondo cenas memoráveis como a da morte do pai de Mitiko, afogado, expelindo crustáceos pelo corpo (uma imagem carregada de beleza e de asco, rescendendo ao caldo pútrido que parece ir se desprendendo da obra conforme vamos avançando e a composteira vai reaparecendo com o seu terror simbólico, com o seu chorume que nós não conseguimos jogar fora).

Impossível não se deixar degenerar na confusão psicológica de Santiago, e assimilar a culpa de um protagonista tão empático, mesmo em suas mais atitudes mais antipáticas. Esta talvez seja a grande virtude de "A Jaca do Cemitério É Mais Doce": a incrível capacidade de Manoel Herzog, que ele esbanja como parecesse fácil, de conseguir tornar deliciosa uma história tão difícil de se digerir - como deve ser a fruta de um cemitério.

site: https://medium.com/@tiagogermano/composteira-de-descomposturas-12217a184220
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Adriana 09/03/2019

Uma vida
Gostei do livro. Ele começa com uma narrativa bem linear, contando desde a infância do personagem, mas depois começa um vaivém no tempo, e os acontecimentos vão se misturando aos devaneios de Santiago.
Várias referências a nomes de personagens de Machado de Assis.
Gostei de saber que jacas tem efeito predatório, e gostei quando ele fala mal da reciclagem mal feita!
Personagens: Santiago, Natércia, Vivaldo, Marcleide, Cremilda, Mitiko.
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Fabiana.Amorim 16/01/2019

Delicioso
Manoel Herzog sambou miudinho na cara da minha desconfiança. De sapato bicolor e chapéu Panamá de fita. Que grata surpresa este livro! Que delícia me render à literatura contemporânea brasileira.

Pois li o bicho de uma vez, sem respirar. Extasiada e divertida. Este sim, posso considerar entretenimento de primeira. Não tenho tempo a perder com leitura sem alma, com música ruim ou com vinho barato. O livro de Herzog mereceu a minha atenção. A gente sente a presença forte da personalidade do escritor ali. A sua cultura, bom humor e refinamento presentes, ainda que falasse de personagens suburbanos.
Sua construção do amor avassalador de Santiago por Natércia é perfeita. Todos os personagens são divertidos porque se você for observar direitinho, a própria vida é uma comédia... Mas a gente não sabe se ri ou se chora. Tem que rebolar, tem que levar na graça.

Não me senti roubada nem enganada por um título engraçado. Enfiei o pé na jaca e não me arrependi. Ao contrário do que alguns podem pensar, o senso de humor não ficou para os imbecis. E nem sei porque falo tanto de humor aqui... Vai que o livro é trágico... Mas ler algo assim tão inusitado é prazeroso.  Faz-me rir um risinho de canto de boca.... de admiração e de inveja também porque não fui eu a ter a ideia.
Eu adoro jaca. Jaca dura, jaca mole... Qualquer uma é doce e vale a mordida.  Sem dúvida, é um livro deveras apaixonante feito um bom sambinha de gafieira.
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Giovane 25/01/2018

Ótimo
Logo no inicio o que me chamou a atenção foi o título, o que me despertou curiosidade; no entanto por recomendação não pensei duas vezes para ler,e achei ótimo, um livro gostoso de se ler uma história muito interessante e que a cada capítulo dava vontade de ler o próximo. ..recomendo.
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